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DIALOG PARA PAIS
Tem vida lá fora: o desafio de sair dos espaços fechados


Alerta geral: 84% das crianças brasileiras brincam ao ar livre, no máximo, duas horas por dia – e, para quase metade delas, o tempo é ainda menor. Esses dados são de uma recente pesquisa encomendada pela OMO, feita com 12 mil pais de dez países, entre eles Brasil, China, Estados Unidos, Reino Unido. As estatísticas são assustadoras e apontam que os pequenos estão brincando e usando o seu corpo cada vez menos. Há múltiplas razões para explicar o fenômeno: do medo da violência nas ruas ao uso excessivo da tecnologia. A pauta é, pois, pertinente e urgente no nosso tempo. Passamos muitas horas do dia enclausurados em escritórios, em casa, em salas de aula e nos desconectamos da natureza e do ar livre. É um caminho sem volta? Esse é o tema do nosso encontro de sábado.



A VERDADE POR TRÁS DA PÓS-VERDADE


Cunhado na década de 90, o termo “pós-verdade” foi alçado pela Universidade de Oxford à condição de Palavra do Ano em 2016. No mundo todo, pululam exemplos de como fatos objetivos vêm perdendo o poder de influenciar a opinião pública para notícias falsas que apelam para as emoções e as convicções pessoais da população. A saída do Reino Unido da União Europeia e a eleição do magnata Donald Trump à presidência dos Estados Unidos são apenas os casos mais vistosos dessa tendência.

Também no Brasil notícias forjadas por interesses ideológicos ou econômicos se espalham pela internet e muitas vezes geram mais engajamento do que outras que poderiam ser facilmente verificadas. Mas, afinal, por que acreditamos naquilo que nos convém? Quais as implicações políticas, éticas e institucionais desse fenômeno? E como podemos evitar cair na armadilha da desinformação?

A CASA DO SABER RIO convida a jornalista Barbara Gancia e o filósofo Luiz Felipe Pondé para debater essas e outras questões em um encontro especial no Teatro Oi Casa Grande. A mediação será feita pelo professor de Comunicação Política da Puc-Rio Arthur Ituassu.

> Este encontro será realizado no Teatro Oi Casa Grande (Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 - Leblon)
> Ingressos disponíveis em http://bit.ly/2x5rQA1 e na bilheteria do Teatro Oi Casa Grande
> Doe um livro e pague meia entrada

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A CHINA E SUA ECONOMIA: (QUASE) TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER E TINHA RECEIO DE PERGUNTAR


Segunda maior economia do planeta e importante mercado consumidor das commodities brasileiras, a China exerce papel central no mundo globalizado. No entanto, as particularidades de sua política e de sua economia são fonte de dúvidas e receios para muitos.

Em cinco encontros, esse curso traçará um panorama histórico da economia chinesa, abarcando desde a Revolução Comunista de 1949 até as perspectivas para os próximos anos. Serão abordados temas como as grandes reformas econômicas de Deng Xiaoping, as turbulências políticas, o retorno à centralização do poder com Xi Jinping, o combate à corrupção, o investimento da indústria em alta tecnologia e os desafios impostos pela nova agenda externa dos Estados Unidos.



EM DEFESA DA COMIDA: UM MANIFESTO


Atualmente, a dieta ocidental é baseada principalmente em alimentos ultraprocessados colocados à disposição dos consumidores de acordo com as prioridades da agroindústria e da indústria alimentícia. Para o jornalista americano e ativista da alimentação saudável Michael Pollan, não estamos nos alimentando de comida, e sim de “substâncias comestíveis parecidas com comida”. Autor do livro Em defesa da comida: um manifesto, que originou documentário homônimo, ele investiga as possíveis causas desse fenômeno, propõe hábitos simples que facilitem opções mais saudáveis e critica a ciência reducionista predominante nos discursos sobre alimentação e nutrição.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme Em defesa da comida: um manifesto (Estados Unidos, 2015), dirigido por Michael Pollan, seguida de bate-papo com a nutricionista Bia Rique.  

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BLACK LIVES MATTER - O MOVIMENTO NEGRO HOJE


A posse de Barrack Obama, primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, em 2009, renovou entre as comunidades negras a esperança de uma sociedade igualitária. Diversos acontecimentos, no entanto, continuaram a retratar uma sociedade racista.

Em 2012, Trayvon Martin, um adolescente negro de 17 anos, voltava para casa vestindo um casaco com capuz em uma noite chuvosa quando foi morto a tiros pelo segurança Zimmerman, que o considerou suspeito. Com base em uma lei que prevê o direito de defesa, inclusive com armas de fogo, a qualquer cidadão que se sinta ameaçado, Zimmerman foi inocentado.

Nesse contexto foi criado o movimento #BlackLivesMatter, (vidas negras importam), que luta contra a brutalidade policial e as condições econômicas, sociais e políticas que oprimem os negros nos EUA.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme #Black Lives Matter, produzido por Matt Davis, seguida de um bate-papo com a historiadora Ynaê Lopes.

Apoio acadêmico:
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TRUMP, 100 DIAS DEPOIS


Surpreendendo analistas do mundo inteiro e marcando para sempre a história política norte-americana, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos no ano passado. Após uma campanha cheia de controvérsias, o bilionário republicano, que concorreu pela primeira vez na vida a um cargo público, ocupa agora o Salão Oval da Casa Branca.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida o jornalista Guga Chacra a apresentar um balanço sobre a situação social e política dos Estados Unidos 100 dias após a posse de Trump. Direto de Nova York, por videoconferência, Chacra traz um panorama do momento e as direções que as políticas de Estado de Trump tomaram nesse início de mandato, bem como suas consequências para o mundo.

*Este encontro será realizado por videoconferência com mediação do professor Michel Gherman.  



QUATRO GOVERNANTES QUE MUDARAM O BRASIL


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



A INTOLERÂNCIA EM DEBATE


Alerta de segurança máximo é o novo normal nos países europeus, sob constante ameaça de novos atentados. Nos Estados Unidos, o medo faz parte da vida cotidiana e envenena a política. Guerras, terrorismo e extremismo disseminam o ódio, levam ao êxodo milhões de pessoas em busca de um pouco de paz e provocam a radicalização na política interna de diversos países. O Brasil não escapa desse cenário: aqui também pipocam conflitos religiosos e políticos, com demonstrações explícitas de racismo e preconceito social. Tem havido aumento da intolerância? Por quê? O que aconteceu com a política da tolerância construída na Europa dos direitos humanos e no multiculturalismo americano? Esse é o tema abordado nesse ciclo por pensadores contemporâneos, que podem nos ajudar a fugir das armadilhas da intolerância.



Estados Unidos e China


Um quarto da população mundial, um terço da economia do planeta e um comércio bilateral de 600 bilhões de dólares. Esses são apenas alguns dados que exemplificam o peso global dos Estados Unidos e da China, cujas relações oscilam entre a rivalidade e a parceria. Esse curso pretende abordar as principais diretrizes e estratégias de atuação internacional dos dois países, considerando temas como defesa, comércio e diplomacia. Serão discutidas as relações dessas potências com os seus respectivos entornos regionais, bem como os desafios que se apresentam.