Mães e filhas e a questão da identidade feminina


MALVINE ZALCBERG

De 06 a 13 de março - Segundas-feiras - das 19h30 às 21h30 - 2 encontros

Mary Cassatt (reprodução)

A celebrada proximidade – para o bem ou para o mal – entre mãe e filha não é fortuita. O amor de grande dimensão que uma nutre pela outra não é sua explicação; é mais sua consequência. A busca de uma resposta para a questão “o que é ser mulher?” está no cerne da relação complexa que ambas tecem ao longo de anos.

De geração em geração, o destino da mulher depende de como ela e sua mãe lidaram – e se envolveram mutuamente – com a dificuldade de se encontrar uma definição para a essência feminina. Uma condição que faria Lacan propor a fórmula para nossa reflexão: “A Mulher não existe.”

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Tel: (21) 2227-2237

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aulas


  • 06 MAR | 1. COMO MÃE E FILHA VÃO FICANDO “COLADAS”?
    A menina começa dependendo muito da mãe para crescer e também para se tornar mulher. Se à mãe dirige sua demanda de amor é porque espera que esta lhe dê acesso ao mistério feminino do qual ela seria detentora. Em troca, lhe oferece seu amor. A mãe, seduzida por esse amor, envolve-se com a filha, em quem identifica a menina que um dia foi ou em quem projeta a mulher que gostaria de ter sido, assim como se identifica com a mãe que um dia teve. O entrelaçamento de diferentes configurações de figuras femininas expressando-se na mãe e na filha determina em grande parte o destino de suas relações.  


  • 13 MAR | 2. COMO MÃES E FILHAS SE “DESCOLAM”?
    Como mães e filhas não podem se manter amorosamente ligadas como nos primeiros tempos, com desejos e corpos marcados de indistinção – a menina “colada” à mãe –, é necessário que todo um processo de desenredamento se ponha em marcha. Pelo lado da mãe, é preciso que ela tenha determinação, coragem e desprendimento para não querer (e conseguir) manter a filha na posição de dependência de seu amor... do qual ela mesma pode ter-se tornado dependente! Pelo lado da filha, é preciso que ela vença o medo de abandonar as terras conhecidas (e protegidas) da infância para assumir um destino de mulher, seu, diferente do de sua mãe.


ministrado por


  • MALVINE ZALCBERG

    Psicanalista. Doutora em Psicanálise pela PUC-Rio. Autora de A relação mãe e filha, Amor paixão feminina, Qu’est-ce qu’une fille attend de sa mère? e Ce que l'amour fait d'elle.