Busca

     

Resultado



Uma certa adolescência interminável


Assistimos nas últimas décadas ao progressivo encurtamento da infância. A adolescência, portanto, vem começando cada vez mais precocemente. Poderíamos imaginar (ingenuamente) que a entrada na vida adulta se desse também mais cedo. Porém, é o inverso o que acontece. Muitos jovens de classes sociais privilegiadas tendem a protelar sua entrada na universidade e, por consequência, no mercado de trabalho, com a cumplicidade da família. A adolescência vem perdendo o caráter transitório e fixando-se como um estado emocional permanente. Cada vez mais nos deparamos com adolescentes de “cabelos brancos” que se recusam a crescer. O curso tem como objetivo discutir as causas desse fenômeno.



Games: a indústria de entretenimento que mais cresce no mundo


O Brasil é o quarto maior mercado de jogos digitais no mundo. Movimentou R$ 5,3 bilhões em 2012, o que representa um crescimento de 32% em relação a 2011. A expectativa é de que o setor quadruplique o faturamento até 2016. Apesar do aumento de sua importância na indústria de entretenimento e como negócio, há quem ainda tenha uma preocupação com a violência de seu conteúdo. O curso apresenta o mundo da censura nos jogos, o potencial como mídia agregadora de valor por meio do aprendizado tangencial e o poder das narrativas criadas tanto pelos roteiristas como pelos próprios jogadores.



As leis da moda: de Luís XIV a Louboutin


Desde que surgiu como fenômeno social amplo, a moda está sujeita ao julgamento histórico. Ela foi durante séculos um importante instrumento de dominação e poder, legitimado por rigorosas leis que, vigentes até o final do século XVIII, estabeleceram as regras do vestir nas monarquias europeias. Ferramenta de distinção social, a moda foi desenhando sua trajetória através da história e chegou à atualidade com características totalmente diversas das predominantes no passado. A proposta do curso é estudar as ferramentas de legitimação da moda, desde as “leis sumptuárias” do século XIV até os dias atuais, ultrapassada a primeira década do século XXI, quando as “leis de mercado” é que regem a sociedade de consumo. Serão abordadas também questões éticas, direito de autor e formas de proteção na criação de moda hoje.



Introdução às mídias sociais


Esse curso faz uma reflexão sobre a importância das mídias sociais, apontando os principais feitos e o grande número de redes nas diferentes áreas em âmbito global (ciberativismo, política, negócios). Analisa ainda o processo evolutivo das mídias sociais no Brasil até os dias de hoje e seu futuro, considerando fatores como custos, recursos humanos, infraestrutura e regulamentação.



Cerveja e suas histórias


Bebida alcoólica mais consumida no mundo, originada nas civilizações antigas, a cerveja tem uma rica história. O curso explora esse universo, mas também os ingredientes e processos de produção, abordando os principais estilos de cerveja, as tradicionais escolas cervejeiras e as inúmeras possibilidades de harmonização dessa bebida com a gastronomia. Em encontros com degustações orientadas de cervejas, brasileiras e internacionais, a finalidade é aprender a identificar aromas e sabores em rótulos de diferentes marcas e estilos.



Feira moderna: a tecnologia na indústria criativa


COORDENAÇÃO E MODERAÇÃO: BETO LARGMAN Com um faturamento girando em torno de R$ 120 bilhões, o Brasil já é o quinto maior mercado global de economia criativa. Esse é o tema da quarta edição do Feira Moderna, encontro derivado do blog de mesmo nome que Roberto Largman mantém no Globo Online desde 2005 – o primeiro num grande portal a tratar do assunto tecnologia de maneira descontraída e que conseguiu atrair um público formado tanto por aficionados quanto por uma audiência que não considerava o tema acessível. Profissionais ligados ao fomento e à startups do segmento que usam intensamente a tecnologia como ferramenta estarão presentes para discutir os desafios da indústria criativa no Brasil e no Rio de Janeiro e a utilização da tecnologia nas empresas do setor.



O mal-estar na democracia


A democracia enfrenta enormes desafios no mundo inteiro. Sob intensa pressão de crises econômicas, esgarçamento da malha social e desrespeito a direitos básicos da cidadania, ela é cada vez mais questionada e sabotada. Sem as grandes utopias do passado, acaba sofrendo demandas difíceis de serem satisfeitas. Esse curso tenta fazer um balanço do estado atual da democracia, concentrando-se em algumas regiões do mundo que, apesar de possuírem problemas específicos, apresentam dificuldades em sustentar ou ampliar seus modelos democráticos. Analisa também as possibilidades futuras e os modos de reinvenção da democracia global.



Para pensar o vinho


Autor de quatro livros de sucesso, o prestigiado crítico de vinhos Marcelo Copello prepara-se para lançar este ano o quinto: Vinho & Muito mais (editora Best Seller). En primeur, debaterá na CASA DO SABER RIO O GLOBO alguns dos temas abordados nesse novo livro, além de outros desenvolvidos em suas obras anteriores. Para Copello, o vinho é apenas um líquido dentro de uma garrafa – a emoção está em quem o degusta. O vinho, por sua complexidade e antiguidade, é um perfeito espelho do ser humano que o prova. Músicos degustarão acordes; arquitetos, estruturas; cinéfilos, cenas e roteiros. Copello nos mostra como pensar o vinho, analisando sua relação com temas como pintura, contexto, astrologia, moda, carnaval, pensamento e linguagem, religião, natureza e música.



Corpo, envelhecimento e felicidade


O curso busca debater questões que surgiram em 25 anos de pesquisas realizadas pela antropóloga Mirian Goldenberg com homens e mulheres de gerações distintas. Quais as diferenças entre visões, comportamentos e valores de homens e de mulheres a respeito do corpo e do envelhecimento? Qual a distância entre o discurso e o comportamento efetivo de homens e mulheres com relação ao valor da liberdade, da vontade e da amizade no processo de envelhecimento?



Paternidade e maternidade no século XXI


A função da maternidade e da paternidade não mudou muito nos últimos anos, mas muitos dos desafios apresentados a pais e mães no século XXI são distintos dos vivenciados por pais de gerações passadas. A modernidade trouxe novos desafios e questões para as famílias na tarefa da educação. Com três especialistas de formações distintas, o curso busca refletir sobre esses temas.



Uma jornalista em três guerras


Curso iniciado dia 17 de janeiro de 2014.  A jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho nasceu em Lisboa, mas a escrita a levou para o mundo, especialmente para ser testemunha de episódios importantes da História. Como repórter, cobriu várias zonas de conflito: URSS, Bósnia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Israel/Palestina, México, Egito, Turquia. Alguns lugares inóspitos para jornalistas de uma maneira geral, para mulheres em particular. Além de ter sido correspondente em Jerusalém. Ganhadora de um dos mais importantes prêmios literários em Portugal, Alexandra não só irá compartilhar sua vivência em campos de conflito em três encontros na CASA DO SABER RIO O GLOBO como irá mostrar como essas experiências lhe ajudaram a consolidar sua carreira de escritora.



O sentimento de vazio na modernidade


As ciências sociais têm, entre suas temáticas favoritas, a assim chamada “modernidade”. Muitas são as teses sobre esse momento da história, mas, apesar de sua diversidade teórica, elas guardam um traço comum: são explanações sombrias que falam de um “vazio” que atormentaria o indivíduo moderno. Diversos autores produziram “teorias da modernidade”, conferindo lugar central ao problema da experiência subjetiva do indivíduo. Por que o sujeito moderno padece tanto de solidão? Por que experimenta, tantas vezes, a vida como “absurda”? Como concilia a valorização da liberdade com a sensação de isolamento? Quais os efeitos de seu “narcisismo” sobre as várias áreas da existência – as relações afetivas, a participação na vida pública, o mundo do trabalho? Essas são as questões que abordaremos no curso por meio da obra de alguns dos principais autores que se debruçaram sobre o assunto: Georg Simmel, Sigmund Freud, Norbert Elias, Richard Sennett e Zygmunt Bauman, entre outros.



Como a economia pode influenciar a eleição


O debate econômico nas eleições de 2014 para presidente da República será marcado pela comparação do desempenho dos governos FHC e Lula/Dilma ou focará sua atenção nas questões atuais que influenciarão os destinos do país nos próximos anos? A política econômica do atual governo deve, ou não, ser modificada? A indignação nas manifestações de rua é apenas reflexo de uma insatisfação com a classe política ou resulta, também, da incapacidade do Estado brasileiro de atender às expectativas de progresso da população? A sociedade brasileira deve trocar o ideal de expansão do consumo pela busca da qualidade de vida? Venha especular e refletir sobre esses temas com economistas renomados que acompanham a trajetória da economia brasileira há longo tempo e possuem opiniões divergentes sobre o presente e o futuro do setor.



Mamãe, eu quero! O consumismo infantil


O consumismo vem se tornando uma marca da vida contemporânea. Assumindo formas e intensidades que tangenciam uma patologia individual e social, ele se torna cada vez mais onipresente, mais obsessivo, mais fútil, substituindo formas saudáveis e plenas de realização pessoal por uma “salvação pelo ter” que acaba não preenchendo os “vazios”. Ainda em desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, as crianças não ficam fora dessa realidade: com sua posição social hipervalorizada, são elas hoje que muitas vezes ditam a maior parte do que uma família vai consumir. São, portanto, alvos preferenciais (e extremamente frágeis) em uma sociedade de consumo. E sofrem cada vez mais cedo as graves consequências do consumismo na infância: obesidade infantil, erotização precoce, consumo de tabaco e álcool, estresse familiar, diminuição do brincar, afastamento da natureza, futilidade, banalização da violência, entre outras. Como proteger nossas crianças e oferecer a elas valores apropriados para uma vida com mais sentido, consciência e saúde? A ideia desse curso é promover um mergulho no universo infantil e na sua mercantilização, além de pensar saídas e soluções educativas, sustentáveis e saudáveis para nossas crianças, orientando-as para o consumo consciente e para uma atuação social mais justa.



Contra a pseudociência e outras questões da filosofia da ciência


A ciência tornou-se um objeto importante de reflexão filosófica de destacados pensadores do século XX. O objetivo do curso é apresentar problemas relevantes na área, como o conceito de conhecimento, a demarcação entre ciência e pseudociência, a veracidade das teorias, a questão do progresso científico, entre outros, além de mostrar as soluções propostas por filósofos da ciência como Pierre Duhem, Karl Popper, Thomas Kuhn, Imre Lakatos e Paul Feyerabend.



Cerveja e harmonização: uma revolução no paladar


Além de ser a bebida alcoólica mais consumida pelo homem, a cerveja permite duetos surpreendentes com a gastronomia. Combinar os aromas e os sabores de alimentos e cervejas é uma arte milenar que todos podem aprender. O curso explora o universo sensorial das harmonizações com essa bebida a partir de ingredientes simples do cotidiano do brasileiro. São encontros com degustações orientadas de rótulos nacionais e importados, combinadas a itens básicos da nossa culinária, em que a finalidade é produzir experiências gastronômicas únicas e inesquecíveis.



Avanços da genética


Nunca a sociedade esteve tão engajada na ciência quanto nos dias atuais, sobretudo em função das possibilidades reais e das expectativas sobre a sua aplicação na saúde humana. Os avanços da ciência ampliam nossas possibilidades de escolha, inclusive no que parecia imutável. Nesse encontro especial, um dos maiores neurocientistas do Brasil – com reconhecimento internacional – discutirá alguns dos avanços que podemos esperar da genética. Stevens Rehen conversará sobre células-tronco reprogramadas, impressoras de órgãos, diagnósticos genéticos, clonagem, expectativa de vida e tudo o mais que afeta o futuro da medicina.



Seis grandes tendências que moldarão as próximas décadas


Curador do Museu do Amanhã, que está sendo construído na Zona Portuária do Rio de Janeiro, o físico Luiz Alberto Oliveira tem passado os últimos meses pensando no futuro. Nessa palestra, ele vai trazer o futuro até nós, discutindo seis tendências que, muito provavelmente, moldarão os próximos tempos da humanidade e da Terra: as mudanças climáticas; o crescimento (e estabilização) da população e o aumento da longevidade; a integração (e a diferenciação) de pessoas, povos e regiões; o aumento do número, da variedade e da capacidade dos artefatos; a alteração da biodiversidade; e a expansão do conhecimento. As ciências contemporâneas nos oferecem recursos conceituais que podemos aplicar na exploração das possíveis configurações globais que devemos experimentar nas próximas décadas. O fato decisivo que nos permite selecionar e avaliar essas tendências é o reconhecimento de que entramos em uma nova era geológica, o Antropoceno, como sugeriu Paul Crutzen, prêmio Nobel de Química. Ou seja, nós, e as próximas gerações, viveremos em um planeta amplamente modificado pelo conjunto das atividades humanas. Os desafios – e oportunidades – que se abrem hoje têm precisamente essa dimensão planetária.



Qual o futuro dos BRICS?


No início da década de 2000 o economista Jim O’ Neill, do banco de investimento Goldman Sachs, cunhou o termo “BRIC” para se referir às potências emergentes que seriam os principais polos de poder no mundo do século XXI (Brasil, Rússia, Índia, China). O termo teve ampla difusão e aceitação, inclusive pelos líderes dos países envolvidos, que o adotaram como nome de um bloco posteriormente expandido para abarcar também a África do Sul – representada na sigla pela letra “S”, de South Africa. Passados mais de dez anos e em meio a uma crise econômica que atingiu com força os países e regiões desenvolvidos – Estados Unidos, União Europeia, Japão –, quais as análises que se podem fazer sobre o papel dos BRICS na política internacional? O que esse novo cenário representa para o Brasil? Os integrantes do bloco são os melhores exemplos de potências emergentes ou deveriam ser substituídos por outras nações?



A política como ela é


Diz a lenda que o florentino Nicolau Maquiavel teria inaugurado o realismo na interpretação da política. A política como ela é; como ela parece ou deveria ser? Um dos mais originais e provocativos pensadores da política, Maquiavel já era pop em pleno século XVI. No século XXI, continua sendo. Tratou de virtude e pecado; dos desejos e da moral; do escândalo; do acaso. Cinco séculos depois de escrever O Príncipe, Maquiavel virou adjetivo, e ser “maquiavélico” virou sinônimo de coisa ruim. As sessões desse curso problematizam essa interpretação desse pensador. Renascença, fortuna, maquiavelismos e a razão maquiavélica. Quatro reflexões sobre um outro Maquiavel.



Vinhos e Portugal


A longa tradição vinícola de Portugal confunde-se com a história do próprio país europeu. Com dez regiões produtoras, Portugal se destaca por sua tradição, por ser o país com maior número de uvas autóctones no mundo (250 castas), e por aliar isso ao avanço tecnológico experimentado nas últimas duas décadas. Nesse encontro, Reinaldo Paes Barreto abordará as singularidades do vinho lusitano e o lugar da produção do país no mundo. A história e o desenvolvimento da vinicultura serão observados nas principais regiões, do Porto ao Alentejo, passando pelo Vale do Douro à Ilha da Madeira. *Aula com degustação



O impacto do improvável


Até 1697, os europeus estavam convencidos de que todos os cisnes eram brancos. Bastou a descoberta de um único cisne negro na Austrália para que essa tese, baseada em uma evidência empírica aparentemente óbvia, perdesse todo o seu valor. O polêmico financista Nassim Taleb tomou emprestada essa história, problematizada anteriormente pelo filósofo Karl Popper, para batizar sua teoria sobre a imprevisibilidade. No livro A Lógica do Cisne Negro, Taleb atesta que nossa civilização é constituída de "Cisnes Negros": eventos imprevisíveis e com enorme impacto para os envolvidos - como foi, segundo ele, o 11 de Setembro e o crash de Wall Street em 1987. Para o autor, a tendência humana em simplificar, classificar e rotular prejudica a previsão de eventos ou a atribuição de probabilidades, seja no mercado financeiro, no planejamento de nossas carreiras ou até nas relações sociais. Nesta palestra, vamos especular e refletir sobre essa lógica que torna "o que você não sabe mais relevante do que aquilo que você sabe".



Da inspiração à ação: uma visão do empreendorismo social


Entender como funciona o terceiro setor não é uma tarefa trivial. Muitos já ouviram falar nesse segmento, têm noção da sua existência, mas poucos são aqueles que compreendem de fato o seu papel na sociedade. A existência de um número cada vez maior de organizações deste tipo, apesar de aparentemente positiva, não reflete necessariamente em mais eficiência para lidar com questões sociais diversas. Pelo case do Instituto da Criança, uma das mais renomadas instituições do gênero, este encontro pretende mostrar as possibilidades de coordenar um ambiente voltado para o social nos moldes corporativos, em que processos, metodologias e tecnologias são empregados de acordo com o que se espera de uma "plataforma social". Passando por alguns conceitos que estão no escopo do terceiro setor e com foco especial no empreendedorismo social, o bate-papo apresentará um caminho na busca por atender aos anseios de uma sociedade mais equilibrada.



Psicopatologia da vida cotidiana II


Muito mais do que nos damos conta, somos instados, diariamente, a tomar decisões. Desde o que vamos comer ou vestir até a carreira a seguir e a nos casarmos ou não... Pequenos e grandes impasses que obedecem a lógicas predeterminadas cada vez mais conhecidas e, quase sempre, inconscientes. Como e por que fazemos nossas escolhas? A neurociência e os mecanismos do impasse. A compulsão à repetição freudiana. Esses e outros temas serão abordados nesse curso (que, de forma independente, dá continuidade ao do semestre anterior), cujo foco são os “transtornos da vontade”.



Questões de filosofia da ciência II


Dando continuidade (mas de forma independente) à exposição iniciada no curso anterior acerca das reflexões filosóficas sobre a ciência realizadas no século XX, este segundo módulo apresentará o pensamento de mais três importantes filósofos. O objetivo é aprofundar a discussão, ampliando o leque de temas estudados. O curso iniciará com o pensamento do físico, filósofo e historiador da ciência Pierre Duhem sobre a natureza da teoria física. Na segunda aula, será abordada a filosofia da ciência natural de Carl Gustav Hempel. No terceiro dia de aula, o foco será a virada pragmática de Larry Laudan na compreensão da ciência.



Imprensa e mídia na era digital


A imprensa é, há décadas, arena de reverberação das ideias e dos clamores da sociedade. A atividade jornalística se consolidou como canal de interlocução entre a sociedade civil, as instituições e os poderes – tanto que chegou a ser chamada, talvez exageradamente, de “quarto poder”. Todos somos impactados pela imprensa, de alguma forma e em alguma medida, seja como cidadãos comuns, seja como protagonistas em organizações de diversas naturezas. Em meio à acelerada profusão de informações, como se informar melhor? Quais os riscos envolvidos? Esse curso aborda as recentes transformações da imprensa e mostra como o jornalismo tem se adaptado a tais mudanças, tanto como meio de informação quanto como empresa.



A crise do sonho americano


A crise financeira global teve no estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, em 2008, o seu estopim. E esse foi um fator decisivo na eleição de Barack Obama – o primeiro negro a se tornar presidente do país, com uma plataforma organizada em torno da mudança. Os últimos anos foram marcados, nos Estados Unidos, por duros embates que colocaram em xeque a crença em oportunidades relativamente igualitárias de ascensão social, levando ao questionamento do sistema político. Por que o sonho americano está em crise? Os dados socioeconômicos são, de fato, tão ruins? Quais as perspectivas para o país nos próximos anos?



Quem educa?


A família atual vem progressivamente transferindo para a escola uma parte significativa da educação dos filhos. O fenômeno da “terceirização” da educação produz novas formas de subjetivação. Haveria uma pressuposição dos pais de que caberia a outras instâncias sociais o exercício da autoridade sobre a prole? Esse curso discutirá os efeitos dessa omissão da família sobre o psiquismo da criança e do jovem na atualidade.



As grandes nações cervejeiras


Onde e como nasceram as cervejas que conhecemos hoje? A bebida alcoólica mais consumida pela humanidade tem uma trajetória que se confunde com a própria história da civilização. Para compreender a cerveja também como produto cultural, e não apenas alimentício, esse curso apresentará os principais estilos de cervejas agrupados pelas escolas cervejeiras que os conceberam. E explorará diferenças sensoriais por meio de degustações e harmonizações com cervejas artesanais brasileiras e importadas, contextualizando o momento e as condições em que foram criadas. O último encontro será uma visita guiada à fábrica da Bohemia, em Petrópolis (RJ), onde fica o Museu da Bohemia, o maior centro de experiência cervejeira do país. Inclui transporte (saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO), palestra e almoço harmonizado. O passeio será realizado no sábado (01/11).



A morte do homem e o além-homem


A morte do homem – anunciada por Nietzsche e posta em análise por Michel Foucault – é um acontecimento pouco explorado pela filosofia contemporânea. Entretanto, o mundo atual coloca em evidência as consequências desse evento, ao mostrar subjetividades e formas de vida não mais regidas pelos valores que orquestravam o humanismo moderno. Assistimos ao advento de vidas pós-humanas incrementadas pelas ciências e tecnologias que anunciam uma nova era, com novos poderes, novas subjetividades e novos estilos de vida: a era cyborg. O curso analisa o declínio da forma homem e o surgimento de vidas pós-humanas, cuja principal característica é a hibridização do orgânico com a máquina.



A moda brasileira no século XXI


A moda brasileira é hoje não apenas uma das maiores traduções do estilo de vida no Brasil, como também um importante produto de exportação. O conhecimento do contexto mundial e de seus impactos no país, além dos momentos-chave no processo de formação e desenvolvimento da moda nacional, é fundamental para a compreensão de muitos dos fenômenos que determinam o cenário tão particular de uma das mais valorizadas atividades da indústria criativa do país. Ministrado por três especialistas no assunto, esse curso discutirá temas relevantes, como o contexto internacional e seus impactos na moda do Brasil; a trajetória da moda brasileira; a importância da moda praia e da periferia; as mudanças sociais e comportamentais; o cenário atual e seus principais players.



Introdução ao mundo da cachaça


A cachaça está para o Brasil assim como a vodca está para a Rússia, o uísque para a Escócia e o saquê para o Japão: além de bebida alcóolica, é um símbolo do país. Podemos encontrar alusões à cachaça em vários segmentos da nossa cultura, como na música e na literatura. É o terceiro destilado mais vendido no mundo e a segunda bebida mais consumida no Brasil. O nascimento, a evolução e o reconhecimento da cachaça se confundem com a própria história do país. A cachaça serviu de moeda em troca de escravos, substituiu a bagaceira vinda de Portugal, criou crises no governo provincial e acabou virando presente de presidentes da República. Esse curso pretende fornecer não apenas uma visão da história dessa bebida, e informar os tipos comercializados, como também os critérios para identificar e avaliar uma cachaça de qualidade. Por fim, serão explicados os rituais de degustações, as técnicas para organizar uma degustação e a análise sensorial. Todos os módulos serão finalizados com uma degustação orientada e, no último, uma avaliação técnica complementará o conhecimento do aluno.



Um panorama da economia mundial pós-Guerra Fria


O curso apresentará uma visão panorâmica da história econômica mundial pós-Guerra Fria. O historiador Eric Hobsbawm considerou o século XX um século curto, que se estendeu da Primeira Guerra Mundial ao fim do socialismo real, no início dos anos 90. Nessa linha, o século XXI teria começado com o fim da União Soviética, em dezembro de 1991. Nesse sentido, esse conjunto de palestras pode ser encarado como uma introdução à história econômica do século XXI.



O Direito em Shakespeare


As peças de Shakespeare são carregadas de temas jurídicos e de discussões sobre a legalidade. Em 20 delas há cenas de julgamento. O público do bardo inglês era composto, em boa parte, de advogados e estudantes de direito e seus textos eram encenados nas escolas de advocacia de Londres. Muitos defendem que, antes de se engajar no teatro, o autor, ao chegar em Londres, teria trabalhado como assistente de advogado. A análise dos aspectos jurídicos de suas peças permite uma compreensão diferente de suas obras, cuja apreciação não interessa apenas ao advogado, mas a qualquer pessoa.



Grandes roteiros de enoturismo pelo mundo


Apresentação e análise dos principais destinos de turismo relacionados ao vinho para o público brasileiro. Quando, como e por que visitar essas regiões. Quais são as diferenças entre elas e como montar um roteiro independente.



Filosofia natural da incerteza


A formulação do princípio da incerteza, por Werner Heisenberg, em 1927, representou para muitos filósofos da ciência uma ruptura radical com a cosmovisão “clássica”, baseada no mecanicismo newtoniano. O paradoxo é claro: a intervenção experimental requerida para se conhecer, isto é, medir com precisão um dado aspecto de um sistema microscópico necessariamente inviabiliza a determinação, com precisão comparável, de uma grandeza complementar. Mesmo o mais sofisticado dos aparatos experimentais não poderia extrair senão uma parcela limitada da informação necessária para determinar, à maneira clássica, a evolução do sistema. Ou seja: a partir de então, produzir conhecimento se torna indissociável de produzir ignorância. Na perspectiva de Heisenberg, a vigência dessa incerteza fundamental em nossa apreensão dos eventos em escala microscópica acarreta um desdobramento da própria noção de “realidade”. Não há entidades com atributos continuamente estáveis e definidos no domínio quântico. Para aquém da realidade atual, efetiva, regras matemáticas governam o possível; o que chamamos de “mundo objetivo” seria então a expressão macroscópica de uma trama de relações microscópicas que não padecem, elas mesmas, de “objetividade”. As substâncias individualizadas que comporiam a instância última da existência material são substituídas por virtualidades, “coisas vagas”. Portanto, a convicção tradicional de que o “mundo real” seja essencialmente bem determinado se reduz a uma crença de caráter metafísico (ou psicológico) que não é reivindicada pela própria teoria quântica – que, com o tempo, revelou-se a mais bem comprovada concepção já produzida pela física. Com não pequena ironia, a incerteza parece agora ser a mais confiável das certezas...



Reflexões sobre o impacto da ciência do século XXI no comportamento humano


Células-tronco, órgãos criados em laboratório e digitais, diagnósticos genéticos, clonagem, interface cérebro-máquina. Os avanços da ciência biomédica ampliam as possibilidades de escolha, inclusive no que parecia imutável. O curso visa estimular, numa linguagem popular e compreensível, reflexões sobre o impacto do progresso científico recente na qualidade e na expectativa de vida, no cotidiano e nas relações pessoais.



O indivíduo na sociedade de massa


As teses sobre a modernidade insistem na importância de alguns temas para se compreender o atual momento da história do Ocidente, com sua tensão entre singularidade e massificação, o sentimento de vazio, a procura pelo “autêntico”. Esse curso parte dessas questões para examinar quatro experiências típicas das sociedades de massa modernas: a fama, a moda, o consumo e o turismo. A proposta é discutir de que forma as grandes questões da modernidade aparecem nesses fenômenos. Que tipo de necessidade impulsiona o desejo de ser uma “celebridade”? Qual o fascínio que os ídolos exercem sobre os fãs? Por que “estar na moda” é tão valorizado? De onde vem o anseio pelo consumo? O que torna um lugar “turístico”? Qual a natureza desse “consumo de lugares”? Tais experiências, recorrentes nas sociedades de massa, parecem se entrelaçar entre si, formando um mosaico de aspirações que buscam atender a anseios do indivíduo moderno em um esforço para aplacar angústias e vazios. Por essa razão, elas nos convidam a examiná-las de maneira integrada, como estratégia para compreender o que é viver nas modernas sociedades de massa.



Descobrindo a América do Sul no século XXI


Tão perto e tão longe. Nossos vizinhos são muito menos conhecidos do que deveriam. O curso pretende diminuir essa distância dos países sul-americanos, apresentando e discutindo o momento atual vivido por eles, considerando suas dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais. Serão debatidos temas como integração regional, bolivarianismo, democracia, narcotráfico, crescimento econômico, comércio, rivalidades regionais, sempre observando o papel e a posição do Brasil como suposto “síndico” da região.



Os caminhos do gênero na moda


A moda feminina trilhou séculos de uma interessante trajetória até chegar ao hibridismo atual. Hoje, são poucas as barreiras entre feminino e masculino, o que torna a moda, simultaneamente, singular e plural. Desde o século XIX, vários acontecimentos marcantes e criadores geniais como Cristóbal Balenciaga, Dior, Chanel e Yves Saint-Laurent foram desenhando o cenário fashion contemporâneo. Da rainha Vitória e dos dândis na Inglaterra; do jeans das minas de ouro na Califórnia do século XIX aos ícones do hip hop no século XXI, feminino e masculino foram se misturando, culminando com a inusitada combinação e convivência de gêneros no guarda-roupa feminino. Neste curso, faremos a costura entre fatos, acontecimentos e personagens marcantes desde o século XIX aos dias atuais que provocaram o interessante hibridismo de gêneros na moda feminina do século XXI.



Cerveja artesanal à mesa brasileira
(com jantar harmonizado)


As cervejas artesanais feitas no Brasil estão conquistando corações e paladares pelo mundo afora, como a gastronomia nacional já vem fazendo há anos. Nossas cervejas e chefs ganham cada vez mais espaço e destaque em publicações, festivais e concursos internacionais. Para entender esse jeito brasileiro novo de fazer cerveja e comida, o curso apresenta cervejas artesanais brasileiras de destaque e promove seu encontro com uma nova cozinha brasileira – regional na origem e nos ingredientes, mas profundamente cosmopolita nas influências –, através de degustações e harmonizações de cervejas e petiscos famosos.

Observação: o último encontro será em uma quarta-feira, no restaurante Mira! da chef Roberta Ciasca, que fica na Casa Daros.
     



Desvendando os empreendedores de Deus 


Os santos estão presentes na Igreja católica e ortodoxa como personagens oficiais que servem de modelo para os fiéis. Tocados desde cedo pela graça divina ou se convertendo tardiamente, são gigantes da fé que inspiram a literatura e a arte. Suas biografias e seus textos atravessam a história ocidental e inspiram dezenas de reflexões. O curso é uma viagem ao encontro desses modelos psicológicos e teológicos, que, com personalidades às vezes dóceis, e às vezes terríveis, brilhantes ou sombrias, despertam tanta curiosidade e fé.        



Para entender mais e melhor a política brasileira


Será que ainda podemos usar o termo coronelismo para designar a política centrada no poder exercido por chefias locais/regionais? As relações clientelistas entre os parlamentares e suas bases eleitorais caracterizam apenas as sociedades atrasadas? São populistas os políticos que enganam o eleitorado com promessas nunca cumpridas, o que comprovaria que o “povo brasileiro não sabe votar”? A organização corporativista da sociedade brasileira corresponde à fragilidade do espírito cívico de seu povo?

O objetivo principal desse curso é examinar as relações que se estabeleceram entre Estado e sociedade no Brasil contemporâneo. Busca-se, dessa forma, entender a estrutura e o funcionamento do sistema de representação política, bem como a dinâmica das relações de poder entre os diferentes atores políticos, seus comportamentos e estratégias de ação.        



Ortodoxia, o outro Cristianismo


Para a maioria dos cristãos do mundo ocidental a tradição cristã é formada basicamente pelo catolicismo romano e pelo protestantismo. Contudo, há uma outra tradição cujas raízes são tão antigas quanto o próprio cristianismo: a ortodoxia. O objetivo de nosso curso é apresentar uma introdução às riquezas litúrgicas, teológicas, artísticas e doutrinárias dessa tradição que nutriu e ainda nutre povos tão diferentes quanto os gregos, os russos, os sérvios, os búlgaros, os árabes e os romenos.        



A mente por trás de um massacre


Por que uma pessoa entra em uma escola cheia de crianças e adolescentes e atira a esmo, sem hesitar? A ciência pode nos ajudar a entender o que leva alguém a cometer esse tipo de crime? Existe um perfil típico capaz de ser traçado entre todos esses autores de massacres, de Virginia e Connecticut, nos Estados Unidos, ao de Realengo, no Rio de Janeiro?

A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos TV, realiza um ciclo com sessões de documentários seguidas de um bate-papo relacionado ao tema. Nessa edição, será exibido o documentário A mente por trás de um massacre, dirigido por Miles O’Brien, que investiga novas teorias da ciência sobre assassinatos, a partir do ataque a uma escola em Newtown, Connecticut. Depois, o psiquiatra Ricardo Krause conversa com o público sobre as questões abordadas no filme e nos ajuda a compreender as cabeças por trás desses crimes.



Introdução ao Hinduísmo


O hinduísmo exerce permanente encanto sobre a imaginação dos ocidentais por suas sutis concepções metafísicas e sua infindável riqueza de sabedoria e beleza. Esse curso pretende fornecer uma visão de conjunto da tradição hindu abordando as principais fases de sua longa e fascinante história. Para tanto, serão apresentadas as diversas escolas religiosas e filosóficas que compõem o intrincado mosaico do mundo hindu, bem como suas tradições, seus cultos, seus costumes e sua simbologia sagrada.



Para entender o mundo hoje


O mundo contemporâneo apresenta grande complexidade, com diversos desafios e a ascensão de novos atores. Para entender a dinâmica das relações internacionais na atualidade, é importante conhecer a posição dos Estados Unidos e o papel da China, além de identificar a realidade em distintas regiões, como Europa, África e Oriente Médio.



Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre


Exaltando a importância do negro, do índio e da miscigenação, Gilberto Freyre inaugurou uma nova maneira de entender a formação do Brasil quando publicou Casa-Grande & Senzala (1933). O autor misturou história, antropologia, sociologia e literatura para desmitificar as teses racistas, então em voga, e reconhecer o valor e a originalidade dos trópicos. Lançando mão de uma linguagem irreverente, quase cômica, e de fontes pouco usuais, como costumes, práticas cotidianas, receitas de doce e diários esquecidos, Freyre redescobriu o Brasil a partir do prisma não apenas de seu colonizador, mas também do colonizado. Nesta aula, o antropólogo Roberto DaMatta apresenta Casa-Grande & Senzala, livro fundamental para entender o Brasil.

   



Spinoza e sua obra extraordinária


Contemporâneo de Descartes, Hobbes e Newton, Baruch de Spinoza (1632-1677) escreveu sua obra na aurora da modernidade. Ele concordava com a ciência e a filosofia nascentes que desafiavam os argumentos de autoridades medievais que permitiam pensar apenas a partir das Escrituras Sagradas.

Mas discordava fortemente dos alicerces sobre os quais a nova filosofia se erguia. Tais alicerces eram análogos aos da filosofia medieval e remontavam a Sócrates e Platão, que consideravam: a ontologia que separa o mundo em duas substâncias, uma espiritual, racional ou pensante, outra material e passiva; a antropologia que daí decorre, que toma corpo e mente, ou alma, como duas substâncias; a concepção da vida social atomizada; e, por conseguinte, a existência do Bem e do Mal, o desinteresse e a não afetividade do pensamento; o arbítrio livre de um sujeito imaterial que pode e deve impor suas conclusões supostamente racionais à ação corporal, à teleologia na natureza, à ordem moral do mundo.

Ao criticar a modernidade nascente, Spinoza se revelava um filósofo cujo pensamento era muito à frente de seu tempo. Sua filosofia ilumina questões caras a nosso tempo, postas e evidenciadas pela derrocada do projeto iluminista e civilizatório moderno.

Por ocasião do inédito lançamento da obra completa de Spinoza em língua portuguesa, esse curso apresenta e sistematiza o pensamento desse grande filósofo holandês de família portuguesa, considerado “o príncipe da filosofia”.



Quando a geometria se tornou força


Em 1915, Albert Einstein, partindo da consideração de princípios primeiros e sem a orientação de quaisquer evidências ou dados sugestivos, lançou os fundamentos da Teoria da Relatividade Geral (TRG) – que, para o físico Max Born, constituiu “o maior feito do pensamento humano sobre a natureza, a mais impressionante combinação de penetração filosófica, intuição física e habilidade matemática”. De fato, aplicada às observações da astronomia profunda, a TRG permitiu que a ciência do século XX realizasse uma das mais espantosas descobertas sobre o mundo natural: a constatação de que somos parte de uma totalidade histórica, isto é, dinâmica, evolutiva, inacabada. Essa totalidade, identificada ao universo astronômico enquanto expressão mais abrangente do existir natural, tornou-se, assim, o objeto de uma nova disciplina científica: a Cosmologia Relativística. O objetivo desse encontro será o de descrever as ideias que nos permitiram começar a explorar esta entidade singular: tudo-o-que-existe.



Rafael Costa e Silva – Reflexões e prática de um chef revelação


Para conseguir mesa no restaurante Lasai é preciso paciência, pois a lista de espera é de semanas. Mas quem teve o prazer de provar os pratos de Rafael Costa e Silva não costuma se incomodar com isso. Suas criações ganharam a crítica, o respeito e a admiração dos colegas, entre eles o chef mais importante das últimas décadas, o espanhol Ferran Adriá, que revolucionou a gastronomia mundial com o seu El Bulli. Foi no Lasai que Adriá jantou, às vésperas da final da Copa do Mundo, durante uma viagem de bate e volta ao Brasil. Ele queria ver o que o ex-sous chef do Mugaritz, apontado como um dos melhores restaurantes do mundo, estava aprontando em sua primeira experiência solo.

Os alunos da CASA DO SABER RIO O GLOBO terão o prazer de conhecer de perto o talento de Rafael e de sua afinada (e cosmopolita) equipe e saber como ele encantou Adriá e outros chefs, como Andoni Luis Aduriz do Mugaritz. Serão dois encontros especiais, de teoria e prática. No primeiro, aqui na CASA, ele dará uma aula sobre sua trajetória, sua formação, sua compreensão da gastronomia, sua filosofia e preocupação em conhecer cada produto e cada produtor. No segundo, a turma será convidada especial de um almoço no restaurante Lasai para se deliciar com as invenções de Rafael. Certamente, um dos cursos mais saborosos da história da CASA.



A criança agredida


Tema invariavelmente desconfortável e incômodo, a violência contra crianças se impõe como foco de atenção prioritário em tempos de reorganização social e política. Um grupo diversificado de profissionais especialistas na matéria procura nesse curso discutir as variadas configurações do problema em termos de causalidade, consequências e possibilidades de intervenção e prevenção.



Liberalismo e socialismo


Boa parte das querelas políticas e sociais do mundo contemporâneo encontra sustentação teórica e filosófica num conjunto relativamente restrito de autores da época moderna e do primeiro século da época contemporânea. Esse curso aborda o pensamento de quatro deles: Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Alexis de Tocqueville e Karl Marx. A escolha desses autores justifica-se pelo fato de suas obras incorporarem os fundamentos filosóficos e a reflexão sobre a sociedade das mais importantes tradições políticas contemporâneas: o liberalismo e o socialismo.



Jusnaturalismo X positivismo jurídico no direito internacional


Quem define o que são os direitos humanos? Eles são verdadeiramente universais ou dependem de fatores culturais e históricos? Faz sentido forçar um Estado soberano a respeitar os direitos humanos de seus habitantes? Pode um país poderoso intervir militarmente em outro para depor um governo que viola os direitos de sua população? Qual seria a solução justa? A partir de duas tradições opostas, o jusnaturalismo e o positivismo jurídico, o curso pretende responder a essas e outras questões, alimentando o debate entre lei, direito e justiça.



O poder do pensamento matemático


"Quando será que vou usar isso?" Esta é a pergunta clássica de nove entre dez alunos às voltas com cálculos, fórmulas e equações. Para muitos, a matemática que aprendemos na escola é algo totalmente abstrato. O matemático americano Jordan Ellenberg mostra, porém, que ela está em todo lugar e se relaciona com questões do nosso cotidiano. Nada escapa desse amplo mosaico: o resultado das eleições presidenciais, o futuro da obesidade, a pintura renascentista italiana, o que o Facebook sabe (e o que ele não sabe) a seu respeito e até mesmo a existência de Deus.

Eleito um dos 50 livros notáveis de não ficção pelo The Washington Post e best-seller do The New York Times, o livro O poder do pensamento matemático - a ciência de como não estar errado aborda de modo simples e claro os conceitos mais complicados, sem os jargões próprios da área. Com mediação de Tatiana Roque, Jordan Ellenberg está no Brasil para o lançamento de seu livro e conversará conosco sobre o tema, mostrando como a matemática nos ajuda a pensar melhor, domar nossas incertezas e entender o mundo de maneira mais profunda e consistente.



Maioridade penal: sim ou não?


Diante do aumento generalizado da violência, a ideia da redução da maioridade penal aparece como a solução mais imediata e eficaz. O que leva um menor de idade à tamanha violência? Como funciona o cérebro do menor infrator? De que maneira a sociedade pode efetivamente defender-se? O que está realmente sendo proposto em termos de modificação no Congresso a esse respeito? Buscando relativizar certezas absolutas e fornecer dados concretos para o debate, reuniremos uma Neuropediatra, dois Promotores Públicos com posições divergentes e um Psiquiatra da Infância e Adolescência para conversar sobre o tema.

Esta palestra conta com o apoio institucional da ABENEPI Rio. 



A descoberta do inconsciente


O homem não é mais o senhor de sua própria morada, é o que nos diz Sigmund Freud com a criação da teoria psicanalítica. Depois do heliocentrismo de Copérnico deslocar o homem do centro do universo, e da teoria evolucionista de Darwin colocar em xeque a sacralidade de sua origem, a descoberta do inconsciente abriu uma grande ferida ao questionar a onipotência e prepotência da racionalidade humana. A consciência é somente a ponta de um iceberg cuja profundidade permanece, ainda hoje, desconhecida.

O objetivo do curso é apresentar a descoberta do inconsciente a partir de três eixos: o encontro de Freud com as pacientes histéricas no final do século XIX, quando desenvolveu o método catártico; a inauguração da psicanálise com a experiência do inconsciente e o trabalho com os sonhos; a importância e a potência da noção de desejo.



Mistérios do tempo


O tempo existe? Se sim, qual é a sua natureza? – perguntou Aristóteles em sua Física. Pensadores de diferentes épocas e origens se debruçaram sobre a temática do tempo, chegando a variadas teorias, ora definindo-o como uma sucessão de momentos relacionada aos movimentos do céu, ora como algo intrinsecamente ligado à relação do homem com a realidade e com a sua consciência. Esse curso propõe um panorama filosófico sobre o tempo em diversos aspectos, com ênfase nas especulações ontológica e psicológica. Serão problematizadas e analisadas as relações entre passado, presente e futuro à luz de Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Henri Bergson, Martin Heidegger, Gilles Deleuze, Walter Benjamin e de Exu.



Mágica sem mágica - o mundo quântico


Por que a noite é escura? Por que a água congela? Por que um pedaço de metal muda de cor quando é aquecido? A observação de fatos simples do cotidiano vai nos guiar pelo mundo da física quântica, em dois encontros proporcionados pelo irmãos físicos Marco e Luca Moriconi. A concepção realista clássica que temos do Universo será questionada a partir de conceitos quânticos traduzidos de forma clara para um público leigo.



Educar com limites


Com as mudanças ocorridas nas quatro últimas décadas na relação entre pais e filhos, as crianças do século XXI aprenderam a se relacionar com os pais de forma praticamente isenta de hierarquia, com grande liberdade e, em geral, poucas regras. O diálogo vem sendo o método preferencial para educar, em um enfoque que leva em consideração os desejos das crianças. A quase ausência de limites e a insegurança dos pais, porém, podem transformar o dia a dia em uma luta inesgotável, que deixa a família perplexa e culpada. Por sua vez, crianças e adolescentes vêm se tornando mimados e egocêntricos, enquanto cresce o percentual dos que constituem a geração nem-nem (nem trabalha, nem estuda).

Como conciliar liberdade e limites? Quando dizer sim e quando dizer não? É possível educar e dar limites na adolescência? Como conciliar o uso das novas tecnologias e os estudos? Existem de fato contraindicações ao uso de tablets e demais produtos da tecnologia? Essas e outras questões serão apresentadas e discutidas do ponto de vista educacional, visando a saúde afetiva e social das novas gerações.



Jovens, quem são eles?


Os vários jovens e suas tribos. Discursos múltiplos, enfrentamento, poder de consumo. As muitas faces das juventudes contemporâneas, suas bandeiras, conflitos geracionais e expectativas são alguns dos temas que este curso se propõe a tratar. É só no século XX que o jovem surge enquanto protagonista no cenário mundial: dono de uma voz própria, identidade e poder de consumo. A partir deste momento, nasce um novo jovem: consumidor, autor e produtor de cultura. Afloram novas culturas juvenis, que passam a encontrar novos espaços, consolidando-se de forma cada vez mais irreversível. Traçando um percurso histórico, o curso fará uma reflexão sobre a geração de 1968 e os protestos que atingiram a Europa e as Américas, movimentos estes que representaram o auge deste protagonismo e enfrentamento.



As lições imprevisíveis da maternidade


Ao nos tornarmos pai e mãe, assumimos papéis para os quais pouco nos preparamos e, no entanto, somos por eles muito exigidos. A infância dos nossos filhos pode coincidir com o auge das nossas realizações profissionais e pessoais, o que, em uma sociedade em que tudo (escola, trabalho e distâncias...) parece pensado para não se encaixar com a rotina de quem tem filhos pequenos, acaba empurrando as famílias para duas situações muito comuns: as que delegam e as que assumem e se sentem exauridas. Em uma conversa honesta e bem-humorada, a jornalista Isabel Clemente aborda os aspectos complicados, engraçados e valiosos da relação com os filhos. A proposta desse encontro é mostrar que, diante da impossibilidade de se atingir a perfeição como mãe ou pai, é possível encarar a maternidade pelas lições que ensina.



O novo e o velho mundo dos vinhos


As diferenças entre os vinhos do Velho Mundo e do Novo Mundo são muitas: passam pelo cultivo das uvas, produção e terroir. Há mais de três décadas, porém, países de tradição vinícola mais recente ganharam força no mercado, disputado espaço com os europeus. Lançando mão de tecnologia de ponta, irrigação industrial e colheita mecânica, os produtores do Novo Mundo adotaram técnicas visando ao consumo imediato da bebida, e criaram vinhos com estilo mais flexível, sabores mais frutados. Em dois encontros seguidos por degustações, Jorge Lucki, um dos maiores conhecedores de vinhos do país, vai falar sobre as diferentes características da bebida produzidas em regiões do Novo e do Velho Mundo.



Repensando a psicanálise com a ciência


A psicanálise pode ser descrita, como desejou Freud, como uma nova ciência? Para desdobrar tal questão crucial, um psicanalista e uma cientista debaterão acerca do ideal de ciência da modernidade em sua relação ao pensamento psicanalítico, bem como sobre o que poderia ser uma ciência que incluísse a psicanálise.



Reflexões sobre a nova família


A juíza e escritora Andréa Pachá vem à CASA DO SABER RIO O GLOBO para propor uma reflexão sobre a nova família. Como ficam as relações familiares à luz das mudanças pelas quais a sociedade atravessa? Qual o papel do casamento? E quais os papéis de cada parceiro? Guarda compartilhada e alienação parental: como lidamos com os filhos depois da separação? Que lugar reservamos aos idosos no cotidiano? Esses serão alguns dos temas discutidos nessa série de três encontros com a autora dos best-sellers A vida não é justa e Segredo de Justiça.



Oriente Médio contemporâneo


Esse curso propõe uma reflexão sobre alguns dos episódios que estruturaram o Oriente Médio da segunda metade do século XX até os dias atuais. A partir de uma leitura histórica e antropológica, faremos uma análise sobre o nacionalismo árabe e sua derrocada, a ascensão do Islã político e a presente crise dos Estados da região. Serão examinados também episódios definidores, como a Primavera Árabe, cujas consequências tornaram fértil o terreno para o fortalecimento de grupos radicais, como o sunita Estado Islâmico.



Direitos humanos e justiça


Quem define o que são os direitos humanos? Eles são verdadeiramente universais ou dependem de fatores culturais e históricos? Faz sentido forçar um Estado soberano a respeitar os direitos humanos de seus habitantes? Pode um país poderoso intervir militarmente em outro para depor um governo que viola os direitos de sua população? Qual seria a solução justa? A partir de duas tradições opostas, o jusnaturalismo e o positivismo jurídico, o curso pretende responder a essas e outras questões, alimentando o debate entre lei, direito e justiça.



América Latina - Arte e política para entender a complexidade


O intuito desse curso é lançar mão da ficção e da realidade para entender a América Latina. História e política são aqui aliadas da literatura e do cinema, a fim de esboçar uma imagem que dê conta da complexidade e da riqueza da região em que vivemos, mas que conhecemos menos do que deveríamos.



Educação infantil - Na prática, a teoria é outra


Como é exercer a psiquiatra infantil tendo um filho de cinco anos? “Santo de casa faz milagre?” – essas são perguntas que os psiquiatras Fábio Barbirato e Gabriela Dias ouvem com frequência. Ao educar o filho Bruno, os dois se viram diante da máxima “na prática, a teoria é outra”, por isso se viram obrigados a repensar alguns conceitos até então defendidos com facilidade no ambiente acadêmico.

Nesses dois encontros, Fábio e Gabriela utilizarão a experiência como psiquiatras de crianças, pais e casal para conversar sobre teorias e práticas na educação infantil neste começo de século XXI, em que as referências conhecidas estão em plena transformação e tudo parece mudar o tempo todo.



Amor, sexo e felicidade


A partir de pesquisas antropológicas realizadas com 5 mil homens e mulheres nos últimos 25 anos, o curso buscará debater questões surgidas da comparação entre os dados levantados no Brasil com os de outras culturas. A ideia é tentar compreender as diferenças entre visões, comportamentos e valores presentes em gerações distintas, com destaque para a importância da liberdade e da felicidade. Pretende-se ainda aprofundar a discussão sobre a distância entre o discurso e o comportamento efetivo das pessoas em relação a valores como casamento, sexualidade, fidelidade, intimidade, corpo e envelhecimento.



Cerveja artesanal - Estilos e harmonizações


A cultura da cerveja artesanal é um fenômeno no Brasil e no mundo. Vivemos o renascimento da produção caseira, da fabricação em menor escala e da criação de novos estilos. Temos hoje uma diversidade de marcas que produzem extensos portfólios de cervejas com diferentes perfis sensoriais, ao contrário do que experimentaram nossos avós. Como saber, então, que cerveja vai agradar diante de uma gôndola com centenas de rótulos nacionais e importados? E mais: como essa cerveja vai se comportar com os pratos dos quais você mais gosta? Para entender a diferença entre os diferentes tipos e aprender a casar bebida e comida com perfeição, o curso apresenta os principais estilos produzidos no Brasil e suas harmonizações por meio de degustações harmonizadas.

O último encontro, no sábado, será uma ida à cervejaria artesanal Noi, em Niterói, com visita à fábrica, almoço harmonizado e bate-papo com o mestre cervejeiro.



Café com ciência


O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, perdendo apenas para a água. Presente em 98% dos lares brasileiros, é parte fundamental da nossa cultura, dos nossos hábitos e da nossa história. Mas, afinal, o nosso cafezinho de todo dia faz bem à saúde? Qual a dose máxima recomendada por dia? Os diferentes processamentos influenciam a qualidade da bebida? Os variados métodos de preparo influenciam a quantidade de cafeína? Essas e outras questões serão abordadas nessa aula, seguida por uma degustação.



Clássicos em três tempos


Pode soar paradoxal, mas neste novo século os modelos clássicos vêm exercendo uma força de atração cada vez maior. O declínio do socialismo real e das revoluções culturais do final dos anos 60 e 70 levou para o primeiro plano conceitos e questões das tradições clássica e renascentista. Assim, palavras-chave dessa tradição, como “democracia”, “cidadania”, “utopia”, “tolerância” e “liberdade de consciência”, voltam para o centro do debate e estimulam nossa reflexão.

Os clássicos examinados nesse curso possuem uma longa linhagem, oriunda da Grécia Antiga e da Roma republicana e cristã. Trata-se de reflexões e de personagens retomados e atualizados na Época Moderna que fornecem conteúdos e métodos pertinentes em nosso tempo presente. Esse itinerário intelectual se desdobra em quatro percursos: a Veneza de Ticiano; a Londres de Thomas More; a Antuérpia de Erasmo e a Genebra de Calvino e Castellion.



Repensando o desenvolvimento


Os principais modelos de desenvolvimento adotados nos últimos anos nos levaram a grandes sucessos, mas com altos custos ambientais e sociais. Governos, acadêmicos e líderes ao redor do mundo estão pensando e implementando novas estratégias de desenvolvimento a fim de atender a demandas de bem-estar, equilíbrio ambiental e crescimento econômico. Os desafios são muitos: como conciliar os anseios de consumo de uma crescente classe média global com os limites de recursos do planeta? Qual o papel de indivíduos, governos, setor privado, academia e outros atores nessa transição? Esse curso tem como objetivo discutir os novos conceitos de desenvolvimento, desde seus aspectos filosóficos até os limites e os desafios de sua aplicação na atual conjuntura.



"Desvelando" o céu noturno


A palavra “desvelar” pode ser empregada com o sentido de retirar véus, esclarecer, mas também para designar o ato de passar as noites em claro. Contemplar as estrelas é, de certa forma, despir o céu de suas várias “camadas”, reconhecendo constelações, planetas, objetos celestes. O curso se propõe a identificar essa variedade de corpos que compõem o céu nas diferentes estações do ano. Além disso, apresentaremos algumas das versões sobre mitos clássicos gregos e romanos que nomeiam constelações, e, caso as condições meteorológicas permitam, faremos uma saída externa na Lagoa Rodrigo de Freitas para observação astronômica.



Democracia - Uma história da participação do povo na política


A proposta do curso é discutir as diferentes formas pelas quais se configurou a participação popular nos processos de decisão política ao longo da história, abordando as instituições efetivamente construídas, bem como as teorias que buscavam conferir legitimidade a essas instituições. Como contraponto, serão analisadas as diferentes formas de crítica à participação política em cada uma das situações estudadas. A ideia é conferir perspectiva histórica e teórica a um debate que, cerca de 2500 anos depois do início da experiência democrática ateniense, permanece atual: quais são as vantagens e as desvantagens do envolvimento dos cidadãos no processo de decisão política?



O sabor das ruas cariocas


A comida de rua é um bem cultural, um patrimônio valorizado em diversas partes do mundo. Os crepes das calçadas de Paris, os acarajés de Salvador, os hot-dogs de Nova York ou o falafel de Jerusalém já são considerados mais do que uma tradição. No Rio de Janeiro não é diferente. Aqui, uma legião de chefs produz bolinhos de bacalhau, pastéis, milhos, tapiocas, pães de queijo e tantas outras delícias da culinária brasileira. Esses quitutes, e tantos outros pelo mundo, têm o sabor da cultura local e nos identificam como parte de um todo social. Para falar sobre o assunto, Sérgio Bloch, idealizador do projeto Gastronomia de rua, e Inês Garçoni, jornalista especialista em gastronomia, convidam a Nega Teresa e a Nega do Caldo, duas chefs ambulantes com mais de dez anos de tradição nas ruas de Santa Teresa e do Rio Comprido, para bater um papo saboroso sobre comida de rua. Os encontros terão uma pitadinha de história da alimentação e, de quebra, uma degustação de dar água na boca ao fim de cada encontro.



Para onde vai a economia do Brasil?


Em que pé se encontra a economia do Brasil? Quais os reflexos das mudanças na política econômica nos últimos dez anos? Que avanços e retrocessos obtivemos? E quais são as perspectivas? Essas e outras questões serão abordadas pela economista e advogada Elena Landau em sua avaliação da economia brasileira.

Apoio acadêmico:



Cenário macroeconômico para 2016... e além


O final de 2015 foi marcado por crises e incertezas em relação ao futuro da economia. No Brasil, uma enorme crise política, uma forte pressão dos preços, quedas na produção, escalada do desemprego. No resto do mundo, a apreensão com a desaceleração da economia da China, a queda no preço das commodities e a preocupação com a recuperação da Europa e dos EUA. Diante desse quadro desafiador, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Paulo Guedes, um dos economistas mais reconhecidos do país, para aplicar seu conhecimento no diagnóstico da atual crise e avaliar o cenário que enfrentaremos nos próximos anos.



Uma (outra) história do Brasil


Como se deu a invenção deste país chamado Brasil? Que episódios rendem uma boa história a ser contada? Como essas narrativas podem nos ajudar a compreender que país somos hoje? Na contramão de uma abordagem historiográfica clássica, esse curso propõe um caminho alternativo de leitura do Brasil, partindo da chegada dos portugueses até o século XVIII, marcado por projetos de independência.



O futuro das telecomunicações


O setor de telecomunicações vive um momento de intensa transformação estrutural. Nos últimos anos, a telefonia fixa começou a ser substituída pela móvel e, agora, a voz vem sendo substituída por dados. Os aplicativos que oferecem serviços de mensagem, geolocalização, acesso a informações e entretenimento tornaram-se necessidades e integram-se à vida cotidiana de maneira cada vez mais presente. Tal avanço tem provocado não apenas adaptações nos modelos de negócio de empresas, como também um intenso debate em torno de alterações na regulação do segmento.

Para fazer uma análise sobre o interessante momento vivido pelo setor das telecomunicações, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Rodrigo Abreu, CEO da TIM Brasil.  

Apoio acadêmico:      

   



Estados Unidos e China


Um quarto da população mundial, um terço da economia do planeta e um comércio bilateral de 600 bilhões de dólares. Esses são apenas alguns dados que exemplificam o peso global dos Estados Unidos e da China, cujas relações oscilam entre a rivalidade e a parceria. Esse curso pretende abordar as principais diretrizes e estratégias de atuação internacional dos dois países, considerando temas como defesa, comércio e diplomacia. Serão discutidas as relações dessas potências com os seus respectivos entornos regionais, bem como os desafios que se apresentam.



A crise da construção civil em análise


Cerca de 500 mil postos de trabalho fechados em 12 meses, recuo nas vendas, perdas bilionárias de valor de mercado na bolsa. O mercado brasileiro de construção civil foi duramente atingido pela crise política e econômica dos últimos anos.

Para analisar as perspectivas para o setor – responsável pela geração de mais de 3 milhões de empregos no país e por 10% do PIB nacional – a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.  

Apoio acadêmico:      

​    



Um percurso pelo infinito


O universo é infinito? É eterno? A matéria pode ser dividida em quantas vezes quisermos? Há mais de dois mil anos, essas questões já intrigavam os gregos e foram o ponto de partida para uma série de incursões científicas e filosóficas. Nesse curso, traçaremos uma história do infinito, começando com Zenon, Arquimedes, Euclides, entre tantos outros, e passando pelas teorias de Giordano Bruno e de Galileu Galilei. O percurso continua no século XVII, com a batalha intelectual entre Thomas Hobbes e John Wallis sobre as quantidades infinitesimais, que, nas mãos de Newton e Leibniz, levariam ao cálculo. Das ideias originais do matemático Georg Cantor, no século XIX, até os aspectos mais modernos da ideia de infinito, voltaremos o olhar para a natureza das coisas, analisando o infinitamente pequeno e o infinitamente grande – o mundo microscópico e o macroscópico.



EDUX PARA EDUCADORES
Literatura + Ciência + Arte


O EDUX é o ponto de encontro de todos aqueles que lidam com a infância. Professores, mães, assistentes sociais, arte-educadores, bibliotecários, escritores, ilustradores, psicólogos, fonoaudiólogos, pesquisadores, dentre tantos outros profissionais terão uma programação especial em nosso espaço, uma parceria da CASINHA DO SABER com o LER Instituto.

Como explicar e compreender o mundo em que vivemos? Como apurar o pensamento científico (reflexivo, investigativo) e, ao mesmo tempo, desenvolver o olhar sensível tão fundamental para a vida moderna? Acreditamos que a tríade Ciência - Literatura - Arte pode ser um caminho interessante. Nesse encontro, vamos trilhar juntos esses três campos de conhecimento, articulando um a um, para assim potencializarmos a compreensão das crianças sobre o que as rodeia, desenvolvendo a observação, a capacidade de elaborar perguntas e hipóteses, fortalecendo o amor pelo saber e pela natureza e reconhecendo o valor desse aprendizado para a vida.  

Duração: 3 horas  



O Brasil e o futuro de seus recursos naturais


Duas das mais importantes commodities globais, o minério de ferro e o petróleo, são uma dádiva ou uma maldição para a economia brasileira? Como a descoberta de enormes reservas de petróleo pôde resultar em perdas tão grandes para a Petrobras? O que podemos aprender com os sucessos e os fracassos de outros países no setor? E o que esperar do futuro próximo? Essas e outras questões serão abordadas nessa aula especial, que propõe uma análise sobre a participação dos setores ligados aos recursos naturais na economia.

Apoio acadêmico:      

​      



De Gutenberg ao e-book


Desde que a imprensa de Gutenberg revolucionou a história da cultura ocidental no século XV, com a impressão de pouco mais de cem Bíblias, a maneira como produzimos, reproduzimos e consumimos livros passou por diversas transformações até chegar aos formatos digitais, às obras criadas por meio de redes sociais e aos chamados mash-ups literários.

Como as leis vêm acompanhando tais mudanças? Quais os papéis, os direitos – e também as obrigações – de autores, editores e leitores? Como fica a questão da herança de licença no caso dos livros eletrônicos? Esses e outros assuntos controversos serão examinados nesse encontro, que propõe uma análise da evolução das leis na história da produção editorial.



Economistas-chefes: como se montam cenários para a economia do Brasil e do mundo


Octavio de Barros, economista-chefe do banco Bradesco, propõe, nesse encontro especial, uma abordagem sobre a atuação em sua área com uma discussão acerca da previsão de tendências econômicas, análises de risco, pesquisa macroeconômica, entre outros assuntos.



Irashaimase, saquê


Por trás da média dos 14 a 16º graus alcoólicos que caracteriza a bebida mais famosa do Japão, o saquê envolve em sua produção e consumo a história de uma cultura milenar. Tendo a água e o arroz como seus únicos ingredientes originais, a bebida conta hoje com aproximadamente 1.100 fabricantes e recorde de consumo em diversos países, como EUA, Austrália, Canadá e outros. No Brasil, não é diferente e o fermentado de arroz está conquistando cada vez mais o gosto dos cariocas e parece ter vindo para ficar.

Para conhecermos um pouco mais desse universo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Eduardo Preciado, dono de conceituados restaurantes japoneses do Rio de Janeiro, para um delicioso bate-papo seguido de degustação.



O terrorismo através da história


Há quem defenda que zelotas, no século I, e os “Assassinos”, da ordem de Hassan ibn Sabbah, do século XI, tenham perpetrado atos terroristas. Mas o terrorismo dito “moderno” data do século XIX. Tomando por base a “teoria das quatro ondas”, do cientista político David Rapoport, o intuito do curso é tratar da história contemporânea do terrorismo abordando as questões atuais – sobretudo o papel de grupos como Al Qaeda e Estado Islâmico (Daesh). Iniciamos, portanto, com a “onda anarquista” (1880-1920), seguimos pela “onda anticolonial (1920-1960) e pela “onda da nova esquerda” (1960-1980), para chegarmos à “onda religiosa”, iniciada em 1979 e ainda corrente.



Uma narrativa da diplomacia brasileira


Para além do enfadonho debate teórico-historiográfico sobre uma “história das relações internacionais do Brasil” ou uma “história da política externa brasileira”, esse curso propõe um olhar vintage – nada moderno ou vanguardista – sobre a diplomacia brasileira. O enfoque é narrativo e personalista. Na contramão das inovações acadêmicas dos últimos 50 anos, essas aulas tratarão do percurso histórico como grande narrativa, lembrando os estadistas portugueses e brasileiros cujas decisões influenciaram e definiram a inserção internacional do Brasil, desde o Tratado de Madri, em 1750, até os nossos dias.



Uma história do Irã


O curso propõe uma leitura sobre a história do Irã, partindo da conquista árabe, no século VII, até o início da chamada modernidade, no século XIX. Em quatro aulas, serão apresentados processos históricos e culturais que moldaram a sociedade iraniana, com destaque para a dinastia Safávida (XVI-XVIII), que deu início à conversão do Irã ao xiismo. Serão também examinadas as transformações ocorridas no período Qajar, em 1785, com crescente influência europeia.



De volta aos anos oitenta?


Para celebrar os dez anos de fundação da CASA DO SABER RIO O GLOBO, os membros do seu conselho diretor recebem, para uma rodada de conversas, convidados que são destaque em suas áreas de interesse e atuação. O ciclo Os Sócios Recebem ilustra a pluralidade de vozes e temas, característica da CASA desde a sua concepção. Publicidade, artes, direito, tecnologia, economia, entre outros assuntos, serão contemplados em seis encontros.

Nesse encontro, o executivo Paulo Gouvêa recebe o economista José Marcio Camargo para um bate-papo sobre a atual situação da economia no Brasil em comparação com o cenário da década de 80. Em que medida a inflação crescente, a desvalorização cambial, o alto endividamento público - e o clima generalizado de pessimismo - remetem àqueles anos?

Apoio acadêmico:      

​      



Conversa com "um homem do mundo"


Foi pensando numa conversa inspirada na tradição francesa de homme du monde, sem a ela atribuir seja prestígio ou depreciação, que me detive, com particular prazer antecipado, na pessoa do embaixador Marcos Azambuja para ser o meu convidado nesta série de encontros comemorativos que nós, orgulhosos sócios desta Casa, que completa 10 anos, promovemos.

Para nos balizar, Marcos propõe o resgate do personagem brilhantemente inventado por Machado de Assis para interpretar o Conselheiro Aires que ele define assim: "Homem do mundo por trajetória, estilo e convicção que continua sendo um brasileiro envernizado pelas circunstâncias e pelas viagens, cujas opiniões são relativizadas pela experiência e moderadas por um amável ceticismo".

Outros "homens do mundo" certamente serão trazidos à conversa por este nosso embaixador arguto e adorável, como Raymundo Castro Maya, Walther Moreira Salles, Gilberto Amado, Santiago Dantas e Di Cavalcanti. Além, é claro, dos seus cirúrgicos comentários sobre a diplomacia, o Brasil e esta plêiade de notícias de um mundo que a cada dia mais nos estonteia.

Uma noite que promete não levar os convivas nem ao sono, nem ao tédio. Muito pelo contrário...



Internet: passado, presente e futuro


Para celebrar os dez anos de fundação da CASA DO SABER RIO O GLOBO, os membros do seu conselho diretor recebem, para uma rodada de conversas, convidados que são destaque em suas áreas de interesse e atuação. O ciclo Os Sócios Recebem ilustra a pluralidade de vozes e temas, característica da CASA desde a sua concepção. Publicidade, artes, direito, tecnologia, economia, entre outros assuntos, serão contempladas em seis encontros.

Nesse encontro, Alexandre Ribenboim, um dos fundadores da CASA, especialista e consultor em tecnologia, recebe Guilherme Ribenboim, vice-presidente do Twitter para a América Latina, e o jornalista Beto Largman para um bate-papo sobre uma série de questões acerca do futuro da tecnologia, como as principais tendências para a internet nos próximos anos, as ferramentas da web e suas possibilidades, as diferenças entre as plataformas, entre outros assuntos.



Viagens entre mundos - Os 200 anos da Missão Francesa


O ano de 1816 marca o início de um período áureo para o Brasil, que passa a integrar o Reino Unido, junto a Portugal e Algarve. A chegada ao Brasil da Missão Artística Francesa, com o objetivo de fundar a Academia de Artes e Ciências, contribui para o projeto civilizatório que transformaria a antiga colônia no mais importante país das Américas. O diretor de estudos da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales Jacques Leenhardt, responsável pela re-edição moderna da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, obra de Jean-Baptiste Debret publicada originalmente na França em 1839, virá ao Brasil especialmente para esta palestra.

O encontro, moderado pela musicista Rosana Lanzelotte, abre a sétima edição do Circuito BNDES Musica Brasilis, concerto que rememora esse fértil momento artístico do país.

        



Paz - A resolução de conflitos nas relações internacionais


Com o fim da Guerra Fria, a agenda internacional se descolou de uma lógica bipolar para abraçar outras realidades, múltiplas e mais complexas. As transformações foram muitas, inclusive no jogo geopolítico e nas relações entre os países, refletindo-se nos conflitos e nos meios utilizados para solucioná-los. Muito se fala sobre a importância de se construir caminhos para a paz, mas é necessário ir além da superfície para perceber que instrumentos a comunidade internacional possui para atingir essa meta. Afinal, que paz é essa? Que conceitos servem de motor para políticas públicas globais nesse sentido? Que papéis desempenham as operações de paz? Essas e outras questões servem de guia para esse curso, que propõe uma reflexão crítica acerca dos conflitos e de suas causas e sobre as formas para superá-los.



Oriente Médio - Por que as peças não se encaixam?


Esqueçam as análises desgastadas que resumem as tensões entre Israel e Palestina a um enfrentamento inevitável entre árabes e judeus. A complexidade do conflito árabe-israelense está intimamente relacionada a características específicas da história e do cenário geopolítico regional do Oriente Médio. Por essa razão, o objetivo desse curso é quebrar mitos sobre os principais temas que moldam a imagem de ameaça que marca o Oriente Médio atual.



Nova economia, novos trabalhos


Com a nova economia, o avanço tecnológico e a onipresença da internet, vem um novo tipo de trabalho – em casa, descentralizado, mediado por aplicativos das mais variadas funções. Por um lado, a tecnologia auxilia a conexão entre clientes, profissionais e serviços, aproxima distâncias e acelera processos. Por outro, representa uma inevitável precarização do trabalho. Quais os impactos dessas mudanças?

Apoio acadêmico:      

​      



Os grandes economistas da História


Quem são os principais pensadores da economia e quais os fundamentos de suas correntes teóricas? A partir de tais perguntas, esse curso pretende explorar a obra e as ideias básicas de alguns dos mais importantes nomes na área, assim como sua influência ao longo da história e seu legado para o mundo de hoje.

Apoio acadêmico:      

​      

« Previous | Next »