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Novas esquerdas, novas direitas

Há um intenso debate na academia – e fora dela – acerca dos conceitos de “novas esquerdas” e “novas direitas”. As primeiras surgiram a partir dos anos 1960 e desdobram-se até os dias de hoje. São grupos de diferentes matizes que quebraram o monopólio da contestação política de esquerda detido, até então, pelos partidos comunistas e socialistas tradicionais e pelas centrais sindicais em todo o mundo. Com novas formas de organização e expressão política, eles propunham novos conteúdos e novas práticas.

Já as “novas direitas” são normalmente identificadas a grupos que se fortaleceram na esteira da crise econômica de 2008. Heterogêneas, reúnem desde correntes ultraconservadoras até as que defendem o liberalismo econômico e encampam pautas mais progressistas em relação ao comportamento.

Em dois encontros, a proposta é entender essas duas classificações. Afinal, é possível dizer que tais esquerdas e direitas são “novas”? Os próprios conceitos de direita e de esquerda ainda são válidos para explicar a atual configuração política no Brasil e no mundo?