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Quatro governantes que mudaram o Brasil

Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



Os limites da arte no espaço urbano

Até onde podem ir as expressões artísticas nas ruas e praças? Os imóveis podem ser convertidos em telas? O que é passageiro e o que é permanente na arte urbana e suas consequências práticas e jurídicas? Como compreender obras efêmeras? Qual o valor desta arte (como, por exemplo, o grafite de Basquiat, Bansky e Keith Haring)? De que maneira é possível equacionar a tríade liberdade de expressão, integridade da obra e o Direito de propriedade?

Neste encontro, o advogado Gustavo Martins de Almeida apresentará, a partir da experiência de outras cidades no mundo (como a polêmica ocorrida recentemente em São Paulo), um panorama contemporâneo da arte urbana no Rio de Janeiro, abordando as criações perenes e as momentâneas – como monumentos, grafite, flashmobs, fogos de artifício e esculturas de areia, bem como a legislação aplicável e decisões judiciais.



Carlos Lacerda, entre a pessoa e o personagem político

Morto há 40 anos, Carlos Lacerda foi uma das figuras mais polêmicas do século passado. À frente do jornal Tribuna da Imprensa, comandou a campanha que culminou no suicídio de Getúlio Vargas, além de ter colaborado para derrubar outros dois presidentes. Amado por uns e odiado por outros, exerceu também diversos cargos públicos até ter seus direitos políticos cassados em 1968. Seu mandato como governador do Estado da Guanabara deixou marcas.

Neste encontro, a CASA DO SABER RIO convida o advogado e sobrinho do político, Gabriel Lacerda, para uma conversa sobre sua atuação política à luz do cenário atual. Gabriel também apresentará o recém-lançado livro Meu Tio Carlos Lacerda, que, com uma narrativa leve e em tom quase confessional, apresenta a dimensão humana deste importante personagem da história brasileira.

O encontro é uma parceria entre a CASA DO SABER RIO e a editora Edições de Janeiro. Ao se inscrever, o aluno ganha de presente o livro de Gabriel Lacerda.

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Black Lives Matter - o Movimento Negro hoje

A posse de Barrack Obama, primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, em 2009, renovou entre as comunidades negras a esperança de uma sociedade igualitária. Diversos acontecimentos, no entanto, continuaram a retratar uma sociedade racista.

Em 2012, Trayvon Martin, um adolescente negro de 17 anos, voltava para casa vestindo um casaco com capuz em uma noite chuvosa quando foi morto a tiros pelo segurança Zimmerman, que o considerou suspeito. Com base em uma lei que prevê o direito de defesa, inclusive com armas de fogo, a qualquer cidadão que se sinta ameaçado, Zimmerman foi inocentado.

Nesse contexto foi criado o movimento #BlackLivesMatter, (vidas negras importam), que luta contra a brutalidade policial e as condições econômicas, sociais e políticas que oprimem os negros nos EUA.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme #Black Lives Matter, produzido por Matt Davis, seguida de um bate-papo com a historiadora Ynaê Lopes.

Apoio acadêmico:
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