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RETRATOS DE UMA ERA: DAS PINTURAS ÀS SELFIES


A popularização de smartphones dotados de câmeras de alta qualidade tornou a fotografia, em especial as selfies, praticamente onipresentes no mundo atual. Mas estaria o retrato perdendo sua essência com a profusão de imagens que inundam nosso cotidiano? Nesse curso vamos refletir sobre essa questão a partir de um resgate histórico do retrato. Os participantes serão instigados a produzir fotografias no intervalo entre as duas aulas, para que as imagens sejam analisadas conjuntamente no último encontro.



DO BARRACO AO BARROCO: A ORQUESTRA DE CORDAS DA GROTA


Nessa aula aberta, o fotógrafo Fernando Braune discorrerá sobre o processo criativo do trabalho que deu origem ao livro Querubins da Grota, em que retrata a Orquestra de Cordas da Grota. O grupo, formado por crianças e jovens da Grota do Surucucu, comunidade carente do município de Niterói (RJ), já recebeu diversos prêmios e reconhecimentos por seu caráter social.

Ao retratar a orquestra, Braune optou por sobrepor imagens coloridas de vitrais de igrejas com retratos em preto e branco de seus participantes – os “querubins” –, ensejando reflexões sobre a questão espacial na fotografia. As imagens passaram ainda por intervenções com lápis pastel seco e carvão e posteriormente foram tratadas em computador.

Em seu relato, o fotógrafo falará sobre como travou contato com o grupo, suas dificuldades iniciais, o planejamento do processo criativo e a forma como o trabalho de campo foi executado para permitir a comunhão com os “querubins da Grota”. Também serão lidos depoimentos de membros da orquestra e haverá uma pequena apresentação de um dueto de cordas da Grota.



OFICINA DE MEMÓRIA E ARTE


Recolher cartas de amor, desenhos da infância, cadernos com anotações feitas há muito tempo, fotografias de família. Retirá-los do fundo de uma gaveta. Recortar, colar, pintar, bordar e conferir a eles novos sentidos e novas formas. Esse exercício mnemônico e criativo está por trás da obra da multifacetada artista plástica Analu Prestes. Também atriz, figurinista e cenógrafa, Analu propõe, ao longo dos três encontros dessa oficina, que cada aluno* vivencie um mergulho nas próprias recordações, transformando-as em novos objetos-subjetivos.

*É necessário que os alunos levem para os encontros tesoura e cola branca.



COMO LER FOTOGRAFIAS


Desde sua invenção, no século XIX, jamais a fotografia foi tão utilizada como hoje. Se houve um formidável avanço tecnológico ao longo do tempo, os princípios da boa fotografia permanecem, no entanto, como nos primórdios. Em três aulas, vamos abordar a composição dos elementos no quadro, a luz que dá vida à imagem e o momento certo para pressionar o obturador. Na quarta aula, vamos a campo com smartphones para colocar os três princípios em prática.



CLARICE LISPECTOR E EU. O MUNDO NÃO É CHATO


Um mergulho no processo criativo de uma peça, do ensaio ao momento da apresentação no teatro. Essa é a proposta desses dois encontros: em um primeiro momento, observar (e, por que não, também opinar sobre) o ofício do ator e sua interação com o diretor, em um ensaio aberto ao público na reta final de uma estreia. Depois, assistir, no teatro, à peça ganhando vida, com todos seus elementos cênicos. A atriz Rita Elmôr e o diretor Rubens Camelo ensaiam, aqui na CASA DO SABER RIO O GLOBO, a peça "Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato". Depois, a turma é convidada especial na semana da estreia, no Teatro Poeirinha.

"Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato" é uma peça com textos de Clarice Lispector adaptados por Rita Elmôr. A atriz estreou sua carreira com uma peça sobre a escritora em 1998. De lá para cá, as fotos dessa encenação foram confundidas com as fotografias da própria Clarice. A peça é uma metáfora do que aconteceu com a imagem das duas: Clarice e Rita são constantemente confundidas nas redes sociais e em veículos de comunicação.

No espetáculo, as duas se misturam contando as suas histórias - muitas vezes a história de uma serve à história da outra. A timidez, solidão e o “desencaixe” da nossa anti-heroína fazem parte do tema central da peça, que alinhava 36 recortes da obra de Clarice a textos de Rita. Todos eles afirmam a vida e nos ajudam a pensar em maneiras mais inteligentes, criativas e harmônicas de se viver. O olhar político de Clarice, que está muito afinado com acontecimentos sociais contemporâneos, também aparece com muita força.

TEXTO: CLARICE LISPECTOR
ADAPTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: RITA ELMÔR
DIREÇÃO: RUBENS CAMELO
CENÁRIO E LUZ: PAULO DENIZOT
FIGURINO: MEL AKERMAN
TRILHA SONORA: RITA ELMÔR
DESIGN GRÁFICO: VICTOR CORRÊA
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: RADHA BARCELOS
ASSESSORIA JURÍDICA: MURILO RABAT
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: CHRISTIANO NASCIMENTO E RITA ELMÔR
PRODUÇÃO: ART HUNTER PRODUÇÕES
REALIZAÇÃO: OVO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



O CINEMA POR TODOS OS ÂNGULOS - A ARTE DE FAZER FILMES, PARTE 1


Um filme é aclamado pela crítica: você vai assistir e detesta. Ou, ao contrário, vai ver um filme que levou um “bonequinho dormindo” e gosta muito. Por que isso acontece? É só uma questão de gosto pessoal? Ou os críticos estão vendo alguma coisa que você não percebe? Como se avalia a qualidade técnica e artística de uma produção cinematográfica?

Pensando em responder a essas e outras questões, o ciclo Cinema por Todos os Ângulos se propõe a fornecer um panorama estendido sobre a sétima arte – dos bastidores ao produto final, passando por gêneros e escolas cinematográficas. O objetivo é permitir uma apreciação mais ampla e fundamentada das produções.

Nesse módulo, em cinco aulas com exibição de trechos de filmes, serão explorados os papéis de profissionais envolvidos no fazer cinematográfico, para além das funções de diretor e roteirista. Como se avalia a qualidade técnica e artística de uma montagem? O que faz o diretor de fotografia? E qual a contribuição do diretor de arte?



DA FOTOGRAFIA MODERNA À CONTEMPORÂNEA


Desde que foi inventada, no século XIX, a fotografia provocou uma forte discussão sobre suas potencialidades artísticas. Com o progressivo abandono da concepção de pureza e o rompimento com o passado, a fotografia das últimas décadas retomou práticas pioneiras, como colagens e montagens, reafirmando a “descategorização” e o caráter conceitualista da arte. Esse curso vai abordar as transformações da fotografia moderna e contemporânea a partir de uma interpretação crítica de seus períodos e movimentos na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Ao longo de quatro aulas, serão revistas as obras de László Moholy-Nagy, El Lissitzky, Florence Henri, Lenora de Barros, Imogen Cunningham, Edward Weston, Ansel Adams, Jeff Wall, Sam Taylor-Wood, Sebastião Salgado, Vik Muniz, Mona Hatoum, Nan Goldin, entre outros.