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Uma jornalista em três guerras


Curso iniciado dia 17 de janeiro de 2014.  A jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho nasceu em Lisboa, mas a escrita a levou para o mundo, especialmente para ser testemunha de episódios importantes da História. Como repórter, cobriu várias zonas de conflito: URSS, Bósnia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Israel/Palestina, México, Egito, Turquia. Alguns lugares inóspitos para jornalistas de uma maneira geral, para mulheres em particular. Além de ter sido correspondente em Jerusalém. Ganhadora de um dos mais importantes prêmios literários em Portugal, Alexandra não só irá compartilhar sua vivência em campos de conflito em três encontros na CASA DO SABER RIO O GLOBO como irá mostrar como essas experiências lhe ajudaram a consolidar sua carreira de escritora.



Estilhaços da Primeira Guerra nas artes


A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi o primeiro conflito moderno em escala global. As inovações tecnológicas empregadas no confronto elevaram o número de mortes e mais de 30 milhões de soldados perderam a vida nos campos de batalha. As transformações derivadas do combate foram imensas nos planos social, econômico e político. Basta pensar na Revolução Russa, em 1917, que derrubou os czares. A guerra também marcou o fim de outras três dinastias imperiais: a alemã, a austro-húngara e a turca. As artes não ficaram imunes a esse turbilhão. Muitos escritores, artistas e músicos viram os horrores de perto, como Hemingway, Apollinaire, Tolkien, Ravel, Leger, Otto Dix, Braque, Max Ernst, Kirchner, Carl Orff, Kokoschka. Alguns não sobreviveram às trincheiras. Esse ciclo reúne três professores da CASA DO SABER para discutir o impacto que a Primeira Guerra Mundial teve no campo das artes plásticas, da literatura e da música.



Surrealismos


"Esta incurável mania de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, entorpece os cérebros", escreveu André Breton em seu primeiro Manifesto Surrealista no ano de 1924. Influenciados pela teoria psicanalítica de Freud, poetas, artistas e cineastas abraçaram o movimento cujo processo de criação está fundamentado na esfera do inconsciente, do onírico. Concebido em uma Europa fragilizada e arrasada após a Primeira Guerra Mundial, o Surrealismo contesta as crenças culturais e a postura do homem, vulnerável diante de uma realidade cada vez mais incompreensível e desestabilizada. Aproveitando a mostra com 150 trabalhos de Salvador Dalí no CCBB, reunimos na CASA DO SABER RIO O GLOBO três professores para analisar as obras dos principais autores (e atores) do movimento surrealista nas artes visuais, no cinema e na literatura.



Beatles - 50 anos da invasão da América


Há cinquenta anos, John, Paul, George e Ringo desembarcaram pela primeira vez nos EUA, onde fizeram sua histórica apresentação de 15 minutos no Ed Sullivan Show, transmitida pela CBS. Aquele momento, acompanhado por mais de 70 milhões de americanos, potencializou o que já era fato desde o início de 1964: os Beatles eram a maior banda do mundo. A história do grupo inglês é uma viagem extraordinária, única. Quatro rapazes cujos som e estilo foram moldados por duas cidades do norte devastadas pela Segunda Guerra Mundial: Liverpool e Hamburgo. A riqueza da herança dos Beatles nessas cinco décadas é inesgotável e, por certo, não se esgotará neste curso. Mesmo assim, citando os Fab Four, "a splendid time is guaranteed for all"!



História da arte na segunda metade do século XX e no século XXI


Esse curso pretende oferecer um panorama sobre a arquitetura e a escultura dos séculos XX e XXI, além de uma discussão sobre a história da arte ocidental na segunda metade do século XX e no século XXI. Serão apresentados os trabalhos dos principais arquitetos dessa época, de Frank Lloyd Wright e Le Corbusier até seus seguidores. Também serão vistos a multiplicidade no mundo da escultura, de Brancusi a Ron Mueck, e os múltiplos movimentos artísticos pós-Segunda Guerra Mundial. Diferentes das vanguardas, mas influenciadas por elas, essas linguagens artísticas tiveram características particulares que serão analisadas.



Um panorama da economia mundial pós-Guerra Fria


O curso apresentará uma visão panorâmica da história econômica mundial pós-Guerra Fria. O historiador Eric Hobsbawm considerou o século XX um século curto, que se estendeu da Primeira Guerra Mundial ao fim do socialismo real, no início dos anos 90. Nessa linha, o século XXI teria começado com o fim da União Soviética, em dezembro de 1991. Nesse sentido, esse conjunto de palestras pode ser encarado como uma introdução à história econômica do século XXI.



Os grandes amantes da literatura ocidental


O amor é, junto com a morte e a guerra, um dos maiores temas da literatura e das artes em geral. Em alguns momentos decisivos da história da literatura ocidental, grandes escritores foram capazes de condensar em dois amantes toda a paixão do mundo, absorvendo-a em sua dor criativa e fazendo-nos sentir o sobressalto típico diante daquilo que é cabal na vida de qualquer ser humano. Esse curso debaterá quatro desses momentos decisivos, em quatro literaturas e quatro séculos diferentes, mostrando como as obras que os abordam tiveram uma importância muito além do amor caudaloso que as fundamenta e compreenderam filosoficamente o sentido da vida.



O grande cinema europeu dos anos 60


A França abrigou a primeira sessão cinematográfica da história: foi no subsolo de um café em Paris que o cinema deu seus primeiros passos antes de se tornar a Sétima Arte. Ao longo das suas primeiras duas décadas, o cinema europeu dominou a cena mundial. Depois, com as duas grandes guerras que sacudiram a Europa no intervalo de 30 anos, Hollywood assumiu uma liderança comercial que não mais perderia. Mas, restabelecida a paz, os grandes diretores europeus dos anos 60 trouxeram novos temas, novas linguagens e uma lufada de liberdade e audácia que influenciaram jovens cineastas no mundo inteiro. Neste curso, visitaremos os filmes de cineastas italianos como Visconti, filho do neo-realismo. Depois, passaremos pela nouvelle vague francesa que, desafiando o formalismo hollywoodiano, revolucionou a forma de se pensar e fazer cinema. Por último, veremos como o mestre sueco Ingmar Bergman levou o cinema a profundidades psicológicas inéditas até então.



O Cáucaso do Sul


Foco de rivalidades no pós-Guerra Fria, o Cáucaso do Sul tem enfrentado ao longo dos anos uma série de conflitos étnicos, instabilidades políticas e crises econômicas. Composta pela Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão, essa região está cercada por três importantes players geopolíticos - o Irã, a Rússia e a Turquia - bem no cruzamento entre Europa e Ásia. Nesta aula aberta, serão apresentados aspectos da história e da política da região, centrando-se sobretudo no caso do Azerbaijão: país muçulmano xiita composto de turcos étnicos que fez parte do Império Russo e da União Soviética e com importante atuação no mercado internacional de petróleo. Uma interessante encruzilhada de civilizações que compôs a Rota da Seda e tem ampliado sua participação na arena internacional, contando, inclusive, com uma embaixada em Brasília desde 2012.



Memórias de um lugar chamado onde


Nora Rónai viveu tantas vidas em uma só que considera, aos 90 anos, ter 180. Nascida na Itália, viu de perto os horrores do totalitarismo da Segunda Guerra. Em um navio prestes a virar sucata, fugiu da perseguição nazista atravessando o Atlântico com a família para viver no Rio de Janeiro. E foi nesta cidade em que se tornou arquiteta, conheceu seu futuro companheiro Paulo Rónai, foi mãe, avó e bisavó. Aos 69 anos, descobriu uma nova paixão: nadar. Hoje, é campeã mundial na categoria master de natação. Às vésperas de completar mais um ano de vida, Nora Rónai estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO ao lado da jornalista e colunista do jornal O Globo Cora Rónai. Juntas, mãe e filha reconstroem as memórias de de um tempo e um lugar que não mais existem em uma conversa sobre família, bem-estar e longevidade em um bate-papo com o jornalista e diretor de Conteúdo da Casa do Saber, Luiz Antônio Ryff.



Estilhaços da Segunda Guerra Mundial nas artes


A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o conflito mais sangrento já testemunhado pela humanidade. Estima-se que os ataques e confrontos tenham deixado entre 40 milhões e 72 milhões de mortos, em sua maioria civis. A destruição atingiu níveis inéditos com os bombardeios aéreos indiscriminados, campos de concentração e bombas atômicas. As transformações derivadas do conflito foram muitas. Na época, o novo eixo econômico e político do Ocidente passou a ser os Estados Unidos. O mesmo aconteceu no campo das artes. Paris deu lugar a Nova York como centro da efervescência cultural, com o reforço de novos moradores ilustres, entre os quais Max Ernst, Andre Bréton, Marcel Duchamp, Marc Chagall, Piet Mondrian e outros, que fugiam de uma Europa dilacerada.

Pode soar paradoxal que um período de tantos horrores tenha ensejado tanta criatividade entre pintores e poetas, cineastas, romancistas e músicos. Mas assim foi. Por um lado, era necessário escapar da realidade. Por outro, exprimir a dor através da arte. Nesse ciclo, que começa exatamente 70 anos após o dia em que Hitler morreu, a CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne cinco professores para explicar o que foi a Segunda Guerra Mundial e discutir seu impacto no campo das artes visuais, da literatura, da música e do cinema.  



Sartre e Camus: a história de uma ruptura


Dois dos mais importantes escritores do século XX, Jean-Paul Sartre e Albert Camus, tornaram-se grandes amigos durante a Segunda Guerra, unidos pelos mesmos ideais e pelo forte ativismo político. Mas com os acontecimentos do pós-guerra e a crescente tensão rumo à Guerra Fria, Sartre e Camus foram protagonistas de um dos mais agressivos - e públicos - rompimentos do mundo intelectual. Tal ruptura, que incluía divergências literárias, filosóficas, políticas e pessoais, além de profundo ressentimento, marcou toda uma geração de pensadores, que se viu obrigada a tomar partido por Sartre ou Camus.

Essa história é relatada no documentário A amizade de Sartre e Camus (Sartre and Camus: a fractured friendship), dirigido Joël Calmettes. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, promove a exibição do filme seguida de um bate-papo com Renato Noguera sobre a vida e a obra desses filósofos.



A trajetória de Stalin


Stalin, em russo, significa “homem de aço”. Esse foi o nome adotado por Iossif Vissarionovich Djugatchvili pouco antes da Revolução Russa de 1917, nome que representaria a força e a dureza de um dos mais poderosos líderes do século XX. Filho de um artesão e uma lavadeira, Stalin chegou a ser enviado a um seminário antes de se tornar personagem fundamental na derrota do nazismo na Segunda Guerra. Comandou a União Soviética por quase 30 anos e é o responsável por um dos mais violentos regimes da história.

A trajetória do ditador soviético é tema do documentário A verdade sobre Stalin, dirigido por Mathieu Schwartz, Serge de Sampigny e Yvan Demeulandre. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com Vagner Camilo.



Cidadão Orson Welles


George Orson Welles já poderia ser considerado um gênio apenas pela criação do aclamado Cidadão Kane (Citizen Kane), filme que dirigiu e no qual atuou e que é um dos mais inovadores do cinema. Mas sua ousadia foi além: com somente 20 anos, montou, por exemplo, uma versão de Macbeth, de Shakespeare, com um elenco exclusivamente negro. Em 1938, criou polêmica ao anunciar pelo rádio a chegada de marcianos na Terra, causando histeria entre os americanos. Tratava-se, no entanto, de uma piada de Halloween inspirada no romance Guerra dos mundos, de H.G. Wells.

No ano do centenário de nascimento de Orson Welles, a CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, apresenta o documentário Orson Welles (My name is Orson Welles), dirigido por Clara e Julia Kuperberg, seguido de um bate-papo com Alberto Flaksman.



As mais belas e breves histórias de amor


O amor é, e sempre foi, junto da morte e a guerra, um dos maiores temas da literatura e das artes em geral. Em alguns momentos decisivos da história da literatura ocidental, grandes escritores foram capazes de condensar em dois amantes toda a paixão do mundo, absorvendo-a em sua dor criativa e nos fazendo sentir o sobressalto típico diante daquilo que é cabal na vida de qualquer ser humano. O curso debaterá várias dessas obras, todas elas breves, algumas brevíssimas, mostrando como os autores que as constroem vão muito além do amor caudaloso que as fundamenta.



A Turquia em questão


No dia 24 de novembro, a Turquia derrubou um avião militar russo que teria invadido seu espaço aéreo perto da fronteira com a Síria, evento com potencial de agravar ainda mais a crise em uma região já tomada por conflitos e questões sensíveis. Mesmo antes do episódio, os olhos do mundo já se voltavam à Turquia por causa do seu importante papel geopolítico: seja na questão dos refugiados, seja no conflito sírio, uma vez que sua fronteira vem se mostrando essencial para a entrada de recrutas do Estado Islâmico. O ano de 2015 também foi marcante para o país por suas eleições parlamentares, fundamentais para o desenho de um novo projeto político de poder - que em questões de gênero, liberdade de imprensa e, sobretudo, na participação dos curdos, provoca acalorado debate. O intuito dessa aula aberta é apresentar um breve panorama político atual da Turquia e refletir sobre o impacto atual da guerra da Síria no país.



É proibido proibir?


A tão mencionada crise de autoridade – verdadeiro novo sintoma da civilização – apresenta uma relação direta com a crise da função paterna. Esta se instituiu ao longo do século XX, com a mudança de status das mulheres nas sociedades pós-guerras, marcadas por seu ingresso no mercado de trabalho, pela ação dos movimentos feministas e, a partir dos anos 1960, pelo potencial liberador dos anticonceptivos. Nesse momento, a palavra do pai – a qual, por sua função interditora, enquadra e impõe limites ao desejo da criança – perdeu seu poder. A tal ponto que os movimentos político-sociais da época anunciavam claramente a nova era: Il est interdit d’interdire, entoavam os estudantes pelas ruas de Paris em Maio de 1968; É proibido proibir, cantava Caetano Veloso no mesmo ano, no Brasil.



Palestina, origens do conflito


Até a metade do século XIX, mais de 400 mil muçulmanos, 60 mil cristãos e 20 mil judeus viviam na região da Palestina em relativa harmonia. Como esse lugar tão fértil em cultura e diversidade virou o cenário bélico e aparentemente insolúvel que vemos nos dias de hoje? Indo de encontro à visão que considera o conturbado período da década de 1920 como a origem do conflito Israel-Palestina, uma nova perspectiva examina o crescimento de forças sociais divergentes na região antes da Segunda Guerra Mundial, quando árabes e judeus ainda compartilhavam o mesmo espaço como otomanos.

Esse é o tema do documentário 1913: Seeds of conflict, dirigido por Ben Loeterman. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com a historiadora Monique Sochaczewski.



A literatura no barril de pólvora


A literatura é capaz de reconstituir o surgimento político da Arábia, mostrar o processo de formação da Turquia moderna, narrar a construção de Israel, a história pujante do Irã, os tropeços da Síria e do Líbano e ainda descobrir a poesia e o horror que sobrevivem à guerra no Afeganistão. Por meio de uma série de autores e obras, um clássico, um Prêmio Nobel e vários candidatos, tentaremos compreender historicamente alguns dos maiores conflitos da contemporaneidade: os embates entre judeus e muçulmanos, entre sunitas e xiitas, turcos e curdos. Viajaremos por uma região que se revela o calcanhar de aquiles de um mundo que está longe de exibir a fortaleza do herói grego — muito ao contrário, às vezes ameaça sucumbir prematuramente, como ele.



A intolerância em debate


Alerta de segurança máximo é o novo normal nos países europeus, sob constante ameaça de novos atentados. Nos Estados Unidos, o medo faz parte da vida cotidiana e envenena a política. Guerras, terrorismo e extremismo disseminam o ódio, levam ao êxodo milhões de pessoas em busca de um pouco de paz e provocam a radicalização na política interna de diversos países. O Brasil não escapa desse cenário: aqui também pipocam conflitos religiosos e políticos, com demonstrações explícitas de racismo e preconceito social. Tem havido aumento da intolerância? Por quê? O que aconteceu com a política da tolerância construída na Europa dos direitos humanos e no multiculturalismo americano? Esse é o tema abordado nesse ciclo por pensadores contemporâneos, que podem nos ajudar a fugir das armadilhas da intolerância.



A Geração Beat


Eles se conheceram em Nova York no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Rompendo com os costumes puritanos da época em sua busca por autoconhecimento, experimentaram o caminho do sexo e das drogas, revolucionaram a literatura mundial e influenciaram o comportamento de gerações. Por trás dos livros Uivo (Ginsberg, 1956), Pé na estrada (Kerouac, 1957) e O almoço nu (Burroughs, 1959), está a amizade de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs, três autores que acabaram se tornando ícones de um dos mais importantes movimentos de contracultura do século XX: a Geração Beat.

A amizade entre esses três jovens e suas reverberações são o tema do documentário A influência da Geração Beat (Beat Generation), dirigido por Xavier Villetard. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição do filme seguida de um bate-papo com Arthur Dapieve.



Paz - A resolução de conflitos nas relações internacionais


Com o fim da Guerra Fria, a agenda internacional se descolou de uma lógica bipolar para abraçar outras realidades, múltiplas e mais complexas. As transformações foram muitas, inclusive no jogo geopolítico e nas relações entre os países, refletindo-se nos conflitos e nos meios utilizados para solucioná-los. Muito se fala sobre a importância de se construir caminhos para a paz, mas é necessário ir além da superfície para perceber que instrumentos a comunidade internacional possui para atingir essa meta. Afinal, que paz é essa? Que conceitos servem de motor para políticas públicas globais nesse sentido? Que papéis desempenham as operações de paz? Essas e outras questões servem de guia para esse curso, que propõe uma reflexão crítica acerca dos conflitos e de suas causas e sobre as formas para superá-los.



Quatro governantes que mudaram o Brasil


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



Guerra Civil Espanhola: a história não contada


A Guerra Civil transformou a Espanha em um campo de batalha entre 1936 e 1939, deixando um saldo de aproximadamente 400 mil mortos. Em outubro de 1938, o periódico Paris-soir enviou ao país o fotógrafo Jean Moral e o repórter Joseph Kessel para a cobertura do fim da República Espanhola, registrando a coragem dos soldados e a miséria e angústia do povo nos primeiros momentos da terrível ditadura do general Franco, que duraria décadas.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme Guerra Civil Espanhola: a história não contada (França, 2016), dirigido por Patrick Jeudy, seguida de um bate-papo com o historiador Vagner Camilo.

Apoio acadêmico:



O incrível diário de Anne Frank


Considerado um dos livros mais influentes do século XX, o diário de Anne Frank é um símbolo da crueldade e da esperança vividas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). As memórias, escritas por uma jovem de 16 anos em um esconderijo na Amsterdã ocupada por nazistas, oferecem um testemunho comovente do terror da dominação hitlerista.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme O incrível diário de Anne Frank (Inglaterra, 2015), dirigido por Bernard Krikke e Simonka de Jong, seguida de um bate-papo com o historiador Michel Gherman.

Apoio acadêmico:
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Jerusalém: uma cidade dividida ou indivisível?


Neste encontro, a jornalista Daniela Kresch faz um giro de 360º por Jerusalém, a cidade mais comentada e disputada do planeta. Nela está localizado o ponto focal do atual conflito entre israelenses e palestinos: o Monte do Templo (ou Esplanada das Mesquistas). Terra de paradoxos, é palco de guerras, intifadas, conflitos e, ao mesmo tempo, a cidade mais sagrada para as três religiões monoteístas.

Há 50 anos, depois da vitória na Guerra dos Seis Dias, Israel unificou Jerusalém ao anexar as partes ocidental e oriental da cidade. Mas, apesar de Israel considerá-la “indivisível”, a cidade está hoje, mais do que nunca, visivelmente segmentada entre as populações árabes e judaicas, que coexistem no dia a dia, mas passam por momentos de tensão. Com um olhar jornalístico, Daniela faz um relato de quem vive a cidade no seu cotidiano e busca, através de fatos e dados, desnudar os vários véus que cobrem Jerusalém.