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A CHANSON FRANÇAISE DE PIAF, BREL E AZNAVOUR


Entre os milhares de intérpretes que se consagraram cantando em francês, foram escolhidos para esse curso Edith Piaf, Jacques Brel e Charles Aznavour pela importância e reconhecimento de sua obra nas grandes salas da França e de todo o mundo. Esses cantores foram selecionados por serem também importantes compositores. E ainda porque suas canções são chansons à texte, um gênero popular cuja qualidade literária, às vezes engajada, se opõe às músicas chamadas de variéte, com um conteúdo mais banal.



O COMBATE AO PATRIMONIALISMO


O patrimonialismo marca a história do Brasil pelo menos desde 1534, quando a Coroa portuguesa dividiu o território de sua então colônia em amplas faixas de terra concedidas a poucas famílias da nobreza, que tinham liberdade para explorá-las em troca da proteção contra invasores. A confusão entre público e privado, porém, durou bem mais do que os quase três séculos das capitanias hereditárias –atravessou a Colônia, a Monarquia e chegou à República.

Nesse encontro especial, a CASA DO SABER RIO recebe o ministro Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e do Conselho Nacional de Justiça, para uma conversa franca sobre o tema, que, para ele, está na raiz da corrupção sistêmica, do desperdício de recursos públicos e do corporativismo nas instituições públicas do país.



OS PRIMEIROS 40 DIAS: EM QUE DIREÇÃO MARCHA A FRANÇA DE MACRON?


*Um ano depois de lançar o movimento Em Marcha! pela renovação da política francesa, Emmanuel Macron tornou-se presidente com 66% dos votos. O desafio de criar a sua base de apoio entre os 577 deputados da Assembleia Nacional não parece distante nas eleições legislativas dos dias 11 e 18 de junho. Mantendo o discurso de campanha, Macron montou um governo auto classificado de centro com claro tom liberal e modernizador na economia e com apoio a questões de sociedade simpáticas à esquerda. O seu governo parece ter chances reais de avançar em reformas relevantes para a França e para o fortalecimento da União Europeia e do Euro, buscando uma nova narrativa e um padrão de governança diferenciado em resposta à crise de representação política na França. A questão relevante é se as respostas que seu governo oferecerá à França e à Europa terão sucesso e sustentação ao longo de seu mandato.

Que obstáculos a República poderá encontrar pelo caminho e quais implicações de um eventual fracasso de seu governo? Para responder a estas e outras perguntas, o CEBRI e a CASA DO SABER RIO recebem os especialistas Dominique Moïsi (por videoconferência), o Embaixador Marcos Azambuja, e o economista Octavio de Barros.

*Os associados do CEBRI possuem 20% de desconto nas inscrições através do telefone 2227-2237.

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Curdos, um povo sem Estado


Em 1916, a França e o Reino Unido selavam secretamente um compromisso para definir suas zonas de influência no Oriente Médio após uma eventual derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). Cem anos após o Acordo de Sykes-Picot, muito se discutiu sobre seu legado e sua contribuição para os conflitos deflagrados na região.

Esse curso pretende desenvolver, em três aulas, uma análise profunda sobre um desses pontos de tensão. Refere-se a um grupo étnico que, apesar de ser o quarto maior do Oriente Médio, não contou com um Estado próprio no pós-Primeira Guerra: os curdos. Divididos basicamente em quatro países – Turquia, Síria, Iraque e Irã – foram alvo de amplas campanhas de nacionalização e desenvolveram várias formas de reação a estas, chegando mesmo a recorrer à luta armada.

Trata-se de um grupo étnico que demanda poder e reconhecimento e, que, sobretudo, frente seu papel em relação aos avanços do Estado Islâmico, parecem finalmente ganhar a atenção que merecem e, quem sabe, seu próprio Estado.

*Este curso será realizado na sala de conferências do Marina All Suites Hotel.



FOUCAULT X FOUCAULT


Morto há mais de 30 anos, Michel Foucault deixou uma obra vasta que ainda hoje serve de inspiração para pensadores do mundo todo. Homem complexo e de atitudes contrastantes, foi ao mesmo tempo um militante político radical e professor em uma das mais tradicionais instituições da França, o Collège de France. Estudioso de filosofia, era um intelectual em crise com seu tempo que extraiu da experiência pessoal a matéria-prima para suas reflexões e seus livros. A vivência num hospital psiquiátrico serviu de base para o livro A história da loucura, enquanto a situação dos presídios franceses o ajudaram a pensar questões que mais tarde resultariam no livro Vigiar e punir.

A vida e a influência desse brilhante filósofo é tema do filme Foucault x Foucault (Foucault contre lui-même), dirigido por François Caillat. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com Auterives Maciel Junior.



VIAGENS ENTRE MUNDOS - OS 200 ANOS DA MISSÃO FRANCESA


O ano de 1816 marca o início de um período áureo para o Brasil, que passa a integrar o Reino Unido, junto a Portugal e Algarve. A chegada ao Brasil da Missão Artística Francesa, com o objetivo de fundar a Academia de Artes e Ciências, contribui para o projeto civilizatório que transformaria a antiga colônia no mais importante país das Américas. O diretor de estudos da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales Jacques Leenhardt, responsável pela re-edição moderna da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, obra de Jean-Baptiste Debret publicada originalmente na França em 1839, virá ao Brasil especialmente para esta palestra.

O encontro, moderado pela musicista Rosana Lanzelotte, abre a sétima edição do Circuito BNDES Musica Brasilis, concerto que rememora esse fértil momento artístico do país.

        



A ARTE DA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX


Esse curso pretende oferecer um panorama sobre a primeira metade do século XIX no universo da história da arte ocidental. Em aulas ilustradas, serão analisados os múltiplos movimentos artísticos do período — o Neoclassicismo, o Romantismo e o Realismo. Das escavações de Herculano e Pompeia à École de Barbizon, na França, passando pelas obras de Eugène Delacroix, Thédore Géricault e William Turner.



A HISTÓRIA E OS VINHOS DA FAMÍLIA ROTHSCHILD


Nos últimos 250 anos, poucas famílias da Europa têm uma trajetória tão interessante e atribulada quanto os Rothschild, que se tornaram uma das mais importantes dinastias bancárias do continente. Sua fortuna começou a ser criada no século XVIII, com Mayer Amschel Rothschild, que construiu uma casa de finanças na Alemanha e enviou os cinco filhos para os principais centros financeiros de então. Eles prosperaram e no século XIX seus descendentes chegaram a possuir a maior fortuna privada do mundo. A relação da família com o vinho teve início em 1853, quando Nathan Mayer Rothschild, fundador do ramo inglês do clã, tornou-se proprietário do Château Mouton, hoje conhecido como Mouton Rothschild.

Em 1868, James, o irmão caçula e fundador do ramo francês, comprou em leilão o Château Lafite, hoje Lafite Rothschild. Posteriormente, foram sendo adquiridos outros rótulos prestigiosos, como o Rieussec, em Sauternes, e L’Evangile, em Pomerol, ambos na França. E a família expandiu seus interesses para o Novo Mundo, com vinhedos nos EUA, na Argentina e no Chile. Um de seus membros, o barão Philippe de Nicolay Rothschild estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO para conversar sobre a história de seus familiares e sua relação com o vinho.



THOMAS TROISGROS - REFLEXÕES E PRÁTICA


Thomas Troisgros é o representante da quarta geração de uma família de chefs que vem revolucionando a história da gastronomia. O bisavô Jean-Baptiste quebrou tabus nos anos 30 em seu La Maison Troisgros, em Roanne, na França, ao propor harmonizações inusitadas, como peixe com vinho tinto. O avô Pierre e o tio-avô Jean foram dois dos criadores da nouvelle cuisine, que enfatizou pratos leves, delicados e bem apresentados. Também foram eles os responsáveis por conquistar as três estrelas no Guia Michelin, o máximo possível, para o restaurante da família. A colocação é mantida até hoje, agora por seu tio Michel. O pai, Claude, aportou no Brasil no fim dos anos 70 e, desde então, vem mesclando melhor do que ninguém os ingredientes tropicais com a imbatível técnica de seu país de origem.

O restaurante carioca Olympe, que ostenta uma estrela Michelin, foi um dos primeiros a valorizar produtos brasileiros até então pouco explorados pela alta gastronomia – caso da batata baroa, do açaí, do maracujá. Desde 2013, o comando da cozinha vem sendo passado das mãos do pai para as do filho. Thomas, que também comanda os outros restaurantes da família no Rio de Janeiro, carrega o peso de uma longa tradição e busca, em suas novas criações, imprimir sua identidade.

Os alunos da CASA DO SABER RIO O GLOBO terão o prazer de ver de perto o talento de Thomas Troisgros. Serão dois encontros especiais: no primeiro, aqui na CASA, ele falará sobre sua formação, sua trajetória (e de sua família), detalhando sua compreensão da gastronomia, e sobre como vem dando continuidade ao trabalho iniciado por seu pai no Brasil de valorizar produtos da terra. No segundo, a turma será convidada especial de um almoço no restaurante Olympe, para, na prática, conferir a combinação entre tradição e novidade trazida pelas mãos desse talentoso chef.