AFINAL, O PRAZER É UM BEM? 

O QUE OS GREGOS TÊM A DIZER SOBRE O TEMA


Fernando Santoro

De 03 a 24 de agosto - Sextas-feiras - das 19h30 às 21h30 - 4 encontros

Volterrano Baco servido por amorcillos (1670)

O curso visa resgatar a discussão originária dos filósofos gregos sobre o tema do prazer. Entre outros assuntos, serão abordadas teses ontológicas sobre o prazer, sua relação com o repouso e o movimento, o corpo e o intelecto, a ação e a paixão. Será também apresentado o problema moral do prazer: o prazer é um bem ou não? Identifica-se com a felicidade ou não? Deve ser perseguido, evitado, controlado? As diversas respostas para essas questões e os argumentos favoráveis e contrários também fazem parte dos objetivos deste curso, bem como a apresentação das teses a partir dos seus principais defensores, entre hedonistas, anti-hedonistas, materialistas, idealistas, moralistas, realistas etc.

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Valor R$ 400,00

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aulas


  • 03 AGO | DEMÓCRITO, OS CÍNICOS E OS CIRENAICOS

    As considerações morais e fisiológicas de Demócrito e dos primeiros filósofos acerca do prazer. Os hedonistas radicais, a moral ditada pelo prazer. Os discursos ontológicos sobre o movimento e o repouso, o suave e o rugoso. A controvérsia com os cínicos.


  • 10 AGO | PLATÃO, O AMOR E OS PRAZERES

    Os diálogos Banquete e Fedro. A erótica platônica. Os desejos entre carência e recurso. O amor ao belo. Diotima de Mantinea e a ascese ideal. O Diálogo Filebo. Os prazeres mistos e os prazeres puros. O Diálogo Fédon. A indissociabilidade do prazer e da dor no corpo. Os prazeres intelectuais. O socrático domínio de si. As discussões sobre o prazer na Academia de Platão: a disputa entre hedonistas e anti-hedonistas. A discussão retomada na Ética a Nicômaco, de Aristóteles.


  • 17 AGO | ARISTÓTELES

    A teoria do prazer na Ética a Nicômaco. A vida aprazível, virtuosa e contemplativa. A constituição ontológica do prazer problematizada desde a tradição. O prazer e a dor como base material da ética. O desempedimento. A perfeição. O prazer da mimese. O prazer catártico.


  • 24 AGO | EPICURO E OS ESTOICOS

    A felicidade disputada entre o prazer e a virtude. A ataraxia (imperturbabilidade). A filosofia como bem viver. O jardim versus a praça. Exercícios. Amizade. Água, figos e mel.


ministrado por


  • Fernando Santoro

    Doutor em Filosofia pela UFRJ e pós-doutor em Filosofia na Universidade de Paris IV, Sorbonne (França). Professor Associado da UFRJ e diretor de programa no Collège International de Philosophie, Paris. Foi professor visitante na École Normale Supérieure e pesquisador colaborador do Centre Léon Robin da Universidade de Paris IV. Lidera o Grupo de Pesquisa do Laboratório OUSIA de Estudos em Filosofia Clássica da UFRJ. É autor, entre outros livros, de O poema de Parmênides, Os filósofos épicos: Xenófanes e Parmênides; e Arqueologia dos prazeres.

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