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A experiência do pensamento de Walter Benjamin


O curso apresentará, de maneira introdutória, a reflexão de Benjamin sobre a experiência, tema que atravessa os três principais objetos de seu pensamento: a linguagem, a arte e a história. Para isso, procuraremos reconstruir sua biografia intelectual, ressaltando a importância de sua formação filosófica, marcada pela influência do neo-kantismo, pela leitura dos primeiros românticos alemães e por alguns autores da literatura francesa, como Baudelaire, Mallarmé e Proust. Também será levado em conta as diferentes formas sob as quais o seu pensamento se apresenta, que vão do projeto de sistema ao aforisma, da crítica literária ao conto, do ensaio especulativo às memórias de infância.



Mulheres que inspiram mulheres I: Rachel de Queiroz por Nélida Piñon


Primeira escritora a entrar para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1977, Rachel de Queiroz (1910-2003) foi uma pioneira. Seu livro de estreia, O quinze, é um marco da literatura nacional. Publicada em 1930, é uma das obras inaugurais do romance regionalista brasileiro. Na época, O quinze foi saudado por outro escritor como “um livro de macho”, pois, segundo a própria autora, “literatura feminina era feita por senhoras que escreviam histórias comoventes ou poesias apaixonadas”. Além de ter feito peças de teatro e romances, entre os quais O memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz foi a primeira cronista da imprensa brasileira. A autora terá sua trajetória lembrada por outra jornalista, escritora e acadêmica: Nélida Piñon, também uma precursora. Foi a primeira mulher a presidir a ABL, reduto masculino em um universo masculino, o das Letras. Apoio Chevron



Dorival Caymmi, o inventor da Bahia


Celebrando o centenário de nascimento de um dos maiores artistas brasileiros, o encontro possibilita uma reflexão sobre a identidade e a memória cultural no cancioneiro de Dorival Caymmi (1914-2008). O professor Júlio Diniz e o escritor e ensaísta Francisco Bosco conversam sobre a história de vida e as composições de Caymmi para revelar o artista que contribuiu para a construção do imaginário brasileiro. Uma oportunidade para navegar pela obra e pela intimidade de Dorival Caymmi.

Participação especial da cantora Elisa Queirós (Arranco de Varsóvia).



Revelando os arquivos fotográficos de Rosângela Rennó


Rosângela Rennó não costuma tirar muitas fotos. No entanto, ela se transformou em uma das principais referências em artes plásticas quando o assunto é fotografia, suas ressignificações e desdobramentos. Ela prefere manipular imagens e negativos feitos por outras pessoas, muitas vezes anônimas, retrabalhando a memória e, sobretudo, as ausências e faltas na memória. Em uma época em que o apelo da fotografia é onipresente, Rosângela conseguiu construir uma obra original com reconhecimento de crítica no Brasil e no exterior. Seus trabalhos estão em alguns dos principais museus de arte moderna, como o Reina Sofia (Madri), a Tate Modern (Londres), o Arts Institute of Chicago, o Guggenheim (Nova York) e o Stedelijk (Amsterdã). Ela também acaba de ganhar o prêmio de melhor foto-livro do mundo da Paris Photo-Aperture Foundation, na França, com A01 [COD. 19.1.1.43] – A27 [S|COD.23], livro sobre as fotografias de Augusto Malta furtadas do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. Nesse encontro especial, Rosângela mostrará e comentará seus últimos trabalhos a partir de investigações em arquivos fotográficos e falará de sua dedicação à produção de foto-livros.



A memória na psicanálise


A memória pode ser comumente definida como a capacidade de reter e evocar informações adquiridas em uma experiência anterior. Para a psicanálise, contudo, trata-se de um conceito crucial. Mais do que uma capacidade, ela é considerada a própria estrutura do inconsciente. Nesse curso, abordaremos três momentos da teoria freudiana da memória que podem ser nomeados como memória do passado ou tempo que passou, memória do presente ou tempo que passa e memória do presente eterno ou tempo que não passa, cada um deles dando ensejo a uma clínica analítica particular.



Memórias de um lugar chamado onde


Nora Rónai viveu tantas vidas em uma só que considera, aos 90 anos, ter 180. Nascida na Itália, viu de perto os horrores do totalitarismo da Segunda Guerra. Em um navio prestes a virar sucata, fugiu da perseguição nazista atravessando o Atlântico com a família para viver no Rio de Janeiro. E foi nesta cidade em que se tornou arquiteta, conheceu seu futuro companheiro Paulo Rónai, foi mãe, avó e bisavó. Aos 69 anos, descobriu uma nova paixão: nadar. Hoje, é campeã mundial na categoria master de natação. Às vésperas de completar mais um ano de vida, Nora Rónai estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO ao lado da jornalista e colunista do jornal O Globo Cora Rónai. Juntas, mãe e filha reconstroem as memórias de de um tempo e um lugar que não mais existem em uma conversa sobre família, bem-estar e longevidade em um bate-papo com o jornalista e diretor de Conteúdo da Casa do Saber, Luiz Antônio Ryff.



Literatura e psicanálise


Neste encontro, o escritor Evandro Affonso Ferreira e a psicanalista Najla Assy falam sobre as profundas relações entre a Literatura e a Psicanálise: sem o Édipo da peça de Sófocles, Freud provavelmente estaria até agora procurando um filho culpado para seus conceitos. O escritor apresenta histórias sobre Kafka, Guimarães Rosa, Freud, Hilda Hilst, Borges, Montaigne, Heródoto, Manuel Bandeira, entre tantos outros, enquanto a psicanalista analisa, comenta, sobre todos os temas contidos nessas narrativas: o amor, o ciúme, a vaidade, o trágico, o sublime, as angústias metafísicas, o ódio, a morte, os desvãos da alma, a velhice, a generosidade, a fama, enfim, o que move o homem desde tempos imemoriais.



Ilíada e Odisseia


O curso abordará o surgimento da poesia épica na forma que lhe deu origem: os poemas homéricos. Primeira obra a ser conservada pela memória e fixada em forma escrita em todo o Ocidente, a poesia homérica constitui o marco responsável pelo início e pela fundação da sua história. A intenção do curso consiste, sobretudo, em considerar o nascimento da tradição ocidental – sua política, sua cultura, seus valores – por meio desses poemas, sublinhando a preponderância histórica, e sempre atual, que a obra de Homero detém sobre essa tradição, que neles encontra a sua matriz primordial.



Sono, sonhos, aprendizagem e memórias


“O sono está para as novas memórias como a digestão está para a comida.” Essa comparação, feita pelo neurocientista Sidarta Ribeiro, ilustra a importância do sono no processo de aprendizagem. Quanto melhor a qualidade do sono, melhor a memória e, logo, a capacidade de reter informações. Além de estudar a confluência entre sono e memória, Sidarta Ribeiro fez uma aposta ainda mais original: levou Sigmund Freud ao laboratório para comprovar cientificamente algumas das ideias do pai da psicanálise acerca dos sonhos. Afinal, para que serve sonhar? Qual o papel dos sonhos na consolidação das memórias? E no processo de aprendizagem?

Para responder a essas e outras questões, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convidou o próprio Sidarta Ribeiro, o maior especialista no Brasil sobre o tema, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

   



Roland Barthes, 100 anos depois


Foram muitos os interesses que guiaram a trajetória intelectual do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). A literatura, a publicidade, o cinema, as artes plásticas, a moda, a fotografia, o teatro, a música, e, sobretudo, sua devoção à linguagem, fizeram dele um dos mais destacados e múltiplos pensadores do século XX, cujo legado segue atual, 100 anos após seu nascimento.

Para celebrar esse "sujeito incerto", como ele mesmo se definiu em sua aula inaugural no Collège de Paris, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Ana Maria Machado, que além de ser uma das mais importantes escritoras brasileiras e membro da Academia Brasileira de Letras, foi orientanda de Barthes em Paris, onde também participou de um seleto grupo de estudos coordenado pelo semiólogo. Em um bate-papo com a pesquisadora e professora de Poética Beatriz Resende, Ana Maria Machado compartilhará a experiência vivida e suas memórias acerca de Barthes.



Frida Kahlo - vida, arte e memória


Personalidade, identidade, tempo histórico e o processo criativo de Frida Kahlo se conectam e resultam em uma das personagens mais influentes da cultura latino-americana. Uma grande referência da pintura moderna mexicana que alcança o lugar de uma das artistas da primeira metade do século XX mais conhecidas no Ocidente, extrapola o campo da arte e vira uma espécie de mito. Como entender esse fenômeno através da sua vida, obra e memória?

Em ocorrência da exposição Frida Kahlo — Conexões entre mulheres surrealistas no México, em cartaz na Caixa Cultural, a CASA DO SABER RIO O GLOBO faz uma série de dois encontros: no primeiro, a historiadora Nataraj Trinta fala sobre a temática da mostra através da biografia de Frida Kahlo, da análise de suas obras, de sua indumentária e de seus documentos privados. No segundo, será realizada uma visita à exposição com acompanhamento da professora. Este encontro inclui o transporte até o museu, saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO.



O incrível diário de Anne Frank


Considerado um dos livros mais influentes do século XX, o diário de Anne Frank é um símbolo da crueldade e da esperança vividas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). As memórias, escritas por uma jovem de 16 anos em um esconderijo na Amsterdã ocupada por nazistas, oferecem um testemunho comovente do terror da dominação hitlerista.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme O incrível diário de Anne Frank (Inglaterra, 2015), dirigido por Bernard Krikke e Simonka de Jong, seguida de um bate-papo com o historiador Michel Gherman.

Apoio acadêmico:
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