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ECONOMIA PARA TELESPECTADORES: PERGUNTAS QUE VOCÊ SEMPRE QUIS FAZER, MAS NÃO SABIA COMO


Por que os preços sobem? Por qual razão o valor do dólar oscila? Há emprego para todos? Quem determina a taxa de juros? O governo pode gastar mais do que arrecada? Somos expostos diariamente a estes e a outros questionamentos nos noticiários, nas rodas de conversa do trabalho e até no tradicional almoço de domingo em família. Muitas vezes, eles provocam uma série de dúvidas e inseguranças sobre o funcionamento do sistema econômico e sobre como ele impacta as nossas vidas.

Neste curso, somos convidados a um passeio pelos conceitos econômicos fundamentais. Com uma linguagem clara e acessível, a ideia é expor os principais teóricos e correntes de pensamento, estabelecendo um canal direto com os cenários contemporâneos. Serão apresentados e analisados os principais indicadores econômicos – PIB, taxa de juros, taxa de câmbio, inflação e gasto público –, além das teorias que serviram de base para as diferentes políticas de governo no Brasil, discutindo a sua aplicação e consequente eficácia.



ÁFRICA PARA CURIOSOS


Apesar de não despontar como uma das grandes protagonistas das Histórias Antiga, Medieval e Contemporânea, a África sempre influenciou os principais acontecimentos sociais e políticos da humanidade. Ao longo de dois encontros, vamos mostrar o continente africano como sempre esteve: profundamente conectado às histórias da Europa, do Oriente e das Américas, e não como mero coadjuvante.



AQUARIO: UM MERGULHO NO MAIOR AQUÁRIO MARINHO DA AMÉRICA DO SUL


O AquaRio é o maior aquário marinho da América do Sul, com 26 mil m² de área construída na recém revitalizada zona portuária do Rio de Janeiro, 4,5 milhões de litros de água e 5 mil animais de 300 espécies.

Exemplo de empreendedorismo e determinação, a CASA DO SABER RIO recebe o diretor-presidente do AquaRio Marcelo Szpilman para uma palestra inspiradora sobre como foi sua trajetória para concretizar este sonho após 12 anos de incansável trabalho. No sábado, ele será o guia especial de uma visita ao AquaRio, em horário vip (sem público).



AS MONARQUIAS DA EUROPA 


Desmentindo a profecia de Faruque (1920-1965), rei deposto do Egito, de que haveria no mundo apenas cinco reis, os do baralho e o da Inglaterra, existem ainda hoje, na Europa, dez monarquias. Partindo de suas origens na Idade Média cristã, vamos analisar as linhagens desaparecidas em revoluções, os reis decapitados ou exilados. Procuraremos entender o que fez com que estas dez famílias escapassem desses processos históricos que pareciam inevitáveis. Como elas ainda encontram espaço e possibilidades de existência na sociedade ocidental? Quais suas diferenças, suas cumplicidades, suas características e seus mecanismos de sobrevivência?



HOLOCAUSTO: MEMÓRIA E TESTEMUNHO DA TRAGÉDIA


Este curso tem como objetivo compreender como o Holocausto se constituiu nas últimas décadas em um evento presente na memória coletiva das sociedades ocidentais. Durante muito tempo confinado a espaços subterrâneos, este evento emergiu na cena pública e foi alçado à condição, no século XX, de grande metáfora do sofrimento. Buscaremos abordar os processos de construção social dessa memória, na qual o testemunho das vítimas teve um papel importante. Também refletiremos sobre alguns de seus aspectos contemporâneos: as dimensões tecnológica, transnacional e de disputa em meio a memórias concorrentes e aos negacionismos dos tempos atuais.



NEUROCIÊNCIA: ENTRE A RAZÃO E A EMOÇÃO


Ainda que grande parte de nossas decisões pareçam irracionais – quem nunca escolheu uma avenida congestionada em horário de pico que atire a primeira pedra – não se aflija: por trás dessa aparente insensatez há não apenas uma, mas muitas explicações. A neurociência tem estudado com afinco o modo como as pessoas se comportam, e isso vai desde a forma como percebem o mundo até às tomadas de decisão mais corriqueiras. São fruto de mera intuição? Ou de um (des)equilíbrio neuroquímico? Quais as estratégias disponíveis para desconstruir essa tendência a tomar decisões que, racionalmente, são equivocadas?

A neurociência já possibilita conhecer peças que pregamos contra nós mesmos. Com a tomada de consciência, permitimos a construção de uma maneira mais saudável de lidar com razão e emoção nas situações do cotidiano. Este encontro apresenta dados de pesquisas de nomes como Daniel Kahneman e Amos Tversky (Rápido e Devagar), Hugo Mercier e Dan Sperber (The Enigma of Reason), Daniel Goleman (Inteligência Emocional) e Lisa Feldman Barret (How Emotions Are Made).



WINSTON CHURCHILL: UM INCORRIGÍVEL REACIONÁRIO OU LÍDER DA RESISTÊNCIA?


Para alguns, Winston Churchill (1874-1965) foi um irresponsável e incorrigível reacionário que desejava que o planeta se mantivesse eternamente estagnado na era vitoriana. Para outros, foi um homem admirável que ao longo de toda a carreira pública se preparou para desempenhar um destacado papel: o de liderar seu país na resistência desesperada contra o nazismo.

Este curso apresentará o líder britânico em diferentes períodos de sua vida: nos momentos de clímax da trajetória política, em que parecia solidamente posicionado no topo do mundo; e em épocas de graves crises e fracassos. Estará em cena, sobretudo, o personagem de indiscutível importância para a história do século XX que encarnou o final de uma era, sem deixar de servir como ponte para o início de uma nova.



TECNOCIÊNCIA PARA NEO-HUMANOS: RUMO A UMA “VERSÃO 2.0” DA ESPÉCIE


Em nossa civilização, estaria em curso uma mutação sui generis: embora a morfologia orgânica do Homo Sapiens seja a mesma há 120 mil anos, os humanos contemporâneos estariam experimentando uma autêntica deriva cognitiva, incomensurável em relação aos padrões anteriores, rumo a uma “versão 2.0” da espécie. A evolução darwiniana “pura” estaria em vias de ser suplantada por pelo menos dois motivos principais. Primeiro, em função da amplitude planetária dos empreendimentos econômicos, comparável à das grandes causas ambientais na teoria darwiniana. O segundo diria respeito à proliferação de extensões técnicas de movimento, sensibilidade e processamento, que possuem poder de reconfigurar nossos corpos, corações e espíritos.

Uma evolução não-orgânica da Evolução, permitindo antever o aparecimento – ou antes, a produção – de um novo estágio da vida. Torna-se, assim, indispensável debater os aspectos éticos, políticos e históricos dessa transição para uma condição neo-humana e também os reflexos do Antropoceno, característica essencial de nossos dias.



A POÉTICA DO JESUS HISTÓRICO


À medida que o ser histórico e humano Jesus de Nazaré iniciou sua vida pública, uma revolução poética deflagrou-se. O simples homem galileu, chamado inclusive por seus opositores de “Mestre”, por meio de suas pregações públicas, transmitiu seus ensinos por parábolas e por brevíssimas frases de efeito, mediante um excepcional e surpreendente primor retórico e poético. Não se deve desconsiderar que o Jesus histórico era um homem semianalfabeto, sem apoio dos poderosos, pregando de aldeia em aldeia, jamais escrevendo livros, questionando a hierarquia e a linguagem de sua época, encontrando, por fim, um desfecho terrível para sua vida: a pena de morte por meio da crucificação.

Jesus não fundou uma nova religião, mas, ao contrário, foi absolutamente fiel à sua tradição. A partir de sua morte, uma sucessão de eventos ocorreram, um novo mundo se abriu e, com tudo isso, a linguagem literária judaica e, posteriormente, de toda a tradição romana, grega e bárbara gradualmente alterou-se: quando o cristianismo tornou-se séculos mais tarde a religião dominante no Império, ele modificou não apenas as religiões, as instituições e os valores, mas também as artes. Tudo isso vinculado ao simples carpinteiro de Nazaré. Qual é a força da linguagem desse homem? Qual o poder de sua expressão verbal? Qual o vigor de suas parábolas? Jesus não foi apenas um grande líder religioso da humanidade. Foi um grande poeta e artista.