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Documentário e debate: "Setenta", de Emilia Silveira


Em 1970, grupos de combate à ditadura capturaram o embaixador suíço dando início ao mais longo sequestro político da história do Brasil. Pela vida de Giovanni Enrico Bucher, 70 presos políticos foram libertados e expulsos do país para o Chile. Dirigido por Emilia Silveira, o documentário "Setenta" reencontra 18 personagens desse episódio mais de 40 anos depois. Após sua passagem em festivais nacionais e internacionais, o filme será exibido na Casa do Saber Rio O Globo seguido de um debate entre Emilia, os personagens Chico Mendes e Marco Maranhão e a roteirista Sandra Moreyra. A moderação ficará por conta da jornalista Eugenia Moreyra.



Getúlio Vargas, a crônica de uma morte anunciada


Nenhum personagem teve mais impacto político e marcou mais a história do Brasil no século XX do que Getúlio Vargas. Mesmo após sua morte seu espectro continuou rondando o cenário nacional. Ele transformou o país, montou o Estado brasileiro, ajudou a construir uma ideia de nação e até uma maneira de se relacionar com o eleitor. Seu suicídio foi recebido com assombro pela população, que foi às ruas para defender seu legado. Como marco dos 60 anos desse episódio, o jornalista e escritor Lira Neto, autor da mais elogiada biografia do ex-presidente (ele finaliza, para ser publicado ainda este ano, o último volume da trilogia), vem à CASA DO SABER RIO O GLOBO para mostrar que esse gesto de sacrifício de Getúlio não foi algo impensado nem imprevisível. O fatalismo era uma característica fundamental de sua personalidade. Foram oito bilhetes, mensagens e anotações em que Getúlio, diante de uma crise política mais aguda, em diversos momentos de sua carreira, registrou a intenção de pôr fim à vida. Nessa palestra especial, Lira Neto destrincha esses momentos de crise e ajuda a entender melhor a personalidade do mais intrigante político brasileiro no século XX.



Uma (outra) história do Brasil


Como se deu a invenção deste país chamado Brasil? Que episódios rendem uma boa história a ser contada? Como essas narrativas podem nos ajudar a compreender que país somos hoje? Na contramão de uma abordagem historiográfica clássica, esse curso propõe um caminho alternativo de leitura do Brasil, partindo da chegada dos portugueses até o século XVIII, marcado por projetos de independência.



Quatro governantes que mudaram o Brasil


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



Quatro casamentos e um funeral


Ao contrário do que aprendemos nos contos de fada, a vida das princesas e rainhas europeias não era uma vida de sonhos. Muitas vezes, dependendo da situação, se convertia em um verdadeiro pesadelo. Se quase todos os matrimônios entre membros da nobreza e da alta burguesia eram realizados a partir de interesses econômicos e sociais bem definidos, os promovidos pelas famílias reais envolviam sempre negociações políticas das mais complexas. Neste curso, apresentamos quatro casos direta ou indiretamente relacionados com a história do Brasil e que tiveram consequências para o destino da monarquia no país. Outros casamentos e outros funerais também fizeram parte da nossa história imperial e serão mencionados ao longo das aulas.