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TRAIÇÃO E O AMANTE, POR MARCUS ALVISI | CICLO DE LEITURAS


Repetindo o sucesso da Casa do Saber de São Paulo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO inicia o Ciclo de Leituras, série de encontros com grandes nomes do teatro nacional, idealizado pela atriz Maria Fernanda Cândido, e coordenado, aqui no Rio, por Zulma Mercadante.

Cada encontro apresentará a visão e o estilo de cada diretor, buscando, na diversidade de textos e abordagens de interpretação, novos olhares sobre o ofício do teatro e da vida. O Ciclo de Leituras se apresenta também como uma demonstração não apenas da vivacidade e atualidade de cada texto, mas como um representante da força sempre presente da expressão teatral.

Neste encontro, teremos “Traição” e “O Amante”, de Harold Pinter, com tradução de John Nova. Pinter foi um dramaturgo, roteirista, poeta, ator, diretor e ativista político britânico, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2005. Escreveu para teatro, televisão, rádio e cinema. Seus primeiros trabalhos foram freqüentemente associados ao teatro do absurdo. Estudou dois semestres na Real Academia de Arte Dramática, publicou poesia e começou a trabalhar no teatro, como ator, usando o pseudônimo de David Baron. Sua primeira peça foi The Room, representada por estudantes na Universidade de Bristol. As peças iniciais de Pinter partem de um fato aparentemente inocente e desembocam em uma situação absurda ou ameaçadora, quase sempre por causa da conduta peculiar ou insólita de um dos personagens. Esses trabalhos mostram grande influência de Samuel Beckett, com quem, aliás, Pinter manteve grande amizade.

Para dirigir a leitura das duas peças, convidamos o diretor teatral Marcus Alvisi.

Ficha Técnica:
Textos: “Traição” e “O Amante”, de Harold Pinter/ tradução de John Nova
Direção: Marcus Alvisi
Assistente de direção: Tiago Fonseca
Elenco de Traição: Giovana Cordeiro, Alan Oliveira e Daniel Dalcin
Elenco de O Amante: Debora Nunes e John Nova



Encontros do cinema com a filosofia


Os filmes selecionados para esse curso têm em comum o uso da lente cinematográfica como recurso para propor uma reeducação do olhar, quase sempre viciado em repetir o próprio ponto de vista. Apresentando ângulos inesperados para o tratamento de questões humanas e classicamente filosóficas, como as ideias de verdade, justiça e finitude, esses filmes levam, necessariamente, à reflexão. Investindo na arte do olhar como possibilidade de cura e de transformação contínua da nossa relação com a existência, formulam uma pedagogia do espanto, perspectiva que orienta e impulsiona a filosofia desde a sua origem.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO oferece, das 17h às 19h, gratuitamente, sessões dos filmes nas mesmas datas das aulas.



A filosofia encontra o cinema


Os filmes selecionados para esse curso têm em comum o uso da lente cinematográfica como recurso para propor uma reeducação do olhar, quase sempre viciado em repetir o próprio ponto de vista. Apresentando ângulos inesperados para o tratamento de questões humanas e classicamente filosóficas, como as ideias de verdade, justiça e finitude, esses filmes levam, necessariamente, à reflexão. Investindo na arte do olhar como possibilidade de cura e de transformação contínua da nossa relação com a existência, formulam uma pedagogia do espanto, perspectiva que orienta e impulsiona a filosofia desde a sua origem.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO oferece aos inscritos, das 17h30 às 19h, sessões dos filmes nas mesmas datas das aulas.



FEIRA MODERNA 10: GAMES, MOVIMENTO MAKER E FICCÇÃO CIENTÍFICA


Para comemorar os dez anos da CASA DO SABER RIO O GLOBO e a décima edição da série Feira Moderna, o jornalista Beto Largman vai contar com a presença de alguns dos convidados das edições mais concorridas do evento até hoje. Já há alguns anos os jogos eletrônicos desbancaram o cinema e outras áreas do setor de entretenimento, tornando-se a que mais fatura no mundo: a tecnologia desenvolvida para os games está presente em áreas tão distintas quanto treinamento, medicina e educação.

O pesquisador e roteirista Arthur Protasio vai explicar como se deu essa espetacular evolução, tanto da parte técnica quanto do mercado de games. Marcela Sabino, diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã do Museu do Amanhã, abordará temas como a cultura maker e seus desdobramentos e o impacto dos avanços tecnológicos – como inteligência artificial, internet das coisas, robótica e fabricação digital – na sociedade. Em sua participação, o neurocientista Stevens Rehen analisará, junto com a plateia, a tecnologia descrita em alguns dos filmes de ficção científica mais marcantes de todos os tempos. Enquanto algumas já fazem parte do nosso dia a dia, outras ainda estão bem distantes de se tornarem realidade.



AL CAPONE: VILÃO OU ANTI-HERÓI?


Ele já foi nomeado o homem mais importante do ano pela revista Time de 1929, ao lado de personalidades como Albert Einstein e Mahatma Gandhi. Inspirou diretores de cinema da magnitude de Federico Fellini e atores como Robert De Niro e Al Pacino. Seus trajes ainda hoje têm impacto no mundo da moda, enquanto, na música, suas boates clandestinas serviram de ambiente ideal para o florescimento do jazz e o despertar de artistas como Louis Armstrong, Anita O’Day e Billie Holiday. Aquele que era para ser um típico filho de imigrantes italianos perdido no mundo do crime acabou se tornando um dos ícones da cultura dos Estados Unidos. Expulso da escola por ter agredido a professora e conhecido por uma cicatriz na bochecha, Al Capone desafia nosso julgamento ao ser, ao mesmo tempo, objeto de censura e admiração.

Sua biografia é o tema do documentário Al Capone: um ícone americano (Al Capone: Icon), dirigido por Danielle DiStefano e Danielle Gervais. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com a roteirista Maria Clara Mattos sobre o impacto da figura do criminoso no imaginário social.



O CINEMA POR TODOS OS ÂNGULOS - A ARTE DE FAZER FILMES, PARTE 1


Um filme é aclamado pela crítica: você vai assistir e detesta. Ou, ao contrário, vai ver um filme que levou um “bonequinho dormindo” e gosta muito. Por que isso acontece? É só uma questão de gosto pessoal? Ou os críticos estão vendo alguma coisa que você não percebe? Como se avalia a qualidade técnica e artística de uma produção cinematográfica?

Pensando em responder a essas e outras questões, o ciclo Cinema por Todos os Ângulos se propõe a fornecer um panorama estendido sobre a sétima arte – dos bastidores ao produto final, passando por gêneros e escolas cinematográficas. O objetivo é permitir uma apreciação mais ampla e fundamentada das produções.

Nesse módulo, em cinco aulas com exibição de trechos de filmes, serão explorados os papéis de profissionais envolvidos no fazer cinematográfico, para além das funções de diretor e roteirista. Como se avalia a qualidade técnica e artística de uma montagem? O que faz o diretor de fotografia? E qual a contribuição do diretor de arte?



DA IDEIA AO PAPEL


A escrita é uma partitura. E, como tal, é feita de ritmo. De adágios, alegretes, noturnos. Essa oficina pretende instrumentalizar os alunos com ferramentas que permitam que ele consiga se apropriar de sua partitura: ou seja, torne-se dono da história que quer contar. Mais do que ensinar um método ou uma técnica específica, a ideia é dotar o escritor de armas para que ele domine o coração de seu enredo, “sinta” a progressão da narrativa e aprenda a erguer a trama (plot) a partir da necessidade dos personagens.

Todas as aulas serão ilustradas com exemplos do cinema, das séries de TV e da literatura. Será requerido ao aluno que faça alguns exercícios em casa, para posterior análise e aplicação nas aulas.



POLIAMOR - PARA ENTENDER OS NOVOS CONCEITOS DE FAMÍLIA


No final de 2015, o direito de família recebeu uma provocação jurídica: a formalização de uma união estável entre três mulheres, escritura pública lavrada pelo 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Há quem tenha visto nessa decisão um ato de coragem; outros, uma rebeldia contra a monogamia. As mudanças no conceito de família ao longo dos tempos provocaram igual repercussão; com apoiadores e detratores imbuídos de argumentos igualmente apaixonados a cada novo fato. O poliamor já foi retratado pelo cinema e pela televisão e, para além do mundo da ficção, é uma realidade que faz parte cada vez mais da vida de mais pessoas. A CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne para oportuníssimo debate a tabeliã responsável pelo primeiro registro de união poliafetiva do Brasil, Fernanda de Freitas Leitão, o cineasta e diretor da série Amores livres do canal GNT, João Jardim, e o advogado e professor titular de Direito Civil da Uerj, Gustavo Tepedino, para debater o tema.



CIDADÃO ORSON WELLES


George Orson Welles já poderia ser considerado um gênio apenas pela criação do aclamado Cidadão Kane (Citizen Kane), filme que dirigiu e no qual atuou e que é um dos mais inovadores do cinema. Mas sua ousadia foi além: com somente 20 anos, montou, por exemplo, uma versão de Macbeth, de Shakespeare, com um elenco exclusivamente negro. Em 1938, criou polêmica ao anunciar pelo rádio a chegada de marcianos na Terra, causando histeria entre os americanos. Tratava-se, no entanto, de uma piada de Halloween inspirada no romance Guerra dos mundos, de H.G. Wells.

No ano do centenário de nascimento de Orson Welles, a CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, apresenta o documentário Orson Welles (My name is Orson Welles), dirigido por Clara e Julia Kuperberg, seguido de um bate-papo com Alberto Flaksman.