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OLHAR A CASA


Como vemos as nossas casas? O que elas revelam sobre nós mesmos? Com que olhar construímos cores e espaços à nossa volta? Como traduzimos o espírito das nossas casas em objetos e cores? Cada casa conta uma história: suas paredes, suas cores, seu espírito. Nesta conversa sobre nossas casas, o arquiteto Chicô Gouvea e a jornalista Cora Rónai vão misturar dois olhares: o arquiteto que adora cores e a jornalista e escritora que reúne de forma magistral tecnologia e modernidade. Através da exibição de fotografias de casas, os dois vão falar sobre cores e sobre uma forma inédita de olhar para nossas casas – e para nós mesmos.



A FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA NA ARTE, NO JORNALISMO, NA PUBLICIDADE E NA TECNOLOGIA


Encontro com quatro grandes fotógrafos brasileiros que farão uma análise das imagens em diferentes campos da visualidade em conversas com o professor, crítico de arte e curador Mauro Trindade. Rogério Faissal, da renomada Agência Tyba e com exposições na Caixa Cultural e Biblioteca Nacional, tratará de publicidade; Zeka Araújo, criador do Núcleo de Fotografia da Funarte, discutirá jornalismo e novas mídias; Ana Stewart, fundadora da Galeria da Gávea e artista cuja obra integra, entre outras coleções, a Maison Européenne de la Photographie, falará sobre fotografia e mercado de arte; Renan Cepeda, com 22 exposições individuais e mais de 20 coletivas em Tóquio, Amsterdã, Nova York e Paris, além do Brasil, apresentará a fotografia invisível obtida por infravermelho e light painting.



FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA COMO ARTE


Desde sua invenção, no século XIX, a fotografia provocou uma vasta discussão sobre seu caráter documental e suas possibilidades artísticas – dos trabalhos pictóricos de Oscar Rejlander e Henry Robinson às obras contemporâneas de Max Yavno, Gordon Matta-Clark, Diane Arbus, William Eggleston e Stephen Shore. Com o abandono da concepção modernista de pureza e o rompimento com o passado, a fotografia das últimas décadas retomou práticas pioneiras, como colagens e montagens, reafirmando a “descategorização” e o caráter conceitualista da arte. Mais e mais artistas passaram a se utilizar da fotografia como suporte de suas obras. A partir daí, ela foi incorporada a museus e coleções, recebendo mostras e exposições específicas, além de crítica especializada. Surgiram galerias dedicadas exclusivamente a essa arte e uma pesquisa mais ampla da produção do passado foi desenvolvida em universidades e cen- tros de pesquisa. Novas estratégias de veiculação da fotografia foram adotadas pelo mercado de arte, com cópias limitadas, suportes especiais e séries vintage. Essa palestra analisará a fotografia no contexto das artes e de sua participação no mercado, onde tem se tornado cada vez mais aceita, discutida e utilizada com o apoio de grandes galerias nacionais e internacionais. Evento gratuito. Vagas limitadas



REVELANDO OS ARQUIVOS FOTOGRÁFICOS DE ROSÂNGELA RENNÓ


Rosângela Rennó não costuma tirar muitas fotos. No entanto, ela se transformou em uma das principais referências em artes plásticas quando o assunto é fotografia, suas ressignificações e desdobramentos. Ela prefere manipular imagens e negativos feitos por outras pessoas, muitas vezes anônimas, retrabalhando a memória e, sobretudo, as ausências e faltas na memória. Em uma época em que o apelo da fotografia é onipresente, Rosângela conseguiu construir uma obra original com reconhecimento de crítica no Brasil e no exterior. Seus trabalhos estão em alguns dos principais museus de arte moderna, como o Reina Sofia (Madri), a Tate Modern (Londres), o Arts Institute of Chicago, o Guggenheim (Nova York) e o Stedelijk (Amsterdã). Ela também acaba de ganhar o prêmio de melhor foto-livro do mundo da Paris Photo-Aperture Foundation, na França, com A01 [COD. 19.1.1.43] – A27 [S|COD.23], livro sobre as fotografias de Augusto Malta furtadas do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Nesse encontro especial, Rosângela mostrará e comentará seus últimos trabalhos a partir de investigações em arquivos fotográficos e falará de sua dedicação à produção de foto-livros.



Sujeito e imagem na era da internet


O que está verdadeiramente em jogo na grande exposição de si a que hoje convidam as redes sociais e outros dispositivos da web? Longe de ser mero exibicionismo ou perda das fronteiras da intimidade, trata-se, em parte graças à difusão da fotografia e do vídeo digital, de novas modalidades culturais de construção da imagem de si na cena do mundo. O curso vai explorar tais modalidades em suas incidências na arte e na vida cotidiana, de modo a refletir sobre a inscrição do sujeito na cultura em suas variações históricas.