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O PENSAMENTO POLÍTICO ATENIENSE: PLATÃO, ARISTÓTELES E PROTÁGORAS


O curso tem como objetivo discutir a forma como a participação popular nos processos de decisão foi percebida pelos principais pensadores de Atenas, considerada o berço da democracia ocidental. Platão será abordado em estreita continuidade com seu mestre, Sócrates, representando a leitura que condena de forma mais veemente esse envolvimento. Aristóteles, a despeito de também ser refratário à presença do demos na tomada de decisões, propõe formas de governo que permitem que ele seja ouvido. Protágoras, por sua vez, defende uma atuação mais forte, com base na ideia de que todas as opiniões políticas são igualmente legítimas. A abordagem desses autores pretende contribuir para reflexões acerca da participação popular no mundo contemporâneo.



GUERRA E PAZ NO IMPÉRIO OTOMANO


O Império Otomano durou de 1299 a 1922 e se espalhou por três continentes. Apesar de sua longevidade e vastidão, ainda conta com pouquíssima pesquisa feita por brasileiros, mesmo tendo o país recebido dezenas de milhares de imigrantes daquela região. A proposta do curso é tratar brevemente da história otomana para então centrar-se nos conflitos que a marcaram, assim como a história global. O enfoque se dará nas figuras dos janízaros, que compunham a elite do Exército otomano nas duas tentativas de tomar Viena (1529 e 1683), na conquista de Constantinopla (1453), na guerra da Crimeia (1853-1856) e na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).



ELIZABETH II, UM LONGO REINADO


Ao nos referirmos à rainha neste início do século XXI, não há dúvidas de que se trata de Elizabeth II do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, também rainha do Canadá, Austrália, Nova Zelândia e mais tantos outros países que um dia integraram o império colonial britânico.

Há hoje no mundo outras soberanas, mas, com toda certeza, é ela a maior representante do sistema monárquico. Decana dos soberanos europeus, nos seus extraordinários 65 anos no trono viu o mundo se transformar. Poucos chefes de Estado tiveram a chance de ter a seu lado, num mesmo reinado, o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill (1940-1945 e 1951-1955) e o ex-presidente americano Barack Obama (2009-2017).

Símbolo da decadência do império britânico ou da reinvenção de uma história milenar, quem é essa mulher e o que é exatamente esse sistema que ela chefia e que se mantém vivo, apesar das tormentas do passado e das críticas do presente? Figura anacrônica ou eficiente funcionária a serviço de seu país?

Partindo da história da monarquia britânica e de suas instituições e rituais, esse curso pretende traçar o perfil de Elizabeth II como soberana, bem como aproximar-se de seu outro lado, o mortal, o que possui uma vida privada. Ao final, serão apresentadas as diversas faces da monarca, transformadas em personagem no cinema, no teatro e na televisão, um fato único em toda a história da monarquia.



SÍRIA EM CHAMAS


A Guerra Civil Síria teve início com uma onda de grandes protestos populares em janeiro de 2011. Meses depois, desdobrou-se em um dos mais importantes conflitos bélicos do mundo contemporâneo globalizado.

Esse curso pretende, ao longo de quatro encontros, apresentar a história por trás dessa guerra que já causou mais de 260 mil mortos, deixou milhões de refugiados e destruiu inúmeras cidades — algumas declaradas Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.



MENTE, CORPO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA


Seria inimaginável pensar a nossa vida sem os aportes tecnológicos. São eles que nos fazem despertar na hora certa, que nos colocam em contato com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo, que nos auxiliam a escolher um restaurante ou pegar um táxi. Nas últimas décadas, os avanços foram muitos. Em razão deles, mudamos a nossa forma de comprar, de trabalhar, de utilizar o tempo livre, de nos relacionarmos. Como os avanços vêm modificando a nossa mente e o nosso corpo? De que forma isso influencia a medicina e a saúde? Quais os limites éticos de seu uso?  

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ELEIÇÕES E INTERNET: O QUE A CAMPANHA DE TRUMP TEM A DIZER SOBRE O BRASIL EM 2018


A eleição do magnata Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, em 2016, marcou uma inflexão na forma de usar a internet inaugurada por seu antecessor, Barack Obama. Enquanto o democrata ganhou notoriedade por conquistar engajamento inédito na web – levando milhões de eleitores a contribuir financeiramente com sua campanha –, o republicano ficou conhecido pela propagação de notícias falsas, utilização maciça de robôs e abordagem seletiva de eleitores com a ajuda de perfis psicológicos traçados a partir de cliques no Facebook.

Nesse encontro pretende-se debater, no plano da teoria, a relação entre internet e democracia e, mais especificamente, entre internet e campanhas eleitorais, para depois analisar essas duas experiências americanas, ambas com bons resultados nas urnas. Serão abordados ainda dados sobre os pleitos de 2014 e 2016 no Brasil. Ao fim, a intenção é produzir uma reflexão conjunta sobre as expectativas para as eleições brasileiras de 2018.



A MODA COMO INSTRUMENTO DE PODER


A moda foi, durante séculos, instrumento de dominação e distinção legitimado por rigorosas leis que estabeleceram as regras do vestir nas grandes monarquias europeias. Séculos depois, permanece como forte ferramenta de distinção social, chegando à atualidade com características totalmente diversas das predominantes no passado, mas igualmente poderosas.

A proposta do curso é estudar a importância do vestir e, posteriormente, da moda, como artifício de poder. Começando pelas “Leis Suntuárias”, da Idade Média, passaremos pela alta-costura e o prêt-à-porter, nos séculos XIX e XX, até chegarmos à primeira década do século XXI, marcada por mudanças profundas. Essas transformações são provocadas sobretudo pelo fast fashion e seus desdobramentos, como o see now by now e o slow consumerism, que vêm levantando importantes questões e gerando debates na agenda da moda mundial.



REVISITANDO OS MITOS E O TRÁGICO DA GRÉCIA ANTIGA


O drama trágico, que surgiu na democracia de Atenas no século V a.C., elaborou uma releitura dos mitos da tradição grega mais arcaica. Inseridos na poesia dos trágicos, eles ganharam outras significações a partir de um novo foco político e inquiridor.

Esse curso pretende apresentar as origens e a função da tragédia na democracia ateniense, apresentando três textos clássicos como exemplos das novas conotações do mito incorporado ao drama: Prometeu acorrentado, de Ésquilo, Édipo-Rei, de Sófocles, e Medeia, de Eurípides.



A MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA


A cultura do medicamento se tornou um fator preponderante na sociedade contemporânea. Passamos a entender a saúde como um subproduto do consumo de fármacos, ignorando que as doenças mais frequentes na atualidade não são causadas por agentes externos, como no passado, e sim por fatores genéticos e, principalmente, pelo estilo de vida.

Essa medicalização excessiva chegou também à infância, acometida por métodos antinaturais desde a gestação. Antes do nascimento, famílias são induzidas a optar pela cirurgia como forma de trazer seus filhos ao mundo. Ainda nos primeiros meses dos bebês, os pais são convencidos de que os problemas da amamentação podem ser facilmente solucionados com o uso de fórmulas ou leites artificiais, o que muitas vezes suprime o precioso leite materno.

O modo de vida acelerado e a superexposição às telas – que levam ao confinamento, estimulam o consumo irrefreável de novos produtos e afetam a qualidade do sono das crianças – resultam em ganho de peso, desatenção e problemas de escolaridade. E crescem os diagnósticos de hiperatividade e déficit de atenção, o uso excessivo de drogas psicoativas e um crescente mercado de antidepressivos entre crianças de dois a seis anos.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO recebe o pediatra Daniel Becker para debater as causas desse fenômeno e propor alternativas à medicalização infantil, passando por temas como os métodos educativos, a convivência familiar, a importância do livre-brincar e os mitos científicos sobre a saúde.