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LITERATURA E POLÍTICA


Em 1934, o poeta americano Ezra Pound disse que "os artistas são a antena de sua época". Trinta anos mais tarde, o educador e filósofo canadense Marshall McLuhan os descreveu como pessoas "de atenção integral". Ao dizer isso, ambos afirmavam que a criatividade requer não apenas imaginação, mas também o dom de captar, traduzir e até mesmo antecipar sinais que já estão no ar. Estudiosos também preconizam que uma obra de arte sempre está impregnada por aspectos da realidade social na qual foi concebida, e que é impossível separar um escritor do homem político e social, tornando clara a presença da política na literatura. 

 

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO recebe os escritores Adilson Xavier, roteirista e produtor de audiovisual, e Guilherme Fiuza, colunista de Política da revista Época e autor do bestseller Meu nome não é Johnny, para uma conversa sobre o papel da política brasileira em seus romances recém-lançados, 2.990 graus - A arte de queimar no inferno (Panda Books) e O império do  oprimido (Planeta). No primeiro, políticos corruptos são assassinados de forma sádica por um serial killer. No segundo, uma jovem filha de um rico empresário debanda da família para abraçar um governo populista que ascende. Em ambos a política ganha ares de protagonista.



60 ANOS ZAHAR NA CASA
REFORMA POLÍTICA AGORA?


A reforma política marca presença no debate público brasileiro desde o começo dos anos 90. Mas por que ela nunca acontece de fato? 
  Nesse encontro do ciclo 60 ANOS ZAHAR NA CASA, a CASA DO SABER RIO e a editora ZAHAR recebem o cientista político Jairo Nicolau para debater essa e outras questões presentes no livro Representantes de quem?. Em uma aula para todos aqueles que desejam entender a complexidade e as deficiências do sistema político brasileiro, ele propõe a reflexão sobre sugestões viáveis, e não utópicas, para aperfeiçoar a legislação eleitoral e partidária no Brasil. 
*Os inscritos receberão de presente exemplares de livros dos autores e temas abordados ao longo do ciclo.

PARCERIA:

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POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA: DA EUFORIA AO FRACASSO


O governo Lula (2003-2011) inaugurou uma fase de expansionismo sem precedentes na política externa brasileira. Para aumentar o peso do país na geopolítica mundial, criou dezenas de novas embaixadas, mobilizou empreiteiras e abriu os cofres de bancos públicos para financiar projetos, especialmente de infraestrutura, em diversas nações periféricas. As Forças Armadas também ensaiaram um inédito protagonismo internacional, com o Exército liderando uma missão de paz da ONU no Haiti e a Marinha criando bases na costa africana.

Essas ações renderam votos na eleição para a direção de organismos multilaterais e atraíram holofotes para o Brasil. Mas, em uma década, a estratégia ruiu. Suspeitas de corrupção atingiram o financiamento de obras no exterior e o país ainda ganhou fama de imperialista. Nesse encontro, o jornalista Fábio Zanini conta a história desse revés com base em viagens, entrevistas e pesquisas feitas por ele para o livro Euforia e fracasso do Brasil grande.



A JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA E A POLITIZAÇÃO DA JUSTIÇA


O significado cultural do Poder Judiciário tem passado por profundas mudanças nos últimos anos. Em todo o mundo, o fenômeno da judicialização da política vem transferindo para as cortes parte da competência que seria do Legislativo e do Executivo, tornando-as a arena final onde se decidem grandes questões da atualidade.

No Brasil, são sinais dessas transformações o protagonismo adquirido pelo Supremo Tribunal Federal e a participação cada vez mais efetiva da sociedade nos debates ali realizados. Debates, muitas vezes, próprios da esfera política, envolvendo temas como a demarcação de terras indígenas, o casamento homoafetivo, o aborto de anencéfalos, as pesquisas com células-tronco, o afastamento de parlamentares de cargos de comando no Congresso, entre outros.

Essa tensão entre os três Poderes, o uso dos tribunais como ferramentas do jogo político e a alta midiatização dos julgamentos e suas consequências serão alguns dos assuntos abordados nesse encontro especial, que reúne o ex-ministro Renato Janine Ribeiro e a juíza Andréa Pachá para refletir sobre o passado, o presente e o futuro da Justiça brasileira.



PRÉ-ESTREIA DA SÉRIE INCERTEZAS CRÍTICAS


Incertezas Críticas é uma série documental com intelectuais de renome internacional. O objetivo é apresentar questões contemporâneas relevantes sobre arte, política, literatura, economia, relações internacionais, sociedade e história e permitir ao espectador entrar em contato com o trabalho dos principais pensadores da atualidade. Cada episódio traz um personagem principal, abordando algumas das questões fundamentais que ele tematiza em sua obra. Nesta temporada, os entrevistados são Jacques Rancière, Christian Boltanski, Axel Honneth, Andreas Huyssen, Antoine Compagnon, Elisabeth Roudinesco, Georges Didi-Huberman, Hal Foster, Jean-Luc Nancy, Jonathan Crary, Luc Ferry, Tzvetan Todorov e Umberto Galimberti.

O Canal Curta!, em parceria com a CASA DO SABER RIO, tem o prazer de te convidar para a sessão de pré-estreia da série. Faremos a exibição do episódio inédito com o filósofo e crítico de arte francês Georges Didi-Huberman, professor da École de Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), que discorre sobre arte e psicanálise, história da arte e arte contemporânea, reflete sobre a relação entre arte e capitalismo e define o que é ser radical na arte contemporânea. Em seguida, teremos um debate com o historiador, roteirista e professor da Escola de Comunicação da UFRJ Maurício Lissovsky.

A série Incertezas Críticas, dirigida por Daniel Augusto, é uma produção original da Grifa Filmes com o Canal Curta!, financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

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À SOMBRA DO PODER: A CRISE QUE DERRUBOU DILMA ROUSSEFF


A Casa do Saber Rio, a Editora LeYa e a Livraria da Travessa convidam para o lançamento do livro À sombra do poder - a crise que derrubou Dilma Rousseff, de Rodrigo de Almeida, com bate-papo entre o autor, e os jornalistas Malu Gaspar e Luiz Antonio Ryff. O encontro será seguido de sessão de autógrafos.

Almeida foi secretário de Imprensa da ex-presidenta Dilma Rousseff em seus últimos meses de governo. À sombra do poder conta os bastidores da crise e descreve os episódios que marcaram a vida no Palácio: é uma espécie de diário que mostra como Dilma ficou à mercê não só da oposição, mas também de si mesma, imobilizada pelas barreira políticas no Congresso e pelos próprios erros do longo processo que a derrubou. As revelações, os conflitos, as traições, os equívocos e as reações de Dilma são detalhados neste livro. Uma privilegiada leitura que ajuda a compreender a história recente do Brasil.

Este encontro será realizado no auditório da Livraria da Travessa do Shopping Leblon.



D. PEDRO I, UM PRÍNCIPE DIVIDIDO


Os nove anos de reinado de d. Pedro I foram anos de divisão: divisão do país entre portugueses aqui estabelecidos e os naturais, divisão de ideais entre os que apostavam num modelo mais liberal (com suas numerosas variações) e os que preferiam a forma absolutista. D. Pedro mesmo se sentiria dividido entre o amor a Portugal e a paixão que lhe despertava o Brasil, que se tornara nação independente sob seu governo. Suas convicções políticas foram sempre no sentido do constitucionalismo e ele outorgaria cartas constitucionais tanto para o Brasil quanto para Portugal. No entanto, sua forte personalidade e seu profundo sentido de pertencimento à dinastia Bragança faziam dele, na prática, um príncipe autoritário e um legitimista.



A crise, a moeda e o capitalismo brasileiro


O economista Gustavo Franco, um dos mentores do Plano Real, abordará a crise atual e os desafios da economia brasileira sob uma perspectiva histórica. Aspectos como a trajetória da inflação, o papel das instituições monetárias, os regimes de política econômica adotados ao longo do tempo - bem como a credibilidade destes regimes -, e a atual crise estarão entre os assuntos explorados nesse encontro.

Apoio acadêmico:      

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Sentidos contemporâneos da política


Desde a origem da filosofia, a política é uma preocupação central. Diante, porém, dos desafios contemporâneos surgidos no século XX, as concepções antigas mostraram-se insuficientes. Novos pensadores formularam, então, outros modos de abordar o convívio plural entre os homens na relação com a sociedade. Entre os principais autores desse grupo – destacados pelo caráter crítico e criativo de suas reflexões –, estão Hannah Arendt, Michel Foucault e Gilles Deleuze, analisados nesse curso.