Busca

     

Resultado



Shakespeare, escritor do mundo


A obra lírico-dramática de William Shakespeare (1564-1616) foi forjada sob o impacto de grandes mudanças – geopolíticas, econômicas,
culturais e intelectuais – na Europa e, especificamente, na Inglaterra. A descoberta do Novo Mundo, a Reforma Protestante, a emergência da burguesia, o desenvolvimento do Humanismo e do Relativismo, para citar alguns exemplos, representam transformações e crises que se fazem presentes no texto shakespeariano e justificam, em parte, sua eterna contemporaneidade. As duas palestras se propõem a discutir de que maneira a obra de Shakespeare se relaciona com o seu tempo – a virada do século XVI para o XVII – e a examinar o seu impacto em nossa época.



Introdução às mídias sociais


Esse curso faz uma reflexão sobre a importância das mídias sociais, apontando os principais feitos e o grande número de redes nas diferentes áreas em âmbito global (ciberativismo, política, negócios). Analisa ainda o processo evolutivo das mídias sociais no Brasil até os dias de hoje e seu futuro, considerando fatores como custos, recursos humanos, infraestrutura e regulamentação.



Mulheres que inspiram mulheres II: Princesa Isabel por Mary del Priore


Antes de Dilma Rousseff chegar ao Palácio do Planalto, outras mulheres também tiveram uma participação importante na vida política do país. Autora de História das mulheres no Brasil, Mary del Priore já contou percursos cheios de obstáculos enfrentados por figuras históricas como a Condessa de Barral e a Marquesa de Santos. Em O castelo de papel ela aborda a vida da Princesa Isabel (1846-1921), a última princesa imperial e regente do Brasil. Filha de Dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina, ela entrou para a história por ter assinado a Lei Áurea, abolindo a escravidão. Mas será que esse episódio é representativo de sua figura pública? “Por trás do mito se esconde uma mulher identificada aos paradigmas femininos de seu tempo: maternidade, lar e família, cuja vida doméstica sobrepôs-se à vida pública”, explica Mary, que revelará as múltiplas visões que a história teve de Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil. Apoio Chevron



Antropologia das emoções


As emoções costumam ser entendidas, no senso comum das sociedades ocidentais, como fenômenos ao mesmo tempo naturais e universais, individuais e singulares. Colocar em xeque essa dupla representação é o objetivo da antropologia das emoções: mostrar em que medida a dimensão emocional da experiência humana é construída pela sociedade e pela cultura, não se restringindo ao íntimo de cada sujeito e desempenhando funções nos mundos da política e do trabalho.



Teatro e mitologia


O curso se propõe a refletir sobre as origens do teatro no Ocidente, na Grécia antiga, em suas expressividades fundantes: a tragédia e a comédia áticas. Como desdobramento de tais proposições, busca pensar o contexto social, político e filosófico em que as artes cênicas foram configuradas em nossa civilização. E também analisar a importância da mitologia grega, matéria e fonte dessa dramaturgia, na construção do imaginário ocidental. As aulas têm início com as origens das artes cênicas, desde a época arcaica – da rapsódia homérica, da lírica coral, dos ditirambos – até o século clássico, em que o teatro torna-se o foco de formação política e poética da cidadania grega. E, dentro dessa produção, os nomes de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes são os mais representativos.



Martin Heidegger e Hannah Arendt


“Há um mestre, talvez se possa aprender a pensar.” Hannah Arendt referiu-se assim a Martin Heidegger, ambos grandes filósofos do século XX. Ela aprendeu a pensar com ele e respondeu a seus desafios de modo original. Ele era professor; e ela, sua aluna. Ele se envolveu com o nazismo; ela era judia. Viveram o amor e o pensamento intensamente. Seu encontro tem dimensões filosóficas, políticas e amorosas.



Grandes temas éticos contemporâneos


Curso iniciado em 12 de novembro.

A atual condição da cultura traz consigo mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que articulam questões filosóficas fundamentais. A abordagem de cada assunto procurará apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor nossas decisões e ações no tempo em que vivemos.



Sexualidade e política


A problemática da sexualidade foi negligenciada ou tomada como uma questão “menos importante” na leitura tradicional da história da filosofia ocidental. O primeiro filósofo a compreender a sexualidade como uma questão de grande relevância foi Schopenhauer, que antecipou e influenciou enormemente as reflexões de Freud. Somente no século XX se pensou de modo mais significativo a articulação entre sexualidade e política. O presente curso pretende investigar três importantes momentos dessa reflexão, considerando as contribuições de Herbert Marcuse e Michel Foucault e analisando as tendências contemporâneas, com destaque para a teoria queer.



Como a economia pode influenciar a eleição


O debate econômico nas eleições de 2014 para presidente da República será marcado pela comparação do desempenho dos governos FHC e Lula/Dilma ou focará sua atenção nas questões atuais que influenciarão os destinos do país nos próximos anos? A política econômica do atual governo deve, ou não, ser modificada? A indignação nas manifestações de rua é apenas reflexo de uma insatisfação com a classe política ou resulta, também, da incapacidade do Estado brasileiro de atender às expectativas de progresso da população? A sociedade brasileira deve trocar o ideal de expansão do consumo pela busca da qualidade de vida? Venha especular e refletir sobre esses temas com economistas renomados que acompanham a trajetória da economia brasileira há longo tempo e possuem opiniões divergentes sobre o presente e o futuro do setor.



Ditadura militar, 50 anos III


A CASA DO SABER RIO O GLOBO e o jornal O Globo promovem uma série de três encontros especiais para discutir a ditadura militar brasileira exatamente meio século após sua implantação, com o golpe de Estado que depôs o presidente João Goulart em 1964. Esse terceiro e último encontro debaterá a geopolítica internacional durante o regime e examinará como as lutas ideológicas influenciaram os rumos da política nacional no período.

FOTO: Marcha da Vitória – Foto Arquivo / Agência O Globo. Rio de Janeiro - 02/04/1964 



O inconsciente da criança


A história da criança não começa com seu nascimento. Ela é antecipada pelas histórias de seus pais, que a acolhem. Tudo o que “é dito” entre eles a respeito da criança não deixará de ter incidência sobre ela. Também terá efeito tudo o que “não é dito”, ou mesmo o que “não pôde ser ouvido” desde gerações precedentes – um legado de saber inconsciente a ter peso em seu destino. Ainda há a marca do discurso da cultura que reserva à criança um lugar de importância nunca alcançado até hoje: o de suscitar questões sociais, culturais, políticas, jurídicas e econômicas de grande impacto na sociedade. Com frequência cada vez maior é a criança que dá a um casal a consistência de família. Como pensar a formação do inconsciente da criança na família contemporânea?



Velho Mundo X Novo Mundo: o vinho dividido


Em meados dos anos 1980, os vinhos do Novo Mundo – especialmente australianos e norte-americanos – invadiram o mercado, fazendo cair as vendas dos tradicionais países produtores europeus. Como o Velho Mundo está enfrentando esse desafio? Como está a situação hoje? Ex-presidente da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio de Janeiro e um dos mais prestigiados especialistas no tema, Celio Alzer discute a “geopolítica” do vinho na atualidade.



Qual o futuro dos BRICS?


No início da década de 2000 o economista Jim O’ Neill, do banco de investimento Goldman Sachs, cunhou o termo “BRIC” para se referir às potências emergentes que seriam os principais polos de poder no mundo do século XXI (Brasil, Rússia, Índia, China). O termo teve ampla difusão e aceitação, inclusive pelos líderes dos países envolvidos, que o adotaram como nome de um bloco posteriormente expandido para abarcar também a África do Sul – representada na sigla pela letra “S”, de South Africa. Passados mais de dez anos e em meio a uma crise econômica que atingiu com força os países e regiões desenvolvidos – Estados Unidos, União Europeia, Japão –, quais as análises que se podem fazer sobre o papel dos BRICS na política internacional? O que esse novo cenário representa para o Brasil? Os integrantes do bloco são os melhores exemplos de potências emergentes ou deveriam ser substituídos por outras nações?



A normalidade criativa de Winnicott


A partir de algumas passagens da obra de Freud, e sobretudo da concepção de estruturas psíquicas preestabelecidas segundo Lacan, a história da psicanálise acostumou-se a conceber a normalidade como neurótica, ideia que se tornou familiar até mesmo para o senso comum, como um dado cultural tornado incontestável. Afinal, nos ensinou Freud em seus textos, se não aceitarmos ou não conseguirmos nos submeter ao controle neurótico, só nos restará enveredarmos pelas perigosas sendas da psicose e do descontrole, movidos pelas pulsões rumo à decadência. Na contra-corrente dessa ideia, Winnicott ousou observar que “há uma gradação da normalidade não somente no sentido da neurose mas também da psicose”. E mais: que “há um elo mais íntimo entre normalidade e psicose do que entre normalidade e neurose”, trazendo para a psicanálise uma concepção de liberdade nunca antes imaginada. Nesse curso nos propomos a analisar o estatuto da normalidade proposto por Winnicott – como sendo o de uma normalidade criativa em radical oposição à neurose – em seus aspectos metapsicológicos, clínicos e existenciais, e também em suas implicações sociais e políticas.



A política como ela é


Diz a lenda que o florentino Nicolau Maquiavel teria inaugurado o realismo na interpretação da política. A política como ela é; como ela parece ou deveria ser? Um dos mais originais e provocativos pensadores da política, Maquiavel já era pop em pleno século XVI. No século XXI, continua sendo. Tratou de virtude e pecado; dos desejos e da moral; do escândalo; do acaso. Cinco séculos depois de escrever O Príncipe, Maquiavel virou adjetivo, e ser “maquiavélico” virou sinônimo de coisa ruim. As sessões desse curso problematizam essa interpretação desse pensador. Renascença, fortuna, maquiavelismos e a razão maquiavélica. Quatro reflexões sobre um outro Maquiavel.



Getúlio Vargas, a crônica de uma morte anunciada


Nenhum personagem teve mais impacto político e marcou mais a história do Brasil no século XX do que Getúlio Vargas. Mesmo após sua morte seu espectro continuou rondando o cenário nacional. Ele transformou o país, montou o Estado brasileiro, ajudou a construir uma ideia de nação e até uma maneira de se relacionar com o eleitor. Seu suicídio foi recebido com assombro pela população, que foi às ruas para defender seu legado. Como marco dos 60 anos desse episódio, o jornalista e escritor Lira Neto, autor da mais elogiada biografia do ex-presidente (ele finaliza, para ser publicado ainda este ano, o último volume da trilogia), vem à CASA DO SABER RIO O GLOBO para mostrar que esse gesto de sacrifício de Getúlio não foi algo impensado nem imprevisível. O fatalismo era uma característica fundamental de sua personalidade. Foram oito bilhetes, mensagens e anotações em que Getúlio, diante de uma crise política mais aguda, em diversos momentos de sua carreira, registrou a intenção de pôr fim à vida. Nessa palestra especial, Lira Neto destrincha esses momentos de crise e ajuda a entender melhor a personalidade do mais intrigante político brasileiro no século XX.



Vinte anos depois do Real


A CASA DO SABER RIO O GLOBO e o jornal O Globo promovem um encontro especial, com a presença de Pedro Malan e Gustavo Franco, para discutir o legado do Plano Real duas décadas após sua implementação. Além de terem sido dois dos formuladores do plano econômico, Malan e Franco foram guardiões dele à frente do Ministério da Fazenda e do Banco Central. Em um bate-papo com a jornalista Miriam Leitão, os economistas farão uma análise sobre a elaboração do plano que marcou a política econômica do País, conteve a hiperinflação e estabilizou o sistema de preços no Brasil.



Os iranianos


A CASA DO SABER RIO O GLOBO e a Editora Contexto promovem um bate-papo entre os jornalistas Samy Adghirni, autor de Os Iranianos, Pedro Doria, editor-executivo d'O Globo, e Luiz Antonio Ryff, diretor da Casa do Saber Rio O Globo, sobre o Irã, nação muito discutida, porém pouco conhecida no Ocidente. No país que foi a antiga Pérsia, convivem tradição e modernidade, burocracia e mudanças aceleradas, mulheres com hijab e calças jeans. Trata-se de um país que conheceu forte influência ocidental nos tempos do xá Reza Pahlavi e uma revolução islâmica em 1979, liderada pelos aiatolás. No livro, Adghirni, que foi correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Teerã de 2011 até julho deste ano, desvenda para o leitor brasileiro um pouco do país: da política à geografia, da gastronomia ao esporte, da cultura à economia. Revela, assim, para além dos preconceitos e da desinformação, quem realmente são os iranianos. Ao se inscrever, o aluno ganha de presente um exemplar de Os Iranianos, de Samy Adghirni



Paixões humanas e política em Espinosa e Hobbes


Na sociedade contemporânea, os acontecimentos diários decorrentes de violência, injustiça e individualização, assim como seus efeitos na esfera coletiva e individual, carecem de uma reflexão mais contundente para que se encontre soluções plausíveis. Nesse contexto, tanto do pensamento de Espinosa (1632- 1677) quanto do de Thomas Hobbes (1588-1679), apesar da distância no tempo, emergem soluções e reflexões para essas questões.



O que faz o brasil, Brasil?


Em 1984, Roberto DaMatta, um dos principais antropólogos brasileiros, publicou o livro O que faz o brasil, Brasil?. Na contramão de uma visão oficial do país, calcada na sequência de fatos históricos exaustivamente elencados em manuais, DaMatta propôs uma leitura da identidade brasileira através não somente de suas instituições e leis, mas também do “jeitinho malandro”; não apenas através da arte, da política e da economia, mas também dos rituais, das festas e da comida. Nesse curso, o autor revisitará as principais temáticas contidas em sua obra e que ainda povoam nosso imaginário e ajudam a explicar o que é o Brasil.



Descobrindo a América do Sul no século XXI


Tão perto e tão longe. Nossos vizinhos são muito menos conhecidos do que deveriam. O curso pretende diminuir essa distância dos países sul-americanos, apresentando e discutindo o momento atual vivido por eles, considerando suas dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais. Serão debatidos temas como integração regional, bolivarianismo, democracia, narcotráfico, crescimento econômico, comércio, rivalidades regionais, sempre observando o papel e a posição do Brasil como suposto “síndico” da região.



Uma reflexão sobre o amor


Schopenhauer dizia que o amor não era algo humano e sim um artifício que a natureza inventou para se perpetuar. Nietzsche, seguindo uma linha semelhante, afirmava que “o amor é a espiritualização da paixão” ou da “sensualidade”, querendo com isso dizer que o homem diviniza, eleva, dá contornos de grandeza ao desejo. Carnal ou espiritual, natural ou inventado, o que é o amor? É um sentimento que une os seres ou uma força transgressora que pode ameaçar o equilíbrio e a ordem social, se não for contido no casamento? Eros e Liberdade: o que se ganha e o que se perde do eu na relação com o outro? Esse curso discutirá as definições de amor na filosofia e na literatura; as diferentes formas de amor: o amor carnal, o amor espiritual, o amor cristão, a amizade; o amor como força transgressora e política; e as formas de captura do amor pelos poderes estabelecidos.



A Divina Comédia


A Divina Comédia é um dos textos fundadores da cultura ocidental. Sonho do autor florentino Dante percorrendo três espaços para o destino final, a obra refaz todas as concepções sociais, políticas, econômicas e culturais do final da Idade Média. A genialidade do texto permite que, bem longe do catolicismo medieval, continuemos a ler com intenso prazer esta proposta de viagem ao Inferno, Purgatório e Paraíso. O que há ali que seduz há mais de 700 anos tantos leitores?



O Cáucaso do Sul


Foco de rivalidades no pós-Guerra Fria, o Cáucaso do Sul tem enfrentado ao longo dos anos uma série de conflitos étnicos, instabilidades políticas e crises econômicas. Composta pela Armênia, a Geórgia e o Azerbaijão, essa região está cercada por três importantes players geopolíticos - o Irã, a Rússia e a Turquia - bem no cruzamento entre Europa e Ásia. Nesta aula aberta, serão apresentados aspectos da história e da política da região, centrando-se sobretudo no caso do Azerbaijão: país muçulmano xiita composto de turcos étnicos que fez parte do Império Russo e da União Soviética e com importante atuação no mercado internacional de petróleo. Uma interessante encruzilhada de civilizações que compôs a Rota da Seda e tem ampliado sua participação na arena internacional, contando, inclusive, com uma embaixada em Brasília desde 2012.



Introdução ao pensamento de Giorgio Agamben


O curso pretende oferecer uma introdução à obra de um dos mais importantes pensadores vivos, o italiano Giorgio Agamben, com suas reflexões em torno da política e da cultura. Se o nosso século é aquele em que a sociedade, tornada espetacular, culmina na erosão de toda experiência possível, é também aquele em que os conceitos políticos e jurídicos perdem cada vez mais sua materialidade: ingressamos no terreno da biopolítica e, em nome da defesa do direito, chegamos, contraditoriamente, a uma realidade jurídica rarefeita. Por meio do uso de conceitos políticos fundamentais e do auxílio de determinadas figuras paradigmáticas, veremos como o liame entre soberania, exceção e vida nua contamina todo o espaço político contemporâneo.



Banco Central independente


Essa palestra trata da questão da independência do Banco Central, responsável pela condução da política monetária no país. O objetivo primordial dessa instituição pública é o controle da inflação. Ao longo das últimas décadas, ganhou força, na teoria e na prática, a noção de que os bancos centrais devem perseguir metas pré-estabelecidas para a taxa de inflação e, principalmente, de que devem usufruir de independência para fazê-lo. Nesse encontro serão discutidas as razões dessa evolução, suas implicações e as críticas a essa forma de atuação. A intenção é proporcionar uma perspectiva abrangente sobre um assunto de grande importância que frequentemente é mal compreendido, entre outros motivos pelas paixões políticas que desperta.  

​      



Para entender mais e melhor a política brasileira


Será que ainda podemos usar o termo coronelismo para designar a política centrada no poder exercido por chefias locais/regionais? As relações clientelistas entre os parlamentares e suas bases eleitorais caracterizam apenas as sociedades atrasadas? São populistas os políticos que enganam o eleitorado com promessas nunca cumpridas, o que comprovaria que o “povo brasileiro não sabe votar”? A organização corporativista da sociedade brasileira corresponde à fragilidade do espírito cívico de seu povo?

O objetivo principal desse curso é examinar as relações que se estabeleceram entre Estado e sociedade no Brasil contemporâneo. Busca-se, dessa forma, entender a estrutura e o funcionamento do sistema de representação política, bem como a dinâmica das relações de poder entre os diferentes atores políticos, seus comportamentos e estratégias de ação.        



A dádiva – afetos, identidades e trocas materiais


As trocas de presentes, embora comuns em nosso cotidiano, não costumam ocupar muito espaço em nosso pensamento. Diante da “seriedade” de tantos outros assuntos (a violência, a política, a economia etc.), pensar sobre os presentes que trocamos pode parecer irrelevante. Entretanto, as teorias da dádiva perpassam toda a história da antropologia, desde seus fundadores até hoje. Tanta atenção pode ser explicada pela relação existente entre quem somos e o que damos/recebemos: quando dizemos que “um presente é a sua cara” não estamos falando da forma como vemos o outro, ou seja, de sua identidade?

E quando dizemos “o que vale é a intenção” não estamos nos referindo às emoções que embutimos nos objetos? E mais: será que devemos limitar a dádiva às trocas entre pessoas ou podemos pensar em “alargar” seu raio de alcance, incluindo aí os sistemas de cooperação internacional e as reparações exigidas/demandadas no âmbito político? Esse curso pretende explorar a riqueza das teorias da dádiva para pensar as diversas formas de “troca” que organizam, em sua maior parte de maneira irrefletida, tantos fenômenos do nosso cotidiano.

   



Hannah Arendt, pensadora da crise e de um novo início


O curso pretende abordar a figura e a obra de Hannah Arendt sob dois aspectos. A filósofa apresentou um diagnóstico do seu tempo – o século XX – em que destacou uma dimensão de crise – do pensamento e da política. Ao mesmo tempo, indicou que ali se vislumbrava a possibilidade de se experimentar novas formas de pensar e de agir.



Ilíada e Odisseia


O curso abordará o surgimento da poesia épica na forma que lhe deu origem: os poemas homéricos. Primeira obra a ser conservada pela memória e fixada em forma escrita em todo o Ocidente, a poesia homérica constitui o marco responsável pelo início e pela fundação da sua história. A intenção do curso consiste, sobretudo, em considerar o nascimento da tradição ocidental – sua política, sua cultura, seus valores – por meio desses poemas, sublinhando a preponderância histórica, e sempre atual, que a obra de Homero detém sobre essa tradição, que neles encontra a sua matriz primordial.



Tancredo Neves, a noite do destino


Após mais de duas décadas de ditadura militar no Brasil, a transição para a democracia parecia chegar sem surpresas ou sobressaltos. O roteiro indicava que o general João Baptista Figueiredo entregaria, no dia 14 de março de 1985, a faixa presidencial para o civil Tancredo Neves, eleito indiretamente em janeiro. Menos de 12 horas antes da posse, o baque: o ex-governador de Minas Gerais passara mal e tivera de ser operado às pressas. Era o início de um tormento que exigiria outras seis cirurgias e se prolongaria até sua morte, em 21 de abril.

Nos bastidores de um dos momentos mais tensos da história recente brasileira, estava José Augusto Ribeiro, então assessor de imprensa da campanha de 1984 que elegeria Tancredo. Ribeiro vai falar sobre as intensas negociações políticas em torno da eleição de Tancredo, bem como sobre o maior temor de então com a perspectiva de sua morte: o risco de um retrocesso que pudesse desviar o caminho rumo à democracia. Essa aula aberta marca o lançamento de Tancredo Neves, a noite do destino (Record), que trata de episódios ainda não contados da campanha presidencial.



Rio 450 anos: Política


Para comemorar os 450 anos de fundação do Rio de Janeiro, a CASA DO SABER RIO O GLOBO e o jornal O Globo promovem uma série de quatro encontros especiais, gratuitos, abordando temas que fazem parte da essência da carioquice. Nesse terceiro encontro, será discutida a importância política da ex-capital do Império e da República nesses quatro séculos e meio. E que papel lhe cabe hoje.



Teoria dos Jogos: Matching, uma introdução


A Teoria dos Jogos contempla a maneira como pensamos, agimos e criamos expectativas, e seu objeto fundamental é a interação entre os indivíduos. Utilizando-se de conceitos como cooperação, conflito e credibilidade de promessas, essa teoria pode ser estendida ao mundo dos negócios, às barganhas políticas e até mesmo ao convívio familiar. Dentro desse campo, a Teoria de Matching busca compreender interações mais complexas, ligadas às escolhas e aos ajustes entre agentes. Por exemplo, de que forma os milhares de estudantes são alocados nas universidades? Como trabalhadores com diferentes habilidades são contratados no mercado de trabalho? Qual a melhor maneira de compatibilizar doadores e receptores de órgãos a serem transplantados?

Para ministrar esse curso, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convidou a professora Marilda Sotomayor, figura-chave no desenvolvimento da Teoria de Matching, autora de dezenas de artigos e livros, como Two-sided Matching, assinado com o prêmio Nobel Alvin Roth. Em 2014, Sotomayor foi homenageada durante o International Workshop on Game Theory, que contou com a presença de quatro laureados com o Nobel da Economia, entre eles John Nash, matemático fundador da Teoria dos Jogos.



A criança agredida


Tema invariavelmente desconfortável e incômodo, a violência contra crianças se impõe como foco de atenção prioritário em tempos de reorganização social e política. Um grupo diversificado de profissionais especialistas na matéria procura nesse curso discutir as variadas configurações do problema em termos de causalidade, consequências e possibilidades de intervenção e prevenção.



Liberalismo e socialismo


Boa parte das querelas políticas e sociais do mundo contemporâneo encontra sustentação teórica e filosófica num conjunto relativamente restrito de autores da época moderna e do primeiro século da época contemporânea. Esse curso aborda o pensamento de quatro deles: Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Alexis de Tocqueville e Karl Marx. A escolha desses autores justifica-se pelo fato de suas obras incorporarem os fundamentos filosóficos e a reflexão sobre a sociedade das mais importantes tradições políticas contemporâneas: o liberalismo e o socialismo.



A propósito da incerteza contemporânea


Uma reflexão multidisciplinar sobre a nossa época que tangenciará várias áreas do conhecimento. A série de encontros vai tratar das mudanças sociais, políticas e ideológicas vividas pelo Ocidente desde o século XIX até os dias de hoje. A partir desta contextualização histórica, abordará também alguns aspectos conceituais da arte contemporânea, tais como: O que é arte? O que é significância? Existe uma crise de julgamento sobre a criação artística hoje?



Sartre e Camus: a história de uma ruptura


Dois dos mais importantes escritores do século XX, Jean-Paul Sartre e Albert Camus, tornaram-se grandes amigos durante a Segunda Guerra, unidos pelos mesmos ideais e pelo forte ativismo político. Mas com os acontecimentos do pós-guerra e a crescente tensão rumo à Guerra Fria, Sartre e Camus foram protagonistas de um dos mais agressivos - e públicos - rompimentos do mundo intelectual. Tal ruptura, que incluía divergências literárias, filosóficas, políticas e pessoais, além de profundo ressentimento, marcou toda uma geração de pensadores, que se viu obrigada a tomar partido por Sartre ou Camus.

Essa história é relatada no documentário A amizade de Sartre e Camus (Sartre and Camus: a fractured friendship), dirigido Joël Calmettes. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, promove a exibição do filme seguida de um bate-papo com Renato Noguera sobre a vida e a obra desses filósofos.



A hora e a vez da Reforma Política?


As manifestações de junho de 2013 trouxeram a reforma política de volta à mesa de debates. Uma das principais promessas feitas pela presidente Dilma Rousseff (PT) durante sua campanha à reeleição, o tema, há décadas, desperta divergências entre partidos, deputados, senadores e instituições da sociedade civil. No Congresso Nacional, são discutidos inúmeros pontos que buscam alterações nas práticas políticas, nas formas de representação e nas regras relacionadas à atividade eleitoral e governamental.

A historiadora e cientista política Lucia Hippolito retorna à CASA DO SABER RIO O GLOBO para propor uma reflexão sobre a reforma política. Em uma série de três encontros com convidados, serão analisados o sistema eleitoral, as formas de financiamento de campanhas e a obrigatoriedade do voto, entre outros assuntos.



É verdade que o Brasil não conhece o Brasil?


“O Brasil não conhece o Brasil. Só faz de conta que conhece.” A frase é do sociólogo Jessé de Souza, que assumiu, em abril deste ano, a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Para Jessé, a grande maioria da população, que ascendeu socialmente nos últimos anos e é comumente chamada de “nova classe média”, segue desconhecida, apesar de sua entrada na lógica do consumo. O que caracterizaria esse grupo econômica, social e politicamente? Quais são seus desejos e aspirações? O termo “nova classe média” é o mais adequado para defini-lo?

É para responder a essas e a outras questões que Jessé de Souza defende uma interpretação mais abrangente dos dados estatísticos, permitindo, assim, que as pesquisas tenham uma aplicabilidade mais efetiva para melhorar a sociedade e a vida das pessoas. A CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe o presidente do Ipea para propor um olhar para o nosso país que vá além dos números. A palestra marca também o lançamento do novo livro de Jessé de Souza, A tolice da inteligência brasileira.



A nova fronteira da obesidade


Nas últimas décadas, o mundo vem assistindo ao surgimento de uma nova epidemia: a da obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2010 eram 500 milhões de obesos (contra 100 milhões em 1950) e as estimativas preveem que sejam 1 bilhão até 2030. Outro dado que chama a atenção é que o sobrepeso deixou de ser uma característica das populações de países desenvolvidos e passou a ser abundante em regiões pobres. Doença associada a problemas cardíacos e a diabetes, a obesidade carrega consigo forte estigma social e se relaciona a questões políticas e econômicas que vão muito além das escolhas dos indivíduos.

Esse debate é tema do documentário A nova fronteira da obesidade (Globesity: fat’s new frontier), dirigido por Vivien Altman e Marianne Leitch. A CASA DO SABER RIO O GLOBO, em parceria com o Canal Philos, realiza a exibição desse filme seguida de um bate-papo com Bia Rique.



América Latina - Arte e política para entender a complexidade


O intuito desse curso é lançar mão da ficção e da realidade para entender a América Latina. História e política são aqui aliadas da literatura e do cinema, a fim de esboçar uma imagem que dê conta da complexidade e da riqueza da região em que vivemos, mas que conhecemos menos do que deveríamos.



A judicialização da política e a politização da Justiça


"A pessoa passa a ser chamada de excelência todos os dias. Daqui a pouco, começa a acreditar que é mesmo". A frase foi proferida certa vez pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. Primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na história e conhecida por dispensar as regalias inerentes à sua posição, a ministra vem à CASA DO SABER RIO O GLOBO para propor uma reflexão sobre a judicialização da política, bem como sobre o outro lado da sua moeda: a politização da Justiça.

O significado cultural do Poder Judiciário tem passado por uma mudança profunda no Brasil nos últimos anos. São sinais dessa transformação o protagonismo adquirido pelo STF e a participação cada vez mais efetiva da sociedade nos debates ali construídos - debates, muitas vezes, próprios da esfera política, como a demarcação de terras indígenas, o casamento homoafetivo, o aborto de anencéfalos, as pesquisas com células-tronco, entre outros. Essa interação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o uso dos tribunais como ferramentas do jogo político, a alta midiatização dos julgamentos e suas consequências, serão alguns dos temas abordados nesse encontro. Um guia mais do que necessário para pensar que Justiça queremos.



Dilemas éticos da atualidade


A atual condição da cultura acarreta mudanças fundamentais em inúmeras áreas da vida política, social e existencial, articulando questões éticas diretamente relacionadas à vida cotidiana. Esse curso vai considerar alguns temas polêmicos da atualidade que trazem consigo questões filosóficas fundamentais. Para abordar cada assunto, procuraremos apresentar teorias éticas que possam servir de alicerce para uma reflexão mais cuidadosa sobre cada uma das dificuldades envolvidas, a fim de que possamos considerar melhor as decisões e ações no tempo em que vivemos.



Para onde caminha a paz?


No dia 13 de novembro, uma série de atentados coordenados deixou ao menos 130 mortos e centenas de feridos em Paris. Reivindicados pelo Estado Islâmico (EI), os ataques foram a segunda manifestação de violência fundamentalista do ano na capital francesa, que, há apenas dez meses, foi palco do atentado ao jornal satírico 'Charlie Hebdo'. Em meio às ondas migratórias de refugiados sírios e o envolvimento militar direto de uma coligação de países no combate ao EI, os olhos do mundo se voltam ao fenômeno que deve definir a geopolítica dos próximos tempos.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO convidou os professores Ramon Blanco e Murilo Sebe Bon Meihy para um debate sobre o tema e seus possíveis desdobramentos futuros, com a moderação da editora de Mundo do jornal O Globo, Sandra Cohen.



Democracia - Uma história da participação do povo na política


A proposta do curso é discutir as diferentes formas pelas quais se configurou a participação popular nos processos de decisão política ao longo da história, abordando as instituições efetivamente construídas, bem como as teorias que buscavam conferir legitimidade a essas instituições. Como contraponto, serão analisadas as diferentes formas de crítica à participação política em cada uma das situações estudadas. A ideia é conferir perspectiva histórica e teórica a um debate que, cerca de 2500 anos depois do início da experiência democrática ateniense, permanece atual: quais são as vantagens e as desvantagens do envolvimento dos cidadãos no processo de decisão política?



Para onde vai a economia do Brasil?


Em que pé se encontra a economia do Brasil? Quais os reflexos das mudanças na política econômica nos últimos dez anos? Que avanços e retrocessos obtivemos? E quais são as perspectivas? Essas e outras questões serão abordadas pela economista e advogada Elena Landau em sua avaliação da economia brasileira.

Apoio acadêmico:



Cenário macroeconômico para 2016... e além


O final de 2015 foi marcado por crises e incertezas em relação ao futuro da economia. No Brasil, uma enorme crise política, uma forte pressão dos preços, quedas na produção, escalada do desemprego. No resto do mundo, a apreensão com a desaceleração da economia da China, a queda no preço das commodities e a preocupação com a recuperação da Europa e dos EUA. Diante desse quadro desafiador, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe Paulo Guedes, um dos economistas mais reconhecidos do país, para aplicar seu conhecimento no diagnóstico da atual crise e avaliar o cenário que enfrentaremos nos próximos anos.



Renascimento - arte, filosofia e política


Foi o pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, em sua Vida dos mais ilustres pintores, escultores e arquitetos (1550), quem primeiro usou o termo “Rinascità” (Renascimento) para caracterizar a produção artística da Itália entre a Idade Média e o início da Modernidade. Mas tem sido controversa a caracterização do período como categoria histórica. A identidade própria desse conjunto de obras artísticas e a importância da contribuição de seus escritores ao pensamento filosófico e político ocidental só recentemente foram reconhecidas.



A crise da construção civil em análise


Cerca de 500 mil postos de trabalho fechados em 12 meses, recuo nas vendas, perdas bilionárias de valor de mercado na bolsa. O mercado brasileiro de construção civil foi duramente atingido pela crise política e econômica dos últimos anos.

Para analisar as perspectivas para o setor – responsável pela geração de mais de 3 milhões de empregos no país e por 10% do PIB nacional – a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.  

Apoio acadêmico:      

​    



A política, por quem edita


A sucessão de reviravoltas que marcou o cenário político do último ano já garantiu o lugar de 2015 na história da democracia brasileira. Os desdobramentos da Operação Lava-Jato; a abertura do processo de impeachment contra a presidente da República; as denúncias que pesam contra os presidentes da Câmara e do Senado foram alguns dos fatos que tiveram impacto em 2015 - e que, certamente, transbordarão para o ano de 2016.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe editores de Política de três dos principais jornais do país – O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo – para uma reflexão sobre o instável momento atual.



Uma narrativa da diplomacia brasileira


Para além do enfadonho debate teórico-historiográfico sobre uma “história das relações internacionais do Brasil” ou uma “história da política externa brasileira”, esse curso propõe um olhar vintage – nada moderno ou vanguardista – sobre a diplomacia brasileira. O enfoque é narrativo e personalista. Na contramão das inovações acadêmicas dos últimos 50 anos, essas aulas tratarão do percurso histórico como grande narrativa, lembrando os estadistas portugueses e brasileiros cujas decisões influenciaram e definiram a inserção internacional do Brasil, desde o Tratado de Madri, em 1750, até os nossos dias.



Três temas da agenda brasileira


Antes mesmo de tomar posse no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso já era uma figura de destaque no plenário da mais alta instância jurídica do país. Como advogado, foi responsável no STF pela defesa de matérias que provocaram profundo debate junto à sociedade civil, tais como a permissão das pesquisas com células-tronco embrionárias, a equiparação das uniões homoafetivas às uniões estáveis tradicionais, a interrupção da gestação de fetos anencefálicos.

Professor de Direito Constitucional, Barroso trava uma batalha para aproximar das pessoas o Judiciário e a Academia, tornando mais claros e acessíveis os discursos desses dois universos. “Tento fazer que, no âmbito do direito, a linguagem não seja instrumento de poder”, disse certa vez.

É com o intuito de realizar um debate de ideias em diálogo com a sociedade que a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe o ministro Luís Roberto Barroso. Em pauta, três temas que não poderão estar de fora da agenda brasileira nos próximos anos: igualdade, descriminalização das drogas e reforma política.



A intolerância em debate


Alerta de segurança máximo é o novo normal nos países europeus, sob constante ameaça de novos atentados. Nos Estados Unidos, o medo faz parte da vida cotidiana e envenena a política. Guerras, terrorismo e extremismo disseminam o ódio, levam ao êxodo milhões de pessoas em busca de um pouco de paz e provocam a radicalização na política interna de diversos países. O Brasil não escapa desse cenário: aqui também pipocam conflitos religiosos e políticos, com demonstrações explícitas de racismo e preconceito social. Tem havido aumento da intolerância? Por quê? O que aconteceu com a política da tolerância construída na Europa dos direitos humanos e no multiculturalismo americano? Esse é o tema abordado nesse ciclo por pensadores contemporâneos, que podem nos ajudar a fugir das armadilhas da intolerância.



O lugar do corpo da mulher


Espaço de controle social, o corpo da mulher pode ser considerado um campo de batalha, pois reflete as tensões e os sofrimentos da busca por um ideal de beleza disciplinado e, muitas vezes, irreal. Por mais elásticas que sejam as fronteiras políticas, sociais e culturais, é cada vez mais imperativo que se discutam novos caminhos para que a mulher se aproprie de seu corpo e consiga construir uma relação saudável com a autoimagem.

A CASA DO SABER RIO O GLOBO convida uma nutricionista com experiência no atendimento de mulheres e uma socióloga com experiência na defesa dos direitos das mulheres para um diálogo sobre as possibilidades do corpo feminino. Serão discutidas as relações entre corpo, gênero e poder em perspectiva histórica e as relações entre corpo e sociedade.



Paz - A resolução de conflitos nas relações internacionais


Com o fim da Guerra Fria, a agenda internacional se descolou de uma lógica bipolar para abraçar outras realidades, múltiplas e mais complexas. As transformações foram muitas, inclusive no jogo geopolítico e nas relações entre os países, refletindo-se nos conflitos e nos meios utilizados para solucioná-los. Muito se fala sobre a importância de se construir caminhos para a paz, mas é necessário ir além da superfície para perceber que instrumentos a comunidade internacional possui para atingir essa meta. Afinal, que paz é essa? Que conceitos servem de motor para políticas públicas globais nesse sentido? Que papéis desempenham as operações de paz? Essas e outras questões servem de guia para esse curso, que propõe uma reflexão crítica acerca dos conflitos e de suas causas e sobre as formas para superá-los.



Sentidos contemporâneos da política


Desde a origem da filosofia, a política é uma preocupação central. Diante, porém, dos desafios contemporâneos surgidos no século XX, as concepções antigas mostraram-se insuficientes. Novos pensadores formularam, então, outros modos de abordar o convívio plural entre os homens na relação com a sociedade. Entre os principais autores desse grupo – destacados pelo caráter crítico e criativo de suas reflexões –, estão Hannah Arendt, Michel Foucault e Gilles Deleuze, analisados nesse curso.



A crise, a moeda e o capitalismo brasileiro


O economista Gustavo Franco, um dos mentores do Plano Real, abordará a crise atual e os desafios da economia brasileira sob uma perspectiva histórica. Aspectos como a trajetória da inflação, o papel das instituições monetárias, os regimes de política econômica adotados ao longo do tempo - bem como a credibilidade destes regimes -, e a atual crise estarão entre os assuntos explorados nesse encontro.

Apoio acadêmico:      

​      



D. Pedro I, um príncipe dividido


Os nove anos de reinado de d. Pedro I foram anos de divisão: divisão do país entre portugueses aqui estabelecidos e os naturais, divisão de ideais entre os que apostavam num modelo mais liberal (com suas numerosas variações) e os que preferiam a forma absolutista. D. Pedro mesmo se sentiria dividido entre o amor a Portugal e a paixão que lhe despertava o Brasil, que se tornara nação independente sob seu governo. Suas convicções políticas foram sempre no sentido do constitucionalismo e ele outorgaria cartas constitucionais tanto para o Brasil quanto para Portugal. No entanto, sua forte personalidade e seu profundo sentido de pertencimento à dinastia Bragança faziam dele, na prática, um príncipe autoritário e um legitimista.



À sombra do poder: a crise que derrubou Dilma Rousseff


A Casa do Saber Rio, a Editora LeYa e a Livraria da Travessa convidam para o lançamento do livro À sombra do poder - a crise que derrubou Dilma Rousseff, de Rodrigo de Almeida, com bate-papo entre o autor, e os jornalistas Malu Gaspar e Luiz Antonio Ryff. O encontro será seguido de sessão de autógrafos.

Almeida foi secretário de Imprensa da ex-presidenta Dilma Rousseff em seus últimos meses de governo. À sombra do poder conta os bastidores da crise e descreve os episódios que marcaram a vida no Palácio: é uma espécie de diário que mostra como Dilma ficou à mercê não só da oposição, mas também de si mesma, imobilizada pelas barreira políticas no Congresso e pelos próprios erros do longo processo que a derrubou. As revelações, os conflitos, as traições, os equívocos e as reações de Dilma são detalhados neste livro. Uma privilegiada leitura que ajuda a compreender a história recente do Brasil.

Este encontro será realizado no auditório da Livraria da Travessa do Shopping Leblon.



Quatro governantes que mudaram o Brasil


Ao longo da história do Brasil, algumas administrações foram mais capazes do que outras de imprimir mudanças que alterassem o destino do país. Produto da iniciativa e da visão de progresso do líder ou obra do acaso, tais mudanças, mesmo quando interrompidas pelos governos seguintes, provocaram um rearranjo na estrutura política e administrativa do Estado que se refletiu nos rumos da sociedade. Se outros momentos foram importantes, pode-se dizer que o período em que D. João VI reinou no Rio de Janeiro foi definitivo para o processo da independência brasileira. Durante o longo reinado de D. Pedro II, o Brasil consolidou sua unidade, desenvolveu a arte, a cultura e os estudos históricos, respeitou a liberdade de imprensa e de opinião, enfrentou a maior guerra que já houve no continente e se impôs diante do mundo como a única nação estável da América do Sul - mas a última a abolir a escravidão.

O presidente Rodrigues Alves (1902-1906) atuou decisivamente para recuperar para o Brasil o prestígio perdido com a queda da monarquia. Seus esforços envolveram a remodelação do Rio de Janeiro, o combate às epidemias, uma política externa hábil e corajosa e a obtenção do primeiro cardinalato para o Brasil. Sabendo cercar-se de homens competentes como o Barão do Rio Branco, o epidemiologista Oswaldo Cruz e o prefeito Pereira Passos, seu governo representou, de fato, a entrada do Brasil no século XX.

Na superação do que foi o liberalismo da República, o primeiro governo Vargas (1930-1945), caracterizado pelo autoritarismo, representou, no entanto, o momento da industrialização e da adoção dos direitos dos trabalhadores. O nacionalismo da fase autoritária se expressaria na luta pela independência brasileira frente ao progressivo poder dos Estados Unidos, que marcou o segundo governo Vargas (1951-1954).



Liberdade


O conceito de liberdade vem se modificando e se adaptando ao longo dos séculos, influenciado por movimentos que forçaram ora o seu declínio, ora a sua ampliação. Para debater questões relacionadas a essa ideia tão cara a todos nós, a CASA DO SABER RIO reunirá os primos Daniel e Léa Maria Aarão Reis.

Juntos, o historiador e a jornalista realizarão um percurso histórico pelo conceito de liberdade – partindo das cidades-Estado italianas, da revolução política das Províncias Unidas nos Países Baixos e da Revolução Inglesa, e passando pelas revoluções francesa e americana, com suas ambições e limitações, até chegar ao Brasil atual.

Será dado destaque à transformação da ideia de liberdade pela humanidade, com especial atenção às classes populares, que pensaram o conceito de outras maneiras e sob novos ângulos. Também serão levantadas perguntas como: quais os limites da liberdade individual? A liberdade e a igualdade são irmãs ou inimigas? Seria a racionalidade da livre escolha uma ilusão?



A história do mundo em seis copos


Da pré-história à globalização, mais do que matar a sede e alterar nossos sentidos, as bebidas são indicadores dos progressos científicos alcançados pelo homem, definindo suas relações sociais, religiosas, comerciais e políticas. Através das seis principais bebidas produzidas no mundo, faremos uma viagem sensorial pela história da civilização humana conduzida pelo sommelier José Raimundo Padilha. O roteiro é o livro que dá nome ao curso, escrito pelo jornalista inglês Tom Standage, editor de tecnologia da revista The Economist.



Carlos Lacerda, entre a pessoa e o personagem político


Morto há 40 anos, Carlos Lacerda foi uma das figuras mais polêmicas do século passado. À frente do jornal Tribuna da Imprensa, comandou a campanha que culminou no suicídio de Getúlio Vargas, além de ter colaborado para derrubar outros dois presidentes. Amado por uns e odiado por outros, exerceu também diversos cargos públicos até ter seus direitos políticos cassados em 1968. Seu mandato como governador do Estado da Guanabara deixou marcas.

Neste encontro, a CASA DO SABER RIO convida o advogado e sobrinho do político, Gabriel Lacerda, para uma conversa sobre sua atuação política à luz do cenário atual. Gabriel também apresentará o recém-lançado livro Meu Tio Carlos Lacerda, que, com uma narrativa leve e em tom quase confessional, apresenta a dimensão humana deste importante personagem da história brasileira.

O encontro é uma parceria entre a CASA DO SABER RIO e a editora Edições de Janeiro. Ao se inscrever, o aluno ganha de presente o livro de Gabriel Lacerda.

​    



Uma nova velhice


Nos últimos anos, o mundo tem presenciado um aumento crescente do número de idosos. O debate sobre como proteger esse segmento populacional por meio de políticas públicas ou de estratégias propostas pelas novas constituições familiares se tornaram prioridade neste início de século. Seminários e centros de discussão e de pesquisa sobre a longevidade vêm sendo criados em diversos países e uma legislação visando assistir os mais velhos começou a ser formulada no Brasil, de forma atuante.

Em quatro encontros, serão apresentados e discutidos diversos aspectos relacionados ao tema, que apaixona indivíduos de várias gerações e preocupa os governos de todo o mundo



Pré-estreia da série Incertezas Críticas


Incertezas Críticas é uma série documental com intelectuais de renome internacional. O objetivo é apresentar questões contemporâneas relevantes sobre arte, política, literatura, economia, relações internacionais, sociedade e história e permitir ao espectador entrar em contato com o trabalho dos principais pensadores da atualidade. Cada episódio traz um personagem principal, abordando algumas das questões fundamentais que ele tematiza em sua obra. Nesta temporada, os entrevistados são Jacques Rancière, Christian Boltanski, Axel Honneth, Andreas Huyssen, Antoine Compagnon, Elisabeth Roudinesco, Georges Didi-Huberman, Hal Foster, Jean-Luc Nancy, Jonathan Crary, Luc Ferry, Tzvetan Todorov e Umberto Galimberti.

O Canal Curta!, em parceria com a CASA DO SABER RIO, tem o prazer de te convidar para a sessão de pré-estreia da série. Faremos a exibição do episódio inédito com o filósofo e crítico de arte francês Georges Didi-Huberman, professor da École de Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), que discorre sobre arte e psicanálise, história da arte e arte contemporânea, reflete sobre a relação entre arte e capitalismo e define o que é ser radical na arte contemporânea. Em seguida, teremos um debate com o historiador, roteirista e professor da Escola de Comunicação da UFRJ Maurício Lissovsky.

A série Incertezas Críticas, dirigida por Daniel Augusto, é uma produção original da Grifa Filmes com o Canal Curta!, financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

​  



Novas esquerdas, novas direitas


Há um intenso debate na academia – e fora dela – acerca dos conceitos de “novas esquerdas” e “novas direitas”. As primeiras surgiram a partir dos anos 1960 e desdobram-se até os dias de hoje. São grupos de diferentes matizes que quebraram o monopólio da contestação política de esquerda detido, até então, pelos partidos comunistas e socialistas tradicionais e pelas centrais sindicais em todo o mundo. Com novas formas de organização e expressão política, eles propunham novos conteúdos e novas práticas.

Já as “novas direitas” são normalmente identificadas a grupos que se fortaleceram na esteira da crise econômica de 2008. Heterogêneas, reúnem desde correntes ultraconservadoras até as que defendem o liberalismo econômico e encampam pautas mais progressistas em relação ao comportamento.

Em dois encontros, a proposta é entender essas duas classificações. Afinal, é possível dizer que tais esquerdas e direitas são “novas”? Os próprios conceitos de direita e de esquerda ainda são válidos para explicar a atual configuração política no Brasil e no mundo?



Tancredo Neves, o príncipe civil


Silencioso nas articulações políticas e estrondoso na tribuna, Tancredo Neves participou dos momentos mais impactantes da história brasileira do século XX. Foi ministro da Justiça de Getúlio Vargas em 1954. Primeiro-ministro da experiência parlamentarista de João Goulart em 1961. Líder do governo, senador e governador de Minas Gerais.

Após 21 anos de resistência pacífica ao regime militar, costurou a derrocada da ditadura em 1985, aceitando eleger-se presidente --ainda que sob regras não democráticas. Internado horas antes da posse, porém, nunca chegou a assumir o cargo.

Neste encontro, realizado em parceria com a editora Objetiva, a CASA DO SABER RIO recebe o jornalista Plínio Fraga para uma conversa sobre o livro Tancredo Neves, o príncipe civil. Mais do que uma biografia, trata-se de uma grande reportagem sobre a política brasileira e os bastidores do poder entre as décadas de 1950 e 1980.

>>> Todos os inscritos receberão o livro de Plínio Fraga de presente.

​    



Trump, 100 dias depois


Surpreendendo analistas do mundo inteiro e marcando para sempre a história política norte-americana, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos no ano passado. Após uma campanha cheia de controvérsias, o bilionário republicano, que concorreu pela primeira vez na vida a um cargo público, ocupa agora o Salão Oval da Casa Branca.

Nesse encontro, a CASA DO SABER RIO convida o jornalista Guga Chacra a apresentar um balanço sobre a situação social e política dos Estados Unidos 100 dias após a posse de Trump. Direto de Nova York, por videoconferência, Chacra traz um panorama do momento e as direções que as políticas de Estado de Trump tomaram nesse início de mandato, bem como suas consequências para o mundo.

*Este encontro será realizado por videoconferência com mediação do professor Michel Gherman.  



Black Lives Matter - o Movimento Negro hoje


A posse de Barrack Obama, primeiro presidente negro eleito nos Estados Unidos, em 2009, renovou entre as comunidades negras a esperança de uma sociedade igualitária. Diversos acontecimentos, no entanto, continuaram a retratar uma sociedade racista.

Em 2012, Trayvon Martin, um adolescente negro de 17 anos, voltava para casa vestindo um casaco com capuz em uma noite chuvosa quando foi morto a tiros pelo segurança Zimmerman, que o considerou suspeito. Com base em uma lei que prevê o direito de defesa, inclusive com armas de fogo, a qualquer cidadão que se sinta ameaçado, Zimmerman foi inocentado.

Nesse contexto foi criado o movimento #BlackLivesMatter, (vidas negras importam), que luta contra a brutalidade policial e as condições econômicas, sociais e políticas que oprimem os negros nos EUA.

A CASA DO SABER RIO, em parceria com o canal PHILOS TV, realiza a exibição do filme #Black Lives Matter, produzido por Matt Davis, seguida de um bate-papo com a historiadora Ynaê Lopes.

Apoio acadêmico:
​  



A judicialização da política e a politização da Justiça


O significado cultural do Poder Judiciário tem passado por profundas mudanças nos últimos anos. Em todo o mundo, o fenômeno da judicialização da política vem transferindo para as cortes parte da competência que seria do Legislativo e do Executivo, tornando-as a arena final onde se decidem grandes questões da atualidade.

No Brasil, são sinais dessas transformações o protagonismo adquirido pelo Supremo Tribunal Federal e a participação cada vez mais efetiva da sociedade nos debates ali realizados. Debates, muitas vezes, próprios da esfera política, envolvendo temas como a demarcação de terras indígenas, o casamento homoafetivo, o aborto de anencéfalos, as pesquisas com células-tronco, o afastamento de parlamentares de cargos de comando no Congresso, entre outros.

Essa tensão entre os três Poderes, o uso dos tribunais como ferramentas do jogo político e a alta midiatização dos julgamentos e suas consequências serão alguns dos assuntos abordados nesse encontro especial, que reúne o ex-ministro Renato Janine Ribeiro e a juíza Andréa Pachá para refletir sobre o passado, o presente e o futuro da Justiça brasileira.



A China e sua economia: (quase) tudo que você queria saber e tinha receio de perguntar


Segunda maior economia do planeta e importante mercado consumidor das commodities brasileiras, a China exerce papel central no mundo globalizado. No entanto, as particularidades de sua política e de sua economia são fonte de dúvidas e receios para muitos.

Em cinco encontros, esse curso traçará um panorama histórico da economia chinesa, abarcando desde a Revolução Comunista de 1949 até as perspectivas para os próximos anos. Serão abordados temas como as grandes reformas econômicas de Deng Xiaoping, as turbulências políticas, o retorno à centralização do poder com Xi Jinping, o combate à corrupção, o investimento da indústria em alta tecnologia e os desafios impostos pela nova agenda externa dos Estados Unidos.



Quatro casamentos e um funeral


Ao contrário do que aprendemos nos contos de fada, a vida das princesas e rainhas europeias não era uma vida de sonhos. Muitas vezes, dependendo da situação, se convertia em um verdadeiro pesadelo. Se quase todos os matrimônios entre membros da nobreza e da alta burguesia eram realizados a partir de interesses econômicos e sociais bem definidos, os promovidos pelas famílias reais envolviam sempre negociações políticas das mais complexas. Neste curso, apresentamos quatro casos direta ou indiretamente relacionados com a história do Brasil e que tiveram consequências para o destino da monarquia no país. Outros casamentos e outros funerais também fizeram parte da nossa história imperial e serão mencionados ao longo das aulas.



Os primeiros 40 dias: em que direção marcha a França de Macron?


*Um ano depois de lançar o movimento Em Marcha! pela renovação da política francesa, Emmanuel Macron tornou-se presidente com 66% dos votos. O desafio de criar a sua base de apoio entre os 577 deputados da Assembleia Nacional não parece distante nas eleições legislativas dos dias 11 e 18 de junho. Mantendo o discurso de campanha, Macron montou um governo auto classificado de centro com claro tom liberal e modernizador na economia e com apoio a questões de sociedade simpáticas à esquerda. O seu governo parece ter chances reais de avançar em reformas relevantes para a França e para o fortalecimento da União Europeia e do Euro, buscando uma nova narrativa e um padrão de governança diferenciado em resposta à crise de representação política na França. A questão relevante é se as respostas que seu governo oferecerá à França e à Europa terão sucesso e sustentação ao longo de seu mandato.

Que obstáculos a República poderá encontrar pelo caminho e quais implicações de um eventual fracasso de seu governo? Para responder a estas e outras perguntas, o CEBRI e a CASA DO SABER RIO recebem os especialistas Dominique Moïsi (por videoconferência), o Embaixador Marcos Azambuja, e o economista Octavio de Barros.

*Os associados do CEBRI possuem 20% de desconto nas inscrições através do telefone 2227-2237.

Parceria



Política externa brasileira: da euforia ao fracasso


O governo Lula (2003-2011) inaugurou uma fase de expansionismo sem precedentes na política externa brasileira. Para aumentar o peso do país na geopolítica mundial, criou dezenas de novas embaixadas, mobilizou empreiteiras e abriu os cofres de bancos públicos para financiar projetos, especialmente de infraestrutura, em diversas nações periféricas. As Forças Armadas também ensaiaram um inédito protagonismo internacional, com o Exército liderando uma missão de paz da ONU no Haiti e a Marinha criando bases na costa africana.

Essas ações renderam votos na eleição para a direção de organismos multilaterais e atraíram holofotes para o Brasil. Mas, em uma década, a estratégia ruiu. Suspeitas de corrupção atingiram o financiamento de obras no exterior e o país ainda ganhou fama de imperialista. Nesse encontro, o jornalista Fábio Zanini conta a história desse revés com base em viagens, entrevistas e pesquisas feitas por ele para o livro Euforia e fracasso do Brasil grande.



A Revolução Russa 100 anos depois


A Revolução Russa (1917) marcou de maneira indelével “o breve século XX”, na expressão utilizada pelo historiador britânico Eric Hobsbawm para se referir ao século passado. A Revolução de Outubro, que pelo calendário gregoriano ocorreu no dia 7 de novembro, inaugurou a era da revolução social e influenciou a política internacional até 1991, com desdobramentos até a atualidade. As esperanças e decepções despertadas pela então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) ainda são objeto de avaliação de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. O curso pretende discutir, de maneira crítica, o impacto e o legado da tentativa pioneira de construção do socialismo 100 anos após aqueles acontecimentos que abalaram o mundo.