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EROS EM PLATÃO: O DESEJO COMO INTERMEDIÁRIO


O objetivo desse curso é apresentar a teoria sobre Eros (amor erótico) em Platão, debatendo dois de seus diálogos: o Banquete e o Fedro. A partir de uma apresentação geral da filosofia de Platão e também da mitologia grega, procuraremos mostrar que o amor erótico, o Eros, é concebido pelo pensador como uma espécie de meio pelo qual o homem alcança seu destino, isto é, a Beleza, o Bem e a Verdade. Eros é visto como uma loucura divina, um intermediário entre deuses e homens capaz de nos auxiliar a restaurar nossas virtudes.



O BANQUETE : PLATÃO, LACAN E FOUCAULT


No Banquete, esse diálogo platônico em tudo admirável e estimulante, encontramos a matriz dos discursos sobre o amor no Ocidente. Nesse curso, percorreremos os modos de construção discursiva sobre o tema em Sócrates e em Platão. Além disso, saltaremos para trás e para a frente no tempo, procurando alcançar parte do pensamento pré-socrático, assim como algumas ideias contemporâneas, entre as quais as de Jacques Lacan e Michel Foucault, que incidem sobre essa obra máxima e inaugural daquilo a que chamamos filosofia.



KANT, O AMOR-PRÓPRIO E O AGIR MORAL


Immanuel Kant (1724-1804), filósofo de Königsberg, na Alemanha, conhecido por sua filosofia transcendental e sua moral, é muitas vezes considerado injustamente um formalista vazio – isso em uma época em que seus conceitos poderiam ser extremamente úteis.

Nesse curso, após a contextualização do pensamento kantiano, nos deteremos no conceito de amor-próprio e em sua relevância para o agir moral. Afinal, existe dimensão moral no amor-próprio? Qual a relação entre o amor-próprio e a humanidade? E por que buscar respostas para tais questões é essencial nos tempos atuais?

Serão quatro encontros que ajudarão não somente a conceber a importância desse pensador para a humanidade, como também contribuirão para a adoção de um pensamento mais sustentável e de práticas de vida mais eficazes na atualidade.



POEMAS DE AMOR: CORTESIA E CUIDADO


Desde os mais antigos poemas escritos em língua portuguesa, há quase novecentos anos, o homem revela e confessa, o poeta canta e conta profundo sentimento de amor. Nosso curso aborda o amor que é fino, delicado, agudo. A paixão que aprisiona o poeta transmite o extremo cuidado com o ser amado. O amante apaixonado se declara e, se não for correspondido, muitas vezes prefere morrer.

Amor antigo e sempre atual. Mudam as palavras, a forma dos poemas, mas a delicadeza, a corte, é igual até hoje, mesmo em tempo de violências. A permanência desse amor é o que pretendemos demonstrar em tempos e espaços, longínquos e próximos, por meio da obra de autores de prosa e verso, portugueses e brasileiros: Dom Dinis, Camões, Vinicius de Moraes, Ivan Junqueira, Adélia Prado, Antonio Cicero e outros.



OBRAS FUNDAMENTAIS | DE AMOR E TREVAS


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise, das ciências sociais e da história ocidental. Destacados professores apresentam os elementos mais relevantes de cada obra, os aspectos biográficos de seus autores, o contexto histórico de sua produção e o diálogo estabelecido por eles com outros textos e campos do saber.

Neste encontro, o professor Michel Gherman apresentará De amor e trevas, de Amós Oz.



JANE AUSTEN: 200 ANOS EM DOIS CLÁSSICOS


Jane Austen (1775-1817) nasceu para ser escritora e até hoje – aliás, cada vez mais – seus livros estão entre os maiores clássicos da literatura britânica. Austen compõe, com suas histórias de amor, um vasto e preciso painel da sociedade patriarcal inglesa, na qual as mulheres adquiriam identidade social apenas por meio do casamento. Daí a sátira e a caricaturização de alguns tipos humanos envolvidos numa trama que a ordem realista e brutal dos fatos determina que seja sempre igual. Com sua obra, Austen mostrou como um folhetim feminino pode ser um precioso instrumento para arrancar a máscara de uma sociedade machista.



AMOR, SEXO, CASAMENTO E FELICIDADE


Desde 1988 a antropóloga Mirian Goldenberg realiza pesquisas que têm como foco os novos arranjos conjugais na cultura brasileira. Agora decidiu investigar uma questão que a inquieta há alguns anos: se o casamento com homens “inferiores” é algo desviante na nossa cultura, por que algumas mulheres se casam com homens mais jovens? Mais ainda: se a juventude feminina é um capital, por que alguns homens se casam com mulheres mais velhas?

De todos os tipos de casamento que estudou, o que parece mais feliz é exatamente aquele em que a mulher é mais velha do que o marido. Somente aí ela percebeu um equilíbrio que, se não evita, ao menos minimiza os jogos de dominação, os conflitos e as disputas presentes em casamentos considerados mais “normais” ou “convencionais”.

Nesse encontro, Mirian Goldenberg vai discutir essa realidade e abordar temas que angustiam homens e mulheres de todas as idades: amor, desejo, sexo, fidelidade, reconhecimento, felicidade, entre tantos outros.



KANT E O AMOR PRÓPRIO


Immanuel Kant, filósofo de Königsberg conhecido por sua filosofia transcendental e sua moral, é muitas vezes interpretado injustamente como formalista vazio – isto em uma época onde seus conceitos são tão necessários.

 

Esta aula oferece uma rápida contextualização histórica e do próprio pensamento kantiano para então se aprofundar no cerne da proposta: o conceito de amor próprio na obra de Kant – e o motivo pelo qual este conceito é tão importante para o agir moral. Afinal, existe dimensão moral no amor próprio? Qual a relação do amor próprio com a humanidade e por que isto é de suma importância para os tempos atuais?



A VIDA NÃO É JUSTA


Joice Niskier, atriz e diretora de teatro, lendo as primeiras histórias do livro A vida não é justa, da juíza Andréa Pachá, sentiu uma vontade imensa de começar de novo a leitura. “Queria reler e agora em voz alta”, pensou. E assim o fez, e outra vez, e achou que, se colocasse numa certa sequência, seria possível criar um roteiro que conduzisse o ouvinte a uma sala de teatro. Também, pudera! Andréa, juíza desde 1994, , foi roteirista e produtora teatral por cinco anos antes da magistratura e teve a sorte, digamos assim, de atuar durante 15 anos na Vara de Família. A família, um lugar por excelência do drama humano. E assim, entre o amor e o ódio, entre filhos precoces e acertos de contas, entre separações e reconciliações, Andréa nos sensibiliza com a sua escrita, sua compaixão e seu magistral senso de justiça, defendendo a humanidade do Direito.

Sejam todos bem-vindos a sentar-se nas cadeiras do emblemático Imperator e testemunhar, sem juízo de valor, histórias reais que poucos escritores ousariam imaginar, lidas pelos atores Claudio Mendes, Daniel Chagas, Leticia Isnard e Monica Bittencourt. Ao final da leitura, teremos uma conversa com a juíza, que nos contará mais sobre a experiência de decidir a respeito de situações tão importantes na vida de pessoas epara quem o diálogo não é mais possível, para quem é necessário que uma lei, ou o entendimento dela, faça justiça. E que não nos enganemos, pois a vida não é justa.  

> Este encontro ocorrerá no Centro Cultural João Nogueira - Imperator (rua Dias da Cruz, 170 - Meier, Rio de Janeiro)
> A entrada é gratuita e os ingressos poderão ser retirados uma hora antes do evento na bilheteria do Imperator