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Mães e filhas e a questão da identidade feminina


A celebrada proximidade – para o bem ou para o mal – entre mãe e filha não é fortuita. O amor de grande dimensão que uma nutre pela outra não é sua explicação; é mais sua consequência. A busca de uma resposta para a questão “o que é ser mulher?” está no cerne da relação complexa que ambas tecem ao longo de anos.

De geração em geração, o destino da mulher depende de como ela e sua mãe lidaram – e se envolveram mutuamente – com a dificuldade de se encontrar uma definição para a essência feminina. Uma condição que faria Lacan propor a fórmula para nossa reflexão: “A Mulher não existe.”



Bauman, o pensador da modernidade líquida


Na hierarquia herdada dos valores reconhecidos, a ‘síndrome consumista’ destronou a duração, promoveu a transitoriedade e colocou o valor da novidade acima do valor da permanência.” (Bauman, Vida líquida)

Ao dedicar a vida a denunciar o individualismo e a desigualdade de uma sociedade complexa e fragmentada, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, morto em janeiro deste ano, deixa um legado imensurável. Resistente ao termo “pós-modernidade”, ele trouxe à tona a perspectiva de um pensamento crítico – cunhado por ele de “modernidade líquida” –, que desvela a liquidez das relações familiares e amorosas e do próprio Estado-Nação, onde impera o descomprometimento com uma lógica comunitária e colaborativa.

A CASA DO SABER RIO recebe a socióloga Cíntia Sanmartin para uma homenagem à vida e à obra de um dos principais pensadores do século XX.



Uma ode a Gullar


“A morte é o nada.” Assim definia o fim da vida o poeta, crítico de arte, letrista, ilustrador e dramaturgo Ferreira Gullar, morto em dezembro de 2016, em sua última entrevista. Em conversa com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna narrada no ensaio que fecha esta edição da revista da CASA DO SABER RIO, Gullar despejou: “Recuso-me a aceitar a morte.”

Professor da CASA DO SABER RIO desde sua fundação, Ferreira Gullar e sua trajetória voltam à cena em uma série de encontros em sua homenagem. O primeiro, com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, resgatará os 50 anos da amizade dos dois, trazendo à tona conflitos amorosos, cisões nos movimentos literários brasileiros e mudanças no pensamento crítico e político do poeta. Porque “onde houvesse possibilidade de mudança, lá estava o Gullar”, afirma Sant’Anna no citado ensaio, para advertir em seguida: “Minha fala estará cheia de fantasmas queridos. Estou chegando aos 80 e já vi coisas que nem Deus duvida...”



O que é o amor? Como e por que amamos?


O objetivo do curso é trazer reflexões e inflexões sobre o amor em sua dimensão conjugal, a partir de perspectivas filosóficas e psicológicas de épocas distintas e de matrizes culturais diferentes. A união amorosa vai ser problematizada criticamente, utilizando-se o viés cultural e a leitura científica como motes para uma análise filosófica. O curso pretende trazer subsídios para respondermos: o que é o amor? Como saber se um sentimento é realmente amor? E quais as condições necessárias para tornar um relacionamento amoroso duradouro?



Amor em tempos de internet


Um em cada três relacionamentos, hoje, começa na internet. Ainda assim há muita resistência, especialmente entre as mulheres, em usar aplicativos. O assunto é cercado de tabus, mas também de novas regras na forma de se relacionar. Para a jornalista Mariliz Pereira Jorge, quem deixa o preconceito de lado aumenta as chances de encontrar o par perfeito ou, no mínimo, se divertir muito. Mas é preciso aprender a lidar com o imediatismo das relações, as brigas por ciúme, o sexting, o vazamento de intimidade. Nesse encontro, ela convida os participantes a debater sobre esses e outros temas enquanto desfia histórias pessoais, de amigos e de leitores que se aventuraram na rede em busca de amor e sexo.