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O PODER DA LITERATURA INFANTIL E DA FILOSOFIA NA FORMAÇÃO DA CRIANÇA


Nesse encontro vamos abordar o efeito provocado pela articulação da Literatura Infantil e da Filosofia, iluminando o modo de estar e agir no mundo. Quando a Filosofia olha para a Literatura, pode provocar perguntas reflexivas menos abstratas por dialogar com as questões trazidas pela história lida. Esse diálogo pode e deve contribuir para a criança pensar em si mesma e no mundo que observa e do qual participa. Já quando a Literatura olha para a Filosofia, traz o lugar do sensível e do afeto para o pensamento, para as relações, para o outro. Ou seja, relacionadas, elas tornam–se força para ser e estar no mundo, olhando e agindo com mais propriedade e consciência.



UMA INTRODUÇÃO A KARL MARX


“Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas.” Essa célebre passagem do Manifesto do Partido Comunista expressa de forma sintética a visão de Marx sobre as gigantescas transformações sociais desencadeadas pelo advento do capitalismo no mundo. Suas obras abrangem a economia política, a filosofia, a história e o engajamento militante em defesa da emancipação da humanidade.

No ano de comemoração dos 200 anos de nascimento de Karl Marx, a CASA DO SABER RIO convida o cientista político Darlan Montenegro para oferecer uma breve introdução ao pensamento marxiano, com ênfase nas análises políticas produzidas pelo pensador alemão a partir de sua teoria social.



QUEM SOMOS NÓS? – PENSAR O HOMEM NO SÉCULO XXI


As perguntas “que é o Homem?” ou “o que é próprio do Homem?” podem ser vistas como norteadoras da filosofia desde seu surgimento. Poderíamos até pensar que boa parte das reflexões dos grandes filósofos teve como ponto de partida ou de chegada indagações assim. Tomemos como exemplos as clássicas definições do Homem como “animal racional”, de Aristóteles, ou como “coisa que pensa”, de Descartes. Kant, após postular as três grandes questões de sua filosofia crítica (“o que posso saber?”, “o que devo fazer?” e “o que é lícito esperar?”), acrescentou a estas uma quarta: “o que é o Homem?”

Contudo, a partir do século XX, tais questões parecem ter ganhado um enfoque mais complexo frente às mudanças radicais ocorridas no âmbito global. Será que pensar o Homem, esse conceito com letras maiúsculas, seria o mesmo que perguntar “quem somos nós?” ou “o que é aquilo que todos os seres humanos têm em comum?”. Será que existe esse comum entre todos os viventes da raça humana? E mais: será que esse pensamento sobre o que somos deve sempre buscar identificar os que não são como nós? É na tentativa de mapear alguns desses problemas que esse curso se estrutura.



O BANQUETE : PLATÃO, LACAN E FOUCAULT


No Banquete, esse diálogo platônico em tudo admirável e estimulante, encontramos a matriz dos discursos sobre o amor no Ocidente. Nesse curso, percorreremos os modos de construção discursiva sobre o tema em Sócrates e em Platão. Além disso, saltaremos para trás e para a frente no tempo, procurando alcançar parte do pensamento pré-socrático, assim como algumas ideias contemporâneas, entre as quais as de Jacques Lacan e Michel Foucault, que incidem sobre essa obra máxima e inaugural daquilo a que chamamos filosofia.



EROS EM PLATÃO: O DESEJO COMO INTERMEDIÁRIO


O objetivo desse curso é apresentar a teoria sobre Eros (amor erótico) em Platão, debatendo dois de seus diálogos: o Banquete e o Fedro. A partir de uma apresentação geral da filosofia de Platão e também da mitologia grega, procuraremos mostrar que o amor erótico, o Eros, é concebido pelo pensador como uma espécie de meio pelo qual o homem alcança seu destino, isto é, a Beleza, o Bem e a Verdade. Eros é visto como uma loucura divina, um intermediário entre deuses e homens capaz de nos auxiliar a restaurar nossas virtudes.



“SÓ SEI QUE NADA SEI”: CETICISMO NA GRÉCIA ANTIGA


“Todo homem deseja naturalmente conhecer”, afirmava Aristóteles. Todavia, entre os séculos IV e III a.C. desenvolveu-se na Grécia uma corrente filosófica chamada ceticismo, pondo em questão justamente as pretensões da razão e da ciência de alcançar um conhecimento certo acerca dos fenômenos do mundo. O objetivo desse curso é apresentar os principais filósofos céticos gregos, explorar suas ideias e argumentos e entender a sua enorme influência na formação das filosofias moderna e contemporânea.



KANT, O AMOR-PRÓPRIO E O AGIR MORAL


Immanuel Kant (1724-1804), filósofo de Königsberg, na Alemanha, conhecido por sua filosofia transcendental e sua moral, é muitas vezes considerado injustamente um formalista vazio – isso em uma época em que seus conceitos poderiam ser extremamente úteis.

Nesse curso, após a contextualização do pensamento kantiano, nos deteremos no conceito de amor-próprio e em sua relevância para o agir moral. Afinal, existe dimensão moral no amor-próprio? Qual a relação entre o amor-próprio e a humanidade? E por que buscar respostas para tais questões é essencial nos tempos atuais?

Serão quatro encontros que ajudarão não somente a conceber a importância desse pensador para a humanidade, como também contribuirão para a adoção de um pensamento mais sustentável e de práticas de vida mais eficazes na atualidade.



TEMPOS DE COMPLEXIDADE CRESCENTE – FILOSOFIA, CIÊNCIA E ARTE


Os últimos 100 anos foram marcados por um desenvolvimento cada vez mais acelerado do saber sobre a natureza, a ciência e o agir sobre a natureza, com o desenvolvimento da tecnologia. Avanços como os ocorridos na Microfísica indeterminista, nas Matemáticas deslineares e na Cosmologia relativista, bem como nas Bio-, Nano- e Nootécnicas, deslocaram os pressupostos clássicos que informavam a cosmovisão moderna.

Diversas noções tradicionais acerca do mundo natural e de nossa posição de sujeito do conhecimento têm sofrido fortes transformações. Não à toa hoje entendemos de modo radicalmente novo tanto os sistemas naturais, seus processos e ritmos, quanto a abrangência e a profundidade alcançadas pela atividade humana, tomada em seu conjunto.

Assim, as novas perspectivas sobre a organização complexa das matérias e a possibilidade de invenção de novas formas nos convidam a reformular o antigo entendimento sobre a posição e as relações entre as potências do Espírito – a Filosofia, a Ciência e a Arte.



OBRAS FUNDAMENTAIS | PASSAGENS , DE WALTER BENJAMIN


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise, das ciências sociais e da história ocidental. Destacados professores apresentam os elementos mais relevantes de cada obra, os aspectos biográficos de seus autores, o contexto histórico de sua produção e o diálogo estabelecido por eles com outros textos e campos do saber.

Neste encontro, a professora Marcela Oliveira apresentará Passagens, de Walter Benjamin.