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PSICANÁLISE E FEMINISMO


As autoras do feminismo de hoje não mais defendem o reconhecimento dos direitos sociais da identidade de “mulher” ou de “feminino”. A razão dessa nova estratégia se acha na compreensão de que toda identidade se fixa pela medida a um ideal, valorizado pela sociedade, firmado institucionalmente pelo comando do poder em vigor. Nesse caso, a identidade de “mulher” acabaria por legitimar ainda mais o “binarismo de gêneros” e a elevação da identidade de “Homem” à categoria de “universal”. Da mesma forma, “mulher” e “feminino” se veriam irremediavelmente condenados a uma maior desvalorização e ao preconceito.

A aposta dessas pensadoras, ao contrário, se apoia na ideia de uma sexualidade sem identidade ou determinismos, quer da origem biológica do desejo sexual, quer da preferência quanto ao objeto do dito desejo. Tais características aproximam pensamento feminista e psicanálise, uma vez que o processo de análise deveria também ser conduzido sem considerações por quaisquer origens biológicas da subjetividade e sem a busca de fins utilitários ou adaptativos do analisante às identidades sociais. Ao contrário, cada análise teria o compromisso de alinhar a subjetividade do analisante com a direção da força de seu próprio estilo.



HISTÓRIA DA ARTE: PINTURA NO SÉCULO XIX


Esse curso pretende oferecer um panorama das mudanças no campo da pintura a partir das corajosas pinceladas do britânico William Turner no início do século XIX, bem como o definitivo rompimento com as tradições pictóricas a partir do movimento que ficou conhecido como Impressionismo, um caminho sem volta para a modernidade. Muito poderá ser discutido e apresentado em aulas fartamente ilustradas por imagens.

-> Dado o extenso programa do curso, o professor se reserva o direito de fazer pequenas alterações no andamento das aulas, de acordo com as necessidades do próprio curso e com a aquiescência dos alunos.  



A VIDA NÃO É JUSTA


Joice Niskier, atriz e diretora de teatro, lendo as primeiras histórias do livro A vida não é justa, da juíza Andréa Pachá, sentiu uma vontade imensa de começar de novo a leitura. “Queria reler e agora em voz alta”, pensou. E assim o fez, e outra vez, e achou que, se colocasse numa certa sequência, seria possível criar um roteiro que conduzisse o ouvinte a uma sala de teatro. Também, pudera! Andréa, juíza desde 1994, , foi roteirista e produtora teatral por cinco anos antes da magistratura e teve a sorte, digamos assim, de atuar durante 15 anos na Vara de Família. A família, um lugar por excelência do drama humano. E assim, entre o amor e o ódio, entre filhos precoces e acertos de contas, entre separações e reconciliações, Andréa nos sensibiliza com a sua escrita, sua compaixão e seu magistral senso de justiça, defendendo a humanidade do Direito.

Sejam todos bem-vindos a sentar-se nas cadeiras do emblemático Imperator e testemunhar, sem juízo de valor, histórias reais que poucos escritores ousariam imaginar, lidas pelos atores Claudio Mendes, Daniel Chagas, Leticia Isnard e Monica Bittencourt. Ao final da leitura, teremos uma conversa com a juíza, que nos contará mais sobre a experiência de decidir a respeito de situações tão importantes na vida de pessoas epara quem o diálogo não é mais possível, para quem é necessário que uma lei, ou o entendimento dela, faça justiça. E que não nos enganemos, pois a vida não é justa.  

> Este encontro ocorrerá no Centro Cultural João Nogueira - Imperator (rua Dias da Cruz, 170 - Meier, Rio de Janeiro)
> A entrada é gratuita e os ingressos poderão ser retirados uma hora antes do evento na bilheteria do Imperator  



HISTÓRIA DA ARTE: O INÍCIO DO SÉCULO XIX


Esse curso pretende fazer um percurso através da história da arte do início do século XIX. Esse momento corresponde a uma série de inovações no campo da arte e a um retorno a estilos do passado, principalmente ao período clássico. Muito poderemos ver e discussões serão propostas a partir de aulas fartamente ilustradas por imagens.

-> Dado o extenso programa do curso, o professor se reserva o direito de fazer pequenas alterações no andamento das aulas, de acordo com as necessidades do próprio curso e com a aquiescência dos alunos.  



FEMINISMO (E MACHISMO) NA INTERNET


A facilidade de comunicação e conexão trazida pela internet deu novo impulso ao movimento feminista. Em todo o mundo, mulheres usam sites, redes sociais e aplicativos de celular para denunciar abusos, reivindicar igualdade de direitos e angariar apoios. No Brasil, hashtags como #primeiroassedio, #meuamigosecreto e #mexeucomumamexeucomtodas viralizaram, com milhares de relatos pessoais compondo um retrato assustador da rotina de violência a que muitas estão expostas.

Em sites feministas, internautas discutem pautas tão diversas como sexualidade, aceitação do próprio corpo, maternidade, carreira e representação política. Ao mesmo tempo, a rede é terreno fértil para comentários misóginos e ataques sexistas. Nesse encontro, a escritora Clara Averbuck fala sobre o momento atual do feminismo a partir de sua perspectiva como editora do site Lugar de Mulher, um dos endereços virtuais que têm ajudado a dar visibilidade ao tema.



BLACK LIVES MATTER - O MOVIMENTO NEGRO HOJE


A posse de Barrack Obama, primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, em 2009, renovou entre as comunidades negras a esperança de uma sociedade igualitária. Diversos acontecimentos, no entanto, continuaram a retratar uma sociedade racista.

Em 2012, Trayvon Martin, um adolescente negro de 17 anos, voltava para casa vestindo um casaco com capuz em uma noite chuvosa quando foi morto a tiros pelo segurança Zimmerman, que o considerou suspeito. Com base em uma lei que prevê o direito de defesa, inclusive com armas de fogo, a qualquer cidadão que se sinta ameaçado, Zimmerman foi inocentado.

Nesse contexto foi criado o movimento #BlackLivesMatter, (vidas negras importam), que luta contra a brutalidade policial e as condições econômicas, sociais e políticas que oprimem os negros nos EUA.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme #Black Lives Matter, produzido por Matt Davis, seguida de um bate-papo com a historiadora Ynaê Lopes.

Apoio acadêmico:
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CARLOS LACERDA, ENTRE A PESSOA E O PERSONAGEM POLÍTICO


Morto há 40 anos, Carlos Lacerda foi uma das figuras mais polêmicas do século passado. À frente do jornal Tribuna da Imprensa, comandou a campanha que culminou no suicídio de Getúlio Vargas, além de ter colaborado para derrubar outros dois presidentes. Amado por uns e odiado por outros, exerceu também diversos cargos públicos até ter seus direitos políticos cassados em 1968. Seu mandato como governador do Estado da Guanabara deixou marcas.

Neste encontro, a CASA DO SABER RIO convida o advogado e sobrinho do político, Gabriel Lacerda, para uma conversa sobre sua atuação política à luz do cenário atual. Gabriel também apresentará o recém-lançado livro Meu Tio Carlos Lacerda, que, com uma narrativa leve e em tom quase confessional, apresenta a dimensão humana deste importante personagem da história brasileira.

O encontro é uma parceria entre a CASA DO SABER RIO e a editora Edições de Janeiro. Ao se inscrever, o aluno ganha de presente o livro de Gabriel Lacerda.

PARCERIA:
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BELEZA EM PAUTA


Ao receber códigos e padrões da mídia em relação ao corpo, sempre perfeito e inatingível, a mulher acaba se revestindo de uma identidade imposta de fora para dentro. Corta, costura, puxa, repuxa, estica e alarga de acordo com vitrines que ditam, mas não dialogam, modelos que desviam da rota pessoal corpos e formas.

Nesse encontro, a psicoterapeuta corporal Cláudia Baldo de Camargo propõe um bate-papo sobre o direito a se ter um corpo que conte uma história em primeira pessoa. Sobre o acolhimento de um biotipo próprio. Seria uma escolha ousada permitir-se ser o que se é?



OS LIMITES DA ARTE NO ESPAÇO URBANO


Até onde podem ir as expressões artísticas nas ruas e praças? Os imóveis podem ser convertidos em telas? O que é passageiro e o que é permanente na arte urbana e suas consequências práticas e jurídicas? Como compreender obras efêmeras? Qual o valor desta arte (como, por exemplo, o grafite de Basquiat, Bansky e Keith Haring)? De que maneira é possível equacionar a tríade liberdade de expressão, integridade da obra e o Direito de propriedade?

Neste encontro, o advogado Gustavo Martins de Almeida apresentará, a partir da experiência de outras cidades no mundo (como a polêmica ocorrida recentemente em São Paulo), um panorama contemporâneo da arte urbana no Rio de Janeiro, abordando as criações perenes e as momentâneas – como monumentos, grafite, flashmobs, fogos de artifício e esculturas de areia, bem como a legislação aplicável e decisões judiciais.