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CLÁSSICOS DOS CLÁSSICOS: BACH, MOZART E BEETHOVEN


Quem está interessado em conhecer o universo da música clássica tem três portas de entrada seguras à sua disposição para facilitar a viagem. E quem já está envolvido com o gênero tem três portos seguros aos quais sempre retornar, não importa quão longe tenha ido. Bach, Mozart e Beethoven são ao mesmo tempo essas portas e esses portos.

Tendo vivido num período relativamente curto, que vai do nascimento de Bach, em 1685, à morte de Beethoven, em 1827, esses três compositores não apenas estabeleceram os paradigmas pelos quais julgamos esse estilo musical como exploraram à exaustão os seus limites.

O curso busca discutir, com curiosos e iniciados, o que torna esses três nomes hors-concours em listas de compositores favoritos, clássicos entre os clássicos. Para isso serão apresentados episódios de suas biografias paralelamente a exemplos de suas obras mais representativas.



A VIDA COMEÇA AOS 40 – O FLORESCIMENTO TARDIO DE GRANDES NOMES DA MÚSICA CLÁSSICA


Seis geniais compositores de música clássica de épocas e estilos distintos, porém com um traço em comum: a virada na carreira a partir dos 40 anos de idade. Jean-Philippe Rameau, Anton Bruckner, César Franck, Leos Janacek e Emmanuel Chabrier compuseram a maior parte de suas obras – as mais importantes – a partir dessa idade. Em contrapartida, Giochino Rossini chegou aos 40 com uma obra já consagrada e então encerrou sua vida artística e profissional.

Ao longo de três encontros ricamente ilustrados, serão apresentadas algumas das razões que propiciaram o florescimento tardio de cada um dos cinco artistas mencionados, contextualizando aspectos biográficos (dramas pessoais, curiosidades, anedotas, rivalidades reais ou imaginárias) que vão compor um panorama das características de suas obras. O quarto encontro será inteiramente dedicado a Rossini.*

*Devido à quantidade de exemplos em vídeo, com duração difícil de estimar, o palestrante poderá efetuar pequenas alterações na divisão das aulas.



AMÁLIA, SEMPRE AMÁLIA


O João Villaret, que era meu amigo e ia muito ouvir-me, uma vez, no [Café] Luso, disse-me que, quando eu estava a cantar, tinha visto a auréola da Severa

Amália Rodrigues, 1987.



A cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920-1999) foi responsável por uma grande revolução no fado. Recriou toda a sua estrutura, internacionalizou-o e impulsionou a sua consagração como gênero musical representativo da cultura de Portugal. A união artística de Amália com o poeta conterrâneo Alain Oulman (1928-1990) foi a maior contribuição para a evolução poética e musical do fado. Além disso, a fadista quebrou os paradigmas estéticos tradicionais do gênero, traçando o caminho que ele percorreria até o século XXI. Nestes dois encontros abordaremos a vida e a obra da maior expoente do fado, imortalizada no panteão dos grandes heróis portugueses.

 



LAB PARA CRIANÇAS
Poetize-se! – LAB de poesia e música


“O que quer, o que pode essa língua?”, já cantava Caetano Veloso, explorando a potência da nossa língua em texto e som.

Nesse encontro, a palavra, o ritmo e o som vão se encontrar: vamos mergulhar no universo poético e na sua musicalidade.

A ida e vinda da poesia, as provocações que ela nos apresenta, a sonoridade que nos encanta, a vida que ela desperta: isso tudo estará presente através de dinâmicas, muito violão e criação de poesias.

>>> A cada Lab as crianças ganham uma camiseta exclusiva da Reserva Mini, com estampa inspirada pelo tema do encontro.

Parceria & apoio:

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A POESIA QUE VIROU MÚSICA - BOB DYLAN, LEONARD COHEN E LOU REED


Três grandes nomes da música mundial, três judeus nascidos na América do Norte reunidos em encontros que evidenciarão as relações entre a poesia e a canção. Bob Dylan, o único artista que conquistou o Nobel de Literatura, o Pulitzer, o Oscar, o Grammy e o Globo de Ouro. Leonard Cohen, que somente começou a se dedicar à música pop após três décadas como romancista e poeta. E Lou Reed, apadrinhado por Andy Warhol, que alterou as regras do jogo do rock a partir de meados da década de 1960, com o grupo Velvet Underground e em carreira solo. Como está registrado em seu obituário da revista Rolling Stones: “Enquanto gente como Scott Walker e Leonard Cohen davam um verniz literário às figuras do submundo, Reed ia direto na ferida.”

Nesse curso serão estudadas a vida e a obra desse três músicos e poetas geniais, que enriqueceram a história da arte, à luz de canções conhecidas e obscuras.



SCHUBERT, CHOPIN E SCHUMANN: OS PRIMEIROS ROMÂNTICOS


O Beethoven tardio pode ter dado a partida ao Romantismo musical, mas ele mesmo não era um compositor romântico. Foi o mais clássico dos clássicos. Seguindo suas pegadas de gigante, porém, ao menos três gerações de colegas deram forma – em alguns casos, dissolveram a forma – ao repertório mais popular de toda a história da música clássica.

A proposta do curso é tratar da arte eterna e da vida breve dos três mais importantes compositores da primeira geração de românticos: Schubert, Chopin e Schumann. Serão comentadas não apenas suas apaixonantes obras como também suas trajetórias pessoais, que, juntas, se tornariam icônicas do que entendemos por “artista romântico”: um sujeito livre de compromissos, exceto com a expressão dos próprios sentimentos, em especial a tristeza da existência.



MÚSICA E GUERRA: IMPACTOS CULTURAIS DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO BRASIL


Marcando o centenário da entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial (1914- 1918), esse curso tem como objetivo analisar o lugar que a música ocupou no debate nacionalista, desencadeado pelas repercussões do conflito no Brasil. Em foco, uma problemática já recorrente nos estudos sobre música no país: a oscilação entre uma produção baseada nos padrões europeus e outra baseada na singularidade nacional.



VIAGENS ENTRE MUNDOS - OS 200 ANOS DA MISSÃO FRANCESA


O ano de 1816 marca o início de um período áureo para o Brasil, que passa a integrar o Reino Unido, junto a Portugal e Algarve. A chegada ao Brasil da Missão Artística Francesa, com o objetivo de fundar a Academia de Artes e Ciências, contribui para o projeto civilizatório que transformaria a antiga colônia no mais importante país das Américas. O diretor de estudos da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales Jacques Leenhardt, responsável pela re-edição moderna da Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, obra de Jean-Baptiste Debret publicada originalmente na França em 1839, virá ao Brasil especialmente para esta palestra.

O encontro, moderado pela musicista Rosana Lanzelotte, abre a sétima edição do Circuito BNDES Musica Brasilis, concerto que rememora esse fértil momento artístico do país.

        



TCHAIKOVSKY, STRAVINSKY E SHOSTAKOVICH


Depois de três mestres da tradição germânica (Bach, Mozart e Beethoven) e três mestres italianos (Monteverdi, Vivaldi e Verdi), é a vez de apreciar três dos grandes expoentes de outra rica escola da música clássica europeia. Tchaikovsky foi um dos maiores compositores do Romantismo – alguns diriam o maior de todos, enquanto outros, até hoje, o consideram um exagerado. O modernista Stravinsky também nunca viveu a salvo de polêmicas, mas atualmente é reconhecido como um desbravador de novos caminhos. Por fim, Shostakovich reuniu elementos pós-românticos e contemporâneos em uma forma de expressão vigorosamente pessoal. O curso busca discutir, tanto com curiosos quanto com iniciados, a obra desses três criadores russos. Para tal, serão lembrados episódios de suas biografias em paralelo a exemplos retirados de suas obras mais importantes.