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ANTROPOCENO – ONTEM, HOJE, AMANHÃ


Antropoceno é um termo formulado por Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995, e Eugene Stoermer, professor de Biologia da Universidade de Michigan, com o objetivo de indicar uma característica essencial de nossos dias: o fato de que o conjunto das atividades humanas se tornou uma força de transformação de alcance mundial cujas consequências terão longa duração. O prefixo grego antropo significa homem, humano; e o sufixo ceno denota as épocas geológicas. Estamos, portanto, na Época dos Humanos.

De fato, a civilização se tornou planetária: não existe hoje uma região sequer que não seja afetada direta ou indiretamente pela intervenção humana. Num prazo muito curto, mudamos a composição da atmosfera, devido ao uso contínuo de combustíveis fósseis; alteramos os regimes do clima; afetamos drasticamente uma série de biomas, inclusive nos oceanos; mudamos, em um único século, o padrão de sedimentação de todas as bacias hidrográficas do mundo, em todos os continentes... Geólogos do futuro que examinarem os vestígios de nosso tempo encontrarão evidências de que um novo agente global de transformação entrou em cena nesse período. Esse agente é a Humanidade.

Em consequência, doravante não viveremos mais no ambiente acolhedor dos últimos 15 mil anos, quando nossa civilização surgiu e se desenvolveu. Nós e nossos descendentes habitaremos em um mundo diferente, profundamente modificado por nossas próprias ações. Esse é o entendimento decisivo que é preciso alcançar para enfrentarmos os desafios que hoje se abrem e construirmos, juntos, nosso amanhã comum.



A ARTE DE LIDAR COM AS EMOÇÕES


A emoção é frequentemente colocada em oposição à razão e por isso considerada péssima conselheira. Curiosamente, Charles Darwin reconhecia nas emoções um aliado imprescindível para a evolução. O homem social interage, e aqueles que conseguem reconhecer suas emoções e usá-las a seu favor no inevitável processo de convivência, cada vez mais complexo, levam vantagem.

 

O psicólogo Daniel Goleman baseia-se nessa dinâmica para desenvolver o conceito de Inteligência Emocional, popularizado por ele em 1986 e que até hoje mantém-se relevante. A proposta desse curso é conhecer e explorar as ferramentas práticas dessa eficaz maneira de interagir que envolve o conhecimento de si mesmo e dos outros.

 

Entre os temas abordados estão as bases inatas das emoções, a socialização, o desenvolvimento da empatia e os impactos de sua redução na sociedade, a regulação emocional como alicerce para a saúde mental e a harmonia social, o primata colaborativo X o primata agressivo, as origens da xenofobia, da agressão, do bullying e de outros comportamentos corrosivos. Também serão discutidos programas preventivos de educação socioemocional: é possível domar a nossa biologia?