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ARTE E NIILISMO: ETERNIDADE FRÁGIL


A relação entre arte e verdade (arte e filosofia) remonta às origens do pensamento grego e às críticas feitas por Platão aos limites estruturais das artes miméticas. Saber o quanto a arte poderia dizer a verdade acerca dos entes marcou a filosofia, desde Platão. Esse, porém, foi apenas um primeiro passo, logo seguido por muitos outros. Acolhendo os impulsos oriundos do horizonte platônico de consideração da verdade das obras de arte, a relação entre arte e verdade atravessou um largo campo de problematização que caracterizou tanto o período helenista quanto a Idade Média.

Pensar a noção de imitação e a verdade da imitação alimentou um conjunto enorme de esforços da tradição e se transformou em tarefa primordial no interior, por exemplo, da arte sacra. No entanto, foi somente com os desdobramentos do pensamento moderno que tal relação passou a se inscrever no âmbito da questão da ligação entre verdade e história, entre verdade e tempo histórico. Com isso, surgiu aí simultaneamente a possibilidade de pensar a arte segundo dois paradigmas estruturais: ou bem como expressão do tempo, ou bem como o lugar do acontecimento mesmo do tempo.

Acompanhar a passagem de uma a outra será a tarefa primordial desse curso. Não para ficar apenas no plano da reconstrução da relação entre arte, verdade e história, mas para sondar o quanto a arte dá voz à medida do tempo, de qualquer tempo, do nosso tempo.



A DEFESA DE SÓCRATES: A FILOSOFIA NO TRIBUNAL


A Apologia de Sócrates é um diálogo platônico em que Sócrates se defende no tribunal durante o julgamento que resulta em sua condenação à morte. O objetivo do curso é apresentar e discutir o texto desse diálogo, dando ênfase a algumas das muitas questões instigantes que nele são abordadas. Entre elas estão as que perguntam pela relação entre a filosofia e a retórica; pelo vínculo entre o saber e o reconhecimento da ignorância; pela relação entre “ser bom” e “viver bem”; e pelos propósitos tanto do personagem Sócrates quanto do autor Platão.



FILOSOFIA DA SUPERFÍCIE


A imagem do filósofo, tanto popular como filosófica, é sempre apresentada de duas maneiras pela tradição ocidental: ora ele é visto como um ser das ascensões, das alturas, que sai da caverna e se purifica na medida em que se eleva; ora como ser profundo, que abandona a superfície em busca de um princípio, de uma substância primordial.

O pensamento de Platão se encarregou de difundir as ascensões, enquanto os pré-socráticos inauguraram o pensamento profundo. Há, no entanto, na Grécia, um terceiro tipo de Filosofia: aquela que recusa, a um só tempo, a transcendência das ideias e os elementos profundos da natureza para afirmar a superfície metafísica dos eventos. Uma Filosofia da superfície que entende a vida como processo, que compreende o real como acontecimento, devir, e que afirma a vida na imanência. Esta filosofia foi desenvolvida pelos estóicos, epicuristas, megáricos e cínicos. Neste curso será apresentada essa orientação filosófica.



MOMENTOS NIETZSCHIANOS


O curso apresentará quatro momentos fundamentais do pensamento de Friedrich Nietzsche (1844-1900). Quatro pontos fortes de uma filosofia que, em sua fase madura, reflete sobre a necessidade da crítica radical dos valores em uma modernidade considerada decadente e niilista.



A CABALA DA CASA


No livro A cabala da casa, a terapeuta de ambientes Sandra Strauss apresenta o caminho para a aplicação dessa filosofia na harmonização de residências e escritórios, auxiliando o fluxo energético do local e melhorando o convívio no espaço (interno e/ou externo).

Fruto de 15 anos de estudos, o livro se transformou em um curso de dois encontros na CASA DO SABER RIO. O objetivo é mostrar, com simplicidade, como aplicar a árvore da vida e as letras hebraicas, que vêm em forma de adesivos para que o leitor possa testar o método na própria casa. E, assim, potencializar suas virtudes e seus valores, reprogramando energicamente a morada interior.

*Os inscritos receberão de presente o livro A cabala da casa.
 



O PODER DA LITERATURA INFANTIL E DA FILOSOFIA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA


Nesse encontro vamos abordar o efeito provocado pela articulação da Literatura Infantil e da Filosofia, iluminando o modo de estar e agir no mundo. Quando a Filosofia olha para a Literatura, pode provocar perguntas reflexivas menos abstratas por dialogar com as questões trazidas pela história lida. Esse diálogo pode e deve contribuir para a criança pensar em si mesma e no mundo que observa e do qual participa. Já quando a Literatura olha para a Filosofia, traz o lugar do sensível e do afeto para o pensamento, para as relações, para o outro. Ou seja, relacionadas, elas tornam–se força para ser e estar no mundo, olhando e agindo com mais propriedade e consciência.



EROS EM PLATÃO: O DESEJO COMO INTERMEDIÁRIO


O objetivo desse curso é apresentar a teoria sobre Eros (amor erótico) em Platão, debatendo dois de seus diálogos: o Banquete e o Fedro. A partir de uma apresentação geral da filosofia de Platão e também da mitologia grega, procuraremos mostrar que o amor erótico, o Eros, é concebido pelo pensador como uma espécie de meio pelo qual o homem alcança seu destino, isto é, a Beleza, o Bem e a Verdade. Eros é visto como uma loucura divina, um intermediário entre deuses e homens capaz de nos auxiliar a restaurar nossas virtudes.



UMA INTRODUÇÃO A KARL MARX


“Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas.” Essa célebre passagem do Manifesto do Partido Comunista expressa de forma sintética a visão de Marx sobre as gigantescas transformações sociais desencadeadas pelo advento do capitalismo no mundo. Suas obras abrangem a economia política, a filosofia, a história e o engajamento militante em defesa da emancipação da humanidade.

No ano de comemoração dos 200 anos de nascimento de Karl Marx, a CASA DO SABER RIO convida o cientista político Darlan Montenegro para oferecer uma breve introdução ao pensamento marxiano, com ênfase nas análises políticas produzidas pelo pensador alemão a partir de sua teoria social.



O BANQUETE : PLATÃO, LACAN E FOUCAULT


No Banquete, esse diálogo platônico em tudo admirável e estimulante, encontramos a matriz dos discursos sobre o amor no Ocidente. Nesse curso, percorreremos os modos de construção discursiva sobre o tema em Sócrates e em Platão. Além disso, saltaremos para trás e para a frente no tempo, procurando alcançar parte do pensamento pré-socrático, assim como algumas ideias contemporâneas, entre as quais as de Jacques Lacan e Michel Foucault, que incidem sobre essa obra máxima e inaugural daquilo a que chamamos filosofia.