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Curdos, um povo sem Estado


Em 1916, a França e o Reino Unido selavam secretamente um compromisso para definir suas zonas de influência no Oriente Médio após uma eventual derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). Cem anos após o Acordo de Sykes-Picot, muito se discutiu sobre seu legado e sua contribuição para os conflitos deflagrados na região.

Esse curso pretende desenvolver, em três aulas, uma análise profunda sobre um desses pontos de tensão. Refere-se a um grupo étnico que, apesar de ser o quarto maior do Oriente Médio, não contou com um Estado próprio no pós-Primeira Guerra: os curdos. Divididos basicamente em quatro países – Turquia, Síria, Iraque e Irã – foram alvo de amplas campanhas de nacionalização e desenvolveram várias formas de reação a estas, chegando mesmo a recorrer à luta armada.

Trata-se de um grupo étnico que demanda poder e reconhecimento e, que, sobretudo, frente seu papel em relação aos avanços do Estado Islâmico, parecem finalmente ganhar a atenção que merecem e, quem sabe, seu próprio Estado.

*Este curso será realizado na sala de conferências do Marina All Suites Hotel.



Os fundamentalismos do século XXI


O curso trata dos fundamentalismos que marcam o século XXI: o fundamentalismo religioso, invocado a cada vez que se fala de conflitos no Oriente Médio, mas também presente no debate cotidiano brasileiro, e o fundamentalismo econômico, que enxerga no liberalismo a solução para todos os problemas do país. Afinal, o que é uma coisa e outra?



Oriente Médio - Por que as peças não se encaixam?


Esqueçam as análises desgastadas que resumem as tensões entre Israel e Palestina a um enfrentamento inevitável entre árabes e judeus. A complexidade do conflito árabe-israelense está intimamente relacionada a características específicas da história e do cenário geopolítico regional do Oriente Médio. Por essa razão, o objetivo desse curso é quebrar mitos sobre os principais temas que moldam a imagem de ameaça que marca o Oriente Médio atual.



Oriente Médio contemporâneo


Esse curso propõe uma reflexão sobre alguns dos episódios que estruturaram o Oriente Médio da segunda metade do século XX até os dias atuais. A partir de uma leitura histórica e antropológica, faremos uma análise sobre o nacionalismo árabe e sua derrocada, a ascensão do Islã político e a presente crise dos Estados da região. Serão examinados também episódios definidores, como a Primavera Árabe, cujas consequências tornaram fértil o terreno para o fortalecimento de grupos radicais, como o sunita Estado Islâmico.



O Estado de Israel: História, conflitos e dilemas


Com diversos prêmios Nobel e uma indústria tecnológica de ponta, o Estado de Israel foi fundado em 1948 com o intuito de ser o Lar Nacional Judaico. Seu nascimento, porém, abalou as históricas boas relações entre árabes e judeus no Oriente Médio, levando a guerras com os Estados vizinhos e a conflitos e disputas com os palestinos dos territórios ocupados e do exterior. O intuito desse curso é apresentar parte dessa história, procurando desmistificar certezas e apresentar os muitos dilemas que envolvem a política corrente de Israel.



Para entender o mundo hoje


O mundo contemporâneo apresenta grande complexidade, com diversos desafios e a ascensão de novos atores. Para entender a dinâmica das relações internacionais na atualidade, é importante conhecer a posição dos Estados Unidos e o papel da China, além de identificar a realidade em distintas regiões, como Europa, África e Oriente Médio.



As origens do Oriente Médio contemporâneo


O professor Paulo Gabriel Hilu deu um elogiado curso no semestre passado sobre religião, civilização e política no Islã. A pedido dos alunos, ele apresenta neste semestre um panorama da formação do Oriente Médio contemporâneo a partir do século XIX, abrangendo o Império Otomano, seu esfacelamento, o período colonial, a formação dos Estados-nações e os conflitos na região.  



Vivendo como um sultão


Até meados do século XVII, o império otomano era dos mais poderosos do mundo, abrangendo partes da Ásia, Europa e África. Reinventou-se e transformou- se através do tempo, sobrevivendo até 1922 e deixando um forte legado cultural no Oriente Médio contemporâneo e nos Bálcãs. O intuito desse curso é apresentar parte dessa trajetória, ainda pouco conhecida no Brasil, a partir das figuras de três sultões. O sultão Mehmet II promoveu a conquista de Constantinopla, em 1453, fator fundamental para a consolidação de seu império e acontecimento marcante da história mundial. Já Suleiman, “o Magnífico”, no Ocidente, e “o Legislador”, no Oriente, teve o sultanato mais longo da história otomana, sendo responsável por sua “época de ouro”. Deixou registros presentes até hoje na região, como os belos edifícios desenhados por Mimar Sinan. Por fim, Abdul Hamid II, o último sultão a exercer, de fato, o poder no império otomano, estabeleceu sua modernidade apelando para um discurso pan-islamista.