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O PENSAMENTO POLÍTICO ATENIENSE: PLATÃO, ARISTÓTELES E PROTÁGORAS


O curso tem como objetivo discutir a forma como a participação popular nos processos de decisão foi percebida pelos principais pensadores de Atenas, considerada o berço da democracia ocidental. Platão será abordado em estreita continuidade com seu mestre, Sócrates, representando a leitura que condena de forma mais veemente esse envolvimento. Aristóteles, a despeito de também ser refratário à presença do demos na tomada de decisões, propõe formas de governo que permitem que ele seja ouvido. Protágoras, por sua vez, defende uma atuação mais forte, com base na ideia de que todas as opiniões políticas são igualmente legítimas. A abordagem desses autores pretende contribuir para reflexões acerca da participação popular no mundo contemporâneo.



ELEIÇÕES E INTERNET: O QUE A CAMPANHA DE TRUMP TEM A DIZER SOBRE O BRASIL EM 2018


A eleição do magnata Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos, em 2016, marcou uma inflexão na forma de usar a internet inaugurada por seu antecessor, Barack Obama. Enquanto o democrata ganhou notoriedade por conquistar engajamento inédito na web – levando milhões de eleitores a contribuir financeiramente com sua campanha –, o republicano ficou conhecido pela propagação de notícias falsas, utilização maciça de robôs e abordagem seletiva de eleitores com a ajuda de perfis psicológicos traçados a partir de cliques no Facebook.

Nesse encontro pretende-se debater, no plano da teoria, a relação entre internet e democracia e, mais especificamente, entre internet e campanhas eleitorais, para depois analisar essas duas experiências americanas, ambas com bons resultados nas urnas. Serão abordados ainda dados sobre os pleitos de 2014 e 2016 no Brasil. Ao fim, a intenção é produzir uma reflexão conjunta sobre as expectativas para as eleições brasileiras de 2018.



REVISITANDO OS MITOS E O TRÁGICO DA GRÉCIA ANTIGA


O drama trágico, que surgiu na democracia de Atenas no século V a.C., elaborou uma releitura dos mitos da tradição grega mais arcaica. Inseridos na poesia dos trágicos, eles ganharam outras significações a partir de um novo foco político e inquiridor.

Esse curso pretende apresentar as origens e a função da tragédia na democracia ateniense, apresentando três textos clássicos como exemplos das novas conotações do mito incorporado ao drama: Prometeu acorrentado, de Ésquilo, Édipo-Rei, de Sófocles, e Medeia, de Eurípides.



ISRAEL, PALESTINA E BRASIL


O conflito entre Israel e Palestina ainda produz numerosas narrativas, construídas sob as mais diferentes perspectivas ideológicas. Muitas acabam por explicar a questão sob um ponto de vista dual, monocromático, incapaz de dar conta da complexidade existente nesse território. No início do ano, o professor de Relações Internacionais Fernando Brancoli e o escritor e humorista Gregório Duvivier estiveram em Israel a convite da Universidade Hebraica de Jerusalém. Além de participarem do seminário “Paz, religião e democracia: Palestina, Israel e Brasil”, acompanharam diversas atividades que propunham uma reflexão mais aprofundada sobre o conflito.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida Brancoli e Duvivier para falar sobre as impressões que tiveram durante a viagem. O que há de próximo entre o conflito Israel e Palestina e os conflitos sociais, políticos e midiáticos que acontecem aqui no Brasil? Qual o impacto dessa experiência para se pensar em convivência, coexistência e tolerância? A mediação ficará por conta do historiador Michel Gherman, um dos organizadores da viagem.



ÉTICA E DEMOCRACIA


“A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as outras”, afirmou certa vez Winston Churchill. O aparente paradoxo contido na conhecida frase do ex-primeiro-ministro britânico é para mostrar que, apesar de imperfeições, desafios e falhas estruturais, a democracia é o sistema que melhor oferece às sociedades alguma possibilidade de ética, de justiça. Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida o historiador Leandro Karnal para discorrer sobre a complexa relação entre a democracia e a ética. Afinal, o que define um governo como democrático? Quais as relações entre os dilemas éticos que enfrentamos no cotidiano e as instituições dos diversos países? E como nossas ações diárias podem se refletir nos posicionamentos de governos (e vice-versa)?  

Este encontro acontecerá no teatro Oi Casa Grande.


   



A POLÍTICA, POR QUEM EDITA


A sucessão de reviravoltas que marcou o cenário político do último ano já garantiu o lugar de 2015 na história da democracia brasileira. Os desdobramentos da Operação Lava-Jato; a abertura do processo de impeachment contra a presidente da República; as denúncias que pesam contra os presidentes da Câmara e do Senado foram alguns dos fatos que tiveram impacto em 2015 - e que, certamente, transbordarão para o ano de 2016.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe editores de Política de três dos principais jornais do país – O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo – para uma reflexão sobre o instável momento atual.



Democracia - Uma história da participação do povo na política


A proposta do curso é discutir as diferentes formas pelas quais se configurou a participação popular nos processos de decisão política ao longo da história, abordando as instituições efetivamente construídas, bem como as teorias que buscavam conferir legitimidade a essas instituições. Como contraponto, serão analisadas as diferentes formas de crítica à participação política em cada uma das situações estudadas. A ideia é conferir perspectiva histórica e teórica a um debate que, cerca de 2500 anos depois do início da experiência democrática ateniense, permanece atual: quais são as vantagens e as desvantagens do envolvimento dos cidadãos no processo de decisão política?



Clássicos em três tempos


Pode soar paradoxal, mas neste novo século os modelos clássicos vêm exercendo uma força de atração cada vez maior. O declínio do socialismo real e das revoluções culturais do final dos anos 60 e 70 levou para o primeiro plano conceitos e questões das tradições clássica e renascentista. Assim, palavras-chave dessa tradição, como “democracia”, “cidadania”, “utopia”, “tolerância” e “liberdade de consciência”, voltam para o centro do debate e estimulam nossa reflexão.

Os clássicos examinados nesse curso possuem uma longa linhagem, oriunda da Grécia Antiga e da Roma republicana e cristã. Trata-se de reflexões e de personagens retomados e atualizados na Época Moderna que fornecem conteúdos e métodos pertinentes em nosso tempo presente. Esse itinerário intelectual se desdobra em quatro percursos: a Veneza de Ticiano; a Londres de Thomas More; a Antuérpia de Erasmo e a Genebra de Calvino e Castellion.



TANCREDO NEVES, A NOITE DO DESTINO


Após mais de duas décadas de ditadura militar no Brasil, a transição para a democracia parecia chegar sem surpresas ou sobressaltos. O roteiro indicava que o general João Baptista Figueiredo entregaria, no dia 14 de março de 1985, a faixa presidencial para o civil Tancredo Neves, eleito indiretamente em janeiro. Menos de 12 horas antes da posse, o baque: o ex-governador de Minas Gerais passara mal e tivera de ser operado às pressas. Era o início de um tormento que exigiria outras seis cirurgias e se prolongaria até sua morte, em 21 de abril.

Nos bastidores de um dos momentos mais tensos da história recente brasileira, estava José Augusto Ribeiro, então assessor de imprensa da campanha de 1984 que elegeria Tancredo. Ribeiro vai falar sobre as intensas negociações políticas em torno da eleição de Tancredo, bem como sobre o maior temor de então com a perspectiva de sua morte: o risco de um retrocesso que pudesse desviar o caminho rumo à democracia. Essa aula aberta marca o lançamento de Tancredo Neves, a noite do destino (Record), que trata de episódios ainda não contados da campanha presidencial.