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COMO A TECNOLOGIA PODE NOS AJUDAR A SER UMA VERSÃO MELHOR DE NÓS MESMOS?


A tecnologia que avança cada vez mais em todas as dimensões das nossas vidas surpreende, provoca e, muitas vezes, assusta. Todos os dias, novos produtos e serviços nos propõem uma forma diferente de fazer as coisas, exigindo de nós adaptação constante. Estamos em permanente estado "beta". Neste encontro, vamos olhar para várias inovações e entender de que forma podemos usar a tecnologia a nosso favor.



A POÉTICA DO JESUS HISTÓRICO


À medida que o ser histórico e humano Jesus de Nazaré iniciou sua vida pública, uma revolução poética deflagrou-se. O simples homem galileu, chamado inclusive por seus opositores de “Mestre”, por meio de suas pregações públicas, transmitiu seus ensinos por parábolas e por brevíssimas frases de efeito, mediante um excepcional e surpreendente primor retórico e poético. Não se deve desconsiderar que o Jesus histórico era um homem semianalfabeto, sem apoio dos poderosos, pregando de aldeia em aldeia, jamais escrevendo livros, questionando a hierarquia e a linguagem de sua época, encontrando, por fim, um desfecho terrível para sua vida: a pena de morte por meio da crucificação.

Jesus não fundou uma nova religião, mas, ao contrário, foi absolutamente fiel à sua tradição. A partir de sua morte, uma sucessão de eventos ocorreram, um novo mundo se abriu e, com tudo isso, a linguagem literária judaica e, posteriormente, de toda a tradição romana, grega e bárbara gradualmente alterou-se: quando o cristianismo tornou-se séculos mais tarde a religião dominante no Império, ele modificou não apenas as religiões, as instituições e os valores, mas também as artes. Tudo isso vinculado ao simples carpinteiro de Nazaré. Qual é a força da linguagem desse homem? Qual o poder de sua expressão verbal? Qual o vigor de suas parábolas? Jesus não foi apenas um grande líder religioso da humanidade. Foi um grande poeta e artista.



CRUZADAS: A CRUZ E O CRESCENTE


As Cruzadas foram expedições de caráter religioso, econômico e militar que se formaram na Europa entre os séculos XI e XIII contra os heréticos e os muçulmanos. Embora não tenha sido um movimento exclusivamente religioso, as Cruzadas tiveram o espírito de religiosidade da cristandade europeia como fator importante de sua formação, explicado muito fortemente pelo fato de ser uma sociedade onde a fé superava a razão, a cultura era manipulada pela Igreja e vivia-se preso à ideia do pecado e da condenação eterna. Na época, era natural que o homem buscasse a salvação da alma através de atos de fé e de penitência. Entre eles, um dos mais desejados era ao menos uma vez realizar a peregrinação à Palestina – a Terra Santa –, onde Jesus Cristo havia nascido, sofrido e sido enterrado.

Nesse curso, o historiador Márcio Scalercio apresentará um panorama do movimento das Cruzadas, a reação muçulmana, a vida nos Estados Latinos da Terra Santa, a política que permeava as relações e os conflitos que definiram o curso da história.



AS BASES NEUROCIENTÍFICAS DA CRIATIVIDADE


De onde vem a criatividade? Seria algo inato? O que podemos fazer para aprimorar esta habilidade? Momentos desafiadores exigem soluções inovadoras para que as organizações se mantenham competitivas, entretanto, o estresse e as tensões do cotidiano nos afastam dessa capacidade criativa. A palestra abordará os processos mentais que dão origem à criatividade e o que podemos fazer para favorecê-la no ambiente de trabalho, ajudando no desenvolvimento de um novo mindset para os colaboradores e seus gestores. O objetivo é trazer uma perspectiva neurocientífica para essas questões, ressaltando não apenas o que pode ser feito, mas também o que deve ser evitado para fomentar uma cultura inovadora nas empresas.



NO MUNDO DA FÍSICA: DA CONCEPÇÃO CLÁSSICA ATÉ A REVOLUÇÃO QUÂNTICA


A física quântica mudou o entendimento da realidade de tal maneira que certa vez o cientista dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) afirmou que só não se escandaliza com ela quem não a entende. De fato, as descobertas envolvendo o mundo das partículas subatômicas revolucionaram a ciência no século passado e continuam a abrir perspectivas para a interpretação do universo.

Neste curso, o físico Marco Moriconi guiará os participantes ao longo das principais descobertas da física, desde sua concepção clássica até a revolução quântica.



O QUE, POR QUE E COMO LEMBRAMOS?


Em meio a urgências, instantaneidades e ansiedades da vida contemporânea, com que densidade refletimos sobre as construções e operações de nossas memórias individuais e coletivas? O que, por que e como lembramos? Além disso, o que nos leva aos desejos de “volta ao passado” e aos elogios à nostalgia?

A memória é amiúde representada em nossas sociedades como uma região poupada das intempéries do tempo, onde estariam depositadas e armazenadas lembranças de situações e eventos do passado. Porém, apesar de sua inegável relação com o já transcorrido, a memória é uma produção conectada a exigências do tempo presente. Se por um lado hoje experimentamos um contexto de rompimentos de paradigmas, por outro, assistimos ao avanço de cultos à restauração de tradições e passados míticos. Portanto, o pensamento crítico e fundamentado sobre a importância das esferas de memória e nostalgia na atualidade pode nos auxiliar a compreender algumas dinâmicas e paradoxos ligados a uma miríade de reorientações e inquietações sociais, culturais, (bio, macro e micro) políticas, econômicas, midiáticas, tecnológicas, urbanas etc.

Os objetivos do curso são apresentar um panorama das principais noções de memória (à luz de autores da filosofia, da história e da memória social) e trabalhar com recentes abordagens dos estudos da nostalgia, suscitando discussões articuladas a pontos de tensão da vida contemporânea.



CONFLITOS ARMADOS CONTEMPORÂNEOS


Criada com vistas a manter a paz, a segurança internacional e, por extensão, garantir mecanismos efetivos de proteção humanitária, a Organização das Nações Unidas concebeu as Operações de Paz no final da década de 1940 para alcançar esses objetivos basilares. Diante, entretanto, da complexidade dos conflitos armados a partir do término da Guerra Fria, particularmente na Somália, em Ruanda e na Bósnia, o Conselho de Segurança passou a incluir uma quantidade expressiva de tarefas relacionadas à proteção de civis no contexto de tais operações. Essa importante mudança de postura permitiu uma multidimensionalidade no arcabouço institucional de resposta às emergências complexas.

Diante dessa perspectiva, o objetivo do curso é discorrer sobre a configuração dos conflitos armados contemporâneos e a lógica de resposta desenvolvida pelas Nações Unidas. Para tanto, num primeiro momento, apresenta as mudanças paradigmáticas na condução das guerras a partir do início da década de 1990 e o desenvolvimento normativo e institucional de resposta adotado pela ONU entre 1992-2017. Em seguida, reflete sobre os crescentes desafios e dilemas de coordenação humanitária diante da inclusão da proteção de civis nos mandatos das Operações de Paz e de diversas organizações governamentais e não governamentais.



O FUTURO DIGITAL PODE SER MAIS HUMANO?


A Quarta Revolução Industrial, como está sendo chamado o período que estamos atravessando, traz enormes avanços para a humanidade, mas ao mesmo tempo nos coloca frente a importantes desafios. O renascimento do feminismo; as relações humanas em um mundo cada vez mais conectado; a inteligência artificial que cada vez mais se incorpora ao nosso cotidiano e o papel das grandes marcas de tecnologia na nossa privacidade são assuntos transversais que vão impactar a vida de todos nós.

Neste encontro, vamos discutir algumas dessas tendências e refletir sobre este mundo VUCA – acrônimo inglês para volátil, incerto, complexo e ambíguo - em que vivemos, buscando entender melhor o que esperar deste futuro que fascina ao mesmo tempo em que assusta.



ISRAEL E O MUNDO


Os últimos episódios da política israelense atraíram ainda mais os olhares do mundo para o país, que vem protagonizando muitos dos debates diplomáticos na comunidade internacional. Das eleições que garantiram o quinto mandato de Benjamin Netanyahu em meio a acusações e investigações de corrupção à repercussão entre os países árabes de declarações polêmicas feitas recentemente pelo premiê, o que esperar sobre os rumos da economia e da segurança para o país?

O historiador Michel Gherman nos atualiza, em dois encontros, sobre o momento político atual de Israel, num panorama das relações internacionais com o Mundo Árabe, os Estados Unidos e o Brasil. Em pauta, a promessa israelense de anexar em definitivo parte da Cisjordânia onde residem colonos israelenses; a relação amistosa com o presidente norte-americano Donald Trump e o acordo de paz prometido pelos EUA para a região e o discurso de aproximação entre Brasil e Israel por parte do governo brasileiro.