Busca

     

Resultado



ASCENSÃO E QUEDA DA NOVA CLASSE MÉDIA


Os primeiros anos do século XXI foram marcados pela ascensão de uma nova classe média. Beneficiados por fatores como o crescimento da economia, a expansão do mercado formal de trabalho, o aumento da renda e a maior facilidade de crédito, milhões de brasileiros tiveram acesso, pela primeira vez, a serviços e bens de consumo antes restritos a outras camadas populacionais, assumindo um protagonismo inédito na sociedade. Mas como a chamada classe C está se comportando diante da crise que ameaça sua posição e suas conquistas? Que desafios e frustrações o momento atual impõe a esse segmento? Esse curso se debruçará sobre essas e outras questões para traçar um retrato abrangente das transformações sociais em curso no país.



COMIDA, CRIANÇA E CONSUMO


Os padrões de alimentação sofreram grandes transformações nas últimas décadas, com impactos significativos na saúde das crianças, como o aumento da obesidade, das doenças crônicas e de problemas mentais e emocionais. Quais os fatores e as forças sociais em jogo nesse processo? Qual o papel das políticas públicas, da publicidade, da indústria alimentar, da escola? Essas e outras questões serão debatidas nesse encontro, cuja proposta é refletir, em especial, sobre a função da família na promoção da boa alimentação e da saúde de suas crianças.



Irashaimase, saquê


Por trás da média dos 14 a 16º graus alcoólicos que caracteriza a bebida mais famosa do Japão, o saquê envolve em sua produção e consumo a história de uma cultura milenar. Tendo a água e o arroz como seus únicos ingredientes originais, a bebida conta hoje com aproximadamente 1.100 fabricantes e recorde de consumo em diversos países, como EUA, Austrália, Canadá e outros. No Brasil, não é diferente e o fermentado de arroz está conquistando cada vez mais o gosto dos cariocas e parece ter vindo para ficar.

Para conhecermos um pouco mais desse universo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Eduardo Preciado, dono de conceituados restaurantes japoneses do Rio de Janeiro, para um delicioso bate-papo seguido de degustação.



A MEDICALIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA


O consumo de remédios para ansiedade e depressão apresentou aumento progressivo nos últimos 20 anos. Em que pese a prescrição necessária e benéfica desses medicamentos para certas condições psíquicas, seu uso crescente deve-se, segundo pesquisadores, à expectativa de que eles possam resolver todos os problemas, “aliviando e trazendo felicidade”. É o que se convencionou chamar de medicalização das emoções cotidianas, que, apesar de provocarem mal-estar e sofrimento, são inerentes à condição humana.

Nessa palestra, serão abordados aspectos históricos, culturais, psiquiátricos e psicanalíticos que levaram a modificações na percepção subjetiva do uso de psicotrópicos. Também se examinarão as repercussões da medicalização entre os profissionais da área e entre o público em geral.



Repensando o desenvolvimento


Os principais modelos de desenvolvimento adotados nos últimos anos nos levaram a grandes sucessos, mas com altos custos ambientais e sociais. Governos, acadêmicos e líderes ao redor do mundo estão pensando e implementando novas estratégias de desenvolvimento a fim de atender a demandas de bem-estar, equilíbrio ambiental e crescimento econômico. Os desafios são muitos: como conciliar os anseios de consumo de uma crescente classe média global com os limites de recursos do planeta? Qual o papel de indivíduos, governos, setor privado, academia e outros atores nessa transição? Esse curso tem como objetivo discutir os novos conceitos de desenvolvimento, desde seus aspectos filosóficos até os limites e os desafios de sua aplicação na atual conjuntura.



É VERDADE QUE O BRASIL NÃO CONHECE O BRASIL?


“O Brasil não conhece o Brasil. Só faz de conta que conhece.” A frase é do sociólogo Jessé de Souza, que assumiu, em abril deste ano, a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para Jessé, a grande maioria da população, que ascendeu socialmente nos últimos anos e é comumente chamada de “nova classe média”, segue desconhecida, apesar de sua entrada na lógica do consumo. O que caracterizaria esse grupo econômica, social e politicamente? Quais são seus desejos e aspirações? O termo “nova classe média” é o mais adequado para defini-lo?

É para responder a essas e a outras questões que Jessé de Souza defende uma interpretação mais abrangente dos dados estatísticos, permitindo, assim, que as pesquisas tenham uma aplicabilidade mais efetiva para melhorar a sociedade e a vida das pessoas. A CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe o presidente do Ipea para propor um olhar para o nosso país que vá além dos números. A palestra marca também o lançamento do novo livro de Jessé de Souza, A tolice da inteligência brasileira.



O novo e o velho mundo dos vinhos


As diferenças entre os vinhos do Velho Mundo e do Novo Mundo são muitas: passam pelo cultivo das uvas, produção e terroir. Há mais de três décadas, porém, países de tradição vinícola mais recente ganharam força no mercado, disputado espaço com os europeus. Lançando mão de tecnologia de ponta, irrigação industrial e colheita mecânica, os produtores do Novo Mundo adotaram técnicas visando ao consumo imediato da bebida, e criaram vinhos com estilo mais flexível, sabores mais frutados. Em dois encontros seguidos por degustações, Jorge Lucki, um dos maiores conhecedores de vinhos do país, vai falar sobre as diferentes características da bebida produzidas em regiões do Novo e do Velho Mundo.



Jovens, quem são eles?


Os vários jovens e suas tribos. Discursos múltiplos, enfrentamento, poder de consumo. As muitas faces das juventudes contemporâneas, suas bandeiras, conflitos geracionais e expectativas são alguns dos temas que este curso se propõe a tratar. É só no século XX que o jovem surge enquanto protagonista no cenário mundial: dono de uma voz própria, identidade e poder de consumo. A partir deste momento, nasce um novo jovem: consumidor, autor e produtor de cultura. Afloram novas culturas juvenis, que passam a encontrar novos espaços, consolidando-se de forma cada vez mais irreversível. Traçando um percurso histórico, o curso fará uma reflexão sobre a geração de 1968 e os protestos que atingiram a Europa e as Américas, movimentos estes que representaram o auge deste protagonismo e enfrentamento.



O indivíduo na sociedade de massa


As teses sobre a modernidade insistem na importância de alguns temas para se compreender o atual momento da história do Ocidente, com sua tensão entre singularidade e massificação, o sentimento de vazio, a procura pelo “autêntico”. Esse curso parte dessas questões para examinar quatro experiências típicas das sociedades de massa modernas: a fama, a moda, o consumo e o turismo. A proposta é discutir de que forma as grandes questões da modernidade aparecem nesses fenômenos. Que tipo de necessidade impulsiona o desejo de ser uma “celebridade”? Qual o fascínio que os ídolos exercem sobre os fãs? Por que “estar na moda” é tão valorizado? De onde vem o anseio pelo consumo? O que torna um lugar “turístico”? Qual a natureza desse “consumo de lugares”? Tais experiências, recorrentes nas sociedades de massa, parecem se entrelaçar entre si, formando um mosaico de aspirações que buscam atender a anseios do indivíduo moderno em um esforço para aplacar angústias e vazios. Por essa razão, elas nos convidam a examiná-las de maneira integrada, como estratégia para compreender o que é viver nas modernas sociedades de massa.