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A ORIGEM DAS ESPÉCIES: UMA REVOLUÇÃO NO PENSAMENTO


Publicada em 1859, A origem das espécies, obra do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882), promoveu uma reviravolta não somente nas ciências, mas no pensamento como um todo. Seu impacto na filosofia e na religião foi sentido desde o primeiro momento e não é exagero afirmar que o choque do darwinismo se faz sentir até hoje. O curso oferece uma introdução a esse livro instigante, apresentando, em linguagem acessível, as suas principais teses. Serão examinados os precedentes desta obra na história da biologia e da filosofia e as discussões e controvérsias suscitadas por ela. Pretende-se, assim, lançar luz, sem preconceitos ou paixões, sobre um texto que não perdeu em nada a sua força e que é mais atual do que nunca.



A HISTÓRIA DA MENTE ATRAVÉS DOS SONHOS


Uma breve história da mente humana pelo fio condutor do sonho será o tema deste encontro. É curioso que a palavra em alemão para sonho — Traum — se pareça tanto com trauma, que, em grego, com etimologia bem distinta, quer dizer ferida. Memórias são cicatrizes e sua ativação durante o sono — os sonhos — possui causa e significado. Para iluminarmos as funções e as razões do sonho será preciso trilhar o longo caminho que vai da biologia molecular, neurofisiologia e medicina até a psicologia, a antropologia e a literatura, sem perder de vista que a evolução da espécie, em sua fase mais recente, é toda a nossa história.

Uma teoria satisfatória do sono e dos sonhos deve, primeiro, considerar todos os fenômenos relevantes e não apenas parte deles. Em segundo lugar, deve distinguir as várias funções dos diferentes estados de sono e de sonho. Em terceiro, deve produzir uma narrativa plausível de como tais estados favoreceram a aptidão para procriar genes e cultura através do tempo, evoluindo um conjunto de funções cumulativas e superpostas em camadas, que só podem ser compreendidas na ordem cronológica apropriada. Citando Carl Jung (1875-1961), trata-se de compreender em detalhes, em termos de seus mecanismos fundamentais, de que forma o sonho prepara o sonhador para o dia seguinte.



ANTROPOCENO – ONTEM, HOJE, AMANHÃ


Antropoceno é um termo formulado por Paul Crutzen, Prêmio Nobel de Química de 1995, e Eugene Stoermer, professor de Biologia da Universidade de Michigan, com o objetivo de indicar uma característica essencial de nossos dias: o fato de que o conjunto das atividades humanas se tornou uma força de transformação de alcance mundial cujas consequências terão longa duração. O prefixo grego antropo significa homem, humano; e o sufixo ceno denota as épocas geológicas. Estamos, portanto, na Época dos Humanos.

De fato, a civilização se tornou planetária: não existe hoje uma região sequer que não seja afetada direta ou indiretamente pela intervenção humana. Num prazo muito curto, mudamos a composição da atmosfera, devido ao uso contínuo de combustíveis fósseis; alteramos os regimes do clima; afetamos drasticamente uma série de biomas, inclusive nos oceanos; mudamos, em um único século, o padrão de sedimentação de todas as bacias hidrográficas do mundo, em todos os continentes... Geólogos do futuro que examinarem os vestígios de nosso tempo encontrarão evidências de que um novo agente global de transformação entrou em cena nesse período. Esse agente é a Humanidade.

Em consequência, doravante não viveremos mais no ambiente acolhedor dos últimos 15 mil anos, quando nossa civilização surgiu e se desenvolveu. Nós e nossos descendentes habitaremos em um mundo diferente, profundamente modificado por nossas próprias ações. Esse é o entendimento decisivo que é preciso alcançar para enfrentarmos os desafios que hoje se abrem e construirmos, juntos, nosso amanhã comum.



A ARTE DE LIDAR COM AS EMOÇÕES


A emoção é frequentemente colocada em oposição à razão e por isso considerada péssima conselheira. Curiosamente, Charles Darwin reconhecia nas emoções um aliado imprescindível para a evolução. O homem social interage, e aqueles que conseguem reconhecer suas emoções e usá-las a seu favor no inevitável processo de convivência, cada vez mais complexo, levam vantagem.

 

O psicólogo Daniel Goleman baseia-se nessa dinâmica para desenvolver o conceito de Inteligência Emocional, popularizado por ele em 1986 e que até hoje mantém-se relevante. A proposta desse curso é conhecer e explorar as ferramentas práticas dessa eficaz maneira de interagir que envolve o conhecimento de si mesmo e dos outros.

 

Entre os temas abordados estão as bases inatas das emoções, a socialização, o desenvolvimento da empatia e os impactos de sua redução na sociedade, a regulação emocional como alicerce para a saúde mental e a harmonia social, o primata colaborativo X o primata agressivo, as origens da xenofobia, da agressão, do bullying e de outros comportamentos corrosivos. Também serão discutidos programas preventivos de educação socioemocional: é possível domar a nossa biologia?