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JANE AUSTEN E O FEMINISMO


A escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) é conhecida por suas histórias de amor – em Orgulho e preconceito, por exemplo, ela criou um dos casais mais famosos da literatura: Elizabeth e Darcy. Mas, nos seis romances que escreveu, tratou também de um tema mais que nunca atual: a condição de dependência da mulher. Suas heroínas, por meio de seus gestos desafiadores e, às vezes, pelo que não ousaram fazer, revelam as restrições impostas por uma sociedade que praticamente só apontava o casamento como opção de vida para a mulher.



ZUENIR E VERISSIMO – DOIS GRANDES ESCRITORES, 30 ANOS DE AMIZADE


Muito além de best-sellers e importantes contribuições para a literatura brasileira, os jornalistas e escritores Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo, amigos há três décadas, compartilham histórias, parceria e boas risadas. “A amizade é muito mais forte do que o amor: não tem exclusividade, ciúmes, não tem a ditadura da libido”, brinca Zuenir, autor de Cidade partida e 1968: o que fizemos de nós, sobre a relação que mantém com Verissimo, vencedor do Prêmio Jabuti em 2013, com a coletânea de contos Diálogos impossíveis.

Para celebrar os 30 anos desse lindo encontro, a CASA DO SABER RIO recebe a dupla de literatos para uma conversa descontraída, repleta de cumplicidade e bom humor, sobre a vida por trás de suas obras e paixões, da memória, da literatura e do jornalismo.



A MORTE COMO POTENCIALIZADORA DA VIDA


Conversar sobre a morte e sobre o sentido de morrer significa entregar-se a sentimentos difíceis. Durante toda a vida nos preparamos para as possibilidades que ela pode proporcionar. Sonhamos com nosso futuro e vamos à luta. Sonhos tão humanos de ter uma carreira, uma família, um amor (ou vários), filhos, casa própria, viagens, e de ser alguém na nossa própria vida (ou na vida de alguém). Buscamos orientação para as coisas mais incertas.

Quem garante que vamos ter sucesso na carreira? Quem garante que encontraremos o amor da nossa vida? Que teremos filhos? Quem garante? Ninguém garante nada sobre essas possibilidades – a morte é a única garantia que temos. Não importa quantos anos vivamos, quantos diplomas tenhamos, o tamanho da família que formemos. Com ou sem amor, com ou sem filhos, com ou sem dinheiro, o fim de tudo, a morte, chegará. E por que não nos preparamos? Por que não conversamos abertamente sobre essa única certeza?

Pensar que a morte nos traz um sentimento paradoxal de abundância e de vontade de viver. Esse é o mote principal que nos guiará nesse encontro com a doutora Ana Cláudia Arantes, que provocará a plateia com uma série de exercícios que estimulam a reflexão sobre a finitude da vida, a experiência do luto e do pesar, a lida com os nossos limites diários e com as diversas perdas que experimentamos ao longo da vida.

 

EM CASO DE INSCRIÇÃO SIMULTÂNEA PARA DUAS PESSOAS, SERÁ CONCEDIDO DESCONTO DE 20% NA SEGUNDA INSCRIÇÃO. DESCONTO VÁLIDO APENAS PARA VENDAS PELO TELEFONE 2227-2237 E NÃO CUMULATIVO COM OUTRAS PROMOÇÕES. 

 


PARCERIA



O FIM DO AMOR


Como a psicanálise (com a sua subjetividade) e a justiça (com a sua objetividade) nos ajudam a atravessar o fim do amor? Em uma cultura composta por relações cada vez mais efêmeras, qual o lugar da família? E quais as consequências dessa efemeridade para a função parental?

O fim do amor é normalmente vivido como o fracasso de uma promessa, a frustração de uma esperança. Isso pode colocar o sujeito diante de uma perda sentida como irrecuperável, muitas vezes transportada para o campo da justiça.

Nessa aula aberta, a juíza de família Andréa Pachá e a psicanalista Sandra Niskier Flanzer abordam, à luz do direito e da psicanálise, a ruptura de relações estabelecidas a princípio para durar. A discussão será feita a partir da apresentação de casos reais em que os lugares familiares e a parentalidade ficam em questão - por exemplo, na alienação parental ou na ausência de um dos pais.



DEUSES E DEUSAS DA MITOLOGIA GREGA – APOLO, AFRODITE, HERMES, ATENÁ


Na mitologia e na religião da Grécia Antiga, os deuses representavam o mundo natural, social e humano, expressando múltiplos aspectos da vida e da morte, da criação e da destruição, do amor e do ódio, da luz e das sombras. E, dentro desse panteão, alguns eram mais significativos do que outros para a vida do homem grego. Esse curso pretende discutir os mitos em torno de alguns deuses dessa mitologia que definiam espaços simbólicos nucleares para a vida cultural, caso de Apolo, Afrodite, Hermes e Atená.



EROS EM PLATÃO: O DESEJO COMO INTERMEDIÁRIO


O objetivo desse curso é apresentar a teoria sobre Eros (amor erótico) em Platão, debatendo dois de seus diálogos: o Banquete e o Fedro. A partir de uma apresentação geral da filosofia de Platão e também da mitologia grega, procuraremos mostrar que o amor erótico, o Eros, é concebido pelo pensador como uma espécie de meio pelo qual o homem alcança seu destino, isto é, a Beleza, o Bem e a Verdade. Eros é visto como uma loucura divina, um intermediário entre deuses e homens capaz de nos auxiliar a restaurar nossas virtudes.



O BANQUETE : PLATÃO, LACAN E FOUCAULT


No Banquete, esse diálogo platônico em tudo admirável e estimulante, encontramos a matriz dos discursos sobre o amor no Ocidente. Nesse curso, percorreremos os modos de construção discursiva sobre o tema em Sócrates e em Platão. Além disso, saltaremos para trás e para a frente no tempo, procurando alcançar parte do pensamento pré-socrático, assim como algumas ideias contemporâneas, entre as quais as de Jacques Lacan e Michel Foucault, que incidem sobre essa obra máxima e inaugural daquilo a que chamamos filosofia.



KANT, O AMOR-PRÓPRIO E O AGIR MORAL


Immanuel Kant (1724-1804), filósofo de Königsberg, na Alemanha, conhecido por sua filosofia transcendental e sua moral, é muitas vezes considerado injustamente um formalista vazio – isso em uma época em que seus conceitos poderiam ser extremamente úteis.

Nesse curso, após a contextualização do pensamento kantiano, nos deteremos no conceito de amor-próprio e em sua relevância para o agir moral. Afinal, existe dimensão moral no amor-próprio? Qual a relação entre o amor-próprio e a humanidade? E por que buscar respostas para tais questões é essencial nos tempos atuais?

Serão quatro encontros que ajudarão não somente a conceber a importância desse pensador para a humanidade, como também contribuirão para a adoção de um pensamento mais sustentável e de práticas de vida mais eficazes na atualidade.



POEMAS DE AMOR: CORTESIA E CUIDADO


Desde os mais antigos poemas escritos em língua portuguesa, há quase novecentos anos, o homem revela e confessa, o poeta canta e conta profundo sentimento de amor. Nosso curso aborda o amor que é fino, delicado, agudo. A paixão que aprisiona o poeta transmite o extremo cuidado com o ser amado. O amante apaixonado se declara e, se não for correspondido, muitas vezes prefere morrer.

Amor antigo e sempre atual. Mudam as palavras, a forma dos poemas, mas a delicadeza, a corte, é igual até hoje, mesmo em tempo de violências. A permanência desse amor é o que pretendemos demonstrar em tempos e espaços, longínquos e próximos, por meio da obra de autores de prosa e verso, portugueses e brasileiros: Dom Dinis, Camões, Vinicius de Moraes, Ivan Junqueira, Adélia Prado, Antonio Cicero e outros.