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ENTRE O ROMANCE E A FILOSOFIA


Onde se localiza a fronteira entre literatura e filosofia? Platão escreveu tratados cheios de personagens e Nietzsche é considerado antes poeta do que filósofo por muitos. O romance O homem sem qualidades por acaso não é uma das maiores obras filosóficas do século XX? O romance filosófico é a filosofia com caráter lúdico, a metafísica com jogo de cintura, o tratado que sabe dançar, e mostra porque tantos pensadores discursaram secundariamente sobre a arte primária de tantos romancistas. O presente curso apresentará algumas obras decisivas, que mostram que o romance é território dos mais favoráveis para ilustrar a dimensão humana das grandes questões filosóficas, fazendo as idéias brilharem em um enredo com personagens em conflito e ensinando vida real e cotidiana através da ficção.  


Este curso será realizado no auditório da Livraria da Travessa do Shopping Leblon.
 



O QUE LEVA UMA PESSOA A JUSTIFICAR UM ESTUPRO?


Há um mês, uma adolescente no Rio de Janeiro era vítima de um estupro coletivo, um caso que chocou o Brasil, o mundo e provocou uma série de reações. O crime veio à tona quando um vídeo em que a jovem aparecia nua, desacordada e com marcas de violência se tornou "viral" na internet e foi compartilhado em várias redes sociais, acompanhado muitas vezes por comentários depreciativos à vítima. Depois de uma investigação marcada por manifestações pedindo punição exemplar aos envolvidos, quatro homens foram denunciados pelo Ministério Público, e sete foram indiciados.

A repercussão do caso lançou luz a uma situação lamentável: no Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, segundo pesquisa mais recente, de 2014. Outros dados mostram que 70% das vítimas são crianças e adolescentes. No entanto, a subnotificação elevada de crimes dessa espécie - estima-se que apenas 10% dos casos chegam ao conhecimento da polícia - indica que essa estatística pode ser ainda mais alarmante. Apesar de as mudanças na legislação tipificarem o estupro como qualquer ato libidinoso praticado mediante violência ou ameaça, é forte a tentativa de culpabilização da vítima. Frases como "ela teve o que procurou", "mas ela estava alcoolizada", "mas ela era usuária de drogas", usadas muitas vezes em uma tentativa de relativizar o crime, apenas demonstram como um debate profundo sobre a nossa cultura, que banaliza a violência contra as mulheres, se faz cada vez mais urgente.

Para discutir esses e outros assuntos, a CASA DO SABER RIO O GLOBO, com apoio da Associação Brasileira de Neurologia, Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (Abenepi-RJ), convida a escritora Rosiska Darcy de Oliveira, o psiquiatra Ricardo Krause, presidente da Abenepi-RJ, e o jornalista Guilherme Ramalho, d'O Globo, que participou da cobertura do caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro.



Nova economia, novos trabalhos


Com a nova economia, o avanço tecnológico e a onipresença da internet, vem um novo tipo de trabalho – em casa, descentralizado, mediado por aplicativos das mais variadas funções. Por um lado, a tecnologia auxilia a conexão entre clientes, profissionais e serviços, aproxima distâncias e acelera processos. Por outro, representa uma inevitável precarização do trabalho. Quais os impactos dessas mudanças?

Apoio acadêmico:      

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De Gutenberg ao e-book


Desde que a imprensa de Gutenberg revolucionou a história da cultura ocidental no século XV, com a impressão de pouco mais de cem Bíblias, a maneira como produzimos, reproduzimos e consumimos livros passou por diversas transformações até chegar aos formatos digitais, às obras criadas por meio de redes sociais e aos chamados mash-ups literários.

Como as leis vêm acompanhando tais mudanças? Quais os papéis, os direitos – e também as obrigações – de autores, editores e leitores? Como fica a questão da herança de licença no caso dos livros eletrônicos? Esses e outros assuntos controversos serão examinados nesse encontro, que propõe uma análise da evolução das leis na história da produção editorial.



É proibido proibir?


A tão mencionada crise de autoridade – verdadeiro novo sintoma da civilização – apresenta uma relação direta com a crise da função paterna. Esta se instituiu ao longo do século XX, com a mudança de status das mulheres nas sociedades pós-guerras, marcadas por seu ingresso no mercado de trabalho, pela ação dos movimentos feministas e, a partir dos anos 1960, pelo potencial liberador dos anticonceptivos. Nesse momento, a palavra do pai – a qual, por sua função interditora, enquadra e impõe limites ao desejo da criança – perdeu seu poder. A tal ponto que os movimentos político-sociais da época anunciavam claramente a nova era: Il est interdit d’interdire, entoavam os estudantes pelas ruas de Paris em Maio de 1968; É proibido proibir, cantava Caetano Veloso no mesmo ano, no Brasil.



CLUBE DA ÓPERA - MOZART, VERDI, PUCCINI, BOUBLIL E SCHÖNBERG


Há 400 anos, a música, o teatro e a dança se uniram na Itália para criar uma nova forma de arte: a ópera. O êxito foi imediato e ela se tornou o estilo musical preferido em todo o continente europeu. De lá para cá, o mundo passou por muitas mudanças, assim como a ópera. Após o Concerto nas Termas de Caracala, em 1990, o gênero renasceu e se popularizou e, ainda hoje, continua em processo de renovação na voz de grandes cantores, regentes e produtores.

​Em quatro encontros, às 15 horas, vamos analisar os fenômenos da ópera na atualidade, de Maria Callas a Jonas Kaufmann. Um curso para apaixonados pelo tema e para quem pretende se iniciar no gênero.



Para onde vai a economia do Brasil?


Em que pé se encontra a economia do Brasil? Quais os reflexos das mudanças na política econômica nos últimos dez anos? Que avanços e retrocessos obtivemos? E quais são as perspectivas? Essas e outras questões serão abordadas pela economista e advogada Elena Landau em sua avaliação da economia brasileira.

Apoio acadêmico:



POLIAMOR - PARA ENTENDER OS NOVOS CONCEITOS DE FAMÍLIA


No final de 2015, o direito de família recebeu uma provocação jurídica: a formalização de uma união estável entre três mulheres, escritura pública lavrada pelo 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Há quem tenha visto nessa decisão um ato de coragem; outros, uma rebeldia contra a monogamia. As mudanças no conceito de família ao longo dos tempos provocaram igual repercussão; com apoiadores e detratores imbuídos de argumentos igualmente apaixonados a cada novo fato. O poliamor já foi retratado pelo cinema e pela televisão e, para além do mundo da ficção, é uma realidade que faz parte cada vez mais da vida de mais pessoas. A CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne para oportuníssimo debate a tabeliã responsável pelo primeiro registro de união poliafetiva do Brasil, Fernanda de Freitas Leitão, o cineasta e diretor da série Amores livres do canal GNT, João Jardim, e o advogado e professor titular de Direito Civil da Uerj, Gustavo Tepedino, para debater o tema.



Dilemas éticos da atualidade


A atual condição da cultura acarreta mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que trazem consigo questões filosóficas fundamentais. Para abordar cada assunto, procuraremos apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor as decisões e ações no tempo em que vivemos.