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CONTOS DE FADAS MODERNOS: O ROMANCE DE LYGIA FAGUNDES TELLES


Qual a maior semelhança entre as personagens Cinderela, Bela Adormecida e Branca de Neve? A mais superficial associação revela que as três são jovens perseguidas por mulheres más (madrastas ou fadas invejosas) e salvas por mulheres boas (fadas benfazejas). De fato, uma das funções do conto maravilhoso, chamado “de fadas”, é a possibilidade de oferecer solução a alguns dos conflitos internos de quem o lê ou ouve. Um desses conflitos, muitas vezes inconfessados ou mesmo inconfessáveis, é o que se instala entre mães e filhas, representadas nesse tipo de narrativa pela jovem maltratada pela madrasta ou perseguida pela fada invejosa (representação da mãe má) e salva pela boa fada (representação da boa mãe).

O delicado e sofisticado romance de Lygia Fagundes Telles, passado na cosmopolita São Paulo dos anos 1950 e 60, pode ser lido nessa chave (um livro se faz sempre de outros livros). Se dois de seus títulos - Ciranda de Pedra e As Meninas – podem ser vistos como “romances de aprendizagem”, nos quais a personagem tem de atravessar a perigosa floresta e vencer várias provas para finalmente encontrar seu destino, dois outros – Verão no Aquário e As Horas Nuas - apontam outra perspectiva: a bondade das fadas talvez oculte outros desígnios, as mães não sejam sempre bondosas, e a força e a liberdade talvez não estejam exatamente onde se imagina que estejam.

*Recomenda-se a leitura prévia das obras.



HISTÓRIA DA ARTE – ARTE MODERNA: PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX


Esse curso pretende oferecer um panorama sobre o universo da história da arte moderna ocidental no início do século XX, como Fauvismo, Cubismo e Expressionismo, em que se destacam os trabalhos de Matisse, Picasso, Braque, Kirchner, Franz Marc, Emil Nolde, Kandinsky, entre outros. Assim, muito poderá ser discutido e apresentado em aulas fartamente ilustradas.

*Dado o extenso programa do curso, o professor poderá fazer pequenas alterações no andamento das aulas, de acordo com as necessidades do próprio curso e com a aquiescência dos alunos.



QUATRO SÉCULOS, QUATRO LITERATURAS, QUATRO CLÁSSICOS


O século XVII mal começava e o mundo ganhava o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, a maior obra da literatura espanhola de todos os tempos. No século XVIII, o maior escritor alemão deu ao universo seu primeiro best-seller com Os sofrimentos do jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe. Quando o século XIX dava os últimos suspiros, Liev Tolstói deu à literatura russa e ao mundo um dos maiores textos sobre a finitude, A morte de Ivan Ilitch. No século XX a literatura começou a beber cada vez mais de outras fontes e se tornou psicológica, filosófica, histórica e ensaisticamente mais abrangente, a ponto de ser possível gerar uma obra-tudo como Em busca do tempo perdido, do francês Marcel Proust.

Nesse curso, serão apresentados o contexto histórico em que essas obras foram produzidas e também aspectos biográficos de seus autores.



CLUBE DE LEITURA


O Clube de Leitura da CASA DO SABER RIO visa estimular a leitura e a releitura de clássicos da literatura universal e a troca de ideias entre os participantes, de modo a colocar em contato pontos de vista distintos e eventualmente complementares sobre uma mesma obra. Os encontros mensais são coordenados por Beatriz Malcher, que, além de sistematizar o programa de leitura e de auxiliar na articulação dos debates, apresenta nas reuniões uma contextualização histórica, literária e artística do livro e de seu autor, estabelecendo conexões entre os diferentes textos analisados.

*Recomenda-se aos inscritos a leitura prévia das obras que serão trabalhadas nos encontros.



GRANDES MESTRES DA MÚSICA CLÁSSICA FRANCESA: FAURÉ, DEBUSSY E RAVEL


Desde a Idade Média, os compositores nascidos na França enriquecem a história da música clássica. Foi entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, porém, que o país testemunhou a explosão de talentos que lhe asseguraria posição de destaque na área. Pois nesse período – em larga medida como reação à preponderância da música criada na Alemanha, tida como pesada – floresceu uma escola que ainda hoje enche as salas de concerto. Nesse curso, os três maiores compositores franceses da época – Fauré, Debussy e Ravel – terão suas principais obras comentadas, bem como suas trajetórias pessoais. No conjunto, sua produção forma um monumento paradoxalmente leve, elegante, delicado, espécie de primo sonoro dos pintores impressionistas.



ARTE E CULTURA NA RÚSSIA


Da Rússia dos czares até nossos dias, esses dois encontros pretendem oferecer uma visão panorâmica da arte e da cultura nas duas principais cidades do país: São Petersburgo e Moscou. Os palácios, a coleção do Hermitage, o Kremlin, a Galeria Tretyakov e outros tesouros serão apresentados por meio de um farto material visual acompanhado de discussões teóricas sobre o assunto.



A HISTÓRIA DO CINEMA ATRAVÉS DO OSCAR


Saber um pouco mais sobre a história do cinema significa acompanhar a cultura e as formas de expressão absorvidas de todas as outras artes e dos movimentos sócio-políticos de cada época, assim como enxergar, através de uma lente do glamour e do prestígio, não apenas o que a maior premiação de todos os tempos escolheu laurear em seus quase 100 anos do cinema, mas também os grandes clássicos que foram esnobados – e quais foram as razões para tanto.

Nesse curso, dividido em quatro encontros, será apresentada a história do cinema por meio das edições da premiação mais importante do segmento, destacando momentos de glória e também aqueles que não são tão memoráveis assim, traçando um panorama ilustrado desta que é considerada a sétima arte da humanidade.



A LAND ART – QUANDO A ARTE ESCAPA DOS MUSEUS, DAS GALERIAS E DOS CENTROS URBANOS


Em dois encontros, vamos visitar um momento crucial da passagem da arte moderna para a contemporânea. No final dos anos 1960, desenvolveu-se, depois da polarização entre a pop art e o minimalismo, uma forte crítica à arte como mercadoria. Foi o momento da ascensão da arte conceitual ou da “desmaterialização do objeto de arte”, nos termos da crítica e teórica americana Lucy Lippard. Mas também do seu contrário: ao escapar das instituições tradicionais – museus e galerias –, diversos artistas passaram a fazer intervenções absolutamente inéditas nas cidades, mas sobretudo fora dos centros urbanos. Nascia a chamada Land Art, conhecida pelas intervenções pioneiras de Walter de Maria, Robert Smithson, Christo e Jeanne Claude, Richard Long, Michael Heizer, entre outros.



OS VIKINGS: O QUE SABEMOS SOBRE A SOCIEDADE E A HISTÓRIA DA ESCANDINÁVIA?


Os vikings, originários da região da Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega), são uma antiga civilização expansionista. Conhecidos também como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura fortemente baseada na atividade agrícola, no artesanato e em um notável comércio marítimo.

Nesse curso serão apresentados o modo de vida dos povos escandinavos antigos, sua religião, seus aspectos culturais e as principais teorias que explicam as razões de se tornarem “vikings” e promoverem expedições de pilhagem, processo que posteriormente se transformaria no movimento de colonização. Além disso, serão destacadas as viagens impulsionadas por suas tecnologias navais, que fomentaram a descoberta de novas rotas, tornando-as importantes trajetos comerciais na época.