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CAMÕES, PESSOA E A POESIA ÉPICA PORTUGUESA


O curso dedica-se às obras de Luís Vaz de Camões e Fernando Pessoa, especificamente àquelas em que suas vozes se cruzam: Os Lusíadas e Mensagem. Se a mais célebre obra de Camões funda a poesia épica portuguesa, encontramos em Mensagem a sua mais decisiva continuidade e reinvenção. Ressaltando e avaliando o diálogo histórico e poético que une essas duas obras, serão tematizados alguns dos seus elementos mais característicos, promovendo assim uma contínua análise comparada dos seus versos e de suas intenções histórico-poéticas.



AS VÁRIAS “PESSOAS” DE FERNANDO PESSOA


Em 2018 são celebrados os 130 anos do nascimento de um dos maiores poetas do século XX, Fernando Pessoa, ou ainda Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares - todos desdobramentos do seu “eu” poético. Esta tendência marcante e inovadora, que foi a característica da heteronímia, faz da sua obra um dos maiores contributos para a literatura portuguesa e mundial.

Ao longo de três encontros serão apresentados os aspectos mais importantes da vida e da obra de Fernando Pessoa, o movimento modernista na poesia portuguesa, o escândalo da publicação da revista Orpheu e a sua amizade com Mário de Sá-Carneiro.



OBRAS FUNDAMENTAIS | MENSAGEM


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise, das ciências sociais e da história ocidental. Destacados professores apresentam os elementos mais relevantes de cada obra, os aspectos biográficos de seus autores, o contexto histórico de sua produção e o diálogo estabelecido por eles com outros textos e campos do saber.

Neste encontro, a professora Gilda Santos apresentará Mensagem, de Fernando Pessoa.



OBRAS FUNDAMENTAIS | LIVRO DO DESASSOSSEGO , DE FERNANDO PESSOA


A CASA DO SABER RIO O GLOBO realiza um ciclo de encontros sobre quatro obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise e da história ocidental. Destacados professores apresentam os aspectos mais relevantes de cada obra, abordando o contexto histórico de sua produção; aspectos biográficos de seus autores, quando conhecidos; e o diálogo que estabeleceu com outros textos e outros campos do saber.

Neste encontro, o professor do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, Auterives Maciel Júnior, apresentará o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa .

*Este encontro será realizado na sala de conferências do Marina All Suites Hotel.



A FILOSOFIA ENCONTRA A LITERATURA


O encontro entre a filosofia e a literatura oferece um significativo horizonte para consideração acerca de questões fundamentais ao pensamento. Foram muitos os autores da literatura mundial que beberam na fonte da filosofia de Arthur Schopenhauer, por exemplo, como Samuel Beckett, Jorge Luis Borges, Franz Kafka, Machado de Assis, Marcel Proust, Thomas Mann, Turgueniev e Fernando Pessoa, entre outros.

Nesse curso, três importantes temas schopenhauerianos – tragicidade da existência, tédio e liberdade – serão investigados a partir de diálogos entre a filosofia e a literatura.



QUEM É VOCÊ, BRASIL?


A história pode ser contada por grandes feitos e datas, mas também por meio de imagens que, do século XX à atualidade, mostram como o Brasil é. Afinal, conforme escreveu Fernando Pessoa, “o que vemos não é o que vemos, mas o que somos”. E como somos nós, brasileiros? Por que agimos desta ou daquela maneira? O que podemos absorver desse passado cultural para utilizar em nossa vida cotidiana? Será que vemos corretamente nossa realidade?

O curso será ilustrado por centenas de imagens fotográficas que valorizam nossa herança cultural. Cada foto será dissecada em suas qualidades estéticas e seu momento histórico, em uma análise divertida sobre nosso jeito de ser, de amar, de se relacionar. São imagens que fogem do óbvio; e o curso propõe o mesmo — um certo descarrilamento nas ideias para conhecermos mais e melhor nossas raízes e comportamentos.



Por que somos insatisfeitos?


Desde que o mundo é mundo, o sujeito persegue aquilo que supõe ter perdido. Ele é habitado pela pulsão (que, por um lado, o move à vida e, por outro, reafirma uma falta). Disso resulta uma inquietude que parece não cessar. Essa inquietude, que tentamos a todo custo conter ou driblar, não é somente um estado fundamental, é também um sinal de vida. No mundo contemporâneo, em que a busca frenética pela completude é potencializada pelos avanços tecnológicos, é possível ficar satisfeito? Quais os fatores estruturais, formulados por Freud e Lacan, que determinam sua condição de insatisfeito? Percorreremos esse tema guiados tanto por textos fundamentais de Freud e Lacan como por fragmentos de Fernando Pessoa retirados do Livro do desassossego, que tão bem iluminam essa condição humana.



Criar ou enquadrar-se: qual o seu mais alto sentimento?


“Meu ensinamento diz: viver de tal modo que tenhas de desejar viver outra vez, é a tarefa – pois assim será em todo o caso! Quem encontra no esforço o mais elevado sentimento, que se esforce; quem encontra no repouso o mais elevado sentimento, que repouse; quem encontra em enquadrar-se, seguir, obedecer, o mais elevado sentimento, que obedeça.” Nesse fragmento escrito no outono de 1881, publicado postumamente, Nietzsche enuncia seu pensamento sobre o eterno retorno de uma maneira particularmente instigante, lembrando Fernando Pessoa: “Sê inteiro em tudo que fazes”. Nietzsche radicaliza o preceito, acrescentando que se esteja inteiro mesmo que seja ao enquadrar-se e obedecer, caso o indivíduo encontre na obediência o seu mais elevado sentido. Nietzsche está afirmando que existe, em alguns casos, uma “natureza” submissa? Há submissos por natureza?

Pode haver saúde na submissão? Questão difícil e paradoxal, sobretudo se formulada por um dos maiores pensadores do ato criativo. Canguilhem relativizava o conceito de saúde, sendo por isso muitas vezes mal interpretado, como se qualquer estado físico ou psíquico pudesse ser tomado como saudável. Winnicott e Espinosa esclarecem que não, embora a relatividade da saúde permaneça, na forma de afirmação da realidade atual e de uma gradação entre a enfermidade e a saúde. Espinosa, por outro lado, propõe a obediência como um bem, mas sob certas condições, podendo ser a desobediência uma libertação. Nesse curso nos propomos a investigar esse paradoxo, com a ajuda da filosofia de Nietzsche, Espinosa e Canguilhem e da teoria psicanalítica de Winnicott.