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OFICINA DE MEMÓRIA E ARTE


Recolher cartas de amor, desenhos da infância, cadernos com anotações feitas há muito tempo, fotografias de família. Retirá-los do fundo de uma gaveta. Recortar, colar, pintar, bordar e conferir a eles novos sentidos e novas formas. Esse exercício mnemônico e criativo está por trás da obra da multifacetada artista plástica Analu Prestes. Também atriz, figurinista e cenógrafa, Analu propõe, ao longo dos três encontros dessa oficina, que cada aluno* vivencie um mergulho nas próprias recordações, transformando-as em novos objetos-subjetivos.

*É necessário que os alunos levem para os encontros tesoura e cola branca.



FRIDA KAHLO - VIDA, ARTE E MEMÓRIA


Personalidade, identidade, tempo histórico e o processo criativo de Frida Kahlo se conectam e resultam em uma das personagens mais influentes da cultura latino-americana. Uma grande referência da pintura moderna mexicana que alcança o lugar de uma das artistas da primeira metade do século XX mais conhecidas no Ocidente, extrapola o campo da arte e vira uma espécie de mito. Como entender esse fenômeno através da sua vida, obra e memória?

Em ocorrência da exposição Frida Kahlo — Conexões entre mulheres surrealistas no México, em cartaz na Caixa Cultural, a CASA DO SABER RIO O GLOBO faz uma série de dois encontros: no primeiro, a historiadora Nataraj Trinta fala sobre a temática da mostra através da biografia de Frida Kahlo, da análise de suas obras, de sua indumentária e de seus documentos privados. No segundo, será realizada uma visita à exposição com acompanhamento da professora. Este encontro inclui o transporte até o museu, saindo da CASA DO SABER RIO O GLOBO.



ROLAND BARTHES, 100 ANOS DEPOIS


Foram muitos os interesses que guiaram a trajetória intelectual do semiólogo francês Roland Barthes (1915-1980). A literatura, a publicidade, o cinema, as artes plásticas, a moda, a fotografia, o teatro, a música, e, sobretudo, sua devoção à linguagem, fizeram dele um dos mais destacados e múltiplos pensadores do século XX, cujo legado segue atual, 100 anos após seu nascimento.

Para celebrar esse "sujeito incerto", como ele mesmo se definiu em sua aula inaugural no Collège de Paris, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Ana Maria Machado, que além de ser uma das mais importantes escritoras brasileiras e membro da Academia Brasileira de Letras, foi orientanda de Barthes em Paris, onde também participou de um seleto grupo de estudos coordenado pelo semiólogo. Em um bate-papo com a pesquisadora e professora de Poética Beatriz Resende, Ana Maria Machado compartilhará a experiência vivida e suas memórias acerca de Barthes.



O extermínio nazista e o mundo pós-guerra


Tratar das políticas de exclusão e de extermínio nazistas é lidar com uma das mais violentas rupturas com a imagem que o mundo ocidental, pensado como moderno e civilizado, tinha de si próprio. Isto porque não era concebível que, no coração da Europa, pudesse existir uma indústria racionalmente organizada e destinada a matar pessoas. Esta indústria foi estabelecida em função de um projeto de mundo excludente, uma utopia política racista centrada no programa de construção de uma sociedade homogênea. O nazismo levou ao extremo a ideia de que a diferença não era nem desejável e nem tolerável por meio do projeto de eliminar fisicamente grupos humanos.

O propósito deste curso é o de, ao lado de um tratamento panorâmico da política de extermínio nazista, refletir sobre as formas pelas quais este passado foi incorporado como história e como memória no espaço público.



SONO, SONHOS, APRENDIZAGEM E MEMÓRIAS


“O sono está para as novas memórias como a digestão está para a comida.” Essa comparação, feita pelo neurocientista Sidarta Ribeiro, ilustra a importância do sono no processo de aprendizagem. Quanto melhor a qualidade do sono, melhor a memória e, logo, a capacidade de reter informações. Além de estudar a confluência entre sono e memória, Sidarta Ribeiro fez uma aposta ainda mais original: levou Sigmund Freud ao laboratório para comprovar cientificamente algumas das ideias do pai da psicanálise acerca dos sonhos. Afinal, para que serve sonhar? Qual o papel dos sonhos na consolidação das memórias? E no processo de aprendizagem?

Para responder a essas e outras questões, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convidou o próprio Sidarta Ribeiro, o maior especialista no Brasil sobre o tema, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

   



Ilíada e Odisseia


O curso abordará o surgimento da poesia épica na forma que lhe deu origem: os poemas homéricos. Primeira obra a ser conservada pela memória e fixada em forma escrita em todo o Ocidente, a poesia homérica constitui o marco responsável pelo início e pela fundação da sua história. A intenção do curso consiste, sobretudo, em considerar o nascimento da tradição ocidental – sua política, sua cultura, seus valores – por meio desses poemas, sublinhando a preponderância histórica, e sempre atual, que a obra de Homero detém sobre essa tradição, que neles encontra a sua matriz primordial.



Literatura e psicanálise


Neste encontro, o escritor Evandro Affonso Ferreira e a psicanalista Najla Assy falam sobre as profundas relações entre a Literatura e a Psicanálise: sem o Édipo da peça de Sófocles, Freud provavelmente estaria até agora procurando um filho culpado para seus conceitos. O escritor apresenta histórias sobre Kafka, Guimarães Rosa, Freud, Hilda Hilst, Borges, Montaigne, Heródoto, Manuel Bandeira, entre tantos outros, enquanto a psicanalista analisa, comenta, sobre todos os temas contidos nessas narrativas: o amor, o ciúme, a vaidade, o trágico, o sublime, as angústias metafísicas, o ódio, a morte, os desvãos da alma, a velhice, a generosidade, a fama, enfim, o que move o homem desde tempos imemoriais.



MEMÓRIAS DE UM LUGAR CHAMADO ONDE


Nora Rónai viveu tantas vidas em uma só que considera, aos 90 anos, ter 180. Nascida na Itália, viu de perto os horrores do totalitarismo da Segunda Guerra. Em um navio prestes a virar sucata, fugiu da perseguição nazista atravessando o Atlântico com a família para viver no Rio de Janeiro. E foi nesta cidade em que se tornou arquiteta, conheceu seu futuro companheiro Paulo Rónai, foi mãe, avó e bisavó. Aos 69 anos, descobriu uma nova paixão: nadar. Hoje, é campeã mundial na categoria master de natação. Às vésperas de completar mais um ano de vida, Nora Rónai estará na CASA DO SABER RIO O GLOBO ao lado da jornalista e colunista do jornal O Globo Cora Rónai. Juntas, mãe e filha reconstroem as memórias de de um tempo e um lugar que não mais existem em uma conversa sobre família, bem-estar e longevidade em um bate-papo com o jornalista e diretor de Conteúdo da Casa do Saber, Luiz Antônio Ryff.



A memória na psicanálise


A memória pode ser comumente definida como a capacidade de reter e evocar informações adquiridas em uma experiência anterior. Para a psicanálise, contudo, trata-se de um conceito crucial. Mais do que uma capacidade, ela é considerada a própria estrutura do inconsciente. Nesse curso, abordaremos três momentos da teoria freudiana da memória que podem ser nomeados como memória do passado ou tempo que passou, memória do presente ou tempo que passa e memória do presente eterno ou tempo que não passa, cada um deles dando ensejo a uma clínica analítica particular.