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O PODER, O MAL E O AMOR EM SHAKESPEARE


William Shakespeare (1564 – 1616) desnudou a natureza humana. Chega-se a dizer que não somos nós que lemos Shakespeare – foi ele que nos leu. A diversidade de personagens é inesgotável, cada um com suas características. Boas e más qualidades convivem sem perder suas intensidades. No curso, o lado humano no cânone do Bardo será explorado em três fronts distintos: nas relações com o poder, com o mal e com o amor. Evidentemente, em nenhuma das situações, o dramaturgo se rende a estereótipos ou segue um padrão. Essas relações se desenvolvem de variadas formas, mas, como são sempre humanas, estão a todo tempo encontrando paralelos na história e nos dias atuais.

Embora Shakespeare tenha morrido há exatos 400 anos, suas obras guardam o frescor do jornal que se lê pela manhã. Como o assunto é a humanidade, vê-se que os mesmos sentimentos responsáveis pelas nossas ações se encontram, a nu, nas obras do Bardo.



NIETZSCHE & HÖLDERLIN: O ROMANTISMO ENTRE A POESIA E A FILOSOFIA


No fim do século XIX, Friedrich Nietzsche (1844 – 1900) descobriu a obra do poeta romântico Friedrich Hölderlin (1770 – 1843), que o antecedera em quase um século. Encontrou nele o mesmo impulso de aproximar amorosamente poesia e filosofia, criação e pensamento. Os dois pensaram criticamente o Racionalismo, que teria separado a sensibilidade e o entendimento, expulsando o amor - a experiência de ser com o outro e de ser pelo outro - da vida moderna. O poema O adeus, de Hölderlin, expõe sinteticamente a concepção de amor do Romantismo, um movimento que mudou não só a literatura, mas nosso modo de pensar, sentir, combater, viajar. Transformou nossa forma de viver e de morrer.



VIDA DE PRINCESA – O AMOR SUBJUGADO PELA POLÍTICA


A vida das princesas e rainhas europeias não era um sonho, e, muitas vezes, se convertia em um verdadeiro pesadelo. As regras que definiam os casamentos entre membros de famílias reais sofriam algumas alterações de uma corte para outra, mas sempre estiveram orientadas por razões de natureza política. Casamentos eram estratégicos e, geralmente, se configuravam como contratos assinados entre nações, sem que os futuros cônjuges tomassem parte na decisão. Às vezes, a união era formalizada ainda na infância dos noivos ou até mesmo logo depois do nascimento das crianças. Poucas foram as histórias com final feliz, como aquelas que lemos nos contos de fadas.

O objetivo desse curso é apresentar as circunstâncias desses matrimônios para conhecer um pouco mais a história geral do mundo entre o final do século XVIII e o começo do século XX.



A DIVINA COMÉDIA , DE DANTE ALIGHIERI


“O que é amar senão compreender e regozijar-se com o fato de que um ser viva, aja e sinta de maneira diferente da nossa, até mesmo oposta?”, escreveu Nietzsche em seu Humano, Demasiado Humano. Por vezes, a filosofia procurou responder à questão sobre o que é o amor e o que nos leva a sucumbir a ele. Nesse sentido, a literatura também fez a sua parte ao retratar a sensibilidade e as angústias de uma alma apaixonada, através de romances consagrados que atravessaram o tempo.

O que os pensadores clássicos têm a nos dizer sobre a condição humana perpassada pela experiência do amor? De que forma suas tramas e personagens refletem as relações intersubjetivas e os aspectos históricos e sociais de suas épocas?

Nesta aula, veremos o tema do amor em A divina comédia, escrita por Dante Alighieri na Idade Média, quando este sentimento se manifestava na valorização da “musa inspiradora” pela poesia dos trovadores.
 

5 AULAS*: R$540

*Para a compra do pacote de cinco aulas, entre em contato pelo telefone (21) 2227-2237



COMO NOS RELACIONAMOS HOJE?


Em uma sociedade marcada pela exigência da felicidade, qual o lugar do amor e do prazer e de que forma podemos melhorar o conflito entre realidade e desejo? Referência quando o assunto é relacionamentos na contemporaneidade, o psicanalista Contardo Calligaris provoca ao refletir sobre as condições de bem-estar nas relações atuais, atravessadas por aspectos culturais em constante transformação.

A CASA DO SABER RIO convida Contardo Calligaris a compartilhar sua experiência como psicanalista e cronista num debate sobre a forma como nos relacionamos (ou tentamos nos relacionar) no mundo contemporâneo.



AMÓS OZ, HUMANISMO E TOLERÂNCIA COMO PRINCÍPIO


Considerado um dos intelectuais israelenses mais aclamados da atualidade, Amós Oz nasceu em 4 de maio de 1939, em Jerusalém. Com uma interpretação racional sobre um dos mais complexos conflitos históricos do mundo, o escritor foi um defensor da paz com os palestinos sem nunca deixar de lado seu amor por Israel. Morreu no dia 28 de dezembro de 2018 sem ter visto a resolução do conflito.

Oz estudou Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém no início da década de 1960, época em que também começou a publicar seus primeiros trabalhos em forma de contos. Seu primeiro livro, Where the Jackals Howl, foi lançado em 1965. Escritor, jornalista e ensaísta, venceu inúmeras premiações, incluindo os prêmios Goethe, Franz Kafka e uma indicação ao Nobel de Literatura em 2002.

Nesse encontro, o historiador e cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Árabes e Judaicos (Niej) da UFRJ Michel Gherman celebrará a vida e a obra deste grande pensador que, assim como declarou o jornalista Guga Chacra na sequência de sua morte, “merecia o Nobel de Literatura. E também o da Paz”.



O "DESPERTAR" EM PROUST E KAFKA


O escritor francês Marcel Proust começa sua grande obra literária pela experiência do despertar. Em sua busca do tempo perdido, a passagem do sono à vigília representa a possibilidade de lembrar do passado infantil a partir do presente em que está o narrador adulto. Tal experiência instantânea de suspensão da ordem do tempo fez com que o filósofo e crítico literário Walter Benjamin o relacionasse à história.

Também no começo do século XX, outro autor começava duas obras fundamentais pelo acordar. Trata-se do tcheco Franz Kafka. A metamorfose e O processo têm seu início de manhã, quando se deflagra a passagem do estado de normalidade a um estado de estranheza na condição do protagonista. Este curso tratará do “despertar” em Proust e Kafka.



O LUGAR DA FANTASIA NA PSICANÁLISE


A fantasia regula a nossa relação com a realidade, sempre insatisfatória diante de nossos desejos. Por essa razão, é onipresente em todas as atividades humanas. Uma das grandes descobertas da psicanálise é o lugar primordial ocupado pela fantasia no aparelho psíquico. Este curso tratará de alguns de seus aspectos mais importantes para o estudo da vida humana: o amor, o desejo e o gozo.



JANE AUSTEN E O FEMINISMO


A escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) é conhecida por suas histórias de amor – em Orgulho e preconceito, por exemplo, ela criou um dos casais mais famosos da literatura: Elizabeth e Darcy. Mas, nos seis romances que escreveu, tratou também de um tema mais que nunca atual: a condição de dependência da mulher. Suas heroínas, por meio de seus gestos desafiadores e, às vezes, pelo que não ousaram fazer, revelam as restrições impostas por uma sociedade que praticamente só apontava o casamento como opção de vida para a mulher.