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AS VÁRIAS “PESSOAS” DE FERNANDO PESSOA


Em 2018 são celebrados os 130 anos do nascimento de um dos maiores poetas do século XX, Fernando Pessoa, ou ainda Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares - todos desdobramentos do seu “eu” poético. Esta tendência marcante e inovadora, que foi a característica da heteronímia, faz da sua obra um dos maiores contributos para a literatura portuguesa e mundial.

Ao longo de três encontros serão apresentados os aspectos mais importantes da vida e da obra de Fernando Pessoa, o movimento modernista na poesia portuguesa, o escândalo da publicação da revista Orpheu e a sua amizade com Mário de Sá-Carneiro.



CONTOS DE FADAS MODERNOS: O ROMANCE DE LYGIA FAGUNDES TELLES


Qual a maior semelhança entre as personagens Cinderela, Bela Adormecida e Branca de Neve? A mais superficial associação revela que as três são jovens perseguidas por mulheres más (madrastas ou fadas invejosas) e salvas por mulheres boas (fadas benfazejas). De fato, uma das funções do conto maravilhoso, chamado “de fadas”, é a possibilidade de oferecer solução a alguns dos conflitos internos de quem o lê ou ouve. Um desses conflitos, muitas vezes inconfessados ou mesmo inconfessáveis, é o que se instala entre mães e filhas, representadas nesse tipo de narrativa pela jovem maltratada pela madrasta ou perseguida pela fada invejosa (representação da mãe má) e salva pela boa fada (representação da boa mãe).

O delicado e sofisticado romance de Lygia Fagundes Telles, passado na cosmopolita São Paulo dos anos 1950 e 60, pode ser lido nessa chave (um livro se faz sempre de outros livros). Se dois de seus títulos - Ciranda de Pedra e As Meninas – podem ser vistos como “romances de aprendizagem”, nos quais a personagem tem de atravessar a perigosa floresta e vencer várias provas para finalmente encontrar seu destino, dois outros – Verão no Aquário e As Horas Nuas - apontam outra perspectiva: a bondade das fadas talvez oculte outros desígnios, as mães não sejam sempre bondosas, e a força e a liberdade talvez não estejam exatamente onde se imagina que estejam.

*Recomenda-se a leitura prévia das obras.



HISTÓRIA DA ARTE – ARTE MODERNA: PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX


Esse curso pretende oferecer um panorama sobre o universo da história da arte moderna ocidental no início do século XX, como Fauvismo, Cubismo e Expressionismo, em que se destacam os trabalhos de Matisse, Picasso, Braque, Kirchner, Franz Marc, Emil Nolde, Kandinsky, entre outros. Assim, muito poderá ser discutido e apresentado em aulas fartamente ilustradas.

*Dado o extenso programa do curso, o professor poderá fazer pequenas alterações no andamento das aulas, de acordo com as necessidades do próprio curso e com a aquiescência dos alunos.



QUATRO SÉCULOS, QUATRO LITERATURAS, QUATRO CLÁSSICOS


O século XVII mal começava e o mundo ganhava o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, a maior obra da literatura espanhola de todos os tempos. No século XVIII, o maior escritor alemão deu ao universo seu primeiro best-seller com Os sofrimentos do jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe. Quando o século XIX dava os últimos suspiros, Liev Tolstói deu à literatura russa e ao mundo um dos maiores textos sobre a finitude, A morte de Ivan Ilitch. No século XX a literatura começou a beber cada vez mais de outras fontes e se tornou psicológica, filosófica, histórica e ensaisticamente mais abrangente, a ponto de ser possível gerar uma obra-tudo como Em busca do tempo perdido, do francês Marcel Proust.

Nesse curso, serão apresentados o contexto histórico em que essas obras foram produzidas e também aspectos biográficos de seus autores.



CLUBE DE LEITURA


O Clube de Leitura da CASA DO SABER RIO visa estimular a leitura e a releitura de clássicos da literatura universal e a troca de ideias entre os participantes, de modo a colocar em contato pontos de vista distintos e eventualmente complementares sobre uma mesma obra. Os encontros mensais são coordenados por Beatriz Malcher, que, além de sistematizar o programa de leitura e de auxiliar na articulação dos debates, apresenta nas reuniões uma contextualização histórica, literária e artística do livro e de seu autor, estabelecendo conexões entre os diferentes textos analisados.

*Recomenda-se aos inscritos a leitura prévia das obras que serão trabalhadas nos encontros.



GRANDES MESTRES DA MÚSICA CLÁSSICA FRANCESA: FAURÉ, DEBUSSY E RAVEL


Desde a Idade Média, os compositores nascidos na França enriquecem a história da música clássica. Foi entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, porém, que o país testemunhou a explosão de talentos que lhe asseguraria posição de destaque na área. Pois nesse período – em larga medida como reação à preponderância da música criada na Alemanha, tida como pesada – floresceu uma escola que ainda hoje enche as salas de concerto. Nesse curso, os três maiores compositores franceses da época – Fauré, Debussy e Ravel – terão suas principais obras comentadas, bem como suas trajetórias pessoais. No conjunto, sua produção forma um monumento paradoxalmente leve, elegante, delicado, espécie de primo sonoro dos pintores impressionistas.



A HISTÓRIA DO CINEMA ATRAVÉS DO OSCAR


Saber um pouco mais sobre a história do cinema significa acompanhar a cultura e as formas de expressão absorvidas de todas as outras artes e dos movimentos sócio-políticos de cada época, assim como enxergar, através de uma lente do glamour e do prestígio, não apenas o que a maior premiação de todos os tempos escolheu laurear em seus quase 100 anos do cinema, mas também os grandes clássicos que foram esnobados – e quais foram as razões para tanto.

Nesse curso, dividido em quatro encontros, será apresentada a história do cinema por meio das edições da premiação mais importante do segmento, destacando momentos de glória e também aqueles que não são tão memoráveis assim, traçando um panorama ilustrado desta que é considerada a sétima arte da humanidade.



A LAND ART – QUANDO A ARTE ESCAPA DOS MUSEUS, DAS GALERIAS E DOS CENTROS URBANOS


Em dois encontros, vamos visitar um momento crucial da passagem da arte moderna para a contemporânea. No final dos anos 1960, desenvolveu-se, depois da polarização entre a pop art e o minimalismo, uma forte crítica à arte como mercadoria. Foi o momento da ascensão da arte conceitual ou da “desmaterialização do objeto de arte”, nos termos da crítica e teórica americana Lucy Lippard. Mas também do seu contrário: ao escapar das instituições tradicionais – museus e galerias –, diversos artistas passaram a fazer intervenções absolutamente inéditas nas cidades, mas sobretudo fora dos centros urbanos. Nascia a chamada Land Art, conhecida pelas intervenções pioneiras de Walter de Maria, Robert Smithson, Christo e Jeanne Claude, Richard Long, Michael Heizer, entre outros.



OS VIKINGS: O QUE SABEMOS SOBRE A SOCIEDADE E A HISTÓRIA DA ESCANDINÁVIA?


Os vikings, originários da região da Escandinávia (Dinamarca, Suécia e Noruega), são uma antiga civilização expansionista. Conhecidos também como nórdicos ou normandos, eles estabeleceram uma rica cultura fortemente baseada na atividade agrícola, no artesanato e em um notável comércio marítimo.

Nesse curso serão apresentados o modo de vida dos povos escandinavos antigos, sua religião, seus aspectos culturais e as principais teorias que explicam as razões de se tornarem “vikings” e promoverem expedições de pilhagem, processo que posteriormente se transformaria no movimento de colonização. Além disso, serão destacadas as viagens impulsionadas por suas tecnologias navais, que fomentaram a descoberta de novas rotas, tornando-as importantes trajetos comerciais na época.