CLARICE LISPECTOR E EU. O MUNDO NÃO É CHATO

ENSAIO GERAL + APRESENTAÇÃO NO TEATRO POEIRINHA


Rita Elmôr, Rubens Camelo

De 19 de julho a 13 de agosto - Terças-feiras - das 20h às 22h - 2 encontros

Divulgação

Um mergulho no processo criativo de uma peça, do ensaio ao momento da apresentação no teatro. Essa é a proposta desses dois encontros: em um primeiro momento, observar (e, por que não, também opinar sobre) o ofício do ator e sua interação com o diretor, em um ensaio aberto ao público na reta final de uma estreia. Depois, assistir, no teatro, à peça ganhando vida, com todos seus elementos cênicos. A atriz Rita Elmôr e o diretor Rubens Camelo ensaiam, aqui na CASA DO SABER RIO O GLOBO, a peça "Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato". Depois, a turma é convidada especial na semana da estreia, no Teatro Poeirinha.

"Clarice Lispector e eu. O mundo não é chato" é uma peça com textos de Clarice Lispector adaptados por Rita Elmôr. A atriz estreou sua carreira com uma peça sobre a escritora em 1998. De lá para cá, as fotos dessa encenação foram confundidas com as fotografias da própria Clarice. A peça é uma metáfora do que aconteceu com a imagem das duas: Clarice e Rita são constantemente confundidas nas redes sociais e em veículos de comunicação.

No espetáculo, as duas se misturam contando as suas histórias - muitas vezes a história de uma serve à história da outra. A timidez, solidão e o “desencaixe” da nossa anti-heroína fazem parte do tema central da peça, que alinhava 36 recortes da obra de Clarice a textos de Rita. Todos eles afirmam a vida e nos ajudam a pensar em maneiras mais inteligentes, criativas e harmônicas de se viver. O olhar político de Clarice, que está muito afinado com acontecimentos sociais contemporâneos, também aparece com muita força.

TEXTO: CLARICE LISPECTOR
ADAPTAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: RITA ELMÔR
DIREÇÃO: RUBENS CAMELO
CENÁRIO E LUZ: PAULO DENIZOT
FIGURINO: MEL AKERMAN
TRILHA SONORA: RITA ELMÔR
DESIGN GRÁFICO: VICTOR CORRÊA
ASSISTENTE DE DIREÇÃO: RADHA BARCELOS
ASSESSORIA JURÍDICA: MURILO RABAT
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: CHRISTIANO NASCIMENTO E RITA ELMÔR
PRODUÇÃO: ART HUNTER PRODUÇÕES
REALIZAÇÃO: OVO PRODUÇÕES ARTÍSTICAS

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aulas


  • 19 JUL | ENSAIO GERAL NA CASA DO SABER RIO O GLOBO


  • 13 AGO | APRESENTAÇÃO NO TEATRO POEIRINHA


ministrado por


  • Rita Elmôr

    No teatro, tem mais de 20 peças no currículo. No início da carreira trabalhou ao lado de atores como Diogo Vilela (Hamlet), Nathalia Timberg (Melanie Klein) e Beatriz Segall (Histórias Roubadas), adaptou e interpretou os solos Teresa D'Ávila, A Santa Descalça, Que Mistérios Tem Clarice, com textos de Clarice Lispector (indicação ao prêmio Shell de melhor atriz) e Pai, de Cristina Mutarelli, com direção de Bruce Gomlevsky. Recentemente interpretou Maria Callas em Orgulhosa Demais, Frágil Demais; Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues e direção de Renato Carrera; A Escola do Escândalo, direção de Miguel Falabella; A Casa de Bernarda Alba, de Frederico García Lorca; Agreste, do autor Nilton Moreno, direção do grupo Amok; A Mais forte de Strindberg. Seu último trabalho na TV foi a novela Boogie Woogie (TV Globo). Fez o seriado As Canalhas (GNT) e a novela Salve Jorge (TV Globo). Também na TV Globo, fez a bêbada Venetta do seriado Macho Man e Anete, a chefe desequilibrada do seriado Separação!?, ambos com direção de José Alvarenga Junior e texto de Fernanda Young e Alexandre Machado. Recebeu indicação ao prêmio Contigo pelos dois trabalhos. Trabalhou com o diretor Luiz Fernando Carvalho na microssérie Capitu e na minissérie Os Maias. Atuou ao lado de Leandro Hassum no filme Até Que A Sorte Nos Separe 1 e Até Que A Sorte Nos Separe 2. No filme Cilada.com, de Bruno Mazzeo, interpretou um travesti.

  • Rubens Camelo

    Ator, diretor de teatro e de TV. Em 1981, iniciou formação no Tablado sob a direção de Maria Clara Machado. Entre 1982 e 1997, trabalhou com importantes diretores, entre os quais Aderbal Freire Filho, Domingos Oliveira, Moacir Góes, Bernardo Jablonski, Carlos Wilson, Cacá Mourthe, Sura Berditchevski, Dudu Sandroni, entre outros. Em 1982, recebeu o prêmio Mambembe de Melhor Ator de teatro infantil por O embarque de Noé, de Maria Clara Machado, com direção de Toninho Lopes. Em 1988, foi indicado ao mesmo prêmio, agora na categoria Direção, pelo espetáculo Infância ou Você vê as crianças na hora do jantar, de Thornton Wilder. Foi diretor assistente de Sura Berditchevsky na livre adaptação de Peter Pan, que recebeu o prêmio Molière de Melhor Espetáculo (1990). Entre 1998 a 2009 dedicou-se exclusivamente à TV Globo, onde dirigiu o programa humorístico semanal Casseta e Planeta. Em, 2012 dirigiu Mão na luva de Vianninha, montagem no atelier de Daniel Senise, em 2011 dirigiu Lucio Mauro Filho em Clichê de Marcelo Pedreira e o instigante espetáculo Navalha na carne, de Plínio Marcos.