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CULTURA CONTEMPORÂNEA E GASTRONOMIA: UM PERCURSO HISTÓRICO DA CIVILIZAÇÃO


Pensar a gastronomia na sua relação com a cultura nos conduz a um conjunto de observações interessantes para ilustrar o percurso histórico da nossa civilização e sua atualidade. Observando sua prática e elaboração, podemos ver como se estabelecem as relações entre natureza e cultura, sagrado e profano, aristocrático e popular. Todas as distinções sociais tornam-se visíveis por decálogos oficiais, tais como os do século XVI onde só os nobres podiam comer assados ou por normas restritivas tais como a que aparece na bula papal proibindo as mulheres de comerem chocolate, cebola, pimenta e tomate porque “aumentam os calores”.

Também, se a riqueza das mesas reais mostra seu peso simbólico, sua inarredável relação com o luxo, foi apenas o progresso da metalurgia e da cerâmica que permitiu conservar os alimentos e projetar uma passagem organizada da alimentação simples à gastronomia complexa, objeto central no nascimento das cidades com os restaurantes e cafés propondo novos processos de sociabilidade e de distribuição dos prazeres ilustrando o modelo capitalista: disponível pata quem pode pagar.

Na atualidade, temos contrastes que dão a pensar. Se por um lado “a saúde substituiu a salvação”, os prazeres de mesa também sofreram restrições e vimos aparecer uma nova figura cultural muito recente: a dos nutrólogos. Por outro lado, os chefs de cuisine são elevados à categoria de celebridades, com uma infinidade de reality-shows sobre gastronomia, construindo assim uma noção de que conhecer os segredos sofisticados dos alimentos e temperos confere status aos profissionais e amadores que os conhecem e aos comensais que sabem desfrutá-los.

Nesse encontro, Ieda Tucherman traça um panorama histórico da relação da gastronomia com a cultura até os dias de hoje.

> Esta palestra faz parte da programação online ao vivo e gravada da Casa do Saber Rio via Zoom.
>> Se não puder participar ao vivo na primeira data, o Replay (gravado) acontece no dia 01 DE OUTUBRO, ÀS 19H.
>>> Os inscritos receberão por e-mail no dia de cada aula o link, o código e a senha de acesso à sala virtual.



O VINHO ATRAVÉS DOS TEMPOS


Muito mais que uma bebida, o vinho carrega em si histórias, a complexidade do tempo, a tradição das famílias produtoras. Degustar um bom vinho é entregar-se a uma verdadeira experiência sensorial que evoca as mais apuradas emoções. Dos elementos mais marcantes à sua importância econômica e cultural, o sommelier Celio Alzer nos conta nesse encontro um pouco da trajetória da bebida que é símbolo de sofisticação, confraternização e prazer. 



CERVEJA E HARMONIZAÇÃO


Além de ser a bebida alcoólica mais consumida pelo homem, a cerveja permite duetos surpreendentes com a gastronomia. Combinar os aromas e os sabores de alimentos e cervejas é uma arte milenar que todos podem aprender. Esse encontro, que mistura uma aula com degustação, explora o universo sensorial das harmonizações com essa bebida a partir de ingredientes simples: o queijo e o chocolate. A finalidade é produzir experiências gastronômicas únicas e inesquecíveis.



A ASTRONOMIA DO ZODÍACO – DIFERENTES OLHARES PARA O CÉU


As constelações zodiacais podem ser observadas no céu tanto quanto outras constelações. Mas por que elas se tornaram mais conhecidas do que, por exemplo, a de Vulpecula (Raposa) e a de Camelopardalis (Girafa)? Que tipo de fascínio o Zodíaco produziu na história do Ocidente e de parte do Oriente? Qual a natureza das críticas científicas ao Zodíaco e à astrologia, que se serve dessas constelações e dos planetas para realizar uma leitura simbólica do mundo?

O Zodíaco não existe em todas as culturas. Como é o céu para povos diversos e como eles olham e olharam esse céu? O céu dos indígenas, dos gregos antigos, dos aborígenes australianos e dos povos originários do Japão tem características próprias. Contudo, todos esses povos criaram valores e estruturas complexas, partilhadas socialmente, tendo como ponto de partida as múltiplas interpretações acerca do céu.

Nesse curso apresentaremos o modo como diversas culturas lidam com estrelas, planetas, sol, nebulosas, meteoros e outros eventos astronômicos, além de buscar entender como os diversos modelos cosmológicos foram criados.



CERVEJA: HISTÓRIAS, CULTURA E EXPLORAÇÃO SENSORIAL 


A descoberta da cerveja mudou a história da civilização. Da mesma maneira, a descoberta da cultura cervejeira está mudando hábitos e paladares, no Brasil e no mundo.

Nesses quatro encontros com degustação, o sommelier de cervejas José Raimundo Padilha vai explorar o rico universo das cervejas artesanais através de suas histórias, ingredientes e processos de produção. Vamos conhecer os principais estilos da bebida, as tradicionais escolas e as inúmeras possibilidades de harmonização com a gastronomia, além de aprender a identificar aromas e sabores em rótulos de diferentes marcas e estilos.



REPENSANDO A ALTA GASTRONOMIA


Em janeiro deste ano, a premiada chef Roberta Sudbrack causou surpresa ao anunciar o fechamento do restaurante carioca que levava seu nome – ele ostentava uma cobiçada estrela Michelin e havia se firmado como um dos melhores do país.

A decisão foi motivada pela vontade de se libertar das amarras da alta gastronomia: para ela, a pompa e os ritos próprios desse tipo de cozinha não faziam mais sentido. O rompimento, porém, foi com a forma, não com o conteúdo.

A chef planeja, ainda este ano, abrir uma nova casa em que a qualidade dos pratos continue a mesma, mas a proposta seja mais livre, alegre e acessível. Enquanto isso, dedica-se exclusivamente à comida de rua, com seu food truck servindo cachorros- quentes e sanduíches preparados com ingredientes selecionados com tanto cuidado quanto os de seus menus-degustação.

Nesse encontro especial, Roberta falará de sua trajetória de chef autodidata e da decisão de dar uma guinada na carreira, além de compartilhar sua visão para o futuro da alta gastronomia brasileira.



Irashaimase , saquê


Por trás da média dos 14 a 16º graus alcoólicos que caracteriza a bebida mais famosa do Japão, o saquê envolve em sua produção e consumo a história de uma cultura milenar. Tendo a água e o arroz como seus únicos ingredientes originais, a bebida conta hoje com aproximadamente 1.100 fabricantes e recorde de consumo em diversos países, como EUA, Austrália, Canadá e outros. No Brasil, não é diferente e o fermentado de arroz está conquistando cada vez mais o gosto dos cariocas e parece ter vindo para ficar.

Para conhecermos um pouco mais desse universo, a CASA DO SABER RIO O GLOBO convida Eduardo Preciado, dono de conceituados restaurantes japoneses do Rio de Janeiro, para um delicioso bate-papo seguido de degustação.



O sabor das ruas cariocas


A comida de rua é um bem cultural, um patrimônio valorizado em diversas partes do mundo. Os crepes das calçadas de Paris, os acarajés de Salvador, os hot-dogs de Nova York ou o falafel de Jerusalém já são considerados mais do que uma tradição. No Rio de Janeiro não é diferente. Aqui, uma legião de chefs produz bolinhos de bacalhau, pastéis, milhos, tapiocas, pães de queijo e tantas outras delícias da culinária brasileira. Esses quitutes, e tantos outros pelo mundo, têm o sabor da cultura local e nos identificam como parte de um todo social. Para falar sobre o assunto, Sérgio Bloch, idealizador do projeto Gastronomia de rua, e Inês Garçoni, jornalista especialista em gastronomia, convidam a Nega Teresa e a Nega do Caldo, duas chefs ambulantes com mais de dez anos de tradição nas ruas de Santa Teresa e do Rio Comprido, para bater um papo saboroso sobre comida de rua. Os encontros terão uma pitadinha de história da alimentação e, de quebra, uma degustação de dar água na boca ao fim de cada encontro.



Cerveja artesanal - Estilos e harmonizações


A cultura da cerveja artesanal é um fenômeno no Brasil e no mundo. Vivemos o renascimento da produção caseira, da fabricação em menor escala e da criação de novos estilos. Temos hoje uma diversidade de marcas que produzem extensos portfólios de cervejas com diferentes perfis sensoriais, ao contrário do que experimentaram nossos avós. Como saber, então, que cerveja vai agradar diante de uma gôndola com centenas de rótulos nacionais e importados? E mais: como essa cerveja vai se comportar com os pratos dos quais você mais gosta? Para entender a diferença entre os diferentes tipos e aprender a casar bebida e comida com perfeição, o curso apresenta os principais estilos produzidos no Brasil e suas harmonizações por meio de degustações harmonizadas.

O último encontro, no sábado, será uma ida à cervejaria artesanal Noi, em Niterói, com visita à fábrica, almoço harmonizado e bate-papo com o mestre cervejeiro.

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