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NIETZSCHE & HÖLDERLIN: O ROMANTISMO ENTRE A POESIA E A FILOSOFIA


No fim do século XIX, Friedrich Nietzsche (1844 – 1900) descobriu a obra do poeta romântico Friedrich Hölderlin (1770 – 1843), que o antecedera em quase um século. Encontrou nele o mesmo impulso de aproximar amorosamente poesia e filosofia, criação e pensamento. Os dois pensaram criticamente o Racionalismo, que teria separado a sensibilidade e o entendimento, expulsando o amor - a experiência de ser com o outro e de ser pelo outro - da vida moderna. O poema O adeus, de Hölderlin, expõe sinteticamente a concepção de amor do Romantismo, um movimento que mudou não só a literatura, mas nosso modo de pensar, sentir, combater, viajar. Transformou nossa forma de viver e de morrer.



A DIVINA COMÉDIA , DE DANTE ALIGHIERI


“O que é amar senão compreender e regozijar-se com o fato de que um ser viva, aja e sinta de maneira diferente da nossa, até mesmo oposta?”, escreveu Nietzsche em seu Humano, Demasiado Humano. Por vezes, a filosofia procurou responder à questão sobre o que é o amor e o que nos leva a sucumbir a ele. Nesse sentido, a literatura também fez a sua parte ao retratar a sensibilidade e as angústias de uma alma apaixonada, através de romances consagrados que atravessaram o tempo.

O que os pensadores clássicos têm a nos dizer sobre a condição humana perpassada pela experiência do amor? De que forma suas tramas e personagens refletem as relações intersubjetivas e os aspectos históricos e sociais de suas épocas?

Nesta aula, veremos o tema do amor em A divina comédia, escrita por Dante Alighieri na Idade Média, quando este sentimento se manifestava na valorização da “musa inspiradora” pela poesia dos trovadores.
 

5 AULAS*: R$540

*Para a compra do pacote de cinco aulas, entre em contato pelo telefone (21) 2227-2237



COMO NOS RELACIONAMOS HOJE?


Em uma sociedade marcada pela exigência da felicidade, qual o lugar do amor e do prazer e de que forma podemos melhorar o conflito entre realidade e desejo? Referência quando o assunto é relacionamentos na contemporaneidade, o psicanalista Contardo Calligaris provoca ao refletir sobre as condições de bem-estar nas relações atuais, atravessadas por aspectos culturais em constante transformação.

A CASA DO SABER RIO convida Contardo Calligaris a compartilhar sua experiência como psicanalista e cronista num debate sobre a forma como nos relacionamos (ou tentamos nos relacionar) no mundo contemporâneo.



AMÓS OZ, HUMANISMO E TOLERÂNCIA COMO PRINCÍPIO


Considerado um dos intelectuais israelenses mais aclamados da atualidade, Amós Oz nasceu em 4 de maio de 1939, em Jerusalém. Com uma interpretação racional sobre um dos mais complexos conflitos históricos do mundo, o escritor foi um defensor da paz com os palestinos sem nunca deixar de lado seu amor por Israel. Morreu no dia 28 de dezembro de 2018 sem ter visto a resolução do conflito.

Oz estudou Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém no início da década de 1960, época em que também começou a publicar seus primeiros trabalhos em forma de contos. Seu primeiro livro, Where the Jackals Howl, foi lançado em 1965. Escritor, jornalista e ensaísta, venceu inúmeras premiações, incluindo os prêmios Goethe, Franz Kafka e uma indicação ao Nobel de Literatura em 2002.

Nesse encontro, o historiador e cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Árabes e Judaicos (Niej) da UFRJ Michel Gherman celebrará a vida e a obra deste grande pensador que, assim como declarou o jornalista Guga Chacra na sequência de sua morte, “merecia o Nobel de Literatura. E também o da Paz”.



O "DESPERTAR" EM PROUST E KAFKA


O escritor francês Marcel Proust começa sua grande obra literária pela experiência do despertar. Em sua busca do tempo perdido, a passagem do sono à vigília representa a possibilidade de lembrar do passado infantil a partir do presente em que está o narrador adulto. Tal experiência instantânea de suspensão da ordem do tempo fez com que o filósofo e crítico literário Walter Benjamin o relacionasse à história.

Também no começo do século XX, outro autor começava duas obras fundamentais pelo acordar. Trata-se do tcheco Franz Kafka. A metamorfose e O processo têm seu início de manhã, quando se deflagra a passagem do estado de normalidade a um estado de estranheza na condição do protagonista. Este curso tratará do “despertar” em Proust e Kafka.



O LUGAR DA FANTASIA NA PSICANÁLISE


A fantasia regula a nossa relação com a realidade, sempre insatisfatória diante de nossos desejos. Por essa razão, é onipresente em todas as atividades humanas. Uma das grandes descobertas da psicanálise é o lugar primordial ocupado pela fantasia no aparelho psíquico. Este curso tratará de alguns de seus aspectos mais importantes para o estudo da vida humana: o amor, o desejo e o gozo.



JANE AUSTEN E O FEMINISMO


A escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) é conhecida por suas histórias de amor – em Orgulho e preconceito, por exemplo, ela criou um dos casais mais famosos da literatura: Elizabeth e Darcy. Mas, nos seis romances que escreveu, tratou também de um tema mais que nunca atual: a condição de dependência da mulher. Suas heroínas, por meio de seus gestos desafiadores e, às vezes, pelo que não ousaram fazer, revelam as restrições impostas por uma sociedade que praticamente só apontava o casamento como opção de vida para a mulher.



ZUENIR E VERISSIMO – DOIS GRANDES ESCRITORES, 30 ANOS DE AMIZADE


Muito além de best-sellers e importantes contribuições para a literatura brasileira, os jornalistas e escritores Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo, amigos há três décadas, compartilham histórias, parceria e boas risadas. “A amizade é muito mais forte do que o amor: não tem exclusividade, ciúmes, não tem a ditadura da libido”, brinca Zuenir, autor de Cidade partida e 1968: o que fizemos de nós, sobre a relação que mantém com Verissimo, vencedor do Prêmio Jabuti em 2013, com a coletânea de contos Diálogos impossíveis.

Para celebrar os 30 anos desse lindo encontro, a CASA DO SABER RIO recebe a dupla de literatos para uma conversa descontraída, repleta de cumplicidade e bom humor, sobre a vida por trás de suas obras e paixões, da memória, da literatura e do jornalismo.



A MORTE COMO POTENCIALIZADORA DA VIDA


Conversar sobre a morte e sobre o sentido de morrer significa entregar-se a sentimentos difíceis. Durante toda a vida nos preparamos para as possibilidades que ela pode proporcionar. Sonhamos com nosso futuro e vamos à luta. Sonhos tão humanos de ter uma carreira, uma família, um amor (ou vários), filhos, casa própria, viagens, e de ser alguém na nossa própria vida (ou na vida de alguém). Buscamos orientação para as coisas mais incertas.

Quem garante que vamos ter sucesso na carreira? Quem garante que encontraremos o amor da nossa vida? Que teremos filhos? Quem garante? Ninguém garante nada sobre essas possibilidades – a morte é a única garantia que temos. Não importa quantos anos vivamos, quantos diplomas tenhamos, o tamanho da família que formemos. Com ou sem amor, com ou sem filhos, com ou sem dinheiro, o fim de tudo, a morte, chegará. E por que não nos preparamos? Por que não conversamos abertamente sobre essa única certeza?

Pensar que a morte nos traz um sentimento paradoxal de abundância e de vontade de viver. Esse é o mote principal que nos guiará nesse encontro com a doutora Ana Cláudia Arantes, que provocará a plateia com uma série de exercícios que estimulam a reflexão sobre a finitude da vida, a experiência do luto e do pesar, a lida com os nossos limites diários e com as diversas perdas que experimentamos ao longo da vida.

 

EM CASO DE INSCRIÇÃO SIMULTÂNEA PARA DUAS PESSOAS, SERÁ CONCEDIDO DESCONTO DE 20% NA SEGUNDA INSCRIÇÃO. DESCONTO VÁLIDO APENAS PARA VENDAS PELO TELEFONE 2227-2237 E NÃO CUMULATIVO COM OUTRAS PROMOÇÕES. 

 


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