Busca

     

Resultado



NOVAS ESQUERDAS, NOVAS DIREITAS


Há um intenso debate na academia – e fora dela – acerca dos conceitos de “novas esquerdas” e “novas direitas”. As primeiras surgiram a partir dos anos 1960 e desdobram-se até os dias de hoje. São grupos de diferentes matizes que quebraram o monopólio da contestação política de esquerda detido, até então, pelos partidos comunistas e socialistas tradicionais e pelas centrais sindicais em todo o mundo. Com novas formas de organização e expressão política, eles propunham novos conteúdos e novas práticas.

Já as “novas direitas” são normalmente identificadas a grupos que se fortaleceram na esteira da crise econômica de 2008. Heterogêneas, reúnem desde correntes ultraconservadoras até as que defendem o liberalismo econômico e encampam pautas mais progressistas em relação ao comportamento.

Em dois encontros, a proposta é entender essas duas classificações. Afinal, é possível dizer que tais esquerdas e direitas são “novas”? Os próprios conceitos de direita e de esquerda ainda são válidos para explicar a atual configuração política no Brasil e no mundo?



Conceitos básicos de Economia


Essas aulas visam fornecer a não economistas alguns elementos básicos da ciência econômica que lhes permitam entender com mais facilidade o debate público em torno do tema, altamente em voga. Como qualquer conhecimento organizado, o estudo da economia parte da definição específica de variáveis e indicadores quantitativos, gerando, a partir daí, o desenvolvimento de teorias que correlacionam tais variáveis segundo nexos de causalidade específicos.

O curso pretende cobrir duas frentes. Inicialmente, definir quais são as principais variáveis macroeconômicas utilizadas na discussão do dia a dia por economistas e imprensa. Num segundo momento, estabelecer relações teóricas entre estas variáveis para compreender as principais explicações que descrevem seus comportamentos.

Os temas discutidos serão ilustrados com exemplos do desempenho da economia brasileira no período recente.



A GERAÇÃO BEAT


Eles se conheceram em Nova York no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Rompendo com os costumes puritanos da época em sua busca por autoconhecimento, experimentaram o caminho do sexo e das drogas, revolucionaram a literatura mundial e influenciaram o comportamento de gerações. Por trás dos livros Uivo (Ginsberg, 1956), Pé na estrada (Kerouac, 1957) e O almoço nu (Burroughs, 1959), está a amizade de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs, três autores que acabaram se tornando ícones de um dos mais importantes movimentos de contracultura do século XX: a Geração Beat.

A amizade entre esses três jovens e suas reverberações são o tema do documentário A influência da Geração Beat (Beat Generation), dirigido por Xavier Villetard. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição do filme seguida de um bate-papo com Arthur Dapieve.



ÁTOMOS, QUANTA E BITS - A TECNOLOGIA BILIONESIMAL


As últimas décadas foram marcadas por um sem-número de inovações técnicas cuja capacidade e variedade crescem de modo exponencial. Consequências dos avanços na compreensão da constituição e do comportamento dos sistemas materiais criados a partir da Revolução Científica do início do século XX, essas novas tecnologias baseiam-se na manipulação de unidades elementares de materialidade (os átomos), de atividade (os quanta) e de organização (os bits). Os desenvolvimentos previstos para os próximos anos apontam para uma exploração de domínios inéditos de atuação sobre a realidade natural. O objetivo do encontro é debater algumas das potencialidades dessas tecnologias inovadoras e seus possíveis efeitos econômicos, ambientais e culturais.
 



Amor, sexo e felicidade


A partir de pesquisas antropológicas realizadas com 5 mil homens e mulheres nos últimos 25 anos, o curso buscará debater questões surgidas da comparação entre os dados levantados no Brasil com os de outras culturas. A ideia é tentar compreender as diferenças entre visões, comportamentos e valores presentes em gerações distintas, com destaque para a importância da liberdade e da felicidade. Pretende-se ainda aprofundar a discussão sobre a distância entre o discurso e o comportamento efetivo das pessoas em relação a valores como casamento, sexualidade, fidelidade, intimidade, corpo e envelhecimento.



QUEM É VOCÊ, BRASIL?


A história pode ser contada por grandes feitos e datas, mas também por meio de imagens que, do século XX à atualidade, mostram como o Brasil é. Afinal, conforme escreveu Fernando Pessoa, “o que vemos não é o que vemos, mas o que somos”. E como somos nós, brasileiros? Por que agimos desta ou daquela maneira? O que podemos absorver desse passado cultural para utilizar em nossa vida cotidiana? Será que vemos corretamente nossa realidade?

O curso será ilustrado por centenas de imagens fotográficas que valorizam nossa herança cultural. Cada foto será dissecada em suas qualidades estéticas e seu momento histórico, em uma análise divertida sobre nosso jeito de ser, de amar, de se relacionar. São imagens que fogem do óbvio; e o curso propõe o mesmo — um certo descarrilamento nas ideias para conhecermos mais e melhor nossas raízes e comportamentos.



ESPORTE NA ÉTICA DO SÉCULO XXI


Nos últimos 30 anos, a televisão transformou o esporte em um negócio multimilionário, mas sua importância para a sociedade vai muito além dos cifrões. Ao longo da história da humanidade, o esporte tem sido um importante instrumento para o desenvolvimento humano, econômico e social; uma escola de valores éticos e morais e uma ferramenta para a paz e o entendimento entre as nações. Qual será o papel do esporte neste século XXI, marcado por revoluções nos meios de comunicação e no comportamento social?



SOMOS TODOS ALTRUÍSTAS?


A pergunta que dá título a este encontro inquieta Marcos Flávio Azzi desde que ele trocou uma trajetória de sucesso no mercado financeiro para se dedicar àquilo que considerava relevante: melhorar a filantropia no país. Buscando inspirar, instigar e motivar doadores, através do instituto que fundou há 10 anos, Azzi tenta encontrar respostas. Nesta aula aberta, ele expõe sua experiência e conta como a primatologia ajuda a explicar o comportamento dos filantropos e como o altruísmo pode ser uma poderosa ferramenta de transformação do mundo.



Para entender mais e melhor a política brasileira


Será que ainda podemos usar o termo coronelismo para designar a política centrada no poder exercido por chefias locais/regionais? As relações clientelistas entre os parlamentares e suas bases eleitorais caracterizam apenas as sociedades atrasadas? São populistas os políticos que enganam o eleitorado com promessas nunca cumpridas, o que comprovaria que o “povo brasileiro não sabe votar”? A organização corporativista da sociedade brasileira corresponde à fragilidade do espírito cívico de seu povo?

O objetivo principal desse curso é examinar as relações que se estabeleceram entre Estado e sociedade no Brasil contemporâneo. Busca-se, dessa forma, entender a estrutura e o funcionamento do sistema de representação política, bem como a dinâmica das relações de poder entre os diferentes atores políticos, seus comportamentos e estratégias de ação.