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A FABRICAÇÃO DO REI: PODER E REPRESENTAÇÃO NO ANTIGO REGIME FRANCÊS


Durante o século XVII, a França conheceu sua experiência monárquica mais duradoura: os pouco mais de 70 anos de reinado de Luís XIV, o rei Sol. Grande guerreiro, político astuto, patrono das artes e da literatura, foi o responsável pela construção e pela transferência da corte francesa ao castelo de Versalhes. Mais de três séculos após a sua morte, Luís XIV permanece vivo no nosso imaginário coletivo, tendo sido os seus anos de governo aqueles que melhor simbolizam a ideia de absolutismo monárquico, e são justamente os símbolos desse poder tão emblemático e duradouro que estão no cerne das reflexões do historiador Peter Burke, que dedica ao monarca francês a publicação da obra A fabricação do rei – A construção da imagem pública de Luis XIV. Num misto de análise histórica e sociológica, Burke desvela nos seus meandros o fascinante processo de construção simbólica da autoridade real, o luxo, a pompa, a etiqueta e a hierarquia social, de que modo a observação desses elementos da sociedade de corte nos aproxima do ambiente de mentalidades do século XVII francês, da qual emerge a figura e a mística do rei Sol. Podem a arquitetura, a arte, a moda, os códigos comportamentais serem vistos como metáforas do poder real? Discutiremos esses assuntos tão instigantes nessa paletra.

 

> Esta palestra faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece no dia 11 DE DEZEMBRO, ÀS 17H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.

 



POLÍTICAS DA INTIMIDADE


Falamos hoje da perda da privacidade como uma das novas e radicais condições criadas pela nossa adesão à vida virtual. Documentários como O Dilema das Redes ou séries como Privacidade Hackeada, ambas divulgadas pela Netflix, nos apontam esta realidade que, com razão, tanto nos intimida. Contudo, ainda estamos no campo da oposição clássica do público e do privado que nos acompanha desde a nossa origem grega, através de conceitos como ágora e oikos. Se, no entanto, fizermos um movimento de olhar nosso passado recente, uma decantação parece se instalar: a que separa, sem opor, espaço privado e espaço de intimidade. É assim que o século XVIII, numa associação especial entre a nova burguesia e a arquitetura de exteriores e de interiores, vai implantar uma política de espaços onde a intimidade será cultivada com suas múltiplas consequências políticas, sociais e existenciais.

> Este curso faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece nos dias 09 E 16 DE DEZEMBRO, ÀS 19H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.



QUESTÕES DO ESPAÇO - ARTE, ARQUITETURA E PAISAGEM


Desde os anos 1960, observamos os fenômenos que caracterizam a formação de um campo expandido da arte cujas fronteiras entre escultura, arquitetura e paisagem foram esmaecidas, senão completamente apagadas, em obras específicas. Os trabalhos de land art promoveram não apenas a transposição das escalas entre disciplinas, mas também a indefinição de campo de atuação destes artistas. Os desdobramentos destas práticas, bem como da Arte Relacional, trouxeram novas questões para o debate sobre o espaço na arte, que ora nos remetem a mudanças, e ora nos apontam possíveis genealogias ou memórias de tempos passados, em que artistas também pressionaram seus limites de atuação. São os casos de trajetórias como as de Lászlo Moholy-Nagy - visão e movimento - e a cosmologia de Buckminster Fuller, para citar alguns exemplos.

Do ponto de vista da arte, podemos revisitar diversos trabalhos para elucidar as questões e, provavelmente, encontraremos particularidades que não impedem a configuração de uma rede heterogênea. Mais instigante, no entanto, é observar a dialética entre arte e arquitetura. Nesta relação, as áreas convergem em trabalhos, mas se dispersam em momentos e ritmos históricos distintos, em face da lógica forma-função determinante, por tantas décadas, para a arquitetura. Hoje, podemos pensar a arquitetura sem função ou a cidade edifício, sem o rótulo de idéias utópicas? O que mudou ao longo destas décadas que pode nos direcionar a uma arquitetura paisagem?

Isso posto, a motivação do curso está em atualizar um debate que vem sendo persistente por décadas, além de gerar pontos de partida para novas discussões necessárias.

> Este curso faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece nos dias 25 DE SETEMBRO E 02 DE OUTUBRO, ÀS 22H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.



ARTE SONORA, UMA INTRODUÇÃO


A arte sonora surge em meados da década de 60 na fronteira entre a música, as artes visuais e a arquitetura. Resultado de um processo de convergência entre estas três áreas e de um movimento crescente de mudanças nas formas de percepção humanas, resultante da efervescência estética da primeira metade do século XX, a arte sonora se apresenta como um desdobramento deste cenário híbrido de meios e linguagens.

O objetivo deste encontro é apresentar uma introdução à arte sonora, apontando as diferenças com a música experimental e as relações com a arte, como gesamtkunstwerk (a "obra de arte total"), Duchamp e os seus primeiros trabalhos na área, os movimentos intermedia, as primeiras instalações e o som no espaço-tempo.

> Esta palestra faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece no dia 15 DE SETEMBRO, ÀS 22H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.



CONSTRUTIVISMO RUSSO-SOVIÉTICO E SEUS EXPOENTES


Em 2020, celebramos o centenário do projeto do Monumento da III Internacional, criado pelo escultor e artista Vladimir Tatlin (1885-1953), um dos pioneiros da vanguarda soviética. Em 1920, o designer gráfico Lazar El Lissitzky (1890-1941) inaugurava, em Berlim, uma retrospectiva do conjunto de seus Prouns e ilustrava o livro de contos de Vladimir Maiakovski (1893-1930) sobre Dois Quadrados. Kazimir Malevich (1878-1935) que, em 1915, liderava um novo movimento de arte experimental (o Suprematismo), viria a abalar os cânones da academia com o seu ideário da arte em movimento: uma conflagração em sintonia com o espírito da era revolucionária na Rússia.

Nesse sentido, o curso dará enfoque à colaboração entre os expoentes da vanguarda modernista, incluindo uma seleção das obras do fotógrafo Alexander Rodchenko (1891-1956), uma apresentação gráfica das obras de Maiakovsky, do cineasta Dziga Vertov (1896-1954), dos artistas Lyubov Popova (1889-1924) e Nikolai Suetin (1897-1954), além de um recorte das obras dos arquitetos Ivan Leonidov (1902-1959), Konstantin Melnikov (1890-1974), Alexander Vesnin (1883-1959), entre outros. As referências desta vanguarda em artes, design, publicidade, arquitetura, exerceram forte influência na produção da arte ocidental, e chegaram- a nós no contexto do projeto construtivo brasileiro. As palestras serão ilustradas com a projeção de reproduções das obras originais.



BAUHAUS E O DESIGN MODERNO


Escola pioneira do design moderno, a Bauhaus deixou marcas que persistem até hoje, 100 anos após sua fundação. Sua influência pode ser encontrada não apenas nos objetos cotidianos e na arquitetura, mas também nas artes e no ensino de artes e design mundo afora. Após os horrores da Primeira Guerra Mundial, a escola surgiu na Alemanha como iniciativa de Walter Gropius, que acreditava nos avanços da indústria e da tecnologia para transformar o mundo para melhor, e não para destruí-lo, combinando razão e utopia, expressão e método, arte e indústria.

A escola teve três importantes fases, com diferentes diretores e sedes, e muitos professores influentes, como Wassily Kandinsky, Paul Klee, Joseph Albers, Mis Van der Rohe. Em comum, havia a crença utópica na educação em vários sentidos: na formação de agentes capazes de difundir o método de criação, multiplicando a sua ação; e no potencial educador da arte e da forma que, disseminada em massa pelos objetos e ambientes, seria capaz de transformar o próprio homem e, assim, o mundo.

Este curso tem o objetivo de apresentar a história dessa escola multidisciplinar e sua produção, que engloba objetos, edifícios, produtos têxteis, figurinos, espetáculos teatrais, fotografias e peças gráficas.



EFEITOS DE UM MUNDO CONECTADO: TECNOLOGIA, CONTROLE E SUBJETIVIDADE


Em um mundo onde passamos cada vez mais tempo conectados, as tecnologias digitais vêm provocando mudanças inéditas na cultura, na economia, na política e na subjetividade. No uso cotidiano da internet, milhares de informações sobre indivíduos e populações são utilizadas para influenciar nossos comportamentos em diferentes direções: comprar produtos, consumir conteúdos, utilizar serviços, influenciar nosso voto, etc. Além disso, os dispositivos de comunicação modificam a forma como cada um se relaciona consigo e com os outros, produzindo novas demandas sociais e subjetivas. Discutiremos alguns dos elementos da arquitetura das plataformas e a lógica da economia digital para entender como novas formas de controle estão sendo criadas nesse contexto e quais as implicações em nossas subjetividades.



DESIGN E ARQUITETURA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX


Da escola Bauhaus ao movimento Art Déco. De Frank Lloyd Wright (1867 –1959) ao despojamento da nova arquitetura de Le Corbusier (1887 – 1965). Esse curso apresentará as principais questões relacionadas a uma nova consciência nos campos da arquitetura e do design, por meio da obra de arquitetos e artistas da primeira metade do século XX.



UMA ARQUITETURA BRASILEIRA À CAPELA


A arquiteta carioca Carla Juaçaba dedica-se ao desenho de diversos espaços com um olhar disciplinado que destaca o particular e exuberante contexto brasileiro. Convidada em 2018 pela Cidade do Vaticano para a sua primeira participação na Bienal de Arquitetura de Veneza, Juaçaba apresentou a Vatican Chapel em uma interpretação particularmente minimalista, usando vigas de aço quadradas espelhadas e fileiras de suportes paralelos de concreto para implicar a forma e o layout interior de um espaço congregacional. A construção do esqueleto maximiza a transparência e a conexão perfeita entre o interior da capela e seu ambiente natural.

Nesse encontro, a arquiteta-artista contará um pouco sobre a experiência de ter participado da bienal e do processo de planejamento e desenvolvimento da capela.

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