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A poesia que virou música


Goethe disse certa vez que uma poesia que não nasceu para ser musicada errou de profissão. Mesmo depois das grandes composições de Schubert, Schumann e Beethoven sobre poemas de autores como Heine, Schiller e o próprio Goethe, a literatura continuou virando música, inclusive no século XX. Quatro grandes poetas, cuja poesia já nasce para virar música mostram que Goethe tinha razão. O curso se concentrará na obra de Chico Buarque nas três primeiras aulas para, na última, passear por alguns grandes poetas internacionais da música. Ouvindo a música e analisando as letras, veremos como uma canção é capaz de tocar fundo e registrar em poesia melódica e metafísica questões como o amor, a perda e a morte.



Os megaprodutores


Criado em 1985 por Roberto Medina, o Rock in Rio é um divisor de águas na história do showbizz e da indústria do setor no país, além de ter ampliado o conceito de evento musical. As 12 edições em três cidades (Rio, Lisboa e Madri) reuniram 6 milhões de pessoas.  A empresária Roberta Medina, filha do criador, responde atualmente pela organização e produção do festival e virá à CASA para contar um pouco desta história. Os megaprodutores trouxe no primeiro encontro Luiz Oscar Niemeyer, responsável por colocar os Rolling Stones diante de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana, em 2006. E por trazer Paul McCartney, Bob Dylan, Sting, Eric Clapton, Elton John, entre outros astros. Neste segundo encontro,  Roberta, eleita em 2011 pela revista Época uma das personalidades do ano, contará para a plateia como é que se faz um mega evento como o Rock in Rio, como se internacionaliza uma marca brasileira, e os bastidores do maior festival de música do mundo.



Grandes compositores alemães


O termo “música clássica” só foi criado tardiamente, no século XIX, em uma tentativa de canonizar o período dourado entre Bach e Beethoven, não por acaso dois compositores alemães. Nenhum país produziu tantos expoentes da música erudita quanto a Alemanha. Em quatro aulas, o curso traçará um panorama da produção de alguns desses grandes mestres.



Diálogos entre o clássico e o popular


A música popular e a música clássica não se confundem de todo, a não ser na obra de alguns artistas excepcionais. Elas são guiadas por lógicas distintas, da etapa da composição à do consumo. Isso não significa, porém, que uma não possa se tornar “clássica” e a outra não continue a ser popular – inclusive em toques de celular. Além disso, elas vêm dialogando de modo contínuo desde que se separaram, na época em que surgiu a primeira forma de notação musical. Do mesmo modo que muitos compositores clássicos foram buscar inspiração no folclore de seus povos, muitos músicos populares lançam mão de recursos característicos dos clássicos na hora de criar suas canções. A proposta do curso é mostrar como a separação – às vezes quase um apartheid – entre clássico e popular contempla apenas determinados aspectos da música.



Para pensar o vinho


Autor de quatro livros de sucesso, o prestigiado crítico de vinhos Marcelo Copello prepara-se para lançar este ano o quinto: Vinho & Muito mais (editora Best Seller). En primeur, debaterá na CASA DO SABER RIO O GLOBO alguns dos temas abordados nesse novo livro, além de outros desenvolvidos em suas obras anteriores. Para Copello, o vinho é apenas um líquido dentro de uma garrafa – a emoção está em quem o degusta. O vinho, por sua complexidade e antiguidade, é um perfeito espelho do ser humano que o prova. Músicos degustarão acordes; arquitetos, estruturas; cinéfilos, cenas e roteiros. Copello nos mostra como pensar o vinho, analisando sua relação com temas como pintura, contexto, astrologia, moda, carnaval, pensamento e linguagem, religião, natureza e música.



MIMO: Reformas urbanas e modernização de cidades   


Na segunda metade do século XIX, diversas cidades europeias passaram por profundas reformulações urbanas, adaptando-se às necessidades das metrópoles. No Brasil, esses novos padrões estéticos chegaram com força no inicio do século XX e inspiraram reformas que remodelarem alguns de seus principais centros urbanos.

Movimento MIMO

O MIMO, chamado a partir de 2013 de Movimento MIMO, é um festival internacional de música realizado em cidades que preservam bens e valores históricos do Brasil: Paraty (RJ), Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), onde o projeto iniciou. Com a programação gratuita, os eventos acontecem em patrimônios históricos como igrejas, museus, monumentos, teatros e ao ar livre. O MIMO oferece atrações como concertos de música erudita, popular, jazz, world music, música brasileira e música contemporânea internacional. O festival inclui mostra de cinema, programa educativo e palestras sobre cultura, história e patrimônio - tendo como eixo central o tema das cidades em suas múltiplas abordagens.

Para maiores informações, o site Movimento MIMO.



A história do teatro musical americano em 8 aulas-show


Curso iniciado em 21 de outubro.

Se na última década o teatro musical brasileiro passou por uma espécie de renascimento, o motor desta revolução foi, sem dúvida, a dupla Charles Möeller & Claudio Botelho
, que há 20 anos seguem acumulando prêmios e consagração da crítica especializada, com espetáculos que aliam técnica apurada e grande sucesso de público. Suas produções já atrairam mais de 1.000.000 de pessoas. É um recorde único na história do teatro no Brasil. Neste ciclo especial, a história do teatro musical americano será contada por Charles Möeller e cantada por Claudio Botelho, desde sua origem até os dias de hoje passando, por Irving Berlin, Jerome Kern, Rodgers & Hammerstein, Cole Porter, Stephen Sondheim, Jule Styne, Andrew Lloyd Webber, Elton John e muito mais. Além da dupla, a CASA receberá convidados da nata do teatro musical brasileiro.

Os encontros acontecerão às segundas e quintas-feiras.

Para compra de aulas avulsas, entre com contato através do telefone 2227-2237



MIMO: A música nas obras de Stanley Kubrick 


Ao finalizar “2001: Uma Odisséia no Espaço”, Stanley Kubrick descobriu que as músicas clássicas que utilizara durante a montagem para sinalizar onde deveria entrar a trilha sonora original traduziam bem melhor o que ele queria transmitir do que a música encomendada ao compositor Alex North. Nesse filme, e em outras obras-primas como “Laranja Mecânica”, “O Iluminado” e “De Olhos Bem Fechados”, Kubrick soube usar como poucos a trilha sonora para a criação de atmosferas peculiares.

Movimento MIMO

O MIMO, chamado a partir de 2013 de Movimento MIMO, é um festival internacional de música realizado em cidades que preservam bens e valores históricos do Brasil: Paraty (RJ), Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), onde o projeto iniciou. Com a programação gratuita, os eventos acontecem em patrimônios históricos como igrejas, museus, monumentos, teatros e ao ar livre. O MIMO oferece atrações como concertos de música erudita, popular, jazz, world music, música brasileira e música contemporânea internacional. O festival inclui mostra de cinema, programa educativo e palestras sobre cultura, história e patrimônio - tendo como eixo central o tema das cidades em suas múltiplas abordagens.

Para maiores informações, o site Movimento MIMO.



O som da MPB


Curso iniciado em 22 de outubro.

Ex-baterista dos Titãs, Charles Gavin se reinventou como pesquisador musical – garimpando arquivos das gravadoras e relançando álbuns esquecidos – e como diretor e apresentador de TV no Som do vinil, exibido no Canal Brasil, onde ele entrevista músicos da MPB contando os bastidores de álbuns clássicos. Em 150 programas desde 2008, Gavin já conversou com quase toda a nata da música brasileira explorando sua diversidade: de Paulinho da Viola e Luiz Melodia a Sidney Magal e Odair José; de Caetano Veloso e Gilberto Gil a Leny Andrade e Dóris Monteiro; de Milionário e José Rico a Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti; de Adriana Calcanhotto e Marisa Monte a Lenine e Arnaldo Antunes. Nesse ciclo especial, informal e informativo (com apoio em áudio e vídeo), o artista vai trazer alguns desses músicos para compartilhar curiosidades e histórias divertidas com o público na CASA DO SABER RIO O GLOBO.

Para compra de aulas avulsas, entre em contato através do telefone 2227-2237


CHARLES GAVIN. Músico, produtor, pesquisador e apresentador. Foi baterista dos Titãs entre 1985 e 2010. Produtor de discos, entre os quais Samba esquema noise, do Mundo Livre S/A. Como pesquisador musical ajudou as gravadoras no relançamento de mais de 400 títulos. Idealizou e produziu os livros Bossa nova e outras bossas: a arte e o design das capas dos LPs e 300 discos importantes da música brasileira.



Uma viagem à ópera de Wagner


Richard Wagner revolucionou o mundo da música ao formular a Gesamtkunstwerk, a obra de arte total, unindo música, teatro, canto, dança e artes plásticas. Também fundiu a arte erudita com uma temática folclórica e popular. A importância de sua obra ultrapassa a cena musical. Certamente, foi uma das grandes forças culturais do século XIX. E uma das figuras mais polêmicas desde então. O curso fará uma viagem pelos personagens e intérpretes de Wagner, de agora e do passado, como uma celebração ao seu bicentenário de nascimento.



Feira moderna: música e tecnologia


COORDENAÇÃO E MODERAÇÃO: BETO LARGMAN Em 2005, o jornalista Beto Largman começou a escrever o blog Feira Moderna, no Globo Online, o primeiro num grande portal a tratar de tecnologia de maneira descontraída e sem “tecniquês”. Com essa abordagem, Largman conseguiu atrair um público formado tanto por aficionados quanto por uma audiência que não considerava o assunto acessível. Em sua quinta edição do Feira Moderna na CASA DO SABER RIO, profissionais do setor vão falar sobre como a tecnologia está inserida em suas carreiras: instrumentos musicais, estratégias de divulgação nos meios digitais, publicação de obras, processos de gravação e direitos autorais estão entre alguns dos temas pautados.



Para entender Roberto Carlos


Essa palestra especial vai abordar a construção do mito Roberto Carlos: da infância pobre no Espírito Santo ao título de Rei. A quem influenciou? Por quem foi influenciado? O autor da elogiada – e censurada – biografia não-autorizada do cantor e compositor vai explicar a relação entre sua vida e obra, assim como as histórias por trás de algumas de suas principais canções. Paulo César irá mostrar como os dramas pessoais, a fé, as manias e obsessões do mais popular artista do país refletiram em suas músicas e o ajudaram a conseguir um papel único na MPB.



A poesia que virou música: Caetano Veloso


Goethe disse certa vez que uma poesia que não nasceu para ser musicada errou de profissão. Mesmo depois das grandes composições de Schubert, Schumann e Beethoven sobre poemas de autores como Heine, Schiller e o próprio Goethe, a literatura continuou virando música ao longo dos séculos. Caetano Veloso mostra ainda hoje que Goethe tinha razão, pois levou de tal modo adiante a poesia cantada dos antigos gregos que seria chamado pela crítica de “aedo pós-moderno”. Ouvindo a sua música e analisando as suas letras, veremos como uma canção é capaz de tocar fundo e registrar em poesia melódica e metafísica questões sobre o país, o amor e a perda.



A era de ouro dos musicais americanos


Há 20 anos acumulando prêmios e elogios da crítica especializada por seus espetáculos, que aliam técnica apurada e sucesso de público, Charles Möeller e Claudio Botelho são os grandes nomes do teatro musical brasileiro na atualidade. Afinal, ninguém leva mais de 1 milhão de pessoas para o teatro por acaso. No segundo semestre de 2013 eles fizeram uma experiência diferente, durante algumas tardes, transpondo esse universo para aulas-show no espaço intimista da CASA DO SABER RIO O GLOBO. A receptividade foi tão grande que motivou a preparação deste novo ciclo especial – à noite –, centrado apenas na era de ouro dos musicais americanos, que será contada por Möeller e cantada por Botelho. Irving Berlin, Jerome Kern, Gershwin, Lorenz Hart, Rodgers & Hammerstein, Cole Porter, Kurt Weill, Stephen Sondheim e alguns outros ícones serão os homenageados. Além da dupla, a CASA receberá convidados da nata do teatro musical brasileiro.

Diante da grande procura pela venda de aulas avulsas, a Casa do Saber Rio O Globo decidiu abrir uma exceção para atender aos fãs da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.
Assim, extraordinariamente, venderemos ingressos avulsos para aulas restantes somente no dia referente à cada aula. Logo, os alunos que desejarem comprar aulas avulsas devem entrar em contato ou comparecer à Casa no dia da aula em questão, para realizar o pagamento da mesma, cientes que as vendas estão sujeitas à lotação do auditório. Na compra de aulas avulsas não estarão disponíveis nenhum dos nossos descontos.
Caso você queira comprar todo restante do curso, os descontos oferecidos permanecem válidos.



Estilhaços da Primeira Guerra nas artes


A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi o primeiro conflito moderno em escala global. As inovações tecnológicas empregadas no confronto elevaram o número de mortes e mais de 30 milhões de soldados perderam a vida nos campos de batalha. As transformações derivadas do combate foram imensas nos planos social, econômico e político. Basta pensar na Revolução Russa, em 1917, que derrubou os czares. A guerra também marcou o fim de outras três dinastias imperiais: a alemã, a austro-húngara e a turca. As artes não ficaram imunes a esse turbilhão. Muitos escritores, artistas e músicos viram os horrores de perto, como Hemingway, Apollinaire, Tolkien, Ravel, Leger, Otto Dix, Braque, Max Ernst, Kirchner, Carl Orff, Kokoschka. Alguns não sobreviveram às trincheiras. Esse ciclo reúne três professores da CASA DO SABER para discutir o impacto que a Primeira Guerra Mundial teve no campo das artes plásticas, da literatura e da música.



Escutando a MPB: a psicanálise e a palavra


A Música Popular Brasileira tem como uma de suas principais características a conjunção da palavra com o canto, possibilitando a transmissão de alta poesia através da música. Tomando como referência maior o lugar central da palavra, tanto na psicanálise quanto na MPB, o curso se propõe a refletir o modo como ambas abordam as questões do sujeito, sobretudo no campo amoroso. Para isso, serão apresentados vídeos de MPB nos quais as diferentes articulações do sujeito com seu enigmático objeto do desejo, tão extensamente teorizado pela psicanálise, são poetizadas. Entre o infinito repertório de possibilidades, trabalharemos com aquelas composições em que a clássica dicotomia “objeto do desejo/objeto do amor” se revele mais explicitamente com todos os seus desdobramentos: idealização, espera, encontro, mágoa e nostalgia do objeto.



Missas de Réquiem: agonia, drama e êxtase


O desafio de musicar missas – e, dentre elas, destacadamente, o rito católico para os mortos – fascina compositores da Europa desde o final da Idade Média. O modo como eles responderam a esse desafio, porém, reflete não apenas a sua capacitação técnica e artística, mas também toda uma visão de vida e de morte. Dependendo do autor, basicamente o mesmo texto pode remeter ou aos terrores diante do Juízo Final ou aos sonhos de harmonia no Além. Por intermédio da audição de três das mais famosas missas de réquiem, as do austríaco Mozart, do italiano Verdi e do francês Fauré, representantes de três importantes tradições musicais, o curso busca relacionar história e música para entender como e por que os compositores chegaram a visões tão distintas.



Bela época, bela música


O ano de 2014 marca os 150 anos de nascimento de Alberto Nepomuceno e os 100 anos da morte de Glauco Velásquez, dois grandes nomes da música brasileira atuantes na belle époque carioca. Os dois compositores conviveram em um Rio de Janeiro marcado pela modernidade - do surgimento do cinema e do fonógrafo à inauguração da Avenida Central e do Theatro Municipal. Em um encontro que marca o lançamento da série V Circuito BNDES Musica Brasilis - Bela música, bela época, o cenógrafo Hélio Eichbauer convida as artistas Rosana Lanzelotte e Clara Sverner para uma conversa sobre esses compositores, que impuseram um estilo único e marcaram a história musical brasileira.



Sempre Verdi


Mais do que qualquer outro, o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) é o compositor de ópera mais conhecido e representado em todo o mundo, graças à qualidade das peças que criou. Ele foi um dos artistas mais influentes do século XIX, e não só na música, já que sua obra teve um papel importante na unificação italiana. A partir da análise de suas principais obras, em montagens brilhantes e com intérpretes e vozes inesquecíveis, de Callas e Tebaldi a Domingo e Pavarotti, esse curso explicará como Verdi fez da ópera um sucesso mundial atemporal.



Sem cara de bandido: o rock brasileiro dos anos 80


Rita Lee encerrou um LP lançado em 1980 com “Ôrra meu”, cuja estrofe inicial era “Eu tô ficando velho/ Cada vez mais doido varrido/ Roqueiro brasileiro/ Sempre teve cara de bandido”. Ela não estava fazendo charme. Até ali, o rock brasileiro tinha sido um ponto fora da curva da música popular brasileira, rechaçado tanto pela esquerda quanto pela direita. Ela e Raul Seixas eram guerreiros quase solitários. Na década de 80, porém, o rock mostrou-se o gênero certo na hora e no lugar certos. Coube ao rock fazer a melhor crônica da redemocratização, fosse no aspecto comportamental (“Você não soube me amar”, da Blitz), ou no político (“Inútil”, do Ultraje a Rigor). A proposta do curso é mostrar, a partir do cenário nos três centros roqueiros daqueles anos – Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília –, como esse tipo de música finalmente ganhou o passaporte brasileiro.



Introdução ao mundo da cachaça


A cachaça está para o Brasil assim como a vodca está para a Rússia, o uísque para a Escócia e o saquê para o Japão: além de bebida alcóolica, é um símbolo do país. Podemos encontrar alusões à cachaça em vários segmentos da nossa cultura, como na música e na literatura. É o terceiro destilado mais vendido no mundo e a segunda bebida mais consumida no Brasil. O nascimento, a evolução e o reconhecimento da cachaça se confundem com a própria história do país. A cachaça serviu de moeda em troca de escravos, substituiu a bagaceira vinda de Portugal, criou crises no governo provincial e acabou virando presente de presidentes da República. Esse curso pretende fornecer não apenas uma visão da história dessa bebida, e informar os tipos comercializados, como também os critérios para identificar e avaliar uma cachaça de qualidade. Por fim, serão explicados os rituais de degustações, as técnicas para organizar uma degustação e a análise sensorial. Todos os módulos serão finalizados com uma degustação orientada e, no último, uma avaliação técnica complementará o conhecimento do aluno.



Baudelaire: o homem, o poeta, o crítico de arte


Absorvendo a cidade, seus subúrbios e vielas, e traduzindo-a em versos, Charles Baudelaire tornou-se um dos mais importantes intérpretes da modernidade, do homem recém-adaptado ao meio urbano. Baudelaire redefiniu as tendências estéticas do século XIX com contribuições para além da poesia, com reflexões críticas sobre música, literatura e artes visuais. Neste curso, mergulharemos nas diversas faces deste múltiplo artista e flâneur, investigando aspectos da sua vida e de sua obra em poesia e prosa, além de abordar os contextos histórico, cultural e literário que o cercavam.



André Midani: do vinil ao download


André Midani tem uma trajetória tão fantástica, que parece inventada. Desde os 12 anos de idade, quando se encantou com um gramofone, sabia que seu futuro seria trabalhar com discos. E fez muito mais do que ser um dos principais executivos da indústria fonográfica brasileira. Participante ativo do nascimento da Bossa Nova, da Tropicália, dos grandes festivais e da Black Music brasileira, ele conviveu de perto com as principais estrelas da nossa música, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Nara Leão, Elis Regina, Gilberto Gil, Tim Maia, Raul Seixas, Maria Bethânia, Jorge Benjor, Titãs... Para um bate-papo descontraído sobre essa trajetória sui generis, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Midani ao lado da cineasta Mini Kerti. Junto a Andrucha Waddington, Mini, diretora do longa Muitos homens num só, realizou a série documental em cinco episódios André Midani: do vinil ao download, com estreia prevista para março no canal GNT.



Bach, Mozart e Beethoven


Quem está interessado em conhecer o universo da música clássica tem três portas seguras à disposição, entradas que facilitarão a viagem. E quem já está envolvido com a música clássica tem três portos seguros, aos quais sempre retornar, não importa quão longe tenha ido. Bach, Mozart e Beethoven são ao mesmo tempo essas portas e esses portos.

Tendo vivido num período relativamente curto, que vai do nascimento de Bach, em 1685, à morte de Beethoven, em 1827, eles estabeleceram os paradigmas pelos quais julgamos a música e exploraram os seus limites.

O curso busca discutir, com curiosos e iniciados, o que torna esses três nomes hors-concours em listas de compositores favoritos, clássicos entre os clássicos. Para isso, serão apresentados episódios de suas biografias em paralelo com exemplos de suas obras mais importantes.



Grandes nomes da chanson française


Entre os milhares de artistas que cantaram em francês, foram escolhidos para esse curso Charles Aznavour, Georges Brassens, Jacques Brel, Edith Piaf e, é claro, Charles Trenet, considerado por muitos o fundador da música francesa moderna. Esses grandes nomes foram selecionados entre tantos excelentes por serem não só autores mas também compositores e intérpretes. E ainda porque suas canções são chansons à texte, um gênero de canção popular cuja qualidade literária, às vezes engajada, se opõe às canções chamadas de variéte, com um conteúdo mais banal.



Estilhaços da Segunda Guerra Mundial nas artes


A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi o conflito mais sangrento já testemunhado pela humanidade. Estima-se que os ataques e confrontos tenham deixado entre 40 milhões e 72 milhões de mortos, em sua maioria civis. A destruição atingiu níveis inéditos com os bombardeios aéreos indiscriminados, campos de concentração e bombas atômicas. As transformações derivadas do conflito foram muitas. Na época, o novo eixo econômico e político do Ocidente passou a ser os Estados Unidos. O mesmo aconteceu no campo das artes. Paris deu lugar a Nova York como centro da efervescência cultural, com o reforço de novos moradores ilustres, entre os quais Max Ernst, Andre Bréton, Marcel Duchamp, Marc Chagall, Piet Mondrian e outros, que fugiam de uma Europa dilacerada.

Pode soar paradoxal que um período de tantos horrores tenha ensejado tanta criatividade entre pintores e poetas, cineastas, romancistas e músicos. Mas assim foi. Por um lado, era necessário escapar da realidade. Por outro, exprimir a dor através da arte. Nesse ciclo, que começa exatamente 70 anos após o dia em que Hitler morreu, a CASA DO SABER RIO O GLOBO reúne cinco professores para explicar o que foi a Segunda Guerra Mundial e discutir seu impacto no campo das artes visuais, da literatura, da música e do cinema.  



Chega de saudade, de João Gilberto


“Eu acredito em João Gilberto, porque ele é simples, sincero e extraordinariamente musical.” Retirada da contracapa do álbum Chega de saudade (1959), o perfil feito por Tom Jobim prenunciava o sucesso e a importância que esse LP de estreia teria para a história da música brasileira. O título é o da famosa canção – gravada meses antes por Elizeth Cardoso em Canção do amor demais, com a ajuda de João e Tom – que se tornou o marco fundador da bossa nova. Com seu novo jeito de cantar e tocar violão, João Gilberto reuniu composições de Dorival Caymmi, Carlos Lyra, Vinicius de Moraes, Ary Barroso, entre outros, e criou esse disco, que coroava uma nova fase da canção popular. Neste encontro, o jornalista e produtor musical Nelson Motta, ao lado do jornalista Hugo Sukman, apresenta o disco Chega de saudade, explicando o contexto de seu lançamento e sua relevância para a bossa nova e para a música brasileira.



O gênio Louis Armstrong


Impossível pensar em jazz e não se lembrar de Louis Armstrong. Sua popularidade ultrapassou a barreira de admiradores do gênero musical. Graças a seu carisma, seu talento na arte do improviso, vozeirão com timbre característico, Armstrong se tornou um dos nomes mais conhecidos da música no século XX. Satchmo, como era conhecido esse que foi um dos mais notáveis filhos de Nova Orleans, eternizou sua existência através de canções como Pennies from Heaven, What a Wonderful World e Blueberry Hill.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos TV, realiza um ciclo com sessões de documentários seguidas de um bate-papo relacionado ao tema. Nessa edição, será exibido o documentário Louis Armstrong – Boa noite, pessoal, dirigido por Lyndy Saville, que acompanha o cantor e trompetista em uma de suas últimas performances registradas pelas câmeras. Depois, Ricardo Soneto conversa sobre as principais canções de Armstrong e sua trajetória de sucesso.



Escrita (re)criativa


O conceito de remix é simples: combinar ou editar material existente para produzir algo novo. No entanto, essa definição é tão ampla que, dentro da cultura remix, há distinções para procedimentos diferentes: há o mash-up, o sampler, o cut and past, o die-cut, a apropriação e a colagem. Todos eles, porém, têm sua base no ato de selecionar partes de um material para acrescentá-las ou retirá-las tendo em vista uma nova versão final. Na música, no cinema e na pintura, a composição, a montagem e a colagem são procedimentos comuns. Mas, na literatura, a remixagem permanece um tabu. Escritores podem ser vistos como sampling machines ou DJs de palavras? Misto de oficina prática de “escrita (re)criativa” e reflexão sobre a teoria e a prática do remix, o curso problematiza noções do senso comum, como autoria, originalidade e propriedade.



Rio 450 anos: Música


Para comemorar os 450 anos de fundação do Rio de Janeiro, a CASA DO SABER RIO O GLOBO e o jornal O Globo promovem uma série de quatro encontros especiais, gratuitos, abordando temas que fazem parte da essência da carioquice. Nesse último encontro, será discutida a herança musical do Rio, que abrange gêneros como chorinho, samba, bossa nova e funk, que nasceram e se desenvolveram aqui e contribuíram para moldar o espírito de uma cidade musical.



Do samba à tropicália


O professor e pesquisador Júlio Diniz vai coordenar esta série de encontros cujo objetivo é provocar um diálogo entre literatura e música popular. O percurso vai do Samba à Tropicália, trazendo o tema para o debate contemporâneo.



A doce música de Mário de Andrade


Mario de Andrade (1893-1945) atuou intensamente na área musical. Nos livros Ensaio sobre a música Brasileira (1928), publicado no mesmo ano em que Macunaíma, Compêndio da História da Música (1929), Música, Doce Música (1933), Música do Brasil (1941), além de inúmeras críticas, o artista refletiu sobre o fazer musical, desde o folclore - foi um dos primeiros a debruçar-se sobre o tema - até o que de mais moderno se fazia em sua época. Era múltiplo na abordagem, lançando mão da musicologia, historiografia e etnografia, para produzir ensaios que fundamentam o pensamento sobre a música brasileira.

Os pesquisadores José Miguel Wisnik e Manoel Aranha Corrêa do Lago conversam com Rosana Lanzelotte sobre Mário de Andrade e a música, tema da sexta edição do Circuito Musica Brasilis, que lembra os 70 anos da morte do poeta, pensador e fundador do Modernismo no Brasil.
  



Mil vidas entre os heróis da música brasileira


Hermínio Bello de Carvalho conviveu com Aracy de Almeida, Pixinguinha, Elizeth Cardoso, Cartola e outros grandes nomes da música brasileira. Compositor, produtor, cantor, descobridor de talentos como Clementina de Jesus, é também inspirado escritor.

O jornalista e escritor Ruy Castro, que reuniu seus textos no recém-lançado Taberna da Glória e outras glórias (Edições de Janeiro), se propõe a mostrar essa faceta menos conhecida e muito saborosa de Hermínio. Um encontro especial entre duas personalidades cativantes, recheado de boas e inéditas histórias dos bastidores da música nacional.



Modernas e talentosas


Esse curso se propõe a apresentar um panorama da arte no Brasil no período moderno e seus diálogos com a contemporaneidade. O ponto de partida são os discursos, as trajetórias e as produções de mulheres que conquistaram espaços importantes na época e permitiram transformações estruturais na sociedade brasileira do século XX. Ao longo de quatro aulas, serão analisadas produções literárias, escultóricas, pictóricas, musicais, instalações e performances de personagens femininas que se destacaram em sua busca por reconhecimento social, sobrevivência econômica e visibilidade por meio da arte.



Monteverdi, Vivaldi e Verdi


Durante boa parte da história da música, houve uma rivalidade estilística entre a escola germânica – representada por Bach, Mozart e Beethoven – e a escola italiana. Esta última encontra em Monteverdi, Vivaldi e Verdi seus três pontos mais altos. Autores de óperas magistrais, cada um desses compositores italianos tem também habilidades específicas na criação de madrigais, cantatas, sonatas para violoncelo, concertos para violino – no caso de Verdi, um réquiem espetacular.

O curso busca apresentar, tanto para curiosos quanto para iniciados, o que torna Monteverdi, Vivaldi e Verdi mestres em gêneros tão distintos. Para isso, serão apresentados episódios de suas biografias em paralelo com exemplos retirados de suas obras mais importantes, que serviram de esteio para uma produção nacional justamente orgulhosa.



Clube da ópera - Verdi, Mozart, Rossini e Wagner


Na Itália, há 400 anos, a música, o teatro e a dança se uniram para criar uma nova forma de arte: a ópera. O êxito foi imediato e, não muito tempo depois, este se tornou o gênero artístico preferido em todo o continente europeu. De lá para cá, o mundo da arte passou por muitas mudanças e o mesmo aconteceu com a ópera. Após o Concerto nas Termas de Caracala, em 1990, o gênero renasceu e se popularizou e, ainda hoje, continua em processo de renovação na voz de grandes intérpretes.

Em quatro encontros, em horário alternativo, às 15 horas, uma seleção do que melhor se produziu recentemente será apresentada, comentada e comparada. Um curso para apaixonados por ópera e para quem pretende se iniciar no gênero.



O Brasil profundo de Gabeira


Fernando Gabeira foi militante da luta armada durante a ditadura militar. Foi exilado. Foi candidato à Presidência da República, ao Governo e a Prefeitura do Rio. Foi deputado federal por quatro mandatos. Mas antes de tudo, Gabeira foi jornalista. Entrou em contato com o ofício pela primeira vez aos 17 anos, e, desde então, nunca mais deixou de escrever, de contar histórias. Reconhecido essencialmente como um repórter da palavra - sua escrita era tão marcante, que, segundo colegas, era detectável através até mesmo de bilhetes - há dois anos, passou a se aventurar também pelo universo do audiovisual. Com o programa que leva seu nome na Globo  News, Gabeira percorreu o que se costuma chamar de Brasil profundo, mostrando realidades que raramente teriam espaço no noticiário diário, concentrado nas grandes metrópoles.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Fernando Gabeira a compartilhar histórias que vão desde o xamã com talento musical na Ilha do Marajó às mulheres que fundaram uma comunidade matriarcal no interior de Minas Gerais, passando pelo maior centro de meditação do continente localizado no Ceará, entre tantas outras.



The Rolling Stones - 50 anos de Satisfaction


Há 50 anos, (I Can’t Get No) Satisfaction estourou nas rádios do Brasil e do mundo. Mais do que mera canção, representou um libelo da contracultura dos anos 60 e uma tradução da essência artística dos Rolling Stones. Porém, não foi nada fácil a trajetória desse grupo de jovens ingleses apaixonados pela música negra norte-americana que recebeu epíteto de “a maior banda de rock’n’roll do mundo”. O clichê “sexo, drogas e rock’n’roll” revela apenas uma visão superficial dos hoje setentões Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood. Do blues elétrico de Chicago aos batuques brasileiros, a saga dos Rolling Stones continua produzindo fagulhas. Uma banda que se recusa a morrer.



Bossa Nova, o Brasil moderno no mundo


O dia 21 de novembro de 1962 marcaria para sempre a história da música nacional. Naquela data, mais de 3 mil pessoas se reuniram no Carnegie Hall, em Nova York, uma das principais casas de espetáculo do mundo, para assistir ao Concerto de Bossa Nova, comandado por músicos brasileiros de vinte e poucos anos. Entre eles, estava Roberto Menescal, que, ao lado de Tom Jobim, João Gilberto, Luiz Bonfá, Carlos Lyra, apresentava ao mundo os acordes limpos e as canções minimalistas concebidos anos antes no apartamento de Nara Leão, na Avenida Atlântica.

Para uma conversa sobre os bastidores desta e de muitas outras noites marcantes, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Roberto Menescal, personagem fundamental para a construção da Bossa Nova, movimento dos mais importantes da história da música brasileira.



Leituras do Brasil através da música e do futebol - Parte 1


O jogador de futebol é o pop star do século XXI? Onde estarão os novos Princes, Bowies e Jacksons? Por que o Brasil ainda não compreendeu os motivos concretos que o levaram a ser derrotado por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014? A música hoje não tem a mesma importância que tinha nos anos 50, 60, 70 e 80? E nosso futebol? Tem futuro? E a música brasileira é um espelho de nossa realidade? Música e futebol: dois assuntos que há décadas edificam a alma da nação brasileira, que elucidam o universo de nossa identidade cultural. Por meio deles é possível compreender o que se passa em nosso país? Valendo-se deste dois temas como veículos, realizaremos uma leitura profunda, cuidadosa e criativa do Brasil de hoje e de ontem.

Charles Gavin e Arthur Dapieve recebem Andre Rizek, Tárik de Souza, Fausto Fawcett, Leo Jaime, David Butter e Tim Vickery para um bate-papo onde acontecimentos, dados, opinões e reflexões sobre o mundo do futebol e da música se entrelaçam, se fundem, montando um painel real de nosso passado e de nossa época atual.    



Leituras do Brasil através da música e do futebol - Parte 2


O jogador de futebol é o pop star do século XXI? Onde estarão os novos Princes, Bowies e Jacksons? Por que o Brasil ainda não compreendeu os motivos concretos que o levaram a ser derrotado por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014? A música hoje não tem a mesma importância que tinha nos anos 50, 60, 70 e 80? E nosso futebol? Tem futuro? E a música brasileira é um espelho de nossa realidade? Música e futebol: dois assuntos que há décadas edificam a alma da nação brasileira, que elucidam o universo de nossa identidade cultural. Por meio deles é possível compreender o que se passa em nosso país? Valendo-se deste dois temas como veículos, realizaremos uma leitura profunda, cuidadosa e criativa do Brasil de hoje e de ontem.

Charles Gavin e Arthur Dapieve recebem Andre Rizek, Tárik de Souza, Fausto Fawcett, Leo Jaime, David Butter e Tim Vickery para um bate-papo onde acontecimentos, dados, opinões e reflexões sobre o mundo do futebol e da música se entrelaçam, se fundem, montando um painel real de nosso passado e de nossa época atual.



Leituras do Brasil através da música e do futebol - Parte 3


O jogador de futebol é o pop star do século XXI? Onde estarão os novos Princes, Bowies e Jacksons? Por que o Brasil ainda não compreendeu os motivos concretos que o levaram a ser derrotado por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014? A música hoje não tem a mesma importância que tinha nos anos 50, 60, 70 e 80? E nosso futebol? Tem futuro? E a música brasileira é um espelho de nossa realidade? Música e futebol: dois assuntos que há décadas edificam a alma da nação brasileira, que elucidam o universo de nossa identidade cultural. Por meio deles é possível compreender o que se passa em nosso país? Valendo-se deste dois temas como veículos, realizaremos uma leitura profunda, cuidadosa e criativa do Brasil de hoje e de ontem.

Charles Gavin e Arthur Dapieve recebem Andre Rizek, Tárik de Souza, Fausto Fawcett, Leo Jaime, David Butter e Tim Vickery para um bate-papo onde acontecimentos, dados, opinões e reflexões sobre o mundo do futebol e da música se entrelaçam, se fundem, montando um painel real de nosso passado e de nossa época atual.



Roland Barthes, 100 anos depois


Foram muitos os interesses que guiaram a trajetória intelectual do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). A literatura, a publicidade, o cinema, as artes plásticas, a moda, a fotografia, o teatro, a música, e, sobretudo, sua devoção à linguagem, fizeram dele um dos mais destacados e múltiplos pensadores do século XX, cujo legado segue atual, 100 anos após seu nascimento.

Para celebrar esse "sujeito incerto", como ele mesmo se definiu em sua aula inaugural no Collège de Paris, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Ana Maria Machado, que além de ser uma das mais importantes escritoras brasileiras e membro da Academia Brasileira de Letras, foi orientanda de Barthes em Paris, onde também participou de um seleto grupo de estudos coordenado pelo semiólogo. Em um bate-papo com a pesquisadora e professora de Poética Beatriz Resende, Ana Maria Machado compartilhará a experiência vivida e suas memórias acerca de Barthes.



Rolling Stones - Do blues de Chicago à batucada brasileira


Celebrando a vinda dos Rolling Stones ao Rio de Janeiro e ao seu show no Maracanã no dia 20 de fevereiro, a aula revisitará o caminho que levou um grupo de jovens ingleses apaixonado pela música negra norte-americana ao epíteto de “a maior banda de Rock’n’Roll do mundo”. O escritor e pesquisador Nélio Rodrigues e o músico e escritor Pedro de Freitas Branco conversam sobre a história dos Rolling Stones para revelar como, dos Blues elétricos de Chicago aos batuques brasileiros, a banda continua produzindo fagulhas.



Clube da ópera - Mozart, Verdi, Puccini, Boublil e Schönberg 


Há 400 anos, a música, o teatro e a dança se uniram na Itália para criar uma nova forma de arte: a ópera. O êxito foi imediato e ela se tornou o estilo musical preferido em todo o continente europeu. De lá para cá, o mundo passou por muitas mudanças, assim como a ópera. Após o Concerto nas Termas de Caracala, em 1990, o gênero renasceu e se popularizou e, ainda hoje, continua em processo de renovação na voz de grandes cantores, regentes e produtores.

​Em quatro encontros, às 15 horas, vamos analisar os fenômenos da ópera na atualidade, de Maria Callas a Jonas Kaufmann. Um curso para apaixonados pelo tema e para quem pretende se iniciar no gênero.



Al Capone: vilão ou anti-herói?


Ele já foi nomeado o homem mais importante do ano pela revista Time de 1929, ao lado de personalidades como Albert Einstein e Mahatma Gandhi. Inspirou diretores de cinema da magnitude de Federico Fellini e atores como Robert De Niro e Al Pacino. Seus trajes ainda hoje têm impacto no mundo da moda, enquanto, na música, suas boates clandestinas serviram de ambiente ideal para o florescimento do jazz e o despertar de artistas como Louis Armstrong, Anita O’Day e Billie Holiday. Aquele que era para ser um típico filho de imigrantes italianos perdido no mundo do crime acabou se tornando um dos ícones da cultura dos Estados Unidos. Expulso da escola por ter agredido a professora e conhecido por uma cicatriz na bochecha, Al Capone desafia nosso julgamento ao ser, ao mesmo tempo, objeto de censura e admiração.

Sua biografia é o tema do documentário Al Capone: um ícone americano (Al Capone: Icon), dirigido por Danielle DiStefano e Danielle Gervais. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o CANAL PHILOS, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com a roteirista Maria Clara Mattos sobre o impacto da figura do criminoso no imaginário social.



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



LAB PARA CRIANÇAS
Mas por quê? Aprendendo a fazer perguntas - Literatura e filosofia para a infância


 
Escutar e respeitar a opinião dos outros, entrar em contato com múltiplas visões para ampliar conceitos, descobrir semelhanças e diferenças no modo de pensar de cada um estimula a criança a construir argumentos e contra-argumentos, problematizar questões e potencializar a imaginação.  

Com o lema “pensar o impensável”, o laboratório Literatura e filosofia para a infância vai ouvir as crianças e devolver suas perguntas com respostas – e com mais perguntas – para ajudá-las a exercitar o diálogo.


A partir da ficção será desenvolvida a curiosidade natural dos pequenos, incentivando sua capacidade de verbalizar e desenvolver o espírito crítico diante do mundo. A literatura junto à filosofia conversará com outras linguagens, como a fotografia, o cinema, as artes plásticas, a música e a tecnologia, em quatro encontros mensais.


O saber importante do encontro do mês de abril é a coragem. Por que sentimos tanto medo de algumas coisas? Como fortalecer a minha coragem diante do que me assusta? Que personagens venceram seus medos e potencializaram o seu lado corajoso? É preciso ter medo para ter coragem?  


Duração: 1h30          



Tchaikovsky, Stravinsky e Shostakovich


Depois de três mestres da tradição germânica (Bach, Mozart e Beethoven) e três mestres italianos (Monteverdi, Vivaldi e Verdi), é a vez de apreciar três dos grandes expoentes de outra rica escola da música clássica europeia. Tchaikovsky foi um dos maiores compositores do Romantismo – alguns diriam o maior de todos, enquanto outros, até hoje, o consideram um exagerado. O modernista Stravinsky também nunca viveu a salvo de polêmicas, mas atualmente é reconhecido como um desbravador de novos caminhos. Por fim, Shostakovich reuniu elementos pós-românticos e contemporâneos em uma forma de expressão vigorosamente pessoal. O curso busca discutir, tanto com curiosos quanto com iniciados, a obra desses três criadores russos. Para tal, serão lembrados episódios de suas biografias em paralelo a exemplos retirados de suas obras mais importantes.



Viagens entre mundos - Os 200 anos da Missão Francesa


O ano de 1816 marca o início de um período áureo para o Brasil, que passa a integrar o Reino Unido, junto a Portugal e Algarve. A chegada ao Brasil da Missão Artística Francesa, com o objetivo de fundar a Academia de Artes e Ciências, contribui para o projeto civilizatório que transformaria a antiga colônia no mais importante país das Américas. O diretor de estudos da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales Jacques Leenhardt, responsável pela re-edição moderna da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, obra de Jean-Baptiste Debret publicada originalmente na França em 1839, virá ao Brasil especialmente para esta palestra.

O encontro, moderado pela musicista Rosana Lanzelotte, abre a sétima edição do Circuito BNDES Musica Brasilis, concerto que rememora esse fértil momento artístico do país.

        



LAB PARA CRIANÇAS
Férias sobrenaturais


O fantástico e o sobrenatural invadem a Casinha do Saber nas férias. Vamos conhecer monstros, lobos e vampiros em histórias clássicas e contemporâneas em LABs para a criançada. O Universo dos contos que dão medinho vai ser a temática da nossa Colônia de Férias. Veremos que essas personagens emblemáticas que povoam a imaginação do mundo todo aparecem na Literatura Infantil dando arrepios... mas também nos fazendo rir.  

As oficinas de férias vão articular livros, animações, ilustrações, músicas, filmes e atividades criativas, além de um delicioso lanche para dar mais energia para a galerinha de 5 a 10 anos.

     

OFICINA AVULSA: R$ 200 
*Para compras de aulas avulsas, ligar para (21) 2227 2237.



Schubert, Chopin e Schumann: os primeiros românticos


O Beethoven tardio pode ter dado a partida ao Romantismo musical, mas ele mesmo não era um compositor romântico. Foi o mais clássico dos clássicos. Seguindo suas pegadas de gigante, porém, ao menos três gerações de colegas deram forma – em alguns casos, dissolveram a forma – ao repertório mais popular de toda a história da música clássica.

A proposta do curso é tratar da arte eterna e da vida breve dos três mais importantes compositores da primeira geração de românticos: Schubert, Chopin e Schumann. Serão comentadas não apenas suas apaixonantes obras como também suas trajetórias pessoais, que, juntas, se tornariam icônicas do que entendemos por “artista romântico”: um sujeito livre de compromissos, exceto com a expressão dos próprios sentimentos, em especial a tristeza da existência.