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Sujeito e imagem na era da internet


O que está verdadeiramente em jogo na grande exposição de si a que hoje convidam as redes sociais e outros dispositivos da web? Longe de ser mero exibicionismo ou perda das fronteiras da intimidade, trata-se, em parte graças à difusão da fotografia e do vídeo digital, de novas modalidades culturais de construção da imagem de si na cena do mundo. O curso vai explorar tais modalidades em suas incidências na arte e na vida cotidiana, de modo a refletir sobre a inscrição do sujeito na cultura em suas variações históricas.



Revelando os arquivos fotográficos de Rosângela Rennó


Rosângela Rennó não costuma tirar muitas fotos. No entanto, ela se transformou em uma das principais referências em artes plásticas quando o assunto é fotografia, suas ressignificações e desdobramentos. Ela prefere manipular imagens e negativos feitos por outras pessoas, muitas vezes anônimas, retrabalhando a memória e, sobretudo, as ausências e faltas na memória. Em uma época em que o apelo da fotografia é onipresente, Rosângela conseguiu construir uma obra original com reconhecimento de crítica no Brasil e no exterior. Seus trabalhos estão em alguns dos principais museus de arte moderna, como o Reina Sofia (Madri), a Tate Modern (Londres), o Arts Institute of Chicago, o Guggenheim (Nova York) e o Stedelijk (Amsterdã). Ela também acaba de ganhar o prêmio de melhor foto-livro do mundo da Paris Photo-Aperture Foundation, na França, com A01 [COD. 19.1.1.43] – A27 [S|COD.23], livro sobre as fotografias de Augusto Malta furtadas do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Nesse encontro especial, Rosângela mostrará e comentará seus últimos trabalhos a partir de investigações em arquivos fotográficos e falará de sua dedicação à produção de foto-livros.



Fotografia contemporânea como arte


Desde sua invenção, no século XIX, a fotografia provocou uma vasta discussão sobre seu caráter documental e suas possibilidades artísticas – dos trabalhos pictóricos de Oscar Rejlander e Henry Robinson às obras contemporâneas de Max Yavno, Gordon Matta-Clark, Diane Arbus, William Eggleston e Stephen Shore. Com o abandono da concepção modernista de pureza e o rompimento com o passado, a fotografia das últimas décadas retomou práticas pioneiras, como colagens e montagens, reafirmando a “descategorização” e o caráter conceitualista da arte. Mais e mais artistas passaram a se utilizar da fotografia como suporte de suas obras. A partir daí, ela foi incorporada a museus e coleções, recebendo mostras e exposições específicas, além de crítica especializada. Surgiram galerias dedicadas exclusivamente a essa arte e uma pesquisa mais ampla da produção do passado foi desenvolvida em universidades e cen- tros de pesquisa. Novas estratégias de veiculação da fotografia foram adotadas pelo mercado de arte, com cópias limitadas, suportes especiais e séries vintage. Essa palestra analisará a fotografia no contexto das artes e de sua participação no mercado, onde tem se tornado cada vez mais aceita, discutida e utilizada com o apoio de grandes galerias nacionais e internacionais. Evento gratuito. Vagas limitadas



A fotografia contemporânea na arte, no jornalismo, na publicidade e na tecnologia


Encontro com quatro grandes fotógrafos brasileiros que farão uma análise das imagens em diferentes campos da visualidade em conversas com o professor, crítico de arte e curador Mauro Trindade. Rogério Faissal, da renomada Agência Tyba e com exposições na Caixa Cultural e Biblioteca Nacional, tratará de publicidade; Zeka Araújo, criador do Núcleo de Fotografia da Funarte, discutirá jornalismo e novas mídias; Ana Stewart, fundadora da Galeria da Gávea e artista cuja obra integra, entre outras coleções, a Maison Européenne de la Photographie, falará sobre fotografia e mercado de arte; Renan Cepeda, com 22 exposições individuais e mais de 20 coletivas em Tóquio, Amsterdã, Nova York e Paris, além do Brasil, apresentará a fotografia invisível obtida por infravermelho e light painting.



Olhar a casa


Como vemos as nossas casas? O que elas revelam sobre nós mesmos? Com que olhar construímos cores e espaços à nossa volta? Como traduzimos o espírito das nossas casas em objetos e cores? Cada casa conta uma história: suas paredes, suas cores, seu espírito. Nesta conversa sobre nossas casas, o arquiteto Chicô Gouvea e a jornalista Cora Rónai vão misturar dois olhares: o arquiteto que adora cores e a jornalista e escritora que reúne de forma magistral tecnologia e modernidade. Através da exibição de fotografias de casas, os dois vão falar sobre cores e sobre uma forma inédita de olhar para nossas casas – e para nós mesmos.



Leis da arte


O mercado de arte vem se desenvolvendo com vigor mundo afora e, no Brasil, passamos por uma evolução significativa nos últimos anos. Para se ter uma ideia, em 2012 as negociações nesse meio tiveram crescimento de 22,5% no país – o que então correspondia a três vezes a média mundial. Ainda assim, há uma defasagem entre a prática cotidiana e o que a lei prevê. Quais os papéis, os direitos – e também as obrigações – de artistas, colecionadores, expositores e leiloeiros? E dos herdeiros? O que versa a lei sobre falsificações? E reproduções?

A partir de casos emblemáticos e atuais de disputas no meio artístico, serão examinados os direitos básicos, morais e patrimoniais dos artistas, como os de integridade da obra e de sequência e sucessão, bem como os direitos daqueles que adquirem e expõem quadros, fotografias e esculturas.



Roland Barthes, 100 anos depois


Foram muitos os interesses que guiaram a trajetória intelectual do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). A literatura, a publicidade, o cinema, as artes plásticas, a moda, a fotografia, o teatro, a música, e, sobretudo, sua devoção à linguagem, fizeram dele um dos mais destacados e múltiplos pensadores do século XX, cujo legado segue atual, 100 anos após seu nascimento.

Para celebrar esse "sujeito incerto", como ele mesmo se definiu em sua aula inaugural no Collège de Paris, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Ana Maria Machado, que além de ser uma das mais importantes escritoras brasileiras e membro da Academia Brasileira de Letras, foi orientanda de Barthes em Paris, onde também participou de um seleto grupo de estudos coordenado pelo semiólogo. Em um bate-papo com a pesquisadora e professora de Poética Beatriz Resende, Ana Maria Machado compartilhará a experiência vivida e suas memórias acerca de Barthes.



Da fotografia moderna à contemporânea


Desde que foi inventada, no século XIX, a fotografia provocou uma forte discussão sobre suas potencialidades artísticas. Com o progressivo abandono da concepção de pureza e o rompimento com o passado, a fotografia das últimas décadas retomou práticas pioneiras, como colagens e montagens, reafirmando a “descategorização” e o caráter conceitualista da arte. Esse curso vai abordar as transformações da fotografia moderna e contemporânea a partir de uma interpretação crítica de seus períodos e movimentos na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Ao longo de quatro aulas, serão revistas as obras de László Moholy-Nagy, El Lissitzky, Florence Henri, Lenora de Barros, Imogen Cunningham, Edward Weston, Ansel Adams, Jeff Wall, Sam Taylor-Wood, Sebastião Salgado, Vik Muniz, Mona Hatoum, Nan Goldin, entre outros.



O cinema por todos os ângulos - A arte de fazer filmes: montagem, som, fotografia, direção de arte e interpretação


Um filme é aclamado pela crítica: você vai assistir e detesta. Ou, ao contrário, vai ver um filme que levou um “bonequinho dormindo” e gosta muito. Por que isso acontece? É só uma questão de gosto pessoal? Ou os críticos estão vendo alguma coisa que você não percebe? Como se avalia a qualidade técnica e artística de uma produção cinematográfica?

Pensando em responder a essas e outras questões, o ciclo Cinema por Todos os Ângulos se propõe a fornecer um panorama estendido sobre a sétima arte – dos bastidores ao produto final, passando por gêneros e escolas cinematográficas. O objetivo é permitir uma apreciação mais ampla e fundamentada das produções.

Nesse módulo, em cinco aulas com exibição de trechos de filmes, serão explorados os papéis de profissionais envolvidos no fazer cinematográfico, para além das funções de diretor e roteirista. Como se avalia a qualidade técnica e artística de uma montagem? O que faz o diretor de fotografia? E qual a contribuição do diretor de arte?



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



"Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato"


Um mergulho no processo criativo de uma peça, do ensaio ao momento da apresentação no teatro. Essa é a proposta desses dois encontros: em um primeiro momento, observar (e, por que não, também opinar sobre) o ofício do ator e sua interação com o diretor, em um ensaio aberto ao público na reta final de uma estreia. Depois, assistir, no teatro, à peça ganhando vida, com todos seus elementos cênicos. A atriz Rita Elmôr e o diretor Rubens Camelo ensaiam, aqui na CASA DO SABER RIO O GLOBO, a peça "Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato". Depois, a turma é convidada especial na semana da estreia, no Teatro Poeirinha.

"Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato" é uma peça com textos de Clarice Lispector adaptados por Rita Elmôr. A atriz estreou sua carreira com uma peça sobre a escritora em 1998. De lá para cá, as fotos dessa encenação foram confundidas com as fotografias da própria Clarice. A peça é uma metáfora do que aconteceu com a imagem das duas: Clarice e Rita são constantemente confundidas nas redes sociais e em veículos de comunicação.

No espetáculo, as duas se misturam contando as suas histórias - muitas vezes a história de uma serve à história da outra. A timidez, solidão e o “desencaixe” da nossa anti-heroína fazem parte do tema central da peça, que alinhava 36 recortes da obra de Clarice a textos de Rita. Todos eles afirmam a vida e nos ajudam a pensar em maneiras mais inteligentes, criativas e harmônicas de se viver. O olhar político de Clarice, que está muito afinado com acontecimentos sociais contemporâneos, também aparece com muita força.

TEXTO: CLARICE LISPECTOR
ADAPTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: RITA ELMÔR
DIREÇÃO: RUBENS CAMELO
CENÁRIO E LUZ: PAULO DENIZOT
FIGURINO: MEL AKERMAN
TRILHA SONORA: RITA ELMÔR
DESIGN GRÁFICO: VICTOR CORRÊA
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: RADHA BARCELOS
ASSESSORIA JURÍDICA: MURILO RABAT
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: CHRISTIANO NASCIMENTO E RITA ELMÔR
PRODUÇÃO: ART HUNTER PRODUÇÕES
REALIZAÇÃO: OVO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS



Como ler fotografias


Desde sua invenção, no século XIX, jamais a fotografia foi tão utilizada como hoje. Se houve um formidável avanço tecnológico ao longo do tempo, os princípios da boa fotografia permanecem, no entanto, como nos primórdios. Em três aulas, vamos abordar a composição dos elementos no quadro, a luz que dá vida à imagem e o momento certo para pressionar o obturador. Na quarta aula, vamos a campo com smartphones para colocar os três princípios em prática.



Do barraco ao Barroco: a Orquestra de Cordas da Grota


Nessa aula aberta, o fotógrafo Fernando Braune discorrerá sobre o processo criativo do trabalho que deu origem ao livro Querubins da Grota, em que retrata a Orquestra de Cordas da Grota. O grupo, formado por crianças e jovens da Grota do Surucucu, comunidade carente do município de Niterói (RJ), já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos por seu caráter social.

Ao retratar a orquestra, Braune optou por sobrepor imagens coloridas de vitrais de igrejas com retratos em preto e branco de seus participantes – os “querubins” –, ensejando reflexões sobre a questão espacial na fotografia. As imagens passaram ainda por intervenções com lápis pastel seco e carvão e posteriormente foram tratadas em computador.

Em seu relato, o fotógrafo falará sobre como travou contato com o grupo, suas dificuldades iniciais, o planejamento do processo criativo e a forma como o trabalho de campo foi executado para permitir a comunhão com os “querubins da Grota”. Também serão lidos depoimentos de membros da orquestra e haverá uma pequena apresentação de um dueto de cordas da Grota.