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A ERA DE OURO DA HOLANDA (1580 – 1680)


Da Idade Média à Era Moderna, a área das Províncias Unidas, que em português geralmente denominamos Holanda, era o lugar de maior densidade demográfica da Europa. O que atraía tanta gente? Antes de tudo, a prosperidade econômica. Lá se instalaram artesãos, manufatureiros, agricultores, cartógrafos, astrônomos, armadores navais, artistas de todos os ramos, líderes religiosos, soldados, trabalhadores braçais e toda a espécie de desocupados. Seus portos recebiam e de lá zarpavam navios para todos os cantos do mundo.
 

Havia uma Holanda europeia, predominantemente protestante, enredada nas redes político-comerciais do continente, mas havia também uma Holanda global, inovadora, sonhadora, protagonista de tudo aquilo que passaria a ser entendido como “O Moderno”. Simultaneamente, a Holanda das artes e a Holanda da guerra. A Holanda das grandes companhias mercantilistas e das iniciativas pioneiras do capitalismo. Uma Holanda pragmática e dos mais furiosos fanatismos religiosos.
 

O presente curso pretende apresentar um olhar reflexivo sobre esse experimento holandês de pluralidade e mundialização.



O PENSAMENTO POLÍTICO DE HANNAH ARENDT


Brilhante e polêmica, Hannah Arendt foi uma das principais pensadoras do século XX. Buscou compreender a sua época “entre o passado e o futuro”, ou seja, diante do fim da tradição e das novidades contemporâneas. Judia alemã, fugiu da Europa com o imperialismo nazista e foi para os Estados Unidos, onde escreveu a maior parte de sua obra, a começar pelas reflexões sobre os próprios regimes totalitários. Eram "tempos sombrios". Mesmo neles, porém, Hannah Arendt acreditava que se podia esperar a compreensão pelo pensamento e o nascimento do novo pela política.



HISTÓRIA DA ARTE: ARQUITETURA E ECLETISMO NO SÉCULO XIX


No século XIX, a arquitetura viveu um momento singular, com a produção de novos materiais após a Revolução Industrial, a difusão do ferro e do vidro e a disseminação de uma nova perspectiva urbanística, sobretudo depois das reformas implementadas pelo prefeito Georges-Eugène Haussmann em Paris. Na transição para o século XX, deu-se o período conhecido como Belle Époque, durante o qual se desenvolveu a linguagem do Art Nouveau, que se ramificou de maneira distinta e com diferentes denominações pela Europa e pelo Novo Mundo.

*Dado o extenso programa do curso, o professor poderá fazer pequenas alterações no andamento das aulas, de acordo com as necessidades do próprio curso e com a aquiescência dos alunos.



EXTERMÍNIO NAZISTA: A MÁQUINA DO TERROR


Tratar das políticas de exclusão e de extermínio nazistas é lidar com uma das mais violentas rupturas com a imagem que o mundo ocidental, pensado como moderno e civilizado, tinha de si próprio. Isso porque não era concebível que no coração da Europa pudesse existir uma indústria racionalmente organizada para matar pessoas. Essa indústria resultou de uma utopia racista e excludente centrada em um programa de construção de uma sociedade homogênea. O nazismo levou ao extremo a ideia de que a diferença não era nem desejável e nem tolerável por meio do projeto de eliminar fisicamente grupos humanos.

 

O propósito deste curso é oferecer um tratamento panorâmico dessa política e refletir sobre as condições que a tornaram socialmente possível.



UMA HISTÓRIA GLOBAL DO BRASIL


Há diversos caminhos historiográficos para se tentar chegar a uma compreensão do Brasil. Afastando-se das abordagens endógenas e autorreferentes dominantes nas universidades, este curso propõe a leitura do Brasil sob uma perspectiva da História Global. Percorreremos a trajetória do país, da Colônia à República, dialogando com a História da Escravidão, as experiências nas Américas republicanas e federalistas e a História da Europa Monárquica, bem como suas vanguardas, referência dos modelos culturais de nossas elites.



OS PRIMEIROS 40 DIAS: EM QUE DIREÇÃO MARCHA A FRANÇA DE MACRON?


*Um ano depois de lançar o movimento Em Marcha! pela renovação da política francesa, Emmanuel Macron tornou-se presidente com 66% dos votos. O desafio de criar a sua base de apoio entre os 577 deputados da Assembleia Nacional não parece distante nas eleições legislativas dos dias 11 e 18 de junho. Mantendo o discurso de campanha, Macron montou um governo auto classificado de centro com claro tom liberal e modernizador na economia e com apoio a questões de sociedade simpáticas à esquerda. O seu governo parece ter chances reais de avançar em reformas relevantes para a França e para o fortalecimento da União Europeia e do Euro, buscando uma nova narrativa e um padrão de governança diferenciado em resposta à crise de representação política na França. A questão relevante é se as respostas que seu governo oferecerá à França e à Europa terão sucesso e sustentação ao longo de seu mandato.

Que obstáculos a República poderá encontrar pelo caminho e quais implicações de um eventual fracasso de seu governo? Para responder a estas e outras perguntas, o CEBRI e a CASA DO SABER RIO recebem os especialistas Dominique Moïsi (por videoconferência), o Embaixador Marcos Azambuja, e o economista Octavio de Barros.

*Os associados do CEBRI possuem 20% de desconto nas inscrições através do telefone 2227-2237.

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O LABIRINTO DO MINOTAURO: A CRISE DA UNIÃO EUROPEIA


Nesta década a Europa tem enfrentado crises diversas, como a turbulência econômica em países como Grécia, Espanha, Portugal e Itália; os impactos da tragédia humanitária envolvendo os refugiados do Oriente Médio e da África; atentados terroristas de grande porte na Bélgica e França; a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

Quais os impactos dessa instabilidade para o processo de integração na região? Há riscos de retrocesso na rede de proteção social e de crescimento de grupos extremistas? O curso discute tais questões à luz de pensadores contemporâneos das relações internacionais.



O MOVIMENTO ART NOUVEAU


Esse curso pretende oferecer uma visão do que foi o movimento Art Nouveau na Europa do final do século XIX até o início do século XX. Relacionado à arquitetura e as questões de um início das preocupações como o design, o Art Nouveau se comportou de maneira diferente por onde passou, bem como assumiu diferentes nomes como Jugendstil, Secessão, Modernista, Liberty e Modern Style. Assim, muito poderá ser discutido e apresentado em aulas fartamente ilustradas.    

Este curso será realizado no auditório da Livraria da Travessa do Shopping Leblon.
    



QUE PAÍS É ESTE?


Há 500 anos propalamos:
este é o país do futuro,
antes tarde do que nunca,
mais vale quem Deus ajuda
e a Europa ainda se curva.

​(trecho de Que país é este?, de Affonso Romano de Sant’Anna)

Nos anos 1980, o Jornal do Brasil trouxe estampada em suas páginas a poesia Que país é este?, de Affonso Romano de Sant’Anna, texto então popular entre os exilados políticos da ditadura militar. A indagação que dá título ao poema e já havia sido posta por Machado de Assis e José de Alencar perdura no imaginário brasileiro, sendo, até hoje, entoada em shows de rock. “A pergunta é histórica. A resposta, coletiva”, define Sant’Anna.

Para uma reflexão sobre a inquietude e a atualidade presente em seus versos, o poeta Affonso Romano de Sant’Anna recebe, em uma série de diálogos, os jornalistas Miriam Leitão e Fernando Gabeira e o antropólogo Roberto DaMatta.