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ARTE E CULTURA NA RÚSSIA


Da Rússia dos czares até nossos dias, esses dois encontros pretendem oferecer uma visão panorâmica da arte e da cultura nas duas principais cidades do país: São Petersburgo e Moscou. Os palácios, a coleção do Hermitage, o Kremlin, a Galeria Tretyakov e outros tesouros serão apresentados por meio de um farto material visual acompanhado de discussões teóricas sobre o assunto.



A ERA DE OURO DA HOLANDA (1580 – 1680)


Da Idade Média à Era Moderna, a área das Províncias Unidas, que em português geralmente denominamos Holanda, era o lugar de maior densidade demográfica da Europa. O que atraía tanta gente? Antes de tudo, a prosperidade econômica. Lá se instalaram artesãos, manufatureiros, agricultores, cartógrafos, astrônomos, armadores navais, artistas de todos os ramos, líderes religiosos, soldados, trabalhadores braçais e toda a espécie de desocupados. Seus portos recebiam e de lá zarpavam navios para todos os cantos do mundo.
 

Havia uma Holanda europeia, predominantemente protestante, enredada nas redes político-comerciais do continente, mas havia também uma Holanda global, inovadora, sonhadora, protagonista de tudo aquilo que passaria a ser entendido como “O Moderno”. Simultaneamente, a Holanda das artes e a Holanda da guerra. A Holanda das grandes companhias mercantilistas e das iniciativas pioneiras do capitalismo. Uma Holanda pragmática e dos mais furiosos fanatismos religiosos.
 

O presente curso pretende apresentar um olhar reflexivo sobre esse experimento holandês de pluralidade e mundialização.



A INVENÇÃO DO MONSTRO – DO GOLEM AO ZUMBI


Os monstros surgiram muito cedo no imaginário humano e desde sempre povoam as lendas e mitologias de variadas culturas, das mais antigas às contemporâneas. Desde sua invenção, a figura apresenta algumas características constantes, mas há variações reveladoras sobre as comunidades em cujas histórias habitam. Um olhar sobre os principais monstros da ficção ocidental desperta nossa imaginação e aguça a curiosidade.

Neste curso, serão analisadas as histórias de alguns dos principais monstros do ocidente, do fim da Idade Média aos dias atuais. Ao discutir suas características, colocaremos em evidência os temores e inseguranças que assombravam as sociedades que os criaram.

 


*Serão exibidos trechos de filmes para ilustração.

 



A FILOSOFIA DOS PERSONAGENS NAS OBRAS DE NIETZSCHE, GUIMARÃES ROSA E CLARICE LISPECTOR


A relação entre filosofia e literatura parece ser uma questão interminável. Não podemos mais entendê-la tomando, de um lado, a filosofia como o campo da verdade e do real, e, do outro, a literatura como o campo da ficção e, por conseguinte, da mentira. Vários filósofos já problematizaram essa distinção, mas a obra Assim falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche, parece nos abrir um novo rumo na filosofia: tentar compreender sistemas filosóficos através das falas de personagens que, aparentemente, estariam restritos à ficção.

Nesse sentido, tomando o pensamento de Zaratustra como exemplo, esse curso pretende apresentar dois outros filósofos não conceituais: Riobaldo, criado por Guimarães Rosa e aqui pensado como o autor de Grande Sertão: Veredas, e Lóri, criada por Clarice Lispector em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, analisada como a possível autora de Água viva.



DEZ PERSONAGENS FEMININAS DE SHAKESPEARE POR ELAS MESMAS


A proposta desses dois encontros consiste em visitar dez personagens femininas de Shakespeare por meio de uma seleção de suas falas. Ouvir Julieta, Ofélia, Emília, Cleópatra e Volúmnia, oriundas das tragédias; Rosalinda, Beatriz e Viola, heroínas cômicas; Hermione, personagem do gênero romance; e a Rainha Margaret, do universo das peças históricas. O que dizem e como dizem; como dizem a si e ao outro.

Nesse exercício, vamos ativar nossa escuta poética e histórica, imaginando o que era um teatro sem atrizes no palco, mas com muitas mulheres na plateia; pensando numa Inglaterra que teve por 45 anos (1558-1603) uma mulher no trono, uma grande Rainha, e que amava o teatro.

Da mesma forma como lidou com tantos materiais e assuntos, Shakespeare tomou a "mulher" e o "feminino" como questões, perguntas, temas a serem debatidos, sem respostas conclusivas. A "variedade é infinita", como ele mesmo diria. Vamos contemplar alguns de seus matizes.



O "DESPERTAR" EM PROUST E KAFKA


O escritor francês Marcel Proust começa sua grande obra literária pela experiência do despertar. Em sua busca do tempo perdido, a passagem do sono à vigília representa a possibilidade de lembrar do passado infantil a partir do presente em que está o narrador adulto. Tal experiência instantânea de suspensão da ordem do tempo fez com que o filósofo e crítico literário Walter Benjamin o relacionasse à história.

Também no começo do século XX, outro autor começava duas obras fundamentais pelo acordar. Trata-se do tcheco Franz Kafka. A metamorfose e O processo têm seu início de manhã, quando se deflagra a passagem do estado de normalidade a um estado de estranheza na condição do protagonista. Este curso tratará do “despertar” em Proust e Kafka.



CAMÕES, PESSOA E A POESIA ÉPICA PORTUGUESA


O curso dedica-se às obras de Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa, especificamente àquelas em que suas vozes se cruzam: Os Lusíadas e Mensagem. Se a mais célebre obra de Camões funda a poesia épica portuguesa, encontramos em Mensagem a sua mais decisiva continuidade e reinvenção. Ressaltando e avaliando o diálogo histórico e poético que une essas duas obras, serão tematizados alguns dos seus elementos mais característicos, promovendo assim uma contínua análise comparada dos seus versos e de suas intenções histórico-poéticas.



PIAF, CALLAS E AMÁLIA


Édith Piaf (1915-1963), Maria Callas (1923-1977) e Amália Rodrigues (1920-1999) formam a tríade de vozes antológicas do século XX. Seu brilhantismo elevou a chanson française, a ópera e o fado a patamares tão altos que as fizeram ser consideradas ícones do seu tempo.

Ao longo destes três encontros, Angela Perricone, Arthur Dapieve e Ricardo Nicolay apresentarão um panorama da vida e da obra destas artistas que deixaram um legado excepcional para a história da música mundial.



MULHERES DO SÉCULO XXI: O PARADOXO DA LIBERDADE DE ESCOLHAS


O Século XX foi cenário de grandes conquistas femininas: só ter os filhos que se quer, com ou sem um homem ao seu lado; independência financeira, uma (maior) igualdade no trabalho. Se estas conquistas não são absolutas, e ainda menos universais, elas representam avanços notórios no destino da mulher. Ela hoje tem a liberdade de viver várias vidas - uma ou outra ou uma depois da outra.

Quaisquer que sejam as escolhas que faz (as quais oscilam basicamente entre família e profissão em graus variados mais para um lado, mais para o outro), estas guardam a marca de sua empenhada busca de realização como mulher.  

Com grande frequência, persiste a pergunta: outra escolha - outro balanço entre as partes talvez - lhe trazia maior realização?

Apesar dos avanços, percebemos assim ser sempre atual uma fala de Marianne - heroína de um livro de 1731, do escritor Pierre de Marivaux: “Eu avançava com um coração ao qual faltava alguma coisa”. 

O que falta - sempre - e como se preenche - às vezes - o coração de uma mulher?