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OBRAS FUNDAMENTAIS | DE AMOR E TREVAS


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise, das ciências sociais e da história ocidental. Destacados professores apresentam os elementos mais relevantes de cada obra, os aspectos biográficos de seus autores, o contexto histórico de sua produção e o diálogo estabelecido por eles com outros textos e campos do saber.

Neste encontro, o professor Michel Gherman apresentará De amor e trevas, de Amós Oz.



JANE AUSTEN: 200 ANOS EM DOIS CLÁSSICOS


Jane Austen (1775-1817) nasceu para ser escritora e até hoje – aliás, cada vez mais – seus livros estão entre os maiores clássicos da literatura britânica. Austen compõe, com suas histórias de amor, um vasto e preciso painel da sociedade patriarcal inglesa, na qual as mulheres adquiriam identidade social apenas por meio do casamento. Daí a sátira e a caricaturização de alguns tipos humanos envolvidos numa trama que a ordem realista e brutal dos fatos determina que seja sempre igual. Com sua obra, Austen mostrou como um folhetim feminino pode ser um precioso instrumento para arrancar a máscara de uma sociedade machista.



AMOR, SEXO, CASAMENTO E FELICIDADE


Desde 1988 a antropóloga Mirian Goldenberg realiza pesquisas que têm como foco os novos arranjos conjugais na cultura brasileira. Agora decidiu investigar uma questão que a inquieta há alguns anos: se o casamento com homens “inferiores” é algo desviante na nossa cultura, por que algumas mulheres se casam com homens mais jovens? Mais ainda: se a juventude feminina é um capital, por que alguns homens se casam com mulheres mais velhas?

De todos os tipos de casamento que estudou, o que parece mais feliz é exatamente aquele em que a mulher é mais velha do que o marido. Somente aí ela percebeu um equilíbrio que, se não evita, ao menos minimiza os jogos de dominação, os conflitos e as disputas presentes em casamentos considerados mais “normais” ou “convencionais”.

Nesse encontro, Mirian Goldenberg vai discutir essa realidade e abordar temas que angustiam homens e mulheres de todas as idades: amor, desejo, sexo, fidelidade, reconhecimento, felicidade, entre tantos outros.



KANT E O AMOR PRÓPRIO


Immanuel Kant, filósofo de Königsberg conhecido por sua filosofia transcendental e sua moral, é muitas vezes interpretado injustamente como formalista vazio – isto em uma época onde seus conceitos são tão necessários.

 

Esta aula oferece uma rápida contextualização histórica e do próprio pensamento kantiano para então se aprofundar no cerne da proposta: o conceito de amor próprio na obra de Kant – e o motivo pelo qual este conceito é tão importante para o agir moral. Afinal, existe dimensão moral no amor próprio? Qual a relação do amor próprio com a humanidade e por que isto é de suma importância para os tempos atuais?



A VIDA NÃO É JUSTA


Joice Niskier, atriz e diretora de teatro, lendo as primeiras histórias do livro A vida não é justa, da juíza Andréa Pachá, sentiu uma vontade imensa de começar de novo a leitura. “Queria reler e agora em voz alta”, pensou. E assim o fez, e outra vez, e achou que, se colocasse numa certa sequência, seria possível criar um roteiro que conduzisse o ouvinte a uma sala de teatro. Também, pudera! Andréa, juíza desde 1994, , foi roteirista e produtora teatral por cinco anos antes da magistratura e teve a sorte, digamos assim, de atuar durante 15 anos na Vara de Família. A família, um lugar por excelência do drama humano. E assim, entre o amor e o ódio, entre filhos precoces e acertos de contas, entre separações e reconciliações, Andréa nos sensibiliza com a sua escrita, sua compaixão e seu magistral senso de justiça, defendendo a humanidade do Direito.

Sejam todos bem-vindos a sentar-se nas cadeiras do emblemático Imperator e testemunhar, sem juízo de valor, histórias reais que poucos escritores ousariam imaginar, lidas pelos atores Claudio Mendes, Daniel Chagas, Leticia Isnard e Monica Bittencourt. Ao final da leitura, teremos uma conversa com a juíza, que nos contará mais sobre a experiência de decidir a respeito de situações tão importantes na vida de pessoas epara quem o diálogo não é mais possível, para quem é necessário que uma lei, ou o entendimento dela, faça justiça. E que não nos enganemos, pois a vida não é justa.  

> Este encontro ocorrerá no Centro Cultural João Nogueira - Imperator (rua Dias da Cruz, 170 - Meier, Rio de Janeiro)
> A entrada é gratuita e os ingressos poderão ser retirados uma hora antes do evento na bilheteria do Imperator  



EGOÍSMO E INDIVIDUALISMO


Muito se diz do egoísmo e do individualismo como marcas da contemporaneidade, ou da modernidade líquida, do capitalismo, da falta de solidariedade dos dias atuais. Mas em que consistem o egoísmo e o individualismo? Do que tratam quando usamos esses termos? São eles unívocos, polissêmicos ou mesmo equívocos?

Nietzsche falava de um egoísmo inferior e de um egoísmo superior. Spinoza, de um amor-próprio e de um amor de si. Ambos discorreram não só sobre os males e os benefícios da individualidade, como nos ajudaram a compreender em que ela nos é irredutível e em que isso não é ruim.

Nesse curso buscaremos compreender a gênese ontológica, existencial e afetiva do egoísmo e do individualismo, através de uma compreensão da individualidade a partir das filosofias de Nietzsche e de Spinoza e da teoria psicanalítica de Winnicott.



AMOR EM TEMPOS DE INTERNET


Um em cada três relacionamentos, hoje, começa na internet. Ainda assim há muita resistência, especialmente entre as mulheres, em usar aplicativos. O assunto é cercado de tabus, mas também de novas regras na forma de se relacionar. Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, quem deixa o preconceito de lado aumenta as chances de encontrar o par perfeito ou, no mínimo, se divertir muito. Mas é preciso aprender a lidar com o imediatismo das relações, as brigas por ciúme, o sexting, o vazamento de intimidade. Nesse encontro, ela convida os participantes a debater sobre esses e outros temas enquanto desfia histórias pessoais, de amigos e de leitores que se aventuraram na rede em busca de amor e sexo.



60 ANOS ZAHAR NA CASA
BAUMAN, O PENSADOR DA MODERNIDADE LÍQUIDA


Na hierarquia herdada dos valores reconhecidos, a ‘síndrome consumista’ destronou a duração, promoveu a transitoriedade e colocou o valor da novidade acima do valor da permanência.” (Bauman, Vida líquida)

Ao dedicar a vida a denunciar o individualismo e a desigualdade de uma sociedade complexa e fragmentada, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, morto em janeiro deste ano, deixa um legado imensurável. Resistente ao termo “pós-modernidade”, ele trouxe à tona a perspectiva de um pensamento crítico – cunhado por ele de “modernidade líquida” –, que desvela a liquidez das relações familiares e amorosas e do próprio Estado-Nação, onde impera o descomprometimento com uma lógica comunitária e colaborativa.

Neste encontro, a CASA DO SABER RIO e a ZAHAR, editora do autor no Brasil, recebem a socióloga Cíntia Sanmartin Fernandes para uma homenagem à vida e à obra de um dos principais pensadores do século XX. A aula inaugura o ciclo 60 ANOS ZAHAR NA CASA, no qual a editora comemora os 60 anos de sua história com seis encontros sobre e com autores de seu catálogo.

*Os inscritos receberão de presente exemplares de livros dos autores e temas abordados ao longo do ciclo.

PARCERIA:

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AMOR EM TEMPOS DE INTERNET


Um em cada três relacionamentos, hoje, começa na internet. Ainda assim há muita resistência, especialmente entre as mulheres, em usar aplicativos. O assunto é cercado de tabus, mas também de novas regras na forma de se relacionar. Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, quem deixa o preconceito de lado aumenta as chances de encontrar o par perfeito ou, no mínimo, se divertir muito. Mas é preciso aprender a lidar com o imediatismo das relações, as brigas por ciúme, o sexting, o vazamento de intimidade. Nesse encontro, ela convida os participantes a debater sobre esses e outros temas enquanto desfia histórias pessoais, de amigos e de leitores que se aventuraram na rede em busca de amor e sexo.