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REVOLUÇÃO NAS AMÉRICAS


A Revolução Americana pautou valores políticos que seguem vivos em nosso tempo. A Haitiana quebrou paradigmas com o maior levante de escravos do Ocidente. A Venezuelana foi a primeira a romper com o domínio espanhol e a grande inspiradora de diversas insurreições na América Latina. A Cubana resgatou o espírito anticolonialista e deu início à experiência socialista mais significativa do continente. Esses processos históricos deixaram, cada um à sua maneira, marcas na política, na cultura, na arte e na resistência em diferentes partes do mundo.

Neste curso, reunimos destacados professores para abordar alguns dos principais movimentos revolucionários das Américas, seu contexto histórico e suas implicações até os dias atuais.



LITERATURA E POLÍTICA


Em 1934, o poeta americano Ezra Pound disse que "os artistas são a antena de sua época". Trinta anos mais tarde, o educador e filósofo canadense Marshall McLuhan os descreveu como pessoas "de atenção integral". Ao dizer isso, ambos afirmavam que a criatividade requer não apenas imaginação, mas também o dom de captar, traduzir e até mesmo antecipar sinais que já estão no ar. Estudiosos também preconizam que uma obra de arte sempre está impregnada por aspectos da realidade social na qual foi concebida, e que é impossível separar um escritor do homem político e social, tornando clara a presença da política na literatura. 

 

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO recebe os escritores Adilson Xavier, roteirista e produtor de audiovisual, e Guilherme Fiuza, colunista de Política da revista Época e autor do bestseller Meu nome não é Johnny, para uma conversa sobre o papel da política brasileira em seus romances recém-lançados, 2.990 graus - A arte de queimar no inferno (Panda Books) e O império do  oprimido (Planeta). No primeiro, políticos corruptos são assassinados de forma sádica por um serial killer. No segundo, uma jovem filha de um rico empresário debanda da família para abraçar um governo populista que ascende. Em ambos a política ganha ares de protagonista.



ELIZABETH II, UM LONGO REINADO


Ao nos referirmos à rainha neste início do século XXI, não há dúvidas de que se trata de Elizabeth II do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, também rainha do Canadá, Austrália, Nova Zelândia e mais tantos outros países que um dia integraram o império colonial britânico.

Há hoje no mundo outras soberanas, mas, com toda certeza, é ela a maior representante do sistema monárquico. Decana dos soberanos europeus, nos seus extraordinários 65 anos no trono viu o mundo se transformar. Poucos chefes de Estado tiveram a chance de ter a seu lado, num mesmo reinado, o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill (1940-1945 e 1951-1955) e o ex-presidente americano Barack Obama (2009-2017).

Símbolo da decadência do império britânico ou da reinvenção de uma história milenar, quem é essa mulher e o que é exatamente esse sistema que ela chefia e que se mantém vivo, apesar das tormentas do passado e das críticas do presente? Figura anacrônica ou eficiente funcionária a serviço de seu país?

Partindo da história da monarquia britânica e de suas instituições e rituais, esse curso pretende traçar o perfil de Elizabeth II como soberana, bem como aproximar-se de seu outro lado, o mortal, o que possui uma vida privada. Ao final, serão apresentadas as diversas faces da monarca, transformadas em personagem no cinema, no teatro e na televisão, um fato único em toda a história da monarquia.



ELEIÇÕES E INTERNET: O QUE A CAMPANHA DE TRUMP TEM A DIZER SOBRE O BRASIL EM 2018


A eleição do magnata Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, em 2016, marcou uma inflexão na forma de usar a internet inaugurada por seu antecessor, Barack Obama. Enquanto o democrata ganhou notoriedade por conquistar engajamento inédito na web – levando milhões de eleitores a contribuir financeiramente com sua campanha –, o republicano ficou conhecido pela propagação de notícias falsas, utilização maciça de robôs e abordagem seletiva de eleitores com a ajuda de perfis psicológicos traçados a partir de cliques no Facebook.

Nesse encontro pretende-se debater, no plano da teoria, a relação entre internet e democracia e, mais especificamente, entre internet e campanhas eleitorais, para depois analisar essas duas experiências americanas, ambas com bons resultados nas urnas. Serão abordados ainda dados sobre os pleitos de 2014 e 2016 no Brasil. Ao fim, a intenção é produzir uma reflexão conjunta sobre as expectativas para as eleições brasileiras de 2018.



O BEM VIVER E AS ALTERNATIVAS AO PROGRESSO COMO O CONHECEMOS


Perseguido por governos à direita e à esquerda do espectro político, o desenvolvimento econômico não apenas foi incapaz de acabar com as desigualdades sociais, como está colocando em risco a sobrevivência dos seres humanos na Terra. Em um mundo com recursos naturais finitos, é impossível imaginar que todos cresçam indefinidamente. Para que os demais países alcancem os padrões de produção e consumo das nações ditas desenvolvidas, apenas um planeta não seria suficiente. Mas qual a alternativa? Para muitos, a resposta está no Bem Viver, filosofia defendida pelo equatoriano Alberto Acosta e que encontra inspiração em práticas indígenas sul-americanas.

Nesse encontro, organizado pela CASA DO SABER RIO em parceria com a Escola Parque, o professor Leonardo Boff debaterá com o gestor de sustentabilidade da escola, Carlos Alberto Nascimento, sobre os princípios do Bem Viver e a superação da noção atual de progresso.      


22 DE AGOSTO > TERÇA, ÀS 19H30, NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA DA TRAVESSA DO BARRASHOPPING
29 DE AGOSTO > TERÇA, ÀS 19H30, NA CASA DO SABER RIO

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AS VEIAS ABERTAS DA LITERATURA NA AMÉRICA LATINA - PARTE 1, MAIS AO SUL


O curso tem o objetivo de mapear a literatura da América Latina em duas partes divididas de uma maneira geograficamente um tanto arbitrária, o que fará com que países como o México de Juan Rulfo, o Peru de Vargas Llosa e a Colômbia de García Márquez fiquem para um segundo momento. Concentrada mais ao Sul, a presente etapa fornecerá um mapa literário da Argentina, do Chile, do Uruguai e do Brasil, abordando seus principais autores de um modo mais geral na primeira parte da aula para, em seguida, debruçar-se sobre uma obra específica, pujante, poética, histórica e filosoficamente representativa da literatura em questão.



COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA: O QUE ISSO TEM A VER COM O MUNDO CORPORATIVO?


O mundo atual exige líderes capazes de guiar e motivar suas equipes, criando um ambiente onde todos cooperem entre si para atingir objetivos comuns. Pesquisas realizadas pelo expert em neurociência e neuroeconomia Paul Zak e publicadas na revista Harvard Business Review mostram que funcionários de empresas que fomentam uma relação de confiança entre eles são 50% mais produtivos, 74% menos estressados e 76% mais engajados. Isso impacta de forma considerável a lucratividade das organizações.

A tarefa, no entanto, não é simples. Mesmo quando bem-intencionados, muitos gestores acabam obtendo resultados insatisfatórios devido a falhas na interação com os funcionários. Isso porque uma fala livre de agressividade e humilhações não é suficiente. Para fomentar diálogos construtivos, confiança, empatia, reuniões mais eficazes e comprometimento com a empresa de forma genuína, são necessárias também mudanças sutis.

Nesse encontro, a especialista em coaching e desenvolvimento de líderes Marie Bendelac Ururahy apresentará os princípios básicos da Comunicação Não-Violenta. A técnica – desenvolvida pelo americano Marshall Rosenberg e aplicada em organizações de todas as naturezas, inclusive na ONU – é capaz de revolucionar os relacionamentos e gerar melhores resultados para os negócios.

*O ciclo ocorre das 13h às 14h30, e os inscritos recebem um lunch box antes de cada encontro.  



DO LIVRO AO FILME: O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO LITERÁRIA PARA A TELA GRANDE


Desde a invenção do cinema, a literatura vem fornecendo um sem-número de histórias para a elaboração de filmes. Mas a transposição das páginas de um livro para os frames da tela grande envolve etapas complexas que muitas vezes permanecem desconhecidas do público, atento em geral apenas ao resultado final. Não é isso, porém, o que ocorrerá com A fera na selva, uma adaptação feita por Eliane Giardini e Paulo Betti a partir de obra homônima do americano Henry James. Quando a produção estrear, ainda este ano, os espectadores já terão tido a oportunidade de ler tanto o livro quanto o roteiro adaptado – ambos disponibilizados na internet pelos próprios atores/diretores.

Em uma noite especial, a CASA DO SABER RIO recebe a dupla para uma conversa sobre o processo de adaptação literária e sobre sua decisão de inovar na relação com o público de cinema.



EM DEFESA DA COMIDA: UM MANIFESTO


Atualmente, a dieta ocidental é baseada principalmente em alimentos ultraprocessados colocados à disposição dos consumidores de acordo com as prioridades da agroindústria e da indústria alimentícia. Para o jornalista americano e ativista da alimentação saudável Michael Pollan, não estamos nos alimentando de comida, e sim de “substâncias comestíveis parecidas com comida”. Autor do livro Em defesa da comida: um manifesto, que originou documentário homônimo, ele investiga as possíveis causas desse fenômeno, propõe hábitos simples que facilitem opções mais saudáveis e critica a ciência reducionista predominante nos discursos sobre alimentação e nutrição.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme Em defesa da comida: um manifesto (Estados Unidos, 2015), dirigido por Michael Pollan, seguida de bate-papo com a nutricionista Bia Rique.  

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