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CERVEJA E HARMONIZAÇÃO - GASTRONOMIA, CULTURA E EXPLORAÇÃO SENSORIAL


Além de ser a bebida alcoólica mais consumida pelo homem, a cerveja permite duetos surpreendentes com a gastronomia. Combinar os aromas e os sabores de alimentos e cervejas é uma arte milenar que todos podem aprender. O curso explora o universo sensorial das harmonizações com essa bebida a partir de ingredientes simples do cotidiano do brasileiro. São encontros com degustações orientadas de rótulos nacionais e importados, combinadas a itens básicos da nossa culinária, em que a finalidade é produzir experiências gastronômicas únicas e inesquecíveis.



A ASTRONOMIA DO ZODÍACO – DIFERENTES OLHARES PARA O CÉU


As constelações zodiacais podem ser observadas no céu tanto quanto outras constelações. Mas por que elas se tornaram mais conhecidas do que, por exemplo, a de Vulpecula (Raposa) e a de Camelopardalis (Girafa)? Que tipo de fascínio o Zodíaco produziu na história do Ocidente e de parte do Oriente? Qual a natureza das críticas científicas ao Zodíaco e à astrologia, que se serve dessas constelações e dos planetas para realizar uma leitura simbólica do mundo?

O Zodíaco não existe em todas as culturas. Como é o céu para povos diversos e como eles olham e olharam esse céu? O céu dos indígenas, dos gregos antigos, dos aborígenes australianos e dos povos originários do Japão tem características próprias. Contudo, todos esses povos criaram valores e estruturas complexas, partilhadas socialmente, tendo como ponto de partida as múltiplas interpretações acerca do céu.

Nesse curso apresentaremos o modo como diversas culturas lidam com estrelas, planetas, sol, nebulosas, meteoros e outros eventos astronômicos, além de buscar entender como os diversos modelos cosmológicos foram criados.



REPENSANDO A ALTA GASTRONOMIA


Em janeiro deste ano, a premiada chef Roberta Sudbrack causou surpresa ao anunciar o fechamento do restaurante carioca que levava seu nome – ele ostentava uma cobiçada estrela Michelin e havia se firmado como um dos melhores do país.

A decisão foi motivada pela vontade de se libertar das amarras da alta gastronomia: para ela, a pompa e os ritos próprios desse tipo de cozinha não faziam mais sentido. O rompimento, porém, foi com a forma, não com o conteúdo.

A chef planeja, ainda este ano, abrir uma nova casa em que a qualidade dos pratos continue a mesma, mas a proposta seja mais livre, alegre e acessível. Enquanto isso, dedica-se exclusivamente à comida de rua, com seu food truck servindo cachorros- quentes e sanduíches preparados com ingredientes selecionados com tanto cuidado quanto os de seus menus-degustação.

Nesse encontro especial, Roberta falará de sua trajetória de chef autodidata e da decisão de dar uma guinada na carreira, além de compartilhar sua visão para o futuro da alta gastronomia brasileira.



O sabor das ruas cariocas


A comida de rua é um bem cultural, um patrimônio valorizado em diversas partes do mundo. Os crepes das calçadas de Paris, os acarajés de Salvador, os hot-dogs de Nova York ou o falafel de Jerusalém já são considerados mais do que uma tradição. No Rio de Janeiro não é diferente. Aqui, uma legião de chefs produz bolinhos de bacalhau, pastéis, milhos, tapiocas, pães de queijo e tantas outras delícias da culinária brasileira. Esses quitutes, e tantos outros pelo mundo, têm o sabor da cultura local e nos identificam como parte de um todo social. Para falar sobre o assunto, Sérgio Bloch, idealizador do projeto Gastronomia de rua, e Inês Garçoni, jornalista especialista em gastronomia, convidam a Nega Teresa e a Nega do Caldo, duas chefs ambulantes com mais de dez anos de tradição nas ruas de Santa Teresa e do Rio Comprido, para bater um papo saboroso sobre comida de rua. Os encontros terão uma pitadinha de história da alimentação e, de quebra, uma degustação de dar água na boca ao fim de cada encontro.



THOMAS TROISGROS - REFLEXÕES E PRÁTICA


Thomas Troisgros é o representante da quarta geração de uma família de chefs que vem revolucionando a história da gastronomia. O bisavô Jean-Baptiste quebrou tabus nos anos 30 em seu La Maison Troisgros, em Roanne, na França, ao propor harmonizações inusitadas, como peixe com vinho tinto. O avô Pierre e o tio-avô Jean foram dois dos criadores da nouvelle cuisine, que enfatizou pratos leves, delicados e bem apresentados. Também foram eles os responsáveis por conquistar as três estrelas no Guia Michelin, o máximo possível, para o restaurante da família. A colocação é mantida até hoje, agora por seu tio Michel. O pai, Claude, aportou no Brasil no fim dos anos 70 e, desde então, vem mesclando melhor do que ninguém os ingredientes tropicais com a imbatível técnica de seu país de origem.

O restaurante carioca Olympe, que ostenta uma estrela Michelin, foi um dos primeiros a valorizar produtos brasileiros até então pouco explorados pela alta gastronomia – caso da batata baroa, do açaí, do maracujá. Desde 2013, o comando da cozinha vem sendo passado das mãos do pai para as do filho. Thomas, que também comanda os outros restaurantes da família no Rio de Janeiro, carrega o peso de uma longa tradição e busca, em suas novas criações, imprimir sua identidade.

Os alunos da CASA DO SABER RIO O GLOBO terão o prazer de ver de perto o talento de Thomas Troisgros. Serão dois encontros especiais: no primeiro, aqui na CASA, ele falará sobre sua formação, sua trajetória (e de sua família), detalhando sua compreensão da gastronomia, e sobre como vem dando continuidade ao trabalho iniciado por seu pai no Brasil de valorizar produtos da terra. No segundo, a turma será convidada especial de um almoço no restaurante Olympe, para, na prática, conferir a combinação entre tradição e novidade trazida pelas mãos desse talentoso chef.



RAFAEL COSTA E SILVA – REFLEXÕES E PRÁTICA DE UM CHEF REVELAÇÃO


Para conseguir mesa no restaurante Lasai é preciso paciência, pois a lista de espera é de semanas. Mas quem teve o prazer de provar os pratos de Rafael Costa e Silva não costuma se incomodar com isso. Suas criações ganharam a crítica, o respeito e a admiração dos colegas, entre eles o chef mais importante das últimas décadas, o espanhol Ferran Adriá, que revolucionou a gastronomia mundial com o seu El Bulli. Foi no Lasai que Adriá jantou, às vésperas da final da Copa do Mundo, durante uma viagem de bate e volta ao Brasil. Ele queria ver o que o ex-sous chef do Mugaritz, apontado como um dos melhores restaurantes do mundo, estava aprontando em sua primeira experiência solo.

Os alunos da CASA DO SABER RIO O GLOBO terão o prazer de conhecer de perto o talento de Rafael e de sua afinada (e cosmopolita) equipe e saber como ele encantou Adriá e outros chefs, como Andoni Luis Aduriz do Mugaritz. Serão dois encontros especiais, de teoria e prática. No primeiro, aqui na CASA, ele dará uma aula sobre sua trajetória, sua formação, sua compreensão da gastronomia, sua filosofia e preocupação em conhecer cada produto e cada produtor. No segundo, a turma será convidada especial de um almoço no restaurante Lasai para se deliciar com as invenções de Rafael. Certamente, um dos cursos mais saborosos da história da CASA.



QUANDO A GEOMETRIA SE TORNOU FORÇA


Em 1915, Albert Einstein, partindo da consideração de princípios primeiros e sem a orientação de quaisquer evidências ou dados sugestivos, lançou os fundamentos da Teoria da Relatividade Geral (TRG) – que, para o físico Max Born, constituiu “o maior feito do pensamento humano sobre a natureza, a mais impressionante combinação de penetração filosófica, intuição física e habilidade matemática”. De fato, aplicada às observações da astronomia profunda, a TRG permitiu que a ciência do século XX realizasse uma das mais espantosas descobertas sobre o mundo natural: a constatação de que somos parte de uma totalidade histórica, isto é, dinâmica, evolutiva, inacabada. Essa totalidade, identificada ao universo astronômico enquanto expressão mais abrangente do existir natural, tornou-se, assim, o objeto de uma nova disciplina científica: a Cosmologia Relativística. O objetivo desse encontro será o de descrever as ideias que nos permitiram começar a explorar esta entidade singular: tudo-o-que-existe.



Cerveja artesanal à mesa brasileira
(com jantar harmonizado)


As cervejas artesanais feitas no Brasil estão conquistando corações e paladares pelo mundo afora, como a gastronomia nacional já vem fazendo há anos. Nossas cervejas e chefs ganham cada vez mais espaço e destaque em publicações, festivais e concursos internacionais. Para entender esse jeito brasileiro novo de fazer cerveja e comida, o curso apresenta cervejas artesanais brasileiras de destaque e promove seu encontro com uma nova cozinha brasileira – regional na origem e nos ingredientes, mas profundamente cosmopolita nas influências –, através de degustações e harmonizações de cervejas e petiscos famosos.

Observação: o último encontro será em uma quarta-feira, no restaurante Mira! da chef Roberta Ciasca, que fica na Casa Daros.
     



OS IRANIANOS


A CASA DO SABER RIO O GLOBO e a Editora Contexto promovem um bate-papo entre os jornalistas Samy Adghirni, autor de Os Iranianos, Pedro Doria, editor-executivo d'O Globo, e Luiz Antonio Ryff, diretor da Casa do Saber Rio O Globo, sobre o Irã, nação muito discutida, porém pouco conhecida no Ocidente. No país que foi a antiga Pérsia, convivem tradição e modernidade, burocracia e mudanças aceleradas, mulheres com hijab e calças jeans. Trata-se de um país que conheceu forte influência ocidental nos tempos do xá Reza Pahlavi e uma revolução islâmica em 1979, liderada pelos aiatolás. No livro, Adghirni, que foi correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Teerã de 2011 até julho deste ano, desvenda para o leitor brasileiro um pouco do país: da política à geografia, da gastronomia ao esporte, da cultura à economia. Revela, assim, para além dos preconceitos e da desinformação, quem realmente são os iranianos. Ao se inscrever, o aluno ganha de presente um exemplar de Os Iranianos, de Samy Adghirni