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Uma visão sobre a homossexualidade feminina


Nos anos 60, a descoberta da pílula e a revolução sexual tiveram um poder libertador para as mulheres em relação ao próprio corpo e ao prazer. Nos últimos anos os limites desse prazer têm sido expandidos - para ambos os sexos. O casamento homoafetivo entrou na pauta de discussão e começou a ser aceito em alguns países. Ultimamente, personalidades que assumiram suas opções receberam aplausos em vez de críticas, como em outras épocas. Embora tão constante quanto a homossexualidade masculina em diferentes culturas e épocas históricas, a feminina sempre foi mais discreta e menos ameaçadora às exigências da família e da ordem patriarcal. Hoje, mais do que nunca, não se pode abordar a homossexualidade feminina no singular: há várias formas dela se constituir. O que se observa atualmente entre as mulheres é uma diminuição de certa tendência a resolver a questão do enigma da própria sexualidade exclusivamente através do amor e do desejo que suscitam no homem. Muitas se voltam para o amor de uma mulher junto à qual procuram uma resposta para a questão fundamental que as atravessa: O que é ser mulher? A psicanalista Malvine Zalcberg e a CASA DO SABER RIO O GLOBO convidam a todos para refletir juntos sobre a sexualidade e a liberdade das mulheres no mundo contemporâneo.



Shakespeare, escritor do mundo


A obra lírico-dramática de William Shakespeare (1564-1616) foi forjada sob o impacto de grandes mudanças – geopolíticas, econômicas,
culturais e intelectuais – na Europa e, especificamente, na Inglaterra. A descoberta do Novo Mundo, a Reforma Protestante, a emergência da burguesia, o desenvolvimento do Humanismo e do Relativismo, para citar alguns exemplos, representam transformações e crises que se fazem presentes no texto shakespeariano e justificam, em parte, sua eterna contemporaneidade. As duas palestras se propõem a discutir de que maneira a obra de Shakespeare se relaciona com o seu tempo – a virada do século XVI para o XVII – e a examinar o seu impacto em nossa época.



Quatro lições sobre o amor


O objetivo desse curso é desenvolver reflexões e inflexões sobre o amor (“erótico”) a partir de pontos de vista filosóficos e psicológicos de épocas distintas e de matrizes culturais diferentes. A experiência amorosa será abordada colocando-se em paralelo o viés cultural e a leitura científica como motes para uma análise filosófica. Assim, pretende-se levantar perspectivas para indagações constitutivas da condição humana, tais como: o que é o amor? Como saber se um sentimento é realmente amor?



As artes de Beatriz Milhazes


MODERAÇÃO: LAURO CAVALCANTI No final do ano passado, a tela Meu limão, criada por Beatriz Milhazes em 2000, foi arrematada por US$ 2,098 milhões em um leilão da Sotheby’s em Nova York. É a obra mais cara de um artista brasileiro vivo. Mas, mesmo antes disso, a artista já tinha conquistado seu espaço aqui e no exterior. Seus trabalhos estão presentes em alguns dos principais acervos do mundo, como os dos museus Metropolitan e MoMA, em Nova York, Tate Modern, em Londres, e Reína Sofia, em Madri. Com uma identidade visual singular,
suas peças apresentam um universo de formas geométricas e cores fortes em um diálogo com a cultura brasileira. Isso poderá ser visto entre 29 de agosto e 27 de outubro deste ano, quando o Paço Imperial acolhe a exposição Meu bem: Beatriz Milhazes, que exibirá 60 colagens, gravuras e pinturas produzidas a partir de 1989. A CASA DO SABER RIO O GLOBO se antecipa à mais ampla panorâmica de Beatriz nos últimos anos e traza artista para uma conversa sobre sua obra.



Três considerações filosóficas sobre o Brasil


Será que a filosofia no Brasil possui uma perspectiva diferente das tradições europeia e norte-americana? Muitos pensadores estrangeiros acham que sim. Professor da CASA DO SABER RIO desde sua inauguração,  o doutor em Filosofia e Teoria Psicanalítica André Martins também ousa dizer que sim. Nesse curso ele aborda três aspectos de fundamentos epistemológicos da filosofia que emergem de nossa cultura. O objetivo é propor uma reflexão sobre o quanto o que pensamos é diferente do que  se vê mundo afora – por mais que nós, devido ao nosso sentimento de cidadãos do mundo e ao complexo de vira-lata identificado por Nelson Rodrigues, não acreditemos que seja.



Sujeito e imagem na era da internet


O que está verdadeiramente em jogo na grande exposição de si a que hoje convidam as redes sociais e outros dispositivos da web? Longe de ser mero exibicionismo ou perda das fronteiras da intimidade, trata-se, em parte graças à difusão da fotografia e do vídeo digital, de novas modalidades culturais de construção da imagem de si na cena do mundo. O curso vai explorar tais modalidades em suas incidências na arte e na vida cotidiana, de modo a refletir sobre a inscrição do sujeito na cultura em suas variações históricas.



Antropologia das emoções


As emoções costumam ser entendidas, no senso comum das sociedades ocidentais, como fenômenos ao mesmo tempo naturais e universais, individuais e singulares. Colocar em xeque essa dupla representação é o objetivo da antropologia das emoções: mostrar em que medida a dimensão emocional da experiência humana é construída pela sociedade e pela cultura, não se restringindo ao íntimo de cada sujeito e desempenhando funções nos mundos da política e do trabalho.



O narcisismo na modernidade


Freud conceitua o narcisismo como a construção, feita pelo sujeito, de uma imagem de si perfeita, inteira, unificada. Embora possa se tornar patológico, esse é um estado comum e necessário para todo funcionamento psíquico. Mas, ao contrário do que se supõe, Freud não recorre ao mito de Narciso para ilustrar a paixão do sujeito por si mesmo, e sim para ressaltar que, por trás daquela adorada imagem que ele supõe ser do outro, o que se reflete é, na verdade, o próprio sujeito. Freud afirma que “todo encontro com o objeto é sempre um reencontro”. Por razões estruturais, estamos situados entre algo que perdemos e aquilo que desejamos arduamente reencontrar. Buscamos o que nos falta, numa tentativa de poder reeditar aquilo que foi, um dia, supostamente inteiro. Esse é o próprio movimento da vida – ou, em termos freudianos, o caminho percorrido pela libido (energia sexual). Nesse curso, será discutido por que o narcisismo se encontra cada vez mais impregnado em nossa cultura, com seus efeitos nos dias de hoje, evidentes tanto na forma como nos relacionamos quanto nas diversas mídias que nos cercam.



MIMO: Reformas urbanas e modernização de cidades   


Na segunda metade do século XIX, diversas cidades europeias passaram por profundas reformulações urbanas, adaptando-se às necessidades das metrópoles. No Brasil, esses novos padrões estéticos chegaram com força no inicio do século XX e inspiraram reformas que remodelarem alguns de seus principais centros urbanos.

Movimento MIMO

O MIMO, chamado a partir de 2013 de Movimento MIMO, é um festival internacional de música realizado em cidades que preservam bens e valores históricos do Brasil: Paraty (RJ), Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), onde o projeto iniciou. Com a programação gratuita, os eventos acontecem em patrimônios históricos como igrejas, museus, monumentos, teatros e ao ar livre. O MIMO oferece atrações como concertos de música erudita, popular, jazz, world music, música brasileira e música contemporânea internacional. O festival inclui mostra de cinema, programa educativo e palestras sobre cultura, história e patrimônio - tendo como eixo central o tema das cidades em suas múltiplas abordagens.

Para maiores informações, o site Movimento MIMO.



MIMO: A música nas obras de Stanley Kubrick 


Ao finalizar “2001: Uma Odisséia no Espaço”, Stanley Kubrick descobriu que as músicas clássicas que utilizara durante a montagem para sinalizar onde deveria entrar a trilha sonora original traduziam bem melhor o que ele queria transmitir do que a música encomendada ao compositor Alex North. Nesse filme, e em outras obras-primas como “Laranja Mecânica”, “O Iluminado” e “De Olhos Bem Fechados”, Kubrick soube usar como poucos a trilha sonora para a criação de atmosferas peculiares.

Movimento MIMO

O MIMO, chamado a partir de 2013 de Movimento MIMO, é um festival internacional de música realizado em cidades que preservam bens e valores históricos do Brasil: Paraty (RJ), Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), onde o projeto iniciou. Com a programação gratuita, os eventos acontecem em patrimônios históricos como igrejas, museus, monumentos, teatros e ao ar livre. O MIMO oferece atrações como concertos de música erudita, popular, jazz, world music, música brasileira e música contemporânea internacional. O festival inclui mostra de cinema, programa educativo e palestras sobre cultura, história e patrimônio - tendo como eixo central o tema das cidades em suas múltiplas abordagens.

Para maiores informações, o site Movimento MIMO.



Mulheres que inspiram mulheres III: Leila Diniz por Mirian Goldenberg


Se uma mulher simboliza no Brasil a liberação feminina na revolução dos costumes que varreu o país e o mundo nos anos 60 e 70, ela se chama Leila Diniz (1945-1972). Bela, alegre, provocadora e, acima de tudo, livre, a atriz escandalizou a sociedade em uma época de grande repressão cultural, social e moral – o período da ditadura militar. Dizia o que pensava e vivia do jeito que queria. Defensora do amor livre, foi criticada por feministas antes de se tornar, ela mesma, um símbolo da nova mulher brasileira, por quebrar tabus comportamentais. Sua trajetória e a história da mudança da mulher nas últimas décadas são contadas pela antropóloga
Mirian Goldenberg, autora de uma biografia sobre a atriz, além de especialista em comportamento e em questões que envolvem o feminino. 



Uma viagem à ópera de Wagner


Richard Wagner revolucionou o mundo da música ao formular a Gesamtkunstwerk, a obra de arte total, unindo música, teatro, canto, dança e artes plásticas. Também fundiu a arte erudita com uma temática folclórica e popular. A importância de sua obra ultrapassa a cena musical. Certamente, foi uma das grandes forças culturais do século XIX. E uma das figuras mais polêmicas desde então. O curso fará uma viagem pelos personagens e intérpretes de Wagner, de agora e do passado, como uma celebração ao seu bicentenário de nascimento.



Grandes temas éticos contemporâneos


Curso iniciado em 12 de novembro.

A atual condição da cultura traz consigo mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que articulam questões filosóficas fundamentais. A abordagem de cada assunto procurará apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor nossas decisões e ações no tempo em que vivemos.



Introdução à filosofia islâmica


O curso pretende oferecer ao aluno uma visão panorâmica e introdutória ao rico universo da filosofia islâmica a partir da apresentação dos fatos históricos relevantes para a formação dessa tradição e das ideias de seus mais importantes pensadores. Para tanto, iniciaremos com uma exposição sobre o nascimento e desenvolvimento do islamismo, passando pela fundação da Casa do Saber pelo califa de Bagdá, atentando à sua enorme influência cultural no mundo islâmico. Em seguida, passaremos aos mais importantes pensadores da era de ouro da filosofia muçulmana, como Ibn Tufayl, Ibn Sina e Ibn Rushid.



O mal-estar na arte contemporânea


Em O mal-estar na cultura (1930), Freud pensa o conflito entre as necessidades pulsionais de cada indivíduo e as quase inconciliáveis exigências que a civilização lhe impõe. A arte – tanto a sua fruição quanto a criação artística propriamente – é referida no texto freudiano como uma “suave narcose”; como algo que de algum modo interrompe os rigores necessariamente presentes na tarefa de constituição do Eu, ou lhes dá um destino diferente. Alguns dos resultados dessa empreitada, que é o envolvimento com a arte, estão nos museus – ao mesmo tempo depositários da arte produzida, matrizes de novas criações e produtores de efeitos sobre aqueles que são atravessados por sua força e encanto.



Como fazer um best-seller


Eduardo Spohr, autor de A batalha do Apocalipse, com mais de 600 mil cópias vendidas, conquistou jovens leitores de literatura fantástica com tramas envolvendo anjos e heróis a partir de seu conhecimento sobre mitologia, Bíblia e cultura nerd. Com mais de 1 milhão de exemplares vendidos, Thalita Rebouças é um fenômeno; as histórias da coleção Fala sério caíram totalmente no gosto das pré-adolescentes, fãs da personagem Malu. Qual a receita para fazer um livro que encante os jovens? Há ingredientes para escrever um best-seller? Como incentivar a leitura de escritores nacionais? Por que há preconceito, principalmente no meio intelectual, com autores de best-sellers? Spohr e Thalita se encontram para responder a essas perguntas e revelar os caminhos do sucesso no mercado editorial brasileiro.



Dorival Caymmi, o inventor da Bahia


Celebrando o centenário de nascimento de um dos maiores artistas brasileiros, o encontro possibilita uma reflexão sobre a identidade e a memória cultural no cancioneiro de Dorival Caymmi (1914-2008). O professor Júlio Diniz e o escritor e ensaísta Francisco Bosco conversam sobre a história de vida e as composições de Caymmi para revelar o artista que contribuiu para a construção do imaginário brasileiro. Uma oportunidade para navegar pela obra e pela intimidade de Dorival Caymmi.

Participação especial da cantora Elisa Queirós (Arranco de Varsóvia).



Expresso Transiberiano


A aula aberta de divulgação da viagem será realizada na Casa do Saber Rio O Globo no dia 24 de fevereiro, às 20h.
A Transiberiana é uma rede ferroviária que conecta a Rússia Europeia às províncias do Extremo-Oriente Russo, da Mongólia, da China e o do Mar do Japão. De Pequim a Moscou, um universo espetacular de culturas, tradições, paisagens e costumes nos serão revelados entre Pequim e Moscou, cruzando a Mongólia e o lago Baikal, passando pela Kasan dos tártaros e outros lugares. Este cruzeiro ferroviário e de conhecimento, pelo qual Marco Polo um dia também andou e onde até As mil e uma noites chegaram, ganhará profundo significado nas aulas do professor Marcelo Backes, que apresentará dois Prêmios Nobel de Literatura recentes, os chineses Gao Xingjian (2000) e Mo Yan (2009), e clássicos como Púshkin, Tolstói, Dostoiévski, Gógol e Maiakóvski, entre outros, numa união harmônica entre arte, literatura e história.  

+ Informações
Data da viagem: 16 de agosto a 1 de setembro

 

Reservas
Latitude Viagens de Conhecimento 
e-mail: latitudes@latitudes.com.br
Telefone: (+55) 11 3045 7740

                 



Ditadura militar, 50 anos I


A CASA DO SABER RIO O GLOBO e o jornal O Globo promovem uma série de três encontros especiais para discutir a ditadura militar brasileira exatamente meio século após sua implantação, com o golpe de Estado que depôs o presidente João Goulart em 1964. Esse primeiro encontro abordará o impacto da censura na cultura e na imprensa.

FOTO: Passeata dos cem mil - Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque de Holanda, Edu Lobo, Rubens Correa, Milton Nascimento. Foto Arquivo / Agência O Globo - 26/06/1968. 



O ser no gerúndio: bate-papo seguido de lançamento do livro de Eduardo Rozenthal


No livro O ser no gerúndio – corpo e sensibilidade na psicanálise, Eduardo Rozenthal indica de que maneira a psicanálise exige novas composições do seu próprio patrimônio intelectual, para além das ortodoxias estabelecidas. O autor costura suas reflexões com a crítica filosófica da cultura contemporânea, atestando que, no que concerne à psicanálise, teoria é bom, desde que articulada aos fatos e aos impasses da clínica. O lançamento do livro de Eduardo Rozenthal acontecerá às 20h30 e será precedido por um bate-papo às 20h entre o autor e os psicanalistas Daniel Kupermann e Marcus André Vieira.



A palavra modernista: vanguarda e manifesto


O Modernismo foi um movimento estético da década de 1920 que constituiu uma forma de pensar a arte e o Brasil que permanece viva até hoje. Mário de Andrade e Oswald de Andrade misturaram poesia, polêmica e reflexão, tendo próximos de si Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Juntos, eles promoveram uma revolução cultural no país, buscando o futuro e recuperando um passado esquecido, projetando-se para o mundo e investigando o Brasil.



O inconsciente da criança


A história da criança não começa com seu nascimento. Ela é antecipada pelas histórias de seus pais, que a acolhem. Tudo o que “é dito” entre eles a respeito da criança não deixará de ter incidência sobre ela. Também terá efeito tudo o que “não é dito”, ou mesmo o que “não pôde ser ouvido” desde gerações precedentes – um legado de saber inconsciente a ter peso em seu destino. Ainda há a marca do discurso da cultura que reserva à criança um lugar de importância nunca alcançado até hoje: o de suscitar questões sociais, culturais, políticas, jurídicas e econômicas de grande impacto na sociedade. Com frequência cada vez maior é a criança que dá a um casal a consistência de família. Como pensar a formação do inconsciente da criança na família contemporânea?



Angústia: o mal do século?


Em tempos de síndrome do pânico, transtornos de ansiedade e medicalização excessiva, qual o lugar dado para a angústia em nossa cultura? Associada ao desprazer, a angústia foi conceituada por Freud como a iminência de um perigo. Diferindo do medo (que remete a um objeto bem definido) e do pavor (indicativo do despreparo frente a um acontecimento inesperado), a angústia é um estado de expectativa diante de uma ameaça não identificada. Nas palavras de Freud, “o homem se defende contra o pavor pela angústia”. Na psicanálise ela é considerada um excesso de energia, resto da operação de corte vivida, inevitavelmente, pela imposição de um limite. É o eco de um traumatismo do qual, em geral, não queremos saber, mas que insiste em se manifestar.



A China e o Brasil: Uma visão pessoal


Nos últimos dois anos, a China foi o principal parceiro comercial do Brasil. Somente em 2013, as exportações para a China somaram 46 bilhões de dólares. Apesar da importância econômica, a China continua um mistério para nós brasileiros, principalmente em relação aos seus costumes e práticas cotidianas. Por que comem carne de cachorro? Como funciona o idioma com quatro tons na pronúncia? Por que não se beijam em público? Essas e muitas outras questões serão abordadas pela chinesa Bao Hong Juan, que, há 13 anos, trocou a cidade de Kunming pelo Rio de Janeiro. Em uma aula aberta, as diferenças culturais entre China e Brasil serão discutidas sob a perspectiva de quem vivencia isso.



Faces da loucura: humanidade e desrazão


Ao contrário do que costumam propor as interpretações “classicistas” da antiga cultura grega, as manifestações do irracional em seus muitos modos e possibilidades marcam a origem dessa tradição, constituindo-se um dos mais valiosos signos de sua religiosidade e de sua poesia. Reunindo e comparando as obras dos antigos poetas e dos primeiros filósofos gregos, e também as de historiadores e filósofos contemporâneos, o curso dedica-se a demonstrar como o lastro que serviu de base e orientação maior dessa mesma cultura – os seus poemas de fundação – deve-se a estados anímicos que variam do torpor à plena embriaguez; da possessão ao delírio; do devaneio ao transe.



A normalidade criativa de Winnicott


A partir de algumas passagens da obra de Freud, e sobretudo da concepção de estruturas psíquicas preestabelecidas segundo Lacan, a história da psicanálise acostumou-se a conceber a normalidade como neurótica, ideia que se tornou familiar até mesmo para o senso comum, como um dado cultural tornado incontestável. Afinal, nos ensinou Freud em seus textos, se não aceitarmos ou não conseguirmos nos submeter ao controle neurótico, só nos restará enveredarmos pelas perigosas sendas da psicose e do descontrole, movidos pelas pulsões rumo à decadência. Na contra-corrente dessa ideia, Winnicott ousou observar que “há uma gradação da normalidade não somente no sentido da neurose mas também da psicose”. E mais: que “há um elo mais íntimo entre normalidade e psicose do que entre normalidade e neurose”, trazendo para a psicanálise uma concepção de liberdade nunca antes imaginada. Nesse curso nos propomos a analisar o estatuto da normalidade proposto por Winnicott – como sendo o de uma normalidade criativa em radical oposição à neurose – em seus aspectos metapsicológicos, clínicos e existenciais, e também em suas implicações sociais e políticas.



Vinhos e Portugal


A longa tradição vinícola de Portugal confunde-se com a história do próprio país europeu. Com dez regiões produtoras, Portugal se destaca por sua tradição, por ser o país com maior número de uvas autóctones no mundo (250 castas), e por aliar isso ao avanço tecnológico experimentado nas últimas duas décadas. Nesse encontro, Reinaldo Paes Barreto abordará as singularidades do vinho lusitano e o lugar da produção do país no mundo. A história e o desenvolvimento da vinicultura serão observados nas principais regiões, do Porto ao Alentejo, passando pelo Vale do Douro à Ilha da Madeira. *Aula com degustação



Surrealismos


"Esta incurável mania de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, entorpece os cérebros", escreveu André Breton em seu primeiro Manifesto Surrealista no ano de 1924. Influenciados pela teoria psicanalítica de Freud, poetas, artistas e cineastas abraçaram o movimento cujo processo de criação está fundamentado na esfera do inconsciente, do onírico. Concebido em uma Europa fragilizada e arrasada após a Primeira Guerra Mundial, o Surrealismo contesta as crenças culturais e a postura do homem, vulnerável diante de uma realidade cada vez mais incompreensível e desestabilizada. Aproveitando a mostra com 150 trabalhos de Salvador Dalí no CCBB, reunimos na CASA DO SABER RIO O GLOBO três professores para analisar as obras dos principais autores (e atores) do movimento surrealista nas artes visuais, no cinema e na literatura.



História da arte na segunda metade do século XX e no século XXI


Esse curso pretende oferecer um panorama sobre a arquitetura e a escultura dos séculos XX e XXI, além de uma discussão sobre a história da arte ocidental na segunda metade do século XX e no século XXI. Serão apresentados os trabalhos dos principais arquitetos dessa época, de Frank Lloyd Wright e Le Corbusier até seus seguidores. Também serão vistos a multiplicidade no mundo da escultura, de Brancusi a Ron Mueck, e os múltiplos movimentos artísticos pós-Segunda Guerra Mundial. Diferentes das vanguardas, mas influenciadas por elas, essas linguagens artísticas tiveram características particulares que serão analisadas.



Desafios da psicanálise na atualidade


Mais de um século após o surgimento da psicanálise, é possível perceber transformações cruciais na subjetividade humana, em comparação com o contexto em que essa nova forma de perceber a mente nasceu. Disciplina criada por Freud para responder a um dos grandes enigmas de sua época, a histeria, a psicanálise lançou luz sobre um tipo de sujeito oriundo da cultura individualista moderna: o sujeito neurótico. Sujeito dividido, fruto do conflito psíquico, que permitiu um modo inédito de conceber a sexualidade e o desejo. Nesse curso, serão analisados alguns problemas, caso se apliquem indiscriminadamente, hoje em dia, conceitos elaborados por Freud a partir de seus pacientes neuróticos; e o impacto que certas mudanças no contexto humano contemporâneo produzem na experiência do sofrimento, na noção de conflito, na dimensão da sexualidade, na formação do eu.



Os iranianos


A CASA DO SABER RIO O GLOBO e a Editora Contexto promovem um bate-papo entre os jornalistas Samy Adghirni, autor de Os Iranianos, Pedro Doria, editor-executivo d'O Globo, e Luiz Antonio Ryff, diretor da Casa do Saber Rio O Globo, sobre o Irã, nação muito discutida, porém pouco conhecida no Ocidente. No país que foi a antiga Pérsia, convivem tradição e modernidade, burocracia e mudanças aceleradas, mulheres com hijab e calças jeans. Trata-se de um país que conheceu forte influência ocidental nos tempos do xá Reza Pahlavi e uma revolução islâmica em 1979, liderada pelos aiatolás. No livro, Adghirni, que foi correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Teerã de 2011 até julho deste ano, desvenda para o leitor brasileiro um pouco do país: da política à geografia, da gastronomia ao esporte, da cultura à economia. Revela, assim, para além dos preconceitos e da desinformação, quem realmente são os iranianos. Ao se inscrever, o aluno ganha de presente um exemplar de Os Iranianos, de Samy Adghirni



As grandes nações cervejeiras


Onde e como nasceram as cervejas que conhecemos hoje? A bebida alcoólica mais consumida pela humanidade tem uma trajetória que se confunde com a própria história da civilização. Para compreender a cerveja também como produto cultural, e não apenas alimentício, esse curso apresentará os principais estilos de cervejas agrupados pelas escolas cervejeiras que os conceberam. E explorará diferenças sensoriais por meio de degustações e harmonizações com cervejas artesanais brasileiras e importadas, contextualizando o momento e as condições em que foram criadas. O último encontro será uma visita guiada à fábrica da Bohemia, em Petrópolis (RJ), onde fica o Museu da Bohemia, o maior centro de experiência cervejeira do país. Inclui transporte (saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO), palestra e almoço harmonizado. O passeio será realizado no sábado (01/11).



A poesia francesa do século XIX


De Lamartine a Mallarmé, passando por Victor Hugo, Baudelaire, Verlaine e Rimbaud, o século XIX marcou um momento decisivo na história da poesia francesa. Românticos, simbolistas, ou simplesmente inclassificáveis, esses poetas nos fazem entrar em mundos diferentes, profundamente influenciados pela modernidade. Nesse curso, serão abordados os estilos dos autores que mais representam esse período, sem deixar de lado o contexto histórico, cultural e literário da época.



Dostoiévski e a cultura russa do século XIX


Referência na tradução do russo, o professor de literatura Paulo Bezerra, dis- cutirá nesse curso a relação dos romances de Dostoiévski com a cultura e a literatura russas do século XIX e seu diálogo com a história e a cultura uni- versal. Serão enfatizados a literatura como arte e o próprio Dostoiévski como artista peculiar, criador de uma nova forma de ficção: o romance polifônico. A tradução de ficção como criação e recriação também será enfocada. O curso se centrará em dois romances: Crime e castigo (primeira leitura) e Os irmãos Karamazov; mas haverá um diálogo com o restante da obra dostoievskiana, como O duplo, O idiota e Os demônios.



Introdução ao mundo da cachaça


A cachaça está para o Brasil assim como a vodca está para a Rússia, o uísque para a Escócia e o saquê para o Japão: além de bebida alcóolica, é um símbolo do país. Podemos encontrar alusões à cachaça em vários segmentos da nossa cultura, como na música e na literatura. É o terceiro destilado mais vendido no mundo e a segunda bebida mais consumida no Brasil. O nascimento, a evolução e o reconhecimento da cachaça se confundem com a própria história do país. A cachaça serviu de moeda em troca de escravos, substituiu a bagaceira vinda de Portugal, criou crises no governo provincial e acabou virando presente de presidentes da República. Esse curso pretende fornecer não apenas uma visão da história dessa bebida, e informar os tipos comercializados, como também os critérios para identificar e avaliar uma cachaça de qualidade. Por fim, serão explicados os rituais de degustações, as técnicas para organizar uma degustação e a análise sensorial. Todos os módulos serão finalizados com uma degustação orientada e, no último, uma avaliação técnica complementará o conhecimento do aluno.



Como enfrentar a morte


Cada cultura, cada religião e cada período histórico possui uma relação específica com a morte. Em uma época em que as pessoas vivem mais, cresce o número de idosos e a vida é prolongada artificialmente por aparelhos, esse assunto não pode mais ser tabu. O que o direito tem a nos dizer sobre a morte? E a psicanálise? O que a história pode nos ensinar? A medicina, certamente, tem aspectos a nos revelar sobre o fim da vida, tema recorrente na literatura e em outras artes. Nesses dois ciclos, um médico, uma historiadora, um psicanalista e uma advogada especialista em bioética abordarão a morte por prismas diversos, mediados pelo escritor Affonso Romano de Sant’Anna.



Descobrindo a América do Sul no século XXI


Tão perto e tão longe. Nossos vizinhos são muito menos conhecidos do que deveriam. O curso pretende diminuir essa distância dos países sul-americanos, apresentando e discutindo o momento atual vivido por eles, considerando suas dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais. Serão debatidos temas como integração regional, bolivarianismo, democracia, narcotráfico, crescimento econômico, comércio, rivalidades regionais, sempre observando o papel e a posição do Brasil como suposto “síndico” da região.



Baudelaire: o homem, o poeta, o crítico de arte


Absorvendo a cidade, seus subúrbios e vielas, e traduzindo-a em versos, Charles Baudelaire tornou-se um dos mais importantes intérpretes da modernidade, do homem recém-adaptado ao meio urbano. Baudelaire redefiniu as tendências estéticas do século XIX com contribuições para além da poesia, com reflexões críticas sobre música, literatura e artes visuais. Neste curso, mergulharemos nas diversas faces deste múltiplo artista e flâneur, investigando aspectos da sua vida e de sua obra em poesia e prosa, além de abordar os contextos histórico, cultural e literário que o cercavam.



A Divina Comédia


A Divina Comédia é um dos textos fundadores da cultura ocidental. Sonho do autor florentino Dante percorrendo três espaços para o destino final, a obra refaz todas as concepções sociais, políticas, econômicas e culturais do final da Idade Média. A genialidade do texto permite que, bem longe do catolicismo medieval, continuemos a ler com intenso prazer esta proposta de viagem ao Inferno, Purgatório e Paraíso. O que há ali que seduz há mais de 700 anos tantos leitores?



Kandinsky, mestre do abstrato


Precursor do abstracionismo, Wassily Kandinsky consolidou-se como um dos principais teóricos de arte e produtores culturais do século XX. Além disso, foi um dos primeiros professores da Bauhaus, escola de design que quebrou as barreiras entre o artístico e o prático. Neste curso, em duas aulas, será abordada a trajetória artística de Kandinsky. As reflexões em Do espiritual na arte. O grupo Der Blaue Reiter. Suas primeiras experiências com a abstração. Ponto e linha sobre o plano. O ensino na Bauhaus e seu período em Paris. A terceira aula, realizada em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, será uma visita guiada exclusiva, às 18h, à exposição "Kandinsky, tudo começa num ponto", em cartaz no CCBB - a primeira mostra do artista na América Latina. Com 72 obras e curadoria de Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky, a exposição provoca o público a conhecer a vida do pintor e mergulhar nas raízes de seus pensamentos por meio de uma imersão sensorial interativa.



Introdução ao pensamento de Giorgio Agamben


O curso pretende oferecer uma introdução à obra de um dos mais importantes pensadores vivos, o italiano Giorgio Agamben, com suas reflexões em torno da política e da cultura. Se o nosso século é aquele em que a sociedade, tornada espetacular, culmina na erosão de toda experiência possível, é também aquele em que os conceitos políticos e jurídicos perdem cada vez mais sua materialidade: ingressamos no terreno da biopolítica e, em nome da defesa do direito, chegamos, contraditoriamente, a uma realidade jurídica rarefeita. Por meio do uso de conceitos políticos fundamentais e do auxílio de determinadas figuras paradigmáticas, veremos como o liame entre soberania, exceção e vida nua contamina todo o espaço político contemporâneo.



Afinal, o que é uma obra-prima?


Muitas pessoas dizem que ficam extasiadas diante de uma obra-prima. Outras, por mais que contemplem, não conseguem descobrir o motivo de tanto deslumbramento por “aquele” quadro ou “aquela” estátua. O que distingue uma obra de primeira grandeza do universo enorme de obras secundárias? Quem decide isso? O critério seria apenas subjetivo? O curso busca desvendar esse mistério em quatro obras referenciais da cultura ocidental, perguntando, sem preconceito: afinal, isso é realmente tão importante assim?  



Ilíada e Odisseia


O curso abordará o surgimento da poesia épica na forma que lhe deu origem: os poemas homéricos. Primeira obra a ser conservada pela memória e fixada em forma escrita em todo o Ocidente, a poesia homérica constitui o marco responsável pelo início e pela fundação da sua história. A intenção do curso consiste, sobretudo, em considerar o nascimento da tradição ocidental – sua política, sua cultura, seus valores – por meio desses poemas, sublinhando a preponderância histórica, e sempre atual, que a obra de Homero detém sobre essa tradição, que neles encontra a sua matriz primordial.



Estilhaços da Segunda Guerra Mundial nas artes


A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o conflito mais sangrento já testemunhado pela humanidade. Estima-se que os ataques e confrontos tenham deixado entre 40 milhões e 72 milhões de mortos, em sua maioria civis. A destruição atingiu níveis inéditos com os bombardeios aéreos indiscriminados, campos de concentração e bombas atômicas. As transformações derivadas do conflito foram muitas. Na época, o novo eixo econômico e político do Ocidente passou a ser os Estados Unidos. O mesmo aconteceu no campo das artes. Paris deu lugar a Nova York como centro da efervescência cultural, com o reforço de novos moradores ilustres, entre os quais Max Ernst, Andre Bréton, Marcel Duchamp, Marc Chagall, Piet Mondrian e outros, que fugiam de uma Europa dilacerada.

Pode soar paradoxal que um período de tantos horrores tenha ensejado tanta criatividade entre pintores e poetas, cineastas, romancistas e músicos. Mas assim foi. Por um lado, era necessário escapar da realidade. Por outro, exprimir a dor através da arte. Nesse ciclo, que começa exatamente 70 anos após o dia em que Hitler morreu, a CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne cinco professores para explicar o que foi a Segunda Guerra Mundial e discutir seu impacto no campo das artes visuais, da literatura, da música e do cinema.  



A ética trágica da psicanálise


O que o herói trágico teria a dizer ao sujeito moderno? Se a contemporaneidade se regula por uma lógica que visa à erradicação do mal-estar na cultura (sob a forma de uma promessa de fruição sem entraves), que lugar ainda pode haver para a responsabilidade humana e, consequentemente, para a própria ética? No atual cenário, revisitar a Antígona de Sófocles não é sem consequências. O curso propõe problematizar em que medida o ethos trágico contribui para uma reflexão sobre os impasses do sujeito moderno, a partir da ética da psicanálise.



Pela rota de Marco Polo


Marco Polo percorreu a Rota da Seda no século XIII, maior rede comercial desde o Mundo Antigo. A intensa atividade nesse trajeto, de quase 7 mil quilômetros, ajudou no desenvolvimento de grandes impérios, como o Egito Antigo, além da região da Mesopotâmia e da cidade de Roma, com consequências até o nascedouro do mundo moderno. A Rota da Seda ligava o Oriente à Europa e incluía, entre outros países, as repúblicas que vieram a formar a Itália, a Pérsia, os países da Ásia Central, a China e a Índia. Em cinco encontros, vamos reconstituir a viagem realizada por esse mercador veneziano, destacando aspectos históricos e culturais das principais regiões por ele exploradas.



Escrita (re)criativa


O conceito de remix é simples: combinar ou editar material existente para produzir algo novo. No entanto, essa definição é tão ampla que, dentro da cultura remix, há distinções para procedimentos diferentes: há o mash-up, o sampler, o cut and past, o die-cut, a apropriação e a colagem. Todos eles, porém, têm sua base no ato de selecionar partes de um material para acrescentá-las ou retirá-las tendo em vista uma nova versão final. Na música, no cinema e na pintura, a composição, a montagem e a colagem são procedimentos comuns. Mas, na literatura, a remixagem permanece um tabu. Escritores podem ser vistos como sampling machines ou DJs de palavras? Misto de oficina prática de “escrita (re)criativa” e reflexão sobre a teoria e a prática do remix, o curso problematiza noções do senso comum, como autoria, originalidade e propriedade.



Um olhar para a China através da cultura, da filosofia e da literatura


Conhecida como o império do meio, a China é um país que há menos de 200 anos tinha 50% do PIB mundial. Agora, o país parece voltar, aos poucos, à antiga pujança, depois de um crescimento vertiginoso nas últimas décadas. Será que o capitalismo funciona melhor sobre os fundamentos de uma economia rigorosamente planejada do que debaixo de um Estado mínimo? Maior parceiro comercial do Brasil, a China ainda é pouco conhecida por aqui. Esse curso pretende abordar obras fundamentais escritas por chineses, como Lao-Tsé e Sun Tzu, e também a China, como os passeios estrangeiros de Marco Polo nas Viagens maravilhosas e de Kafka. E finaliza discutindo a literatura que recentemente deu ao mundo dois Prêmios Nobel e continua vinculada àquilo que marca culturalmente a China.



A fotografia contemporânea na arte, no jornalismo, na publicidade e na tecnologia


Encontro com quatro grandes fotógrafos brasileiros que farão uma análise das imagens em diferentes campos da visualidade em conversas com o professor, crítico de arte e curador Mauro Trindade. Rogério Faissal, da renomada Agência Tyba e com exposições na Caixa Cultural e Biblioteca Nacional, tratará de publicidade; Zeka Araújo, criador do Núcleo de Fotografia da Funarte, discutirá jornalismo e novas mídias; Ana Stewart, fundadora da Galeria da Gávea e artista cuja obra integra, entre outras coleções, a Maison Européenne de la Photographie, falará sobre fotografia e mercado de arte; Renan Cepeda, com 22 exposições individuais e mais de 20 coletivas em Tóquio, Amsterdã, Nova York e Paris, além do Brasil, apresentará a fotografia invisível obtida por infravermelho e light painting.



Jusnaturalismo X positivismo jurídico no direito internacional


Quem define o que são os direitos humanos? Eles são verdadeiramente universais ou dependem de fatores culturais e históricos? Faz sentido forçar um Estado soberano a respeitar os direitos humanos de seus habitantes? Pode um país poderoso intervir militarmente em outro para depor um governo que viola os direitos de sua população? Qual seria a solução justa? A partir de duas tradições opostas, o jusnaturalismo e o positivismo jurídico, o curso pretende responder a essas e outras questões, alimentando o debate entre lei, direito e justiça.



O Livro das mil e uma noites


Sherazade, Simbad, Aladim, o Gênio da Lâmpada, Ali Babá... São muitos os personagens que se tornaram eternos a partir do Livro das mil e uma noites, conjunto de contos proferidos por uma legião de narradores anônimos dos mundos árabe e persa. Essas histórias formam um labirinto narrativo que nos remete a magia, seres fantásticos, lugares exóticos, paixões e intrigas. Para além disso, representam um rico registro da cultura oriental e de uma época em que a tradição oral era capaz de reunir homens, mulheres e crianças que, assim como o sultão Shariar, estavam ávidos para saber o fim de uma boa história.

Nesta aula, o professor e tradutor Mamede Mustafa Jarouche apresenta o Livro das mil e uma noites, uma das mais fascinantes obras literárias da humanidade, contextualizando sua criação e explicando sua importância.

   



Coreia do Norte: os bastidores do Estado secreto


A Coreia do Norte é um dos países mais isolados do mundo. Para se ter uma ideia, um norte-coreano não tem acesso a e-mails, a Google, a redes sociais. Não tem autorização para enviar cartas pessoais ao exterior. Toda informação que entra ou sai do país é controlada pelo governo, comandado desde 1948 pela dinastia Kim. Seu mais jovem líder, Kim Jong-un, mantém o culto à personalidade e o forte militarismo praticados por seu avô e pai. Agora, ele enfrenta uma ameaça a seu poder mais forte que as armas: a permeabilidade cada vez maior da cultura através da tecnologia.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos TV, realiza um ciclo com sessões de documentários seguidas de um bate-papo relacionado ao tema. Nessa edição, será exibido o documentário Coreia do Norte: bastidores do Estado secreto, dirigido por James Jones. Depois, o fotógrafo Leo Aversa, um dos poucos jornalistas brasileiros a conseguir entrar no país, faz um relato das suas impressões sobre esse pouco conhecido lugar.



Feira Moderna 8: Faça você mesmo, versão 2.0


O Movimento Maker começa a ganhar força no Brasil. Trata-se de uma extensão mais tecnológica e técnica da cultura do Faça-Você-Mesmo ou, em inglês, Do-It-Yourself. Essa cultura moderna tem em sua base a ideia de que pessoas comuns podem construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com as próprias mãos. O Brasil já tem uma tradição nessa área, afinal, somos o país da “gambiarra”. Com o acesso cada vez mais fácil e barato a ferramentas dos mais variados tipos e com uma explosão de informações sobre tecnologia e técnicas acontecendo na internet, o Movimento Maker já conta com espaços e comunidades (virtuais e presenciais) específicos, incluindo escolas em várias cidades brasileiras.



Uma escrita entre a ficção e a realidade


Para um encontro em parceria com a editora Boitempo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe - com imenso prazer - o autor cubano de livros como Pasado Perfecto, Máscaras e Adiós Hemingway. Em pauta, outro encontro singular - o das narrativas ficcionais próprias do gênero policial com retratos atentos da cultura e da sociedade, através de um investigador de polícia que sonha ser escritor. Ninguém melhor para propor uma reflexão sobre o tema que o próprio Leonardo Padura.

 



Segall e Portinari - os dois pintores de Mário de Andrade


Lasar Segall e Candido Portinari figuravam, entre as décadas de 20 e 40, como os mais relevantes pintores no panorama cultural brasileiro. Tanto o lituano radicado no Brasil quanto o paulista de Brodowski compartilhavam a profunda admiração e amizade do escritor Mário de Andrade, artífice e protagonista da arte moderna no Brasil, e foram os melhores tradutores do ideal de artista proposto pelo autor de Macunaíma.

No ano em que a morte de Mário de Andrade completa 70 anos, a CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com os Museus Castro Maya, apresenta uma série de dois encontros: no primeiro, Anna Paola Baptista, curadora da exposição Mário de Andrade e seus dois pintores – Lasar Segall e Candido Portinari, em cartaz no Museu Chácara do Céu, fala sobre esses três importantes autores de nosso cenário artístico. No segundo, será realizada uma visita guiada à mostra, que, por meio de 50 obras, lança um olhar sobre Segall e Portinari através da lente da crítica da arte de Mário de Andrade. A exposição seguirá depois para o Museu Lasar Segall, em São Paulo, onde será inaugurada em 8 de agosto. Este encontro inclui o transporte até o Museu, saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO. 



Picasso, um artista fundamental


Personagem dos mais destacados do século XX, Pablo Picasso teve uma das mais múltiplas e extensas trajetórias artísticas de sua geração. Foi capaz de reinventar-se inúmeras vezes dentro de sua própria obra, transitando, nas artes plásticas, pelo figurativo, pelo cubismo, pelo expressionismo, que serão analisados nas duas primeiras aulas deste curso.

A terceira aula, realizada em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil, será uma visita guiada exclusiva, às 18h, à exposição Picasso e a modernidade espanhola. Apresentando 90 obras do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, a exposição, com curadoria de Eugenio Carmona, acompanha a produção de Picasso até chegar à realização de Guernica, bem como aborda a relação do pintor com outros mestres da arte espanhola como Miró, Dalí, Gris, entre outros.



Uma viagem à arte da China


Este curso oferece um panorama sobre a arte na China e seus conceitos particulares. Por meio de uma viagem virtual por diferentes regiões do Império do Meio, em quatro aulas fartamente ilustradas, será mostrado o caminho dessa arte milenar, que passa pelo papel, caligrafia, pintura, escultura, porcelana, entre outros gêneros, e que, hoje, ocupa local de destaque no cenário da arte contemporânea.



Jovens, quem são eles?


Os vários jovens e suas tribos. Discursos múltiplos, enfrentamento, poder de consumo. As muitas faces das juventudes contemporâneas, suas bandeiras, conflitos geracionais e expectativas são alguns dos temas que este curso se propõe a tratar. É só no século XX que o jovem surge enquanto protagonista no cenário mundial: dono de uma voz própria, identidade e poder de consumo. A partir deste momento, nasce um novo jovem: consumidor, autor e produtor de cultura. Afloram novas culturas juvenis, que passam a encontrar novos espaços, consolidando-se de forma cada vez mais irreversível. Traçando um percurso histórico, o curso fará uma reflexão sobre a geração de 1968 e os protestos que atingiram a Europa e as Américas, movimentos estes que representaram o auge deste protagonismo e enfrentamento.



Leis da arte


O mercado de arte vem se desenvolvendo com vigor mundo afora e, no Brasil, passamos por uma evolução significativa nos últimos anos. Para se ter uma ideia, em 2012 as negociações nesse meio tiveram crescimento de 22,5% no país – o que então correspondia a três vezes a média mundial. Ainda assim, há uma defasagem entre a prática cotidiana e o que a lei prevê. Quais os papéis, os direitos – e também as obrigações – de artistas, colecionadores, expositores e leiloeiros? E dos herdeiros? O que versa a lei sobre falsificações? E reproduções?

A partir de casos emblemáticos e atuais de disputas no meio artístico, serão examinados os direitos básicos, morais e patrimoniais dos artistas, como os de integridade da obra e de sequência e sucessão, bem como os direitos daqueles que adquirem e expõem quadros, fotografias e esculturas.



Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang, de Walter Salles


Jia Zhang-ke é considerado o maior realizador do novo cinema chinês. Para o influente jornal Le Monde, ele é hoje o maior cineasta em atividade em todo o mundo. Ainda jovem, conseguiu retratar as complexas transformações ocorridas na China de forma aguda e poética. Jia Zhang-ke mostra como ninguém a passagem da adolescência para a idade adulta, e a crise de seus personagens se confunde com uma crise de identidade maior, a de uma cultura milenar que sofre agora os efeitos da globalização. Entre seus admiradores está o diretor brasileiro Walter Salles, que lança agora o documentário Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang, obra que acompanha o cineasta chinês por sua cidade natal no norte da China, lugar que também serviu de locação para seus três primeiros longa-metragens.

Aproveitando a estreia de Jia Zhang-ke, um homem de Fenyang no circuito nacional, oferecemos uma imersão na história da China, de Zhang-ke e no documentário de Walter Salles com um dia de exibição e bate-papo sobre o filme no Espaço Itaú de Cinema, e uma conversa exclusiva com o diretor na Casa do Saber Rio O Globo.



ciclo Casa Cor - Tecnologias e novas subjetividades


Como andam os relacionamentos nesses tempos de redes sociais? Dadas as urgentes e variadas formas de conexão, nos encontramos mais ligados ou mais afastados? Nesse encontro, propomos uma análise do papel das novas tecnologias em nossa cultura, e como, a partir delas, foram produzidas novas subjetividades e novas maneiras de lidarmos com nós mesmos e com o outro.

Esta aula acontece no espaço LAB Z, by GT, em uma parceria da Casa do Saber Rio O Globo com a LZ Studio. A 25ª edição da CASA COR RIO acontece na Vila Aymoré - Ladeira da Glória, no 26 - Glória. A compra deste encontro não garante o ingresso de entrada para a CASA COR RIO.



Tapetes persas, perfumes orientais


“Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei/ Lá tenho a mulher que eu quero/ Na cama que escolherei.” Os versos de Manuel Bandeira dão o tom de uma viagem filosófica, cultural e literária que tem imagens de sonho e pretende destrinçar a Turquia e a antiga Pérsia, atual Irã. Ao longo do curso, descobriremos que Homero talvez tenha sido turco, conheceremos Sanliurfa, com a Bíblia de Abraão, e também os fundamentos ancestrais de conflitos geopolíticos que se estendem até hoje e se mostram cada vez mais acirrados. Depois passearemos pelo Corão e pela filosofia de Nietzsche, passando pela magia de As mil e uma noites até chegar às obras de alguns dos maiores poetas da história da literatura universal, os persas Omar Khayyam, Rumi, Hafiz e Firdusi.



Direitos humanos e justiça


Quem define o que são os direitos humanos? Eles são verdadeiramente universais ou dependem de fatores culturais e históricos? Faz sentido forçar um Estado soberano a respeitar os direitos humanos de seus habitantes? Pode um país poderoso intervir militarmente em outro para depor um governo que viola os direitos de sua população? Qual seria a solução justa? A partir de duas tradições opostas, o jusnaturalismo e o positivismo jurídico, o curso pretende responder a essas e outras questões, alimentando o debate entre lei, direito e justiça.



Inhotim - Arte contemporânea em Minas Gerais


HIGHLIGHTS - O maior museu de arte contemporânea a céu aberto da América Latina
- Orientação e acompanhamento da especialista Denise Gadelha
- Jardim botânico com quase 100 hectares de paisagens exuberantes
- Esculturas de grande porte
- Pavilhões monográficos (dedicados a projetos de um só artista)
- Galerias coletivas com exposições temporárias
- Grandes nomes da arte contemporânea brasileira e internacional



The Rolling Stones - 50 anos de Satisfaction


Há 50 anos, (I Can’t Get No) Satisfaction estourou nas rádios do Brasil e do mundo. Mais do que mera canção, representou um libelo da contracultura dos anos 60 e uma tradução da essência artística dos Rolling Stones. Porém, não foi nada fácil a trajetória desse grupo de jovens ingleses apaixonados pela música negra norte-americana que recebeu epíteto de “a maior banda de rock’n’roll do mundo”. O clichê “sexo, drogas e rock’n’roll” revela apenas uma visão superficial dos hoje setentões Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood. Do blues elétrico de Chicago aos batuques brasileiros, a saga dos Rolling Stones continua produzindo fagulhas. Uma banda que se recusa a morrer.



A judicialização da política e a politização da Justiça


"A pessoa passa a ser chamada de excelência todos os dias. Daqui a pouco, começa a acreditar que é mesmo". A frase foi proferida certa vez pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. Primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na história e conhecida por dispensar as regalias inerentes à sua posição, a ministra vem à CASA DO SABER RIO O GLOBO para propor uma reflexão sobre a judicialização da política, bem como sobre o outro lado da sua moeda: a politização da Justiça.

O significado cultural do Poder Judiciário tem passado por uma mudança profunda no Brasil nos últimos anos. São sinais dessa transformação o protagonismo adquirido pelo STF e a participação cada vez mais efetiva da sociedade nos debates ali construídos - debates, muitas vezes, próprios da esfera política, como a demarcação de terras indígenas, o casamento homoafetivo, o aborto de anencéfalos, as pesquisas com células-tronco, entre outros. Essa interação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o uso dos tribunais como ferramentas do jogo político, a alta midiatização dos julgamentos e suas consequências, serão alguns dos temas abordados nesse encontro. Um guia mais do que necessário para pensar que Justiça queremos.



Entre totens e tatuagens - explorando a cultura e a história Maori


Totens que comemoram o passado, tatuagens faciais que refletem posições sociais. O que uma cultura tão distante quanto a Maori tem a nos ensinar? Provenientes da Polinésia e última comunidade a ser influenciada pelos europeus, os Maori correspondem hoje a 15% da população da Nova Zelândia, país considerado o mais socialmente progressista do mundo, com esforços constantes para a integração de seu povo nativo e a valorização de suas tradições.

Por ocasião da exposição Tuku Iho/ Legago Vivo Maori – que chega ao Rio de Janeiro em outubro com uma combinação de peças de arte e apresentações ao vivo de danças, cantos e tatuagens Maori –, seu curador, Karl Johnstone, estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO para falar sobre os Maori. Na pauta, assuntos como a imigração e a adaptação da comunidade na Nova Zelândia, o contato com o colonizador e o Cristianismo, a evolução cultural dos Maori e sua prosperidade nos dias atuais, os conflitos na comercialização de seus produtos culturais e o papel das artes. O bate-papo contará com a participação da professora Christine Nicolaides, que esteve recentemente na Nova Zelândia e poderá discorrer sobre o país a partir de um ponto de vista brasileiro.



Quem é você, Brasil?


A história pode ser contada por grandes feitos e datas, mas também por meio de imagens que, do século XX à atualidade, mostram como o Brasil é. Afinal, conforme escreveu Fernando Pessoa, “o que vemos não é o que vemos, mas o que somos”. E como somos nós, brasileiros? Por que agimos desta ou daquela maneira? O que podemos absorver desse passado cultural para utilizar em nossa vida cotidiana? Será que vemos corretamente nossa realidade?

O curso será ilustrado por centenas de imagens fotográficas que valorizam nossa herança cultural. Cada foto será dissecada em suas qualidades estéticas e seu momento histórico, em uma análise divertida sobre nosso jeito de ser, de amar, de se relacionar. São imagens que fogem do óbvio; e o curso propõe o mesmo — um certo descarrilamento nas ideias para conhecermos mais e melhor nossas raízes e comportamentos.



Amor, sexo e felicidade


A partir de pesquisas antropológicas realizadas com 5 mil homens e mulheres nos últimos 25 anos, o curso buscará debater questões surgidas da comparação entre os dados levantados no Brasil com os de outras culturas. A ideia é tentar compreender as diferenças entre visões, comportamentos e valores presentes em gerações distintas, com destaque para a importância da liberdade e da felicidade. Pretende-se ainda aprofundar a discussão sobre a distância entre o discurso e o comportamento efetivo das pessoas em relação a valores como casamento, sexualidade, fidelidade, intimidade, corpo e envelhecimento.



Cerveja artesanal - Estilos e harmonizações


A cultura da cerveja artesanal é um fenômeno no Brasil e no mundo. Vivemos o renascimento da produção caseira, da fabricação em menor escala e da criação de novos estilos. Temos hoje uma diversidade de marcas que produzem extensos portfólios de cervejas com diferentes perfis sensoriais, ao contrário do que experimentaram nossos avós. Como saber, então, que cerveja vai agradar diante de uma gôndola com centenas de rótulos nacionais e importados? E mais: como essa cerveja vai se comportar com os pratos dos quais você mais gosta? Para entender a diferença entre os diferentes tipos e aprender a casar bebida e comida com perfeição, o curso apresenta os principais estilos produzidos no Brasil e suas harmonizações por meio de degustações harmonizadas.

O último encontro, no sábado, será uma ida à cervejaria artesanal Noi, em Niterói, com visita à fábrica, almoço harmonizado e bate-papo com o mestre cervejeiro.



Café com ciência


O café é a segunda bebida mais consumida no Brasil, perdendo apenas para a água. Presente em 98% dos lares brasileiros, é parte fundamental da nossa cultura, dos nossos hábitos e da nossa história. Mas, afinal, o nosso cafezinho de todo dia faz bem à saúde? Qual a dose máxima recomendada por dia? Os diferentes processamentos influenciam a qualidade da bebida? Os variados métodos de preparo influenciam a quantidade de cafeína? Essas e outras questões serão abordadas nessa aula, seguida por uma degustação.



A solidão e a psicanálise


Vivemos guiados pela expectativa de felicidade. Diante do que nos falta, idealizamos um encontro pleno, na companhia de algo ou alguém que possa nos completar. Mas há, em nossa gênese, uma solidão fundamental, presente ao longo dos séculos, e que a cultura contemporânea insiste em recusar em prol de um ideal de bem-estar. Por que será que as tantas opções, estratégias diversas para nos livrar da solidão, terminam por acentuá-la? Esse curso abordará os conceitos psicanalíticos que concernem à noção de solidão, ressaltando suas implicações cotidianas para o sujeito moderno.



Leituras do Brasil através da música e do futebol - Parte 1


O jogador de futebol é o pop star do século XXI? Onde estarão os novos Princes, Bowies e Jacksons? Por que o Brasil ainda não compreendeu os motivos concretos que o levaram a ser derrotado por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014? A música hoje não tem a mesma importância que tinha nos anos 50, 60, 70 e 80? E nosso futebol? Tem futuro? E a música brasileira é um espelho de nossa realidade? Música e futebol: dois assuntos que há décadas edificam a alma da nação brasileira, que elucidam o universo de nossa identidade cultural. Por meio deles é possível compreender o que se passa em nosso país? Valendo-se deste dois temas como veículos, realizaremos uma leitura profunda, cuidadosa e criativa do Brasil de hoje e de ontem.

Charles Gavin e Arthur Dapieve recebem Andre Rizek, Tárik de Souza, Fausto Fawcett, Leo Jaime, David Butter e Tim Vickery para um bate-papo onde acontecimentos, dados, opinões e reflexões sobre o mundo do futebol e da música se entrelaçam, se fundem, montando um painel real de nosso passado e de nossa época atual.    



As fabulosas fábulas de La Fontaine


Em menos de 30 anos, Jean de la Fontaine versificou 243 fábulas. Para realizar essa proeza, inspirou-se em textos greco-latinos e em obras de grandes autores, como Esopo, Fedra, Tito Lívio, Horácio, Hipócrates, mas também no escritor italiano Laurentius Abstemius e na cultura indiana. Após mais de três séculos, suas fábulas continuam a ser reconhecidas como alguns dos relatos mais bem-acabados da língua francesa.



Átomos, quanta e bits - a tecnologia bilionesimal


As últimas décadas foram marcadas por um sem-número de inovações técnicas cuja capacidade e variedade crescem de modo exponencial. Consequências dos avanços na compreensão da constituição e do comportamento dos sistemas materiais criados a partir da Revolução Científica do início do século XX, essas novas tecnologias baseiam-se na manipulação de unidades elementares de materialidade (os átomos), de atividade (os quanta) e de organização (os bits). Os desenvolvimentos previstos para os próximos anos apontam para uma exploração de domínios inéditos de atuação sobre a realidade natural. O objetivo do encontro é debater algumas das potencialidades dessas tecnologias inovadoras e seus possíveis efeitos econômicos, ambientais e culturais.
 



Clássicos em três tempos


Pode soar paradoxal, mas neste novo século os modelos clássicos vêm exercendo uma força de atração cada vez maior. O declínio do socialismo real e das revoluções culturais do final dos anos 60 e 70 levou para o primeiro plano conceitos e questões das tradições clássica e renascentista. Assim, palavras-chave dessa tradição, como “democracia”, “cidadania”, “utopia”, “tolerância” e “liberdade de consciência”, voltam para o centro do debate e estimulam nossa reflexão.

Os clássicos examinados nesse curso possuem uma longa linhagem, oriunda da Grécia Antiga e da Roma republicana e cristã. Trata-se de reflexões e de personagens retomados e atualizados na Época Moderna que fornecem conteúdos e métodos pertinentes em nosso tempo presente. Esse itinerário intelectual se desdobra em quatro percursos: a Veneza de Ticiano; a Londres de Thomas More; a Antuérpia de Erasmo e a Genebra de Calvino e Castellion.



Leituras do Brasil através da música e do futebol - Parte 2


O jogador de futebol é o pop star do século XXI? Onde estarão os novos Princes, Bowies e Jacksons? Por que o Brasil ainda não compreendeu os motivos concretos que o levaram a ser derrotado por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014? A música hoje não tem a mesma importância que tinha nos anos 50, 60, 70 e 80? E nosso futebol? Tem futuro? E a música brasileira é um espelho de nossa realidade? Música e futebol: dois assuntos que há décadas edificam a alma da nação brasileira, que elucidam o universo de nossa identidade cultural. Por meio deles é possível compreender o que se passa em nosso país? Valendo-se deste dois temas como veículos, realizaremos uma leitura profunda, cuidadosa e criativa do Brasil de hoje e de ontem.

Charles Gavin e Arthur Dapieve recebem Andre Rizek, Tárik de Souza, Fausto Fawcett, Leo Jaime, David Butter e Tim Vickery para um bate-papo onde acontecimentos, dados, opinões e reflexões sobre o mundo do futebol e da música se entrelaçam, se fundem, montando um painel real de nosso passado e de nossa época atual.



Leituras do Brasil através da música e do futebol - Parte 3


O jogador de futebol é o pop star do século XXI? Onde estarão os novos Princes, Bowies e Jacksons? Por que o Brasil ainda não compreendeu os motivos concretos que o levaram a ser derrotado por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014? A música hoje não tem a mesma importância que tinha nos anos 50, 60, 70 e 80? E nosso futebol? Tem futuro? E a música brasileira é um espelho de nossa realidade? Música e futebol: dois assuntos que há décadas edificam a alma da nação brasileira, que elucidam o universo de nossa identidade cultural. Por meio deles é possível compreender o que se passa em nosso país? Valendo-se deste dois temas como veículos, realizaremos uma leitura profunda, cuidadosa e criativa do Brasil de hoje e de ontem.

Charles Gavin e Arthur Dapieve recebem Andre Rizek, Tárik de Souza, Fausto Fawcett, Leo Jaime, David Butter e Tim Vickery para um bate-papo onde acontecimentos, dados, opinões e reflexões sobre o mundo do futebol e da música se entrelaçam, se fundem, montando um painel real de nosso passado e de nossa época atual.



Dilemas éticos da atualidade


A atual condição da cultura acarreta mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que trazem consigo questões filosóficas fundamentais. Para abordar cada assunto, procuraremos apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor as decisões e ações no tempo em que vivemos.



Feminilidades em Freud, Lacan e depois


Foram as mulheres que guiaram Freud na invenção da psicanálise. De início, ele pensava que masculino e feminino eram complementares, como os dedos da mão em uma luva. Mais tarde, constatou que a sexualidade feminina tinha especificidades. Lacan deu destaque à singularidade feminina, apontando o modo próprio de gozo das mulheres e sua inserção na cultura. Algumas dessas ideias têm sido criticadas pelas feministas e teóricas queer contemporâneas. Não seria interessante ouvir o que elas têm a dizer? Esse curso apresenta a psicanálise com relação às feminilidades – traça o percurso dessa investigação nas obras de Freud e Lacan e o confronta com as críticas que feitas na atualidade aos dois pensadores.



O sabor das ruas cariocas


A comida de rua é um bem cultural, um patrimônio valorizado em diversas partes do mundo. Os crepes das calçadas de Paris, os acarajés de Salvador, os hot-dogs de Nova York ou o falafel de Jerusalém já são considerados mais do que uma tradição. No Rio de Janeiro não é diferente. Aqui, uma legião de chefs produz bolinhos de bacalhau, pastéis, milhos, tapiocas, pães de queijo e tantas outras delícias da culinária brasileira. Esses quitutes, e tantos outros pelo mundo, têm o sabor da cultura local e nos identificam como parte de um todo social. Para falar sobre o assunto, Sérgio Bloch, idealizador do projeto Gastronomia de rua, e Inês Garçoni, jornalista especialista em gastronomia, convidam a Nega Teresa e a Nega do Caldo, duas chefs ambulantes com mais de dez anos de tradição nas ruas de Santa Teresa e do Rio Comprido, para bater um papo saboroso sobre comida de rua. Os encontros terão uma pitadinha de história da alimentação e, de quebra, uma degustação de dar água na boca ao fim de cada encontro.



Frida Kahlo - vida, arte e memória


Personalidade, identidade, tempo histórico e o processo criativo de Frida Kahlo se conectam e resultam em uma das personagens mais influentes da cultura latino-americana. Uma grande referência da pintura moderna mexicana que alcança o lugar de uma das artistas da primeira metade do século XX mais conhecidas no Ocidente, extrapola o campo da arte e vira uma espécie de mito. Como entender esse fenômeno através da sua vida, obra e memória?

Em ocorrência da exposição Frida Kahlo — Conexões entre mulheres surrealistas no México, em cartaz na Caixa Cultural, a CASA DO SABER RIO O GLOBO faz uma série de dois encontros: no primeiro, a historiadora Nataraj Trinta fala sobre a temática da mostra através da biografia de Frida Kahlo, da análise de suas obras, de sua indumentária e de seus documentos privados. No segundo, será realizada uma visita à exposição com acompanhamento da professora. Este encontro inclui o transporte até o museu, saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO.



Um percurso pelos museus do Rio


A cada mês, um museu carioca será explorado em dois momentos diferentes. No primeiro momento, na CASA, o artista plástico Franz Manata fala sobre a história, o formato e o conceito do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), do Museu de Arte Moderna (MAM), do Museu de Arte do Rio (MAR) e do Instituto Moreira Salles (IMS). No segundo, a turma realizará uma visita guiada a cada um desses espaços para discutir a proposta de diferentes exposições previamente trabalhadas em aula. A primeira instituição abordada será o CCBB, com visita guiada à exposição Guilherme Vaz – Uma fração do infinito, com curadoria assinada por Franz Manata.

*A ordem das instituições abordadas nas aulas seguintes e as exposições que receberão a visita guiada poderá sofrer alterações.

HORÁRIOS:
QUINTAS, ÀS 20H (CASA DO SABER)
QUARTAS, ÀS 18H (nos museus)



A medicalização da existência


O consumo de remédios para ansiedade e depressão apresentou aumento progressivo nos últimos 20 anos. Em que pese a prescrição necessária e benéfica desses medicamentos para certas condições psíquicas, seu uso crescente deve-se, segundo pesquisadores, à expectativa de que eles possam resolver todos os problemas, “aliviando e trazendo felicidade”. É o que se convencionou chamar de medicalização das emoções cotidianas, que, apesar de provocarem mal-estar e sofrimento, são inerentes à condição humana.

Nessa palestra, serão abordados aspectos históricos, culturais, psiquiátricos e psicanalíticos que levaram a modificações na percepção subjetiva do uso de psicotrópicos. Também se examinarão as repercussões da medicalização entre os profissionais da área e entre o público em geral.



Al Capone: vilão ou anti-herói?


Ele já foi nomeado o homem mais importante do ano pela revista Time de 1929, ao lado de personalidades como Albert Einstein e Mahatma Gandhi. Inspirou diretores de cinema da magnitude de Federico Fellini e atores como Robert De Niro e Al Pacino. Seus trajes ainda hoje têm impacto no mundo da moda, enquanto, na música, suas boates clandestinas serviram de ambiente ideal para o florescimento do jazz e o despertar de artistas como Louis Armstrong, Anita O’Day e Billie Holiday. Aquele que era para ser um típico filho de imigrantes italianos perdido no mundo do crime acabou se tornando um dos ícones da cultura dos Estados Unidos. Expulso da escola por ter agredido a professora e conhecido por uma cicatriz na bochecha, Al Capone desafia nosso julgamento ao ser, ao mesmo tempo, objeto de censura e admiração.

Sua biografia é o tema do documentário Al Capone: um ícone americano (Al Capone: Icon), dirigido por Danielle DiStefano e Danielle Gervais. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com a roteirista Maria Clara Mattos sobre o impacto da figura do criminoso no imaginário social.



Palestina, origens do conflito


Até a metade do século XIX, mais de 400 mil muçulmanos, 60 mil cristãos e 20 mil judeus viviam na região da Palestina em relativa harmonia. Como esse lugar tão fértil em cultura e diversidade virou o cenário bélico e aparentemente insolúvel que vemos nos dias de hoje? Indo de encontro à visão que considera o conturbado período da década de 1920 como a origem do conflito Israel-Palestina, uma nova perspectiva examina o crescimento de forças sociais divergentes na região antes da Segunda Guerra Mundial, quando árabes e judeus ainda compartilhavam o mesmo espaço como otomanos.

Esse é o tema do documentário 1913: Seeds of conflict, dirigido por Ben Loeterman. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com a historiadora Monique Sochaczewski.



De Gutenberg ao e-book


Desde que a imprensa de Gutenberg revolucionou a história da cultura ocidental no século XV, com a impressão de pouco mais de cem Bíblias, a maneira como produzimos, reproduzimos e consumimos livros passou por diversas transformações até chegar aos formatos digitais, às obras criadas por meio de redes sociais e aos chamados mash-ups literários.

Como as leis vêm acompanhando tais mudanças? Quais os papéis, os direitos – e também as obrigações – de autores, editores e leitores? Como fica a questão da herança de licença no caso dos livros eletrônicos? Esses e outros assuntos controversos serão examinados nesse encontro, que propõe uma análise da evolução das leis na história da produção editorial.



Irashaimase, saquê


Por trás da média dos 14 a 16º graus alcoólicos que caracteriza a bebida mais famosa do Japão, o saquê envolve em sua produção e consumo a história de uma cultura milenar. Tendo a água e o arroz como seus únicos ingredientes originais, a bebida conta hoje com aproximadamente 1.100 fabricantes e recorde de consumo em diversos países, como EUA, Austrália, Canadá e outros. No Brasil, não é diferente e o fermentado de arroz está conquistando cada vez mais o gosto dos cariocas e parece ter vindo para ficar.

Para conhecermos um pouco mais desse universo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Eduardo Preciado, dono de conceituados restaurantes japoneses do Rio de Janeiro, para um delicioso bate-papo seguido de degustação.



Feira Moderna 10: Games, movimento maker e ficcção científica


Para comemorar os dez anos da CASA DO SABER RIO O GLOBO e a décima edição da série Feira Moderna, o jornalista Beto Largman vai contar com a presença de alguns dos convidados das edições mais concorridas do evento até hoje. Já há alguns anos os jogos eletrônicos desbancaram o cinema e outras áreas do setor de entretenimento, tornando-se a que mais fatura no mundo: a tecnologia desenvolvida para os games está presente em áreas tão distintas quanto treinamento, medicina e educação.

O pesquisador e roteirista Arthur Protasio vai explicar como se deu essa espetacular evolução, tanto da parte técnica quanto do mercado de games. Marcela Sabino, diretora do Laboratório de Atividades do Amanhã do Museu do Amanhã, abordará temas como a cultura maker e seus desdobramentos e o impacto dos avanços tecnológicos – como inteligência artificial, internet das coisas, robótica e fabricação digital – na sociedade. Em sua participação, o neurocientista Stevens Rehen analisará, junto com a plateia, a tecnologia descrita em alguns dos filmes de ficção científica mais marcantes de todos os tempos. Enquanto algumas já fazem parte do nosso dia a dia, outras ainda estão bem distantes de se tornarem realidade.



Uma história do Irã


O curso propõe uma leitura sobre a história do Irã, partindo da conquista árabe, no século VII, até o início da chamada modernidade, no século XIX. Em quatro aulas, serão apresentados processos históricos e culturais que moldaram a sociedade iraniana, com destaque para a dinastia Safávida (XVI-XVIII), que deu início à conversão do Irã ao xiismo. Serão também examinadas as transformações ocorridas no período Qajar, em 1785, com crescente influência europeia.



A intolerância em debate


Alerta de segurança máximo é o novo normal nos países europeus, sob constante ameaça de novos atentados. Nos Estados Unidos, o medo faz parte da vida cotidiana e envenena a política. Guerras, terrorismo e extremismo disseminam o ódio, levam ao êxodo milhões de pessoas em busca de um pouco de paz e provocam a radicalização na política interna de diversos países. O Brasil não escapa desse cenário: aqui também pipocam conflitos religiosos e políticos, com demonstrações explícitas de racismo e preconceito social. Tem havido aumento da intolerância? Por quê? O que aconteceu com a política da tolerância construída na Europa dos direitos humanos e no multiculturalismo americano? Esse é o tema abordado nesse ciclo por pensadores contemporâneos, que podem nos ajudar a fugir das armadilhas da intolerância.



A Geração Beat


Eles se conheceram em Nova York no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Rompendo com os costumes puritanos da época em sua busca por autoconhecimento, experimentaram o caminho do sexo e das drogas, revolucionaram a literatura mundial e influenciaram o comportamento de gerações. Por trás dos livros Uivo (Ginsberg, 1956), Pé na estrada (Kerouac, 1957) e O almoço nu (Burroughs, 1959), está a amizade de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs, três autores que acabaram se tornando ícones de um dos mais importantes movimentos de contracultura do século XX: a Geração Beat.

A amizade entre esses três jovens e suas reverberações são o tema do documentário A influência da Geração Beat (Beat Generation), dirigido por Xavier Villetard. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição do filme seguida de um bate-papo com Arthur Dapieve.



O lugar do corpo da mulher


Espaço de controle social, o corpo da mulher pode ser considerado um campo de batalha, pois reflete as tensões e os sofrimentos da busca por um ideal de beleza disciplinado e, muitas vezes, irreal. Por mais elásticas que sejam as fronteiras políticas, sociais e culturais, é cada vez mais imperativo que se discutam novos caminhos para que a mulher se aproprie de seu corpo e consiga construir uma relação saudável com a autoimagem.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO convida uma nutricionista com experiência no atendimento de mulheres e uma socióloga com experiência na defesa dos direitos das mulheres para um diálogo sobre as possibilidades do corpo feminino. Serão discutidas as relações entre corpo, gênero e poder em perspectiva histórica e as relações entre corpo e sociedade.



As imagens, as palavras e as coisas


Este encontro propõe uma reflexão sobre a nossa percepção do real - o olhar o mundo mediado pelos sentidos e cultura, com suas classificações imagéticas. Como construímos o real com janelas, recortes e molduras; o lugar da verdade ou a busca de imagens arquetípicas; e como o homem se representa e se imagina desde a invenção da escrita, passando pelo corte cartesiano até a modernidade, inclusive a quebra de paradigmas com o surgimento do cinema, a "imagem viva". Quais os novos balizamentos cinéticos/imagéticos? E as novas perspectivas tecnológicas? Quais os novos desbravamentos estéticos? E qual será a próxima "lente" do olhar?



EDUX PARA EDUCADORES
Lá e cá: a literatura infantil contemporânea no Brasil e em Portugal


O EDUX é o ponto de encontro de todos aqueles que lidam com a infância. Professores, mães, assistentes sociais, arte-educadores, bibliotecários, escritores, ilustradores, psicólogos, fonoaudiólogos, pesquisadores, dentre tantos outros profissionais terão uma programação especial em nosso espaço, uma parceria da CASINHA DO SABER com o LER Instituto.

Além de falarem a mesma língua, Brasil e Portugal estão conectados por suas literaturas. Apesar de distintas, elas têm estreitado seus laços através da produção infantojuvenil. Crianças brasileiras e portuguesas podem estar mais próximas e reconhecerem-se pertencentes à mesma contemporaneidade quando lá e cá podem ler os mesmos livros e, juntas, construir novas realidades através da mesma língua. Onde é o "lá" e onde é o "cá"? Sempre depende do referencial. Pois então que seja por Roger Mello, Catarina Sobral, Angela Lago, Afonso Cruz e Isabel Minhós. Autores e ilustradores unidos pela língua e culturas afins que apontam para a modernidade intercultural.    

Duração: 3 horas        



O que leva uma pessoa a justificar um estupro?


Há um mês, uma adolescente no Rio de Janeiro era vítima de um estupro coletivo, um caso que chocou o Brasil, o mundo e provocou uma série de reações. O crime veio à tona quando um vídeo em que a jovem aparecia nua, desacordada e com marcas de violência se tornou "viral" na internet e foi compartilhado em várias redes sociais, acompanhado muitas vezes por comentários depreciativos à vítima. Depois de uma investigação marcada por manifestações pedindo punição exemplar aos envolvidos, quatro homens foram denunciados pelo Ministério Público, e sete foram indiciados.

A repercussão do caso lançou luz a uma situação lamentável: no Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, segundo pesquisa mais recente, de 2014. Outros dados mostram que 70% das vítimas são crianças e adolescentes. No entanto, a subnotificação elevada de crimes dessa espécie - estima-se que apenas 10% dos casos chegam ao conhecimento da polícia - indica que essa estatística pode ser ainda mais alarmante. Apesar de as mudanças na legislação tipificarem o estupro como qualquer ato libidinoso praticado mediante violência ou ameaça, é forte a tentativa de culpabilização da vítima. Frases como "ela teve o que procurou", "mas ela estava alcoolizada", "mas ela era usuária de drogas", usadas muitas vezes em uma tentativa de relativizar o crime, apenas demonstram como um debate profundo sobre a nossa cultura, que banaliza a violência contra as mulheres, se faz cada vez mais urgente.

Para discutir esses e outros assuntos, a CASA DO SABER RIO O GLOBO, com apoio da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (Abenepi-RJ), convida a escritora Rosiska Darcy de Oliveira, o psiquiatra Ricardo Krause, presidente da Abenepi-RJ, e o jornalista Guilherme Ramalho, d'O Globo, que participou da cobertura do caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro.



Índia, arte e cultura


Com a benção de Ganesha, esse curso oferece um percurso pelas artes visuais, costumes, tradições e religiões da Índia, sobretudo na região do Rajastão. Em quatro aulas fartamente ilustradas, será feita uma viagem virtual pelos vários templos, palácios – entre eles, o Taj Mahal – deste país de tantos contrastes.



Pelos caminhos do Rio


Idealizado a partir da cronologia migratória que desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, este curso, que se desdobra entre aulas teóricas e práticas, descortina elementos da geografia, da história, da arquitetura, da religiosidade, das artes e da cultura cariocas, revelando aspectos muitas vezes invisíveis ao cotidiano.

O curso se dará em três aulas na CASA DO SABER RIO O GLOBO ao longo de três sextas-feiras, seguidas por passeios aos sábados, que terão de 2 a 3 horas de duração. Em cada um desses momentos, um Rio de Janeiro diferente será revelado: o Rio português, o Rio africano e o Rio árabe.



Manoel de Barros


“O brasileiro não lê poesia.” Parece frase feita, mas a afirmação se confirma, de maneira geral, pelos dados do mercado editorial, somados à dificuldade de se editar e de se fazer circular obras poéticas, de autores novos ou consagrados. É nesse aspecto que se encontra a peculiaridade do poeta cuiabano Manoel de Barros. Morto em 2014 com quase 100 anos de idade, o Poeta do Pantanal, como muitos o chamavam, foi um verdadeiro best-seller, chegando a vender mais de 1 milhão de cópias de livros inteiramente escritos na rubrica da imaginação e do delírio.

Manoel de Barros inspirou montagens teatrais, filmes experimentais, atores, cantores e vários profissionais da cultura e das artes, além de atingir significativo apelo popular. Em duas aulas, será proposta uma discussão sobre esse diferencial que levou Manoel de Barros a ser reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros contemporâneos, não apenas por seus pares, mas também por um público não especializado.



Quatro governantes que mudaram o Brasil


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).

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