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CURDOS, UM POVO SEM ESTADO


Em 1916, a França e o Reino Unido selavam secretamente um compromisso para definir quais seriam suas zonas de influência no Oriente Médio após uma eventual derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Cem anos depois do Acordo Sykes-Picot, muito se discutiu sobre seu legado e sua contribuição para os conflitos deflagrados na região.

Esse curso pretende desenvolver, em quatro aulas, uma análise profunda sobre um desses pontos de tensão, o que se refere a um grupo étnico que, apesar de ser o quarto maior do Oriente Médio, não contou com um Estado próprio no pós-guerra: os curdos. Divididos basicamente em quatro países – Turquia, Síria, Iraque e Irã –, foram alvo de amplas campanhas de nacionalização e desenvolveram várias formas de reação a elas, chegando a recorrer à luta armada.

Trata-se de um grupo étnico que demanda poder e reconhecimento e, que, sobretudo frente a seu papel em relação aos avanços do Estado Islâmico, parecia, finalmente, ganhar a atenção que merecia. Mas os frequentes bombardeios que os curdos sofrem no norte da Síria e o crescimento de outras agendas na região os têm relegado novamente ao esquecimento. Tentemos entender por quê.



ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO & GESTÃO DE CONFLITOS


Negociações e conflitos fazem parte do dia a dia, tanto no ambiente pessoal quanto no corporativo. Desde pequenas concessões a filhos e cônjuges até grandes acordos empresariais dependem de habilidades essenciais, que vão muito além de táticas de barganha. Muitos evitam negociar por se sentirem inseguros ou por acharem que precisarão escolher entre buscar um bom resultado ou manter o relacionamento. Acabam desperdiçando boas oportunidades de colaborar com o outro e de encontrar soluções criativas, que poderiam deixar ambos os lados mais satisfeitos do que imaginavam, inclusive fortalecendo a relação.

Esse curso visa mudar a forma como os participantes enxergam a negociação, quebrando o mito de que é preciso ser durão para conseguir bons acordos e de que a colaboração entre adversários é utópica. Através de conteúdo prático, estudos de caso e intensas discussões, os participantes sairão mais seguros para estruturar estratégias adequadas a diversos cenários, preparar-se de forma eficiente e rápida para cada negociação, criar empatia, lidar com diferentes perfis de negociadores e utilizar corretamente táticas de negociação.

Tópicos que serão abordados neste worshop:

CRIAÇÃO DE VALOR E PREPARAÇÃO Abordagem na negociação (transacional x colaborativa); criação de valor; preparação (mapeamento das partes, interesses, alternativas); exemplos e estudos de caso.

EMPATIA, COMUNICAÇÃO E EMOÇÕES Empatia, conexão entre as partes; identificação do perfil do interlocutor; gestão de conflitos (lidando com emoções e pessoas difíceis); exemplos e estudos de caso.

PERSUASÃO E TÁTICAS DE NEGOCIAÇÃO Persuasão; escolha de níveis de ancoragem; táticas na mesa de negociação; exemplos e estudos de caso.



CONTOS DE FADAS MODERNOS: O ROMANCE DE LYGIA FAGUNDES TELLES


Qual a maior semelhança entre as personagens Cinderela, Bela Adormecida e Branca de Neve? A mais superficial associação revela que as três são jovens perseguidas por mulheres más (madrastas ou fadas invejosas) e salvas por mulheres boas (fadas benfazejas). De fato, uma das funções do conto maravilhoso, chamado “de fadas”, é a possibilidade de oferecer solução a alguns dos conflitos internos de quem o lê ou ouve. Um desses conflitos, muitas vezes inconfessados ou mesmo inconfessáveis, é o que se instala entre mães e filhas, representadas nesse tipo de narrativa pela jovem maltratada pela madrasta ou perseguida pela fada invejosa (representação da mãe má) e salva pela boa fada (representação da boa mãe).

O delicado e sofisticado romance de Lygia Fagundes Telles, passado na cosmopolita São Paulo dos anos 1950 e 60, pode ser lido nessa chave (um livro se faz sempre de outros livros). Se dois de seus títulos - Ciranda de Pedra e As Meninas – podem ser vistos como “romances de aprendizagem”, nos quais a personagem tem de atravessar a perigosa floresta e vencer várias provas para finalmente encontrar seu destino, dois outros – Verão no Aquário e As Horas Nuas - apontam outra perspectiva: a bondade das fadas talvez oculte outros desígnios, as mães não sejam sempre bondosas, e a força e a liberdade talvez não estejam exatamente onde se imagina que estejam.

*Recomenda-se a leitura prévia das obras.



PENSADORAS CLÁSSICAS – FEMINISMO E POLÍTICA NOS SÉCULOS XVIII E XIX


Através dos séculos, inúmeras mulheres produziram reflexões críticas em relação ao contexto histórico que enfrentavam, discutindo conflitos sociais e políticos, questões econômicas, ideologias, revoluções e transformações globais. Frequentemente elas conectaram esses temas à posição de subordinação das mulheres dentro de estruturas de opressão de gênero.

O objetivo desse curso é apresentar quatro autoras que viveram entre os séculos XVIII e XX, cujo pensamento é essencial para a compreensão das ligações entre o desenvolvimento do feminismo e o surgimento de movimentos político-sociais como o abolicionismo, o sufragismo, o socialismo, o liberalismo e as lutas antirracista e anticolonial.



ISRAEL E PALESTINA: NARRATIVAS PARALELAS


O jornalista norte-americano Thomas Friedman não raro diz que o conflito israelo-palestino está para os grandes conflitos assim como a Off-Broadway está para a Broadway. Muitas das coisas que ali começam depois se consagram em outras localidades. Trata-se de uma espécie de laboratório de tendências a serem refinadas antes de se tornarem globais. Nesse curso, abordaremos os principais aspectos do conflito que este ano chega ao seu 70º aniversário, a partir de uma perspectiva histórica e com enfoque nos dois lados da narrativa, o israelense e o palestino.

Os encontros serão baseados em ampla bibliografia acadêmica referendada, mas também em vasta produção literária, fílmica e mesmo musical.



ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO E GESTÃO DE CONFLITOS


Negociações e conflitos fazem parte do dia a dia, tanto no ambiente pessoal quanto no corporativo. Desde pequenas concessões a filhos e cônjuges até grandes acordos empresariais dependem de habilidades essenciais, que vão muito além de táticas de barganha. Muitos evitam negociar por se sentirem inseguros ou por acharem que precisarão escolher entre buscar um bom resultado ou manter o relacionamento. Acabam desperdiçando boas oportunidades de colaborar com o outro e de encontrar soluções criativas, que poderiam deixar ambos os lados mais satisfeitos do que imaginavam, inclusive fortalecendo a relação. 

 

Esse curso visa mudar a forma como os participantes enxergam a negociação, quebrando o mito de que é preciso ser durão para conseguir bons acordos e de que a colaboração entre adversários é utópica. Através de conteúdo prático, estudos de caso e intensas discussões, os participantes sairão mais seguros para estruturar estratégias adequadas a diversos cenários, preparar-se de forma eficiente e rápida para cada negociação, criar empatia, lidar com diferentes perfis de negociadores e utilizar corretamente táticas de negociação.



DIVÓRCIO COLABORATIVO: PRÁTICAS PARA EVITAR O LITÍGIO NOS CONFLITOS DE FAMÍLIA


A constatação de que os processos judiciais de natureza familiar causam desgaste para todos os envolvidos, inclusive  os vencedores da ação, tem aumentado a busca pelo divórcio colaborativo. A prática consiste na contratação de advogados que assinam um termo de confidencialidade e não litigância – e contam com o apoio de uma equipe multidisciplinar – para tentar construir um acordo. Em caso de sucesso, este é homologado e ganha validade legal. Do contrário, a equipe deixa o caso e as partes contratam novos representantes para dar início a uma ação litigiosa.

 

O termo de não litigância tem um efeito transformador. Quando os advogados não representam ameaça mútua e trabalham em convergência de propósitos, passam a proporcionar um ambiente protegido de conversa, onde é possível aventar inúmeras possibilidades, sem o receio de que estas, posteriormente, constem de autos de um processo.

 

Neste encontro, a advogada colaborativa Olivia Fürst explica como funciona esse procedimento, que tem se mostrado eficaz na obtenção de acordos consistentes e duradouros para casais divorciados.



GUERRA E PAZ NA ÁSIA DO SÉCULO XXI: UM NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO?


Os Estados Unidos e a Coreia do Norte se enfrentarão em uma guerra nuclear? Uma China fortalecida irá recuperar Taiwan? Qual o papel do Japão e da Rússia nesse contexto?

Os rumos do mundo no século XXI estão sendo cada vez mais definidos pelas relações entre China e Estados Unidos, com os chineses desfrutando anos de crescimento econômico acelerado e as potências ocidentais entrando em crise. Ao longo desta década, a diplomacia chinesa se tornou mais assertiva, desafiando o Ocidente em questões como a disputa de limites no Mar do Sul da China e lançando o ambicioso programa de infraestrutura da Nova Rota da Seda, que pode mudar o equilíbrio de poder na Ásia Central e no Sudeste Asiático.

Este curso discute o novo cenário geopolítico asiático neste início de século a partir dos conflitos crescentes envolvendo uma China em ascensão, seus vizinhos e os Estados Unidos, que se defrontam com crise política e instabilidade.



GUERRA E PAZ NO IMPÉRIO OTOMANO


O Império Otomano durou de 1299 a 1922 e se espalhou por três continentes. Apesar de sua longevidade e vastidão, ainda conta com pouquíssima pesquisa feita por brasileiros, mesmo tendo o país recebido dezenas de milhares de imigrantes daquela região. A proposta do curso é tratar brevemente da história otomana para então centrar-se nos conflitos que a marcaram, assim como a história global. O enfoque se dará nas figuras dos janízaros, que compunham a elite do Exército otomano nas duas tentativas de tomar Viena (1529 e 1683), na conquista de Constantinopla (1453), na guerra da Crimeia (1853-1856) e na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).