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A filosofia de chuteiras


A relação entre o futebol e os saberes especializados pode se dar de diversas maneiras. Em sua forma mais difundida, esse jogo nada mais seria do que um dócil objeto que se ofereceria à comprovação de teses consagradas, sob uma ótica unicamente negativa: desde o “ópio do povo”, passando pela “sublimação desejante das massas”. Ou seja, em geral, o futebol é visto como uma antítese a qualquer modo de pensamento crítico. Como escapar dessa armadilha e fazer com que o futebol abra um novo campo de pensamento, levando a novas questões? Em meio a eventos mundiais de grande importância no Rio de Janeiro, a proposta desse curso é refletir sobre o que a vivência da paixão pela bola no campo nos faz pensar, procurando não julgar essa paixão, mas compreendê-la melhor.



O que Platão tem a nos ensinar sobre a vida


Júlio Pompeu é um dos professores da CASA desde o seu início, em 2006. Nesse curso ele aborda Platão, cuja obra é extensa e abrange todas as grandes áreas da filosofia: a ética, a estética e a metafísica. Seu estilo é direto e claro, apresentado em diálogos que têm como protagonista Sócrates, o divisor de águas da filosofia. O foco será nos diálogos em que Platão dá conselhos sobre a vida que vale a pena ser vivida.



Os pensadores


O curso reúne destacados professores para apresentar os aspectos mais relevantes do pensamento de alguns dos principais filósofos do Ocidente. Os temas serão analisados sob a perspectiva do contexto histórico, da biografia dos autores e de sua contribuição para a filosofia.



Reflexões sobre a filosofia de Heráclito


O propósito do curso consiste em demonstrar o forte vínculo com que o filósofo pré-socrático Heráclito (aproximadamente 535 a.C.-475 a.C.) apresenta as noções de ser, devir, tempo e morte. Todas elas são fundamentadas em uma concepção mobilista da realidade: numa vida em que tudo é movimento, exige-se a pergunta pelo seu sentido, indagando-se, portanto, para onde nos movemos. Segundo o filósofo de Éfeso, a finalidade desse sentido, bem como seu principal desejo, é a morte, sendo o tempo e o devir as potências que a realizam.



Nietzsche e Oswald de Andrade


O curso analisa as curiosas sintonias entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o escritor brasileiro Oswald de Andrade. Se Nietzsche rompe com a academia e se torna mais filósofo conforme aproxima seus textos do discurso poético, Oswald parece submeter sua poética a uma intensa elaboração conceitual. Ele chegou a redigir, em 1950, uma monografia para concorrer à cadeira de professor de Filosofia na USP cuja principal referência era Nietzsche. Apesar de se tratar de percursos aparentemente opostos, encontram-se nos textos mais maduros de ambos os autores uma crítica ao racionalismo acadêmico, a valorização da sensibilidade artística e a dissolução dos limites entre filosofia e poesia tanto no plano temático quanto no estilístico.



Três considerações filosóficas sobre o Brasil


Será que a filosofia no Brasil possui uma perspectiva diferente das tradições europeia e norte-americana? Muitos pensadores estrangeiros acham que sim. Professor da CASA DO SABER RIO desde sua inauguração,  o doutor em Filosofia e Teoria Psicanalítica André Martins também ousa dizer que sim. Nesse curso ele aborda três aspectos de fundamentos epistemológicos da filosofia que emergem de nossa cultura. O objetivo é propor uma reflexão sobre o quanto o que pensamos é diferente do que  se vê mundo afora – por mais que nós, devido ao nosso sentimento de cidadãos do mundo e ao complexo de vira-lata identificado por Nelson Rodrigues, não acreditemos que seja.



Introdução a Wittgenstein


Além de ser considerado um dos maiores e mais originais pensadores do século passado e da história da filosofia, Wittgenstein é uma das personalidades mais influentes da contemporaneidade. No entanto, sua filosofia ainda é de difícil acesso. O propósito do curso é auxiliar a compreensão do pensamento de Wittgenstein – eleito pela revista Time uma das cem pessoas mais importantes do século XX –, dando ênfase à sua segunda grande obra: Investigações filosóficas.



Aspectos fundamentais da tragédia grega


Este curso aborda a proposta de filosofia da tragédia de Aristóteles (Poética) e analisa as tragédias sob dois aspectos fundamentais: estrutura e conteúdo. O gênero poético abarca quatro espécies: poema lírico, épico, cômico e dramático. Cada uma dessas espécies possui características próprias que as distinguem umas das outras. No caso do poema dramático, o elemento central é o enredo trágico. Para que ele provoque as emoções catárticas (temor e piedade), o dramaturgo deve estruturar a sua narrativa de acordo com a fórmula dramática de reviravolta, reconhecimento e calamidade. Em outras palavras, a história deve provocar uma tensão no espectador e, ao mesmo tempo, uma expectativa pela solução. Assim, invariavelmente, a peça apresenta, logo no começo, o problema; em seguida, há um reconhecimento da causa do problema; e, por fim, uma morte. Será abordado um de seus aspectos estruturais (o tempo) e também dois aspectos do seu conteúdo: a caracterização do herói e o embate entre ele e o seu antagonista; e o crime. As peças trágicas são marcadas, em sua maioria, por mortes violentas e por crimes entre membros de uma mesma família. A preferência por esse tipo de história está relacionada ao objetivo de mexer com as emoções do espectador. É chocante “testemunhar” a ação de um pai que mata a própria filha (Ifigênia em Aulis) ou de uma esposa que mata o marido (Agamêmnon).



Introdução à filosofia islâmica


O curso pretende oferecer ao aluno uma visão panorâmica e introdutória ao rico universo da filosofia islâmica a partir da apresentação dos fatos históricos relevantes para a formação dessa tradição e das ideias de seus mais importantes pensadores. Para tanto, iniciaremos com uma exposição sobre o nascimento e desenvolvimento do islamismo, passando pela fundação da Casa do Saber pelo califa de Bagdá, atentando à sua enorme influência cultural no mundo islâmico. Em seguida, passaremos aos mais importantes pensadores da era de ouro da filosofia muçulmana, como Ibn Tufayl, Ibn Sina e Ibn Rushid.



A arte vista por filósofos fundamentais alemães


Diferentemente da filosofia tradicional, o pensamento contemporâneo vem, desde o final do século XIX, valorizando cada vez mais a arte. O objetivo deste curso é apresentar quatro momentos decisivos desta valorização na Alemanha: em Nietzsche, Heidegger, Benjamin e Adorno. Em todos eles, será destacado o modo pelo qual a filosofia enxergou na arte uma forma de corresponder aos desafios históricos que as épocas moderna e contemporânea traziam para o homem.

 



A filosofia explica as grandes questões da humanidade


O homem é livre? Deus existe? O que é um comportamento ético? Muitas das questões que acompanham e instigam o homem ao longo dos tempos são temas de A Filosofia Explica as Grandes Questões da Humanidade, best seller recém lançado que é fruto de quase uma década da experiência bem-sucedida do curso Grandes Questões da Humanidade, da Casa do Saber em São Paulo. Clóvis de Barros Filho e Júlio Pompeu apresentam a filosofia encarnada na vida, com humor e exemplos cotidianos sem, no entanto, abrir mão da fidelidade às ideias centrais de pensadores como Platão, Aristóteles, Hobbes, Maquiavel, Nietzsche e Foucault.



Pensadores II


O curso reúne destacados professores para apresentar os aspectos mais relevantes do pensamento de alguns dos principais filósofos do Ocidente. Os temas serão analisados sob a perspectiva do contexto histórico, da biografia dos autores e de sua contribuição para a filosofia.



Sexualidade e política


A problemática da sexualidade foi negligenciada ou tomada como uma questão “menos importante” na leitura tradicional da história da filosofia ocidental. O primeiro filósofo a compreender a sexualidade como uma questão de grande relevância foi Schopenhauer, que antecipou e influenciou enormemente as reflexões de Freud. Somente no século XX se pensou de modo mais significativo a articulação entre sexualidade e política. O presente curso pretende investigar três importantes momentos dessa reflexão, considerando as contribuições de Herbert Marcuse e Michel Foucault e analisando as tendências contemporâneas, com destaque para a teoria queer.



O que os antigos nos ensinam sobre a arte de viver?


O objetivo desse curso é apresentar Sócrates e algumas escolas socráticas que surgiram logo após a sua morte, como o Cinismo, o Estoicismo e o Epicurismo. Tais escolas, que tinham perspectivas filosóficas antagônicas, formaram o campo de discussão filosófica por quase 700 anos de nossa história, até a eclosão do Cristianismo, que, por sua vez, as reinterpreta. A partir do imperativo “Conhece-te a ti mesmo” e da necessidade de a filosofia transformar a vida daqueles que filosofavam, podemos dizer que todas essas escolas têm em comum a proposta de uma “arte de viver”. Assim, discutiremos essas linhas de pensamento apresentando suas diferentes concepções do mundo e seus consequentes projetos de vida.



Indivíduo x Sociedade


Todos parecem concordar que o homem é um ser social. Porém, o que se entende por ser social? O homem é essencialmente um ser de grupos, de bandos, ou é talhado naturalmente para viver em grandes sociedades? Por que, afinal, é tão difícil ajustar os desejos individuais à vida social? Para um grande iluminista como Holbach, o que significa produzir as “virtudes sociais”? E até que ponto a saída individual de Nietzsche não contempla o social? Essas e outras questões constituem a preocupação básica desse curso, que, entre outras coisas, deseja discutir o lugar que o indivíduo ocupa no social e o social no indivíduo, buscando chegar a uma posição em que um não anule ou destrua o outro. O privado e o público: como compatibilizar esses dois polos da vida humana? Uma discussão que tem adquirido cada vez mais relevância nos últimos tempos. Para pensarmos esse tema, nada melhor do que tomar por base duas filosofias que, a despeito de parecerem tão diferentes no conjunto, em um ponto elas quase se confundem: na valorização das paixões para a produção de um homem livre do domínio da religião e da tirania.



Quatro grandes discussões filosóficas


Um curso sobre como pensadores antigos e modernos trataram algumas das maiores questões existenciais da humanidade. Para os iniciantes e para os já encantados pela filosofia.



Contra a pseudociência e outras questões da filosofia da ciência


A ciência tornou-se um objeto importante de reflexão filosófica de destacados pensadores do século XX. O objetivo do curso é apresentar problemas relevantes na área, como o conceito de conhecimento, a demarcação entre ciência e pseudociência, a veracidade das teorias, a questão do progresso científico, entre outros, além de mostrar as soluções propostas por filósofos da ciência como Pierre Duhem, Karl Popper, Thomas Kuhn, Imre Lakatos e Paul Feyerabend.



Introdução à filosofia do Egito Antigo


O objetivo do curso é explicitar o caráter filosófico de obras produzidas no Egito antigo, problematizando a ideia de que a filosofia seria, apenas, um acontecimento grego na Antiguidade. Diante de um suporte crítico-teórico de autores como Cheikh A. Diop, Théophile Obenga, Molefi Asante e Martin Bernal, vamos apresentar o fluxo intenso de trocas entre Egito e Grécia. O destaque será o caráter filosófico dos textos de Pta-hotep, Amenemope, Merikare e Amenenhat I, que se debruçam sobre interrogações acerca da maneira como se deve viver bem com o próprio coração e sem extremos desajustes com os outros. O curso se propõe ao que, no Egito antigo, poderia ser descrito como um passeio pelo Nilo: um exercício de atravessar o rio (vida) com o barco de Thot e Maat (a filosofia).



Plotino, o teórico do êxtase


O curso apresentará o pensamento de Plotino (205-270 d.C.), o grande filósofo neoplatônico. Nascido no Egito, ensinou em Roma uma filosofia que é elogio da contemplação enquanto busca do divino em nós e no mundo. Exposta nas Enéadas, essa metafísica intuitiva marcou Santo Agostinho, os pensadores da Renascença, Bergson e Borges.



Zico, o maior ídolo da maior torcida do mundo


Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é o maior artilheiro da história do Maracanã. Os 333 gols que o eterno camisa 10 da Gávea fez no mais famoso estádio de futebol do mundo foram transformados em bens imateriais da cidade do Rio de Janeiro. Zico foi indicado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol um dos 15 melhores jogadores de futebol do século XX – o terceiro melhor do Brasil, atrás apenas de Pelé e Garrincha. Zico, que acaba de completar 60 anos, conversa sobre a sua trajetória e suas visões do esporte na CASA DO SABER RIO O GLOBO com um economista e um doutor em filosofia apaixonados por futebol. 



A arte de envelhecer


Partindo de diferentes perspectivas filosóficas, o curso apresenta "lições" para se viver e se envelhecer bem. O tema do envelhecimento será trabalhado à luz do estoicismo, do epicurismo e do pensamento de Schopenhauer. Também será abordada a relação da chegada da maturidade com a filosofia dos sete princípios de Maulana Karenga, sociólogo e filósofo criador da celebração afro-americana Kwanzaa.



Questões de filosofia da ciência II


Dando continuidade (mas de forma independente) à exposição iniciada no curso anterior acerca das reflexões filosóficas sobre a ciência realizadas no século XX, este segundo módulo apresentará o pensamento de mais três importantes filósofos. O objetivo é aprofundar a discussão, ampliando o leque de temas estudados. O curso iniciará com o pensamento do físico, filósofo e historiador da ciência Pierre Duhem sobre a natureza da teoria física. Na segunda aula, será abordada a filosofia da ciência natural de Carl Gustav Hempel. No terceiro dia de aula, o foco será a virada pragmática de Larry Laudan na compreensão da ciência.



Pensadores: século XX


O curso reúne destacados professores para apresentar os aspectos mais relevantes do pensamento de alguns dos principais filósofos do Ocidente. Os temas serão analisados sob a perspectiva do contexto histórico, da biografia dos autores e de sua contribuição para a filosofia.



Criar ou enquadrar-se: qual o seu mais alto sentimento?


“Meu ensinamento diz: viver de tal modo que tenhas de desejar viver outra vez, é a tarefa – pois assim será em todo o caso! Quem encontra no esforço o mais elevado sentimento, que se esforce; quem encontra no repouso o mais elevado sentimento, que repouse; quem encontra em enquadrar-se, seguir, obedecer, o mais elevado sentimento, que obedeça.” Nesse fragmento escrito no outono de 1881, publicado postumamente, Nietzsche enuncia seu pensamento sobre o eterno retorno de uma maneira particularmente instigante, lembrando Fernando Pessoa: “Sê inteiro em tudo que fazes”. Nietzsche radicaliza o preceito, acrescentando que se esteja inteiro mesmo que seja ao enquadrar-se e obedecer, caso o indivíduo encontre na obediência o seu mais elevado sentido. Nietzsche está afirmando que existe, em alguns casos, uma “natureza” submissa? Há submissos por natureza?

Pode haver saúde na submissão? Questão difícil e paradoxal, sobretudo se formulada por um dos maiores pensadores do ato criativo. Canguilhem relativizava o conceito de saúde, sendo por isso muitas vezes mal interpretado, como se qualquer estado físico ou psíquico pudesse ser tomado como saudável. Winnicott e Espinosa esclarecem que não, embora a relatividade da saúde permaneça, na forma de afirmação da realidade atual e de uma gradação entre a enfermidade e a saúde. Espinosa, por outro lado, propõe a obediência como um bem, mas sob certas condições, podendo ser a desobediência uma libertação. Nesse curso nos propomos a investigar esse paradoxo, com a ajuda da filosofia de Nietzsche, Espinosa e Canguilhem e da teoria psicanalítica de Winnicott.



Os filósofos e as formas de arte


Na filosofia contemporânea, a relação com a arte foi experimentada com vigor inédito na história. Seus autores não pensaram apenas sobre a arte, mas com a arte e através da arte. Isso foi feito por meio da investigação articulada das obras de artistas singulares com as formas de arte em geral, como a pintura, o cinema, a literatura e a poesia. Tratava-se de descobrir a potencialidade de tais formas por meio do exercício delas feito por grandes artistas.



A estética de Schopenhauer


Esse curso apresenta o tema da contemplação estética e o estudo das diferentes artes, tal como abordados pelo filósofo Arthur Schopenhauer no terceiro livro de sua obra principal: O mundo como vontade e representação (1819). Essa estética marca um contraponto “risonho” à sua filosofia pessimista.



Justiça: do sentimento à ideia


O que é a justiça? Esta pode parecer uma pergunta sem importância, pois quer tenhamos uma resposta ou não para ela, o fato é que muitas vezes vemos e sofremos coisas que chamamos de injustiça. Um sentimento ora de raiva, ora de impotência, outras vezes de indignação, uma estranha sensação de que algo está fora do lugar, de que as coisas não deveriam ser daquela maneira. A justiça seria a correção desses sentimentos ruins. Para além de um sentimento, será que podemos compreender o que é o justo e o injusto em nossa existência? Esse curso apresentará ideias antigas e modernas sobre a justiça, do sentimento à ideia, sob o olhar da filosofia.



A morte do homem e o além-homem


A morte do homem – anunciada por Nietzsche e posta em análise por Michel Foucault – é um acontecimento pouco explorado pela filosofia contemporânea. Entretanto, o mundo atual coloca em evidência as consequências desse evento, ao mostrar subjetividades e formas de vida não mais regidas pelos valores que orquestravam o humanismo moderno. Assistimos ao advento de vidas pós-humanas incrementadas pelas ciências e tecnologias que anunciam uma nova era, com novos poderes, novas subjetividades e novos estilos de vida: a era cyborg. O curso analisa o declínio da forma homem e o surgimento de vidas pós-humanas, cuja principal característica é a hibridização do orgânico com a máquina.



Filosofia natural da incerteza


A formulação do princípio da incerteza, por Werner Heisenberg, em 1927, representou para muitos filósofos da ciência uma ruptura radical com a cosmovisão “clássica”, baseada no mecanicismo newtoniano. O paradoxo é claro: a intervenção experimental requerida para se conhecer, isto é, medir com precisão um dado aspecto de um sistema microscópico necessariamente inviabiliza a determinação, com precisão comparável, de uma grandeza complementar. Mesmo o mais sofisticado dos aparatos experimentais não poderia extrair senão uma parcela limitada da informação necessária para determinar, à maneira clássica, a evolução do sistema. Ou seja: a partir de então, produzir conhecimento se torna indissociável de produzir ignorância. Na perspectiva de Heisenberg, a vigência dessa incerteza fundamental em nossa apreensão dos eventos em escala microscópica acarreta um desdobramento da própria noção de “realidade”. Não há entidades com atributos continuamente estáveis e definidos no domínio quântico. Para aquém da realidade atual, efetiva, regras matemáticas governam o possível; o que chamamos de “mundo objetivo” seria então a expressão macroscópica de uma trama de relações microscópicas que não padecem, elas mesmas, de “objetividade”. As substâncias individualizadas que comporiam a instância última da existência material são substituídas por virtualidades, “coisas vagas”. Portanto, a convicção tradicional de que o “mundo real” seja essencialmente bem determinado se reduz a uma crença de caráter metafísico (ou psicológico) que não é reivindicada pela própria teoria quântica – que, com o tempo, revelou-se a mais bem comprovada concepção já produzida pela física. Com não pequena ironia, a incerteza parece agora ser a mais confiável das certezas...



Uma reflexão sobre o amor


Schopenhauer dizia que o amor não era algo humano e sim um artifício que a natureza inventou para se perpetuar. Nietzsche, seguindo uma linha semelhante, afirmava que “o amor é a espiritualização da paixão” ou da “sensualidade”, querendo com isso dizer que o homem diviniza, eleva, dá contornos de grandeza ao desejo. Carnal ou espiritual, natural ou inventado, o que é o amor? É um sentimento que une os seres ou uma força transgressora que pode ameaçar o equilíbrio e a ordem social, se não for contido no casamento? Eros e Liberdade: o que se ganha e o que se perde do eu na relação com o outro? Esse curso discutirá as definições de amor na filosofia e na literatura; as diferentes formas de amor: o amor carnal, o amor espiritual, o amor cristão, a amizade; o amor como força transgressora e política; e as formas de captura do amor pelos poderes estabelecidos.



A filosofia nos contos de fadas


A partir da compilação iniciada pelos Irmãos Grimm, o curso fará, em quatro aulas, uma leitura filosófica e crítica dos contos de fadas com o auxílio do aporte teórico de Gilles Deleuze. Serão discutidas as emoções, os afetos e as percepções suscitados pelos contos de fadas, com um exame mais detalhado das figuras estéticas da princesa, do sapo/príncipe e da bruxa, ampliando, assim, as possibilidades de compreensão dos elementos inconscientes da literatura infantil.



Valor para canalhas 


Em Édipo Rei, Sófocles nos apresenta uma esfinge que se coloca diante dos viajantes e lança o enigma: "decifra-me ou te devoro". Nossa esfinge são os valores. Ou os compreendemos e assumimos as rédeas de nossa existência, agindo de acordo com eles; ou então nos deixamos ser devorados, vivendo uma vida cujos valores são estranhos a nós mesmos. Neste curso, baseado em Valor para canalhas: uma filosofia sem garantias, próximo livro de Clóvis de Barros Filho e Júlio Pompeu, serão apresentadas as maneiras com as quais alguns dos maiores gênios da humanidade pensaram a questão dos valores. Afinal, o que são? Para que servem?



Grandes mulheres trágicas na literatura


“O que quer a mulher?”, perguntou Freud depois de especular durante anos sobre a alma feminina. Também na literatura não foram poucos os que se debruçaram sobre o tema. O presente módulo apresenta algumas das faces mais interessantes que a mulher já assumiu ao longo dos tempos em alguns dos maiores clássicos da literatura universal, num percurso permeado por revelações, mistérios e uma interrogação: em que medida essas mulheres ajudam a encontrar a pedra filosofal da questão feminina? Em que medida elas mostram mais uma vez que a verdadeira filosofia se encontra numa grande pergunta e não em pequenas respostas?



A origem da filosofia


O começo da filosofia entre os gregos fundou a forma de pensar da civilização ocidental. Quais suas condições de criação e em que ela consiste? O objetivo do curso é apresentar a filosofia quando ela ainda buscava se diferenciar dos outros discursos que lhe eram contemporâneos: o mitológico, o sofístico, o poético, o político. Nesse instante, antes que cristalizasse sua identidade com Platão, a filosofia respirava o frescor do início, em aberto, de sua própria essência.



A filosofia da linguagem contemporânea


A questão da linguagem é central na filosofia contemporânea desde o início do século XX. Mas nem sempre foi assim. Na tradição clássica e no início da modernidade, a linguagem tinha um status secundário no sistema filosófico. O que significa essa mudança? Exploraremos inicialmente o tema da “virada linguística”, que nos permite entender essa ruptura radical com a tradição e essa transformação do pensamento. Em seguida, trataremos de algumas das principais concepções de linguagem em relação a duas articulações fundamentais: linguagem e mente, linguagem e corpo.



Repensando a psicanálise com a filosofia


Para que a psicanálise seja capaz de resgatar a intenção libertária de Freud em tempos pós-modernos, será necessário proceder a novos arranjos conceituais, de modo a permitir ao sujeito contemporâneo a dilatação da capacidade criativa de obter prazer. Somente encontros proveitosos com outros saberes poderão proporcionar a construção de uma ética psicanalítica que afaste o sujeito da submissão às próprias forças psíquicas e, pelo mesmo movimento, dos poderes coercitivos de uma sociedade globalizada espetacular.



Qual é o sentido da vida?


O objetivo do curso é perseguir uma das questões mais tradicionais da humanidade e recolocá-la de modo (estritamente) filosófico, por meio de um diálogo com seis pensadores. Pensar a filosofia como um exercício espiritual, uma sabedoria de vida que pode fornecer pistas sobre o que somos, como vivemos, os por quês e as alternativas de revisão existencial. Não se trata de uma metodologia de ajuda que possa ofertar uma receita, mas de um curso introdutório com uma questão única. “Qual é o sentido da vida?” em tradições, escolas e linhas de pensamento tão diversas? O objeto das aulas é lançar algumas luzes sobre essa interrogação tendo como interlocutores pensadores africanos (Amenemope e Ramose), ocidentais (Platão e Nietzsche) e orientais (Confúcio e Gautama). O curso pretende funcionar como uma “oficina” de conceitos (existenciais) para que a turma problematize, compare e analise estilos de vida. O intuito é entender o que está por trás, o que está à frente e o que sustenta uma das dúvidas mais resistentes, perenes e, para muita gente, insolúvel.



Spinoza e sua obra extraordinária


Contemporâneo de Descartes, Hobbes e Newton, Baruch de Spinoza (1632-1677) escreveu sua obra na aurora da modernidade. Ele concordava com a ciência e a filosofia nascentes que desafiavam os argumentos de autoridades medievais que permitiam pensar apenas a partir das Escrituras Sagradas.

Mas discordava fortemente dos alicerces sobre os quais a nova filosofia se erguia. Tais alicerces eram análogos aos da filosofia medieval e remontavam a Sócrates e Platão, que consideravam: a ontologia que separa o mundo em duas substâncias, uma espiritual, racional ou pensante, outra material e passiva; a antropologia que daí decorre, que toma corpo e mente, ou alma, como duas substâncias; a concepção da vida social atomizada; e, por conseguinte, a existência do Bem e do Mal, o desinteresse e a não afetividade do pensamento; o arbítrio livre de um sujeito imaterial que pode e deve impor suas conclusões supostamente racionais à ação corporal, à teleologia na natureza, à ordem moral do mundo.

Ao criticar a modernidade nascente, Spinoza se revelava um filósofo cujo pensamento era muito à frente de seu tempo. Sua filosofia ilumina questões caras a nosso tempo, postas e evidenciadas pela derrocada do projeto iluminista e civilizatório moderno.

Por ocasião do inédito lançamento da obra completa de Spinoza em língua portuguesa, esse curso apresenta e sistematiza o pensamento desse grande filósofo holandês de família portuguesa, considerado “o príncipe da filosofia”.



Rafael Costa e Silva – Reflexões e prática de um chef revelação


Para conseguir mesa no restaurante Lasai é preciso paciência, pois a lista de espera é de semanas. Mas quem teve o prazer de provar os pratos de Rafael Costa e Silva não costuma se incomodar com isso. Suas criações ganharam a crítica, o respeito e a admiração dos colegas, entre eles o chef mais importante das últimas décadas, o espanhol Ferran Adriá, que revolucionou a gastronomia mundial com o seu El Bulli. Foi no Lasai que Adriá jantou, às vésperas da final da Copa do Mundo, durante uma viagem de bate e volta ao Brasil. Ele queria ver o que o ex-sous chef do Mugaritz, apontado como um dos melhores restaurantes do mundo, estava aprontando em sua primeira experiência solo.

Os alunos da CASA DO SABER RIO O GLOBO terão o prazer de conhecer de perto o talento de Rafael e de sua afinada (e cosmopolita) equipe e saber como ele encantou Adriá e outros chefs, como Andoni Luis Aduriz do Mugaritz. Serão dois encontros especiais, de teoria e prática. No primeiro, aqui na CASA, ele dará uma aula sobre sua trajetória, sua formação, sua compreensão da gastronomia, sua filosofia e preocupação em conhecer cada produto e cada produtor. No segundo, a turma será convidada especial de um almoço no restaurante Lasai para se deliciar com as invenções de Rafael. Certamente, um dos cursos mais saborosos da história da CASA.



Estilos literários na filosofia


Na história ocidental, os filósofos elaboraram seus pensamentos em diversos estilos de escrita que devem ser levados em conta na interpretação de suas obras. A filosofia não nos oferece apenas teorias, mas também formas literárias. Os diálogos de Platão, as meditações de Descartes, as metáforas de Nietzsche e os ensaios de Benjamin serão examinados a partir da relação entre estilo e pensamento, forma e conteúdo.



Um olhar para a China através da cultura, da filosofia e da literatura


Conhecida como o império do meio, a China é um país que há menos de 200 anos tinha 50% do PIB mundial. Agora, o país parece voltar, aos poucos, à antiga pujança, depois de um crescimento vertiginoso nas últimas décadas. Será que o capitalismo funciona melhor sobre os fundamentos de uma economia rigorosamente planejada do que debaixo de um Estado mínimo? Maior parceiro comercial do Brasil, a China ainda é pouco conhecida por aqui. Esse curso pretende abordar obras fundamentais escritas por chineses, como Lao-Tsé e Sun Tzu, e também a China, como os passeios estrangeiros de Marco Polo nas Viagens maravilhosas e de Kafka. E finaliza discutindo a literatura que recentemente deu ao mundo dois Prêmios Nobel e continua vinculada àquilo que marca culturalmente a China.



Alter ajuda - A filosofia ubuntu em três lições


Diante de uma oferta cada vez maior de livros de autoajuda, esse curso propõe a alter ajuda: uma formulação contrária à tese de que a capacidade individual é suficiente para promover a solução de problemas. Pela alter ajuda, a construção de alternativas de auxílio individual se efetiva somente no encontro com o outro. Através da ontologia, da epistemologia e da ética ubuntu, concebidas pelo filósofo sul-africano Mogobe Ramose, será problematizada a limitação da capacidade que o indivíduo tem para cuidar de si.



Uma introdução à filosofia de Deleuze


Gilles Deleuze, professor de Filosofia da Universidade de Vincennes Paris VIII, inaugurou o que chamou de filosofia da diferença, que fez dele um dos mais importantes pensadores de toda uma geração de intelectuais franceses dos anos 60. Seus primeiros livros procuravam estabelecer relações entre os termos e os conceitos presentes em obras de mestres como Nietzsche, Spinoza, Hume e Kant explorando suas diferenças. Em sua fase mais madura, entretanto, Deleuze decidiu parar de falar sobre a diferença para criar a diferença, e, assim, praticá-la. Diferença e repetição, tese de doutorado logo publicada em livro, representa esse salto em seu pensamento e expõe solidamente as bases de sua filosofia. Esse curso se propõe a apresentar de maneira clara o pensamento de Deleuze, utilizando seus principais conceitos como ferramenta para pensar o presente.



Tapetes persas, perfumes orientais


“Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei/ Lá tenho a mulher que eu quero/ Na cama que escolherei.” Os versos de Manuel Bandeira dão o tom de uma viagem filosófica, cultural e literária que tem imagens de sonho e pretende destrinçar a Turquia e a antiga Pérsia, atual Irã. Ao longo do curso, descobriremos que Homero talvez tenha sido turco, conheceremos Sanliurfa, com a Bíblia de Abraão, e também os fundamentos ancestrais de conflitos geopolíticos que se estendem até hoje e se mostram cada vez mais acirrados. Depois passearemos pelo Corão e pela filosofia de Nietzsche, passando pela magia de As mil e uma noites até chegar às obras de alguns dos maiores poetas da história da literatura universal, os persas Omar Khayyam, Rumi, Hafiz e Firdusi.



Momentos nietzschianos


O curso apresentará quatro momentos fundamentais do pensamento de Friedrich Nietzsche (1844-1900). Quatro pontos fortes de uma filosofia que, em sua fase madura, reflete sobre a necessidade da crítica radical dos valores em uma modernidade considerada decadente e niilista.



Carta sobre a felicidade


“Não existe vida feliz sem prudência, beleza e justiça. E não existe prudência, beleza e justiça sem felicidade”, afirma Epicuro (341 a.C. – 270 a.C.) em sua Carta sobre a felicidade. Partindo desta correspondência endereçada a Meneceu, que aponta para os caminhos da condição humana para se alcançar a saúde do espírito, o curso propõe um debate filosófico acerca das possibilidades para uma vida feliz. Dentre os fundamentos assentados na filosofia epicurista, será analisada com maior atenção a virtude da prudência como elemento-chave para a compreensão e a realização da felicidade.



Pensadores


Em comemoração aos seus dez anos, a CASA DO SABER RIO O GLOBO traz de volta o tradicional ciclo Pensadores, reunindo destacados professores para a apresentação dos aspectos mais relevantes do pensamento de alguns dos principais filósofos do Ocidente. Os autores serão analisados segundo o contexto histórico de sua obra, sua biografia e sua contribuição para a história da filosofia. Nesta edição, seguiremos dos pré-socráticos a Kant, em 15 aulas semanais, que poderão ser acompanhadas do início ao fim, em sua totalidade, ou de maneira independente, em aulas avulsas.

AULA AVULSA: R$ 120
5 AULAS: R$ 170 + 2 PARCELAS DE R$ 170
10 AULAS: R$ 300 + 2 PARCELAS DE R$ 300
15 AULAS: R$ 400 + 2 PARCELAS DE R$ 400

*Para compras de aulas avulsas e pacotes, favor ligar para (21)2227 2237.



Tragédia grega em quatro atos


Heroísmo, honra, destino, livre-arbítrio, glória, piedade. A universalidade dos temas presentes nas tragédias gregas ajuda a explicar como elas foram capazes de sobreviver ao tempo e continuaram a ser objeto de investigação e análise dos mais diversos campos do saber, da filosofia às artes, passando pela psicanálise. Eduardo Wotzik, destacado diretor teatral, realizou mergulhos profundos nas obras de Eurípides e Sófocles para traduzi-las em duas premiadas peças: Troia e Édipo Rei.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Wotzik para propor uma nova imersão nesses dois textos, dissecando o processo criativo das narrativas possíveis para cada uma de suas montagens. Em um segundo momento, atores convidados realizam, em conjunto com a turma, leituras das peças seguidas de discussões sobre os textos.



Renascimento - arte, filosofia e política


Foi o pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, em sua Vida dos mais ilustres pintores, escultores e arquitetos (1550), quem primeiro usou o termo “Rinascità” (Renascimento) para caracterizar a produção artística da Itália entre a Idade Média e o início da Modernidade. Mas tem sido controversa a caracterização do período como categoria histórica. A identidade própria desse conjunto de obras artísticas e a importância da contribuição de seus escritores ao pensamento filosófico e político ocidental só recentemente foram reconhecidas.



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



O filósofo, o bruxo e o poeta


A criação na literatura, na poesia e na filosofia revela uma zona comum de experimentações realizadas por pensamentos empenhados em criar novas possibilidades de vida para a existência. Da poesia de Fernando Pessoa à filosofia de Gilles Deleuze – tendo como intercessor o escritor Carlos Castaneda, que desvela nuances de bruxaria literária –, elucidaremos os aspectos estéticos e éticos de tais empreendimentos criativos.

Da filosofia, buscaremos as características conceituais do construtivismo filosófico de Deleuze; de Pessoa, a criação dos heterônimos como condição de avaliação da experiência poética; e de Castaneda, a aventura literária de um aprendiz de feitiçaria para esclarecer as principais ideias do pensamento expresso na obra. O curso é um exercício transdisciplinar que valoriza a criação em três pensamentos construídos como práticas de liberdade.



Simbolismo, mito e filosofia


É usual afirmar que a filosofia aparece no cenário da Grécia Antiga como oposição à religião e ao mito. Ambos estariam, em tese, mergulhados na linguagem simbólica, isto é, na iluminação de realidades desconhecidas por meio de vínculos analógicos com realidades conhecidas. O resultado é uma aparente oposição entre a filosofia e o simbólico. O objetivo do curso é explorar algumas das relações – conflituosas ou não – entre o pensamento filosófico e a via simbólica, a fim de compreender melhor suas respectivas naturezas e dimensões.



Encontros do cinema com a filosofia


Os filmes selecionados para esse curso têm em comum o uso da lente cinematográfica como recurso para propor uma reeducação do olhar, quase sempre viciado em repetir o próprio ponto de vista. Apresentando ângulos inesperados para o tratamento de questões humanas e classicamente filosóficas, como as ideias de verdade, justiça e finitude, esses filmes levam, necessariamente, à reflexão. Investindo na arte do olhar como possibilidade de cura e de transformação contínua da nossa relação com a existência, formulam uma pedagogia do espanto, perspectiva que orienta e impulsiona a filosofia desde a sua origem.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO oferece, das 17h às 19h, gratuitamente, sessões dos filmes nas mesmas datas das aulas.



A filosofia encontra o cinema


Os filmes selecionados para esse curso têm em comum o uso da lente cinematográfica como recurso para propor uma reeducação do olhar, quase sempre viciado em repetir o próprio ponto de vista. Apresentando ângulos inesperados para o tratamento de questões humanas e classicamente filosóficas, como as ideias de verdade, justiça e finitude, esses filmes levam, necessariamente, à reflexão. Investindo na arte do olhar como possibilidade de cura e de transformação contínua da nossa relação com a existência, formulam uma pedagogia do espanto, perspectiva que orienta e impulsiona a filosofia desde a sua origem.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO oferece aos inscritos, das 17h30 às 19h, sessões dos filmes nas mesmas datas das aulas.



Grandes temas na poesia brasileira


Esse curso pretende abordar quatro grandes temas – universais – na poesia brasileira: amor, morte, natureza, cidade. Os encontros serão guiados pela leitura de poemas, a fim de destacar estéticas coincidentes ou antagônicas em relação ao tema proposto. Serão observados momentos considerados decisivos de interação entre situação histórica, ideologia, filosofia e singularidades autorais, tendo sempre como ponto de interesse a expressão poética.



Schopenhauer: uma introdução


Em setembro de 2006, dei o meu primeiro curso na CASA DO SABER RIO. Era uma breve incursão na Filosofia de Arthur Schopenhauer (1788-1860), o último dos grandes filósofos do Idealismo alemão. Agora, dez anos depois, reapresento o curso, com o acréscimo de uma aula inédita sobre “A responsabilidade moral”, tema de grande importância em nossa época.



A filosofia encontra a literatura


O encontro entre a filosofia e a literatura oferece um significativo horizonte para consideração acerca de questões fundamentais ao pensamento. Foram muitos os autores da literatura mundial que beberam na fonte da filosofia de Arthur Schopenhauer, por exemplo, como Samuel Beckett, Jorge Luis Borges, Franz Kafka, Machado de Assis, Marcel Proust, Thomas Mann, Turgueniev e Fernando Pessoa, entre outros.

Nesse curso, três importantes temas schopenhauerianos – tragicidade da existência, tédio e liberdade – serão investigados a partir de diálogos entre a filosofia e a literatura.



Sentidos contemporâneos da política


Desde a origem da filosofia, a política é uma preocupação central. Diante, porém, dos desafios contemporâneos surgidos no século XX, as concepções antigas mostraram-se insuficientes. Novos pensadores formularam, então, outros modos de abordar o convívio plural entre os homens na relação com a sociedade. Entre os principais autores desse grupo – destacados pelo caráter crítico e criativo de suas reflexões –, estão Hannah Arendt, Michel Foucault e Gilles Deleuze, analisados nesse curso.



Perdoar e pecar


A ideia de perdão envolve sentimentos e ações tão diferentes quanto as de culpa, crime, castigo, pecado, sofrimento, morte, esquecimento e reconciliação. Sendo um tema de fronteira, está presente em discursos diversos, como o religioso, o jurídico, o político, o ético, o psicanalítico, entre tantos outros. O curso realiza uma filosofia histórica que leva a pensar, a partir da perspectiva religiosa, sobre o que significa pecar e perdoar nos últimos e tumultuados tempos.



Foucault x Foucault


Morto há mais de 30 anos, Michel Foucault deixou uma obra vasta que ainda hoje serve de inspiração para pensadores do mundo todo. Homem complexo e de atitudes contrastantes, foi ao mesmo tempo um militante político radical e professor em uma das mais tradicionais instituições da França, o Collège de France. Estudioso de filosofia, era um intelectual em crise com seu tempo que extraiu da experiência pessoal a matéria-prima para suas reflexões e seus livros. A vivência num hospital psiquiátrico serviu de base para o livro A história da loucura, enquanto a situação dos presídios franceses o ajudaram a pensar questões que mais tarde resultariam no livro Vigiar e punir.

A vida e a influência desse brilhante filósofo é tema do filme Foucault x Foucault (Foucault contre lui-même), dirigido por François Caillat. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com Auterives Maciel Junior.



EDUX PARA EDUCADORES
Filosofia e literatura para infância


O EDUX é o ponto de encontro de todos aqueles que lidam com a infância. Professores, mães, assistentes sociais, arte-educadores, bibliotecários, escritores, ilustradores, psicólogos, fonoaudiólogos, pesquisadores, dentre tantos outros profissionais terão uma programação especial em nosso espaço, uma parceria da CASINHA DO SABER com o LER Instituto.

“Apressemo-nos a tornar a filosofia popular!”, disse certa vez Diderot. Nesse encontro vamos mostrar a profunda ligação entre a Filosofia e a Literatura Infantil, a importância de tratar das primeiras grandes questões reflexivas das crianças e entender por que trabalhar com a Literatura é um caminho filosófico para responder interrogações fundamentais da construção humana. Vamos apresentar alguns conceitos e caminhos que o LER Instituto trabalha e desenvolve em seus projetos, inclusive com as crianças da Casinha do Saber.  

Duração: 3 horas  



William James e Henry James: filosofia, literatura e vida


De que temos medo quando estamos diante de uma história de terror? Os monstros e fantasmas que aparecem nos assustam, sim, mas por quê? O ponto de partida aqui é um dos mais penetrantes romances de terror que já foi escrito – A volta do parafuso, de Henry James –, e o resultado é uma contribuição original à teoria literária, que apoia-se em uma operação surpreendente que revela o verdadeiro protagonista da obra: para entender o enredo de Henry, Gutman vai à teoria do filósofo William James, seu irmão. Não à teoria literária, que ele não tinha, mas a seu pensamento sobre a vida e a morte, sobre a mente e a consciência.

Nesta aula aberta, Guilherme Gutman convida o filósofo Pedro Duarte para um bate-papo sobre os terrores que temos do desconhecido. Em seguida haverá o lançamento de William James e Henry James: filosofia, literatura e vida, em que Gutman enfrenta, “com um fôlego conceitual raro, o desconhecido, em uma forma sua bem particular”.



Obras fundamentais


A CASA DO SABER RIO O GLOBO realiza um ciclo de encontros sobre quatro obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise e da história ocidental. Destacados professores apresentam os aspectos mais relevantes de cada obra, abordando o contexto histórico de sua produção; aspectos biográficos de seus autores, quando conhecidos; e o diálogo que estabeleceu com outros textos e outros campos do saber.

AULA AVULSA: R$ 130
CICLO COMPLETO: R$ 480
Para compras de aulas avulsas, ligar para (21) 2227 2237.

*Este curso será realizado na sala de conferências do Marina All Suites Hotel.
 



Conversas com Benjamin


O alemão Walter Benjamin (1892-1940) foi um pensador singular. Sua obra perpassa diferentes campos do saber, desafiando as classificações tradicionais. A riqueza de seu pensamento reside nos desvios ao caminhar por vários temas, o que toma corpo em sua escrita ensaística. Esse curso abordará algumas das conversas que ecoam nos textos de Benjamin entre a filosofia e outras áreas.



A vida que vira arte


A literatura, como qualquer outra forma de expressão artística, sempre é, em alguma medida, confessional. Um autor só atinge o universal quando é subjetivo, quando elabora uma experiência que o tocou, que o marcou. A subjetividade, no entanto, não garante que ele conseguirá sair da própria alma para chegar ao mundo lá fora, pois não há, nem de longe, uma ponte que leve, automaticamente, do umbigo ao universo. Mas sempre que essa ponte é construída, a literatura mostra que pode ser a filosofia que sabe dançar, a metafísica com jogo de cintura, a psicologia com histórias para contar, capaz de oferecer seus olhos para que vejamos melhor dentro de nós mesmos.

A partir de seis autores clássicos e de uma experiência pessoal, esse curso propõe um estudo sobre o que é verdade e o que é invenção na literatura, indicando como a realidade, a fantasia e a interação com outras obras podem virar romance. Além disso, pretende-se observar por que tipo de processos de transformação passam determinados eventos até virarem letra



Nietzsche e o combate ao pessimismo


O combate ao pessimismo contemporâneo – e a consequente crítica aos discursos enaltecedores do mal-estar – faz com que a filosofia de Nietzsche possa ser lida como uma exaltação trágica de três aspectos que o homem contemporâneo, contaminado pelo niilismo, deixou de valorizar: o riso, o jogo e a dança.

Em Nietzsche, rir é afirmar a vida em sua totalidade, extraindo do sofrimento a comoção da criação artística. Jogar é afirmar o acaso pelo lance de dados, submetendo-o ao crivo da imperiosa necessidade da vontade de potência. Dançar é afirmar o devir, querendo igualmente o seu eterno retorno. O propósito desse curso é tentar entender as condições do pessimismo a fim de se encontrar o meio adequado para a sua superação.



A pseudociência e outras questões da filosofia da ciência


A ciência foi um objeto importante de reflexão filosófica de destacados pensadores do século XX. O objetivo do curso é apresentar alguns dos problemas relevantes na área (como o conceito de conhecimento, a demarcação entre ciência e pseudociência, a veracidade das teorias, a questão do progresso científico, entre outros) a partir das obras de três filósofos da ciência: Karl Popper, Thomas Kuhn e Paul Feyerabend.



Reflexões sobre a filosofia de Heráclito


O propósito do curso consiste em discutir como o filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso (c. 535 a.C. a 475 a.C.) apresenta as noções de ser, devir, tempo e morte. Todas elas são fundamentadas em uma concepção mobilista da realidade: numa vida em que tudo é movimento, exige-se a pergunta pelo seu sentido, indagandose, portanto, para onde nos movemos. Segundo o filósofo, a finalidade desse sentido, bem como seu principal desejo, é a morte, sendo o tempo e o devir as potências que a realizam.



Ética: um percurso histórico


Assunto cada vez mais urgente numa sociedade em crise, a ética é tema desse encontro que a CASA DO SABER RIO promove em parceria com a Escola Parque. Guiados pelos professores de Filosofia Leandro Chevitarese e Renato Noguera, os participantes revisitarão momentos importantes da história para entender como o conceito se desenvolveu em diferentes épocas e civilizações.

A trajetória começará na Grécia Antiga, berço da ética clássica, com uma breve introdução à sua definição tradicional a partir de Sócrates. Depois serão discutidos os fundamentos da ética na Modernidade, evidenciando-se o contraste entre a deontologia de Kant e o utilitarismo de Bentham.

Será apresentada ainda a ética concebida pelo pensamento oriental, ilustrada pela formulação budista de Karuna (compaixão). Por fim, serão abordadas a ética Ubuntu, de origem africana, baseada no princípio de que “uma pessoa é uma pessoa através de outra pessoa”; e a ética Yanomami, sistematizada pelo filósofo Davi Kopenawa, através da ideia de que todos os seres vivos possuem a mesma cultura.

O encontro será mediado pela fundadora e diretora da Escola Parque, Patrícia Lins e Silva, que permeará as discussões com reflexões sobre o papel das instituições na formação ética dos indivíduos.  

13 DE JUNHO >TERÇA, ÀS 19H30, NA CASA DO SABER RIO
20 DE JUNHO > TERÇA, ÀS 19H30, NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA DA TRAVESSA DO BARRASHOPPING

Apoio
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Obras fundamentais


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise e da história ocidental. Destacados professores e artistas apresentam os aspectos mais relevantes de cada obra, abordando o contexto histórico de sua produção, aspectos biográficos de seus autores e o diálogo estabelecido com outros textos e campos do saber.

> AULA AVULSA: R$ 100
> 5 AULAS: R$ 500 
> 10 AULAS: R$ 900 

*Para compras de aulas avulsas e pacotes, ligar para (21) 2227 2237.  



O pensamento estético de Kant


Immanuel Kant (1724-1804) é importante para a história do pensamento estético tanto por sua concepção do juízo de gosto quanto por sua teoria do belo e do sublime, ambas formuladas em sua terceira crítica, a Crítica da faculdade do juízo (1790). O curso apresentará, de forma introdutória, esse momento capital da filosofia kantiana.



ZOIM: evento gratuito para pais e filhos


A CASINHA DO SABER realiza no próximo dia 22 de julho, das 15h às 17h, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), o ZOIM, projeto gratuito que irá reunir pais e filhos para reflexões e brincadeiras em torno do tema “Empatia: uma revolução afetiva”.


A proposta é que, através de encontros que reúnem arte, literatura e filosofia, o público vivencie na prática os pilares fundamentais da CASA DO SABER RIO: o estímulo ao pensar, ao aprender e ao conviver.  

A coordenação é de Carolina Sanches e Rona Hanning, do LER Instituto, parceiro da CASA na CASINHA DO SABER.


O evento é gratuito e sujeito à lotação. Serão distribuidas senhas de acesso a partir das 14h30, no próprio CCJF (Av. Rio Branco, 241 - Centro).

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

PARA CRIANÇAS DE 5 A 10 ANOS

LAB DE LETRINHAS, com Breno Abrantes e Clarissa Brito: Já imaginou como é a vida de uma criança na Síria? Ou como é ter nascido sem enxergar? Como é ser um Médico Sem Fronteira? Nesse LAB vamos experimentar, através da Literatura e de muitas dinâmicas, como enxergar o mundo por novas perspectivas, calçando o sapato de outras pessoas. 

LAB DE CRIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE PERSONAGENS EM BONECOS, com Bruno Dante, da Ba-Be-Bi-Bonecos: Como seria o mundo se todos fôssemos empáticos? Nesse LAB vamos usar a criatividade, construindo novas histórias e personagens para esse mundo do qual queremos fazer parte e no qual queremos viver.

PARA ADULTOS

LAB DE EDUCAÇÃO PARA O ENCANTAMENTO, com o escritor Márcio Vassallo: Para que servem a beleza e a estranheza na vida da gente? Com dinâmicas, casos e debates, Márcio Vassallo propõe um diálogo a partir da seguinte pergunta: "De que modo o encantamento pode aproximar as pessoas?" O escritor sugere formas para nos aproximarmos do universo da infância exercitando a arte do reparo amoroso e, quem sabe assim, contribuindo para que pais e filhos avancem na conquista de tempo juntos. 

Parceria:



O bem viver e as alternativas ao progresso como o conhecemos


Perseguido por governos à direita e à esquerda do espectro político, o desenvolvimento econômico não apenas foi incapaz de acabar com as desigualdades sociais, como está colocando em risco a sobrevivência dos seres humanos na Terra. Em um mundo com recursos naturais finitos, é impossível imaginar que todos cresçam indefinidamente. Para que os demais países alcancem os padrões de produção e consumo das nações ditas desenvolvidas, apenas um planeta não seria suficiente. Mas qual a alternativa? Para muitos, a resposta está no Bem Viver, filosofia defendida pelo equatoriano Alberto Acosta e que encontra inspiração em práticas indígenas sul-americanas.

Nesse encontro, organizado pela CASA DO SABER RIO em parceria com a Escola Parque, o professor Leonardo Boff debaterá com o gestor de sustentabilidade da escola, Carlos Alberto Nascimento, sobre os princípios do Bem Viver e a superação da noção atual de progresso.      


22 DE AGOSTO > TERÇA, ÀS 19H30, NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA DA TRAVESSA DO BARRASHOPPING
29 DE AGOSTO > TERÇA, ÀS 19H30, NA CASA DO SABER RIO

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