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QUESTÕES DO ESPAÇO - ARTE, ARQUITETURA E PAISAGEM


Desde os anos 1960, observamos os fenômenos que caracterizam a formação de um campo expandido da arte cujas fronteiras entre escultura, arquitetura e paisagem foram esmaecidas, senão completamente apagadas, em obras específicas. Os trabalhos de land art promoveram não apenas a transposição das escalas entre disciplinas, mas também a indefinição de campo de atuação destes artistas. Os desdobramentos destas práticas, bem como da Arte Relacional, trouxeram novas questões para o debate sobre o espaço na arte, que ora nos remetem a mudanças, e ora nos apontam possíveis genealogias ou memórias de tempos passados, em que artistas também pressionaram seus limites de atuação. São os casos de trajetórias como as de Lászlo Moholy-Nagy - visão e movimento - e a cosmologia de Buckminster Fuller, para citar alguns exemplos.

Do ponto de vista da arte, podemos revisitar diversos trabalhos para elucidar as questões e, provavelmente, encontraremos particularidades que não impedem a configuração de uma rede heterogênea. Mais instigante, no entanto, é observar a dialética entre arte e arquitetura. Nesta relação, as áreas convergem em trabalhos, mas se dispersam em momentos e ritmos históricos distintos, em face da lógica forma-função determinante, por tantas décadas, para a arquitetura. Hoje, podemos pensar a arquitetura sem função ou a cidade edifício, sem o rótulo de idéias utópicas? O que mudou ao longo destas décadas que pode nos direcionar a uma arquitetura paisagem?

Isso posto, a motivação do curso está em atualizar um debate que vem sendo persistente por décadas, além de gerar pontos de partida para novas discussões necessárias.

> Este curso faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece nos dias 25 DE SETEMBRO E 02 DE OUTUBRO, ÀS 19H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.



ARTE SONORA, UMA INTRODUÇÃO


A arte sonora surge em meados da década de 60 na fronteira entre a música, as artes visuais e a arquitetura. Resultado de um processo de convergência entre estas três áreas e de um movimento crescente de mudanças nas formas de percepção humanas resultante da efervescência estética da primeira metade do século XX, a arte sonora se apresenta como um desdobramento deste cenário híbrido de meios e linguagens.

O objetivo deste encontro é apresentar uma introdução a arte sonora, apontando as diferenças com a música experimental e as relações com a arte, como gesamtkunstwerk (a "obra de arte total"), Duchamp e os seus primeiros trabalhos na área, os movimentos intermedia, as primeiras instalações e o som no espaço-tempo.

> Esta palestra faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece no dia 15 DE SETEMBRO, ÀS 22H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.

 


 



CONSTRUTIVISMO RUSSO-SOVIÉTICO E SEUS EXPOENTES


Em 2020, celebramos o centenário do projeto do Monumento da III Internacional, criado pelo escultor e artista Vladimir Tatlin (1885-1953), um dos pioneiros da vanguarda soviética. Em 1920, o designer gráfico Lazar El Lissitzky (1890-1941) inaugurava, em Berlim, uma retrospectiva do conjunto de seus Prouns e ilustrava o livro de contos de Vladimir Maiakovski (1893-1930) sobre Dois Quadrados. Kazimir Malevich (1878-1935) que, em 1915, liderava um novo movimento de arte experimental (o Suprematismo), viria a abalar os cânones da academia com o seu ideário da arte em movimento: uma conflagração em sintonia com o espírito da era revolucionária na Rússia.

Nesse sentido, o curso dará enfoque à colaboração entre os expoentes da vanguarda modernista, incluindo uma seleção das obras do fotógrafo Alexander Rodchenko (1891-1956), uma apresentação gráfica das obras de Maiakovsky, do cineasta Dziga Vertov (1896-1954), dos artistas Lyubov Popova (1889-1924) e Nikolai Suetin (1897-1954), além de um recorte das obras dos arquitetos Ivan Leonidov (1902-1959), Konstantin Melnikov (1890-1974), Alexander Vesnin (1883-1959), entre outros. As referências desta vanguarda em artes, design, publicidade, arquitetura, exerceram forte influência na produção da arte ocidental, e chegaram- a nós no contexto do projeto construtivo brasileiro. As palestras serão ilustradas com a projeção de reproduções das obras originais.



BAUHAUS E O DESIGN MODERNO


Escola pioneira do design moderno, a Bauhaus deixou marcas que persistem até hoje, 100 anos após sua fundação. Sua influência pode ser encontrada não apenas nos objetos cotidianos e na arquitetura, mas também nas artes e no ensino de artes e design mundo afora. Após os horrores da Primeira Guerra Mundial, a escola surgiu na Alemanha como iniciativa de Walter Gropius, que acreditava nos avanços da indústria e da tecnologia para transformar o mundo para melhor, e não para destruí-lo, combinando razão e utopia, expressão e método, arte e indústria.

A escola teve três importantes fases, com diferentes diretores e sedes, e muitos professores influentes, como Wassily Kandinsky, Paul Klee, Joseph Albers, Mis Van der Rohe. Em comum, havia a crença utópica na educação em vários sentidos: na formação de agentes capazes de difundir o método de criação, multiplicando a sua ação; e no potencial educador da arte e da forma que, disseminada em massa pelos objetos e ambientes, seria capaz de transformar o próprio homem e, assim, o mundo.

Este curso tem o objetivo de apresentar a história dessa escola multidisciplinar e sua produção, que engloba objetos, edifícios, produtos têxteis, figurinos, espetáculos teatrais, fotografias e peças gráficas.



EFEITOS DE UM MUNDO CONECTADO: TECNOLOGIA, CONTROLE E SUBJETIVIDADE


Em um mundo onde passamos cada vez mais tempo conectados, as tecnologias digitais vêm provocando mudanças inéditas na cultura, na economia, na política e na subjetividade. No uso cotidiano da internet, milhares de informações sobre indivíduos e populações são utilizadas para influenciar nossos comportamentos em diferentes direções: comprar produtos, consumir conteúdos, utilizar serviços, influenciar nosso voto, etc. Além disso, os dispositivos de comunicação modificam a forma como cada um se relaciona consigo e com os outros, produzindo novas demandas sociais e subjetivas. Discutiremos alguns dos elementos da arquitetura das plataformas e a lógica da economia digital para entender como novas formas de controle estão sendo criadas nesse contexto e quais as implicações em nossas subjetividades.



DESIGN E ARQUITETURA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX


Da escola Bauhaus ao movimento Art Déco. De Frank Lloyd Wright (1867 –1959) ao despojamento da nova arquitetura de Le Corbusier (1887 – 1965). Esse curso apresentará as principais questões relacionadas a uma nova consciência nos campos da arquitetura e do design, por meio da obra de arquitetos e artistas da primeira metade do século XX.



UMA ARQUITETURA BRASILEIRA À CAPELA


A arquiteta carioca Carla Juaçaba dedica-se ao desenho de diversos espaços com um olhar disciplinado que destaca o particular e exuberante contexto brasileiro. Convidada em 2018 pela Cidade do Vaticano para a sua primeira participação na Bienal de Arquitetura de Veneza, Juaçaba apresentou a Vatican Chapel em uma interpretação particularmente minimalista, usando vigas de aço quadradas espelhadas e fileiras de suportes paralelos de concreto para implicar a forma e o layout interior de um espaço congregacional. A construção do esqueleto maximiza a transparência e a conexão perfeita entre o interior da capela e seu ambiente natural.

Nesse encontro, a arquiteta-artista contará um pouco sobre a experiência de ter participado da bienal e do processo de planejamento e desenvolvimento da capela.



HISTÓRIA DA ARTE: ARQUITETURA E ECLETISMO NO SÉCULO XIX


No século XIX, a arquitetura viveu um momento singular, com a produção de novos materiais após a Revolução Industrial, a difusão do ferro e do vidro e a disseminação de uma nova perspectiva urbanística, sobretudo depois das reformas implementadas pelo prefeito Georges-Eugène Haussmann em Paris. Na transição para o século XX, deu-se o período conhecido como Belle Époque, durante o qual se desenvolveu a linguagem do Art Nouveau, que se ramificou de maneira distinta e com diferentes denominações pela Europa e pelo Novo Mundo.

*Dado o extenso programa do curso, o professor poderá fazer pequenas alterações no andamento das aulas, de acordo com as necessidades do próprio curso e com a aquiescência dos alunos.



PELOS CAMINHOS DO RIO


Idealizado a partir da cronologia migratória que desembarcou na cidade do Rio de Janeiro, esse curso, que se desdobra entre aulas teóricas e passeios exploratórios, descortina elementos da geografia, da história, da arquitetura, da religiosidade, das artes e da cultura cariocas, revelando aspectos muitas vezes invisíveis ao cotidiano.

O curso se dará em três aulas na CASA DO SABER RIO ao longo de três sextas-feiras, seguidas por passeios aos sábados. Em cada um desses momentos, um Rio de Janeiro diferente será revelado: Rio árabe, o Rio português e o Rio africano.