Busca

     

Resultado



AS ESCOLHAS AMOROSAS SEGUNDO JUNG


O problema do Amor faz parte dos grandes sofrimentos da humanidade. E ninguém deveria envergonhar-se de ter de pagar seu tributo a ele.” Carl Jung

O anseio primordial de todo ser humano poderia ser definido com a seguinte sentença: amar e ser amado. Não apenas o amor instintual, mas sim a sua forma mais elevada, aquela capaz de oferecer a experiência mais próxima da unidade. Nessa busca nos deparamos com um manancial de experiências e sentimentos nem sempre fáceis de lidar, compreender, aceitar, enfrentar ou simplesmente honrar. O psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875 – 1961), em suas investigações profundas a respeito da alma humana, nos oferece uma luz para compreender algumas destas questões arquetípicas que dizem respeito a todos nós, independente de época, idade e cultura.



O BANQUETE DE PLATÃO


O curso visa a apresentar e discutir o diálogo O Banquete, uma das obras mais belas, célebres e influentes de Platão. O objetivo é destacar tanto a riqueza literária quanto a complexidade filosófica desse texto, que apresenta uma disputa amistosa de discursos sobre a natureza do amor.



A FEMINILIDADE NA FRONTEIRA DO SEXO E DO GÊNERO


A diferença anatômica dos corpos foi diferentemente formulada ao longo da história, cada época privilegiando ora o sexo, ora o gênero, ambos conceitos inicialmente bem definidos: o primeiro designando um estado biológico sob a forma de homem ou mulher, o segundo uma construção cultural indicando papéis sociais. Tendo o gênero, pela evolução da cultura e aporte de estudos recentes, ultrapassado a concepção estrita de adoção desses papéis em relação ao sexo e passado a representar o próprio ser do sujeito, a harmonização de sexo e gênero se tornaria um dos desafios do século XXI.

A psicanálise traz sua contribuição para a compreensão do tema, a partir das posições subjetivas adotadas pelo sujeito. Ao longo de dois encontros, pensaremos a feminilidade e suas características à luz dos conceitos psicanalíticos sobre subjetividade, sexualidade e amor, e sobre a fronteira do sexo e do gênero.



PARA QUE SERVE A EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE INCERTEZA?


O século XXI produziu mudanças na nossa cultura de forma inédita e numa velocidade que nos lança na incerteza. Projetar o futuro é tão difícil quanto interpretar o presente, tendo a certeza de que não vivemos mais com as referências do passado. Na educação não é diferente. Novos cenários culturais, digitais e relacionais invadem o educativo. A capacidade do homem de criar, inventar e produzir conhecimento ampliou-se, exigindo da educação uma reinvenção necessária, assim como a valorização de seus aspectos essenciais. Preparar uma criança para viver num mundo em processo de metamorfose, como bem definiu Ulrich Beck, é uma tarefa complexa. O aluno, hoje, já é diferente de todos os aprendizes da história da educação. Informação democratizada, necessidade constante de adaptação ao novo e outras formas de relação com pares, professores e pais fazem dos integrantes dessa nova geração as testemunhas vivas de uma transição paradigmática.

Nesse encontro gratuito, organizado pela CASA DO SABER RIO em parceria com a Escola Parque, e que se repetirá no Leblon e na Barra da Tijuca, abordaremos em linhas gerais como contextos da nossa cultura dialogam com o ato socioeducativo e quais os desafios e possibilidades nesse novo cenário social.

> Haverá tradutor de português para Libras nas duas edições da palestra.

APOIO CULTURAL

 



O PODER, O MAL E O AMOR EM SHAKESPEARE


William Shakespeare (1564 – 1616) desnudou a natureza humana. Chega-se a dizer que não somos nós que lemos Shakespeare – foi ele que nos leu. A diversidade de personagens é inesgotável, cada um com suas características. Boas e más qualidades convivem sem perder suas intensidades. No curso, o lado humano no cânone do Bardo será explorado em três fronts distintos: nas relações com o poder, com o mal e com o amor. Evidentemente, em nenhuma das situações, o dramaturgo se rende a estereótipos ou segue um padrão. Essas relações se desenvolvem de variadas formas, mas, como são sempre humanas, estão a todo tempo encontrando paralelos na história e nos dias atuais.

Embora Shakespeare tenha morrido há exatos 400 anos, suas obras guardam o frescor do jornal que se lê pela manhã. Como o assunto é a humanidade, vê-se que os mesmos sentimentos responsáveis pelas nossas ações se encontram, a nu, nas obras do Bardo.



O PREÇO DA PERSISTÊNCIA: COMO DIZER ADEUS SE ME RECUSO A ACEITAR O FIM?


Quando um relacionamento acaba por causa da morte, divórcio ou afastamento de um dos cônjuges e outro lado da história se nega a aceitar esse encerramento mantendo a pessoa perdida em fantasia, isso pode se transformar em transtorno físico ou emocional.

Muitas vezes, se a relação não é finalizada, o indivíduo tende a se sentir paralisado, desnorteado e incapaz de se abrir genuinamente para o mundo e para outras possíveis relações amorosas.

Esse encontro tem o objetivo de apresentar ferramentas de enfrentamento ao fim das expectativas sobre o outro, de forma a permitir a conclusão de situações inacabadas, tendo como foco o recomeço, inerente a todo fim.

PARCERIA



NIETZSCHE & HÖLDERLIN: O ROMANTISMO ENTRE A POESIA E A FILOSOFIA


No fim do século XIX, Friedrich Nietzsche (1844 – 1900) descobriu a obra do poeta romântico Friedrich Hölderlin (1770 – 1843), que o antecedera em quase um século. Encontrou nele o mesmo impulso de aproximar amorosamente poesia e filosofia, criação e pensamento. Os dois pensaram criticamente o Racionalismo, que teria separado a sensibilidade e o entendimento, expulsando o amor - a experiência de ser com o outro e de ser pelo outro - da vida moderna. O poema O adeus, de Hölderlin, expõe sinteticamente a concepção de amor do Romantismo, um movimento que mudou não só a literatura, mas nosso modo de pensar, sentir, combater, viajar. Transformou nossa forma de viver e de morrer.



A DIVINA COMÉDIA , DE DANTE ALIGHIERI


“O que é amar senão compreender e regozijar-se com o fato de que um ser viva, aja e sinta de maneira diferente da nossa, até mesmo oposta?”, escreveu Nietzsche em seu Humano, Demasiado Humano. Por vezes, a filosofia procurou responder à questão sobre o que é o amor e o que nos leva a sucumbir a ele. Nesse sentido, a literatura também fez a sua parte ao retratar a sensibilidade e as angústias de uma alma apaixonada, através de romances consagrados que atravessaram o tempo.

O que os pensadores clássicos têm a nos dizer sobre a condição humana perpassada pela experiência do amor? De que forma suas tramas e personagens refletem as relações intersubjetivas e os aspectos históricos e sociais de suas épocas?

Nesta aula, veremos o tema do amor em A divina comédia, escrita por Dante Alighieri na Idade Média, quando este sentimento se manifestava na valorização da “musa inspiradora” pela poesia dos trovadores.
 

5 AULAS*: R$540

*Para a compra do pacote de cinco aulas, entre em contato pelo telefone (21) 2227-2237



COMO NOS RELACIONAMOS HOJE?


Em uma sociedade marcada pela exigência da felicidade, qual o lugar do amor e do prazer e de que forma podemos melhorar o conflito entre realidade e desejo? Referência quando o assunto é relacionamentos na contemporaneidade, o psicanalista Contardo Calligaris provoca ao refletir sobre as condições de bem-estar nas relações atuais, atravessadas por aspectos culturais em constante transformação.

A CASA DO SABER RIO convida Contardo Calligaris a compartilhar sua experiência como psicanalista e cronista num debate sobre a forma como nos relacionamos (ou tentamos nos relacionar) no mundo contemporâneo.