Busca

     

Resultado



FAMÍLIA E ESCOLA: AS CONTROVÉRSIAS DE UM CASAMENTO INDISSOLÚVEL


O encontro visa discutir as expectativas idealizadas pelo contrato social firmado entre a família e a escola e suas consequências sobre a aprendizagem e a saúde mental dos jovens, especialmente a questão da felicidade na cultura contemporânea e o mito ingênuo de uma educação indolor.



O FIM DO AMOR


Como a psicanálise (com a sua subjetividade) e a justiça (com a sua objetividade) nos ajudam a atravessar o fim do amor? Em uma cultura composta por relações cada vez mais efêmeras, qual o lugar da família? E quais as consequências dessa efemeridade para a função parental?

O fim do amor é normalmente vivido como o fracasso de uma promessa, a frustração de uma esperança. Isso pode colocar o sujeito diante de uma perda sentida como irrecuperável, muitas vezes transportada para o campo da justiça.

Nessa aula aberta, a juíza de família Andréa Pachá e a psicanalista Sandra Niskier Flanzer abordam, à luz do direito e da psicanálise, a ruptura de relações estabelecidas a princípio para durar. A discussão será feita a partir da apresentação de casos reais em que os lugares familiares e a parentalidade ficam em questão - por exemplo, na alienação parental ou na ausência de um dos pais.



O DILEMA DA CULTURA FAMILIAR CONTEMPORÂNEA


Com a melhor das intenções, as famílias têm utilizado estratégias de controle excessivo na educação dos filhos. Monitoramento por câmeras e outros dispositivos eletrônicos, uso de bafômetro a cada volta à casa no fim de semana, grupos de WhatsApp de mães neuróticas, entre outras medidas, passaram a fazer parte de uma rotina que vai se naturalizando.

 

O encontro pretende descrever os efeitos colaterais adversos dessa naturalização e discutir formas de avanço na direção do desenvolvimento emocional seguro, sem comprometimento da autonomia e da saúde mental de crianças e adolescentes.



MEUS FILHOS CRESCERAM. E AGORA?


Um dos momentos cruciais no ciclo vital familiar é a saída dos filhos de casa, o que costuma provocar desde a sensação de abandono até a de dever cumprido. Um dos protagonistas dessa história é o jovem, que precisa reunir forças e seguir em direção ao novo, seja estudando no exterior, seja indo morar sozinho, seja se casando. Os outros são os pais, que ficam com a pergunta: e agora?

 

Quer se encare a questão de forma negativa ou positiva, ou muito possivelmente num misto de ambas, o fato é que, com a saída dos filhos adultos de casa, os pais precisam reestruturar a família, inventar novas histórias e um novo modo de se relacionar entre si e com o mundo exterior.

 

Nesse encontro, a partir da ótica da psicologia sistêmica abordaremos as diferentes fases do ciclo de vida familiar, discutindo as perspectivas para os que ficam e para os que partem em voo solo.



DIVÓRCIO COLABORATIVO: PRÁTICAS PARA EVITAR O LITÍGIO NOS CONFLITOS DE FAMÍLIA


A constatação de que os processos judiciais de natureza familiar causam desgaste para todos os envolvidos, inclusive  os vencedores da ação, tem aumentado a busca pelo divórcio colaborativo. A prática consiste na contratação de advogados que assinam um termo de confidencialidade e não litigância – e contam com o apoio de uma equipe multidisciplinar – para tentar construir um acordo. Em caso de sucesso, este é homologado e ganha validade legal. Do contrário, a equipe deixa o caso e as partes contratam novos representantes para dar início a uma ação litigiosa.

 

O termo de não litigância tem um efeito transformador. Quando os advogados não representam ameaça mútua e trabalham em convergência de propósitos, passam a proporcionar um ambiente protegido de conversa, onde é possível aventar inúmeras possibilidades, sem o receio de que estas, posteriormente, constem de autos de um processo.

 

Neste encontro, a advogada colaborativa Olivia Fürst explica como funciona esse procedimento, que tem se mostrado eficaz na obtenção de acordos consistentes e duradouros para casais divorciados.



WORKSHOP DE INTENÇÕES 2018  


Equilibrar o dever e o prazer é muitas vezes uma tarefa difícil. Mas, com planejamento e mantendo sempre em mente nossos objetivos, é possível conciliar os afazeres com sabedoria e alegria.
 
Neste workshop, os participantes farão intervenções lúdicas e artísticas em uma simples agenda de papel para transformá-la num sinalizador importante de seus projetos. A ideia é que, por meio de colagens e outras atividades, ela se transforme em uma ferramenta capaz de ajudá-los a permanecer fiéis a seus propósitos ao longo de todo o ano, motivando-os para seus objetivos pessoais, conjugais, familiares e profissionais.
 
O percurso será guiado pela psicóloga Zeneide Jacob Mendes com base nos pressupostos da Teoria Sistêmica, que entende o indivíduo a partir de uma perspectiva ampla, abarcando também aspectos familiares e comunitários.
 
Será um momento no qual cada participante poderá refletir sobre quem é, onde está e aonde quer chegar.

 

* Os inscritos deverão trazer sua própria agenda 2018 para o workshop.



O MAPA DA NEGOCIAÇÃO


Sempre que temos um objetivo que só pode ser alcançado através de um acordo, um pacto, uma combinação, é preciso negociar. Negociação é uma competência fundamental para pessoas, empresas, empreendedores, líderes e países, e importante em todas as áreas da vida: familiar, afetiva, social e profissional. Há quem diga que, de uma forma ou de outra, passamos mais de 50% do nosso tempo negociando.

A importância dessa habilidade pode ser ilustrada pelo exemplo da Microsoft, que em 1978 era formada por um pequeno grupo de pessoas. O grande salto veio com a venda do sistema operacional MS-DOS para os microcomputadores que a IBM estava desenvolvendo. Mas, antes, foi preciso comprar o sistema QDOS da Seattle Computer Systems. Ou seja, houve negociação do início ao fim do processo.

Apesar de existirem várias modalidades de negociação – voltadas para a solução de conflitos, vendas, compras, associações, definição de formas de cooperação, fusões, joint-ventures e acordos de paz – há princípios que norteiam todas elas. Nesse encontro, vamos tratar dos fundamentos que levam ao sucesso em qualquer situação, seja ela simples ou complexa.

*Os encontros do Saber Executivo ocorrem das 13h às 14h30, e os inscritos recebem um lunch box antes de cada aula.  



A MEDICALIZAÇÃO DA INFÂNCIA


A cultura do medicamento se tornou um fator preponderante na sociedade contemporânea. Passamos a entender a saúde como um subproduto do consumo de fármacos, ignorando que as doenças mais frequentes na atualidade não são causadas por agentes externos, como no passado, e sim por fatores genéticos e, principalmente, pelo estilo de vida.

Essa medicalização excessiva chegou também à infância, acometida por métodos antinaturais desde a gestação. Antes do nascimento, famílias são induzidas a optar pela cirurgia como forma de trazer seus filhos ao mundo. Ainda nos primeiros meses dos bebês, os pais são convencidos de que os problemas da amamentação podem ser facilmente solucionados com o uso de fórmulas ou leites artificiais, o que muitas vezes suprime o precioso leite materno.

O modo de vida acelerado e a superexposição às telas – que levam ao confinamento, estimulam o consumo irrefreável de novos produtos e afetam a qualidade do sono das crianças – resultam em ganho de peso, desatenção e problemas de escolaridade. E crescem os diagnósticos de hiperatividade e déficit de atenção, o uso excessivo de drogas psicoativas e um crescente mercado de antidepressivos entre crianças de dois a seis anos.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO recebe o pediatra Daniel Becker para debater as causas desse fenômeno e propor alternativas à medicalização infantil, passando por temas como os métodos educativos, a convivência familiar, a importância do livre-brincar e os mitos científicos sobre a saúde.



LIÇÕES DE PSICANÁLISE COM NELSON RODRIGUES


Nelson Rodrigues morreu há quase quatro décadas. Sua obra, porém, continua viva, arrebatando leitores e espectadores. É impossível se manter indiferente a seu “teatro desagradável”, que revira os personagens pelo avesso, escancarando contradições que não são só deles, e sim de cada um de nós. Uma obra em torno do sexo, da morte, daquilo que é destinado ao que Freud chamou de recalque.

Apesar de suas opiniões controversas sobre o Pai da Psicanálise, o escritor que revolucionou o teatro brasileiro deixou um legado capaz de transmitir o funcionamento do inconsciente freudiano. Transmitir não apenas numa dimensão ilustrativa, mas sobretudo pela produção de afetos, de efeitos, do que resta na carne de quem se arrisca a mergulhar no universo rodriguiano.

Partindo de frases, trechos de peças e contos, o curso é um convite a esse mergulho agitado nas ondas de um encontro entre literatura e psicanálise. Um encontro que perpassa os meandros do sonho, da fantasia, daquilo que nos parece inquietante, mas se revela como estranhamente familiar.