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MIGRAÇÃO E CINEMA


A história do cinema é indissociável da história dos grandes fluxos migratórios. Basta pensar no papel que a imigração, especialmente a judaica, teve na consolidação de Hollywood como principal polo de produção cinematográfica nos Estados Unidos e no mundo. O cinema hoje é, por si só, produto de movimentos transnacionais. Seu elenco e sua equipe são provenientes de diferentes partes do planeta. Seu consumo se dá em escala global: das grandes produções hollywoodianas a produções de países menores, que atingem públicos distantes entre si através da internet ou da exibição em grandes festivais.

Assim, a migração tem sido tema recorrente em obras cinematográficas variadas. Cineastas de origens diversas têm levado às telas seu olhar sobre as inúmeras formas de deslocamento humano. O curso lançará luz sobre alguns dos títulos mais impactantes dos últimos tempos que abordaram o assunto, evidenciando o papel do cinema como plataforma de reflexão acerca dos fluxos migratórios em toda a sua riqueza e complexidade.



A INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA NO BRASIL


A produção audiovisual passou por um grande processo de diversificação de plataforma a partir da democratização das TVs por assinatura e da banda larga de internet. O fenômeno começou nos Estados Unidos com as séries de Televisão e se alastrou pelo mundo. Conforme a demanda do público variou, a indústria de cinema teve que se adaptar às tendências e produtores e diretores exploram diferentes janelas de exibição e novos formatos.

 

Neste encontro, a fundadora da Migdal Filmes, Iafa Britz, se propõe a apontar os panoramas e possibilidades de investimento no mercado audiovisual brasileiro hoje. Com sua vasta experiência, atuando no segmento desde os anos 1990 e com 20 longas produzidos, dentre eles grandes sucessos de bilheteria, a produtora trará toda sua versatilidade e conhecimento para o SABER EXECUTIVO.

 

*Os encontros do Saber Executivo ocorrem das 13h às 14h30, e os inscritos recebem um lunch box antes de cada aula.



ELIZABETH II, UM LONGO REINADO


Ao nos referirmos à rainha neste início do século XXI, não há dúvidas de que se trata de Elizabeth II do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, também rainha do Canadá, Austrália, Nova Zelândia e mais tantos outros países que um dia integraram o império colonial britânico.

Há hoje no mundo outras soberanas, mas, com toda certeza, é ela a maior representante do sistema monárquico. Decana dos soberanos europeus, nos seus extraordinários 65 anos no trono viu o mundo se transformar. Poucos chefes de Estado tiveram a chance de ter a seu lado, num mesmo reinado, o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill (1940-1945 e 1951-1955) e o ex-presidente americano Barack Obama (2009-2017).

Símbolo da decadência do império britânico ou da reinvenção de uma história milenar, quem é essa mulher e o que é exatamente esse sistema que ela chefia e que se mantém vivo, apesar das tormentas do passado e das críticas do presente? Figura anacrônica ou eficiente funcionária a serviço de seu país?

Partindo da história da monarquia britânica e de suas instituições e rituais, esse curso pretende traçar o perfil de Elizabeth II como soberana, bem como aproximar-se de seu outro lado, o mortal, o que possui uma vida privada. Ao final, serão apresentadas as diversas faces da monarca, transformadas em personagem no cinema, no teatro e na televisão, um fato único em toda a história da monarquia.



GUERRA DOS SEIS DIAS, 50 ANOS DEPOIS


O curso busca analisar as relações e os conflitos que opuseram árabes e israelenses na Guerra dos Seis Dias (1967), que mudou o Oriente Médio e reconfigurou a chamada Questão Palestina. A proposta é observar o conflito não apenas pelo viés dos campos de batalha ou dos enfrentamentos sangrentos, mas também pela produção cultural dos dois povos. A poesia, a música, a literatura, o cinema e as artes visuais são algumas das “armas” usadas nos dois lados dessa disputa simbólica.



DO LIVRO AO FILME: O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO LITERÁRIA PARA A TELA GRANDE


Desde a invenção do cinema, a literatura vem fornecendo um sem-número de histórias para a elaboração de filmes. Mas a transposição das páginas de um livro para os frames da tela grande envolve etapas complexas que muitas vezes permanecem desconhecidas do público, atento em geral apenas ao resultado final. Não é isso, porém, o que ocorrerá com A fera na selva, uma adaptação feita por Eliane Giardini e Paulo Betti a partir de obra homônima do americano Henry James. Quando a produção estrear, ainda este ano, os espectadores já terão tido a oportunidade de ler tanto o livro quanto o roteiro adaptado – ambos disponibilizados na internet pelos próprios atores/diretores.

Em uma noite especial, a CASA DO SABER RIO recebe a dupla para uma conversa sobre o processo de adaptação literária e sobre sua decisão de inovar na relação com o público de cinema.



MITOLOGIA E CINEMA


A proposta do curso é trabalhar com alguns desdobramentos da mitologia grega no cinema de arte moderno. Pensar o modo como cineastas inventivos recriaram, à luz de questões candentes de seus momentos históricos, o rico imaginário mítico legado ao Ocidente pela Antiguidade arcaica. Material fabular que foi retrabalhado também pelos tragediógrafos da Grécia clássica e que, através dos séculos, vem sendo uma fonte inesgotável de iluminação para psicanalistas, artistas, filósofos.



O CINEMA POR TODOS OS ÂNGULOS - AS "ESCOLAS CINEMATOGRÁFICAS"


Este curso apresentará uma introdução às principais “escolas cinematográficas” e suas características: o cinema clássico americano, o neorrealismo italiano, o cinema psicológico sueco, a nouvelle vague francesa, o cinema novo brasileiro, o cinema político do leste europeu, o novo cinema independente americano. Também abordará as séries de televisão, um formato que cada vez mais atrai roteiristas e diretores aclamados da Sétima Arte. Todas as aulas contarão com exibição de trechos de filmes relacionados ao tema.



CYRANO DE BERGERAC, DE JEAN-PAUL RAPPENEAU


Cyrano é romântico e sentimental, mas de aparência pouco atraente. Sem coragem para declarar seu amor a Roxane, ele ajuda Cristiano a conquista-la, escrevendo poemas e cartas apaixonadas em nome do amigo.

Símbolo do amor altruísta, a peça de teatro Cyrano de Bergerac, escrita em 1897, é considerada a obra-prima do dramaturgo francês Edmond Rostand e já foi remontada diversas vezes tanto para o teatro como para o cinema.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO exibe o filme dirigido por Jean-Paul Rappeneau e recebe a professora Angela Perricone para contextualizar e debater a obra com os alunos.



TRAIÇÃO E O AMANTE, POR MARCUS ALVISI | CICLO DE LEITURAS


Repetindo o sucesso da Casa do Saber de São Paulo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO inicia o Ciclo de Leituras, série de encontros com grandes nomes do teatro nacional, idealizado pela atriz Maria Fernanda Cândido, e coordenado, aqui no Rio, por Zulma Mercadante.

Cada encontro apresentará a visão e o estilo de cada diretor, buscando, na diversidade de textos e abordagens de interpretação, novos olhares sobre o ofício do teatro e da vida. O Ciclo de Leituras se apresenta também como uma demonstração não apenas da vivacidade e atualidade de cada texto, mas como um representante da força sempre presente da expressão teatral.

Neste encontro, teremos “Traição” e “O Amante”, de Harold Pinter, com tradução de John Nova. Pinter foi um dramaturgo, roteirista, poeta, ator, diretor e ativista político britânico, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2005. Escreveu para teatro, televisão, rádio e cinema. Seus primeiros trabalhos foram freqüentemente associados ao teatro do absurdo. Estudou dois semestres na Real Academia de Arte Dramática, publicou poesia e começou a trabalhar no teatro, como ator, usando o pseudônimo de David Baron. Sua primeira peça foi The Room, representada por estudantes na Universidade de Bristol. As peças iniciais de Pinter partem de um fato aparentemente inocente e desembocam em uma situação absurda ou ameaçadora, quase sempre por causa da conduta peculiar ou insólita de um dos personagens. Esses trabalhos mostram grande influência de Samuel Beckett, com quem, aliás, Pinter manteve grande amizade.

Para dirigir a leitura das duas peças, convidamos o diretor teatral Marcus Alvisi.

Ficha Técnica:
Textos: “Traição” e “O Amante”, de Harold Pinter/ tradução de John Nova
Direção: Marcus Alvisi
Assistente de direção: Tiago Fonseca
Elenco de Traição: Giovana Cordeiro, Alan Oliveira e Daniel Dalcin
Elenco de O Amante: Debora Nunes e John Nova