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Questões do amor


Desejos, seduções, encontros, paixões, casamentos, ciúme, infidelidade, separações... Ao perguntarmos o que é o amor, ouviremos respostas divergentes. O amor não tem mapa nem medida, é a coisa mais maravilhosa do mundo, mas também a fonte de grandes tormentos. Apesar das grandes transformações ocorridas nas décadas de 60 e 70, homens e mulheres ainda sofrem com seus desejos, medos, culpas e frustrações. Uma vez que a forma como amamos e praticamos sexo é construída socialmente, a psicanalista Regina Navarro Lins abordará neste curso como crenças, valores e expectativas determinam a conduta íntima das pessoas, levando ao grande dilema de hoje entre o desejo de simbiose e o desejo de liberdade.



Uma visão sobre a homossexualidade feminina


Nos anos 60, a descoberta da pílula e a revolução sexual tiveram um poder libertador para as mulheres em relação ao próprio corpo e ao prazer. Nos últimos anos os limites desse prazer têm sido expandidos - para ambos os sexos. O casamento homoafetivo entrou na pauta de discussão e começou a ser aceito em alguns países. Ultimamente, personalidades que assumiram suas opções receberam aplausos em vez de críticas, como em outras épocas. Embora tão constante quanto a homossexualidade masculina em diferentes culturas e épocas históricas, a feminina sempre foi mais discreta e menos ameaçadora às exigências da família e da ordem patriarcal. Hoje, mais do que nunca, não se pode abordar a homossexualidade feminina no singular: há várias formas dela se constituir. O que se observa atualmente entre as mulheres é uma diminuição de certa tendência a resolver a questão do enigma da própria sexualidade exclusivamente através do amor e do desejo que suscitam no homem. Muitas se voltam para o amor de uma mulher junto à qual procuram uma resposta para a questão fundamental que as atravessa: O que é ser mulher? A psicanalista Malvine Zalcberg e a CASA DO SABER RIO O GLOBO convidam a todos para refletir juntos sobre a sexualidade e a liberdade das mulheres no mundo contemporâneo.



Corpo, envelhecimento e felicidade


O curso busca debater questões que surgiram em 25 anos de pesquisas realizadas pela antropóloga Mirian Goldenberg com homens e mulheres de gerações distintas. Quais as diferenças entre visões, comportamentos e valores de homens e de mulheres a respeito do corpo e do envelhecimento? Qual a distância entre o discurso e o comportamento efetivo de homens e mulheres com relação ao valor da liberdade, da vontade e da amizade no processo de envelhecimento?



O sentimento de vazio na modernidade


As ciências sociais têm, entre suas temáticas favoritas, a assim chamada “modernidade”. Muitas são as teses sobre esse momento da história, mas, apesar de sua diversidade teórica, elas guardam um traço comum: são explanações sombrias que falam de um “vazio” que atormentaria o indivíduo moderno. Diversos autores produziram “teorias da modernidade”, conferindo lugar central ao problema da experiência subjetiva do indivíduo. Por que o sujeito moderno padece tanto de solidão? Por que experimenta, tantas vezes, a vida como “absurda”? Como concilia a valorização da liberdade com a sensação de isolamento? Quais os efeitos de seu “narcisismo” sobre as várias áreas da existência – as relações afetivas, a participação na vida pública, o mundo do trabalho? Essas são as questões que abordaremos no curso por meio da obra de alguns dos principais autores que se debruçaram sobre o assunto: Georg Simmel, Sigmund Freud, Norbert Elias, Richard Sennett e Zygmunt Bauman, entre outros.



A normalidade criativa de Winnicott


A partir de algumas passagens da obra de Freud, e sobretudo da concepção de estruturas psíquicas preestabelecidas segundo Lacan, a história da psicanálise acostumou-se a conceber a normalidade como neurótica, ideia que se tornou familiar até mesmo para o senso comum, como um dado cultural tornado incontestável. Afinal, nos ensinou Freud em seus textos, se não aceitarmos ou não conseguirmos nos submeter ao controle neurótico, só nos restará enveredarmos pelas perigosas sendas da psicose e do descontrole, movidos pelas pulsões rumo à decadência. Na contra-corrente dessa ideia, Winnicott ousou observar que “há uma gradação da normalidade não somente no sentido da neurose mas também da psicose”. E mais: que “há um elo mais íntimo entre normalidade e psicose do que entre normalidade e neurose”, trazendo para a psicanálise uma concepção de liberdade nunca antes imaginada. Nesse curso nos propomos a analisar o estatuto da normalidade proposto por Winnicott – como sendo o de uma normalidade criativa em radical oposição à neurose – em seus aspectos metapsicológicos, clínicos e existenciais, e também em suas implicações sociais e políticas.



Fernando Pessoa e os gregos


Esse curso abordará os traços principais do pensamento de Ricardo Reis no conjunto dos poemas escritos por esse heterônimo de Fernando Pessoa. A intenção é expor, inicialmente, o íntimo diálogo que a sua poesia estabelece com a poesia antiga, o que se manifesta na menção recorrente a deuses e a algumas das ideias fundamentais da mitologia greco-latina, tais como a concepção de destino e a não liberdade do homem. Em sequência, mostrará como esse pensamento que move a pena do poeta acaba por conformar um éthos (um domínio) e uma ética que assumem e reivindicam uma determinada postura diante da vida e do mundo.



Uma reflexão sobre o amor


Schopenhauer dizia que o amor não era algo humano e sim um artifício que a natureza inventou para se perpetuar. Nietzsche, seguindo uma linha semelhante, afirmava que “o amor é a espiritualização da paixão” ou da “sensualidade”, querendo com isso dizer que o homem diviniza, eleva, dá contornos de grandeza ao desejo. Carnal ou espiritual, natural ou inventado, o que é o amor? É um sentimento que une os seres ou uma força transgressora que pode ameaçar o equilíbrio e a ordem social, se não for contido no casamento? Eros e Liberdade: o que se ganha e o que se perde do eu na relação com o outro? Esse curso discutirá as definições de amor na filosofia e na literatura; as diferentes formas de amor: o amor carnal, o amor espiritual, o amor cristão, a amizade; o amor como força transgressora e política; e as formas de captura do amor pelos poderes estabelecidos.



O grande cinema europeu dos anos 60


A França abrigou a primeira sessão cinematográfica da história: foi no subsolo de um café em Paris que o cinema deu seus primeiros passos antes de se tornar a Sétima Arte. Ao longo das suas primeiras duas décadas, o cinema europeu dominou a cena mundial. Depois, com as duas grandes guerras que sacudiram a Europa no intervalo de 30 anos, Hollywood assumiu uma liderança comercial que não mais perderia. Mas, restabelecida a paz, os grandes diretores europeus dos anos 60 trouxeram novos temas, novas linguagens e uma lufada de liberdade e audácia que influenciaram jovens cineastas no mundo inteiro. Neste curso, visitaremos os filmes de cineastas italianos como Visconti, filho do neo-realismo. Depois, passaremos pela nouvelle vague francesa que, desafiando o formalismo hollywoodiano, revolucionou a forma de se pensar e fazer cinema. Por último, veremos como o mestre sueco Ingmar Bergman levou o cinema a profundidades psicológicas inéditas até então.



As potências do falso e a coragem de dizer a verdade


O curso trabalha questões éticas e artísticas empenhadas em explicitar a capacidade que a vida tem de criar máscaras e simulações, engendrando, igualmente, verdades constituintes de novos estilos de vida. Postula, por um lado, a potência do falso manifestada pela arte, contrapondo-a ao ideal de verdade da antiga metafísica platônica e o seu legado moral. Segundo Nietzsche e Deleuze, o falso, enquanto potência, denuncia a ficção de um mundo verdadeiro, colocando em evidência a característica farsesca da vontade de verdade.

Por outro lado, de acordo com a elaboração de Michel Foucault, à verdade enquanto produção de poder será contraposta uma potência de verdade, cuja enunciação consolida um modo de existência ético que resiste criando possibilidades de devir. Sendo assim, as potências do falso e a coragem de dizer a verdade são propostas paradoxais de práticas de liberdade e criação, configuradas por um pensamento que inventa, para a vida, novos modos de existência.



Educar com limites


Com as mudanças ocorridas nas quatro últimas décadas na relação entre pais e filhos, as crianças do século XXI aprenderam a se relacionar com os pais de forma praticamente isenta de hierarquia, com grande liberdade e, em geral, poucas regras. O diálogo vem sendo o método preferencial para educar, em um enfoque que leva em consideração os desejos das crianças. A quase ausência de limites e a insegurança dos pais, porém, podem transformar o dia a dia em uma luta inesgotável, que deixa a família perplexa e culpada. Por sua vez, crianças e adolescentes vêm se tornando mimados e egocêntricos, enquanto cresce o percentual dos que constituem a geração nem-nem (nem trabalha, nem estuda).

Como conciliar liberdade e limites? Quando dizer sim e quando dizer não? É possível educar e dar limites na adolescência? Como conciliar o uso das novas tecnologias e os estudos? Existem de fato contraindicações ao uso de tablets e demais produtos da tecnologia? Essas e outras questões serão apresentadas e discutidas do ponto de vista educacional, visando a saúde afetiva e social das novas gerações.



Amor, sexo e felicidade


A partir de pesquisas antropológicas realizadas com 5 mil homens e mulheres nos últimos 25 anos, o curso buscará debater questões surgidas da comparação entre os dados levantados no Brasil com os de outras culturas. A ideia é tentar compreender as diferenças entre visões, comportamentos e valores presentes em gerações distintas, com destaque para a importância da liberdade e da felicidade. Pretende-se ainda aprofundar a discussão sobre a distância entre o discurso e o comportamento efetivo das pessoas em relação a valores como casamento, sexualidade, fidelidade, intimidade, corpo e envelhecimento.



Clássicos em três tempos


Pode soar paradoxal, mas neste novo século os modelos clássicos vêm exercendo uma força de atração cada vez maior. O declínio do socialismo real e das revoluções culturais do final dos anos 60 e 70 levou para o primeiro plano conceitos e questões das tradições clássica e renascentista. Assim, palavras-chave dessa tradição, como “democracia”, “cidadania”, “utopia”, “tolerância” e “liberdade de consciência”, voltam para o centro do debate e estimulam nossa reflexão.

Os clássicos examinados nesse curso possuem uma longa linhagem, oriunda da Grécia Antiga e da Roma republicana e cristã. Trata-se de reflexões e de personagens retomados e atualizados na Época Moderna que fornecem conteúdos e métodos pertinentes em nosso tempo presente. Esse itinerário intelectual se desdobra em quatro percursos: a Veneza de Ticiano; a Londres de Thomas More; a Antuérpia de Erasmo e a Genebra de Calvino e Castellion.



A Turquia em questão


No dia 24 de novembro, a Turquia derrubou um avião militar russo que teria invadido seu espaço aéreo perto da fronteira com a Síria, evento com potencial de agravar ainda mais a crise em uma região já tomada por conflitos e questões sensíveis. Mesmo antes do episódio, os olhos do mundo já se voltavam à Turquia por causa do seu importante papel geopolítico: seja na questão dos refugiados, seja no conflito sírio, uma vez que sua fronteira vem se mostrando essencial para a entrada de recrutas do Estado Islâmico. O ano de 2015 também foi marcante para o país por suas eleições parlamentares, fundamentais para o desenho de um novo projeto político de poder - que em questões de gênero, liberdade de imprensa e, sobretudo, na participação dos curdos, provoca acalorado debate. O intuito dessa aula aberta é apresentar um breve panorama político atual da Turquia e refletir sobre o impacto atual da guerra da Síria no país.



O novo mundo da criança


Quando o exercício da autoridade dos pais entra em debate e os recursos tradicionais são considerados defasados, entramos em um cenário onde a falta de parâmetros impera na educação de nossos filhos. Os métodos que antes funcionavam já não são mais suficientes para uma novíssima geração marcada pela liberdade, pelo grande domínio tecnológico e por um excesso de estímulos e informação. Repensar a escola, os pais e seus limites nos ajuda a elaborar alternativas e formas possíveis de encarar as incertezas diante do tema e estratégias para o futuro.



O filósofo, o bruxo e o poeta


A criação na literatura, na poesia e na filosofia revela uma zona comum de experimentações realizadas por pensamentos empenhados em criar novas possibilidades de vida para a existência. Da poesia de Fernando Pessoa à filosofia de Gilles Deleuze – tendo como intercessor o escritor Carlos Castaneda, que desvela nuances de bruxaria literária –, elucidaremos os aspectos estéticos e éticos de tais empreendimentos criativos.

Da filosofia, buscaremos as características conceituais do construtivismo filosófico de Deleuze; de Pessoa, a criação dos heterônimos como condição de avaliação da experiência poética; e de Castaneda, a aventura literária de um aprendiz de feitiçaria para esclarecer as principais ideias do pensamento expresso na obra. O curso é um exercício transdisciplinar que valoriza a criação em três pensamentos construídos como práticas de liberdade.



A filosofia encontra a literatura


O encontro entre a filosofia e a literatura oferece um significativo horizonte para consideração acerca de questões fundamentais ao pensamento. Foram muitos os autores da literatura mundial que beberam na fonte da filosofia de Arthur Schopenhauer, por exemplo, como Samuel Beckett, Jorge Luis Borges, Franz Kafka, Machado de Assis, Marcel Proust, Thomas Mann, Turgueniev e Fernando Pessoa, entre outros.

Nesse curso, três importantes temas schopenhauerianos – tragicidade da existência, tédio e liberdade – serão investigados a partir de diálogos entre a filosofia e a literatura.



Quatro governantes que mudaram o Brasil


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



Os limites da arte no espaço urbano


Até onde podem ir as expressões artísticas nas ruas e praças? Os imóveis podem ser convertidos em telas? O que é passageiro e o que é permanente na arte urbana e suas consequências práticas e jurídicas? Como compreender obras efêmeras? Qual o valor desta arte (como, por exemplo, o grafite de Basquiat, Bansky e Keith Haring)? De que maneira é possível equacionar a tríade liberdade de expressão, integridade da obra e o Direito de propriedade?

Neste encontro, o advogado Gustavo Martins de Almeida apresentará, a partir da experiência de outras cidades no mundo (como a polêmica ocorrida recentemente em São Paulo), um panorama contemporâneo da arte urbana no Rio de Janeiro, abordando as criações perenes e as momentâneas – como monumentos, grafite, flashmobs, fogos de artifício e esculturas de areia, bem como a legislação aplicável e decisões judiciais.



Liberdade


O conceito de liberdade vem se modificando e se adaptando ao longo dos séculos, influenciado por movimentos que forçaram ora o seu declínio, ora a sua ampliação. Para debater questões relacionadas a essa ideia tão cara a todos nós, a CASA DO SABER RIO reunirá os primos Daniel e Léa Maria Aarão Reis.

Juntos, o historiador e a jornalista realizarão um percurso histórico pelo conceito de liberdade – partindo das cidades-Estado italianas, da revolução política das Províncias Unidas nos Países Baixos e da Revolução Inglesa, e passando pelas revoluções francesa e americana, com suas ambições e limitações, até chegar ao Brasil atual.

Será dado destaque à transformação da ideia de liberdade pela humanidade, com especial atenção às classes populares, que pensaram o conceito de outras maneiras e sob novos ângulos. Também serão levantadas perguntas como: quais os limites da liberdade individual? A liberdade e a igualdade são irmãs ou inimigas? Seria a racionalidade da livre escolha uma ilusão?