Busca

     

Resultado



GUERRA E PAZ NA ÁSIA DO SÉCULO XXI: UM NOVO CENÁRIO GEOPOLÍTICO?


Os Estados Unidos e a Coreia do Norte se enfrentarão em uma guerra nuclear? Uma China fortalecida irá recuperar Taiwan? Qual o papel do Japão e da Rússia nesse contexto?

Os rumos do mundo no século XXI estão sendo cada vez mais definidos pelas relações entre China e Estados Unidos, com os chineses desfrutando anos de crescimento econômico acelerado e as potências ocidentais entrando em crise. Ao longo desta década, a diplomacia chinesa se tornou mais assertiva, desafiando o Ocidente em questões como a disputa de limites no Mar do Sul da China e lançando o ambicioso programa de infraestrutura da Nova Rota da Seda, que pode mudar o equilíbrio de poder na Ásia Central e no Sudeste Asiático.

Este curso discute o novo cenário geopolítico asiático neste início de século a partir dos conflitos crescentes envolvendo uma China em ascensão, seus vizinhos e os Estados Unidos, que se defrontam com crise política e instabilidade.



GUERRA E PAZ NO IMPÉRIO OTOMANO


O Império Otomano durou de 1299 a 1922 e se espalhou por três continentes. Apesar de sua longevidade e vastidão, ainda conta com pouquíssima pesquisa feita por brasileiros, mesmo tendo o país recebido dezenas de milhares de imigrantes daquela região. A proposta do curso é tratar brevemente da história otomana para então centrar-se nos conflitos que a marcaram, assim como a história global. O enfoque se dará nas figuras dos janízaros, que compunham a elite do Exército otomano nas duas tentativas de tomar Viena (1529 e 1683), na conquista de Constantinopla (1453), na guerra da Crimeia (1853-1856) e na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).



SÍRIA EM CHAMAS


A Guerra Civil Síria teve início com uma onda de grandes protestos populares em janeiro de 2011. Meses depois, desdobrou-se em um dos mais importantes conflitos bélicos do mundo contemporâneo globalizado.

Esse curso pretende, ao longo de quatro encontros, apresentar a história por trás dessa guerra que já causou mais de 260 mil mortos, deixou milhões de refugiados e destruiu inúmeras cidades — algumas declaradas Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.



ENCONTROS SHAKESPEARIANOS EM TEMPOS DE CRISE


A ideia de crise, abrangendo desde a noção de transformação profunda à experiência da guerra, atravessa a obra de Shakespeare como um todo em diferentes dosagens e abordagens, encontrando nas tragédias seu ambiente mais fértil. Nossa proposta é discutir três tragédias shakespearianas pelo viés da condição de crise, em diversos campos: político, existencial, ético. Explorando sua linguagem, suas imagens, seus enredos, personagens e contextos socioeconômicos, tomaremos essas obras como lugares privilegiados de reflexão sobre o nosso — conturbado — tempo.



QUANDO A HISTÓRIA VIRA MODA


Que moda é um fenômeno social amplo, todos já sabem. Que moda e história caminham juntas, também já é sabido. Poucos pensam, no entanto, no impacto que acontecimentos e fatos históricos têm sobre a moda. Embora importantes para quem trabalha na área, os desdobramentos desses fatos muitas vezes passam despercebidos: um noivado real pode influenciar a cartela de cores na moda e no design no mundo inteiro? As guerras e o terrorismo podem determinar o surgimento de tendências inesperadas? Previsibildade e imprevisibilidade andam juntas na moda?  

Essa palestra explora as relações entre a moda e a História, estimulando o exercício do entendimento sobre os fatos e acontecimentos que mudam nossas vidas e determinam o fascínio global pelo mundo da moda.  

Esse evento ocorrerá no segundo andar do Via Parque Shopping, com entrada gratuita. Sujeito à lotação.



ÓRFÃO DE PÁTRIA: O REINADO DE DOM PEDRO II


Durante o longo reinado de dom Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul – mas a última a abolir a escravidão.

Ao longo de três encontros, a historiadora Isabel Lustosa se debruçará sobre importantes momentos da vida privada e política de um imperador que aos 15 anos se viu símbolo maior do poder em um império chamado Brasil.



VIDAS EM MOVIMENTO: UM OLHAR SOBRE O REFÚGIO NO MUNDO ATUAL


Diariamente, milhares de pessoas são obrigadas a deixar suas casas por conta de perseguições, guerras e conflitos. Ao chegarem às portas de um novo país, não encontram a proteção esperada, e sim um aparato governamental sofisticado criado para mantê-las longe. O sonho de recomeçar a vida em uma nova terra submerge nos oceanos que elas atravessam em precárias embarcações ou é asfixiado pela permanência indefinida em campos ou centros de detenção. Os marcos internacionais de proteção nada valem: são constantemente violados em um movimento encabeçado pelos países desenvolvidos, que atuam para proteger suas fronteiras, não os indivíduos.

O encontro pretende fornecer um olhar detalhado sobre esse cenário, discutindo as principais tendências do refúgio no mundo hoje, expondo os avanços e retrocessos nas políticas de proteção e acolhimento, discutindo o papel que o Brasil tem desempenhado e propondo uma reflexão sobre possíveis soluções para esta que constitui uma das mais urgentes crises humanitárias do nosso tempo.



JERUSALÉM: UMA CIDADE DIVIDIDA OU INDIVISÍVEL?


Neste encontro, a jornalista Daniela Kresch faz um giro de 360º por Jerusalém, a cidade mais comentada e disputada do planeta. Nela está localizado o ponto focal do atual conflito entre israelenses e palestinos: o Monte do Templo (ou Esplanada das Mesquistas). Terra de paradoxos, é palco de guerras, intifadas, conflitos e, ao mesmo tempo, a cidade mais sagrada para as três religiões monoteístas.

Há 50 anos, depois da vitória na Guerra dos Seis Dias, Israel unificou Jerusalém ao anexar as partes ocidental e oriental da cidade. Mas, apesar de Israel considerá-la “indivisível”, a cidade está hoje, mais do que nunca, visivelmente segmentada entre as populações árabes e judaicas, que coexistem no dia a dia, mas passam por momentos de tensão. Com um olhar jornalístico, Daniela faz um relato de quem vive a cidade no seu cotidiano e busca, através de fatos e dados, desnudar os vários véus que cobrem Jerusalém.



GUERRA DOS SEIS DIAS, 50 ANOS DEPOIS


O curso busca analisar as relações e os conflitos que opuseram árabes e israelenses na Guerra dos Seis Dias (1967), que mudou o Oriente Médio e reconfigurou a chamada Questão Palestina. A proposta é observar o conflito não apenas pelo viés dos campos de batalha ou dos enfrentamentos sangrentos, mas também pela produção cultural dos dois povos. A poesia, a música, a literatura, o cinema e as artes visuais são algumas das “armas” usadas nos dois lados dessa disputa simbólica.