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O que Platão tem a nos ensinar sobre a vida


Júlio Pompeu é um dos professores da CASA desde o seu início, em 2006. Nesse curso ele aborda Platão, cuja obra é extensa e abrange todas as grandes áreas da filosofia: a ética, a estética e a metafísica. Seu estilo é direto e claro, apresentado em diálogos que têm como protagonista Sócrates, o divisor de águas da filosofia. O foco será nos diálogos em que Platão dá conselhos sobre a vida que vale a pena ser vivida.



Aristóteles e Freud interpretam seriados americanos II


Em bem-sucedido curso realizado em janeiro deste ano, o professor Felipe Pena analisou seriados como Friends, Mad Men, House, Modern Family e Breaking Bad, desenvolvendo a ideia de que eles carregam estratégias narrativas articuladas há mais de dois mil anos. O novo curso toma como objeto de análise os seriados Homeland, The Walking Dead, The Newsroom e Lost para mostrar como eles se apropriam da metodologia proposta por Aristóteles na obra A arte poética. Ao mesmo tempo, utiliza conceitos freudianos com a finalidade de examinar a densidade dos personagens e propor algumas hipóteses para a empatia do público com seus dramas e suas situações cômicas.



Nietzsche e Oswald de Andrade


O curso analisa as curiosas sintonias entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o escritor brasileiro Oswald de Andrade. Se Nietzsche rompe com a academia e se torna mais filósofo conforme aproxima seus textos do discurso poético, Oswald parece submeter sua poética a uma intensa elaboração conceitual. Ele chegou a redigir, em 1950, uma monografia para concorrer à cadeira de professor de Filosofia na USP cuja principal referência era Nietzsche. Apesar de se tratar de percursos aparentemente opostos, encontram-se nos textos mais maduros de ambos os autores uma crítica ao racionalismo acadêmico, a valorização da sensibilidade artística e a dissolução dos limites entre filosofia e poesia tanto no plano temático quanto no estilístico.



As leis da moda: de Luís XIV a Louboutin


Desde que surgiu como fenômeno social amplo, a moda está sujeita ao julgamento histórico. Ela foi durante séculos um importante instrumento de dominação e poder, legitimado por rigorosas leis que, vigentes até o final do século XVIII, estabeleceram as regras do vestir nas monarquias europeias. Ferramenta de distinção social, a moda foi desenhando sua trajetória através da história e chegou à atualidade com características totalmente diversas das predominantes no passado. A proposta do curso é estudar as ferramentas de legitimação da moda, desde as “leis sumptuárias” do século XIV até os dias atuais, ultrapassada a primeira década do século XXI, quando as “leis de mercado” é que regem a sociedade de consumo. Serão abordadas também questões éticas, direito de autor e formas de proteção na criação de moda hoje.



Teatro e mitologia


O curso se propõe a refletir sobre as origens do teatro no Ocidente, na Grécia antiga, em suas expressividades fundantes: a tragédia e a comédia áticas. Como desdobramento de tais proposições, busca pensar o contexto social, político e filosófico em que as artes cênicas foram configuradas em nossa civilização. E também analisar a importância da mitologia grega, matéria e fonte dessa dramaturgia, na construção do imaginário ocidental. As aulas têm início com as origens das artes cênicas, desde a época arcaica – da rapsódia homérica, da lírica coral, dos ditirambos – até o século clássico, em que o teatro torna-se o foco de formação política e poética da cidadania grega. E, dentro dessa produção, os nomes de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes são os mais representativos.



Aspectos fundamentais da tragédia grega


Este curso aborda a proposta de filosofia da tragédia de Aristóteles (Poética) e analisa as tragédias sob dois aspectos fundamentais: estrutura e conteúdo. O gênero poético abarca quatro espécies: poema lírico, épico, cômico e dramático. Cada uma dessas espécies possui características próprias que as distinguem umas das outras. No caso do poema dramático, o elemento central é o enredo trágico. Para que ele provoque as emoções catárticas (temor e piedade), o dramaturgo deve estruturar a sua narrativa de acordo com a fórmula dramática de reviravolta, reconhecimento e calamidade. Em outras palavras, a história deve provocar uma tensão no espectador e, ao mesmo tempo, uma expectativa pela solução. Assim, invariavelmente, a peça apresenta, logo no começo, o problema; em seguida, há um reconhecimento da causa do problema; e, por fim, uma morte. Será abordado um de seus aspectos estruturais (o tempo) e também dois aspectos do seu conteúdo: a caracterização do herói e o embate entre ele e o seu antagonista; e o crime. As peças trágicas são marcadas, em sua maioria, por mortes violentas e por crimes entre membros de uma mesma família. A preferência por esse tipo de história está relacionada ao objetivo de mexer com as emoções do espectador. É chocante “testemunhar” a ação de um pai que mata a própria filha (Ifigênia em Aulis) ou de uma esposa que mata o marido (Agamêmnon).



Grandes temas éticos contemporâneos


Curso iniciado em 12 de novembro.

A atual condição da cultura traz consigo mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que articulam questões filosóficas fundamentais. A abordagem de cada assunto procurará apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor nossas decisões e ações no tempo em que vivemos.



Avanços da genética


Nunca a sociedade esteve tão engajada na ciência quanto nos dias atuais, sobretudo em função das possibilidades reais e das expectativas sobre a sua aplicação na saúde humana. Os avanços da ciência ampliam nossas possibilidades de escolha, inclusive no que parecia imutável. Nesse encontro especial, um dos maiores neurocientistas do Brasil – com reconhecimento internacional – discutirá alguns dos avanços que podemos esperar da genética. Stevens Rehen conversará sobre células-tronco reprogramadas, impressoras de órgãos, diagnósticos genéticos, clonagem, expectativa de vida e tudo o mais que afeta o futuro da medicina.



Psicopatologia da vida cotidiana II


Muito mais do que nos damos conta, somos instados, diariamente, a tomar decisões. Desde o que vamos comer ou vestir até a carreira a seguir e a nos casarmos ou não... Pequenos e grandes impasses que obedecem a lógicas predeterminadas cada vez mais conhecidas e, quase sempre, inconscientes. Como e por que fazemos nossas escolhas? A neurociência e os mecanismos do impasse. A compulsão à repetição freudiana. Esses e outros temas serão abordados nesse curso (que, de forma independente, dá continuidade ao do semestre anterior), cujo foco são os “transtornos da vontade”.



Roberta Sudbrack: reflexões e prática


Ter o prazer de comer em um dos melhores restaurantes do país e do mundo, segundo a lista da prestigiada revista Restaurants, é uma experiência fantástica. Mas poder fazer isso e ainda conhecer o pensamento e os métodos de criação da chef desse restaurante é algo bem melhor e muito, muito mais enriquecedor. Pois é isto que Roberta Sudbrack vai proporcionar aos alunos da CASA DO SABER RIO O GLOBO: vivenciar por algumas horas, na teoria e na prática, o seu processo criativo. Serão dois rituais. No primeiro, Roberta apresentará (em duas turmas de 25 alunos) suas reflexões sobre culinária, os sabores e a exuberância dos ingredientes brasileiros por meio de um recorte único: evidenciando aquilo que está presente no nosso dia a dia às vezes de modo marginal, às vezes de modo banal. Ela vai mostrar o que a inspira e seus critérios de escolha e de combinações para extrair novas dimensões e trazer à tona, como ela mesma diz, “essa personalidade oculta de tantos significados e oferecer a linguagem da alta gastronomia para que cada ingrediente possa se expressar”. No segundo encontro, juntando as duas turmas no restaurante que leva seu nome, no Jardim Botânico, Roberta completa sua viagem narrativa do modo que melhor se expressa: cozinhando. Em um menu degustação, as possibilidades de sua imaginação conduzirão o público dessas duas turmas a uma experiência sensorial, estética e contemporânea. Assim, se terá uma oportunidade singular de passar pelo trabalho e pelo pensamento de Roberta, considerada desde o início da carreira uma das chefs mais inspiradoras da gastronomia nacional. Esta página refere-se à turma Turma 1, com palestra no dia 20 de agosto, às 20h, e almoço harmonizado no dia 10 de setembro, às 13h. Para conferir as datas da Turma 2, clique aqui.



Lygia Clark, o abandono da arte


Na tênue fronteira entre a arte e a não arte, entre a estética e a imersão analítica, encontra-se Lygia Clark, uma artista cuja obra não está delimitada por molduras nem redomas. Lygia rompeu com a equação composta por autor e espectador, provocando novas sensações psíquicas e sensoriais a cada experiência estética com a participação do outro, seja em Caminhando ou em A casa é o corpo. Sua relevância internacional ficou mais uma vez evidente com a reunião de 300 obras suas em uma grande retrospectiva que se encerra no final de agosto no MoMA, em Nova York: Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988 (Lygia Clark: O abandono da arte, 1948-1988). Para discutir o trabalho dessa criadora fundamental na história da arte brasileira, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar para um bate-papo com o também crítico de arte Luiz Camillo Osorio. Ao lado de Lygia Clark, Ferreira Gullar assinou, em 1959, o Manifesto Neoconcreto, que deu início a um movimento de reencontro artístico com a subjetividade. Luiz Camillo Osorio é o atual curador do MAM-RJ, museu que abrigou a 1ª Exposição de Arte Neoconcreta do país.



Fernando Pessoa e os gregos


Esse curso abordará os traços principais do pensamento de Ricardo Reis no conjunto dos poemas escritos por esse heterônimo de Fernando Pessoa. A intenção é expor, inicialmente, o íntimo diálogo que a sua poesia estabelece com a poesia antiga, o que se manifesta na menção recorrente a deuses e a algumas das ideias fundamentais da mitologia greco-latina, tais como a concepção de destino e a não liberdade do homem. Em sequência, mostrará como esse pensamento que move a pena do poeta acaba por conformar um éthos (um domínio) e uma ética que assumem e reivindicam uma determinada postura diante da vida e do mundo.



A estética de Schopenhauer


Esse curso apresenta o tema da contemplação estética e o estudo das diferentes artes, tal como abordados pelo filósofo Arthur Schopenhauer no terceiro livro de sua obra principal: O mundo como vontade e representação (1819). Essa estética marca um contraponto “risonho” à sua filosofia pessimista.



Um panorama da economia mundial pós-Guerra Fria


O curso apresentará uma visão panorâmica da história econômica mundial pós-Guerra Fria. O historiador Eric Hobsbawm considerou o século XX um século curto, que se estendeu da Primeira Guerra Mundial ao fim do socialismo real, no início dos anos 90. Nessa linha, o século XXI teria começado com o fim da União Soviética, em dezembro de 1991. Nesse sentido, esse conjunto de palestras pode ser encarado como uma introdução à história econômica do século XXI.



Como enfrentar a morte


Cada cultura, cada religião e cada período histórico possui uma relação específica com a morte. Em uma época em que as pessoas vivem mais, cresce o número de idosos e a vida é prolongada artificialmente por aparelhos, esse assunto não pode mais ser tabu. O que o direito tem a nos dizer sobre a morte? E a psicanálise? O que a história pode nos ensinar? A medicina, certamente, tem aspectos a nos revelar sobre o fim da vida, tema recorrente na literatura e em outras artes. Nesses dois ciclos, um médico, uma historiadora, um psicanalista e uma advogada especialista em bioética abordarão a morte por prismas diversos, mediados pelo escritor Affonso Romano de Sant’Anna.



Baudelaire: o homem, o poeta, o crítico de arte


Absorvendo a cidade, seus subúrbios e vielas, e traduzindo-a em versos, Charles Baudelaire tornou-se um dos mais importantes intérpretes da modernidade, do homem recém-adaptado ao meio urbano. Baudelaire redefiniu as tendências estéticas do século XIX com contribuições para além da poesia, com reflexões críticas sobre música, literatura e artes visuais. Neste curso, mergulharemos nas diversas faces deste múltiplo artista e flâneur, investigando aspectos da sua vida e de sua obra em poesia e prosa, além de abordar os contextos histórico, cultural e literário que o cercavam.



A filosofia nos contos de fadas


A partir da compilação iniciada pelos Irmãos Grimm, o curso fará, em quatro aulas, uma leitura filosófica e crítica dos contos de fadas com o auxílio do aporte teórico de Gilles Deleuze. Serão discutidas as emoções, os afetos e as percepções suscitados pelos contos de fadas, com um exame mais detalhado das figuras estéticas da princesa, do sapo/príncipe e da bruxa, ampliando, assim, as possibilidades de compreensão dos elementos inconscientes da literatura infantil.



O Cáucaso do Sul


Foco de rivalidades no pós-Guerra Fria, o Cáucaso do Sul tem enfrentado ao longo dos anos uma série de conflitos étnicos, instabilidades políticas e crises econômicas. Composta pela Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão, essa região está cercada por três importantes players geopolíticos - o Irã, a Rússia e a Turquia - bem no cruzamento entre Europa e Ásia. Nesta aula aberta, serão apresentados aspectos da história e da política da região, centrando-se sobretudo no caso do Azerbaijão: país muçulmano xiita composto de turcos étnicos que fez parte do Império Russo e da União Soviética e com importante atuação no mercado internacional de petróleo. Uma interessante encruzilhada de civilizações que compôs a Rota da Seda e tem ampliado sua participação na arena internacional, contando, inclusive, com uma embaixada em Brasília desde 2012.



Por que somos insatisfeitos?


Desde que o mundo é mundo, o sujeito persegue aquilo que supõe ter perdido. Ele é habitado pela pulsão (que, por um lado, o move à vida e, por outro, reafirma uma falta). Disso resulta uma inquietude que parece não cessar. Essa inquietude, que tentamos a todo custo conter ou driblar, não é somente um estado fundamental, é também um sinal de vida. No mundo contemporâneo, em que a busca frenética pela completude é potencializada pelos avanços tecnológicos, é possível ficar satisfeito? Quais os fatores estruturais, formulados por Freud e Lacan, que determinam sua condição de insatisfeito? Percorreremos esse tema guiados tanto por textos fundamentais de Freud e Lacan como por fragmentos de Fernando Pessoa retirados do Livro do desassossego, que tão bem iluminam essa condição humana.



Repensando a psicanálise com a filosofia


Para que a psicanálise seja capaz de resgatar a intenção libertária de Freud em tempos pós-modernos, será necessário proceder a novos arranjos conceituais, de modo a permitir ao sujeito contemporâneo a dilatação da capacidade criativa de obter prazer. Somente encontros proveitosos com outros saberes poderão proporcionar a construção de uma ética psicanalítica que afaste o sujeito da submissão às próprias forças psíquicas e, pelo mesmo movimento, dos poderes coercitivos de uma sociedade globalizada espetacular.



A ética trágica da psicanálise


O que o herói trágico teria a dizer ao sujeito moderno? Se a contemporaneidade se regula por uma lógica que visa à erradicação do mal-estar na cultura (sob a forma de uma promessa de fruição sem entraves), que lugar ainda pode haver para a responsabilidade humana e, consequentemente, para a própria ética? No atual cenário, revisitar a Antígona de Sófocles não é sem consequências. O curso propõe problematizar em que medida o ethos trágico contribui para uma reflexão sobre os impasses do sujeito moderno, a partir da ética da psicanálise.



A arte de ter razão em Schopenhauer


Em sua juventude, Arthur Schopenhauer escreveu um pequeno texto, intitulado Dialética erística, no qual apresenta 38 estratagemas geralmente empregados para vencer disputas intelectuais. O filósofo usa a paródia como recurso para elaborar uma importante crítica àqueles que se dedicam a tais debates sem se interessarem pela decifração do significado do mundo. Trata-se de uma “arte da esgrima intelectual” que nos ensina algo mais que a autodefesa, pois nos convida a pensar sobre o papel da razão argumentativa em nossa existência.



As potências do falso e a coragem de dizer a verdade


O curso trabalha questões éticas e artísticas empenhadas em explicitar a capacidade que a vida tem de criar máscaras e simulações, engendrando, igualmente, verdades constituintes de novos estilos de vida. Postula, por um lado, a potência do falso manifestada pela arte, contrapondo-a ao ideal de verdade da antiga metafísica platônica e o seu legado moral. Segundo Nietzsche e Deleuze, o falso, enquanto potência, denuncia a ficção de um mundo verdadeiro, colocando em evidência a característica farsesca da vontade de verdade.

Por outro lado, de acordo com a elaboração de Michel Foucault, à verdade enquanto produção de poder será contraposta uma potência de verdade, cuja enunciação consolida um modo de existência ético que resiste criando possibilidades de devir. Sendo assim, as potências do falso e a coragem de dizer a verdade são propostas paradoxais de práticas de liberdade e criação, configuradas por um pensamento que inventa, para a vida, novos modos de existência.



Esporte na ética do século XXI


Nos últimos 30 anos, a televisão transformou o esporte em um negócio multimilionário, mas sua importância para a sociedade vai muito além dos cifrões. Ao longo da história da humanidade, o esporte tem sido um importante instrumento para o desenvolvimento humano, econômico e social; uma escola de valores éticos e morais e uma ferramenta para a paz e o entendimento entre as nações. Qual será o papel do esporte neste século XXI, marcado por revoluções nos meios de comunicação e no comportamento social?



Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang, de Walter Salles


Jia Zhang-ke é considerado o maior realizador do novo cinema chinês. Para o influente jornal Le Monde, ele é hoje o maior cineasta em atividade em todo o mundo. Ainda jovem, conseguiu retratar as complexas transformações ocorridas na China de forma aguda e poética. Jia Zhang-ke mostra como ninguém a passagem da adolescência para a idade adulta, e a crise de seus personagens se confunde com uma crise de identidade maior, a de uma cultura milenar que sofre agora os efeitos da globalização. Entre seus admiradores está o diretor brasileiro Walter Salles, que lança agora o documentário Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang, obra que acompanha o cineasta chinês por sua cidade natal no norte da China, lugar que também serviu de locação para seus três primeiros longa-metragens.

Aproveitando a estreia de Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang no circuito nacional, oferecemos uma imersão na história da China, de Zhang-ke e no documentário de Walter Salles com um dia de exibição e bate-papo sobre o filme no Espaço Itaú de Cinema, e uma conversa exclusiva com o diretor na Casa do Saber Rio O Globo.



Alter ajuda - A filosofia ubuntu em três lições


Diante de uma oferta cada vez maior de livros de autoajuda, esse curso propõe a alter ajuda: uma formulação contrária à tese de que a capacidade individual é suficiente para promover a solução de problemas. Pela alter ajuda, a construção de alternativas de auxílio individual se efetiva somente no encontro com o outro. Através da ontologia, da epistemologia e da ética ubuntu, concebidas pelo filósofo sul-africano Mogobe Ramose, será problematizada a limitação da capacidade que o indivíduo tem para cuidar de si.



Uma introdução à filosofia de Deleuze


Gilles Deleuze, professor de Filosofia da Universidade de Vincennes Paris VIII, inaugurou o que chamou de filosofia da diferença, que fez dele um dos mais importantes pensadores de toda uma geração de intelectuais franceses dos anos 60. Seus primeiros livros procuravam estabelecer relações entre os termos e os conceitos presentes em obras de mestres como Nietzsche, Spinoza, Hume e Kant explorando suas diferenças. Em sua fase mais madura, entretanto, Deleuze decidiu parar de falar sobre a diferença para criar a diferença, e, assim, praticá-la. Diferença e repetição, tese de doutorado logo publicada em livro, representa esse salto em seu pensamento e expõe solidamente as bases de sua filosofia. Esse curso se propõe a apresentar de maneira clara o pensamento de Deleuze, utilizando seus principais conceitos como ferramenta para pensar o presente.



Bandeira, Drummond, Vinicius e João Cabral


O curso investigará as principais vertentes temáticas e formais da obra de quatro grandes poetas do Modernismo: Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto. A partir da leitura de poemas, procuraremos verificar as características que definem a poética desses autores, com suas semelhanças e diferenças, bem como sua presença no quadro da literatura brasileira.



A trajetória de Stalin


Stalin, em russo, significa “homem de aço”. Esse foi o nome adotado por Iossif Vissarionovich Djugatchvili pouco antes da Revolução Russa de 1917, nome que representaria a força e a dureza de um dos mais poderosos líderes do século XX. Filho de um artesão e uma lavadeira, Stalin chegou a ser enviado a um seminário antes de se tornar personagem fundamental na derrota do nazismo na Segunda Guerra. Comandou a União Soviética por quase 30 anos e é o responsável por um dos mais violentos regimes da história.

A trajetória do ditador soviético é tema do documentário A verdade sobre Stalin, dirigido por Mathieu Schwartz, Serge de Sampigny e Yvan Demeulandre. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com Vagner Camilo.



Quem é você, Brasil?


A história pode ser contada por grandes feitos e datas, mas também por meio de imagens que, do século XX à atualidade, mostram como o Brasil é. Afinal, conforme escreveu Fernando Pessoa, “o que vemos não é o que vemos, mas o que somos”. E como somos nós, brasileiros? Por que agimos desta ou daquela maneira? O que podemos absorver desse passado cultural para utilizar em nossa vida cotidiana? Será que vemos corretamente nossa realidade?

O curso será ilustrado por centenas de imagens fotográficas que valorizam nossa herança cultural. Cada foto será dissecada em suas qualidades estéticas e seu momento histórico, em uma análise divertida sobre nosso jeito de ser, de amar, de se relacionar. São imagens que fogem do óbvio; e o curso propõe o mesmo — um certo descarrilamento nas ideias para conhecermos mais e melhor nossas raízes e comportamentos.



Dilemas éticos da atualidade


A atual condição da cultura acarreta mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que trazem consigo questões filosóficas fundamentais. Para abordar cada assunto, procuraremos apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor as decisões e ações no tempo em que vivemos.



A matriz energética brasileira


Em 2014, mais de 80% de toda a energia fornecida no mundo vinha de apenas três fontes - todas elas fósseis: petróleo, carvão mineral e gás natural. Enquanto na maior parte dos países a matriz energética é prioritariamente não-renovável, o Brasil, em grande parte devido ao uso do etanol, apresenta 40% de sua matriz limpa. No que se refere à energia elétrica, por causa da opção que fez pela hidreletricidade, o país ostenta uma participação de aproximadamente 80% de renováveis. Na Conferência do Clima, em Paris (COP 21), o Brasil assumiu o compromisso de manter a alta participação de fontes renováveis, com maior produção de etanol e de biodiesel. Ao mesmo tempo, se comprometeu a diversificar a sua matriz elétrica, aumentando a participação das chamadas "novas renováveis" - eólica, solar e biomassa - na geração de energia. Nessa palestra, Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), entidade afiliada ao Ministério de Minas e Energia, analisará as perspectivas do setor, tendo como ponto de partida as metas apresentadas na COP 21.


Apoio acadêmico:



Roland Barthes, 100 anos depois


Foram muitos os interesses que guiaram a trajetória intelectual do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). A literatura, a publicidade, o cinema, as artes plásticas, a moda, a fotografia, o teatro, a música, e, sobretudo, sua devoção à linguagem, fizeram dele um dos mais destacados e múltiplos pensadores do século XX, cujo legado segue atual, 100 anos após seu nascimento.

Para celebrar esse "sujeito incerto", como ele mesmo se definiu em sua aula inaugural no Collège de Paris, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Ana Maria Machado, que além de ser uma das mais importantes escritoras brasileiras e membro da Academia Brasileira de Letras, foi orientanda de Barthes em Paris, onde também participou de um seleto grupo de estudos coordenado pelo semiólogo. Em um bate-papo com a pesquisadora e professora de Poética Beatriz Resende, Ana Maria Machado compartilhará a experiência vivida e suas memórias acerca de Barthes.



O filósofo, o bruxo e o poeta


A criação na literatura, na poesia e na filosofia revela uma zona comum de experimentações realizadas por pensamentos empenhados em criar novas possibilidades de vida para a existência. Da poesia de Fernando Pessoa à filosofia de Gilles Deleuze – tendo como intercessor o escritor Carlos Castaneda, que desvela nuances de bruxaria literária –, elucidaremos os aspectos estéticos e éticos de tais empreendimentos criativos.

Da filosofia, buscaremos as características conceituais do construtivismo filosófico de Deleuze; de Pessoa, a criação dos heterônimos como condição de avaliação da experiência poética; e de Castaneda, a aventura literária de um aprendiz de feitiçaria para esclarecer as principais ideias do pensamento expresso na obra. O curso é um exercício transdisciplinar que valoriza a criação em três pensamentos construídos como práticas de liberdade.



As imagens, as palavras e as coisas


Este encontro propõe uma reflexão sobre a nossa percepção do real - o olhar o mundo mediado pelos sentidos e cultura, com suas classificações imagéticas. Como construímos o real com janelas, recortes e molduras; o lugar da verdade ou a busca de imagens arquetípicas; e como o homem se representa e se imagina desde a invenção da escrita, passando pelo corte cartesiano até a modernidade, inclusive a quebra de paradigmas com o surgimento do cinema, a "imagem viva". Quais os novos balizamentos cinéticos/imagéticos? E as novas perspectivas tecnológicas? Quais os novos desbravamentos estéticos? E qual será a próxima "lente" do olhar?



Grandes temas na poesia brasileira


Esse curso pretende abordar quatro grandes temas – universais – na poesia brasileira: amor, morte, natureza, cidade. Os encontros serão guiados pela leitura de poemas, a fim de destacar estéticas coincidentes ou antagônicas em relação ao tema proposto. Serão observados momentos considerados decisivos de interação entre situação histórica, ideologia, filosofia e singularidades autorais, tendo sempre como ponto de interesse a expressão poética.



Repensando a psicanálise com a arte


A psicanálise e a arte moderna nasceram juntas, rompendo com a tradição do pensamento da representação do século XVII e propondo, respectivamente, a divisão do eu e uma nova ordenação do espaço perceptual. Tais práticas influenciaram-se mutuamente, tendo como condições a noção de interioridade e a crítica à universalidade da razão. Na busca do tratamento para as patologias psíquicas, Freud deslocou as noções de “belo” e de “sublime” para compreender a estética artística por meio do conceito de sublimação.

Contudo, pode a criação artística ser reduzida à produção inconsciente? Será possível aproximar a arte contemporânea, que se apresenta nas ruas e se apropria de objetos corriqueiros, e a psicanálise, cujo primado são forças amorfas engendradas nos encontros entre sujeitos?



Um olhar para a (gen)ética


O que você faria se pudesse escolher o sexo do seu filho? Ou impedir que ele tivesse uma doença grave pela seleção de seus genes? Uma pessoa deve ser informada se um teste genético indicar a possibilidade de ela desenvolver uma doença incurável no futuro? Questões como essas seriam impensáveis em um passado não tão distante, mas, com os avanços da engenharia genética, tornaram-se próximas de nossa realidade.

Para propor uma discussão acerca desses e de outros dilemas éticos, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Mayana Zatz, geneticista reconhecida internacionalmente e uma das vozes mais ativas na aprovação pelo Congresso Nacional das pesquisas com células-tronco embrionárias. Nessa aula especial, Mayana, que publicou 340 trabalhos científicos citados mais de 9.150 vezes, traz sua experiência para pensarmos até onde podemos ir com a escolha de embriões, os testes de DNA e a clonagem.



Manoel de Barros


“O brasileiro não lê poesia.” Parece frase feita, mas a afirmação se confirma, de maneira geral, pelos dados do mercado editorial, somados à dificuldade de se editar e de se fazer circular obras poéticas, de autores novos ou consagrados. É nesse aspecto que se encontra a peculiaridade do poeta cuiabano Manoel de Barros. Morto em 2014 com quase 100 anos de idade, o Poeta do Pantanal, como muitos o chamavam, foi um verdadeiro best-seller, chegando a vender mais de 1 milhão de cópias de livros inteiramente escritos na rubrica da imaginação e do delírio.

Manoel de Barros inspirou montagens teatrais, filmes experimentais, atores, cantores e vários profissionais da cultura e das artes, além de atingir significativo apelo popular. Em duas aulas, será proposta uma discussão sobre esse diferencial que levou Manoel de Barros a ser reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros contemporâneos, não apenas por seus pares, mas também por um público não especializado.



Ética e democracia


“A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras”, afirmou certa vez Winston Churchill. O aparente paradoxo contido na conhecida frase do ex-primeiro-ministro britânico é para mostrar que, apesar de imperfeições, desafios e falhas estruturais, a democracia é o sistema que melhor oferece às sociedades alguma possibilidade de ética, de justiça. Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida o historiador Leandro Karnal para discorrer sobre a complexa relação entre a democracia e a ética. Afinal, o que define um governo como democrático? Quais as relações entre os dilemas éticos que enfrentamos no cotidiano e as instituições dos diversos países? E como nossas ações diárias podem se refletir nos posicionamentos de governos (e vice-versa)?  

Este encontro acontecerá no teatro Oi Casa Grande.


   



LAB PARA CRIANÇAS
Bichos dão risada?


De que ferramentas as crianças precisam para crescer com segurança em um mundo em constante mudança? Inspirados por filósofos da contemporaneidade, desenvolvemos um Toolkit para pensar – livros, experiências e dinâmicas que ajudam a criança a se tornar um agente de transformação no mundo!

A CASINHA DO SABER e o LER Instituto têm um encontro marcado com você no primeiro sábado de cada mês para vivenciar diversas experiências éticas e estéticas com as crianças. Sempre a partir de uma questão, estimularemos os meninos e meninas a pensar o impensável!

Nesse encontro: Bichos dão risada? Vamos experimentar o riso! Por que achamos graça e rimos? Será que todos os bichos dão risada? Você sabia que existe um laboratório do riso na Inglaterra?

Parceria:

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LAB PARA CRIANÇAS
Com o que os animais sonham?  


De que ferramentas as crianças precisam para crescer com segurança em um mundo em constante mudança? Inspirados por filósofos da contemporaneidade, desenvolvemos um Toolkit para pensar – livros, experiências e dinâmicas que ajudam a criança a se tornar um agente de transformação no mundo!

A CASINHA DO SABER e o LER Instituto têm um encontro marcado com você no primeiro sábado de cada mês para vivenciar diversas experiências éticas e estéticas com as crianças. Sempre a partir de uma questão, estimularemos os meninos e meninas a pensar o impensável!

Nesse encontro: Qual é a nossa capacidade de sonhar? Quando os animais dormem, eles sonham? E se isso acontece… com o que eles sonham? E você? Já sonhou?

Parceria:

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LAB PARA CRIANÇAS
Precisamos sempre de olhos para ver?  


De que ferramentas as crianças precisam para crescer com segurança em um mundo em constante mudança? Inspirados por filósofos da contemporaneidade, desenvolvemos um Toolkit para pensar – livros, experiências e dinâmicas que ajudam a criança a se tornar um agente de transformação no mundo!

A Casinha do Saber e o LER Instituto têm um encontro marcado com você no primeiro sábado de cada mês para vivenciar diversas experiências éticas e estéticas com as crianças. Sempre a partir de uma questão, estimularemos os meninos e meninas a pensar o impensável!

Neste encontro vamos conversar sobre VER. Só é possível ver com os olhos? E tudo o que os nossos olhos veem é verdade? É possível enxergar o que não existe?

Além disso, a Reserva Mini e a Casinha do Saber inauguram uma parceria super legal! A cada Lab as crianças ganham uma camiseta com estampa exclusiva da marca inspirada pelo tema do encontro. Cada dia uma camiseta diferente que poderá ser colecionada pelos pequenos pensadores.

Parceria:
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Ética: um percurso histórico


Assunto cada vez mais urgente numa sociedade em crise, a ética é tema desse encontro que a CASA DO SABER RIO promove em parceria com a Escola Parque. Guiados pelos professores de Filosofia Leandro Chevitarese e Renato Noguera, os participantes revisitarão momentos importantes da história para entender como o conceito se desenvolveu em diferentes épocas e civilizações.

A trajetória começará na Grécia Antiga, berço da ética clássica, com uma breve introdução à sua definição tradicional a partir de Sócrates. Depois serão discutidos os fundamentos da ética na Modernidade, evidenciando-se o contraste entre a deontologia de Kant e o utilitarismo de Bentham.

Será apresentada ainda a ética concebida pelo pensamento oriental, ilustrada pela formulação budista de Karuna (compaixão). Por fim, serão abordadas a ética Ubuntu, de origem africana, baseada no princípio de que “uma pessoa é uma pessoa através de outra pessoa”; e a ética Yanomami, sistematizada pelo filósofo Davi Kopenawa, através da ideia de que todos os seres vivos possuem a mesma cultura.

O encontro será mediado pela fundadora e diretora da Escola Parque, Patrícia Lins e Silva, que permeará as discussões com reflexões sobre o papel das instituições na formação ética dos indivíduos.  

13 DE JUNHO >TERÇA, ÀS 19H30, NA CASA DO SABER RIO
20 DE JUNHO > TERÇA, ÀS 19H30, NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA DA TRAVESSA DO BARRASHOPPING

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Entre a poesia e a tradução


Leonardo Fróes, um dos maiores escritores brasileiros, tem obra de poeta e tradutor considerada ímpar e relevante por vários críticos. O encontro procurará salientar os dois lados desse grande homem de letras: o do tradutor de La Fontaine, Goethe, Shelley, Virginia Woolf, D.H. Lawrence, George Eliot (Prêmio Paulo Rónai de Tradução da Biblioteca Nacional em 1998, e Prêmio de Tradução da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de livros traduzidos em 2008) e o do poeta de Sibilitz, Argumentos invisíveis (Prêmio Jabuti de Poesia em 1996) e Vertigens.

O filósofo e também tradutor José Thomaz Brum, amigo de Leonardo Fróes há 35 anos, prefaciador e apresentador de seus livros de poesia, fará um diálogo com o poeta, explorando zonas comuns de afinidade artística e poética.



Uma reflexão sobre a percepção do real


Esse encontro propõe uma reflexão sobre a nossa percepção do real – o olhar o mundo mediado pelos sentidos e pela cultura, com suas classificações imagéticas. Como construímos o real com janelas, recortes e molduras; o lugar da verdade ou a busca de imagens arquetípicas; e como o homem se representa e se imagina desde a invenção da escrita, passando pelo corte cartesiano até a modernidade, inclusive com a quebra de paradigmas decorrente do surgimento do cinema, a “imagem viva”. Quais os novos balizamentos cinéticos/imagéticos? E as novas perspectivas tecnológicas? Quais os novos desbravamentos estéticos? E qual será a próxima “lente” do olhar?



As veias abertas da literatura na América Latina - Parte 1, mais ao sul


O curso tem o objetivo de mapear a literatura da América Latina em duas partes divididas de uma maneira geograficamente um tanto arbitrária, o que fará com que países como o México de Juan Rulfo, o Peru de Vargas Llosa e a Colômbia de García Márquez fiquem para um segundo momento. Concentrada mais ao Sul, a presente etapa fornecerá um mapa literário da Argentina, do Chile, do Uruguai e do Brasil, abordando seus principais autores de um modo mais geral na primeira parte da aula para, em seguida, debruçar-se sobre uma obra específica, pujante, poética, histórica e filosoficamente representativa da literatura em questão.



A Revolução Russa 100 anos depois


A Revolução Russa (1917) marcou de maneira indelével “o breve século XX”, na expressão utilizada pelo historiador britânico Eric Hobsbawm para se referir ao século passado. A Revolução de Outubro, que pelo calendário gregoriano ocorreu no dia 7 de novembro, inaugurou a era da revolução social e influenciou a política internacional até 1991, com desdobramentos até a atualidade. As esperanças e decepções despertadas pela então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ainda são objeto de avaliação de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. O curso pretende discutir, de maneira crítica, o impacto e o legado da tentativa pioneira de construção do socialismo 100 anos após aqueles acontecimentos que abalaram o mundo.