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OBRAS FUNDAMENTAIS | A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise, das ciências sociais e da história ocidental. Destacados professores apresentam os elementos mais relevantes de cada obra, os aspectos biográficos de seus autores, o contexto histórico de sua produção e o diálogo estabelecido por eles com outros textos e campos do saber.

Neste encontro, o professor Pedro Villas Bôas Castelo Branco apresentará A ética protestante e o espírito do capitalismo, de Max Weber.



A ÉTICA E O CORPO SEM ÓRGÃOS: O PLANO DE IMANÊNCIA DO DESEJO


Como criar para si um corpo sem órgãos pleno de alegria? Esta é a questão que inaugura uma ética sobre o plano de imanência do desejo. Tendo como referência a filosofia de Gilles Deleuze e Félix Guattari – que propõem uma conexão entre a obra do dramaturgo e poeta Antonin Artaud e a ética de Spinoza –, descreveremos uma diversidade de corpos sem órgãos para mostrar os riscos que enfrentam aqueles que avançam, sem prudência, pelos campos inusitados das experiências de desejo. Visamos, com isso, otimizar uma maneira prudente de produzir um corpo sem órgãos, buscando o recurso da nossa avaliação na ética de Spinoza e nos movimentos políticos construídos pelo combate às moralizações do desejo.



ÉTICA E DIVERSIDADE NO MARKETING


Como as marcas podem criar conteúdo que respeite a inteligência da audiência e ao mesmo tempo agregue valor e transforme a cultura? Em um cenário em que muitos já aprenderam o valor da diversidade, o marketing também precisa incorporar esse princípio ao seu dia dia, sob pena de se tornar irrelevante. Nesse encontro, a diretora da Abril Branded Content, Patrícia Weiss, apresenta as narrativas de empresas que vêm obtendo sucesso com o branded content com propósito e relevância.

 

*Os encontros do Saber Executivo ocorrem das 13h às 14h30, e os inscritos recebem um lunch box antes de cada aula.  



ÉTICA E DEMOCRACIA


“A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras”, afirmou certa vez Winston Churchill. O aparente paradoxo contido na conhecida frase do ex-primeiro-ministro britânico é para mostrar que, apesar de imperfeições, desafios e falhas estruturais, a democracia é o sistema que melhor oferece às sociedades alguma possibilidade de ética, de justiça. Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida o historiador Leandro Karnal para discorrer sobre a complexa relação entre a democracia e a ética. Afinal, o que define um governo como democrático? Quais as relações entre os dilemas éticos que enfrentamos no cotidiano e as instituições dos diversos países? E como nossas ações diárias podem se refletir nos posicionamentos de governos (e vice-versa)?  

Este encontro acontecerá no teatro Oi Casa Grande.


   



MANOEL DE BARROS


“O brasileiro não lê poesia.” Parece frase feita, mas a afirmação se confirma, de maneira geral, pelos dados do mercado editorial, somados à dificuldade de se editar e de se fazer circular obras poéticas, de autores novos ou consagrados. É nesse aspecto que se encontra a peculiaridade do poeta cuiabano Manoel de Barros. Morto em 2014 com quase 100 anos de idade, o Poeta do Pantanal, como muitos o chamavam, foi um verdadeiro best-seller, chegando a vender mais de 1 milhão de cópias de livros inteiramente escritos na rubrica da imaginação e do delírio.

Manoel de Barros inspirou montagens teatrais, filmes experimentais, atores, cantores e vários profissionais da cultura e das artes, além de atingir significativo apelo popular. Em duas aulas, será proposta uma discussão sobre esse diferencial que levou Manoel de Barros a ser reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros contemporâneos, não apenas por seus pares, mas também por um público não especializado.



UM OLHAR PARA A (GEN)ÉTICA


O que você faria se pudesse escolher o sexo do seu filho? Ou impedir que ele tivesse uma doença grave pela seleção de seus genes? Uma pessoa deve ser informada se um teste genético indicar a possibilidade de ela desenvolver uma doença incurável no futuro? Questões como essas seriam impensáveis em um passado não tão distante, mas, com os avanços da engenharia genética, tornaram-se próximas de nossa realidade.

Para propor uma discussão acerca desses e de outros dilemas éticos, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Mayana Zatz, geneticista reconhecida internacionalmente e uma das vozes mais ativas na aprovação pelo Congresso Nacional das pesquisas com células-tronco embrionárias. Nessa aula especial, Mayana, que publicou 340 trabalhos científicos citados mais de 9.150 vezes, traz sua experiência para pensarmos até onde podemos ir com a escolha de embriões, os testes de DNA e a clonagem.



Repensando a psicanálise com a arte


A psicanálise e a arte moderna nasceram juntas, rompendo com a tradição do pensamento da representação do século XVII e propondo, respectivamente, a divisão do eu e uma nova ordenação do espaço perceptual. Tais práticas influenciaram-se mutuamente, tendo como condições a noção de interioridade e a crítica à universalidade da razão. Na busca do tratamento para as patologias psíquicas, Freud deslocou as noções de “belo” e de “sublime” para compreender a estética artística por meio do conceito de sublimação.

Contudo, pode a criação artística ser reduzida à produção inconsciente? Será possível aproximar a arte contemporânea, que se apresenta nas ruas e se apropria de objetos corriqueiros, e a psicanálise, cujo primado são forças amorfas engendradas nos encontros entre sujeitos?



GRANDES TEMAS NA POESIA BRASILEIRA


Esse curso pretende abordar quatro grandes temas – universais – na poesia brasileira: amor, morte, natureza, cidade. Os encontros serão guiados pela leitura de poemas, a fim de destacar estéticas coincidentes ou antagônicas em relação ao tema proposto. Serão observados momentos considerados decisivos de interação entre situação histórica, ideologia, filosofia e singularidades autorais, tendo sempre como ponto de interesse a expressão poética.



As imagens, as palavras e as coisas


Este encontro propõe uma reflexão sobre a nossa percepção do real - o olhar o mundo mediado pelos sentidos e cultura, com suas classificações imagéticas. Como construímos o real com janelas, recortes e molduras; o lugar da verdade ou a busca de imagens arquetípicas; e como o homem se representa e se imagina desde a invenção da escrita, passando pelo corte cartesiano até a modernidade, inclusive a quebra de paradigmas com o surgimento do cinema, a "imagem viva". Quais os novos balizamentos cinéticos/imagéticos? E as novas perspectivas tecnológicas? Quais os novos desbravamentos estéticos? E qual será a próxima "lente" do olhar?