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AS TRÊS FERIDAS NARCÍSICAS DA HUMANIDADE: COPÉRNICO, DARWIN E FREUD


O Narcisismo é um conceito cunhado pela psicanálise inspirado no mito grego de Narciso, formalizado por Ovídio. Sigmund Freud (1856-1939), ao investigar a origem e constituição do “Eu”, chegou ao Narcisismo, que pode ser lido como uma fase intermediária entre o autoerotismo e o amor objetal. No texto Uma dificuldade no caminho da Psicanálise (1917), Freud relata três golpes narcísicos que a humanidade sofrera, isto é, três maneiras diferentes de destruição do Narcisismo: o golpe cosmológico, de Nicolau Copérnico (1473-1543); o golpe biológico, de Charles Darwin (1809-1882); e o golpe de natureza psicológica, da própria Psicanálise.

Ao longo de três encontros, serão apresentadas as feridas narcísicas da humanidade, bem como o conceito de Narcisismo e as psicopatologias decorrentes, fundamentais para pensar a clínica e a sociedade contemporânea.



HISTÓRIA, MITOLOGIA E RELIGIÃO – AS RELAÇÕES ENTRE AS GRANDES NARRATIVAS DA HUMANIDADE


Quando contamos as grandes histórias do passado, as maravilhosas narrativas mítico-religiosas, os avassaladores casos de amor e as guerras destruidoras e conquistadoras, nossas mentes são povoadas por imagens fantásticas – as vezes épicas e lendárias, as vezes históricas, as vezes belas, as vezes terríveis. Mas há algo, nas narrativas antigas, que transita entre o reino da realidade e o reino do sagrado.

O que dizer de Helena de Troia? O que dizer de Aquiles, Agamêmnon, Menelau e Páris? São personagens da mitologia grega, ou reis, rainhas, príncipes e princesas históricos? E quando pensamos em Cleópatra, Júlio César e Marco Antônio? Certamente nos parecem mais históricos, porém também são figuras rodeadas de elementos míticos? Quando falamos de personagens bíblicos, tais como Moisés ou Jesus? Qual o terreno narrativo que estamos percorrendo?

A pergunta que devemos nos colocar é: como devemos nos relacionar com uma história que, além de evidentemente fantástica, mítica ou religiosa, possui elementos históricos? Como mergulhar nas grandes lendas da humanidade e capturar o que há de real em um momento da história da humanidade onde o real e o divino estavam/eram indissociáveis?



CIÚME E INFIDELIDADE NA ERA DIGITAL


O uso da internet tem se tornado uma preocupação crescente em um mundo cada vez mais conectado. Apesar da vasta bibliografia internacional sobre o tema, pouco se sabe sobre o comportamento online de homens e mulheres no Brasil. No entanto, especialistas apontam que a internet mudou significativamente nossa forma de se relacionar. Qual o impacto do mundo virtual entre os casais? Como enfrentamos a solidão, o ciúme e a infidelidade online? Qual o limite do uso das redes sociais nos relacionamentos amorosos? Facebook, instagram e Twitter tornaram-se ferramentas tentadoras, fáceis e eficientes para checagem de perfis alheios e monitoramento dos parceiros. Somos protagonistas das nossas escolhas ou estamos aprisionados em fantasias, angústias e medos?

Nesses encontros, conversaremos sobre como a terapia cognitiva pode ajudar as pessoas a entender melhor os seus sentimentos. Se usada de modo consciente, a web pode, quem sabe, ser uma aliada dos relacionamentos amorosos.



AS ESCOLHAS AMOROSAS SEGUNDO JUNG


O problema do Amor faz parte dos grandes sofrimentos da humanidade. E ninguém deveria envergonhar-se de ter de pagar seu tributo a ele.” Carl Jung

O anseio primordial de todo ser humano poderia ser definido com a seguinte sentença: amar e ser amado. Não apenas o amor instintual, mas sim a sua forma mais elevada, aquela capaz de oferecer a experiência mais próxima da unidade. Nessa busca nos deparamos com um manancial de experiências e sentimentos nem sempre fáceis de lidar, compreender, aceitar, enfrentar ou simplesmente honrar. O psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875 – 1961), em suas investigações profundas a respeito da alma humana, nos oferece uma luz para compreender algumas destas questões arquetípicas que dizem respeito a todos nós, independente de época, idade e cultura.



O BANQUETE DE PLATÃO


O curso visa a apresentar e discutir o diálogo O Banquete, uma das obras mais belas, célebres e influentes de Platão. O objetivo é destacar tanto a riqueza literária quanto a complexidade filosófica desse texto, que apresenta uma disputa amistosa de discursos sobre a natureza do amor.



A FEMINILIDADE NA FRONTEIRA DO SEXO E DO GÊNERO


A diferença anatômica dos corpos foi diferentemente formulada ao longo da história, cada época privilegiando ora o sexo, ora o gênero, ambos conceitos inicialmente bem definidos: o primeiro designando um estado biológico sob a forma de homem ou mulher, o segundo uma construção cultural indicando papéis sociais. Tendo o gênero, pela evolução da cultura e aporte de estudos recentes, ultrapassado a concepção estrita de adoção desses papéis em relação ao sexo e passado a representar o próprio ser do sujeito, a harmonização de sexo e gênero se tornaria um dos desafios do século XXI.

A psicanálise traz sua contribuição para a compreensão do tema, a partir das posições subjetivas adotadas pelo sujeito. Ao longo de dois encontros, pensaremos a feminilidade e suas características à luz dos conceitos psicanalíticos sobre subjetividade, sexualidade e amor, e sobre a fronteira do sexo e do gênero.



PARA QUE SERVE A EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE INCERTEZA?


O século XXI produziu mudanças na nossa cultura de forma inédita e numa velocidade que nos lança na incerteza. Projetar o futuro é tão difícil quanto interpretar o presente, tendo a certeza de que não vivemos mais com as referências do passado. Na educação não é diferente. Novos cenários culturais, digitais e relacionais invadem o educativo. A capacidade do homem de criar, inventar e produzir conhecimento ampliou-se, exigindo da educação uma reinvenção necessária, assim como a valorização de seus aspectos essenciais. Preparar uma criança para viver num mundo em processo de metamorfose, como bem definiu Ulrich Beck, é uma tarefa complexa. O aluno, hoje, já é diferente de todos os aprendizes da história da educação. Informação democratizada, necessidade constante de adaptação ao novo e outras formas de relação com pares, professores e pais fazem dos integrantes dessa nova geração as testemunhas vivas de uma transição paradigmática.

Nesse encontro gratuito, organizado pela CASA DO SABER RIO em parceria com a Escola Parque, e que se repetirá no Leblon e na Barra da Tijuca, abordaremos em linhas gerais como contextos da nossa cultura dialogam com o ato socioeducativo e quais os desafios e possibilidades nesse novo cenário social.

> Haverá tradutor de português para Libras nas duas edições da palestra.

APOIO CULTURAL

 



O PODER, O MAL E O AMOR EM SHAKESPEARE


William Shakespeare (1564 – 1616) desnudou a natureza humana. Chega-se a dizer que não somos nós que lemos Shakespeare – foi ele que nos leu. A diversidade de personagens é inesgotável, cada um com suas características. Boas e más qualidades convivem sem perder suas intensidades. No curso, o lado humano no cânone do Bardo será explorado em três fronts distintos: nas relações com o poder, com o mal e com o amor. Evidentemente, em nenhuma das situações, o dramaturgo se rende a estereótipos ou segue um padrão. Essas relações se desenvolvem de variadas formas, mas, como são sempre humanas, estão a todo tempo encontrando paralelos na história e nos dias atuais.

Embora Shakespeare tenha morrido há exatos 400 anos, suas obras guardam o frescor do jornal que se lê pela manhã. Como o assunto é a humanidade, vê-se que os mesmos sentimentos responsáveis pelas nossas ações se encontram, a nu, nas obras do Bardo.



O PREÇO DA PERSISTÊNCIA: COMO DIZER ADEUS SE ME RECUSO A ACEITAR O FIM?


Quando um relacionamento acaba por causa da morte, divórcio ou afastamento de um dos cônjuges e outro lado da história se nega a aceitar esse encerramento mantendo a pessoa perdida em fantasia, isso pode se transformar em transtorno físico ou emocional.

Muitas vezes, se a relação não é finalizada, o indivíduo tende a se sentir paralisado, desnorteado e incapaz de se abrir genuinamente para o mundo e para outras possíveis relações amorosas.

Esse encontro tem o objetivo de apresentar ferramentas de enfrentamento ao fim das expectativas sobre o outro, de forma a permitir a conclusão de situações inacabadas, tendo como foco o recomeço, inerente a todo fim.

PARCERIA