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A experiência do pensamento de Walter Benjamin


O curso apresentará, de maneira introdutória, a reflexão de Benjamin sobre a experiência, tema que atravessa os três principais objetos de seu pensamento: a linguagem, a arte e a história. Para isso, procuraremos reconstruir sua biografia intelectual, ressaltando a importância de sua formação filosófica, marcada pela influência do neo-kantismo, pela leitura dos primeiros românticos alemães e por alguns autores da literatura francesa, como Baudelaire, Mallarmé e Proust. Também será levado em conta as diferentes formas sob as quais o seu pensamento se apresenta, que vão do projeto de sistema ao aforisma, da crítica literária ao conto, do ensaio especulativo às memórias de infância.



História da arte: o final do século XIX


Esse curso pretende oferecer um panorama do universo da história da arte ocidental do final do século XIX. Serão discutidos os múltiplos
movimentos artísticos que aconteceram nesse momento, como o Simbolismo e o Art Nouveau. Também serão abordadas as reformas urbanísticas modernizantes em aulas fartamente ilustradas.



Uma certa adolescência interminável


Assistimos nas últimas décadas ao progressivo encurtamento da infância. A adolescência, portanto, vem começando cada vez mais precocemente. Poderíamos imaginar (ingenuamente) que a entrada na vida adulta se desse também mais cedo. Porém, é o inverso o que acontece. Muitos jovens de classes sociais privilegiadas tendem a protelar sua entrada na universidade e, por consequência, no mercado de trabalho, com a cumplicidade da família. A adolescência vem perdendo o caráter transitório e fixando-se como um estado emocional permanente. Cada vez mais nos deparamos com adolescentes de “cabelos brancos” que se recusam a crescer. O curso tem como objetivo discutir as causas desse fenômeno.



Os megaprodutores


Criado em 1985 por Roberto Medina, o Rock in Rio é um divisor de águas na história do showbizz e da indústria do setor no país, além de ter ampliado o conceito de evento musical. As 12 edições em três cidades (Rio, Lisboa e Madri) reuniram 6 milhões de pessoas.  A empresária Roberta Medina, filha do criador, responde atualmente pela organização e produção do festival e virá à CASA para contar um pouco desta história. Os megaprodutores trouxe no primeiro encontro Luiz Oscar Niemeyer, responsável por colocar os Rolling Stones diante de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana, em 2006. E por trazer Paul McCartney, Bob Dylan, Sting, Eric Clapton, Elton John, entre outros astros. Neste segundo encontro,  Roberta, eleita em 2011 pela revista Época uma das personalidades do ano, contará para a plateia como é que se faz um mega evento como o Rock in Rio, como se internacionaliza uma marca brasileira, e os bastidores do maior festival de música do mundo.



Mulheres que inspiram mulheres I: Rachel de Queiroz por Nélida Piñon


Primeira escritora a entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1977, Rachel de Queiroz (1910-2003) foi uma pioneira. Seu livro de estreia, O quinze, é um marco da literatura nacional. Publicada em 1930, é uma das obras inaugurais do romance regionalista brasileiro. Na época, O quinze foi saudado por outro escritor como “um livro de macho”, pois, segundo a própria autora, “literatura feminina era feita por senhoras que escreviam histórias comoventes ou poesias apaixonadas”. Além de ter feito peças de teatro e romances, entre os quais O memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz foi a primeira cronista da imprensa brasileira. A autora terá sua trajetória lembrada por outra jornalista, escritora e acadêmica: Nélida Piñon, também uma precursora. Foi a primeira mulher a presidir a ABL, reduto masculino em um universo masculino, o das Letras. Apoio Chevron



Games: a indústria de entretenimento que mais cresce no mundo


O Brasil é o quarto maior mercado de jogos digitais no mundo. Movimentou R$ 5,3 bilhões em 2012, o que representa um crescimento de 32% em relação a 2011. A expectativa é de que o setor quadruplique o faturamento até 2016. Apesar do aumento de sua importância na indústria de entretenimento e como negócio, há quem ainda tenha uma preocupação com a violência de seu conteúdo. O curso apresenta o mundo da censura nos jogos, o potencial como mídia agregadora de valor por meio do aprendizado tangencial e o poder das narrativas criadas tanto pelos roteiristas como pelos próprios jogadores.



Os leões de Cannes: grandes premiados celebram 60 anos de criatividade publicitária


  A CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe quatro dos maiores caçadores brasileiros de Leões do Festival de Publicidade, que estreou em Veneza há exatos 60 anos, é realizado em Cannes desde os anos 70 e agora ostenta a palavra Criatividade em seu título. Três são diretores de criação de agências de propaganda, um é o segundo diretor de comerciais mais premiado da história do festival e todos já integraram seus júris. Este ano as agências brasileiras bateram o recorde em uma mesma edição, com 115 troféus. Imaginem quantas histórias eles têm para contar e anúncios para revelar.   MODERAÇÃO:    ARMANDO STROZENBERG. Jornalista e publicitário. Foi fundador e presidente da Contemporânea de 1983 a 2008. É chairman do Havas Worldwide Brasil, foi jurado em Cannes em 2000 e é sócio da CASA DO SABER RIO O GLOBO.   RUY LINDENBERG. Publicitário. Foi diretor de Criação de várias agências de propaganda, como Leo Burnett Brasil, Young&Rubicam Brasil, Talent, W/Brasil, e tem uma vasta coleção de Leões.



As leis da moda: de Luís XIV a Louboutin


Desde que surgiu como fenômeno social amplo, a moda está sujeita ao julgamento histórico. Ela foi durante séculos um importante instrumento de dominação e poder, legitimado por rigorosas leis que, vigentes até o final do século XVIII, estabeleceram as regras do vestir nas monarquias europeias. Ferramenta de distinção social, a moda foi desenhando sua trajetória através da história e chegou à atualidade com características totalmente diversas das predominantes no passado. A proposta do curso é estudar as ferramentas de legitimação da moda, desde as “leis sumptuárias” do século XIV até os dias atuais, ultrapassada a primeira década do século XXI, quando as “leis de mercado” é que regem a sociedade de consumo. Serão abordadas também questões éticas, direito de autor e formas de proteção na criação de moda hoje.



Introdução às mídias sociais


Esse curso faz uma reflexão sobre a importância das mídias sociais, apontando os principais feitos e o grande número de redes nas diferentes áreas em âmbito global (ciberativismo, política, negócios). Analisa ainda o processo evolutivo das mídias sociais no Brasil até os dias de hoje e seu futuro, considerando fatores como custos, recursos humanos, infraestrutura e regulamentação.



Mulheres que inspiram mulheres II: Princesa Isabel por Mary del Priore


Antes de Dilma Rousseff chegar ao Palácio do Planalto, outras mulheres também tiveram uma participação importante na vida política do país. Autora de História das mulheres no Brasil, Mary del Priore já contou percursos cheios de obstáculos enfrentados por figuras históricas como a Condessa de Barral e a Marquesa de Santos. Em O castelo de papel ela aborda a vida da Princesa Isabel (1846-1921), a última princesa imperial e regente do Brasil. Filha de Dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, ela entrou para a história por ter assinado a Lei Áurea, abolindo a escravidão. Mas será que esse episódio é representativo de sua figura pública? “Por trás do mito se esconde uma mulher identificada aos paradigmas femininos de seu tempo: maternidade, lar e família, cuja vida doméstica sobrepôs-se à vida pública”, explica Mary, que revelará as múltiplas visões que a história teve de Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil. Apoio Chevron



Introdução a Wittgenstein


Além de ser considerado um dos maiores e mais originais pensadores do século passado e da história da filosofia, Wittgenstein é uma das personalidades mais influentes da contemporaneidade. No entanto, sua filosofia ainda é de difícil acesso. O propósito do curso é auxiliar a compreensão do pensamento de Wittgenstein – eleito pela revista Time uma das cem pessoas mais importantes do século XX –, dando ênfase à sua segunda grande obra: Investigações filosóficas.



Imagem e palavra na arte


Uma das marcas mais fortes da arte moderna e contemporânea é sua crescente proximidade com a linguagem escrita. Empregada pelo Cubismo para lidar com a crise da pintura, a presença da palavra foi constante na arte do século XX. Juntas, imagem e palavra extrapolaram os gêneros artísticos tradicionais, ganharam o espaço público e transformaram o modo de pensar dos artistas. Esse curso vai examinar momentos decisivos dessa história.



Cerveja e suas histórias


Bebida alcoólica mais consumida no mundo, originada nas civilizações antigas, a cerveja tem uma rica história. O curso explora esse universo, mas também os ingredientes e processos de produção, abordando os principais estilos de cerveja, as tradicionais escolas cervejeiras e as inúmeras possibilidades de harmonização dessa bebida com a gastronomia. Em encontros com degustações orientadas de cervejas, brasileiras e internacionais, a finalidade é aprender a identificar aromas e sabores em rótulos de diferentes marcas e estilos.



Feira moderna: a tecnologia na indústria criativa


COORDENAÇÃO E MODERAÇÃO: BETO LARGMAN Com um faturamento girando em torno de R$ 120 bilhões, o Brasil já é o quinto maior mercado global de economia criativa. Esse é o tema da quarta edição do Feira Moderna, encontro derivado do blog de mesmo nome que Roberto Largman mantém no Globo Online desde 2005 – o primeiro num grande portal a tratar do assunto tecnologia de maneira descontraída e que conseguiu atrair um público formado tanto por aficionados quanto por uma audiência que não considerava o tema acessível. Profissionais ligados ao fomento e à startups do segmento que usam intensamente a tecnologia como ferramenta estarão presentes para discutir os desafios da indústria criativa no Brasil e no Rio de Janeiro e a utilização da tecnologia nas empresas do setor.



Introdução a Schopenhauer


Ministrado por um dos professores mais frequentes da CASA, o curso apresenta o pensamento de Arthur Schopenhauer (1788-1860), um dos filósofos mais influentes da história ocidental. A proposta é focalizar de maneira introdutória sua principal obra, O mundo como vontade e representação, escrita em 1819.



O universo de símbolos e mitos na história da arte


Esse curso oferece um panorama sobre o universo dos símbolos e mitos da história da arte ocidental. Serão feitas uma introdução ao mundo do simbólico e uma exposição sobre os principais mitos gregos apresentados pelas artes visuais ao longo dos tempos.



O mal-estar na democracia


A democracia enfrenta enormes desafios no mundo inteiro. Sob intensa pressão de crises econômicas, esgarçamento da malha social e desrespeito a direitos básicos da cidadania, ela é cada vez mais questionada e sabotada. Sem as grandes utopias do passado, acaba sofrendo demandas difíceis de serem satisfeitas. Esse curso tenta fazer um balanço do estado atual da democracia, concentrando-se em algumas regiões do mundo que, apesar de possuírem problemas específicos, apresentam dificuldades em sustentar ou ampliar seus modelos democráticos. Analisa também as possibilidades futuras e os modos de reinvenção da democracia global.



Para pensar o vinho


Autor de quatro livros de sucesso, o prestigiado crítico de vinhos Marcelo Copello prepara-se para lançar este ano o quinto: Vinho & Muito mais (editora Best Seller). En primeur, debaterá na CASA DO SABER RIO O GLOBO alguns dos temas abordados nesse novo livro, além de outros desenvolvidos em suas obras anteriores. Para Copello, o vinho é apenas um líquido dentro de uma garrafa – a emoção está em quem o degusta. O vinho, por sua complexidade e antiguidade, é um perfeito espelho do ser humano que o prova. Músicos degustarão acordes; arquitetos, estruturas; cinéfilos, cenas e roteiros. Copello nos mostra como pensar o vinho, analisando sua relação com temas como pintura, contexto, astrologia, moda, carnaval, pensamento e linguagem, religião, natureza e música.



MIMO: Reformas urbanas e modernização de cidades   


Na segunda metade do século XIX, diversas cidades europeias passaram por profundas reformulações urbanas, adaptando-se às necessidades das metrópoles. No Brasil, esses novos padrões estéticos chegaram com força no inicio do século XX e inspiraram reformas que remodelarem alguns de seus principais centros urbanos.

Movimento MIMO

O MIMO, chamado a partir de 2013 de Movimento MIMO, é um festival internacional de música realizado em cidades que preservam bens e valores históricos do Brasil: Paraty (RJ), Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), onde o projeto iniciou. Com a programação gratuita, os eventos acontecem em patrimônios históricos como igrejas, museus, monumentos, teatros e ao ar livre. O MIMO oferece atrações como concertos de música erudita, popular, jazz, world music, música brasileira e música contemporânea internacional. O festival inclui mostra de cinema, programa educativo e palestras sobre cultura, história e patrimônio - tendo como eixo central o tema das cidades em suas múltiplas abordagens.

Para maiores informações, o site Movimento MIMO.



Corpo, envelhecimento e felicidade


O curso busca debater questões que surgiram em 25 anos de pesquisas realizadas pela antropóloga Mirian Goldenberg com homens e mulheres de gerações distintas. Quais as diferenças entre visões, comportamentos e valores de homens e de mulheres a respeito do corpo e do envelhecimento? Qual a distância entre o discurso e o comportamento efetivo de homens e mulheres com relação ao valor da liberdade, da vontade e da amizade no processo de envelhecimento?



Paternidade e maternidade no século XXI


A função da maternidade e da paternidade não mudou muito nos últimos anos, mas muitos dos desafios apresentados a pais e mães no século XXI são distintos dos vivenciados por pais de gerações passadas. A modernidade trouxe novos desafios e questões para as famílias na tarefa da educação. Com três especialistas de formações distintas, o curso busca refletir sobre esses temas.



A história do teatro musical americano em 8 aulas-show


Curso iniciado em 21 de outubro.

Se na última década o teatro musical brasileiro passou por uma espécie de renascimento, o motor desta revolução foi, sem dúvida, a dupla Charles Möeller & Claudio Botelho
, que há 20 anos seguem acumulando prêmios e consagração da crítica especializada, com espetáculos que aliam técnica apurada e grande sucesso de público. Suas produções já atrairam mais de 1.000.000 de pessoas. É um recorde único na história do teatro no Brasil. Neste ciclo especial, a história do teatro musical americano será contada por Charles Möeller e cantada por Claudio Botelho, desde sua origem até os dias de hoje passando, por Irving Berlin, Jerome Kern, Rodgers & Hammerstein, Cole Porter, Stephen Sondheim, Jule Styne, Andrew Lloyd Webber, Elton John e muito mais. Além da dupla, a CASA receberá convidados da nata do teatro musical brasileiro.

Os encontros acontecerão às segundas e quintas-feiras.

Para compra de aulas avulsas, entre com contato através do telefone 2227-2237



MIMO: A música nas obras de Stanley Kubrick 


Ao finalizar “2001: Uma Odisséia no Espaço”, Stanley Kubrick descobriu que as músicas clássicas que utilizara durante a montagem para sinalizar onde deveria entrar a trilha sonora original traduziam bem melhor o que ele queria transmitir do que a música encomendada ao compositor Alex North. Nesse filme, e em outras obras-primas como “Laranja Mecânica”, “O Iluminado” e “De Olhos Bem Fechados”, Kubrick soube usar como poucos a trilha sonora para a criação de atmosferas peculiares.

Movimento MIMO

O MIMO, chamado a partir de 2013 de Movimento MIMO, é um festival internacional de música realizado em cidades que preservam bens e valores históricos do Brasil: Paraty (RJ), Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), onde o projeto iniciou. Com a programação gratuita, os eventos acontecem em patrimônios históricos como igrejas, museus, monumentos, teatros e ao ar livre. O MIMO oferece atrações como concertos de música erudita, popular, jazz, world music, música brasileira e música contemporânea internacional. O festival inclui mostra de cinema, programa educativo e palestras sobre cultura, história e patrimônio - tendo como eixo central o tema das cidades em suas múltiplas abordagens.

Para maiores informações, o site Movimento MIMO.



O som da MPB


Curso iniciado em 22 de outubro.

Ex-baterista dos Titãs, Charles Gavin se reinventou como pesquisador musical – garimpando arquivos das gravadoras e relançando álbuns esquecidos – e como diretor e apresentador de TV no Som do vinil, exibido no Canal Brasil, onde ele entrevista músicos da MPB contando os bastidores de álbuns clássicos. Em 150 programas desde 2008, Gavin já conversou com quase toda a nata da música brasileira explorando sua diversidade: de Paulinho da Viola e Luiz Melodia a Sidney Magal e Odair José; de Caetano Veloso e Gilberto Gil a Leny Andrade e Dóris Monteiro; de Milionário e José Rico a Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti; de Adriana Calcanhotto e Marisa Monte a Lenine e Arnaldo Antunes. Nesse ciclo especial, informal e informativo (com apoio em áudio e vídeo), o artista vai trazer alguns desses músicos para compartilhar curiosidades e histórias divertidas com o público na CASA DO SABER RIO O GLOBO.

Para compra de aulas avulsas, entre em contato através do telefone 2227-2237


CHARLES GAVIN. Músico, produtor, pesquisador e apresentador. Foi baterista dos Titãs entre 1985 e 2010. Produtor de discos, entre os quais Samba esquema noise, do Mundo Livre S/A. Como pesquisador musical ajudou as gravadoras no relançamento de mais de 400 títulos. Idealizou e produziu os livros Bossa nova e outras bossas: a arte e o design das capas dos LPs e 300 discos importantes da música brasileira.



Mulheres que inspiram mulheres III: Leila Diniz por Mirian Goldenberg


Se uma mulher simboliza no Brasil a liberação feminina na revolução dos costumes que varreu o país e o mundo nos anos 60 e 70, ela se chama Leila Diniz (1945-1972). Bela, alegre, provocadora e, acima de tudo, livre, a atriz escandalizou a sociedade em uma época de grande repressão cultural, social e moral – o período da ditadura militar. Dizia o que pensava e vivia do jeito que queria. Defensora do amor livre, foi criticada por feministas antes de se tornar, ela mesma, um símbolo da nova mulher brasileira, por quebrar tabus comportamentais. Sua trajetória e a história da mudança da mulher nas últimas décadas são contadas pela antropóloga
Mirian Goldenberg, autora de uma biografia sobre a atriz, além de especialista em comportamento e em questões que envolvem o feminino. 



Aspectos fundamentais da tragédia grega


Este curso aborda a proposta de filosofia da tragédia de Aristóteles (Poética) e analisa as tragédias sob dois aspectos fundamentais: estrutura e conteúdo. O gênero poético abarca quatro espécies: poema lírico, épico, cômico e dramático. Cada uma dessas espécies possui características próprias que as distinguem umas das outras. No caso do poema dramático, o elemento central é o enredo trágico. Para que ele provoque as emoções catárticas (temor e piedade), o dramaturgo deve estruturar a sua narrativa de acordo com a fórmula dramática de reviravolta, reconhecimento e calamidade. Em outras palavras, a história deve provocar uma tensão no espectador e, ao mesmo tempo, uma expectativa pela solução. Assim, invariavelmente, a peça apresenta, logo no começo, o problema; em seguida, há um reconhecimento da causa do problema; e, por fim, uma morte. Será abordado um de seus aspectos estruturais (o tempo) e também dois aspectos do seu conteúdo: a caracterização do herói e o embate entre ele e o seu antagonista; e o crime. As peças trágicas são marcadas, em sua maioria, por mortes violentas e por crimes entre membros de uma mesma família. A preferência por esse tipo de história está relacionada ao objetivo de mexer com as emoções do espectador. É chocante “testemunhar” a ação de um pai que mata a própria filha (Ifigênia em Aulis) ou de uma esposa que mata o marido (Agamêmnon).



Para entender Roberto Carlos


Essa palestra especial vai abordar a construção do mito Roberto Carlos: da infância pobre no Espírito Santo ao título de Rei. A quem influenciou? Por quem foi influenciado? O autor da elogiada – e censurada – biografia não-autorizada do cantor e compositor vai explicar a relação entre sua vida e obra, assim como as histórias por trás de algumas de suas principais canções. Paulo César irá mostrar como os dramas pessoais, a fé, as manias e obsessões do mais popular artista do país refletiram em suas músicas e o ajudaram a conseguir um papel único na MPB.



Viajando pela França e pela sua história da arte


Esse curso pretende oferecer uma viagem virtual pelo interior da França começando pela Provence, seguindo por Languedoc-Roussillon, para chegarmos ao extremo do sudoeste. Voltando para o norte e nordeste iremos a Normandia, a Picardia, e às regiões de Champagne, Alsace e Lorraine. Um mundo de pequenas cidades, catedrais, museus e aromas de boa mesa e bons vinhos!



Como quatro gênios mudaram a história da arte


O curso analisa quatro dos maiores gênios da arte e tenta desvendar, na obra de cada um, o processo criativo desde o momento em que surge uma ideia, sua concepção e realização e, por fim, o quadro que causa espanto ao longo dos anos. Os encontros desvendam não apenas um pouco da história da arte através desses nomes, mas os processos criativos que levam à concepção de algo novo.



Uma jornalista em três guerras


Curso iniciado dia 17 de janeiro de 2014.  A jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho nasceu em Lisboa, mas a escrita a levou para o mundo, especialmente para ser testemunha de episódios importantes da História. Como repórter, cobriu várias zonas de conflito: URSS, Bósnia, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Israel/Palestina, México, Egito, Turquia. Alguns lugares inóspitos para jornalistas de uma maneira geral, para mulheres em particular. Além de ter sido correspondente em Jerusalém. Ganhadora de um dos mais importantes prêmios literários em Portugal, Alexandra não só irá compartilhar sua vivência em campos de conflito em três encontros na CASA DO SABER RIO O GLOBO como irá mostrar como essas experiências lhe ajudaram a consolidar sua carreira de escritora.



O sentimento de vazio na modernidade


As ciências sociais têm, entre suas temáticas favoritas, a assim chamada “modernidade”. Muitas são as teses sobre esse momento da história, mas, apesar de sua diversidade teórica, elas guardam um traço comum: são explanações sombrias que falam de um “vazio” que atormentaria o indivíduo moderno. Diversos autores produziram “teorias da modernidade”, conferindo lugar central ao problema da experiência subjetiva do indivíduo. Por que o sujeito moderno padece tanto de solidão? Por que experimenta, tantas vezes, a vida como “absurda”? Como concilia a valorização da liberdade com a sensação de isolamento? Quais os efeitos de seu “narcisismo” sobre as várias áreas da existência – as relações afetivas, a participação na vida pública, o mundo do trabalho? Essas são as questões que abordaremos no curso por meio da obra de alguns dos principais autores que se debruçaram sobre o assunto: Georg Simmel, Sigmund Freud, Norbert Elias, Richard Sennett e Zygmunt Bauman, entre outros.



Como fazer um best-seller


Eduardo Spohr, autor de A batalha do Apocalipse, com mais de 600 mil cópias vendidas, conquistou jovens leitores de literatura fantástica com tramas envolvendo anjos e heróis a partir de seu conhecimento sobre mitologia, Bíblia e cultura nerd. Com mais de 1 milhão de exemplares vendidos, Thalita Rebouças é um fenômeno; as histórias da coleção Fala sério caíram totalmente no gosto das pré-adolescentes, fãs da personagem Malu. Qual a receita para fazer um livro que encante os jovens? Há ingredientes para escrever um best-seller? Como incentivar a leitura de escritores nacionais? Por que há preconceito, principalmente no meio intelectual, com autores de best-sellers? Spohr e Thalita se encontram para responder a essas perguntas e revelar os caminhos do sucesso no mercado editorial brasileiro.



Dorival Caymmi, o inventor da Bahia


Celebrando o centenário de nascimento de um dos maiores artistas brasileiros, o encontro possibilita uma reflexão sobre a identidade e a memória cultural no cancioneiro de Dorival Caymmi (1914-2008). O professor Júlio Diniz e o escritor e ensaísta Francisco Bosco conversam sobre a história de vida e as composições de Caymmi para revelar o artista que contribuiu para a construção do imaginário brasileiro. Uma oportunidade para navegar pela obra e pela intimidade de Dorival Caymmi.

Participação especial da cantora Elisa Queirós (Arranco de Varsóvia).



Expresso Transiberiano


A aula aberta de divulgação da viagem será realizada na Casa do Saber Rio O Globo no dia 24 de fevereiro, às 20h.
A Transiberiana é uma rede ferroviária que conecta a Rússia Europeia às províncias do Extremo-Oriente Russo, da Mongólia, da China e o do Mar do Japão. De Pequim a Moscou, um universo espetacular de culturas, tradições, paisagens e costumes nos serão revelados entre Pequim e Moscou, cruzando a Mongólia e o lago Baikal, passando pela Kasan dos tártaros e outros lugares. Este cruzeiro ferroviário e de conhecimento, pelo qual Marco Polo um dia também andou e onde até As mil e uma noites chegaram, ganhará profundo significado nas aulas do professor Marcelo Backes, que apresentará dois Prêmios Nobel de Literatura recentes, os chineses Gao Xingjian (2000) e Mo Yan (2009), e clássicos como Púshkin, Tolstói, Dostoiévski, Gógol e Maiakóvski, entre outros, numa união harmônica entre arte, literatura e história.  

+ Informações
Data da viagem: 16 de agosto a 1 de setembro

 

Reservas
Latitude Viagens de Conhecimento 
e-mail: latitudes@latitudes.com.br
Telefone: (+55) 11 3045 7740

                 



Sexualidade e política


A problemática da sexualidade foi negligenciada ou tomada como uma questão “menos importante” na leitura tradicional da história da filosofia ocidental. O primeiro filósofo a compreender a sexualidade como uma questão de grande relevância foi Schopenhauer, que antecipou e influenciou enormemente as reflexões de Freud. Somente no século XX se pensou de modo mais significativo a articulação entre sexualidade e política. O presente curso pretende investigar três importantes momentos dessa reflexão, considerando as contribuições de Herbert Marcuse e Michel Foucault e analisando as tendências contemporâneas, com destaque para a teoria queer.



História da arte: primeiros momentos das vanguardas do século XX


Esse curso pretende oferecer uma visão ampla do universo da história da arte ocidental no início do século XX. Em aulas fartamente ilustradas por imagens, serão discutidos diversos movimentos artísticos que aconteceram durante o período da arte moderna, entre eles o Fauvismo, o Cubismo, o Expressionismo e o Dadaísmo.



O que os antigos nos ensinam sobre a arte de viver?


O objetivo desse curso é apresentar Sócrates e algumas escolas socráticas que surgiram logo após a sua morte, como o Cinismo, o Estoicismo e o Epicurismo. Tais escolas, que tinham perspectivas filosóficas antagônicas, formaram o campo de discussão filosófica por quase 700 anos de nossa história, até a eclosão do Cristianismo, que, por sua vez, as reinterpreta. A partir do imperativo “Conhece-te a ti mesmo” e da necessidade de a filosofia transformar a vida daqueles que filosofavam, podemos dizer que todas essas escolas têm em comum a proposta de uma “arte de viver”. Assim, discutiremos essas linhas de pensamento apresentando suas diferentes concepções do mundo e seus consequentes projetos de vida.



Como vai você, geração 80?, 30 anos depois


Em julho de 1984, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage abrigou uma grande exposição com um título interrogativamente casual: “Como vai você, Geração 80?”. Ela reuniu obras de 123 artistas em uma amostra da produção variada daquele início de década, após a efervescência das Diretas Já e nos estertores da ditadura militar, que vivia seu último ano. A exposição, que evidenciou uma volta à pintura, tornou-se uma referência importante na história das artes plásticas no país. “Está tudo aí”, afirmaram os curadores da mostra, “todas as cores, todas as formas, quadrados, transparências, matéria, massa pintada, massa humana, suor, aviãozinho, geração serrote, radicais e liberais, transvanguarda, punks, panquecas, pós-modernos, neo-expressionistas (...)”. Hoje, 30 anos depois, para onde foram alguns dos artistas símbolos daquele período?



Como a economia pode influenciar a eleição


O debate econômico nas eleições de 2014 para presidente da República será marcado pela comparação do desempenho dos governos FHC e Lula/Dilma ou focará sua atenção nas questões atuais que influenciarão os destinos do país nos próximos anos? A política econômica do atual governo deve, ou não, ser modificada? A indignação nas manifestações de rua é apenas reflexo de uma insatisfação com a classe política ou resulta, também, da incapacidade do Estado brasileiro de atender às expectativas de progresso da população? A sociedade brasileira deve trocar o ideal de expansão do consumo pela busca da qualidade de vida? Venha especular e refletir sobre esses temas com economistas renomados que acompanham a trajetória da economia brasileira há longo tempo e possuem opiniões divergentes sobre o presente e o futuro do setor.



Missas de Réquiem: agonia, drama e êxtase


O desafio de musicar missas – e, dentre elas, destacadamente, o rito católico para os mortos – fascina compositores da Europa desde o final da Idade Média. O modo como eles responderam a esse desafio, porém, reflete não apenas a sua capacitação técnica e artística, mas também toda uma visão de vida e de morte. Dependendo do autor, basicamente o mesmo texto pode remeter ou aos terrores diante do Juízo Final ou aos sonhos de harmonia no Além. Por intermédio da audição de três das mais famosas missas de réquiem, as do austríaco Mozart, do italiano Verdi e do francês Fauré, representantes de três importantes tradições musicais, o curso busca relacionar história e música para entender como e por que os compositores chegaram a visões tão distintas.



Mamãe, eu quero! O consumismo infantil


O consumismo vem se tornando uma marca da vida contemporânea. Assumindo formas e intensidades que tangenciam uma patologia individual e social, ele se torna cada vez mais onipresente, mais obsessivo, mais fútil, substituindo formas saudáveis e plenas de realização pessoal por uma “salvação pelo ter” que acaba não preenchendo os “vazios”. Ainda em desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, as crianças não ficam fora dessa realidade: com sua posição social hipervalorizada, são elas hoje que muitas vezes ditam a maior parte do que uma família vai consumir. São, portanto, alvos preferenciais (e extremamente frágeis) em uma sociedade de consumo. E sofrem cada vez mais cedo as graves consequências do consumismo na infância: obesidade infantil, erotização precoce, consumo de tabaco e álcool, estresse familiar, diminuição do brincar, afastamento da natureza, futilidade, banalização da violência, entre outras. Como proteger nossas crianças e oferecer a elas valores apropriados para uma vida com mais sentido, consciência e saúde? A ideia desse curso é promover um mergulho no universo infantil e na sua mercantilização, além de pensar saídas e soluções educativas, sustentáveis e saudáveis para nossas crianças, orientando-as para o consumo consciente e para uma atuação social mais justa.



Cerveja e harmonização: uma revolução no paladar


Além de ser a bebida alcoólica mais consumida pelo homem, a cerveja permite duetos surpreendentes com a gastronomia. Combinar os aromas e os sabores de alimentos e cervejas é uma arte milenar que todos podem aprender. O curso explora o universo sensorial das harmonizações com essa bebida a partir de ingredientes simples do cotidiano do brasileiro. São encontros com degustações orientadas de rótulos nacionais e importados, combinadas a itens básicos da nossa culinária, em que a finalidade é produzir experiências gastronômicas únicas e inesquecíveis.



O inconsciente da criança


A história da criança não começa com seu nascimento. Ela é antecipada pelas histórias de seus pais, que a acolhem. Tudo o que “é dito” entre eles a respeito da criança não deixará de ter incidência sobre ela. Também terá efeito tudo o que “não é dito”, ou mesmo o que “não pôde ser ouvido” desde gerações precedentes – um legado de saber inconsciente a ter peso em seu destino. Ainda há a marca do discurso da cultura que reserva à criança um lugar de importância nunca alcançado até hoje: o de suscitar questões sociais, culturais, políticas, jurídicas e econômicas de grande impacto na sociedade. Com frequência cada vez maior é a criança que dá a um casal a consistência de família. Como pensar a formação do inconsciente da criança na família contemporânea?



Freud, uma história de suas "rupturas"


Esse curso pretende refletir sobre aspectos relevantes da teoria freudiana apresentados após o rompimento de Freud com alguns de seus discípulos mais importantes. Serão discutidos capítulos marcantes da história da psicanálise, oportunidades privilegiadas para que seja estudada a nova direção que Freud deu ao desenvolvimento de suas ideias a partir dessas rupturas. Investigaremos também a inflexão na vida e na obra desses psicanalistas provocada pelo descolamento em relação às teorias do mestre, forçando cada um deles à recriação teórica e técnica da psicanálise.



Qual o futuro dos BRICS?


No início da década de 2000 o economista Jim O’ Neill, do banco de investimento Goldman Sachs, cunhou o termo “BRIC” para se referir às potências emergentes que seriam os principais polos de poder no mundo do século XXI (Brasil, Rússia, Índia, China). O termo teve ampla difusão e aceitação, inclusive pelos líderes dos países envolvidos, que o adotaram como nome de um bloco posteriormente expandido para abarcar também a África do Sul – representada na sigla pela letra “S”, de South Africa. Passados mais de dez anos e em meio a uma crise econômica que atingiu com força os países e regiões desenvolvidos – Estados Unidos, União Europeia, Japão –, quais as análises que se podem fazer sobre o papel dos BRICS na política internacional? O que esse novo cenário representa para o Brasil? Os integrantes do bloco são os melhores exemplos de potências emergentes ou deveriam ser substituídos por outras nações?



História da arte: últimos momentos das vanguardas do século XX


Ilustrado por imagens, esse curso pretende apresentar um quadro dos últimos movimentos artísticos das vanguardas europeias no início do século XX. Serão discutidas questões relacionadas ao Surrealismo, ao Futurismo, ao Neoplasticismo e às Vanguardas Russas, seguidas de um olhar voltado para o design da Bauhaus e do movimento Art Déco.



Viajando pela Alemanha e Itália e por seus universos artísticos


Esse curso pretende oferecer uma viagem virtual pela capital alemã mostrando sua história, seus contrastes e seus principais museus, com coleções de arte de raro valor. Seguiremos para a Itália com visita aos museus romanos, às suas principais igrejas e aos tesouros do Vaticano. Passaremos pelas ruínas de Herculano e Pompeia e terminaremos em Veneza, para ver sua arte dos tempos de glória.



Documentário e debate: "Setenta", de Emilia Silveira


Em 1970, grupos de combate à ditadura capturaram o embaixador suíço dando início ao mais longo sequestro político da história do Brasil. Pela vida de Giovanni Enrico Bucher, 70 presos políticos foram libertados e expulsos do país para o Chile. Dirigido por Emilia Silveira, o documentário "Setenta" reencontra 18 personagens desse episódio mais de 40 anos depois. Após sua passagem em festivais nacionais e internacionais, o filme será exibido na Casa do Saber Rio O Globo seguido de um debate entre Emilia, os personagens Chico Mendes e Marco Maranhão e a roteirista Sandra Moreyra. A moderação ficará por conta da jornalista Eugenia Moreyra.



Faces da loucura: humanidade e desrazão


Ao contrário do que costumam propor as interpretações “classicistas” da antiga cultura grega, as manifestações do irracional em seus muitos modos e possibilidades marcam a origem dessa tradição, constituindo-se um dos mais valiosos signos de sua religiosidade e de sua poesia. Reunindo e comparando as obras dos antigos poetas e dos primeiros filósofos gregos, e também as de historiadores e filósofos contemporâneos, o curso dedica-se a demonstrar como o lastro que serviu de base e orientação maior dessa mesma cultura – os seus poemas de fundação – deve-se a estados anímicos que variam do torpor à plena embriaguez; da possessão ao delírio; do devaneio ao transe.



A normalidade criativa de Winnicott


A partir de algumas passagens da obra de Freud, e sobretudo da concepção de estruturas psíquicas preestabelecidas segundo Lacan, a história da psicanálise acostumou-se a conceber a normalidade como neurótica, ideia que se tornou familiar até mesmo para o senso comum, como um dado cultural tornado incontestável. Afinal, nos ensinou Freud em seus textos, se não aceitarmos ou não conseguirmos nos submeter ao controle neurótico, só nos restará enveredarmos pelas perigosas sendas da psicose e do descontrole, movidos pelas pulsões rumo à decadência. Na contra-corrente dessa ideia, Winnicott ousou observar que “há uma gradação da normalidade não somente no sentido da neurose mas também da psicose”. E mais: que “há um elo mais íntimo entre normalidade e psicose do que entre normalidade e neurose”, trazendo para a psicanálise uma concepção de liberdade nunca antes imaginada. Nesse curso nos propomos a analisar o estatuto da normalidade proposto por Winnicott – como sendo o de uma normalidade criativa em radical oposição à neurose – em seus aspectos metapsicológicos, clínicos e existenciais, e também em suas implicações sociais e políticas.



A política como ela é


Diz a lenda que o florentino Nicolau Maquiavel teria inaugurado o realismo na interpretação da política. A política como ela é; como ela parece ou deveria ser? Um dos mais originais e provocativos pensadores da política, Maquiavel já era pop em pleno século XVI. No século XXI, continua sendo. Tratou de virtude e pecado; dos desejos e da moral; do escândalo; do acaso. Cinco séculos depois de escrever O Príncipe, Maquiavel virou adjetivo, e ser “maquiavélico” virou sinônimo de coisa ruim. As sessões desse curso problematizam essa interpretação desse pensador. Renascença, fortuna, maquiavelismos e a razão maquiavélica. Quatro reflexões sobre um outro Maquiavel.



Georges Simenon como você nunca leu


Com três romances protagonizados pelo comissário Maigret, a Companhia das Letras dá início à publicação das obras completas do mestre da literatura policial Georges Simenon. Para celebrar, a editora promove na CASA DO SABER RIO O GLOBO debate entre seu filho, John Simenon, e Tony Bellotto, com mediação do escritor Raphael Montes. Nessa conversa, estarão em foco a vida e a obra do autor e também a história da literatura policial – gênero que fascina milhões de leitores mundo afora. O debate ocorrerá das 19h30 às 21h e será seguido de um coquetel.   *Distribuição de senhas 30 minutos antes do debate. Sujeito à lotação. Evento com tradução simultânea.



A história da Vogue


Diretora de redação da Vogue Brasil, Daniela Falcão volta à Casa do Saber Rio O Globo para uma palestra sobre a história desse ícone da moda desde sua fundação como revista semanal, em 1872, por Arthur Baldwin Turnure. A palestra abordará as transformações ocorridas na Vogue após sua venda para Condé Nast, em 1905, quando a publicação se voltou para o público feminino, sem deixar o luxo para trás, e surgiram as primeiras versões europeias (Inglaterra, 1916; e França, 1920). Com apoio de imagens para contar essa trajetória, Daniela mostrará o impacto de supereditoras como Diana Vreeland, que, nos anos 1960, transformou modelos em celebridades e celebridades em modelos; e Anna Wintour, à frente da revista desde a década de 1980. Não ficará de fora o desembarque no Brasil, em 1975, representando uma nova fase para a expansão mundial, consolidada a partir dos anos 1990, quando foi lançada em países cujo mercado de luxo está em pleno crescimento, caso de Rússia, Japão, Índia e Turquia.



Feira moderna 6: tecnologias 3D


Desde que a tecnologia digital 3D surgiu, um incrível leque de possibilidades de sua aplicação em diversos campos do conhecimento foi aberto. Nesse encontro, vamos conhecer alguns dos projetos mais significativos desenvolvidos no Brasil, fruto do trabalho de profissionais de áreas tão distintas como design, medicina, paleontologia, radiologia e arqueologia, entre outras. Faremos uma viagem no tempo e no espaço, visitando “virtualmente” a era dos dinossauros, as aldeias pré-históricas, as tumbas de faraós e outros locais e períodos fascinantes da história mundial. Um conteúdo que resulta de pesquisas conduzidas em três laboratórios do Rio de Janeiro, com o uso intensivo das tecnologias tridimensionais, e em parceria com pesquisadores de diversas instituições espalhadas pelo Brasil e pelo mundo.



Getúlio Vargas, a crônica de uma morte anunciada


Nenhum personagem teve mais impacto político e marcou mais a história do Brasil no século XX do que Getúlio Vargas. Mesmo após sua morte seu espectro continuou rondando o cenário nacional. Ele transformou o país, montou o Estado brasileiro, ajudou a construir uma ideia de nação e até uma maneira de se relacionar com o eleitor. Seu suicídio foi recebido com assombro pela população, que foi às ruas para defender seu legado. Como marco dos 60 anos desse episódio, o jornalista e escritor Lira Neto, autor da mais elogiada biografia do ex-presidente (ele finaliza, para ser publicado ainda este ano, o último volume da trilogia), vem à CASA DO SABER RIO O GLOBO para mostrar que esse gesto de sacrifício de Getúlio não foi algo impensado nem imprevisível. O fatalismo era uma característica fundamental de sua personalidade. Foram oito bilhetes, mensagens e anotações em que Getúlio, diante de uma crise política mais aguda, em diversos momentos de sua carreira, registrou a intenção de pôr fim à vida. Nessa palestra especial, Lira Neto destrincha esses momentos de crise e ajuda a entender melhor a personalidade do mais intrigante político brasileiro no século XX.



Zico, o maior ídolo da maior torcida do mundo


Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é o maior artilheiro da história do Maracanã. Os 333 gols que o eterno camisa 10 da Gávea fez no mais famoso estádio de futebol do mundo foram transformados em bens imateriais da cidade do Rio de Janeiro. Zico foi indicado pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol um dos 15 melhores jogadores de futebol do século XX – o terceiro melhor do Brasil, atrás apenas de Pelé e Garrincha. Zico, que acaba de completar 60 anos, conversa sobre a sua trajetória e suas visões do esporte na CASA DO SABER RIO O GLOBO com um economista e um doutor em filosofia apaixonados por futebol. 



Viajando por São Petersburgo e por sua história da arte


Um dos mais importantes centros europeus, São Petersburgo tem muito a oferecer no campo das artes. Essa palestra propõe uma viagem virtual pela cidade fundada por Pedro, o Grande, suas construções e museus desde o tempo dos czares Romanov. A visita por meio de imagens contemplará igrejas como Santo Isaac e a do Sangue Derramado, além da coleção do Museu Hermitage, bem como a pinacoteca do Museu do Estado Russo. Também será feito um passeio pelos palácios de Peterhof e Tsarskoye Selo.



Vinhos e Portugal


A longa tradição vinícola de Portugal confunde-se com a história do próprio país europeu. Com dez regiões produtoras, Portugal se destaca por sua tradição, por ser o país com maior número de uvas autóctones no mundo (250 castas), e por aliar isso ao avanço tecnológico experimentado nas últimas duas décadas. Nesse encontro, Reinaldo Paes Barreto abordará as singularidades do vinho lusitano e o lugar da produção do país no mundo. A história e o desenvolvimento da vinicultura serão observados nas principais regiões, do Porto ao Alentejo, passando pelo Vale do Douro à Ilha da Madeira. *Aula com degustação



Rússia X Ucrânia: o conflito na literatura


A literatura sempre ajudou a entender o mundo e os pensadores mais importantes de outras áreas jamais deixaram de recorrer a ela. Enquanto Freud, o pai da psicanálise, fundamentou algumas de suas principais teorias em construções literárias gregas, Marx disse que aprendeu muito mais sobre a Inglaterra e a França com Dickens e Balzac do que com os economistas ingleses e franceses da mesma época. O mesmo poderia ser dito de alguns grandes historiadores e cineastas. Nesse curso, através da literatura de Gógol, Dostoiévski, Tchekhov, Tolstói e Bulgakov, o professor Marcelo Backes procurará desvendar a alma russa e ucraniana e os conflitos entre eles, trabalhando com algumas de suas mais conhecidas e importantes obras. Para fazer essa viagem, o cientista político Mauricio Santoro dará uma introdução sobre as relações entre os dois países, apresentando o conflito pelo ponto de vista histórico e político.



O Brasil da Inconfidência


No final do século XVIII, por muito pouco, o Brasil não seguiu o exemplo dos Estados Unidos e fez a sua revolução. A CASA DO SABER RIO O GLOBO e o jornal O Globo promovem uma aula aberta na qual o jornalista Pedro Doria, autor de 1789, abordará, junto ao historiador Francisco Vieira, uma série de questões sobre esse período. Quem foi, de fato, Tiradentes? O projeto de independência do Brasil era possível? Por que se frustrou? E que tipo de país teria nascido se tivesse dado certo?   As inscrições antecipadas para esta aula serão realizadas pelo e-mail: encontros_oglobo@oglobo.com.br. A confirmação de sua reserva será enviada por e-mail.



O impacto do improvável


Até 1697, os europeus estavam convencidos de que todos os cisnes eram brancos. Bastou a descoberta de um único cisne negro na Austrália para que essa tese, baseada em uma evidência empírica aparentemente óbvia, perdesse todo o seu valor. O polêmico financista Nassim Taleb tomou emprestada essa história, problematizada anteriormente pelo filósofo Karl Popper, para batizar sua teoria sobre a imprevisibilidade. No livro A Lógica do Cisne Negro, Taleb atesta que nossa civilização é constituída de "Cisnes Negros": eventos imprevisíveis e com enorme impacto para os envolvidos - como foi, segundo ele, o 11 de Setembro e o crash de Wall Street em 1987. Para o autor, a tendência humana em simplificar, classificar e rotular prejudica a previsão de eventos ou a atribuição de probabilidades, seja no mercado financeiro, no planejamento de nossas carreiras ou até nas relações sociais. Nesta palestra, vamos especular e refletir sobre essa lógica que torna "o que você não sabe mais relevante do que aquilo que você sabe".



Viajando por Moscou e por sua história da arte


A palestra propõe uma viagem virtual por Moscou, uma das mais importantes capitais europeias. Por meio de imagens, serão visitados os prédios da Praça Vermelha, os Tesouros do Kremlin, o Museu Histórico do Estado, a Galeria Tretyakov, com trabalhos de Surikov, Vrubel, Malevich, Kandinsky, Chagall, entre outros. O passeio também contempla o Mosteiro de São Sérgio, localizado fora da cidade.



Beatles - 50 anos da invasão da América


Há cinquenta anos, John, Paul, George e Ringo desembarcaram pela primeira vez nos EUA, onde fizeram sua histórica apresentação de 15 minutos no Ed Sullivan Show, transmitida pela CBS. Aquele momento, acompanhado por mais de 70 milhões de americanos, potencializou o que já era fato desde o início de 1964: os Beatles eram a maior banda do mundo. A história do grupo inglês é uma viagem extraordinária, única. Quatro rapazes cujos som e estilo foram moldados por duas cidades do norte devastadas pela Segunda Guerra Mundial: Liverpool e Hamburgo. A riqueza da herança dos Beatles nessas cinco décadas é inesgotável e, por certo, não se esgotará neste curso. Mesmo assim, citando os Fab Four, "a splendid time is guaranteed for all"!



Bela época, bela música


O ano de 2014 marca os 150 anos de nascimento de Alberto Nepomuceno e os 100 anos da morte de Glauco Velásquez, dois grandes nomes da música brasileira atuantes na belle époque carioca. Os dois compositores conviveram em um Rio de Janeiro marcado pela modernidade - do surgimento do cinema e do fonógrafo à inauguração da Avenida Central e do Theatro Municipal. Em um encontro que marca o lançamento da série V Circuito BNDES Musica Brasilis - Bela música, bela época, o cenógrafo Hélio Eichbauer convida as artistas Rosana Lanzelotte e Clara Sverner para uma conversa sobre esses compositores, que impuseram um estilo único e marcaram a história musical brasileira.



História da arte na segunda metade do século XX e no século XXI


Esse curso pretende oferecer um panorama sobre a arquitetura e a escultura dos séculos XX e XXI, além de uma discussão sobre a história da arte ocidental na segunda metade do século XX e no século XXI. Serão apresentados os trabalhos dos principais arquitetos dessa época, de Frank Lloyd Wright e Le Corbusier até seus seguidores. Também serão vistos a multiplicidade no mundo da escultura, de Brancusi a Ron Mueck, e os múltiplos movimentos artísticos pós-Segunda Guerra Mundial. Diferentes das vanguardas, mas influenciadas por elas, essas linguagens artísticas tiveram características particulares que serão analisadas.



Questões de filosofia da ciência II


Dando continuidade (mas de forma independente) à exposição iniciada no curso anterior acerca das reflexões filosóficas sobre a ciência realizadas no século XX, este segundo módulo apresentará o pensamento de mais três importantes filósofos. O objetivo é aprofundar a discussão, ampliando o leque de temas estudados. O curso iniciará com o pensamento do físico, filósofo e historiador da ciência Pierre Duhem sobre a natureza da teoria física. Na segunda aula, será abordada a filosofia da ciência natural de Carl Gustav Hempel. No terceiro dia de aula, o foco será a virada pragmática de Larry Laudan na compreensão da ciência.



Contextos históricos da arte e de sua formação


Nesse curso serão discutidos as transformações da arte diante das grandes mudanças históricas e abordadas a representação na pré-história; a vocação idealista entre os gregos (século VII a.C.) e realista da Renascença (século XV, até a crise da representação instituída pelos impressionistas); a especulação formal dos modernos e a relação com a imagem para os contemporâneos; e as novas formas de articulação artística no século XXI.



Imprensa e mídia na era digital


A imprensa é, há décadas, arena de reverberação das ideias e dos clamores da sociedade. A atividade jornalística se consolidou como canal de interlocução entre a sociedade civil, as instituições e os poderes – tanto que chegou a ser chamada, talvez exageradamente, de “quarto poder”. Todos somos impactados pela imprensa, de alguma forma e em alguma medida, seja como cidadãos comuns, seja como protagonistas em organizações de diversas naturezas. Em meio à acelerada profusão de informações, como se informar melhor? Quais os riscos envolvidos? Esse curso aborda as recentes transformações da imprensa e mostra como o jornalismo tem se adaptado a tais mudanças, tanto como meio de informação quanto como empresa.



Lygia Clark, o abandono da arte


Na tênue fronteira entre a arte e a não arte, entre a estética e a imersão analítica, encontra-se Lygia Clark, uma artista cuja obra não está delimitada por molduras nem redomas. Lygia rompeu com a equação composta por autor e espectador, provocando novas sensações psíquicas e sensoriais a cada experiência estética com a participação do outro, seja em Caminhando ou em A casa é o corpo. Sua relevância internacional ficou mais uma vez evidente com a reunião de 300 obras suas em uma grande retrospectiva que se encerra no final de agosto no MoMA, em Nova York: Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988 (Lygia Clark: O abandono da arte, 1948-1988). Para discutir o trabalho dessa criadora fundamental na história da arte brasileira, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida o poeta e crítico de arte Ferreira Gullar para um bate-papo com o também crítico de arte Luiz Camillo Osorio. Ao lado de Lygia Clark, Ferreira Gullar assinou, em 1959, o Manifesto Neoconcreto, que deu início a um movimento de reencontro artístico com a subjetividade. Luiz Camillo Osorio é o atual curador do MAM-RJ, museu que abrigou a 1ª Exposição de Arte Neoconcreta do país.



Os filósofos e as formas de arte


Na filosofia contemporânea, a relação com a arte foi experimentada com vigor inédito na história. Seus autores não pensaram apenas sobre a arte, mas com a arte e através da arte. Isso foi feito por meio da investigação articulada das obras de artistas singulares com as formas de arte em geral, como a pintura, o cinema, a literatura e a poesia. Tratava-se de descobrir a potencialidade de tais formas por meio do exercício delas feito por grandes artistas.



A crise do sonho americano


A crise financeira global teve no estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, em 2008, o seu estopim. E esse foi um fator decisivo na eleição de Barack Obama – o primeiro negro a se tornar presidente do país, com uma plataforma organizada em torno da mudança. Os últimos anos foram marcados, nos Estados Unidos, por duros embates que colocaram em xeque a crença em oportunidades relativamente igualitárias de ascensão social, levando ao questionamento do sistema político. Por que o sonho americano está em crise? Os dados socioeconômicos são, de fato, tão ruins? Quais as perspectivas para o país nos próximos anos?



Quem educa?


A família atual vem progressivamente transferindo para a escola uma parte significativa da educação dos filhos. O fenômeno da “terceirização” da educação produz novas formas de subjetivação. Haveria uma pressuposição dos pais de que caberia a outras instâncias sociais o exercício da autoridade sobre a prole? Esse curso discutirá os efeitos dessa omissão da família sobre o psiquismo da criança e do jovem na atualidade.



Feira Moderna 7: A tecnologia nos filmes de ficção científica


A ficção científica é um dos gêneros mais populares da arte, seja na literatura, na TV, no rádio ou nas histórias em quadrinhos. Mas foi no cinema que o tema encontrou sua forma mais perfeita: com a ajuda dos efeitos especiais, incrivelmente aprimorados ao longo das décadas, tornou-se possível representar, de maneira convincente, todas as tecnologias vislumbradas pelos autores. Nesse encontro, o jornalista Beto Largman recebe um jornalista especializado, um crítico de cinema e um cientista para analisarem juntos a tecnologia descrita em alguns dos filmes de ficção científica mais emblemáticos. Quais se concretizaram? Algumas tecnologias continuam verossímeis apenas no campo da ficção? E quais estão no limiar de se tornarem realidade?    Evento gratuito. Vagas limitadas.



As grandes nações cervejeiras


Onde e como nasceram as cervejas que conhecemos hoje? A bebida alcoólica mais consumida pela humanidade tem uma trajetória que se confunde com a própria história da civilização. Para compreender a cerveja também como produto cultural, e não apenas alimentício, esse curso apresentará os principais estilos de cervejas agrupados pelas escolas cervejeiras que os conceberam. E explorará diferenças sensoriais por meio de degustações e harmonizações com cervejas artesanais brasileiras e importadas, contextualizando o momento e as condições em que foram criadas. O último encontro será uma visita guiada à fábrica da Bohemia, em Petrópolis (RJ), onde fica o Museu da Bohemia, o maior centro de experiência cervejeira do país. Inclui transporte (saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO), palestra e almoço harmonizado. O passeio será realizado no sábado (01/11).



A poesia francesa do século XIX


De Lamartine a Mallarmé, passando por Victor Hugo, Baudelaire, Verlaine e Rimbaud, o século XIX marcou um momento decisivo na história da poesia francesa. Românticos, simbolistas, ou simplesmente inclassificáveis, esses poetas nos fazem entrar em mundos diferentes, profundamente influenciados pela modernidade. Nesse curso, serão abordados os estilos dos autores que mais representam esse período, sem deixar de lado o contexto histórico, cultural e literário da época.



Dostoiévski e a cultura russa do século XIX


Referência na tradução do russo, o professor de literatura Paulo Bezerra, dis- cutirá nesse curso a relação dos romances de Dostoiévski com a cultura e a literatura russas do século XIX e seu diálogo com a história e a cultura uni- versal. Serão enfatizados a literatura como arte e o próprio Dostoiévski como artista peculiar, criador de uma nova forma de ficção: o romance polifônico. A tradução de ficção como criação e recriação também será enfocada. O curso se centrará em dois romances: Crime e castigo (primeira leitura) e Os irmãos Karamazov; mas haverá um diálogo com o restante da obra dostoievskiana, como O duplo, O idiota e Os demônios.



A moda brasileira no século XXI


A moda brasileira é hoje não apenas uma das maiores traduções do estilo de vida no Brasil, como também um importante produto de exportação. O conhecimento do contexto mundial e de seus impactos no país, além dos momentos-chave no processo de formação e desenvolvimento da moda nacional, é fundamental para a compreensão de muitos dos fenômenos que determinam o cenário tão particular de uma das mais valorizadas atividades da indústria criativa do país. Ministrado por três especialistas no assunto, esse curso discutirá temas relevantes, como o contexto internacional e seus impactos na moda do Brasil; a trajetória da moda brasileira; a importância da moda praia e da periferia; as mudanças sociais e comportamentais; o cenário atual e seus principais players.



Introdução ao mundo da cachaça


A cachaça está para o Brasil assim como a vodca está para a Rússia, o uísque para a Escócia e o saquê para o Japão: além de bebida alcóolica, é um símbolo do país. Podemos encontrar alusões à cachaça em vários segmentos da nossa cultura, como na música e na literatura. É o terceiro destilado mais vendido no mundo e a segunda bebida mais consumida no Brasil. O nascimento, a evolução e o reconhecimento da cachaça se confundem com a própria história do país. A cachaça serviu de moeda em troca de escravos, substituiu a bagaceira vinda de Portugal, criou crises no governo provincial e acabou virando presente de presidentes da República. Esse curso pretende fornecer não apenas uma visão da história dessa bebida, e informar os tipos comercializados, como também os critérios para identificar e avaliar uma cachaça de qualidade. Por fim, serão explicados os rituais de degustações, as técnicas para organizar uma degustação e a análise sensorial. Todos os módulos serão finalizados com uma degustação orientada e, no último, uma avaliação técnica complementará o conhecimento do aluno.



Um panorama da economia mundial pós-Guerra Fria


O curso apresentará uma visão panorâmica da história econômica mundial pós-Guerra Fria. O historiador Eric Hobsbawm considerou o século XX um século curto, que se estendeu da Primeira Guerra Mundial ao fim do socialismo real, no início dos anos 90. Nessa linha, o século XXI teria começado com o fim da União Soviética, em dezembro de 1991. Nesse sentido, esse conjunto de palestras pode ser encarado como uma introdução à história econômica do século XXI.



O Direito em Shakespeare


As peças de Shakespeare são carregadas de temas jurídicos e de discussões sobre a legalidade. Em 20 delas há cenas de julgamento. O público do bardo inglês era composto, em boa parte, de advogados e estudantes de direito e seus textos eram encenados nas escolas de advocacia de Londres. Muitos defendem que, antes de se engajar no teatro, o autor, ao chegar em Londres, teria trabalhado como assistente de advogado. A análise dos aspectos jurídicos de suas peças permite uma compreensão diferente de suas obras, cuja apreciação não interessa apenas ao advogado, mas a qualquer pessoa.



Grandes roteiros de enoturismo pelo mundo


Apresentação e análise dos principais destinos de turismo relacionados ao vinho para o público brasileiro. Quando, como e por que visitar essas regiões. Quais são as diferenças entre elas e como montar um roteiro independente.



Como enfrentar a morte


Cada cultura, cada religião e cada período histórico possui uma relação específica com a morte. Em uma época em que as pessoas vivem mais, cresce o número de idosos e a vida é prolongada artificialmente por aparelhos, esse assunto não pode mais ser tabu. O que o direito tem a nos dizer sobre a morte? E a psicanálise? O que a história pode nos ensinar? A medicina, certamente, tem aspectos a nos revelar sobre o fim da vida, tema recorrente na literatura e em outras artes. Nesses dois ciclos, um médico, uma historiadora, um psicanalista e uma advogada especialista em bioética abordarão a morte por prismas diversos, mediados pelo escritor Affonso Romano de Sant’Anna.



O indivíduo na sociedade de massa


As teses sobre a modernidade insistem na importância de alguns temas para se compreender o atual momento da história do Ocidente, com sua tensão entre singularidade e massificação, o sentimento de vazio, a procura pelo “autêntico”. Esse curso parte dessas questões para examinar quatro experiências típicas das sociedades de massa modernas: a fama, a moda, o consumo e o turismo. A proposta é discutir de que forma as grandes questões da modernidade aparecem nesses fenômenos. Que tipo de necessidade impulsiona o desejo de ser uma “celebridade”? Qual o fascínio que os ídolos exercem sobre os fãs? Por que “estar na moda” é tão valorizado? De onde vem o anseio pelo consumo? O que torna um lugar “turístico”? Qual a natureza desse “consumo de lugares”? Tais experiências, recorrentes nas sociedades de massa, parecem se entrelaçar entre si, formando um mosaico de aspirações que buscam atender a anseios do indivíduo moderno em um esforço para aplacar angústias e vazios. Por essa razão, elas nos convidam a examiná-las de maneira integrada, como estratégia para compreender o que é viver nas modernas sociedades de massa.



Os grandes amantes da literatura ocidental


O amor é, junto com a morte e a guerra, um dos maiores temas da literatura e das artes em geral. Em alguns momentos decisivos da história da literatura ocidental, grandes escritores foram capazes de condensar em dois amantes toda a paixão do mundo, absorvendo-a em sua dor criativa e fazendo-nos sentir o sobressalto típico diante daquilo que é cabal na vida de qualquer ser humano. Esse curso debaterá quatro desses momentos decisivos, em quatro literaturas e quatro séculos diferentes, mostrando como as obras que os abordam tiveram uma importância muito além do amor caudaloso que as fundamenta e compreenderam filosoficamente o sentido da vida.



Descobrindo a América do Sul no século XXI


Tão perto e tão longe. Nossos vizinhos são muito menos conhecidos do que deveriam. O curso pretende diminuir essa distância dos países sul-americanos, apresentando e discutindo o momento atual vivido por eles, considerando suas dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais. Serão debatidos temas como integração regional, bolivarianismo, democracia, narcotráfico, crescimento econômico, comércio, rivalidades regionais, sempre observando o papel e a posição do Brasil como suposto “síndico” da região.



A vida como ela é


Da explosão de hormônios e descoberta da sexualidade na adolescência à menopausa e à andropausa; do aprendizado do mundo no nascimento às perdas e limitações inevitáveis na velhice. São muitos os caminhos e percalços do homem comum nesse mundo sem GPS. Corpo e mente são submetidos a inúmeras modificações da infância à maturidade. Ao longo de quatro aulas, o psiquiatra Ricardo Krause apresentará uma breve história das crises e superações pelas quais todos passamos e precisamos passar na construção do que somos.



O grande cinema europeu dos anos 60


A França abrigou a primeira sessão cinematográfica da história: foi no subsolo de um café em Paris que o cinema deu seus primeiros passos antes de se tornar a Sétima Arte. Ao longo das suas primeiras duas décadas, o cinema europeu dominou a cena mundial. Depois, com as duas grandes guerras que sacudiram a Europa no intervalo de 30 anos, Hollywood assumiu uma liderança comercial que não mais perderia. Mas, restabelecida a paz, os grandes diretores europeus dos anos 60 trouxeram novos temas, novas linguagens e uma lufada de liberdade e audácia que influenciaram jovens cineastas no mundo inteiro. Neste curso, visitaremos os filmes de cineastas italianos como Visconti, filho do neo-realismo. Depois, passaremos pela nouvelle vague francesa que, desafiando o formalismo hollywoodiano, revolucionou a forma de se pensar e fazer cinema. Por último, veremos como o mestre sueco Ingmar Bergman levou o cinema a profundidades psicológicas inéditas até então.



Os caminhos do gênero na moda


A moda feminina trilhou séculos de uma interessante trajetória até chegar ao hibridismo atual. Hoje, são poucas as barreiras entre feminino e masculino, o que torna a moda, simultaneamente, singular e plural. Desde o século XIX, vários acontecimentos marcantes e criadores geniais como Cristóbal Balenciaga, Dior, Chanel e Yves Saint-Laurent foram desenhando o cenário fashion contemporâneo. Da rainha Vitória e dos dândis na Inglaterra; do jeans das minas de ouro na Califórnia do século XIX aos ícones do hip hop no século XXI, feminino e masculino foram se misturando, culminando com a inusitada combinação e convivência de gêneros no guarda-roupa feminino. Neste curso, faremos a costura entre fatos, acontecimentos e personagens marcantes desde o século XIX aos dias atuais que provocaram o interessante hibridismo de gêneros na moda feminina do século XXI.



O Cáucaso do Sul


Foco de rivalidades no pós-Guerra Fria, o Cáucaso do Sul tem enfrentado ao longo dos anos uma série de conflitos étnicos, instabilidades políticas e crises econômicas. Composta pela Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão, essa região está cercada por três importantes players geopolíticos - o Irã, a Rússia e a Turquia - bem no cruzamento entre Europa e Ásia. Nesta aula aberta, serão apresentados aspectos da história e da política da região, centrando-se sobretudo no caso do Azerbaijão: país muçulmano xiita composto de turcos étnicos que fez parte do Império Russo e da União Soviética e com importante atuação no mercado internacional de petróleo. Uma interessante encruzilhada de civilizações que compôs a Rota da Seda e tem ampliado sua participação na arena internacional, contando, inclusive, com uma embaixada em Brasília desde 2012.



Dança do Passinho


O passinho é mais que uma dança. É um movimento criado nas ruas, nos bailes e na internet por jovens que vêm conquistando a sua visibilidade a partir de uma nova forma de expressão, de moda, de comportamento. Nascido nos bailes funks cariocas em 2000, o passinho multiplicou seu alcance através de vídeos amadores produzidos pelos próprios dançarinos. As redes sociais eram a pista perfeita para as chamadas batalhas de passinho: os participantes podiam duelar sem pegar ônibus ou frequentar áreas rivais. Assim, esses jovens se tornaram empreendedores de si mesmos. No passinho, todos são estrelas e produtores de conteúdo. Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe os integrantes do Dream Team do Passinho. Com apenas um ano de vida, o grupo já realizou shows em espaços diversos como o Réveillon de Copacabana, o Museu de Arte Moderna do Rio, a Favela do Fumacê, entre outros. Além de mostrar o que é o passinho na prática, Lellêzinha, Hiltinho Fantástico, Diogo Breguete, Plabinho Fantástico e Rafael Mike participam de um bate-papo com o diretor, roteirista e criador do Baile do Passinho Rafael Dragaud sobre suas histórias e suas trajetórias neste movimento que valoriza a paz, a alegria a saúde e, principalmente, a diversidade.  



Literatura e psicanálise


Neste encontro, o escritor Evandro Affonso Ferreira e a psicanalista Najla Assy falam sobre as profundas relações entre a Literatura e a Psicanálise: sem o Édipo da peça de Sófocles, Freud provavelmente estaria até agora procurando um filho culpado para seus conceitos. O escritor apresenta histórias sobre Kafka, Guimarães Rosa, Freud, Hilda Hilst, Borges, Montaigne, Heródoto, Manuel Bandeira, entre tantos outros, enquanto a psicanalista analisa, comenta, sobre todos os temas contidos nessas narrativas: o amor, o ciúme, a vaidade, o trágico, o sublime, as angústias metafísicas, o ódio, a morte, os desvãos da alma, a velhice, a generosidade, a fama, enfim, o que move o homem desde tempos imemoriais.



Cerveja artesanal à mesa brasileira
(com jantar harmonizado)


As cervejas artesanais feitas no Brasil estão conquistando corações e paladares pelo mundo afora, como a gastronomia nacional já vem fazendo há anos. Nossas cervejas e chefs ganham cada vez mais espaço e destaque em publicações, festivais e concursos internacionais. Para entender esse jeito brasileiro novo de fazer cerveja e comida, o curso apresenta cervejas artesanais brasileiras de destaque e promove seu encontro com uma nova cozinha brasileira – regional na origem e nos ingredientes, mas profundamente cosmopolita nas influências –, através de degustações e harmonizações de cervejas e petiscos famosos.

Observação: o último encontro será em uma quarta-feira, no restaurante Mira! da chef Roberta Ciasca, que fica na Casa Daros.
     



História da arte no Brasil - Do Brasil pré-colonial ao expressionismo no século XX


Esse curso oferece um panorama da história da arte brasileira desde antes da chegada dos portugueses. As aulas, fartamente ilustradas, abrangem o Brasil colonial; o período holandês na Região Nordeste e sua importante contribuição artística; a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX; a passagem dos pintores viajantes; a criação da Escola de Belas Artes; a Semana de 22, o início da modernidade brasileira e o Expressionismo no país.  



Desvendando os empreendedores de Deus 


Os santos estão presentes na Igreja católica e ortodoxa como personagens oficiais que servem de modelo para os fiéis. Tocados desde cedo pela graça divina ou se convertendo tardiamente, são gigantes da fé que inspiram a literatura e a arte. Suas biografias e seus textos atravessam a história ocidental e inspiram dezenas de reflexões. O curso é uma viagem ao encontro desses modelos psicológicos e teológicos, que, com personalidades às vezes dóceis, e às vezes terríveis, brilhantes ou sombrias, despertam tanta curiosidade e fé.        



Para entender mais e melhor a política brasileira


Será que ainda podemos usar o termo coronelismo para designar a política centrada no poder exercido por chefias locais/regionais? As relações clientelistas entre os parlamentares e suas bases eleitorais caracterizam apenas as sociedades atrasadas? São populistas os políticos que enganam o eleitorado com promessas nunca cumpridas, o que comprovaria que o “povo brasileiro não sabe votar”? A organização corporativista da sociedade brasileira corresponde à fragilidade do espírito cívico de seu povo?

O objetivo principal desse curso é examinar as relações que se estabeleceram entre Estado e sociedade no Brasil contemporâneo. Busca-se, dessa forma, entender a estrutura e o funcionamento do sistema de representação política, bem como a dinâmica das relações de poder entre os diferentes atores políticos, seus comportamentos e estratégias de ação.        



A dádiva – afetos, identidades e trocas materiais


As trocas de presentes, embora comuns em nosso cotidiano, não costumam ocupar muito espaço em nosso pensamento. Diante da “seriedade” de tantos outros assuntos (a violência, a política, a economia etc.), pensar sobre os presentes que trocamos pode parecer irrelevante. Entretanto, as teorias da dádiva perpassam toda a história da antropologia, desde seus fundadores até hoje. Tanta atenção pode ser explicada pela relação existente entre quem somos e o que damos/recebemos: quando dizemos que “um presente é a sua cara” não estamos falando da forma como vemos o outro, ou seja, de sua identidade?

E quando dizemos “o que vale é a intenção” não estamos nos referindo às emoções que embutimos nos objetos? E mais: será que devemos limitar a dádiva às trocas entre pessoas ou podemos pensar em “alargar” seu raio de alcance, incluindo aí os sistemas de cooperação internacional e as reparações exigidas/demandadas no âmbito político? Esse curso pretende explorar a riqueza das teorias da dádiva para pensar as diversas formas de “troca” que organizam, em sua maior parte de maneira irrefletida, tantos fenômenos do nosso cotidiano.

   



Jean-Luc Godard e François Truffaut


Dois cineastas que revolucionaram a forma de pensar e fazer cinema. Dois jornalistas e críticos que se tornaram diretores. Dois amigos e parceiros que cortaram relações publicamente. São muitas as histórias que revelam Jean-Luc Godard e François Truffaut, gênios por trás da nouvelle vague, movimento que rompeu com a tradição do cinema francês e criou um estilo mais autoral.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos TV, realiza um ciclo com sessões de documentários seguidas de um bate-papo relacionado ao tema. Nessa edição, serão exibidos os documentários Jean-Luc Godard, dirigido por Shane O’Sullivan, e François Truffaut, de Lyndy Saville. Depois, Alberto Flaksman conversa sobre a vida e as principais obras desses dois importantes criadores.



Ortodoxia, o outro Cristianismo


Para a maioria dos cristãos do mundo ocidental a tradição cristã é formada basicamente pelo catolicismo romano e pelo protestantismo. Contudo, há uma outra tradição cujas raízes são tão antigas quanto o próprio cristianismo: a ortodoxia. O objetivo de nosso curso é apresentar uma introdução às riquezas litúrgicas, teológicas, artísticas e doutrinárias dessa tradição que nutriu e ainda nutre povos tão diferentes quanto os gregos, os russos, os sérvios, os búlgaros, os árabes e os romenos.        



Ilíada e Odisseia


O curso abordará o surgimento da poesia épica na forma que lhe deu origem: os poemas homéricos. Primeira obra a ser conservada pela memória e fixada em forma escrita em todo o Ocidente, a poesia homérica constitui o marco responsável pelo início e pela fundação da sua história. A intenção do curso consiste, sobretudo, em considerar o nascimento da tradição ocidental – sua política, sua cultura, seus valores – por meio desses poemas, sublinhando a preponderância histórica, e sempre atual, que a obra de Homero detém sobre essa tradição, que neles encontra a sua matriz primordial.



Introdução ao Hinduísmo


O hinduísmo exerce permanente encanto sobre a imaginação dos ocidentais por suas sutis concepções metafísicas e sua infindável riqueza de sabedoria e beleza. Esse curso pretende fornecer uma visão de conjunto da tradição hindu abordando as principais fases de sua longa e fascinante história. Para tanto, serão apresentadas as diversas escolas religiosas e filosóficas que compõem o intrincado mosaico do mundo hindu, bem como suas tradições, seus cultos, seus costumes e sua simbologia sagrada.

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