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MUSEUS PARA QUÊ?


A partir da criação de novos museus no Brasil, na Europa e nos EUA, o curso propõe uma reflexão sobre como funcionam essas instituições, como são concebidos seus espaços e suas grandes exposições. Quais os principais tipos de museus? Qual a importância das exposições temporárias? Que papel desempenham os arquitetos na renovação desses locais? Como são as filiais dos maiores museus dos países asiáticos?



ENTRE TOTENS E TATUAGENS - EXPLORANDO A CULTURA E A HISTÓRIA MAORI


Totens que comemoram o passado, tatuagens faciais que refletem posições sociais. O que uma cultura tão distante quanto a Maori tem a nos ensinar? Provenientes da Polinésia e última comunidade a ser influenciada pelos europeus, os Maori correspondem hoje a 15% da população da Nova Zelândia, país considerado o mais socialmente progressista do mundo, com esforços constantes para a integração de seu povo nativo e a valorização de suas tradições.

Por ocasião da exposição Tuku Iho/ Legago Vivo Maori – que chega ao Rio de Janeiro em outubro com uma combinação de peças de arte e apresentações ao vivo de danças, cantos e tatuagens Maori –, seu curador, Karl Johnstone, estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO para falar sobre os Maori. Na pauta, assuntos como a imigração e a adaptação da comunidade na Nova Zelândia, o contato com o colonizador e o Cristianismo, a evolução cultural dos Maori e sua prosperidade nos dias atuais, os conflitos na comercialização de seus produtos culturais e o papel das artes. O bate-papo contará com a participação da professora Christine Nicolaides, que esteve recentemente na Nova Zelândia e poderá discorrer sobre o país a partir de um ponto de vista brasileiro.



ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS


Há 150 anos, o escritor Charles Lutwidge Dodgson publicava, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, a primeira edição de Alice no País das Maravilhas. A narrativa da menina curiosa que cai na toca de um coelho e é transportada para um mundo onírico transformou a história da literatura infantil com suas referências linguísticas e matemáticas; suas sátiras e paródias, que fazem da obra uma espécie de enigma inesgotável; suas reflexões sobre tamanho e identidade, que fazem desta uma literatura comprometida com a fantasia, com as mudanças e com os deslocamentos. Considerado um texto aberto a várias possibilidades interpretativas – para adultos e crianças –, Alice no País das Maravilhas continua, ainda hoje, a nos fazer sonhar, a nos intrigar e a nos emocionar.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO promove uma série de três encontros que abordarão os aspectos literários e psicanalíticos desta que é a obra-prima de Carroll e uma das mais apreciadas da literatura universal.



Spinoza e sua obra extraordinária


Contemporâneo de Descartes, Hobbes e Newton, Baruch de Spinoza (1632-1677) escreveu sua obra na aurora da modernidade. Ele concordava com a ciência e a filosofia nascentes que desafiavam os argumentos de autoridades medievais que permitiam pensar apenas a partir das Escrituras Sagradas.

Mas discordava fortemente dos alicerces sobre os quais a nova filosofia se erguia. Tais alicerces eram análogos aos da filosofia medieval e remontavam a Sócrates e Platão, que consideravam: a ontologia que separa o mundo em duas substâncias, uma espiritual, racional ou pensante, outra material e passiva; a antropologia que daí decorre, que toma corpo e mente, ou alma, como duas substâncias; a concepção da vida social atomizada; e, por conseguinte, a existência do Bem e do Mal, o desinteresse e a não afetividade do pensamento; o arbítrio livre de um sujeito imaterial que pode e deve impor suas conclusões supostamente racionais à ação corporal, à teleologia na natureza, à ordem moral do mundo.

Ao criticar a modernidade nascente, Spinoza se revelava um filósofo cujo pensamento era muito à frente de seu tempo. Sua filosofia ilumina questões caras a nosso tempo, postas e evidenciadas pela derrocada do projeto iluminista e civilizatório moderno.

Por ocasião do inédito lançamento da obra completa de Spinoza em língua portuguesa, esse curso apresenta e sistematiza o pensamento desse grande filósofo holandês de família portuguesa, considerado “o príncipe da filosofia”.



PELA ROTA DE MARCO POLO


Marco Polo percorreu a Rota da Seda no século XIII, maior rede comercial desde o Mundo Antigo. A intensa atividade nesse trajeto, de quase 7 mil quilômetros, ajudou no desenvolvimento de grandes impérios, como o Egito Antigo, além da região da Mesopotâmia e da cidade de Roma, com consequências até o nascedouro do mundo moderno. A Rota da Seda ligava o Oriente à Europa e incluía, entre outros países, as repúblicas que vieram a formar a Itália, a Pérsia, os países da Ásia Central, a China e a Índia. Em cinco encontros, vamos reconstituir a viagem realizada por esse mercador veneziano, destacando aspectos históricos e culturais das principais regiões por ele exploradas.



AFINAL, O QUE É UMA OBRA-PRIMA?


Muitas pessoas dizem que ficam extasiadas diante de uma obra-prima. Outras, por mais que contemplem, não conseguem descobrir o motivo de tanto deslumbramento por “aquele” quadro ou “aquela” estátua. O que distingue uma obra de primeira grandeza do universo enorme de obras secundárias? Quem decide isso? O critério seria apenas subjetivo? O curso busca desvendar esse mistério em quatro obras referenciais da cultura ocidental, perguntando, sem preconceito: afinal, isso é realmente tão importante assim?  



O CÁUCASO DO SUL


Foco de rivalidades no pós-Guerra Fria, o Cáucaso do Sul tem enfrentado ao longo dos anos uma série de conflitos étnicos, instabilidades políticas e crises econômicas. Composta pela Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão, essa região está cercada por três importantes players geopolíticos - o Irã, a Rússia e a Turquia - bem no cruzamento entre Europa e Ásia. Nesta aula aberta, serão apresentados aspectos da história e da política da região, centrando-se sobretudo no caso do Azerbaijão: país muçulmano xiita composto de turcos étnicos que fez parte do Império Russo e da União Soviética e com importante atuação no mercado internacional de petróleo. Uma interessante encruzilhada de civilizações que compôs a Rota da Seda e tem ampliado sua participação na arena internacional, contando, inclusive, com uma embaixada em Brasília desde 2012.



A HISTÓRIA DOS ESTADOS UNIDOS ATRAVÉS DO CINEMA


Arte por excelência do século XX, o cinema é um meio eficaz de comunicação de massa, além de ser formador de opinião. Ao se tornar um contador de histórias – com aventuras, romances, dramas e epopeias, fictícias ou reais – o cinema ajudou a construir a nacionalidade dos Estados Unidos, um país novo, dividido. E como a sétima arte contou a trajetória dessa poderosa nação aos norte-americanos e ao mundo? Fiel à realidade? Como uma fantasia idealizada do passado? Como versão conveniente para alguns? A cada encontro, serão exibidos trechos de filmes que nos ajudarão a percorrer, e compreender, diferentes momentos da história norte-americana.



Vivendo como um sultão


Até meados do século XVII, o império otomano era dos mais poderosos do mundo, abrangendo partes da Ásia, Europa e África. Reinventou-se e transformou- se através do tempo, sobrevivendo até 1922 e deixando um forte legado cultural no Oriente Médio contemporâneo e nos Bálcãs. O intuito desse curso é apresentar parte dessa trajetória, ainda pouco conhecida no Brasil, a partir das figuras de três sultões. O sultão Mehmet II promoveu a conquista de Constantinopla, em 1453, fator fundamental para a consolidação de seu império e acontecimento marcante da história mundial. Já Suleiman, “o Magnífico”, no Ocidente, e “o Legislador”, no Oriente, teve o sultanato mais longo da história otomana, sendo responsável por sua “época de ouro”. Deixou registros presentes até hoje na região, como os belos edifícios desenhados por Mimar Sinan. Por fim, Abdul Hamid II, o último sultão a exercer, de fato, o poder no império otomano, estabeleceu sua modernidade apelando para um discurso pan-islamista.