Busca

     

Resultado



A MODERNIDADE, O AMOR E A CULTURA NO PENSAMENTO DE ZYGMUNT BAUMAN


Ao dedicar a vida a denunciar o individualismo e a desigualdade de uma sociedade complexa e fragmentada, Zygmunt Bauman deixou um legado imensurável para o pensamento contemporâneo. Resistente ao termo “pós-modernidade”, ele trouxe à tona uma perspectiva crítica – sintetizada por ele no conceito de “modernidade líquida” – que desvela a fluidez das relações culturais, amorosas e também do próprio Estado-Nação, onde impera o descomprometimento com uma lógica comunitária e colaborativa.

Nesse curso, serão apresentados três importantes eixos da obra do sociólogo polonês, um dos mais importantes intelectuais do século XXI.



O "DESPERTAR" EM PROUST E KAFKA


O escritor francês Marcel Proust começa sua grande obra literária pela experiência do despertar. Em sua busca do tempo perdido, a passagem do sono à vigília representa a possibilidade de lembrar do passado infantil a partir do presente em que está o narrador adulto. Tal experiência instantânea de suspensão da ordem do tempo fez com que o filósofo e crítico literário Walter Benjamin o relacionasse à história.

Também no começo do século XX, outro autor começava duas obras fundamentais pelo acordar. Trata-se do tcheco Franz Kafka. A metamorfose e O processo têm seu início de manhã, quando se deflagra a passagem do estado de normalidade a um estado de estranheza na condição do protagonista. Este curso tratará do “despertar” em Proust e Kafka.



A CRISE DA AUTORIDADE: JUVENTUDE, INSTITUIÇÕES E VIOLÊNCIA


A juventude está com frequência associada à rebeldia e à contestação. Isso traz consigo a urgência de se pensar também os alvos preferenciais dessas atitudes: as instituições e a autoridade. A autoridade, por sua vez, faz fronteira com outros conceitos, tais como a violência, a qual se entrelaça a fenômenos como a indisciplina ou o bullying.
 

Falar de juventude, portanto, nos insere em uma trama conceitual intrincada, na qual é importante nos aventurarmos para procurar dar conta das incontáveis preocupações de que a juventude é hoje objeto. 
 

Nesse curso, abordaremos teses provenientes das Ciências Sociais sobre os conceitos de juventude, autoridade e violência. O objetivo é construir um arcabouço conceitual capaz de orientar a reflexão sobre a crise da autoridade e seus efeitos sobre a família e a escola, a fluidez que marca as relações amorosas e os projetos profissionais e a relação dos jovens com a violência, ora como vítimas, ora como autores. 



O LUGAR DA FANTASIA NA PSICANÁLISE


A fantasia regula a nossa relação com a realidade, sempre insatisfatória diante de nossos desejos. Por essa razão, é onipresente em todas as atividades humanas. Uma das grandes descobertas da psicanálise é o lugar primordial ocupado pela fantasia no aparelho psíquico. Este curso tratará de alguns de seus aspectos mais importantes para o estudo da vida humana: o amor, o desejo e o gozo.



AMOR EM TEMPOS DE ÓDIO


Em tempos onde os extremismos estão cada vez mais aflorados, como podemos compreender o amor? A partir de um diagnóstico acerca da expansão atual de discursos de ódio nas redes sociais, o curso irá explorar o tema do amor na filosofia e na literatura ocidentais.



JANE AUSTEN E O FEMINISMO


A escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) é conhecida por suas histórias de amor – em Orgulho e preconceito, por exemplo, ela criou um dos casais mais famosos da literatura: Elizabeth e Darcy. Mas, nos seis romances que escreveu, tratou também de um tema mais que nunca atual: a condição de dependência da mulher. Suas heroínas, por meio de seus gestos desafiadores e, às vezes, pelo que não ousaram fazer, revelam as restrições impostas por uma sociedade que praticamente só apontava o casamento como opção de vida para a mulher.



ZUENIR E VERISSIMO – DOIS GRANDES ESCRITORES, 30 ANOS DE AMIZADE


Muito além de best-sellers e importantes contribuições para a literatura brasileira, os jornalistas e escritores Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo, amigos há três décadas, compartilham histórias, parceria e boas risadas. “A amizade é muito mais forte do que o amor: não tem exclusividade, ciúmes, não tem a ditadura da libido”, brinca Zuenir, autor de Cidade partida e 1968: o que fizemos de nós, sobre a relação que mantém com Verissimo, vencedor do Prêmio Jabuti em 2013, com a coletânea de contos Diálogos impossíveis.

Para celebrar os 30 anos desse lindo encontro, a CASA DO SABER RIO recebe a dupla de literatos para uma conversa descontraída, repleta de cumplicidade e bom humor, sobre a vida por trás de suas obras e paixões, da memória, da literatura e do jornalismo.



A MORTE COMO POTENCIALIZADORA DA VIDA


Conversar sobre a morte e sobre o sentido de morrer significa entregar-se a sentimentos difíceis. Durante toda a vida nos preparamos para as possibilidades que ela pode proporcionar. Sonhamos com nosso futuro e vamos à luta. Sonhos tão humanos de ter uma carreira, uma família, um amor (ou vários), filhos, casa própria, viagens, e de ser alguém na nossa própria vida (ou na vida de alguém). Buscamos orientação para as coisas mais incertas.

Quem garante que vamos ter sucesso na carreira? Quem garante que encontraremos o amor da nossa vida? Que teremos filhos? Quem garante? Ninguém garante nada sobre essas possibilidades – a morte é a única garantia que temos. Não importa quantos anos vivamos, quantos diplomas tenhamos, o tamanho da família que formemos. Com ou sem amor, com ou sem filhos, com ou sem dinheiro, o fim de tudo, a morte, chegará. E por que não nos preparamos? Por que não conversamos abertamente sobre essa única certeza?

Pensar que a morte nos traz um sentimento paradoxal de abundância e de vontade de viver. Esse é o mote principal que nos guiará nesse encontro com a doutora Ana Cláudia Arantes, que provocará a plateia com uma série de exercícios que estimulam a reflexão sobre a finitude da vida, a experiência do luto e do pesar, a lida com os nossos limites diários e com as diversas perdas que experimentamos ao longo da vida.

 

EM CASO DE INSCRIÇÃO SIMULTÂNEA PARA DUAS PESSOAS, SERÁ CONCEDIDO DESCONTO DE 20% NA SEGUNDA INSCRIÇÃO. DESCONTO VÁLIDO APENAS PARA VENDAS PELO TELEFONE 2227-2237 E NÃO CUMULATIVO COM OUTRAS PROMOÇÕES. 

 


PARCERIA



O FIM DO AMOR


Como a psicanálise (com a sua subjetividade) e a justiça (com a sua objetividade) nos ajudam a atravessar o fim do amor? Em uma cultura composta por relações cada vez mais efêmeras, qual o lugar da família? E quais as consequências dessa efemeridade para a função parental?

O fim do amor é normalmente vivido como o fracasso de uma promessa, a frustração de uma esperança. Isso pode colocar o sujeito diante de uma perda sentida como irrecuperável, muitas vezes transportada para o campo da justiça.

Nessa aula aberta, a juíza de família Andréa Pachá e a psicanalista Sandra Niskier Flanzer abordam, à luz do direito e da psicanálise, a ruptura de relações estabelecidas a princípio para durar. A discussão será feita a partir da apresentação de casos reais em que os lugares familiares e a parentalidade ficam em questão - por exemplo, na alienação parental ou na ausência de um dos pais.