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A poesia que virou música


Goethe disse certa vez que uma poesia que não nasceu para ser musicada errou de profissão. Mesmo depois das grandes composições de Schubert, Schumann e Beethoven sobre poemas de autores como Heine, Schiller e o próprio Goethe, a literatura continuou virando música, inclusive no século XX. Quatro grandes poetas, cuja poesia já nasce para virar música mostram que Goethe tinha razão. O curso se concentrará na obra de Chico Buarque nas três primeiras aulas para, na última, passear por alguns grandes poetas internacionais da música. Ouvindo a música e analisando as letras, veremos como uma canção é capaz de tocar fundo e registrar em poesia melódica e metafísica questões como o amor, a perda e a morte.



A experiência do pensamento de Walter Benjamin


O curso apresentará, de maneira introdutória, a reflexão de Benjamin sobre a experiência, tema que atravessa os três principais objetos de seu pensamento: a linguagem, a arte e a história. Para isso, procuraremos reconstruir sua biografia intelectual, ressaltando a importância de sua formação filosófica, marcada pela influência do neo-kantismo, pela leitura dos primeiros românticos alemães e por alguns autores da literatura francesa, como Baudelaire, Mallarmé e Proust. Também será levado em conta as diferentes formas sob as quais o seu pensamento se apresenta, que vão do projeto de sistema ao aforisma, da crítica literária ao conto, do ensaio especulativo às memórias de infância.



Mulheres que inspiram mulheres I: Rachel de Queiroz por Nélida Piñon


Primeira escritora a entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1977, Rachel de Queiroz (1910-2003) foi uma pioneira. Seu livro de estreia, O quinze, é um marco da literatura nacional. Publicada em 1930, é uma das obras inaugurais do romance regionalista brasileiro. Na época, O quinze foi saudado por outro escritor como “um livro de macho”, pois, segundo a própria autora, “literatura feminina era feita por senhoras que escreviam histórias comoventes ou poesias apaixonadas”. Além de ter feito peças de teatro e romances, entre os quais O memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz foi a primeira cronista da imprensa brasileira. A autora terá sua trajetória lembrada por outra jornalista, escritora e acadêmica: Nélida Piñon, também uma precursora. Foi a primeira mulher a presidir a ABL, reduto masculino em um universo masculino, o das Letras. Apoio Chevron



A literatura ainda é a melhor forma de viajar


Durante muito tempo, a literatura foi a maneira mais fácil de viajar tanto pelo universo distante das mais importantes capitais do mundo quanto pelas regiões mais inóspitas do planeta. A Itália e a Alemanha talvez jamais tenham sido tão bem compreendidas quanto nas obrasprimas de Dante e Goethe. Moscou, por sua vez, quem sabe nunca foi tão bem trilhada quanto nos meandros literários de Tolstói. E vamos percorrer o novo mundo do interior dos Estados Unidos sob o olhar de um representante do velho mundo europeu. O curso se propõe a viajar através da leitura das obras de grandes autores para conhecer o mundo filosófica, histórica e psicologicamente complexo de alguns dos países e cidades mais interessantes do mundo.



João Cabral de Melo Neto por Cleonice Berardinelli


Aos 97 anos, Cleonice Berardinelli é uma das maiores especialistas em literatura portuguesa no Brasil. Com seu conhecimento, simpatia e vitalidade, ela conquistou os alunos da CASA, que costumam lotar suas aulas. Nesse encontro único, dona Cléo, como é chamada, vai falar de um dos grandes nomes da literatura brasileira, João Cabral de Melo Neto, amigo que ela conheceu nos anos 80 em Portugal, quando ele era cônsul na cidade do Porto. “Conversamos um pouco sobre sua obra: bem menos do que eu gostaria, mas o Poeta era homem de poucas palavras, sobretudo no que tangia à sua obra”, lembra ela, destacando que João Cabral é um autor que apresenta pelo menos duas fases em sua criação. “A primeira, a que se promete no seu primeiro livro, A pedra do sono; a segunda, que será desenvolvida a partir do volume O engenheiro, que deu origem a este ensaio: Dois poetas engenheiros.”



Grandes escritores alemães


Curso iniciado em 21 de novembro.

O Ano da Alemanha no Brasil é uma bela oportunidade para conhecermos alguns dos maiores autores da literatura alemã, que já foi produzida inclusive além das fronteiras da atual Alemanha. Será oferecido no curso um panorama dessa literatura, desde o primeiro grande autor que chegou mais extensivamente ao Brasil, Goethe, até as manifestações mais contemporâneas. Passando por Kafka, Schnitzler e Thomas Mann compreenderemos tanto o pensamento filosófico alemão quanto a importância da análise psicológica e alguns dos momentos históricos mais decisivos do século XX.



Como fazer um best-seller


Eduardo Spohr, autor de A batalha do Apocalipse, com mais de 600 mil cópias vendidas, conquistou jovens leitores de literatura fantástica com tramas envolvendo anjos e heróis a partir de seu conhecimento sobre mitologia, Bíblia e cultura nerd. Com mais de 1 milhão de exemplares vendidos, Thalita Rebouças é um fenômeno; as histórias da coleção Fala sério caíram totalmente no gosto das pré-adolescentes, fãs da personagem Malu. Qual a receita para fazer um livro que encante os jovens? Há ingredientes para escrever um best-seller? Como incentivar a leitura de escritores nacionais? Por que há preconceito, principalmente no meio intelectual, com autores de best-sellers? Spohr e Thalita se encontram para responder a essas perguntas e revelar os caminhos do sucesso no mercado editorial brasileiro.



A poesia que virou música: Caetano Veloso


Goethe disse certa vez que uma poesia que não nasceu para ser musicada errou de profissão. Mesmo depois das grandes composições de Schubert, Schumann e Beethoven sobre poemas de autores como Heine, Schiller e o próprio Goethe, a literatura continuou virando música ao longo dos séculos. Caetano Veloso mostra ainda hoje que Goethe tinha razão, pois levou de tal modo adiante a poesia cantada dos antigos gregos que seria chamado pela crítica de “aedo pós-moderno”. Ouvindo a sua música e analisando as suas letras, veremos como uma canção é capaz de tocar fundo e registrar em poesia melódica e metafísica questões sobre o país, o amor e a perda.



Expresso Transiberiano


A aula aberta de divulgação da viagem será realizada na Casa do Saber Rio O Globo no dia 24 de fevereiro, às 20h.
A Transiberiana é uma rede ferroviária que conecta a Rússia Europeia às províncias do Extremo-Oriente Russo, da Mongólia, da China e o do Mar do Japão. De Pequim a Moscou, um universo espetacular de culturas, tradições, paisagens e costumes nos serão revelados entre Pequim e Moscou, cruzando a Mongólia e o lago Baikal, passando pela Kasan dos tártaros e outros lugares. Este cruzeiro ferroviário e de conhecimento, pelo qual Marco Polo um dia também andou e onde até As mil e uma noites chegaram, ganhará profundo significado nas aulas do professor Marcelo Backes, que apresentará dois Prêmios Nobel de Literatura recentes, os chineses Gao Xingjian (2000) e Mo Yan (2009), e clássicos como Púshkin, Tolstói, Dostoiévski, Gógol e Maiakóvski, entre outros, numa união harmônica entre arte, literatura e história.  

+ Informações
Data da viagem: 16 de agosto a 1 de setembro

 

Reservas
Latitude Viagens de Conhecimento 
e-mail: latitudes@latitudes.com.br
Telefone: (+55) 11 3045 7740

                 



Estilhaços da Primeira Guerra nas artes


A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi o primeiro conflito moderno em escala global. As inovações tecnológicas empregadas no confronto elevaram o número de mortes e mais de 30 milhões de soldados perderam a vida nos campos de batalha. As transformações derivadas do combate foram imensas nos planos social, econômico e político. Basta pensar na Revolução Russa, em 1917, que derrubou os czares. A guerra também marcou o fim de outras três dinastias imperiais: a alemã, a austro-húngara e a turca. As artes não ficaram imunes a esse turbilhão. Muitos escritores, artistas e músicos viram os horrores de perto, como Hemingway, Apollinaire, Tolkien, Ravel, Leger, Otto Dix, Braque, Max Ernst, Kirchner, Carl Orff, Kokoschka. Alguns não sobreviveram às trincheiras. Esse ciclo reúne três professores da CASA DO SABER para discutir o impacto que a Primeira Guerra Mundial teve no campo das artes plásticas, da literatura e da música.



Georges Simenon como você nunca leu


Com três romances protagonizados pelo comissário Maigret, a Companhia das Letras dá início à publicação das obras completas do mestre da literatura policial Georges Simenon. Para celebrar, a editora promove na CASA DO SABER RIO O GLOBO debate entre seu filho, John Simenon, e Tony Bellotto, com mediação do escritor Raphael Montes. Nessa conversa, estarão em foco a vida e a obra do autor e também a história da literatura policial – gênero que fascina milhões de leitores mundo afora. O debate ocorrerá das 19h30 às 21h e será seguido de um coquetel.   *Distribuição de senhas 30 minutos antes do debate. Sujeito à lotação. Evento com tradução simultânea.



Rússia X Ucrânia: o conflito na literatura


A literatura sempre ajudou a entender o mundo e os pensadores mais importantes de outras áreas jamais deixaram de recorrer a ela. Enquanto Freud, o pai da psicanálise, fundamentou algumas de suas principais teorias em construções literárias gregas, Marx disse que aprendeu muito mais sobre a Inglaterra e a França com Dickens e Balzac do que com os economistas ingleses e franceses da mesma época. O mesmo poderia ser dito de alguns grandes historiadores e cineastas. Nesse curso, através da literatura de Gógol, Dostoiévski, Tchekhov, Tolstói e Bulgakov, o professor Marcelo Backes procurará desvendar a alma russa e ucraniana e os conflitos entre eles, trabalhando com algumas de suas mais conhecidas e importantes obras. Para fazer essa viagem, o cientista político Mauricio Santoro dará uma introdução sobre as relações entre os dois países, apresentando o conflito pelo ponto de vista histórico e político.



Surrealismos


"Esta incurável mania de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, entorpece os cérebros", escreveu André Breton em seu primeiro Manifesto Surrealista no ano de 1924. Influenciados pela teoria psicanalítica de Freud, poetas, artistas e cineastas abraçaram o movimento cujo processo de criação está fundamentado na esfera do inconsciente, do onírico. Concebido em uma Europa fragilizada e arrasada após a Primeira Guerra Mundial, o Surrealismo contesta as crenças culturais e a postura do homem, vulnerável diante de uma realidade cada vez mais incompreensível e desestabilizada. Aproveitando a mostra com 150 trabalhos de Salvador Dalí no CCBB, reunimos na CASA DO SABER RIO O GLOBO três professores para analisar as obras dos principais autores (e atores) do movimento surrealista nas artes visuais, no cinema e na literatura.



Literatura e tecnologia: quem influencia quem?


As redes sociais e as ferramentas da tecnologia da informação se tornaram uma das mais importantes formas de divulgação das expressões artísticas em geral: literárias, cênicas, plásticas e cinematográficas. Porém, como se dá o caminho inverso? Até que ponto a revolução digital vem modificando e redesenhando o momento de criação das obras e a relação do artista com o próprio trabalho? Quais os frutos dessa nova troca e de que forma ela se relaciona com o público? Este é um ciclo de debates que reúne especialistas e criadores em torno de uma reflexão contemporânea. E nesse debate o tema é a literatura.  Evento gratuito. Vagas limitadas.



Sistema X indivíduo na ótica de gênios da literatura


Em tempos de NSA, de vigilância total, de indivíduo transparente, de eliminação do sujeito por parte do sistema, marcada já no uso de digitais para acessar uma conta bancária e de scanners que desnudam as pessoas em aeroportos, vale a pena rever a obra de gênios da literatura universal que há mais de dois séculos abordaram filosófica e literariamente o embate entre sujeito e sistema. De Kleist a Kafka, de Gogol a Melville, não foram poucos os autores que se debruçaram sobre o assunto. Assim como Dostoiévski, um visionário que, como os outros, antecipa circunstâncias que marcariam de forma definitiva o mundo em que hoje vivemos.



Os filósofos e as formas de arte


Na filosofia contemporânea, a relação com a arte foi experimentada com vigor inédito na história. Seus autores não pensaram apenas sobre a arte, mas com a arte e através da arte. Isso foi feito por meio da investigação articulada das obras de artistas singulares com as formas de arte em geral, como a pintura, o cinema, a literatura e a poesia. Tratava-se de descobrir a potencialidade de tais formas por meio do exercício delas feito por grandes artistas.



Para entender Jung


Ex-discípulo e colaborador de Sigmund Freud, o psicanalista suíço Carl Gustav Jung ficou conhecido por uma obra singular e original que buscou expandir o campo de atuação da psicanálise. Suas ideias sobre os arquétipos e o inconsciente coletivo têm sido a base de numerosos estudos, não só na área das psicoterapias como também nas da sociologia e da mitologia, como nos mostram os estudos de Michel Maffesoli e Joseph Campbell, entre outros autores. A sincronicidade, por meio da qual Jung explica o porquê de técnicas oraculares, como astrologia, tarô, I-Ching, têm despertado igualmente grande interesse. A importância da espiritualidade para o homem atual é outra ideia-chave de sua teoria, que busca nos mostrar o processo de individuação de cada um de nós, seres únicos. Pois, conforme diz, “só o que nós somos verdadeiramente tem o poder de nos curar”. Esse curso pretende fazer uma introdução aos principais conceitos de C.G. Jung, com exemplos da clínica e da literatura, trazendo suas concepções para o momento atual e esclarecendo o uso equivocado de suas teorias.



Feira Moderna 7: A tecnologia nos filmes de ficção científica


A ficção científica é um dos gêneros mais populares da arte, seja na literatura, na TV, no rádio ou nas histórias em quadrinhos. Mas foi no cinema que o tema encontrou sua forma mais perfeita: com a ajuda dos efeitos especiais, incrivelmente aprimorados ao longo das décadas, tornou-se possível representar, de maneira convincente, todas as tecnologias vislumbradas pelos autores. Nesse encontro, o jornalista Beto Largman recebe um jornalista especializado, um crítico de cinema e um cientista para analisarem juntos a tecnologia descrita em alguns dos filmes de ficção científica mais emblemáticos. Quais se concretizaram? Algumas tecnologias continuam verossímeis apenas no campo da ficção? E quais estão no limiar de se tornarem realidade?    Evento gratuito. Vagas limitadas.



Walter Benjamin: literatura e modernidade


Walter Benjamin formulou seu pensamento filosófico em contato com obras de arte, através de ensaios e críticas literárias. Esse curso vai apresentar suas análises da modernidade elaboradas em suas leituras das obras de Baudelaire, Proust e Brecht.



Dostoiévski e a cultura russa do século XIX


Referência na tradução do russo, o professor de literatura Paulo Bezerra, dis- cutirá nesse curso a relação dos romances de Dostoiévski com a cultura e a literatura russas do século XIX e seu diálogo com a história e a cultura uni- versal. Serão enfatizados a literatura como arte e o próprio Dostoiévski como artista peculiar, criador de uma nova forma de ficção: o romance polifônico. A tradução de ficção como criação e recriação também será enfocada. O curso se centrará em dois romances: Crime e castigo (primeira leitura) e Os irmãos Karamazov; mas haverá um diálogo com o restante da obra dostoievskiana, como O duplo, O idiota e Os demônios.



Introdução ao mundo da cachaça


A cachaça está para o Brasil assim como a vodca está para a Rússia, o uísque para a Escócia e o saquê para o Japão: além de bebida alcóolica, é um símbolo do país. Podemos encontrar alusões à cachaça em vários segmentos da nossa cultura, como na música e na literatura. É o terceiro destilado mais vendido no mundo e a segunda bebida mais consumida no Brasil. O nascimento, a evolução e o reconhecimento da cachaça se confundem com a própria história do país. A cachaça serviu de moeda em troca de escravos, substituiu a bagaceira vinda de Portugal, criou crises no governo provincial e acabou virando presente de presidentes da República. Esse curso pretende fornecer não apenas uma visão da história dessa bebida, e informar os tipos comercializados, como também os critérios para identificar e avaliar uma cachaça de qualidade. Por fim, serão explicados os rituais de degustações, as técnicas para organizar uma degustação e a análise sensorial. Todos os módulos serão finalizados com uma degustação orientada e, no último, uma avaliação técnica complementará o conhecimento do aluno.



Como enfrentar a morte


Cada cultura, cada religião e cada período histórico possui uma relação específica com a morte. Em uma época em que as pessoas vivem mais, cresce o número de idosos e a vida é prolongada artificialmente por aparelhos, esse assunto não pode mais ser tabu. O que o direito tem a nos dizer sobre a morte? E a psicanálise? O que a história pode nos ensinar? A medicina, certamente, tem aspectos a nos revelar sobre o fim da vida, tema recorrente na literatura e em outras artes. Nesses dois ciclos, um médico, uma historiadora, um psicanalista e uma advogada especialista em bioética abordarão a morte por prismas diversos, mediados pelo escritor Affonso Romano de Sant’Anna.



A imagem da mulher em Machado de Assis


Personagem de Machado de Assis, Capitu é, certamente, a mulher mais falada da literatura brasileira. E põe falada nisso... Mas ela é uma entre tantas outras, marcantes e inesquecíveis, criadas pela genialidade de Machado de Assis, nosso escritor maior. A ideia, nesse curso, é estudar algumas dessas personagens, buscando entender que traços as unem e que valores presidem à sua construção. Namoros, casamentos, traições, fingimentos, disfarces, tudo aí está, e de uma forma especialíssima.



Os grandes amantes da literatura ocidental


O amor é, junto com a morte e a guerra, um dos maiores temas da literatura e das artes em geral. Em alguns momentos decisivos da história da literatura ocidental, grandes escritores foram capazes de condensar em dois amantes toda a paixão do mundo, absorvendo-a em sua dor criativa e fazendo-nos sentir o sobressalto típico diante daquilo que é cabal na vida de qualquer ser humano. Esse curso debaterá quatro desses momentos decisivos, em quatro literaturas e quatro séculos diferentes, mostrando como as obras que os abordam tiveram uma importância muito além do amor caudaloso que as fundamenta e compreenderam filosoficamente o sentido da vida.



Uma reflexão sobre o amor


Schopenhauer dizia que o amor não era algo humano e sim um artifício que a natureza inventou para se perpetuar. Nietzsche, seguindo uma linha semelhante, afirmava que “o amor é a espiritualização da paixão” ou da “sensualidade”, querendo com isso dizer que o homem diviniza, eleva, dá contornos de grandeza ao desejo. Carnal ou espiritual, natural ou inventado, o que é o amor? É um sentimento que une os seres ou uma força transgressora que pode ameaçar o equilíbrio e a ordem social, se não for contido no casamento? Eros e Liberdade: o que se ganha e o que se perde do eu na relação com o outro? Esse curso discutirá as definições de amor na filosofia e na literatura; as diferentes formas de amor: o amor carnal, o amor espiritual, o amor cristão, a amizade; o amor como força transgressora e política; e as formas de captura do amor pelos poderes estabelecidos.



Baudelaire: o homem, o poeta, o crítico de arte


Absorvendo a cidade, seus subúrbios e vielas, e traduzindo-a em versos, Charles Baudelaire tornou-se um dos mais importantes intérpretes da modernidade, do homem recém-adaptado ao meio urbano. Baudelaire redefiniu as tendências estéticas do século XIX com contribuições para além da poesia, com reflexões críticas sobre música, literatura e artes visuais. Neste curso, mergulharemos nas diversas faces deste múltiplo artista e flâneur, investigando aspectos da sua vida e de sua obra em poesia e prosa, além de abordar os contextos histórico, cultural e literário que o cercavam.



A filosofia nos contos de fadas


A partir da compilação iniciada pelos Irmãos Grimm, o curso fará, em quatro aulas, uma leitura filosófica e crítica dos contos de fadas com o auxílio do aporte teórico de Gilles Deleuze. Serão discutidas as emoções, os afetos e as percepções suscitados pelos contos de fadas, com um exame mais detalhado das figuras estéticas da princesa, do sapo/príncipe e da bruxa, ampliando, assim, as possibilidades de compreensão dos elementos inconscientes da literatura infantil.



Literatura e psicanálise


Neste encontro, o escritor Evandro Affonso Ferreira e a psicanalista Najla Assy falam sobre as profundas relações entre a Literatura e a Psicanálise: sem o Édipo da peça de Sófocles, Freud provavelmente estaria até agora procurando um filho culpado para seus conceitos. O escritor apresenta histórias sobre Kafka, Guimarães Rosa, Freud, Hilda Hilst, Borges, Montaigne, Heródoto, Manuel Bandeira, entre tantos outros, enquanto a psicanalista analisa, comenta, sobre todos os temas contidos nessas narrativas: o amor, o ciúme, a vaidade, o trágico, o sublime, as angústias metafísicas, o ódio, a morte, os desvãos da alma, a velhice, a generosidade, a fama, enfim, o que move o homem desde tempos imemoriais.



Grandes mulheres trágicas na literatura


“O que quer a mulher?”, perguntou Freud depois de especular durante anos sobre a alma feminina. Também na literatura não foram poucos os que se debruçaram sobre o tema. O presente módulo apresenta algumas das faces mais interessantes que a mulher já assumiu ao longo dos tempos em alguns dos maiores clássicos da literatura universal, num percurso permeado por revelações, mistérios e uma interrogação: em que medida essas mulheres ajudam a encontrar a pedra filosofal da questão feminina? Em que medida elas mostram mais uma vez que a verdadeira filosofia se encontra numa grande pergunta e não em pequenas respostas?



Desvendando os empreendedores de Deus 


Os santos estão presentes na Igreja católica e ortodoxa como personagens oficiais que servem de modelo para os fiéis. Tocados desde cedo pela graça divina ou se convertendo tardiamente, são gigantes da fé que inspiram a literatura e a arte. Suas biografias e seus textos atravessam a história ocidental e inspiram dezenas de reflexões. O curso é uma viagem ao encontro desses modelos psicológicos e teológicos, que, com personalidades às vezes dóceis, e às vezes terríveis, brilhantes ou sombrias, despertam tanta curiosidade e fé.        



Estilhaços da Segunda Guerra Mundial nas artes


A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o conflito mais sangrento já testemunhado pela humanidade. Estima-se que os ataques e confrontos tenham deixado entre 40 milhões e 72 milhões de mortos, em sua maioria civis. A destruição atingiu níveis inéditos com os bombardeios aéreos indiscriminados, campos de concentração e bombas atômicas. As transformações derivadas do conflito foram muitas. Na época, o novo eixo econômico e político do Ocidente passou a ser os Estados Unidos. O mesmo aconteceu no campo das artes. Paris deu lugar a Nova York como centro da efervescência cultural, com o reforço de novos moradores ilustres, entre os quais Max Ernst, Andre Bréton, Marcel Duchamp, Marc Chagall, Piet Mondrian e outros, que fugiam de uma Europa dilacerada.

Pode soar paradoxal que um período de tantos horrores tenha ensejado tanta criatividade entre pintores e poetas, cineastas, romancistas e músicos. Mas assim foi. Por um lado, era necessário escapar da realidade. Por outro, exprimir a dor através da arte. Nesse ciclo, que começa exatamente 70 anos após o dia em que Hitler morreu, a CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne cinco professores para explicar o que foi a Segunda Guerra Mundial e discutir seu impacto no campo das artes visuais, da literatura, da música e do cinema.  



Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre


Exaltando a importância do negro, do índio e da miscigenação, Gilberto Freyre inaugurou uma nova maneira de entender a formação do Brasil quando publicou Casa-Grande & Senzala (1933). O autor misturou história, antropologia, sociologia e literatura para desmitificar as teses racistas, então em voga, e reconhecer o valor e a originalidade dos trópicos. Lançando mão de uma linguagem irreverente, quase cômica, e de fontes pouco usuais, como costumes, práticas cotidianas, receitas de doce e diários esquecidos, Freyre redescobriu o Brasil a partir do prisma não apenas de seu colonizador, mas também do colonizado. Nesta aula, o antropólogo Roberto DaMatta apresenta Casa-Grande & Senzala, livro fundamental para entender o Brasil.

   



Escrita (re)criativa


O conceito de remix é simples: combinar ou editar material existente para produzir algo novo. No entanto, essa definição é tão ampla que, dentro da cultura remix, há distinções para procedimentos diferentes: há o mash-up, o sampler, o cut and past, o die-cut, a apropriação e a colagem. Todos eles, porém, têm sua base no ato de selecionar partes de um material para acrescentá-las ou retirá-las tendo em vista uma nova versão final. Na música, no cinema e na pintura, a composição, a montagem e a colagem são procedimentos comuns. Mas, na literatura, a remixagem permanece um tabu. Escritores podem ser vistos como sampling machines ou DJs de palavras? Misto de oficina prática de “escrita (re)criativa” e reflexão sobre a teoria e a prática do remix, o curso problematiza noções do senso comum, como autoria, originalidade e propriedade.



Um encontro com Mário de Sá-Carneiro


Maior especialista em literatura portuguesa no Brasil, a acadêmica Cleonice Berardinelli realizará um recital de uma hora com poemas daquele que se definia como “um pobre menino infeliz”. A seleção parte do novo livro da professora sobre esse poeta do século XX, a ser lançado na ocasião: Mário de Sá-Carneiro: antologia da obra. O recital será seguido de sessão de autógrafos.



Um olhar para a China através da cultura, da filosofia e da literatura


Conhecida como o império do meio, a China é um país que há menos de 200 anos tinha 50% do PIB mundial. Agora, o país parece voltar, aos poucos, à antiga pujança, depois de um crescimento vertiginoso nas últimas décadas. Será que o capitalismo funciona melhor sobre os fundamentos de uma economia rigorosamente planejada do que debaixo de um Estado mínimo? Maior parceiro comercial do Brasil, a China ainda é pouco conhecida por aqui. Esse curso pretende abordar obras fundamentais escritas por chineses, como Lao-Tsé e Sun Tzu, e também a China, como os passeios estrangeiros de Marco Polo nas Viagens maravilhosas e de Kafka. E finaliza discutindo a literatura que recentemente deu ao mundo dois Prêmios Nobel e continua vinculada àquilo que marca culturalmente a China.



Cecília, Clarice e Adélia


Leitura e teoria. Contextualização e interpretação. As obras de três grandes nomes da literatura brasileira lidas e dramatizadas por grandes atrizes. Nesta série inédita na CASA DO SABER RIO O GLOBO, a cada encontro, a atriz Clarice Niskier e uma atriz convidada interpretam fragmentos e poemas de Cecília Meireles, Clarice Lispector e Adélia Prado. Complementando as leituras, um professor contextualiza a vida e a obra de cada uma das escritoras.



Do samba à tropicália


O professor e pesquisador Júlio Diniz vai coordenar esta série de encontros cujo objetivo é provocar um diálogo entre literatura e música popular. O percurso vai do Samba à Tropicália, trazendo o tema para o debate contemporâneo.



Tapetes persas, perfumes orientais


“Vou-me embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei/ Lá tenho a mulher que eu quero/ Na cama que escolherei.” Os versos de Manuel Bandeira dão o tom de uma viagem filosófica, cultural e literária que tem imagens de sonho e pretende destrinçar a Turquia e a antiga Pérsia, atual Irã. Ao longo do curso, descobriremos que Homero talvez tenha sido turco, conheceremos Sanliurfa, com a Bíblia de Abraão, e também os fundamentos ancestrais de conflitos geopolíticos que se estendem até hoje e se mostram cada vez mais acirrados. Depois passearemos pelo Corão e pela filosofia de Nietzsche, passando pela magia de As mil e uma noites até chegar às obras de alguns dos maiores poetas da história da literatura universal, os persas Omar Khayyam, Rumi, Hafiz e Firdusi.



Bandeira, Drummond, Vinicius e João Cabral


O curso investigará as principais vertentes temáticas e formais da obra de quatro grandes poetas do Modernismo: Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto. A partir da leitura de poemas, procuraremos verificar as características que definem a poética desses autores, com suas semelhanças e diferenças, bem como sua presença no quadro da literatura brasileira.



Alice no País das Maravilhas


Há 150 anos, o escritor Charles Lutwidge Dodgson publicava, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, a primeira edição de Alice no País das Maravilhas. A narrativa da menina curiosa que cai na toca de um coelho e é transportada para um mundo onírico transformou a história da literatura infantil com suas referências linguísticas e matemáticas; suas sátiras e paródias, que fazem da obra uma espécie de enigma inesgotável; suas reflexões sobre tamanho e identidade, que fazem desta uma literatura comprometida com a fantasia, com as mudanças e com os deslocamentos. Considerado um texto aberto a várias possibilidades interpretativas – para adultos e crianças –, Alice no País das Maravilhas continua, ainda hoje, a nos fazer sonhar, a nos intrigar e a nos emocionar.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO promove uma série de três encontros que abordarão os aspectos literários e psicanalíticos desta que é a obra-prima de Carroll e uma das mais apreciadas da literatura universal.



América Latina - Arte e política para entender a complexidade


O intuito desse curso é lançar mão da ficção e da realidade para entender a América Latina. História e política são aqui aliadas da literatura e do cinema, a fim de esboçar uma imagem que dê conta da complexidade e da riqueza da região em que vivemos, mas que conhecemos menos do que deveríamos.



As mais belas e breves histórias de amor


O amor é, e sempre foi, junto da morte e a guerra, um dos maiores temas da literatura e das artes em geral. Em alguns momentos decisivos da história da literatura ocidental, grandes escritores foram capazes de condensar em dois amantes toda a paixão do mundo, absorvendo-a em sua dor criativa e nos fazendo sentir o sobressalto típico diante daquilo que é cabal na vida de qualquer ser humano. O curso debaterá várias dessas obras, todas elas breves, algumas brevíssimas, mostrando como os autores que as constroem vão muito além do amor caudaloso que as fundamenta.



Roland Barthes, 100 anos depois


Foram muitos os interesses que guiaram a trajetória intelectual do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). A literatura, a publicidade, o cinema, as artes plásticas, a moda, a fotografia, o teatro, a música, e, sobretudo, sua devoção à linguagem, fizeram dele um dos mais destacados e múltiplos pensadores do século XX, cujo legado segue atual, 100 anos após seu nascimento.

Para celebrar esse "sujeito incerto", como ele mesmo se definiu em sua aula inaugural no Collège de Paris, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Ana Maria Machado, que além de ser uma das mais importantes escritoras brasileiras e membro da Academia Brasileira de Letras, foi orientanda de Barthes em Paris, onde também participou de um seleto grupo de estudos coordenado pelo semiólogo. Em um bate-papo com a pesquisadora e professora de Poética Beatriz Resende, Ana Maria Machado compartilhará a experiência vivida e suas memórias acerca de Barthes.



Da ideia ao papel


A escrita é uma partitura. E, como tal, é feita de ritmo. De adágios, alegretes, noturnos. Essa oficina pretende instrumentalizar os alunos com ferramentas que permitam que ele consiga se apropriar de sua partitura: ou seja, torne-se dono da história que quer contar. Mais do que ensinar um método ou uma técnica específica, a ideia é dotar o escritor de armas para que ele domine o coração de seu enredo, “sinta” a progressão da narrativa e aprenda a erguer a trama (plot) a partir da necessidade dos personagens.

Todas as aulas serão ilustradas com exemplos do cinema, das séries de TV e da literatura. Será requerido ao aluno que faça alguns exercícios em casa, para posterior análise e aplicação nas aulas.



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



EDUX PARA EDUCADORES
Literatura + Ciência + Arte


O EDUX é o ponto de encontro de todos aqueles que lidam com a infância. Professores, mães, assistentes sociais, arte-educadores, bibliotecários, escritores, ilustradores, psicólogos, fonoaudiólogos, pesquisadores, dentre tantos outros profissionais terão uma programação especial em nosso espaço, uma parceria da CASINHA DO SABER com o LER Instituto.

Como explicar e compreender o mundo em que vivemos? Como apurar o pensamento científico (reflexivo, investigativo) e, ao mesmo tempo, desenvolver o olhar sensível tão fundamental para a vida moderna? Acreditamos que a tríade Ciência - Literatura - Arte pode ser um caminho interessante. Nesse encontro, vamos trilhar juntos esses três campos de conhecimento, articulando um a um, para assim potencializarmos a compreensão das crianças sobre o que as rodeia, desenvolvendo a observação, a capacidade de elaborar perguntas e hipóteses, fortalecendo o amor pelo saber e pela natureza e reconhecendo o valor desse aprendizado para a vida.  

Duração: 3 horas  



A literatura no barril de pólvora


A literatura é capaz de reconstituir o surgimento político da Arábia, mostrar o processo de formação da Turquia moderna, narrar a construção de Israel, a história pujante do Irã, os tropeços da Síria e do Líbano e ainda descobrir a poesia e o horror que sobrevivem à guerra no Afeganistão. Por meio de uma série de autores e obras, um clássico, um Prêmio Nobel e vários candidatos, tentaremos compreender historicamente alguns dos maiores conflitos da contemporaneidade: os embates entre judeus e muçulmanos, entre sunitas e xiitas, turcos e curdos. Viajaremos por uma região que se revela o calcanhar de aquiles de um mundo que está longe de exibir a fortaleza do herói grego — muito ao contrário, às vezes ameaça sucumbir prematuramente, como ele.



O filósofo, o bruxo e o poeta


A criação na literatura, na poesia e na filosofia revela uma zona comum de experimentações realizadas por pensamentos empenhados em criar novas possibilidades de vida para a existência. Da poesia de Fernando Pessoa à filosofia de Gilles Deleuze – tendo como intercessor o escritor Carlos Castaneda, que desvela nuances de bruxaria literária –, elucidaremos os aspectos estéticos e éticos de tais empreendimentos criativos.

Da filosofia, buscaremos as características conceituais do construtivismo filosófico de Deleuze; de Pessoa, a criação dos heterônimos como condição de avaliação da experiência poética; e de Castaneda, a aventura literária de um aprendiz de feitiçaria para esclarecer as principais ideias do pensamento expresso na obra. O curso é um exercício transdisciplinar que valoriza a criação em três pensamentos construídos como práticas de liberdade.



A Geração Beat


Eles se conheceram em Nova York no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Rompendo com os costumes puritanos da época em sua busca por autoconhecimento, experimentaram o caminho do sexo e das drogas, revolucionaram a literatura mundial e influenciaram o comportamento de gerações. Por trás dos livros Uivo (Ginsberg, 1956), Pé na estrada (Kerouac, 1957) e O almoço nu (Burroughs, 1959), está a amizade de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs, três autores que acabaram se tornando ícones de um dos mais importantes movimentos de contracultura do século XX: a Geração Beat.

A amizade entre esses três jovens e suas reverberações são o tema do documentário A influência da Geração Beat (Beat Generation), dirigido por Xavier Villetard. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição do filme seguida de um bate-papo com Arthur Dapieve.



EDUX PARA EDUCADORES
Lá e cá: a literatura infantil contemporânea no Brasil e em Portugal


O EDUX é o ponto de encontro de todos aqueles que lidam com a infância. Professores, mães, assistentes sociais, arte-educadores, bibliotecários, escritores, ilustradores, psicólogos, fonoaudiólogos, pesquisadores, dentre tantos outros profissionais terão uma programação especial em nosso espaço, uma parceria da CASINHA DO SABER com o LER Instituto.

Além de falarem a mesma língua, Brasil e Portugal estão conectados por suas literaturas. Apesar de distintas, elas têm estreitado seus laços através da produção infantojuvenil. Crianças brasileiras e portuguesas podem estar mais próximas e reconhecerem-se pertencentes à mesma contemporaneidade quando lá e cá podem ler os mesmos livros e, juntas, construir novas realidades através da mesma língua. Onde é o "lá" e onde é o "cá"? Sempre depende do referencial. Pois então que seja por Roger Mello, Catarina Sobral, Angela Lago, Afonso Cruz e Isabel Minhós. Autores e ilustradores unidos pela língua e culturas afins que apontam para a modernidade intercultural.    

Duração: 3 horas        



A filosofia encontra a literatura


O encontro entre a filosofia e a literatura oferece um significativo horizonte para consideração acerca de questões fundamentais ao pensamento. Foram muitos os autores da literatura mundial que beberam na fonte da filosofia de Arthur Schopenhauer, por exemplo, como Samuel Beckett, Jorge Luis Borges, Franz Kafka, Machado de Assis, Marcel Proust, Thomas Mann, Turgueniev e Fernando Pessoa, entre outros.

Nesse curso, três importantes temas schopenhauerianos – tragicidade da existência, tédio e liberdade – serão investigados a partir de diálogos entre a filosofia e a literatura.



EDUX PARA EDUCADORES
Filosofia e literatura para infância


O EDUX é o ponto de encontro de todos aqueles que lidam com a infância. Professores, mães, assistentes sociais, arte-educadores, bibliotecários, escritores, ilustradores, psicólogos, fonoaudiólogos, pesquisadores, dentre tantos outros profissionais terão uma programação especial em nosso espaço, uma parceria da CASINHA DO SABER com o LER Instituto.

“Apressemo-nos a tornar a filosofia popular!”, disse certa vez Diderot. Nesse encontro vamos mostrar a profunda ligação entre a Filosofia e a Literatura Infantil, a importância de tratar das primeiras grandes questões reflexivas das crianças e entender por que trabalhar com a Literatura é um caminho filosófico para responder interrogações fundamentais da construção humana. Vamos apresentar alguns conceitos e caminhos que o LER Instituto trabalha e desenvolve em seus projetos, inclusive com as crianças da Casinha do Saber.  

Duração: 3 horas  



“Traição” e “O Amante”, por Marcus Alvisi | Ciclo de leituras


Repetindo o sucesso da Casa do Saber de São Paulo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO inicia o Ciclo de Leituras, série de encontros com grandes nomes do teatro nacional, idealizado pela atriz Maria Fernanda Cândido, e coordenado, aqui no Rio, por Zulma Mercadante.

Cada encontro apresentará a visão e o estilo de cada diretor, buscando, na diversidade de textos e abordagens de interpretação, novos olhares sobre o ofício do teatro e da vida. O Ciclo de Leituras se apresenta também como uma demonstração não apenas da vivacidade e atualidade de cada texto, mas como um representante da força sempre presente da expressão teatral.

Neste encontro, teremos “Traição” e “O Amante”, de Harold Pinter, com tradução de John Nova. Pinter foi um dramaturgo, roteirista, poeta, ator, diretor e ativista político britânico, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2005. Escreveu para teatro, televisão, rádio e cinema. Seus primeiros trabalhos foram freqüentemente associados ao teatro do absurdo. Estudou dois semestres na Real Academia de Arte Dramática, publicou poesia e começou a trabalhar no teatro, como ator, usando o pseudônimo de David Baron. Sua primeira peça foi The Room, representada por estudantes na Universidade de Bristol. As peças iniciais de Pinter partem de um fato aparentemente inocente e desembocam em uma situação absurda ou ameaçadora, quase sempre por causa da conduta peculiar ou insólita de um dos personagens. Esses trabalhos mostram grande influência de Samuel Beckett, com quem, aliás, Pinter manteve grande amizade.

Para dirigir a leitura das duas peças, convidamos o diretor teatral Marcus Alvisi.

Ficha Técnica:
Textos: “Traição” e “O Amante”, de Harold Pinter/ tradução de John Nova
Direção: Marcus Alvisi
Assistente de direção: Tiago Fonseca
Elenco de Traição: Giovana Cordeiro, Alan Oliveira e Daniel Dalcin
Elenco de O Amante: Debora Nunes e John Nova



William James e Henry James: filosofia, literatura e vida


De que temos medo quando estamos diante de uma história de terror? Os monstros e fantasmas que aparecem nos assustam, sim, mas por quê? O ponto de partida aqui é um dos mais penetrantes romances de terror que já foi escrito – A volta do parafuso, de Henry James –, e o resultado é uma contribuição original à teoria literária, que apoia-se em uma operação surpreendente que revela o verdadeiro protagonista da obra: para entender o enredo de Henry, Gutman vai à teoria do filósofo William James, seu irmão. Não à teoria literária, que ele não tinha, mas a seu pensamento sobre a vida e a morte, sobre a mente e a consciência.

Nesta aula aberta, Guilherme Gutman convida o filósofo Pedro Duarte para um bate-papo sobre os terrores que temos do desconhecido. Em seguida haverá o lançamento de William James e Henry James: filosofia, literatura e vida, em que Gutman enfrenta, “com um fôlego conceitual raro, o desconhecido, em uma forma sua bem particular”.



LAB PARA CRIANÇAS
Férias sobrenaturais


O fantástico e o sobrenatural invadem a Casinha do Saber nas férias. Vamos conhecer monstros, lobos e vampiros em histórias clássicas e contemporâneas em LABs para a criançada. O Universo dos contos que dão medinho vai ser a temática da nossa Colônia de Férias. Veremos que essas personagens emblemáticas que povoam a imaginação do mundo todo aparecem na Literatura Infantil dando arrepios... mas também nos fazendo rir.  

As oficinas de férias vão articular livros, animações, ilustrações, músicas, filmes e atividades criativas, além de um delicioso lanche para dar mais energia para a galerinha de 5 a 10 anos.

     

OFICINA AVULSA: R$ 200 
*Para compras de aulas avulsas, ligar para (21) 2227 2237.



Obras fundamentais


A CASA DO SABER RIO O GLOBO realiza um ciclo de encontros sobre quatro obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise e da história ocidental. Destacados professores apresentam os aspectos mais relevantes de cada obra, abordando o contexto histórico de sua produção; aspectos biográficos de seus autores, quando conhecidos; e o diálogo que estabeleceu com outros textos e outros campos do saber.

AULA AVULSA: R$ 130
CICLO COMPLETO: R$ 480
Para compras de aulas avulsas, ligar para (21) 2227 2237.

*Este curso será realizado na sala de conferências do Marina All Suites Hotel.
 



A vida que vira arte


A literatura, como qualquer outra forma de expressão artística, sempre é, em alguma medida, confessional. Um autor só atinge o universal quando é subjetivo, quando elabora uma experiência que o tocou, que o marcou. A subjetividade, no entanto, não garante que ele conseguirá sair da própria alma para chegar ao mundo lá fora, pois não há, nem de longe, uma ponte que leve, automaticamente, do umbigo ao universo. Mas sempre que essa ponte é construída, a literatura mostra que pode ser a filosofia que sabe dançar, a metafísica com jogo de cintura, a psicologia com histórias para contar, capaz de oferecer seus olhos para que vejamos melhor dentro de nós mesmos.

A partir de seis autores clássicos e de uma experiência pessoal, esse curso propõe um estudo sobre o que é verdade e o que é invenção na literatura, indicando como a realidade, a fantasia e a interação com outras obras podem virar romance. Além disso, pretende-se observar por que tipo de processos de transformação passam determinados eventos até virarem letra



Pré-estreia da série Incertezas Críticas


Incertezas Críticas é uma série documental com intelectuais de renome internacional. O objetivo é apresentar questões contemporâneas relevantes sobre arte, política, literatura, economia, relações internacionais, sociedade e história e permitir ao espectador entrar em contato com o trabalho dos principais pensadores da atualidade. Cada episódio traz um personagem principal, abordando algumas das questões fundamentais que ele tematiza em sua obra. Nesta temporada, os entrevistados são Jacques Rancière, Christian Boltanski, Axel Honneth, Andreas Huyssen, Antoine Compagnon, Elisabeth Roudinesco, Georges Didi-Huberman, Hal Foster, Jean-Luc Nancy, Jonathan Crary, Luc Ferry, Tzvetan Todorov e Umberto Galimberti.

O Canal Curta!, em parceria com a CASA DO SABER RIO, tem o prazer de te convidar para a sessão de pré-estreia da série. Faremos a exibição do episódio inédito com o filósofo e crítico de arte francês Georges Didi-Huberman, professor da École de Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), que discorre sobre arte e psicanálise, história da arte e arte contemporânea, reflete sobre a relação entre arte e capitalismo e define o que é ser radical na arte contemporânea. Em seguida, teremos um debate com o historiador, roteirista e professor da Escola de Comunicação da UFRJ Maurício Lissovsky.

A série Incertezas Críticas, dirigida por Daniel Augusto, é uma produção original da Grifa Filmes com o Canal Curta!, financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

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A psicologia junguiana na atualidade


Por muito tempo colaborador e discípulo de Sigmund Freud, com quem depois rompeu, o psicanalista suíço Carl Gustav Jung propõe uma nova forma de entender a realidade da psique. Seus conceitos de inconsciente coletivo, arquétipos e sincronicidade trazem explicações compatíveis com os saberes do novo paradigma da complexidade.

Esse curso pretende apresentar, a partir de exemplos da clínica e da literatura, os principais conceitos da psicanálise junguiana, atualizando-os e esclarecendo o uso equivocado de suas teorias.



Obras fundamentais


A CASA DO SABER RIO realiza um ciclo de encontros sobre dez obras-primas indispensáveis nas áreas da filosofia, da literatura, da psicanálise e da história ocidental. Destacados professores e artistas apresentam os aspectos mais relevantes de cada obra, abordando o contexto histórico de sua produção, aspectos biográficos de seus autores e o diálogo estabelecido com outros textos e campos do saber.

> AULA AVULSA: R$ 100
> 5 AULAS: R$ 500 
> 10 AULAS: R$ 900 

*Para compras de aulas avulsas e pacotes, ligar para (21) 2227 2237.  



Os contos de fadas de Charles Perrault


Entre as numerosas possibilidades de leitura oferecidas pelos contos de fadas, desde as etnológicas até as psicanalíticas, o curso se propõe a analisar a faceta mais conhecida da produção de Charles Perrault a partir de seu momento histórico. Considerado o pai dos contos de fadas da literatura erudita europeia, o escritor e poeta francês viveu no fim do século XVII, o século de Luís, O Grande.



EDUX PARA EDUCADORES
Ovelha negra da família: como a literatura infantil pode ajudar a olhar para a diferença?


“Ovelha negra” é um termo utilizado para classificar alguém como diferente, fora dos padrões habituais. Quando a criança chega à família, há uma série de expectativas: ela pode seguir o perfil dos pais ou ser totalmente diferente. Em muitos casos, quando existe um desencontro de expectativas, surge a frustração. Às vezes não há exclusão física, mas emocional. A convivência então é um desafio que muitas famílias topam enfrentar, a fim de superar as arestas.

Discutir família nunca é um tema simples. Nesse encontro, vamos conversar sobre as sutilezas das questões familiares, como a literatura infantil aborda o tema e que reflexões podemos construir com ela e a partir dela. A literatura infantil pode nos ajudar a perceber essa criança de outra maneira? A olhar para a família por outra perspectiva?



ZOIM: evento gratuito para pais e filhos


A CASINHA DO SABER realiza no próximo dia 22 de julho, das 15h às 17h, no Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), o ZOIM, projeto gratuito que irá reunir pais e filhos para reflexões e brincadeiras em torno do tema “Empatia: uma revolução afetiva”.


A proposta é que, através de encontros que reúnem arte, literatura e filosofia, o público vivencie na prática os pilares fundamentais da CASA DO SABER RIO: o estímulo ao pensar, ao aprender e ao conviver.  

A coordenação é de Carolina Sanches e Rona Hanning, do LER Instituto, parceiro da CASA na CASINHA DO SABER.


O evento é gratuito e sujeito à lotação. Serão distribuidas senhas de acesso a partir das 14h30, no próprio CCJF (Av. Rio Branco, 241 - Centro).

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

PARA CRIANÇAS DE 5 A 10 ANOS

LAB DE LETRINHAS, com Breno Abrantes e Clarissa Brito: Já imaginou como é a vida de uma criança na Síria? Ou como é ter nascido sem enxergar? Como é ser um Médico Sem Fronteira? Nesse LAB vamos experimentar, através da Literatura e de muitas dinâmicas, como enxergar o mundo por novas perspectivas, calçando o sapato de outras pessoas. 

LAB DE CRIAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE PERSONAGENS EM BONECOS, com Bruno Dante, da Ba-Be-Bi-Bonecos: Como seria o mundo se todos fôssemos empáticos? Nesse LAB vamos usar a criatividade, construindo novas histórias e personagens para esse mundo do qual queremos fazer parte e no qual queremos viver.

PARA ADULTOS

LAB DE EDUCAÇÃO PARA O ENCANTAMENTO, com o escritor Márcio Vassallo: Para que servem a beleza e a estranheza na vida da gente? Com dinâmicas, casos e debates, Márcio Vassallo propõe um diálogo a partir da seguinte pergunta: "De que modo o encantamento pode aproximar as pessoas?" O escritor sugere formas para nos aproximarmos do universo da infância exercitando a arte do reparo amoroso e, quem sabe assim, contribuindo para que pais e filhos avancem na conquista de tempo juntos. 

Parceria:



As veias abertas da literatura na América Latina - Parte 1, mais ao sul


O curso tem o objetivo de mapear a literatura da América Latina em duas partes divididas de uma maneira geograficamente um tanto arbitrária, o que fará com que países como o México de Juan Rulfo, o Peru de Vargas Llosa e a Colômbia de García Márquez fiquem para um segundo momento. Concentrada mais ao Sul, a presente etapa fornecerá um mapa literário da Argentina, do Chile, do Uruguai e do Brasil, abordando seus principais autores de um modo mais geral na primeira parte da aula para, em seguida, debruçar-se sobre uma obra específica, pujante, poética, histórica e filosoficamente representativa da literatura em questão.



EDUX PARA EDUCADORES
Monstros existem – O medo atávico na literatura infantil


Águas profundas, escuridão, altura, ser enterrado vivo, ser devorado: pesquisadores apontam que esses são os medos mais profundos do ser humano – atravessaram séculos e nos acompanham até hoje. Os monstros são uma representação de tudo o que é perigoso e horrível na experiência humana. Qual o espaço desses monstros no imaginário das crianças? Que reflexões a literatura infantil traz e que contribuições agrega para o desenvolvimento socioemocional dos pequenos?