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O mal-estar na arte contemporânea


Em O mal-estar na cultura (1930), Freud pensa o conflito entre as necessidades pulsionais de cada indivíduo e as quase inconciliáveis exigências que a civilização lhe impõe. A arte – tanto a sua fruição quanto a criação artística propriamente – é referida no texto freudiano como uma “suave narcose”; como algo que de algum modo interrompe os rigores necessariamente presentes na tarefa de constituição do Eu, ou lhes dá um destino diferente. Alguns dos resultados dessa empreitada, que é o envolvimento com a arte, estão nos museus – ao mesmo tempo depositários da arte produzida, matrizes de novas criações e produtores de efeitos sobre aqueles que são atravessados por sua força e encanto.