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PROJETOS DE VIDA E A INVENÇÃO DE UMA BELA VELHICE


A filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) foi a maior inspiração da antropóloga Mirian Goldenberg para ela começar a escrever sobre a invenção de uma bela velhice, tema deste encontro no SOFÁ DA CASA.

 

Mirian debaterá questões surgidas ao longo de 25 anos de pesquisas realizadas com 5 mil mulheres e homens, apresentando dados comparativos levantados em outros países e culturas. O objetivo é discutir a invenção de uma bela velhice e compreender as diferenças entre visões, comportamentos e valores de mulheres e homens de gerações variadas, destacando a importância dos projetos de vida em todas as fases da vida. Uma discussão que, necessariamente, abordará temas como felicidade, liberdade, diversidade, uso do tempo, família, amizades e trabalho, entre outros. 

 



DA TRAGÉDIA ANTIGA AO DRAMA MODERNO


Desde a sua origem, na antiguidade grega, a forma dramática revela a tragédia humana. Nas peças de Ésquilo e Sófocles, com heróis exemplares como Orestes e Édipo, vemos o ser humano exercitar a liberdade de agir até mesmo diante de um destino inexorável. Nos primórdios da modernidade, as peças de Shakespeare nos mostram o peso da reflexão subjetiva, que gera, por exemplo, a melancolia de seu famoso Hamlet. Na virada do século XIX para o XX, a capacidade tanto de agir livremente quanto de refletir e dialogar eficazmente é suspensa, em especial a partir de Tchekhov. No ápice dessa “crise do drama”, Beckett nos apresenta a suspensão da ação e do diálogo numa potente cena teatral.



O TODO-ABERTO: LIBERDADE E CRIAÇÃO EM HENRI BERGSON


O Todo-Aberto é um estudo da subjetividade que visa apresentar a experiência do tempo como uma prática de liberdade. Trabalhando a filosofia de Henri Bergson com o intuito de elucidar seus principais conceitos, procuraremos demonstrar que a experiência de liberdade fica impedida na medida em que um sistema de sociedades fechadas se opõe a toda forma de expressão. Sendo assim, ser livre, antes de ser uma liberdade de ação, é conquistar uma liberdade de expressão e criação.



O COMBATE AO PATRIMONIALISMO


O patrimonialismo marca a história do Brasil pelo menos desde 1534, quando a Coroa portuguesa dividiu o território de sua então colônia em amplas faixas de terra concedidas a poucas famílias da nobreza, que tinham liberdade para explorá-las em troca da proteção contra invasores. A confusão entre público e privado, porém, durou bem mais do que os quase três séculos das capitanias hereditárias –atravessou a Colônia, a Monarquia e chegou à República.

Nesse encontro especial, a CASA DO SABER RIO recebe o ministro Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral e do Conselho Nacional de Justiça, para uma conversa franca sobre o tema, que, para ele, está na raiz da corrupção sistêmica, do desperdício de recursos públicos e do corporativismo nas instituições públicas do país.



ÓRFÃO DE PÁTRIA: O REINADO DE DOM PEDRO II


Durante o longo reinado de dom Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul – mas a última a abolir a escravidão.

Ao longo de três encontros, a historiadora Isabel Lustosa se debruçará sobre importantes momentos da vida privada e política de um imperador que aos 15 anos se viu símbolo maior do poder em um império chamado Brasil.



LIBERDADE


O conceito de liberdade vem se modificando e se adaptando ao longo dos séculos, influenciado por movimentos que forçaram ora o seu declínio, ora a sua ampliação. Para debater questões relacionadas a essa ideia tão cara a todos nós, a CASA DO SABER RIO reunirá os primos Daniel e Léa Maria Aarão Reis.

Juntos, o historiador e a jornalista realizarão um percurso histórico pelo conceito de liberdade – partindo das cidades-Estado italianas, da revolução política das Províncias Unidas nos Países Baixos e da Revolução Inglesa, e passando pelas revoluções francesa e americana, com suas ambições e limitações, até chegar ao Brasil atual.

Será dado destaque à transformação da ideia de liberdade pela humanidade, com especial atenção às classes populares, que pensaram o conceito de outras maneiras e sob novos ângulos. Também serão levantadas perguntas como: quais os limites da liberdade individual? A liberdade e a igualdade são irmãs ou inimigas? Seria a racionalidade da livre escolha uma ilusão?



OS LIMITES DA ARTE NO ESPAÇO URBANO


Até onde podem ir as expressões artísticas nas ruas e praças? Os imóveis podem ser convertidos em telas? O que é passageiro e o que é permanente na arte urbana e suas consequências práticas e jurídicas? Como compreender obras efêmeras? Qual o valor desta arte (como, por exemplo, o grafite de Basquiat, Bansky e Keith Haring)? De que maneira é possível equacionar a tríade liberdade de expressão, integridade da obra e o Direito de propriedade?

Neste encontro, o advogado Gustavo Martins de Almeida apresentará, a partir da experiência de outras cidades no mundo (como a polêmica ocorrida recentemente em São Paulo), um panorama contemporâneo da arte urbana no Rio de Janeiro, abordando as criações perenes e as momentâneas – como monumentos, grafite, flashmobs, fogos de artifício e esculturas de areia, bem como a legislação aplicável e decisões judiciais.



QUATRO GOVERNANTES QUE MUDARAM O BRASIL


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



A filosofia encontra a literatura


O encontro entre a filosofia e a literatura oferece um significativo horizonte para consideração acerca de questões fundamentais ao pensamento. Foram muitos os autores da literatura mundial que beberam na fonte da filosofia de Arthur Schopenhauer, por exemplo, como Samuel Beckett, Jorge Luis Borges, Franz Kafka, Machado de Assis, Marcel Proust, Thomas Mann, Turgueniev e Fernando Pessoa, entre outros.

Nesse curso, três importantes temas schopenhauerianos – tragicidade da existência, tédio e liberdade – serão investigados a partir de diálogos entre a filosofia e a literatura.