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A MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA


A cultura do medicamento se tornou um fator preponderante na sociedade contemporânea. Passamos a entender a saúde como um subproduto do consumo de fármacos, ignorando que as doenças mais frequentes na atualidade não são causadas por agentes externos, como no passado, e sim por fatores genéticos e, principalmente, pelo estilo de vida.

Essa medicalização excessiva chegou também à infância, acometida por métodos antinaturais desde a gestação. Antes do nascimento, famílias são induzidas a optar pela cirurgia como forma de trazer seus filhos ao mundo. Ainda nos primeiros meses dos bebês, os pais são convencidos de que os problemas da amamentação podem ser facilmente solucionados com o uso de fórmulas ou leites artificiais, o que muitas vezes suprime o precioso leite materno.

O modo de vida acelerado e a superexposição às telas – que levam ao confinamento, estimulam o consumo irrefreável de novos produtos e afetam a qualidade do sono das crianças – resultam em ganho de peso, desatenção e problemas de escolaridade. E crescem os diagnósticos de hiperatividade e déficit de atenção, o uso excessivo de drogas psicoativas e um crescente mercado de antidepressivos entre crianças de dois a seis anos.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO recebe o pediatra Daniel Becker para debater as causas desse fenômeno e propor alternativas à medicalização infantil, passando por temas como os métodos educativos, a convivência familiar, a importância do livre-brincar e os mitos científicos sobre a saúde.



LIÇÕES DE PSICANÁLISE COM NELSON RODRIGUES


Nelson Rodrigues morreu há quase quatro décadas. Sua obra, porém, continua viva, arrebatando leitores e espectadores. É impossível se manter indiferente a seu “teatro desagradável”, que revira os personagens pelo avesso, escancarando contradições que não são só deles, e sim de cada um de nós. Uma obra em torno do sexo, da morte, daquilo que é destinado ao que Freud chamou de recalque.

Apesar de suas opiniões controversas sobre o Pai da Psicanálise, o escritor que revolucionou o teatro brasileiro deixou um legado capaz de transmitir o funcionamento do inconsciente freudiano. Transmitir não apenas numa dimensão ilustrativa, mas sobretudo pela produção de afetos, de efeitos, do que resta na carne de quem se arrisca a mergulhar no universo rodriguiano.

Partindo de frases, trechos de peças e contos, o curso é um convite a esse mergulho agitado nas ondas de um encontro entre literatura e psicanálise. Um encontro que perpassa os meandros do sonho, da fantasia, daquilo que nos parece inquietante, mas se revela como estranhamente familiar.



60 ANOS ZAHAR NA CASA
BAUMAN, O PENSADOR DA MODERNIDADE LÍQUIDA


Na hierarquia herdada dos valores reconhecidos, a ‘síndrome consumista’ destronou a duração, promoveu a transitoriedade e colocou o valor da novidade acima do valor da permanência.” (Bauman, Vida líquida)

Ao dedicar a vida a denunciar o individualismo e a desigualdade de uma sociedade complexa e fragmentada, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, morto em janeiro deste ano, deixa um legado imensurável. Resistente ao termo “pós-modernidade”, ele trouxe à tona a perspectiva de um pensamento crítico – cunhado por ele de “modernidade líquida” –, que desvela a liquidez das relações familiares e amorosas e do próprio Estado-Nação, onde impera o descomprometimento com uma lógica comunitária e colaborativa.

Neste encontro, a CASA DO SABER RIO e a ZAHAR, editora do autor no Brasil, recebem a socióloga Cíntia Sanmartin Fernandes para uma homenagem à vida e à obra de um dos principais pensadores do século XX. A aula inaugura o ciclo 60 ANOS ZAHAR NA CASA, no qual a editora comemora os 60 anos de sua história com seis encontros sobre e com autores de seu catálogo.

*Os inscritos receberão de presente exemplares de livros dos autores e temas abordados ao longo do ciclo.

PARCERIA:

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EDUX PARA EDUCADORES
Ovelha negra da família: como a literatura infantil pode ajudar a olhar para a diferença?


“Ovelha negra” é um termo utilizado para classificar alguém como diferente, fora dos padrões habituais. Quando a criança chega à família, há uma série de expectativas: ela pode seguir o perfil dos pais ou ser totalmente diferente. Em muitos casos, quando existe um desencontro de expectativas, surge a frustração. Às vezes não há exclusão física, mas emocional. A convivência então é um desafio que muitas famílias topam enfrentar, a fim de superar as arestas.

Discutir família nunca é um tema simples. Nesse encontro, vamos conversar sobre as sutilezas das questões familiares, como a literatura infantil aborda o tema e que reflexões podemos construir com ela e a partir dela. A literatura infantil pode nos ajudar a perceber essa criança de outra maneira? A olhar para a família por outra perspectiva?



BAUMAN, O PENSADOR DA MODERNIDADE LÍQUIDA


Na hierarquia herdada dos valores reconhecidos, a ‘síndrome consumista’ destronou a duração, promoveu a transitoriedade e colocou o valor da novidade acima do valor da permanência.” (Bauman, Vida líquida)

Ao dedicar a vida a denunciar o individualismo e a desigualdade de uma sociedade complexa e fragmentada, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, morto em janeiro deste ano, deixa um legado imensurável. Resistente ao termo “pós-modernidade”, ele trouxe à tona a perspectiva de um pensamento crítico – cunhado por ele de “modernidade líquida” –, que desvela a liquidez das relações familiares e amorosas e do próprio Estado-Nação, onde impera o descomprometimento com uma lógica comunitária e colaborativa.

A CASA DO SABER RIO recebe a socióloga Cíntia Sanmartin para uma homenagem à vida e à obra de um dos principais pensadores do século XX.



UMA NOVA VELHICE


Nos últimos anos, o mundo tem presenciado um aumento crescente do número de idosos. O debate sobre como proteger esse segmento populacional por meio de políticas públicas ou de estratégias propostas pelas novas constituições familiares se tornaram prioridade neste início de século. Seminários e centros de discussão e de pesquisa sobre a longevidade vêm sendo criados em diversos países e uma legislação visando assistir os mais velhos começou a ser formulada no Brasil, de forma atuante.

Em quatro encontros, serão apresentados e discutidos diversos aspectos relacionados ao tema, que apaixona indivíduos de várias gerações e preocupa os governos de todo o mundo



AS VIDAS DE MOACYR SCLIAR


Moacyr Scliar não foi apenas um, foi muitos. Foi médico. E foi também ensaísta, cronista, romancista, contista. Sua versátil e numerosa obra, elaborada em 50 anos de carreira, bebeu das mais variadas fontes de inspiração: da longínqua Bessarábia ao familiar bairro de Bom Fim, em Porto Alegre. De Franz Kafka a Monteiro Lobato. Das raízes judaicas e gaúchas à universalidade das fábulas e do realismo fantástico.

Em homenagem a esse dedicado contador de histórias, cinco anos após sua morte, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe os escritores Luis Fernando Veríssimo e Domício Proença Filho para uma conversa não apenas sobre a vasta contribuição literária de Scliar, mas também sobre o simples e bem-humorado homem por trás da obra. A moderação do bate-papo ficará a cargo do jornalista e também escritor Zuenir Ventura.



POLIAMOR - PARA ENTENDER OS NOVOS CONCEITOS DE FAMÍLIA


No final de 2015, o direito de família recebeu uma provocação jurídica: a formalização de uma união estável entre três mulheres, escritura pública lavrada pelo 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Há quem tenha visto nessa decisão um ato de coragem; outros, uma rebeldia contra a monogamia. As mudanças no conceito de família ao longo dos tempos provocaram igual repercussão; com apoiadores e detratores imbuídos de argumentos igualmente apaixonados a cada novo fato. O poliamor já foi retratado pelo cinema e pela televisão e, para além do mundo da ficção, é uma realidade que faz parte cada vez mais da vida de mais pessoas. A CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne para oportuníssimo debate a tabeliã responsável pelo primeiro registro de união poliafetiva do Brasil, Fernanda de Freitas Leitão, o cineasta e diretor da série Amores livres do canal GNT, João Jardim, e o advogado e professor titular de Direito Civil da Uerj, Gustavo Tepedino, para debater o tema.



A HISTÓRIA E OS VINHOS DA FAMÍLIA ROTHSCHILD


Nos últimos 250 anos, poucas famílias da Europa têm uma trajetória tão interessante e atribulada quanto os Rothschild, que se tornaram uma das mais importantes dinastias bancárias do continente. Sua fortuna começou a ser criada no século XVIII, com Mayer Amschel Rothschild, que construiu uma casa de finanças na Alemanha e enviou os cinco filhos para os principais centros financeiros de então. Eles prosperaram e no século XIX seus descendentes chegaram a possuir a maior fortuna privada do mundo. A relação da família com o vinho teve início em 1853, quando Nathan Mayer Rothschild, fundador do ramo inglês do clã, tornou-se proprietário do Château Mouton, hoje conhecido como Mouton Rothschild.

Em 1868, James, o irmão caçula e fundador do ramo francês, comprou em leilão o Château Lafite, hoje Lafite Rothschild. Posteriormente, foram sendo adquiridos outros rótulos prestigiosos, como o Rieussec, em Sauternes, e L’Evangile, em Pomerol, ambos na França. E a família expandiu seus interesses para o Novo Mundo, com vinhedos nos EUA, na Argentina e no Chile. Um de seus membros, o barão Philippe de Nicolay Rothschild estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO para conversar sobre a história de seus familiares e sua relação com o vinho.