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Os pais e os filhos - e as mães


A relação entre pai e filho, com a mãe observando ou agindo por perto, fundamentou algumas das mais importantes obras literárias de todos os tempos e continua ecoando inclusive em alguns romances contemporâneos. De Ulisses e Telêmaco, passando por Cláudio e Hamlet, por Karamázov e seus filhos “parricidas”, por Kafka e seu pai, a psicologia dessa proximidade dá margem a várias interpretações, todas elas cheias de amor e ódio, afetos e conflitos, encontros e separações. O sentido filosófico da vida muitas vezes foi buscado e construído sobre a relação entre um pai e um filho, seus dilemas e seus impasses, sua dor e sua felicidade. E o papel da mãe nessa relação jamais deixou de ser fundamental.



Rússia X Ucrânia: o conflito na literatura


A literatura sempre ajudou a entender o mundo e os pensadores mais importantes de outras áreas jamais deixaram de recorrer a ela. Enquanto Freud, o pai da psicanálise, fundamentou algumas de suas principais teorias em construções literárias gregas, Marx disse que aprendeu muito mais sobre a Inglaterra e a França com Dickens e Balzac do que com os economistas ingleses e franceses da mesma época. O mesmo poderia ser dito de alguns grandes historiadores e cineastas. Nesse curso, através da literatura de Gógol, Dostoiévski, Tchekhov, Tolstói e Bulgakov, o professor Marcelo Backes procurará desvendar a alma russa e ucraniana e os conflitos entre eles, trabalhando com algumas de suas mais conhecidas e importantes obras. Para fazer essa viagem, o cientista político Mauricio Santoro dará uma introdução sobre as relações entre os dois países, apresentando o conflito pelo ponto de vista histórico e político.



O Cáucaso do Sul


Foco de rivalidades no pós-Guerra Fria, o Cáucaso do Sul tem enfrentado ao longo dos anos uma série de conflitos étnicos, instabilidades políticas e crises econômicas. Composta pela Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão, essa região está cercada por três importantes players geopolíticos - o Irã, a Rússia e a Turquia - bem no cruzamento entre Europa e Ásia. Nesta aula aberta, serão apresentados aspectos da história e da política da região, centrando-se sobretudo no caso do Azerbaijão: país muçulmano xiita composto de turcos étnicos que fez parte do Império Russo e da União Soviética e com importante atuação no mercado internacional de petróleo. Uma interessante encruzilhada de civilizações que compôs a Rota da Seda e tem ampliado sua participação na arena internacional, contando, inclusive, com uma embaixada em Brasília desde 2012.



Jovens, quem são eles?


Os vários jovens e suas tribos. Discursos múltiplos, enfrentamento, poder de consumo. As muitas faces das juventudes contemporâneas, suas bandeiras, conflitos geracionais e expectativas são alguns dos temas que este curso se propõe a tratar. É só no século XX que o jovem surge enquanto protagonista no cenário mundial: dono de uma voz própria, identidade e poder de consumo. A partir deste momento, nasce um novo jovem: consumidor, autor e produtor de cultura. Afloram novas culturas juvenis, que passam a encontrar novos espaços, consolidando-se de forma cada vez mais irreversível. Traçando um percurso histórico, o curso fará uma reflexão sobre a geração de 1968 e os protestos que atingiram a Europa e as Américas, movimentos estes que representaram o auge deste protagonismo e enfrentamento.



Tapetes persas, perfumes orientais


“Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei/ Lá tenho a mulher que eu quero/ Na cama que escolherei.” Os versos de Manuel Bandeira dão o tom de uma viagem filosófica, cultural e literária que tem imagens de sonho e pretende destrinçar a Turquia e a antiga Pérsia, atual Irã. Ao longo do curso, descobriremos que Homero talvez tenha sido turco, conheceremos Sanliurfa, com a Bíblia de Abraão, e também os fundamentos ancestrais de conflitos geopolíticos que se estendem até hoje e se mostram cada vez mais acirrados. Depois passearemos pelo Corão e pela filosofia de Nietzsche, passando pela magia de As mil e uma noites até chegar às obras de alguns dos maiores poetas da história da literatura universal, os persas Omar Khayyam, Rumi, Hafiz e Firdusi.



Entre totens e tatuagens - explorando a cultura e a história Maori


Totens que comemoram o passado, tatuagens faciais que refletem posições sociais. O que uma cultura tão distante quanto a Maori tem a nos ensinar? Provenientes da Polinésia e última comunidade a ser influenciada pelos europeus, os Maori correspondem hoje a 15% da população da Nova Zelândia, país considerado o mais socialmente progressista do mundo, com esforços constantes para a integração de seu povo nativo e a valorização de suas tradições.

Por ocasião da exposição Tuku Iho/ Legago Vivo Maori – que chega ao Rio de Janeiro em outubro com uma combinação de peças de arte e apresentações ao vivo de danças, cantos e tatuagens Maori –, seu curador, Karl Johnstone, estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO para falar sobre os Maori. Na pauta, assuntos como a imigração e a adaptação da comunidade na Nova Zelândia, o contato com o colonizador e o Cristianismo, a evolução cultural dos Maori e sua prosperidade nos dias atuais, os conflitos na comercialização de seus produtos culturais e o papel das artes. O bate-papo contará com a participação da professora Christine Nicolaides, que esteve recentemente na Nova Zelândia e poderá discorrer sobre o país a partir de um ponto de vista brasileiro.



A Turquia em questão


No dia 24 de novembro, a Turquia derrubou um avião militar russo que teria invadido seu espaço aéreo perto da fronteira com a Síria, evento com potencial de agravar ainda mais a crise em uma região já tomada por conflitos e questões sensíveis. Mesmo antes do episódio, os olhos do mundo já se voltavam à Turquia por causa do seu importante papel geopolítico: seja na questão dos refugiados, seja no conflito sírio, uma vez que sua fronteira vem se mostrando essencial para a entrada de recrutas do Estado Islâmico. O ano de 2015 também foi marcante para o país por suas eleições parlamentares, fundamentais para o desenho de um novo projeto político de poder - que em questões de gênero, liberdade de imprensa e, sobretudo, na participação dos curdos, provoca acalorado debate. O intuito dessa aula aberta é apresentar um breve panorama político atual da Turquia e refletir sobre o impacto atual da guerra da Síria no país.



A literatura no barril de pólvora


A literatura é capaz de reconstituir o surgimento político da Arábia, mostrar o processo de formação da Turquia moderna, narrar a construção de Israel, a história pujante do Irã, os tropeços da Síria e do Líbano e ainda descobrir a poesia e o horror que sobrevivem à guerra no Afeganistão. Por meio de uma série de autores e obras, um clássico, um Prêmio Nobel e vários candidatos, tentaremos compreender historicamente alguns dos maiores conflitos da contemporaneidade: os embates entre judeus e muçulmanos, entre sunitas e xiitas, turcos e curdos. Viajaremos por uma região que se revela o calcanhar de aquiles de um mundo que está longe de exibir a fortaleza do herói grego — muito ao contrário, às vezes ameaça sucumbir prematuramente, como ele.



A intolerância em debate


Alerta de segurança máximo é o novo normal nos países europeus, sob constante ameaça de novos atentados. Nos Estados Unidos, o medo faz parte da vida cotidiana e envenena a política. Guerras, terrorismo e extremismo disseminam o ódio, levam ao êxodo milhões de pessoas em busca de um pouco de paz e provocam a radicalização na política interna de diversos países. O Brasil não escapa desse cenário: aqui também pipocam conflitos religiosos e políticos, com demonstrações explícitas de racismo e preconceito social. Tem havido aumento da intolerância? Por quê? O que aconteceu com a política da tolerância construída na Europa dos direitos humanos e no multiculturalismo americano? Esse é o tema abordado nesse ciclo por pensadores contemporâneos, que podem nos ajudar a fugir das armadilhas da intolerância.



Interpretações de Don Giovanni


A ópera Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart, conta a história de um jovem amoral e libertino que coleciona conflitos em razão de suas conquistas. Aclamada desde sua estreia, em 1787, no Teatro de Praga, é considerada uma das mais importantes composições líricas já realizadas. Nesse encontro, faremos um passeio por interpretações inesquecíveis, como as de Bryn Terfel, Ferruccio Furlanetto, Renée Fleming, Ruggero Raimondi, Jose van Dam, Thomas Hampson.
 



Paz - A resolução de conflitos nas relações internacionais


Com o fim da Guerra Fria, a agenda internacional se descolou de uma lógica bipolar para abraçar outras realidades, múltiplas e mais complexas. As transformações foram muitas, inclusive no jogo geopolítico e nas relações entre os países, refletindo-se nos conflitos e nos meios utilizados para solucioná-los. Muito se fala sobre a importância de se construir caminhos para a paz, mas é necessário ir além da superfície para perceber que instrumentos a comunidade internacional possui para atingir essa meta. Afinal, que paz é essa? Que conceitos servem de motor para políticas públicas globais nesse sentido? Que papéis desempenham as operações de paz? Essas e outras questões servem de guia para esse curso, que propõe uma reflexão crítica acerca dos conflitos e de suas causas e sobre as formas para superá-los.



Os fundamentalismos do século XXI


O curso trata dos fundamentalismos que marcam o século XXI: o fundamentalismo religioso, invocado a cada vez que se fala de conflitos no Oriente Médio, mas também presente no debate cotidiano brasileiro, e o fundamentalismo econômico, que enxerga no liberalismo a solução para todos os problemas do país. Afinal, o que é uma coisa e outra?



À sombra do poder: a crise que derrubou Dilma Rousseff


A Casa do Saber Rio, a Editora LeYa e a Livraria da Travessa convidam para o lançamento do livro À sombra do poder - a crise que derrubou Dilma Rousseff, de Rodrigo de Almeida, com bate-papo entre o autor, e os jornalistas Malu Gaspar e Luiz Antonio Ryff. O encontro será seguido de sessão de autógrafos.

Almeida foi secretário de Imprensa da ex-presidenta Dilma Rousseff em seus últimos meses de governo. À sombra do poder conta os bastidores da crise e descreve os episódios que marcaram a vida no Palácio: é uma espécie de diário que mostra como Dilma ficou à mercê não só da oposição, mas também de si mesma, imobilizada pelas barreira políticas no Congresso e pelos próprios erros do longo processo que a derrubou. As revelações, os conflitos, as traições, os equívocos e as reações de Dilma são detalhados neste livro. Uma privilegiada leitura que ajuda a compreender a história recente do Brasil.

Este encontro será realizado no auditório da Livraria da Travessa do Shopping Leblon.



Mulheres e conflitos armados


A atuação de mulheres em diversas forças armadas ao redor do mundo, bem como o papel delas em importantes focos de resistência – como as guerrilheiras peshmerga frente aos avanços do Estado Islâmico –, vem chamando cada vez mais a atenção.

O objetivo desse curso é apresentar um panorama de diversos conflitos armados, tendo como recorte a questão de gênero, a fim de evidenciar aqueles em que a presença feminina se mostrou fundamental. Contaremos com a ajuda das teorias da filósofa norte-americana Judith Butler e das ideias das escritoras Svetlana Aleksiévitch, bielorussa, e Susan Sontag, norte-americana, para refletir sobre os estudos de caso.



Israel, Palestina e Brasil


O conflito entre Israel e Palestina ainda produz numerosas narrativas, construídas sob as mais diferentes perspectivas ideológicas. Muitas acabam por explicar a questão sob um ponto de vista dual, monocromático, incapaz de dar conta da complexidade existente nesse território. No início do ano, o professor de Relações Internacionais Fernando Brancoli e o escritor e humorista Gregório Duvivier estiveram em Israel a convite da Universidade Hebraica de Jerusalém. Além de participarem do seminário “Paz, religião e democracia: Palestina, Israel e Brasil”, acompanharam diversas atividades que propunham uma reflexão mais aprofundada sobre o conflito.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida Brancoli e Duvivier para falar sobre as impressões que tiveram durante a viagem. O que há de próximo entre o conflito Israel e Palestina e os conflitos sociais, políticos e midiáticos que acontecem aqui no Brasil? Qual o impacto dessa experiência para se pensar em convivência, coexistência e tolerância? A mediação ficará por conta do historiador Michel Gherman, um dos organizadores da viagem.



Uma ode a Gullar


“A morte é o nada.” Assim definia o fim da vida o poeta, crítico de arte, letrista, ilustrador e dramaturgo Ferreira Gullar, morto em dezembro de 2016, em sua última entrevista. Em conversa com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna narrada no ensaio que fecha esta edição da revista da CASA DO SABER RIO, Gullar despejou: “Recuso-me a aceitar a morte.”

Professor da CASA DO SABER RIO desde sua fundação, Ferreira Gullar e sua trajetória voltam à cena em uma série de encontros em sua homenagem. O primeiro, com o poeta Affonso Romano de Sant’Anna, resgatará os 50 anos da amizade dos dois, trazendo à tona conflitos amorosos, cisões nos movimentos literários brasileiros e mudanças no pensamento crítico e político do poeta. Porque “onde houvesse possibilidade de mudança, lá estava o Gullar”, afirma Sant’Anna no citado ensaio, para advertir em seguida: “Minha fala estará cheia de fantasmas queridos. Estou chegando aos 80 e já vi coisas que nem Deus duvida...”



Jerusalém: uma cidade dividida ou indivisível?


Neste encontro, a jornalista Daniela Kresch faz um giro de 360º por Jerusalém, a cidade mais comentada e disputada do planeta. Nela está localizado o ponto focal do atual conflito entre israelenses e palestinos: o Monte do Templo (ou Esplanada das Mesquistas). Terra de paradoxos, é palco de guerras, intifadas, conflitos e, ao mesmo tempo, a cidade mais sagrada para as três religiões monoteístas.

Há 50 anos, depois da vitória na Guerra dos Seis Dias, Israel unificou Jerusalém ao anexar as partes ocidental e oriental da cidade. Mas, apesar de Israel considerá-la “indivisível”, a cidade está hoje, mais do que nunca, visivelmente segmentada entre as populações árabes e judaicas, que coexistem no dia a dia, mas passam por momentos de tensão. Com um olhar jornalístico, Daniela faz um relato de quem vive a cidade no seu cotidiano e busca, através de fatos e dados, desnudar os vários véus que cobrem Jerusalém.